Guerra em terra e mar: EUA enviam navio de assalto anfíbio com milhares de fuzileiros de elite para o Oriente Médio
Israel: País afirma que chefe da Segurança do Irã, Ali Larijani, e comandante da milícia Basij foram mortos em ataques
Post de Donald Trump no Truth Social
Reprodução: Truth Social
“Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos ‘aliados’ da OTAN de que não querem se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã, no Oriente Médio”, diz Trump no início do texto. “Não estou surpreso com esta ação porque sempre considerei a OTAN, onde gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, como uma via de mão única — Nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós, em particular, em um momento de necessidade”, concluiu.
Em outro momento da nota, o mandatário afirma, ainda, não “necessitar” ou “desejar” mais a assistência dos países da Otan devido ao fato dos EUA terem “tido tanto sucesso militar” nas ofensivas contra o Irã. “Não precisamos da ajuda de ninguém”, concluiu o repúblicano.
Entenda o caso
A guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã “não tem nada a ver com a Otan”, afirmou nesta segunda o porta-voz do governo alemão, depois que Donald Trump pressionou seus aliados a ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o mercado mundial de petróleo.
Incêndio, desgaste e missão estendida: crise a bordo do principal porta-aviões dos EUA
— A Otan é uma aliança para a defesa do território [de seus membros e, na situação atual], não existe mandato para mobilizar a Otan — declarou o porta-voz alemão, Stefan Kornelius, em entrevista coletiva. — Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é a guerra da Otan.
Kornelius respondia, assim, a comentários feitos por Trump horas antes. O presidente republicano disse ao jornal Financial Times que a Aliança Atlântica — cujos membros ele já pressionou anteriormente a aumentar os gastos militares — enfrenta um futuro “muito ruim” se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, cujo fechamento de fato pelo Irã fez o preço do petróleo ultrapassar os 100 dólares por barril.







