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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30), que o novo ministro da Educação será Leonardo Barchini, que ocupa atualmente o cargo de secretário-executivo da pasta. O atual ministro, Camilo Santana, deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano. 

Em evento de balanço do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, Lula pediu ao futuro ministro que dê continuidade aos investimentos na área em todo o país. Na cerimônia, ocorreu a inauguração simultânea de 107 obras de educação. 

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Segundo o governo, o investimento federal nas construções soma R$ 413,49 milhões, provenientes do Novo PAC e de recursos próprios do Ministério da Educação (MEC). 

Conectividade

O governo ainda anunciou a marca de 99 mil escolas com conectividade adequada, o que representa mais de 71,7% das unidades de ensino. O governo informou que a meta é conectar 137,847 mil escolas de educação básica. 

Segundo Lula, o objetivo é que 100% das escolas estejam com internet. A ideia é beneficiar 24 milhões de estudantes. Em 2023, esse percentual era de 45,4%. 

O Ministério das Comunicações informa que a meta é conectar 137.847 mil escolas de educação básica. Atualmente, 99.005 escolas públicas brasileiras contam com conectividade adequada para uso pedagógico, o que representa 71,7% das unidades do país

Durante o evento, o Ministério das Comunicações anunciou a contratação de serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas em todo o país, medida que permitirá universalizar o acesso à internet nas unidades de ensino da educação básica ainda não conectadas até o fim de 2026. 

Segundo o governo, na Região Norte, o número de escolas com conectividade adequada passou de 4.803 em 2023 para 12.714, atualmente (62,5%). Nas escolas rurais, o total foi de 17.367 para 34.913 unidades (69,7%). Nas comunidades tradicionais, também houve elevação. São 1.815 escolas indígenas e 1.971 escolas quilombolas com conectividade

Obras

No balanço do Ministério da Educação, foi informado que há 9,7 mil obras, sendo 7,1 mil em andamento e 2,6 mil concluídas. 

As obras incluem 18 creches, 23 escolas e três novos campi de institutos federais. As demais 63 obras correspondem a ampliações e melhorias em unidades já existentes. Na educação profissional e tecnológica (EPT), são 43 obras em 12 institutos federais em 12 estados do país. 

Os campi são do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), localizados em Umarizal, Touros e São Miguel.

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O presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência na Bolívia após mais de seis semanas de protestos contra ele, nos quais indígenas e produtores de coca leais ao ex-líder da oposição, Evo Morales, bloquearam rodovias, segundo um pronunciamento televisionado na manhã de sábado.
“Tomamos a decisão de declarar estado de emergência em todo o território nacional”, afirmou o chefe de Estado, que, cercado por seus ministros, denunciou o que chamou de “uma tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo narcoterrorismo”.
O presidente de centro-direita declarou o estado de emergência após um acordo para pacificar o país, assinado na sexta-feira com líderes da Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do país, e a decisão da Federação Camponesa Túpac Katari e de agricultores de Chapare de continuarem os protestos exigindo sua renúncia.
O astronauta italiano Luca Parmitano foi anunciado pela Nasa como piloto da missão Artemis III, tornando-se o primeiro europeu a integrar uma missão do programa que pretende levar humanos novamente ao entorno da Lua. Durante a apresentação da tripulação, o veterano da Agência Espacial Europeia (ESA) fez uma brincadeira sobre a futura jornada espacial: “espero que tenha alguma coisa italiana para comer”.
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A Artemis III está prevista para 2027 e representa mais uma etapa do programa Artemis, iniciativa liderada pela Nasa para ampliar a presença humana no espaço profundo e preparar futuras missões de longa duração. A escolha de Parmitano foi celebrada na Itália e na Europa por representar a primeira participação europeia em uma missão lunar do programa americano.
Nascido em Paternò, na Sicília, em 1976, Parmitano construiu carreira como piloto militar antes de ingressar na ESA. Ele acumulou mais de 2 mil horas de voo e possui certificação em mais de 20 tipos de aeronaves militares e helicópteros. Foi selecionado como astronauta em 2009 e, desde então, participou de missões na Estação Espacial Internacional (ISS), incluindo caminhadas espaciais.
Luca Parmitano aguarda um alvo na Terra para fotografar a partir da Cúpula, observatório da Estação Espacial Internacional (ISS)
Divulgação | ESA/Nasa
O italiano já protagonizou um dos episódios mais dramáticos da exploração espacial recente. Em 2013, durante uma atividade extraveicular, seu capacete começou a se encher de água devido a uma falha técnica, obrigando-o a interromper a operação e retornar rapidamente à ISS. O incidente levou à suspensão temporária das caminhadas espaciais enquanto a causa era investigada.
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Além de ter sido o primeiro italiano a realizar uma caminhada espacial, Parmitano também se tornou o primeiro comandante italiano da Estação Espacial Internacional, durante a missão Beyond, em 2019.
Na Artemis III, ele atuará como piloto da nave Orion. A missão terá papel estratégico na validação de sistemas e procedimentos para futuras operações lunares, incluindo manobras de acoplamento e integração com novos veículos espaciais.
O comandante astronauta da Nasa, Randy Bresnik, o piloto astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), Luca Parmitano, o especialista em missões, Frank Rubio, e o especialista em missões, Andre Douglas, em coletiva de imprensa anunciando a tripulação da missão Artemis III
RONALDO SCHEMIDT / AFP
O programa Artemis é considerado o principal esforço internacional de retorno à Lua desde as missões Apollo. Além dos Estados Unidos, envolve parceiros como a ESA, que participa do desenvolvimento de componentes essenciais da nave Orion e de futuras estruturas de apoio à exploração lunar.
Ao comentar sua escolha para a missão, Parmitano afirmou ter recebido a notícia com emoção e senso de responsabilidade. Para a Europa, sua presença na tripulação simboliza um novo capítulo na participação do continente na exploração espacial tripulada.
Tanto republicanos quanto democratas no Congresso americano resistem aos apelos do presidente Donald Trump para elevar o orçamento do Pentágono ao seu nível mais alto na história moderna, sinalizando uma iminente batalha sobre gastos militares, enquanto o governo se recusa a detalhar o custo da guerra com o Irã. Mesmo enquanto Trump tenta encerrar o conflito, ele e seu governo pressionam os republicanos a contornar a oposição democrata e aprovar US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão) em gastos militares por meio de um projeto de lei orçamentária especial que não poderia ser obstruído por filibuster, uma tática de obstrução parlamentarutilizada no Senado americano. Isso cobriria apenas uma fração do orçamento militar de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,7 trilhões) que ele solicitou para o próximo ano. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Atualmente, cientistas do mundo todo estão travando um intenso debate, com implicações de longo alcance para eventos climáticos extremos e desastres dispendiosos: as mudanças climáticas estão tornando o El Niño mais intenso? O El Niño, fenômeno natural que ocorre a cada poucos anos e eleva as temperaturas globais, acaba de começar e deve continuar até 2027. Cientistas afirmam que esta última versão provavelmente será especialmente potente e poderá quebrar recordes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Três anos e meio após voltar ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminará seu atual mandato sem conseguir cumprir uma das principais promessas na política externa: promover uma integração regional que recolocasse o país como protagonista. Além da ascensão de governos de direita na América do Sul, obstáculos internos, como a polarização política e restrições orçamentárias são apontados como fatores que impediram o avanço dessa agenda. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, chegou a um acordo nesta sexta-feira com a principal federação sindical do país, pondo fim a mais de seis semanas de bloqueios de estradas e protestos que exigiam a renúncia do presidente. A onda de protestos que tomou conta da Bolívia foi motivada pela pior crise econômica do país em quatro décadas.
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— A partir de agora, as medidas de pressão estão suspensas em todo o país — anunciou Mario Argollo, líder da Central Operária Boliviana, que destacou o “compromisso do governo de cumprir imediatamente tudo o que foi assinado”.
Os bloqueios de estradas que causaram escassez de alimentos e medicamentos em toda a Bolívia começaram a diminuir após quase 50 dias de conflito que testaram a resiliência do presidente. O número de bloqueios de estradas caiu para cerca de 50 na manhã de segunda-feira, ante mais de 100 nos dias anteriores, segundo a Administração Rodoviária Boliviana.
— O diálogo é mais forte que a força — afirmou Paz após a assinatura do acordo, que, no entanto, não abrange todos os setores do movimento de protesto. — Não sobrevivem os mais fortes, e sim os que sabem se adaptar.
Os agricultores, indígenas e trabalhadores de fábricas e minas que aderiram aos protestos exigiam a renúncia do presidente. O governo Paz iniciou um diálogo com Argollo na semana passada. Grupos de trabalho reuniram-se entre líderes sindicais e ministros do governo para chegar ao acordo alcançado nesta sexta-feira.
Os bloqueios de estradas chegaram a mais de cem em determinado momento. Agora, foram reduzidos à metade, e o governo espera que diminuam ainda mais nas próximas horas. No entanto, os povos indígenas e os agricultores do sindicato Túpac Katari, nos Andes bolivianos, e os produtores de coca de Chapare, reduto do ex-presidente Evo Morales (2006-2019), decidiram manter a pressão.
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O ímpeto dos protestos começou a diminuir à medida que surgiram divisões entre os manifestantes e as consequências econômicas se fizeram sentir. As perdas ascendem a US$ 2,8 bilhões (R$ 14,29 bilhões), o equivalente a cerca de 5,5% do PIB da Bolívia, segundo a Câmara Nacional das Indústrias.
O cientista belga François Englert, especialista em física de partículas que ganhou o Prêmio Nobel em 2013 por seus trabalhos sobre o bóson de Higgs, morreu aos 93 anos, anunciou nesta sexta-feira (19) a Universidade Livre de Bruxelas.
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O bóson de Higgs é considerado pelos físicos a pedra fundamental da estrutura básica da matéria, a partícula elementar que confere massa a muitas outras, de acordo com a teoria conhecida como Modelo Padrão.
Englert, que morreu na quinta-feira na Bélgica, recebeu o Nobel de Física juntamente com Peter Higgs, falecido em 2024. Ambos estabeleceram, já em 1964, as bases teóricas que levariam à descoberta do bóson em 2012 no CERN, laboratório sediado na Suíça.
“Com profunda tristeza, a ULB recebeu a notícia do falecimento de François Englert, ocorrido em 18 de junho de 2026, em Uccle”, anunciou a universidade em seu site.
“Figura-chave da física teórica contemporânea, ele deixa um legado científico excepcional e uma marca indelével na história de nossa universidade”, destacou a instituição.
Nascido em 6 de novembro de 1932 no município de Etterbeek, próximo a Bruxelas, Englert dedicou mais de sete décadas à pesquisa em física teórica, área na qual obteve doutorado após sua formação em engenharia civil.
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Ao concluir os estudos, ingressou na Universidade Cornell, onde conheceu o professor americano Robert Brout, seu futuro “cúmplice” em um dos maiores avanços da física do século XX.
Brout o acompanharia mais tarde para a Bélgica, onde ambos dirigiram o Serviço de Física Teórica da ULB e desenvolveram a proposta do “mecanismo Brout-Englert-Higgs”, que lançou as bases para a descoberta realizada em 2012.
Ao receber o Prêmio Nobel em 2013, Englert explicou à imprensa que seu trabalho sempre consistiu em “buscar uma compreensão, uma inteligibilidade racional do mundo”.
“As ideias não racionais já causaram danos suficientes à Europa. A ciência é essencial para construir uma civilização digna desse nome”, acrescentou aquele que se definia como inconformista e não religioso.
Englert era filho de comerciantes judeus de Bruxelas. Ele e sua família foram obrigados a viver na clandestinidade durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Bélgica foi ocupada pela Alemanha nazista.
Em 2013, o rei Albert II concedeu-lhe o título de barão.
Um pescador desaparecido há uma semana foi encontrado vivo nesta sexta-feira (19) após passar sete dias à deriva no mar nas Ilhas Cook, no Oceano Pacífico, ao norte da Nova Zelândia. O homem foi localizado por equipes da Força Aérea da Nova Zelândia em uma pequena embarcação a remo de alumínio de cerca de quatro metros de comprimento.
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Segundo as autoridades, o pescador havia saído sozinho para um dia de pesca em 11 de junho, partindo da ilha de Pukapuka, uma das regiões mais remotas do arquipélago das Ilhas Cook. Quando não retornou para casa, familiares acionaram a polícia local, dando início às buscas.
O resgate ocorreu durante uma operação aérea realizada por uma aeronave P-8A Poseidon da Força Aérea Real da Nova Zelândia. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o homem acenando para os socorristas enquanto aguardava ajuda dentro do barco.
Pescador é encontrado vivo após passar sete dias à deriva no mar em pequeno barco próximo à Nova Zelândia
Divulgação / NZDF
De acordo com a Força de Defesa da Nova Zelândia, em comunicado obtido pela People, embarcações pesqueiras que estavam nas proximidades foram mobilizadas para recolher o pescador após sua localização. O estado de saúde dele não foi detalhado pelas autoridades.
A identidade oficial do homem não foi divulgada até o momento de forma oficial pelos órgãos envolvidos. Veículos locais, no entanto, informaram que as equipes procuravam um pescador de 42 anos que desapareceu na mesma região e em circunstâncias semelhantes. Segundo matérias locais, ele é Pone Apiuta. O homem, que é pai de um filho, saiu para pescar em 11 de junho e foi visto por último por volta das 17h no horário local. Parentes do homem alertaram as autoridades na madrugada, quando ele não voltou para casa.
Pescador é encontrado vivo após passar sete dias à deriva no mar em pequeno barco próximo à Nova Zelândia
Divulgação / NZDF
As buscas contaram com a colaboração de autoridades das Ilhas Cook e da Nova Zelândia. Em comunicado, a polícia local agradeceu o apoio das equipes neozelandesas na operação, destacando a complexidade das buscas em uma área remota do Pacífico.
O caso chamou atenção pela duração da sobrevivência em mar aberto. Além da distância da costa, a região enfrentava condições consideradas difíceis, com mar agitado e ventos fortes nos dias que antecederam o resgate.
A ilha de Pukapuka fica a cerca de 1.100 quilômetros de Rarotonga, a principal das Ilhas Cook, e é considerada uma das comunidades mais isoladas do território.
Um novo livro sobre os bastidores do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relata que o republicano exibiu a jornalistas um documento que o comparava a algumas das figuras mais poderosas da História, como Mao Tsé-Tung, Joseph Stalin, Átila, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. O episódio está entre as revelações de “Regime Change”, obra dos jornalistas do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan, à qual a rede americana CNN teve acesso antes do lançamento e que retrata os primeiros 14 meses do novo governo Trump.
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Baseado em mais de mil entrevistas realizadas ao longo de três anos e com lançamento previsto para a próxima terça-feira, o livro reúne relatos sobre a condução da política externa americana, a relação do presidente com aliados e adversários, além de episódios envolvendo integrantes de seu próprio governo. Os autores afirmam ter ouvido diretamente Trump em diversas ocasiões durante a apuração, incluindo uma entrevista de cerca de uma hora realizada em março.
Comparação com líderes históricos
Segundo os autores, durante essa conversa, Trump mostrou um documento de duas páginas que teria recebido de um suposto historiador durante um evento em homenagem ao golfista sul-africano Gary Player.
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O texto argumentava que, embora líderes como Stalin, Mao, Hitler, Napoleão, Átila e Gêngis Khan fossem temidos em suas épocas, nenhum deles possuía o alcance global exercido por um presidente dos EUA.
Trump teria exibido o documento com entusiasmo, lendo os nomes das figuras históricas e comentando como, segundo aquela análise, seu poder superava o deles.
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Mais tarde, porém, os jornalistas descobriram que o autor do texto não era historiador. Tratava-se do antigo companheiro de golfe e confidente de Gary Player, que afirmou ter compartilhado sua avaliação sobre Trump primeiro com o golfista e depois diretamente com o presidente durante uma partida de golfe na Flórida.
Na última quinta-feira, Trump publicou o documento na rede Truth Social, identificando seu autor como um “historiador presidencial”.
Críticas a Netanyahu e elogios ao confronto com Zelensky
O livro também traz detalhes sobre a postura de Trump diante da guerra envolvendo Irã e Israel.
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Segundo os autores, nos primeiros meses do governo, o presidente demonstrava resistência à ideia de apoiar uma ofensiva militar contra a República Islâmica e chegou a dizer a um interlocutor crítico de Israel que não queria participar de uma guerra conduzida pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Em outra conversa relatada no livro, Trump teria se referido a Netanyahu como um “vigarista”, termo descrito pelos autores como um dos insultos mais duros em seu vocabulário político.
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Apesar disso, o presidente acabaria apoiando a campanha militar após reuniões com autoridades israelenses e americanas na Casa Branca.
A obra também aborda sua visão sobre a guerra na Ucrânia e o relacionamento com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Após uma discussão acalorada no Salão Oval entre Zelensky, Trump e o vice-presidente americano, JD Vance, em fevereiro, o presidente teria avaliado o episódio de forma positiva.
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Segundo os autores, Trump chegou a dizer a um assessor que o bate-boca com Zelensky foi “melhor do que The Apprentice”, programa de televisão que apresentou por anos.
Insultos a integrantes do governo
Os autores também descrevem episódios de tensão entre Trump e membros de sua equipe.
Em uma reunião realizada em abril de 2025, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, tentava convencer o presidente de que as tarifas comerciais poderiam prejudicar a competitividade das montadoras americanas.
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Trump teria respondido que o auxiliar havia perdido a agressividade que demonstrava quando era mais jovem.
— Você era um matador, Howard. Agora ficou mole. Você é um frouxo — teria dito Trump.
Meses depois, quando a arrecadação com as tarifas começou a aumentar, Lutnick respondeu à provocação em tom de brincadeira, dizendo ao presidente que era seu “frouxo de US$ 25 bilhões (R$ 128 bilhões) por mês”.
Pressão sobre o Federal Reserve
Outro episódio relatado envolve a relação de Trump com o então presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Segundo o livro, embora não pretendesse demiti-lo, Trump buscava formas de pressionar Powell. Em uma reunião com assessores, discutiu a possibilidade de usar reformas em andamento no edifício do banco central como instrumento de desgaste político.
— Quero ferrar com ele, sinceramente — teria afirmado o presidente.
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Quando um auxiliar sugeriu analisar as possibilidades, Trump respondeu que não queria estudos, mas um plano concreto.
A partir dali, segundo os autores, aliados do presidente foram indicados para órgãos ligados ao planejamento urbano em Washington e passaram a questionar o projeto de renovação da sede do Federal Reserve.
Investigações contra adversários políticos
O livro também relata os bastidores da decisão de Trump de determinar investigações contra adversários políticos.
Um dos casos envolve Chris Krebs, ex-chefe da agência federal de segurança cibernética que ganhou notoriedade após afirmar publicamente que a eleição presidencial de 2020 foi “a mais segura da história americana”.
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Segundo os autores, durante uma reunião, Trump mencionou um antigo integrante do governo que havia defendido a legitimidade do pleito, mas não conseguia se lembrar de seu nome.
Após uma breve busca feita por assessores, Krebs foi identificado.
— O que aconteceu com ele? Era um sujeito problemático. Deem uma olhada nele — teria dito o presidente.
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Os autores afirmam que, posteriormente, foi elaborado um memorando presidencial determinando ações contra o ex-funcionário.
O bilhete autografado por Putin
A obra também dedica espaço aos esforços do enviado especial americano, Steve Witkoff, para estreitar relações com o presidente russo, Vladimir Putin, em busca de uma solução para a guerra na Ucrânia.
Durante uma reunião realizada no Kremlin, Putin rabiscava anotações em um papel timbrado quando Witkoff perguntou do que se tratava.
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O líder russo mostrou a folha, na qual havia escrito “3+2”, uma referência a uma proposta territorial discutida entre ambos.
Segundo o livro, Witkoff então pediu que Putin assinasse o papel para que pudesse levá-lo para casa.
O presidente russo atendeu ao pedido, e o enviado americano posteriormente mandou emoldurar o documento.
As avaliações de que a Ucrânia chegou a um ponto de virada no conflito com a Rússia podem muito bem se mostrar prematuras. Mas a imponente cúpula de fumaça negra que pairou sobre Moscou esta semana, após um ataque de drones ucranianos, mostrou que Kiev ainda tem muitas cartas na manga, independentemente da avaliação anterior do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre suas perspectivas na guerra. As intenções do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ficaram claras quando ele buscou tomar a iniciativa tanto militar quanto diplomaticamente.
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Os ataques a Moscou na quinta-feira deixaram parte da maior refinaria de petróleo da cidade em chamas. Uma imensa explosão lançou o topo de um tanque de armazenamento de combustível pelos ares — e destruiu a ideia de que a Rússia poderia continuar protegendo os moscovitas da guerra.
Ao mesmo tempo, Zelensky garantia uma declaração de “apoio inabalável” do G7 durante uma cúpula na França. Foi uma rara demonstração unificada de apoio a Kiev, que ocorreu mesmo depois de Trump ter sinalizado na cúpula que o fim da guerra já não estava entre as suas principais prioridades, afirmando que os Estados Unidos “não tinham nada a ver” com o conflito.
A declaração de Trump, que tem sido vista como favorável à Rússia nas negociações de paz, pode na verdade ter sido um alívio para as autoridades europeias que discutiram a possibilidade de assumir um papel mais ativo na tentativa de pôr fim à guerra.
O G7 transmitiu sua mensagem de apoio justamente quando as negociações para a adesão da Ucrânia à União Europeia começaram oficialmente. Na quinta-feira, enquanto parte de Moscou ardia em chamas, o bloco reafirmou que um empréstimo de 90 bilhões de euros (R$ 532 bilhões) à Ucrânia, aprovado em dezembro, começaria a ser liberado neste mês. O ministro da Defesa ucraniano também anunciou US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões) em novas promessas de ajuda militar ocidental.
Está longe de ser certo que a crescente campanha de ataques de longo alcance da Ucrânia contra a Rússia e o apoio consolidado de seus aliados europeus levarão a guerra a um fim próximo. Mas os acontecimentos desta semana reforçaram uma crescente sensação de confiança em Kiev de que seria capaz de forçar o presidente russo, Vladimir Putin, à mesa de negociações, mesmo enquanto a Rússia continua a bombardear a capital ucraniana com mísseis e drones, explorando a deficiência da defesa aérea da Ucrânia.
— A Ucrânia é forte. Todos concordam plenamente com isso — afirmou Zelensky a jornalistas em uma mensagem de voz na noite de quinta-feira. — Putin não quer parar. E tudo o que ele diz sobre querer a paz é mentira. Todos os parceiros, todos os europeus, sentem isso. Mas também estão convencidos de que juntos o deteremos. A chave é “juntos” e “nós conseguiremos”.
Líderes europeus reiteraram essa visão ao finalizarem as reuniões que garantiram mais apoio à Ucrânia.
— A maré está claramente virando para a Ucrânia — declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na quinta-feira. — O ímpeto é forte. E a Europa o levará ainda mais longe.
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O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, disse que “o que está acontecendo agora em Moscou é um divisor de águas nesta guerra”. Os russos, acrescentou, “perceberão que não se trata de assistir à guerra na tela da TV, mas sim da guerra em seu próprio território”.
Dmitri S. Peskov, porta-voz do Kremlin, zombou dos europeus por sua abordagem em relação a possíveis negociações.
— Eles acreditam que precisam conversar com a Rússia a partir de uma posição de força — pontuou ele a repórteres. — Essas conversas não levarão a lugar nenhum.
Putin não se pronunciou publicamente sobre o bombardeio de Moscou na quinta-feira. Igor Sechin, diretor executivo da gigante petrolífera estatal Rosneft, reconheceu nesta sexta-feira que a Rússia estava enfrentando problemas com o fornecimento de combustível. Mas afirmou que esses problemas estavam relacionados, em parte, à “manutenção não programada em refinarias”, em um aparente eufemismo para os inúmeros ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa nos últimos meses.
O clima na Ucrânia é de otimismo, já que o país está levando a guerra para dentro da Rússia. Esse sentimento foi resumido por um meme que mostrava Zelensky sentado em frente a Trump na França. A fotografia foi editada para preencher as mãos do líder ucraniano com cartas de baralho e até mesmo cobrir seu terno com elas. A piada era uma referência às declarações do presidente americano no ano passado de que a Ucrânia não tinha nenhuma carta na manga na guerra.
Zelensky aproveitou o encontro com Trump na França para solicitar permissão para obter os projetos dos sistemas de defesa aérea Patriot, a única arma no arsenal ucraniano capaz de abater mísseis balísticos com confiabilidade.
Tal acordo, que ainda não foi aprovado, permitiria à Ucrânia expandir seu fornecimento desses sistemas, produzindo-os internamente em vez de esperar pelas entregas de parceiros que os compram dos Estados Unidos.
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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, republicou uma foto do ataque de quinta-feira nas redes sociais. “Em Moscou, tudo está indo conforme o planejado”, escreveu ele. “Mas não conforme o plano da Rússia”.
A Ucrânia continuou a disparar drones contra Moscou nesta sexta-feira, e o governador regional afirmou que uma menina de 8 anos foi morta. Vários civis ucranianos foram mortos em ataques russos durante a noite, incluindo uma menina, também de 8 anos, na cidade de Pavlohrad, no leste do país.

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