As forças de segurança do México lançaram uma operação de grande escala para capturar o principal chefe do tráfico do país após agências de inteligência mexicanas e americanas rastrearem uma de suas namoradas até um refúgio isolado em uma cidade colonial. A ação terminou com a morte de Nemesio “Mencho” Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, e desencadeou uma onda de violência em diferentes regiões do país.
Na madrugada de domingo, tropas de elite do Exército e da Guarda Nacional cercaram a comunidade de Tapalpa, no oeste do México, onde Oseguera permanecia escondido após a saída da namorada. Segundo o secretário da Defesa, general Ricardo Trevilla, os militares passaram a perseguir o traficante e seus seguranças, alcançando-os em uma área de mata nas proximidades.
Houve troca de tiros quando os guarda-costas de Oseguera, armados com dois lançadores de foguetes, abriram fogo contra as tropas. Oito pessoas morreram no confronto, incluindo o próprio Oseguera. Dois seguranças ficaram gravemente feridos e morreram posteriormente a bordo de um helicóptero militar, informou Trevilla.
De acordo com o secretário, os serviços de inteligência identificaram um homem próximo à namorada do traficante que a levou até Tapalpa, uma cidade serrana cercada por florestas de pinheiros, no estado de Jalisco. Autoridades mexicanas afirmaram que informações fornecidas pelos Estados Unidos contribuíram para a operação.
— O processo de inteligência é muito complexo; exige muito tempo para reunir grande quantidade de informações de diversas fontes nacionais e internacionais — disse Trevilla, ao lado da presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Após a ofensiva, o cartel lançou uma contraofensiva que elevou o número de mortos para mais de 50. Entre as vítimas estavam 25 soldados e agentes de segurança mexicanos e 30 supostos integrantes armados do grupo criminoso. Autoridades informaram que civis também foram atingidos no fogo cruzado, incluindo uma mulher grávida.
Emocionado, Trevilla interrompeu brevemente sua fala ao homenagear os militares mortos no domingo.
— Fortalecemos nossa relação com o Comando Norte dos Estados Unidos — afirmou o ministro.
Sheinbaum declarou que foi informada da operação nas primeiras horas de domingo e determinou a instalação de um comando central para coordenar as ações. Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de Oseguera.
As autoridades apreenderam armamento pesado, munição, dois lançadores de foguetes e oito veículos utilizados pelos operadores do cartel, alguns deles blindados. Segundo autoridades americanas, a Força-Tarefa Conjunta Interagências dos EUA contra Cartéis, unidade recém-criada e liderada pelos militares americanos para desmantelar redes do narcotráfico, colaborou com a missão.
Sheinbaum afirmou que não houve presença de tropas americanas em solo mexicano e reiterou que rejeitou qualquer envolvimento direto dos Estados Unidos. Destacou, porém, que seu governo ampliou a cooperação em segurança e inteligência.
— Todas as operações, desde o planejamento, são de responsabilidade das forças federais mexicanas — disse a presidente. Dois soldados ficaram feridos durante a ação.
Um dos principais operadores financeiros de Oseguera também morreu em um tiroteio em uma cidade próxima, ao tentar fugir de carro no domingo. Segundo Trevilla, o integrante do cartel oferecia recompensas de 20 mil pesos — quase US$ 1.200 — pela morte de qualquer soldado mexicano envolvido na operação.
Com a divulgação da ofensiva, integrantes do cartel recorreram a uma tática recorrente: bloquear vias com carros e caminhões incendiados. A reação se espalhou por 20 dos 32 estados do país, com 252 bloqueios, muitos deles em rodovias federais.
Grupos armados atacaram instalações militares inclusive em Tamaulipas, estado do Golfo do México e área estratégica na fronteira com os Estados Unidos. Também houve ataques a lojas de conveniência, agências de bancos estatais e postos de gasolina. Aeroportos foram fechados em diversas cidades.
No estado de Guanajuato, considerado território-chave para o cartel por causa de esquemas de contrabando de combustível, autoridades locais determinaram o fechamento de escolas e universidades na segunda-feira.
Segundo Trevilla, todos os bloqueios foram removidos até segunda-feira e a situação foi controlada. As forças de segurança detiveram mais de 70 pessoas. O serviço aéreo para o balneário de Puerto Vallarta, afetado pelos bloqueios, seria retomado ainda no mesmo dia.
O ministro afirmou que a cooperação de longa data com o Comando Norte dos Estados Unidos foi decisiva para o sucesso da operação.
— É um fluxo de informações muito importante, e foi assim que chegamos a este caso específico — declarou.
Na madrugada de domingo, tropas de elite do Exército e da Guarda Nacional cercaram a comunidade de Tapalpa, no oeste do México, onde Oseguera permanecia escondido após a saída da namorada. Segundo o secretário da Defesa, general Ricardo Trevilla, os militares passaram a perseguir o traficante e seus seguranças, alcançando-os em uma área de mata nas proximidades.
Houve troca de tiros quando os guarda-costas de Oseguera, armados com dois lançadores de foguetes, abriram fogo contra as tropas. Oito pessoas morreram no confronto, incluindo o próprio Oseguera. Dois seguranças ficaram gravemente feridos e morreram posteriormente a bordo de um helicóptero militar, informou Trevilla.
De acordo com o secretário, os serviços de inteligência identificaram um homem próximo à namorada do traficante que a levou até Tapalpa, uma cidade serrana cercada por florestas de pinheiros, no estado de Jalisco. Autoridades mexicanas afirmaram que informações fornecidas pelos Estados Unidos contribuíram para a operação.
— O processo de inteligência é muito complexo; exige muito tempo para reunir grande quantidade de informações de diversas fontes nacionais e internacionais — disse Trevilla, ao lado da presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Após a ofensiva, o cartel lançou uma contraofensiva que elevou o número de mortos para mais de 50. Entre as vítimas estavam 25 soldados e agentes de segurança mexicanos e 30 supostos integrantes armados do grupo criminoso. Autoridades informaram que civis também foram atingidos no fogo cruzado, incluindo uma mulher grávida.
Emocionado, Trevilla interrompeu brevemente sua fala ao homenagear os militares mortos no domingo.
— Fortalecemos nossa relação com o Comando Norte dos Estados Unidos — afirmou o ministro.
Sheinbaum declarou que foi informada da operação nas primeiras horas de domingo e determinou a instalação de um comando central para coordenar as ações. Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de Oseguera.
As autoridades apreenderam armamento pesado, munição, dois lançadores de foguetes e oito veículos utilizados pelos operadores do cartel, alguns deles blindados. Segundo autoridades americanas, a Força-Tarefa Conjunta Interagências dos EUA contra Cartéis, unidade recém-criada e liderada pelos militares americanos para desmantelar redes do narcotráfico, colaborou com a missão.
Sheinbaum afirmou que não houve presença de tropas americanas em solo mexicano e reiterou que rejeitou qualquer envolvimento direto dos Estados Unidos. Destacou, porém, que seu governo ampliou a cooperação em segurança e inteligência.
— Todas as operações, desde o planejamento, são de responsabilidade das forças federais mexicanas — disse a presidente. Dois soldados ficaram feridos durante a ação.
Um dos principais operadores financeiros de Oseguera também morreu em um tiroteio em uma cidade próxima, ao tentar fugir de carro no domingo. Segundo Trevilla, o integrante do cartel oferecia recompensas de 20 mil pesos — quase US$ 1.200 — pela morte de qualquer soldado mexicano envolvido na operação.
Com a divulgação da ofensiva, integrantes do cartel recorreram a uma tática recorrente: bloquear vias com carros e caminhões incendiados. A reação se espalhou por 20 dos 32 estados do país, com 252 bloqueios, muitos deles em rodovias federais.
Grupos armados atacaram instalações militares inclusive em Tamaulipas, estado do Golfo do México e área estratégica na fronteira com os Estados Unidos. Também houve ataques a lojas de conveniência, agências de bancos estatais e postos de gasolina. Aeroportos foram fechados em diversas cidades.
No estado de Guanajuato, considerado território-chave para o cartel por causa de esquemas de contrabando de combustível, autoridades locais determinaram o fechamento de escolas e universidades na segunda-feira.
Segundo Trevilla, todos os bloqueios foram removidos até segunda-feira e a situação foi controlada. As forças de segurança detiveram mais de 70 pessoas. O serviço aéreo para o balneário de Puerto Vallarta, afetado pelos bloqueios, seria retomado ainda no mesmo dia.
O ministro afirmou que a cooperação de longa data com o Comando Norte dos Estados Unidos foi decisiva para o sucesso da operação.
— É um fluxo de informações muito importante, e foi assim que chegamos a este caso específico — declarou.










