A intensa tempestade de inverno que começou a atingir a Costa Leste dos Estados Unidos no domingo cobriu o Nordeste do país nesta segunda-feira com acumulados que chegaram a 60 centímetros de neve, paralisando cidades como Nova York e Boston e afetando uma região com mais de 40 milhões de habitantes. Autoridades emitiram alertas de nevasca, fecharam escolas, suspenderam serviços de transporte e voos e decretaram proibição de circulação para veículos não essenciais. Pelo menos sete estados (Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia, Delaware, Connecticut, Rhode Island e Massachusetts) declararam estado de emergência.
Contexto: Tempestade de neve leva autoridades a decretar emergência e proibir circulação em NY e no Nordeste dos EUA
Em janeiro: Megatempestade de neve e gelo nos EUA leva regiões a declararem estado de emergência
Na manhã desta segunda, ventos intensos continuavam a soprar, e a neve ainda caía com força em muitos locais, criando condições de visibilidade quase nula. A tempestade, descrita como um nor’easter (como é chamada a tempestade do Nordeste) comparável em intensidade a um furacão de categoria 2, apresentou rajadas de vento que superaram 110 km/h em partes da Nova Inglaterra, com picos de até 158 km/h em Massachusetts. É esperado que o fenômeno perca força ao longo do dia.
— Essas são condições de nevasca. Nova York não enfrentou uma tempestade dessa escala na última década — disse o prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, em entrevista coletiva no domingo, citando o que chamou de “neve à moda antiga”. — Pedimos aos nova-iorquinos que evitem todas as viagens não essenciais. Por favor, para sua segurança, fiquem em casa, permaneçam dentro de casa e longe das estradas. E para as crianças de Nova York, vocês têm uma missão muito séria, se decidirem aceitá-la: fiquem bem aconchegantes.
Árvore caída impede passagem de limpa-neves no Brooklyn, em 23 de fevereiro de 2026, enquanto tempestade paralisa cidades da Costa Leste
Graham Dickie/The New York Times
Em Nova York, o Central Park registrou mais de 50 centímetros de neve entre domingo e esta segunda, o nono maior volume diário já medido no local. Em algumas áreas, os acumulados totais podem chegar a 56 centímetros. Algumas calçadas estavam bloqueadas por montes de neve de quase um metro de altura, e os serviços de ônibus e metrô foram limitados, com linhas para Nova Jersey e outros subúrbios paralisadas. Na tarde desta segunda, Mamdani suspendeu a proibição de circulação, mas alertou que as vias permaneciam escorregadias e pediu cautela:
“Esta nevasca é séria. Fique em casa”, escreveu o democrata nas redes sociais, observando que 2,6 mil trabalhadores da limpeza urbana, 2,3 arados e 700 caminhões de sal haviam sido mobilizados para ajudar a cidade a retomar as atividades o mais rápido possível.
Mais afetados pelo frio
O impacto no transporte, porém, foi generalizado. Até a manhã desta segunda, 10.739 voos nos EUA programados para ocorrer entre domingo e terça-feira haviam sido cancelados, de acordo com o serviço de monitoramento FlightAware. Aeroportos como John F. Kennedy, LaGuardia, Newark Liberty, Boston Logan e Philadelphia International ficaram praticamente fechados. A Amtrak suspendeu o serviço entre Nova York e Boston, e o Serviço Nacional de Meteorologia afirmou que as condições de nevasca tornam as viagens “potencialmente fatais”.
Onda de frio nos EUA: Tempestade de inverno provoca recorde de cancelamentos de voos desde a pandemia
Ao mesmo tempo, centenas de milhares de residências e empresas ficaram sem energia em vários estados. Cerca de 650 mil pessoas estavam sem energia em todo o país no início desta segunda-feira, incluindo quase 400 mil apenas em Massachusetts e Nova Jersey. Árvores e linhas de transmissão cederam sob o peso da neve úmida e dos ventos intensos e, em alguns locais, autoridades alertaram que os reparos só seriam iniciados quando as rajadas diminuíssem. Moradores foram informados de que poderiam enfrentar vários dias sem eletricidade.
A previsão era que a tempestade deixasse a Nova Inglaterra apenas na noite desta segunda. Cerca de 35 milhões de pessoas, de Maryland ao Maine, permaneciam sob alerta. Em Rhode Island, a nevasca era tão intensa que a maior parte dos limpa-neves foi temporariamente retirada de serviço. Em Nova York, o Departamento de Parques recebeu mais de 340 relatos de árvores caídas, disse um porta-voz da agência, observando que alguns relatos podem se referir aos mesmos incidentes.
— Estamos limpando as ruas e fazendo todo o possível para manter nossas vias livres para que os veículos de emergência possam passar — disse Mamdani, acrescentando que, até o momento, não há registros de mortes relacionadas à tempestade nem remoções involuntárias de pessoas em situação de rua.
Tempestade Fern: Entenda como o fenômeno pode levar neve, gelo e frio extremo a dois terços dos EUA
A tempestade ocorre semanas depois de a região se recuperar de outro sistema climático de inverno devastador, associado a mais de 100 mortes. Em nova pesquisa da AP-NORC, a maior parte dos adultos nos EUA (6 em cada 10) disseram ter sido pessoalmente afetados por frio severo ou tempestades de inverno nos últimos cinco anos. O número aumentou em relação ao ano passado, quando era de cerca de metade. Invernos anormalmente frios têm ocorrido com menos frequência na América do Norte, mas especialistas afirmam que os americanos estão enfrentando episódios de frio extremo de forma mais intensa quando eles acontecem.
(Com AFP, Bloomberg e New York Times)
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— Essas são condições de nevasca. Nova York não enfrentou uma tempestade dessa escala na última década — disse o prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, em entrevista coletiva no domingo, citando o que chamou de “neve à moda antiga”. — Pedimos aos nova-iorquinos que evitem todas as viagens não essenciais. Por favor, para sua segurança, fiquem em casa, permaneçam dentro de casa e longe das estradas. E para as crianças de Nova York, vocês têm uma missão muito séria, se decidirem aceitá-la: fiquem bem aconchegantes.
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Graham Dickie/The New York Times
Em Nova York, o Central Park registrou mais de 50 centímetros de neve entre domingo e esta segunda, o nono maior volume diário já medido no local. Em algumas áreas, os acumulados totais podem chegar a 56 centímetros. Algumas calçadas estavam bloqueadas por montes de neve de quase um metro de altura, e os serviços de ônibus e metrô foram limitados, com linhas para Nova Jersey e outros subúrbios paralisadas. Na tarde desta segunda, Mamdani suspendeu a proibição de circulação, mas alertou que as vias permaneciam escorregadias e pediu cautela:
“Esta nevasca é séria. Fique em casa”, escreveu o democrata nas redes sociais, observando que 2,6 mil trabalhadores da limpeza urbana, 2,3 arados e 700 caminhões de sal haviam sido mobilizados para ajudar a cidade a retomar as atividades o mais rápido possível.
Mais afetados pelo frio
O impacto no transporte, porém, foi generalizado. Até a manhã desta segunda, 10.739 voos nos EUA programados para ocorrer entre domingo e terça-feira haviam sido cancelados, de acordo com o serviço de monitoramento FlightAware. Aeroportos como John F. Kennedy, LaGuardia, Newark Liberty, Boston Logan e Philadelphia International ficaram praticamente fechados. A Amtrak suspendeu o serviço entre Nova York e Boston, e o Serviço Nacional de Meteorologia afirmou que as condições de nevasca tornam as viagens “potencialmente fatais”.
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Ao mesmo tempo, centenas de milhares de residências e empresas ficaram sem energia em vários estados. Cerca de 650 mil pessoas estavam sem energia em todo o país no início desta segunda-feira, incluindo quase 400 mil apenas em Massachusetts e Nova Jersey. Árvores e linhas de transmissão cederam sob o peso da neve úmida e dos ventos intensos e, em alguns locais, autoridades alertaram que os reparos só seriam iniciados quando as rajadas diminuíssem. Moradores foram informados de que poderiam enfrentar vários dias sem eletricidade.
A previsão era que a tempestade deixasse a Nova Inglaterra apenas na noite desta segunda. Cerca de 35 milhões de pessoas, de Maryland ao Maine, permaneciam sob alerta. Em Rhode Island, a nevasca era tão intensa que a maior parte dos limpa-neves foi temporariamente retirada de serviço. Em Nova York, o Departamento de Parques recebeu mais de 340 relatos de árvores caídas, disse um porta-voz da agência, observando que alguns relatos podem se referir aos mesmos incidentes.
— Estamos limpando as ruas e fazendo todo o possível para manter nossas vias livres para que os veículos de emergência possam passar — disse Mamdani, acrescentando que, até o momento, não há registros de mortes relacionadas à tempestade nem remoções involuntárias de pessoas em situação de rua.
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(Com AFP, Bloomberg e New York Times)










