Cuba teve acesso a mais de 300 drones militares e começou a discutir planos para utilizá-los para atacar a base americana em Guantánamo, navios militares dos Estados Unidos e, possivelmente, até mesmo a Flórida, informou o site americano Axios com base em informações de inteligência de Washington. A notícia vem à tona em um momento de grande tensão entre os dois países, em que autoridades de Havana acusam Washington de preparar o terreno político para uma ação militar contra a ilha de governo comunista.
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O fato evidencia a preocupação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a ameaça representada por Cuba devido aos avanços na guerra com drones e à presença de assessores militares iranianos em Havana, declarou ao Axios uma fonte de alto escalão da administração americana. Os supostos riscos que a proximidade com a ilha — aliada da Rússia e do Irã — ofereceria ao território americano são usados há meses como argumento por Trump para alimentar o discurso de que a derrubada do regime comunista cubano é uma questão de segurança nacional americana.
A ilha comunista enfrentou sucessivos governos dos Estados Unidos desde a década de 1960. Como presidente, Trump já ameaçou várias vezes “tomar o controle” do país caribenho, que fica a apenas 150 quilômetros do estado americano da Flórida. A região abriga uma grande e politicamente influente comunidade de exilados cubanos.
— Quando pensamos nesses tipos de tecnologias tão perto, e em uma série de maus atores que vão de grupos terroristas a cartéis de drogas, passando pelos iranianos e pelos russos, isso é preocupante — disse a fonte, que não foi identificada. — É uma ameaça crescente.
Cuba adquire drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e busca comprar mais, indicaram funcionários do governo americano. Havana rejeitou as acusações.
“O esforço anticubano para justificar, sem qualquer pretexto, uma agressão militar contra Cuba se intensifica a cada hora, com acusações cada vez mais inverossímeis”, afirmou no X o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío. “Os Estados Unidos são o país agressor. Cuba, o país agredido, amparado no princípio de legítima defesa”.
A reportagem do Axios foi publicada poucos dias após o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Radcliffe, ter visitado Havana, onde os cubanos enfrentam constantes apagões provocados pelo bloqueio de combustíveis imposto pelo governo Trump. Segundo o Axios, Radcliffe advertiu as autoridades em Havana para que não se envolvam em atos de hostilidade.
— O diretor Ratcliffe deixou claro que Cuba não pode mais servir como plataforma para que adversários impulsionem agendas hostis em nosso hemisfério — disse ao Axios um funcionário não identificado da CIA.
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Ele também afirmou, após a operação militar dos Estados Unidos em janeiro para derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que Cuba seria a próxima. A imprensa americana também informou que as autoridades dos EUA buscam processar o ex-presidente Raúl Castro, irmão de 94 anos do falecido líder revolucionário Fidel Castro. Fontes ouvidas pela rede americana CBS e pela agência de notícias Reuters afirmaram que o caso contra Raúl teria como fundamento a queda de um avião há 30 anos, da organização Irmãos ao Resgate — fundada por militantes exilados cubanos anti-Castro na Flórida.
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O fato evidencia a preocupação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a ameaça representada por Cuba devido aos avanços na guerra com drones e à presença de assessores militares iranianos em Havana, declarou ao Axios uma fonte de alto escalão da administração americana. Os supostos riscos que a proximidade com a ilha — aliada da Rússia e do Irã — ofereceria ao território americano são usados há meses como argumento por Trump para alimentar o discurso de que a derrubada do regime comunista cubano é uma questão de segurança nacional americana.
A ilha comunista enfrentou sucessivos governos dos Estados Unidos desde a década de 1960. Como presidente, Trump já ameaçou várias vezes “tomar o controle” do país caribenho, que fica a apenas 150 quilômetros do estado americano da Flórida. A região abriga uma grande e politicamente influente comunidade de exilados cubanos.
— Quando pensamos nesses tipos de tecnologias tão perto, e em uma série de maus atores que vão de grupos terroristas a cartéis de drogas, passando pelos iranianos e pelos russos, isso é preocupante — disse a fonte, que não foi identificada. — É uma ameaça crescente.
Cuba adquire drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e busca comprar mais, indicaram funcionários do governo americano. Havana rejeitou as acusações.
“O esforço anticubano para justificar, sem qualquer pretexto, uma agressão militar contra Cuba se intensifica a cada hora, com acusações cada vez mais inverossímeis”, afirmou no X o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío. “Os Estados Unidos são o país agressor. Cuba, o país agredido, amparado no princípio de legítima defesa”.
A reportagem do Axios foi publicada poucos dias após o diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Radcliffe, ter visitado Havana, onde os cubanos enfrentam constantes apagões provocados pelo bloqueio de combustíveis imposto pelo governo Trump. Segundo o Axios, Radcliffe advertiu as autoridades em Havana para que não se envolvam em atos de hostilidade.
— O diretor Ratcliffe deixou claro que Cuba não pode mais servir como plataforma para que adversários impulsionem agendas hostis em nosso hemisfério — disse ao Axios um funcionário não identificado da CIA.
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Ele também afirmou, após a operação militar dos Estados Unidos em janeiro para derrubar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que Cuba seria a próxima. A imprensa americana também informou que as autoridades dos EUA buscam processar o ex-presidente Raúl Castro, irmão de 94 anos do falecido líder revolucionário Fidel Castro. Fontes ouvidas pela rede americana CBS e pela agência de notícias Reuters afirmaram que o caso contra Raúl teria como fundamento a queda de um avião há 30 anos, da organização Irmãos ao Resgate — fundada por militantes exilados cubanos anti-Castro na Flórida.










