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A primeira lua cheia do ano é chamada de “Lua do Lobo” pela cultura popular do Hemisfério Norte, e estava mais visível no último sábado, dia 3 de janeiro. A nomenclatura vem dos povos originários da América do Norte, que acompanhavam a passagem do tempo pelas fases do satélite natural. Ela recebe essa denominação por ser o período em que os lobos ficam mais ativos no norte do continente americano, sendo reconhecidos por seus uivos sob a luz do astro. Outros nomes atribuídos a essa Lua cheia são “Lua Serena” e “Lua Central”.
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A visibilidade da “Lua do Lobo” pode ser notada ainda durante o pôr do sol, entre as 17h30 e 18h, horário local. O fenômeno também leva esse nome por ser visto somente em janeiro, como explica a agência espacial Nasa.
Segundo a Nasa, a primeira Lua cheia de janeiro também pode ser chamada de Lua do Gelo, Lua após o Yule, Lua Velh, Shakambhari Purnima, Paush Purnima, Lua do Festival Thaipusam, Lua do Festival Ananda Pagoda, Duruthu Poya e Lua Cheia de Tu B’Shevat.
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A “Lua do Lobo” é uma das três “superluas” que poderão ser vistas no ano de 2026. Além de janeiro, ela também poderá ser observada em novembro e em dezembro. Já no fim de maio, haverá uma microlua, fenômeno oposto à superlua, durante a “Lua Azul”, nome dado à segunda lua cheia que aparece no mês. A microlua também ocorrerá em junho e julho.
A superlua é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua cheia ou nova coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra. Nessas condições, o satélite natural pode parecer até cerca de 14% maior e 30% mais brilhante no céu em comparação a uma Lua cheia comum, embora a diferença nem sempre seja facilmente perceptível a olho nu. O efeito acontece porque a órbita lunar é elíptica, fazendo com que a distância entre a Terra e a Lua varie ao longo do mês.
Calendário Lunar de 2026
3 de janeiro de 2026: Wolf Moon (Lua do Lobo)
1º de fevereiro de 2026: Snow Moon (Lua de Neve)
3 de março de 2026: Worm Moon (Lua de Minhoca)
1º de abril de 2026: Pink Moon (Lua Rosa)
1º de maio de 2026: Flower Moon (Lua das Flores)
31 de maio de 2026: Blue Moon (Lua Azul)
29 de junho de 2026: Strawberry Moon (Lua de Morango)
29 de julho de 2026: Buck Moon (Lua dos Cervos)
28 de agosto de 2026: Sturgeon Moon (Lua do Esturjão)
26 de setembro de 2026: Harvest Moon (Lua da Colheita)
26 de outubro de 2026: Hunter’s Moon (Lua do Caçador)
24 de novembro de 2026: Beaver Moon (Lua do Castor)
24 de dezembro de 2026: Cold Moon (Lua Fria)

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deportou milhares de cubanos e de cidadãos de outros países para o México no último ano sem as devidas garantias legais e sem acesso a abrigo, comida ou assistência médica. Segundo um relatório da Human Rights Watch (HRW) divulgado nesta quarta-feira, a maioria dos deportados é formada por idosos, muitos com problemas de saúde crônicos que exigem tratamento contínuo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na República Dominicana, imigrantes vivem com medo de dar à luz em unidades de saúde. O motivo está na atuação de agentes de imigração dominicanos. Alocados em hospitais públicos, eles têm detido imigrantes sem documentos, que posteriormente são deportados, incluindo mães e seus recém-nascidos. A operação, em curso há mais de um ano, atingiu principalmente haitianos que fogem da catastrófica crise humanitária no Haiti. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em julho de 1826, o Congresso do Panamá se consolidava como o primeiro e principal antecedente histórico da integração latino-americana. Convocado pelo venezuelano Simón Bolívar, o encontro buscou criar uma confederação de repúblicas hispano-americanas que fossem capazes de coordenar a defesa comum, resolver conflitos e fortalecer a posição da América Latina frente às potências estrangeiras, mas perdeu força diante de divisões políticas encabeçadas por grandes nações, incluindo o Brasil. Quase 200 anos mais tarde, no entanto, a ideia de união nas Américas permanece sendo vista como um potencial a ser explorado — e, diante das rápidas mudanças globais provocadas pelos Estados Unidos sob Donald Trump, analistas acreditam que, juntos, países da região têm uma oportunidade estratégica a ser explorada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Congresso da Bolívia abriu caminho, nesta terça-feira, para que o presidente boliviano, Rodrigo Paz, declare estado de emergência no país, o que lhe permitiria usar as Forças Armadas e restringir certas liberdades para conter os protestos em massa que exigem sua renúncia.
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Com mais de dois terços dos votos a favor, a Câmara dos Deputados revogou uma lei que, desde 2020, limitava a capacidade do presidente de decretar estado de emergência. Já revogada pelo Senado, a legislação dá a Paz um caminho livre para seguir em frente.
O líder legislativo, Roberto Castro, anunciou o decreto da lei após mais de cinco horas de debate em sessão virtual com a participação de 117 dos 130 deputados. A secretaria da Câmara especificou que a legislação foi aprovada com “mais de dois terços” dos votos.
Milhares de manifestantes marcharam na segunda-feira em La Paz para exigir a renúncia do presidente, na quarta semana de protestos que provocaram escassez de produtos básicos em cidades importantes do país andino. Em um momento em que a Bolívia passa por aquela que já é considerada a pior crise econômica em quatro décadas, o mandatário de centro-direita que ascendeu ao poder em novembro classificou os atos como um teste à transição do país para uma economia mais aberta e para a democracia boliviana.
— Há muitos interesses internos e externos em fazer esta democracia fracassar e provocar desordem regional — afirmou Paz em entrevista à rede de TV Wall Street Week, da Bloomberg, no sábado, a partir do Palácio Presidencial. — Esta é uma questão sobre saber se a democracia na Bolívia é viável ou não.
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Paz, que assumiu o cargo após duas décadas de governos socialistas, tem alternando entre tentativas de diálogo com os manifestantes e a mobilização de forças de segurança para reprimi-los. Em viagem à cidade de Sucre, na segunda-feira, o presidente anunciou que reduzirá seu salário pela metade — em uma medida quase simbólica, uma vez que o valor corresponde a 24 mil bolivianos (cerca de 17 mil reais) — e fez um novo apelo ao diálogo com as organizações que lideram os protestos. No entanto, descartou dialogar com manifestantes radicais que usem de violência.
— Uma minoria não pode governar, uma minoria não pode abusar de nós e faremos cumprir claramente a Constituição — advertiu o presidente, que já havia anteriormente destacado que o Ordenamento Jurídico boliviano permite o uso de força para contenção de distúrbios sociais.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, pediu nesta terça-feira à comunidade internacional ajuda urgente para evitar um desastre na ilha, que está sob bloqueio energético dos Estados Unidos, em um discurso perante o Conselho de Segurança da ONU.
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— Faço um apelo à comunidade internacional para que se mobilize para evitar uma catástrofe humanitária que poderia ser imposta pela via das armas ou pelo bloqueio de combustível – declarou Rodríguez. — Chegou o momento da solidariedade para com Cuba.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou abertamente diversas vezes assumir o controle de Cuba e afirmou que, após a ofensiva que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela, a ilha comunista poderia ser seu próximo alvo militar.
Os cubanos sofrem há anos com duras condições econômicas, em parte devido ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos em 1962, com escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos. Os apagões generalizados são frequentes no país.
A situação piorou quando Trump interrompeu o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela após a queda de Maduro. Na semana passada, Washington apertou ainda mais o cerco ao denunciar judicialmente o ex-presidente cubano Raúl Castro pela morte de quatro americanos na derrubada de dois aviões de um grupo anticastrista em 1996. Raúl Castro exercia então o cargo de ministro da Defesa.
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Horas depois de a acusação contra ele se tornar pública, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, advertiu que os Estados Unidos estavam muito focados em mudar o sistema comunista de Cuba. Nesta terça-feira, o chanceler cubano afirmou que a acusação tem motivações políticas e negou que Havana represente uma ameaça à segurança nacional dos EUA, como afirma Washington.
— É uma ideia que vai contra a lógica e o senso comum — afirmou ao Conselho de Segurança da ONU. — Deixem Cuba viver em paz.
A Nasa divulgou, nesta terça-feira, novos detalhes sobre o plano para presença permanenteno Polo Sul da Lua. Num movimento que chamou atenção dos jornalistas presentes, a agência revelou que pretende posicionar drones nos extremos de sua área de operação, demarcando, na prática, o que está sendo chamado de “perímetro da base lunar”. A iniciativa aprofunda uma disputa silenciosa, mas crescente, com a China pelo controle das regiões mais estratégicas do satélite natural da Terra, ricas em depósitos de gelo que podem sustentar missões tripuladas de longa duração.
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Perguntado sobre as implicações jurídicas da demarcação perante países fora dos Acordos Artemis — bloco liderado pelos Estados Unidos do qual a China não faz parte —, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, desconversou.
“Estamos operando muito cientes do Tratado do Espaço”, disse, referindo-se ao acordo da ONU de 1967 que proíbe qualquer nação de reivindicar soberania sobre territórios em corpos celestes. “Queremos explorar. Vamos fazer reconhecimento”, completou, sem aprofundar. A resposta esquiva não disfarçou a mensagem implícita de que chegar primeiro é chegar melhor.
O instrumento central dessa estratégia territorial é o Moonfall, um drone lunar capaz de realizar múltiplos voos de curta distância entre pontos distintos da superfície, sendo essencialmente um minifoguete reutilizável, tecnologia inédita na exploração espacial.
O uso previsto para os veículos vai além do reconhecimento científico: posicionados estrategicamente, eles funcionarão como balizas físicas que antecipam a chegada dos astronautas e estabelecem, na prática, os limites da zona de operação americana.
Novo plano de construção da base lunar americana
Divulgação/Nasa
Para entender o momento atual da disputa, é preciso olhar para o passado. Em 2020, os Acordos Artemis estabeleceram regras de conduta para a exploração civil do espaço, entre elas a delineação de zonas de segurança operacional ao redor de infraestruturas lunares — ao que Pequim respondeu criando um tabuleiro paralelo, ao lado da Rússia.
Apesar das analogias tentadoras, classificar a atual conjuntura como uma mera repetição da Guerra Fria parece simplificar uma realidade bastante multifacetada. Tratados internacionais, como o do Espaço Sideral da década de 1960, proíbem expressamente reivindicações de soberania sobre a Lua ou qualquer corpo celeste.
No entanto, o Artigo IX do mesmo tratado exige que os países evitem “interferência prejudicial” nas missões de outros Estados. Na prática, quem chegar primeiro ao polo sul lunar controlará zonas operacionais estratégicas imensas.
Frente ao rápido avanço do programa espacial chinês, os Estados Unidos estabeleceram recentemente uma guinada radical na empreitada lunar. O cronograma, há muito pressionado por atrasos técnicos e orçamentários, foi virado de cabeça para baixo pela nova liderança da Nasa, sob o comando de Isaacman.
Veículos lançadores de EUA e China
Editoria de Arte
Pela ousadia técnica do projeto, a Nasa o atribuiu ao tradicional Jet Propulsion Laboratory (JPL), laboratório responsável por suas missões robóticas mais ambiciosas. A empresa Firefly, que realizou um pouso lunar bem-sucedido no ano passado, foi contratada para levar os drones à superfície.
Para percorrer esse território delimitado, a Nasa contratou as empresas Astrolab e Lunar Outpost para desenvolver os Lunar Terrain Vehicles (LTVs), veículos que transportarão dois astronautas cada, com velocidade máxima de 10 km/h e autonomia de até 200 km, quatro vezes o total acumulado por qualquer rover já operado em outro corpo celeste.
O transporte dos veículos até a superfície ficará a cargo da Blue Origin, com o módulo Blue Moon Mark 1. Além de pilotados, os LTVs poderão operar de forma autônoma, como missões robóticas. A General Motors integra o consórcio como subcontratante da Lunar Outpost.
A nova marca “Moon Base”
Outro movimento importante do anúncio desta terça foi incorporar formalmente ao programa missões que já estavam em fase avançada de desenvolvimento. A primeira delas, rebatizada Moon Base 1, será conduzida pelo próprio Blue Moon Mark 1, da Blue Origin, de Jeff Bezos, com lançamento previsto ainda neste ano.
O sucesso da missão é estratégico, já que a Blue Origin também é fornecedora de módulos de pouso tripulados, e o desempenho do Mark 1 pavimenta o caminho para o Mark 2, versão tripulada que deverá levar astronautas à superfície.
Projeto de base dos EUA na Lua
Nasa
As missões Moon Base 2 e 3 envolverão módulos da Astrobotic e da Intuitive Machines. A experiência recente das duas empresas ainda é uma questão, pois a primeira tentou, sem sucesso, um pouso anterior; a segunda realizou dois pousos com os módulos tombados, mas ainda operacionais. A programação é que os dois módulos devem voar antes de dezembro.
Três fases até a base permanente
O plano está dividido em três etapas. A primeira, em curso até 2029, prevê 25 missões, sendo 21 com pouso efetivo. O pacote de exploração também inclui testes de energia, navegação e comunicação, e a entrega de quatro toneladas de equipamentos para validar sistemas na superfície.
Rovers da Nasa que pousará na Lua
Divulgação/Astrolab
A segunda fase, entre 2029 e 2032, inclui a instalação de energia solar expandida, possivelmente reatores de fissão nuclear, e os primeiros módulos de habitação, com até 60 toneladas de carga em 24 pousos. A terceira, a partir de 2032, prevê rotação regular de tripulações, energia nuclear contínua e abastecimento anual de até 38 toneladas para manter a base em funcionamento permanente.
O programa regular de cargas lunares contratadas com empresas privadas segue em paralelo, com novos contratos previstos para o próximo mês. A Nasa também abrirá chamada de propostas para uma fase 2.0 do programa, com prazo até 30 de junho, com o objetivo de acelerar o ritmo das missões robóticas antes que qualquer outro país consolide presença na mesma região.

O Congresso e o Executivo fecharam um acordo para retirar a previsão de uso de recursos do Fundo Social do projeto sobre renegociação das dívidas rurais. A utilização era questionada pela equipe econômica do governo federal.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (26) pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), após reunião entre parlamentares e integrantes do governo, no Ministério da Fazenda.

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Segundo o relator do projeto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), a expectativa é retomar a discussão do texto nesta quarta-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com um entendimento consolidado entre Congresso e Executivo.

Trecho retirado

A proposta inicial previa utilizar recursos do Fundo Social para viabilizar o programa de renegociação das dívidas do setor agropecuário.

O fundo foi criado para receber parte das receitas da exploração do petróleo do pré-sal e financia áreas como educação, saúde, habitação popular, meio ambiente e combate à pobreza.

A utilização desses recursos para o programa rural enfrentava resistência da equipe econômica, que defendia preservar a finalidade original do mecanismo.

Com o acordo fechado nesta semana, o trecho será retirado do projeto.

Recursos do Tesouro Nacional

Segundo o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), o Tesouro Nacional poderá utilizar diferentes fontes de recursos para custear a iniciativa.

“O valor vai ser definido a partir do momento que nós definirmos quais são os critérios. Os critérios estão sendo debatidos”, afirmou o deputado.

De acordo com Pimenta, ainda não há estimativa oficial do volume total de dívidas que poderá ser renegociado.

Novas condições

Na semana passada, o governo tinha fechado um acordo para aumentar de um para dois anos o tempo de carência (início do pagamento das parcelas) e de seis para até dez anos o prazo de pagamento das dívidas renegociadas.

As taxas de juros deverão variar conforme o porte do produtor rural. Os critérios finais ainda estão em discussão entre governo e parlamentares.

Critérios climáticos

Uma das propostas analisadas prevê prioridade para produtores que tiveram duas safras afetadas por eventos climáticos extremos.

Segundo Pimenta, agricultores enquadrados nessas condições poderão ter acesso a regras mais favoráveis dentro do programa.

“Então, o produtor que se enquadra em todos esses critérios terá um tratamento”, disse o parlamentar.

Produtores fora desses critérios também poderão aderir ao refinanciamento, mas em condições diferentes.

Sem MP

Com o acordo costurado entre Congresso e governo, a tendência é que o tema avance por meio do projeto de lei já em tramitação.

Segundo Renan Calheiros, isso reduz a necessidade de edição de uma medida provisória para tratar da renegociação das dívidas rurais.

Israel está pressionando os Estados Unidos a incluir a liberdade de operação para as forças israelenses no Líbano no acordo de paz proposto com o Irã, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo Wall Street Journal (WSJ). O esforço, que ameaça criar mais um ponto de impasse nas negociações, ocorre enquanto o Estado judeu intensifica as operações no território libanês, expandindo as ações terrestres para além de uma zona-tampão autodeclarada no sul do país vizinho. A República Islâmica, por sua vez, insiste que qualquer trégua deve incluir o fim dos combates no Líbano.
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Quando o Hezbollah entrou na guerra em apoio ao Irã, em março, Israel respondeu com uma invasão terrestre no Líbano, intensificando seus ataques contra o grupo. Em abril, o governo americano pressionou por um cessar-fogo entre o Estado Judeu e o Líbano, mas, apesar da trégua, forças israelenses continuam trocando ofensivas.
Nesta terça-feira, o Exército de Israel disse ter atingido cerca de 150 alvos nos últimos dias, incluindo mais de 90 depósitos de armas. O Ministério da Saúde libanês, por sua vez, afirmou que 28 pessoas morreram e 204 ficaram feridas em ataques israelenses no último dia. Segundo a pasta, 3,2 mil pessoas morreram desde o início da atual rodada de combates.
As Forças Armadas israelenses afirmaram que militares ampliaram suas operações terrestres no Líbano para além de uma linha de demarcação estabelecida por Israel após o cessar-fogo de abril. A linha, separada da “Linha Azul” demarcada pela ONU, faz parte de uma proposta de zona-tampão que se estenderia de 5 a 10 quilômetros para dentro do Líbano.
Ameaça dos drones
Autoridades do Exército israelense afirmam que a expansão das operações visa eliminar a ameaça dos drones do Hezbollah. Segundo os militares, as Forças Armadas têm buscado encontrar soluções contra os dispositivos, e atualmente tentam neutralizá-los com redes e munições especiais, embora ainda não exista uma solução abrangente.
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Na segunda-feira, Netanyahu afirmou que Israel intensificaria os ataques contra o Hezbollah, enquanto uma autoridade americana disse que o grupo ignorou alertas para interromper ações que poderiam atrapalhar as negociações para encerrar a guerra. Pelo menos 22 soldados israelenses morreram na atual rodada de combates no Líbano.
A pressão sobre o premier tem crescido em Israel, com pedidos para que ele aja de forma mais dura contra o grupo xiita. Com o acordo com o Irã em fase avançada e provavelmente incluindo um cessar-fogo no Líbano, muitos em Israel, incluindo políticos e moradores do norte, têm manifestado frustração com o que consideram ser a incapacidade de Israel de atacar o Hezbollah de maneira contundente.
— Faço um apelo ao premier: pegue o telefone, ligue para Trump, vá até ele e bata na mesa. Deixe claro que o Estado de Israel não está disposto a aceitar isso, não está disposto a tolerar isso — disse o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, na segunda.
Acordo na mira
A declaração foi feita após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmar que foi alcançado um “certo grau” de entendimento com os EUA. Ele deixou claro, porém, que o acordo não era iminente. Nos últimos dias, Trump elevou a expectativa pelo fim da guerra ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado”, apesar do recuo de domingo, quando disse que Washington não pretende “se precipitar”.
— É correto afirmar que chegamos a conclusões sobre grande parte das questões, mas ninguém pode afirmar que isso significa que a assinatura de um acordo seja iminente — disse Baghaei a repórteres, em declarações transmitidas pela emissora estatal iraniana.
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O memorando de entendimento supostamente envolve uma prorrogação da trégua por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás em tempos de paz, e um plano posterior sobre o programa nuclear iraniano. Baghaei ainda disse que o Irã estava focado em garantir o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz, mas que o acordo não detalha como seria o processo para a reabertura.
Já nesta terça-feira, o Irã acusou os EUA de terem violado o frágil cessar-fogo após bombardeios noturnos de Washington contra instalações iranianas de lançamento de mísseis. A trégua entre os dois países, firmada em 8 de abril, foi seguida por semanas de impasse e ameaças, até que nos últimos dias ambas as partes relataram avanços no diálogo.
Ainda nesta terça, as trocas de fogo entre Israel e Hezbollah continuaram. Em cerca de duas horas, segundo o jornal israelense Haaretz, três alertas de possível infiltração de drones foram acionados na Galileia Ocidental. Israel também ordenou que todos os moradores da cidade de Nabatieh, ao norte do rio Zahrani, no Líbano, deixassem suas casas. Foi a primeira vez que militares ordenaram a evacuação da cidade desde o cessar-fogo alcançado em 16 de abril.
(Com AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou, nesta terça-feira emu exame médico anual, poucos dias antes de completar 80 anos. Presidente mais idoso já empossado, o republicano — que se vangloriou durante a última disputa presidencial de seu vigor mental e físico em comparação com seu antecessor democrata, Joe Biden — tem enfrentado especulações sobre sua saúde.
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O exame médico e odontológico de Trump foi realizado no Hospital Militar Walter Reed, perto de Washington, onde o mandatário chegou por volta das 8h50 no horário(9h50 em Brasília), segundo constatou um jornalista da AFP que viajava na comitiva presidencial.
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Alguns observadores destacaram que, às vezes, Trump dá sinais de sonolência em atos públicos, e, no passado, veículos de comunicação já mostraram fotos de suas mãos com pequenos hematomas.
Membros de seu gabinete, como o secretário de Estado, Marco Rubio, insistem, por sua vez, que Trump mantém um ritmo de trabalho muito intenso para um chefe de Estado de sua idade. Após o check-up, Trump tem várias reuniões de política interna e de estratégia na agenda, com a guerra no Irã como principal ponto da ordem do dia.
A Casa Branca costuma divulgar um resumo dos exame físicos do presidente em questão de horas ou dias, mas o grau de detalhamento oferecido fica inteiramente a seu critério. Trump completará 80 anos em 14 de junho e comemorará com um evento de artes marciais mistas (MMA) do UFC nos jardins da Casa Branca, com milhares de convidados.
O presidente passou por dois exames médicos no ano passado, um agendado em abril e uma visita não anunciada ao hospital em outubro, que desencadeou novas especulações.
No verão passado, a Casa Branca revelou que Trump havia sido avaliado por inchaço nas pernas e diagnosticado com insuficiência venosa crônica, uma condição comum em que válvulas defeituosas nas veias permitem que o sangue acumule, provocando inchaço, cãibras e alterações na pele.
Trump já explicou que toma aspirinas diariamente, o que reduz a coagulação sanguínea, segundo médicos. Isso poderia explicar os pequenos hematomas em suas mãos.
Após o exame de outubro, Trump disse que uma ressonância magnética realizada durante a visita mostrou que sua saúde cardiovascular era “excelente”.
Seu médico, o capitão da Marinha dos Estados Unidos, Sean Barbabella, escreveu em uma carta divulgada então pela Casa Branca que a idade cardíaca de Trump “resultou ser aproximadamente 14 anos menor do que sua idade cronológica”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil poderia estar “muito melhor”, caso a população não tivesse sido influenciada, no período eleitoral, por mentiras contadas por políticos descompromissados com a população pobre.

A declaração foi feita durante a entrega de 576 moradias do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Manaus, no Residencial Morar Melhor, localizado no bairro Tarumã-Açu. Com o investimento de R$ 92,16 milhões, o empreendimento deverá beneficiar 2 mil pessoas.

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Segundo Lula, pessoas como as que estavam no público, beneficiadas pelo MCMV, são frequentemente tratadas como “invisíveis” por grande parte dos políticos.

Partindo dessa premissa, o presidente defendeu que eleitores tenham “maturidade e seriedade”, distinguindo verdades de mentiras ao decidir o futuro do país. Nesse sentido, ele alertou sobre a disseminação de informações falsas usando inteligência artificial nas redes sociais.


Manaus (AL), 26/05/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a unidade habitacional do Conjunto 15 do Residencial Morar Melhor, do Programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Morar Melhor. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Residencial Morar Melhor, do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Manaus – Ricardo Stuckert/PR

“O Brasil é um país que já poderia estar muito melhor. Não fica porque, de vez em quando, a gente elege alguém que não tem nenhum compromisso com nada. São pessoas que exercem o mandato de presidente, pessoas que nunca conversaram com vocês, pessoas que nunca viram vocês e que tampouco ligam para o povo pobre”, discursou o presidente.

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Maturidade e seriedade

Na avaliação de Lula, o povo pobre só ganha importância para essa gente em época de eleições.

“É importante que vocês saibam que, na hora de decidir o destino desse país, dessa cidade, desse estado, vocês têm que se comportar com muita maturidade e com muita seriedade. Não dá para a gente continuar acreditando nas mentiras contadas 24 horas por dia no celular”, argumentou.

“Agora inventaram uma coisa chamada Inteligência Artificial, que é muito boa para a saúde, para a educação, para a ciência e a tecnologia. É muito boa para muita coisa. Mas eu acho que não presta para eleição, porque a inteligência artificial pode contar muita mentira através do telefone celular. Então vamos ter muita responsabilidade, porque esse país precisa de gente séria”, complementou.

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