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Segundo o governo peruano, Mashico nasceu em 5 de abril de 1900, embora não possuísse certidão de nascimento, o que impediu a validação oficial da idade por entidades como o Guinness World Records. Ainda assim, autoridades locais estimavam que ele tinha 125 anos e 360 dias no momento da morte.
Vida marcada por isolamento e trabalho rural
Morador do distrito remoto de Chaglla durante toda a vida, Mashico cresceu em situação de extrema pobreza após perder os pais aos sete anos, quando tentavam atravessar um rio. Sem acesso à educação formal, trabalhou desde cedo na agricultura, na criação de animais e também como pedreiro.
De baixa estatura, com cerca de 1,27 metro, ele viveu de forma reclusa e só foi identificado oficialmente pelo Estado peruano durante a pandemia de Covid-19, quando recebeu seu primeiro documento de identidade por meio do programa social Pensão 65. Já com cerca de 120 anos, passou a receber benefício estatal e ganhou notoriedade naciona
Após se aposentar, sofreu uma lesão grave no quadril que o obrigou a usar cadeira de rodas. Ele nunca se casou nem teve filhos.
Mashico atribuía sua longevidade a hábitos simples, como o consumo frequente de frutas, carne de cordeiro, ervas naturais e plantas medicinais, além do costume de mastigar folhas de coca, prática comum na região andina para aumentar a disposição durante o trabalho.
Em nota divulgada em 2024, o governo peruano destacou que sua longevidade estaria associada a um estilo de vida tranquilo, em contato com a natureza de Huánuco, aliado a uma rotina considerada saudável.
Apesar da repercussão de sua história, a idade de Mashico não foi reconhecida oficialmente. De acordo com o Guinness World Records, o homem mais velho já registrado foi Juan Vicente Pérez Mora, que morreu em 2024 aos 114 anos. Atualmente, o homem mais velho vivo é o brasileiro João Marinho Neto, com 113 anos, enquanto o título de pessoa mais velha do mundo pertence à britânica Ethel Caterham, de 116 anos.









