O Irã apresentou a reabertura do Estreito de Ormuz, via por onde 20% do petróleo mundial escoavam antes do início da guerra com os EUA, como uma concessão possível para o fim definitivo do conflito, disseram nesta segunda-feira fontes com conhecimento da proposta apresentada pela República Islâmica a mediadores no Paquistão durante o fim de semana. A proposta, porém, não mencionaria nenhum ponto sobre o programa nuclear iraniano — uma exigência de Washington, que definiu como um dos objetivos da guerra impedir a obtenção de armas nucleares por Teerã, além de pressionar pela entrega de uma carga de urânio enriquecido acima dos limites para uso civil.
Os detalhes sobre a proposta iraniana foram citados por fontes ouvidas pela imprensa internacional nesta segunda-feira, enquanto o ministro das Relações Exteriores do irã, Abbas Araghchi, participava de um encontro diplomático com autoridades russas em São Petersburgo, incluindo o líder Vladimir Putin. O chanceler iraniano foi o responsável, no sábado, por um novo passo nas negociações de paz, apresentando uma resposta do governo em Teerã a autoridades no Paquistão — principal mediador do diálogo com Washington.
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A expectativa de um avanço significativo durante o fim de semana foi frustrada após Araghchi deixar Islamabad antes da chegada de negociadores americanos. A Casa Branca havia anunciado que tanto Jared Kushner, genro e assessor do presidente Donald Trump, quanto o enviado especial Steve Witkoff estavam a caminho da capital paquistanesa para negociações diretas, algo que o Irã rejeitou antes da viagem. Apenas após o chanceler iraniano deixar o país, porém, é que o republicano cancelou a ida dos representantes.
Em Moscou, Araghchi culpou os EUA pelo colapso das negociações, mencionando “exigências excessivas” por parte dos enviados de Trump durante as rodadas diplomáticas;
— A abordagem dos EUA fez com que a rodada anterior de negociações, apesar de alguns progressos, não atingisse seus objetivos — disse o chanceler, citado pela imprensa estatal iraniana, antes de acrescentar que “a passagem segura pelo Estreito de Ormuz é uma questão global importante”.
Fontes americanas afirmaram que Trump participará de conversas sobre a guerra com o Irã nesta segunda-feira, em uma reunião com seus principais assessores de segurança. O portal de notícias Axios informou que a equipe principal de segurança nacional e política externa do presidente discutiria os próximos passos da crise regional.
Ainda no sábado, Trump afirmou que seus negociadores não fariam mais viagens longas ao Oriente Médio para “ficarem sentados conversando sobre nada”. Em um comunicado logo após cancelar a ida dos representantes, o presidente afirmou que os iranianos “podem nos ligar quando quiserem”, e reafirmou que Washington tem “todas as cartas na manga”.
O teor integral da proposta iraniana entregue ao Paquistão não foi tratada oficialmente por autoridades dos dois países. A agência de notícias iraniana Fars informou que o país enviou “mensagens escritas” aos americanos por meio do Paquistão, delineando linhas vermelhas como a questão nuclear e o Estreito de Ormuz. O Axios noticiou no domingo que a proposta incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e encerraria a guerra, adiando as negociações sobre a questão nuclear para uma etapa futura. A agência de notícias estatal iraniana IRNA mencionou a reportagem do Axios sem negá-la.
(Com AFP)
*Matéria em atualização
Os detalhes sobre a proposta iraniana foram citados por fontes ouvidas pela imprensa internacional nesta segunda-feira, enquanto o ministro das Relações Exteriores do irã, Abbas Araghchi, participava de um encontro diplomático com autoridades russas em São Petersburgo, incluindo o líder Vladimir Putin. O chanceler iraniano foi o responsável, no sábado, por um novo passo nas negociações de paz, apresentando uma resposta do governo em Teerã a autoridades no Paquistão — principal mediador do diálogo com Washington.
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A expectativa de um avanço significativo durante o fim de semana foi frustrada após Araghchi deixar Islamabad antes da chegada de negociadores americanos. A Casa Branca havia anunciado que tanto Jared Kushner, genro e assessor do presidente Donald Trump, quanto o enviado especial Steve Witkoff estavam a caminho da capital paquistanesa para negociações diretas, algo que o Irã rejeitou antes da viagem. Apenas após o chanceler iraniano deixar o país, porém, é que o republicano cancelou a ida dos representantes.
Em Moscou, Araghchi culpou os EUA pelo colapso das negociações, mencionando “exigências excessivas” por parte dos enviados de Trump durante as rodadas diplomáticas;
— A abordagem dos EUA fez com que a rodada anterior de negociações, apesar de alguns progressos, não atingisse seus objetivos — disse o chanceler, citado pela imprensa estatal iraniana, antes de acrescentar que “a passagem segura pelo Estreito de Ormuz é uma questão global importante”.
Fontes americanas afirmaram que Trump participará de conversas sobre a guerra com o Irã nesta segunda-feira, em uma reunião com seus principais assessores de segurança. O portal de notícias Axios informou que a equipe principal de segurança nacional e política externa do presidente discutiria os próximos passos da crise regional.
Ainda no sábado, Trump afirmou que seus negociadores não fariam mais viagens longas ao Oriente Médio para “ficarem sentados conversando sobre nada”. Em um comunicado logo após cancelar a ida dos representantes, o presidente afirmou que os iranianos “podem nos ligar quando quiserem”, e reafirmou que Washington tem “todas as cartas na manga”.
O teor integral da proposta iraniana entregue ao Paquistão não foi tratada oficialmente por autoridades dos dois países. A agência de notícias iraniana Fars informou que o país enviou “mensagens escritas” aos americanos por meio do Paquistão, delineando linhas vermelhas como a questão nuclear e o Estreito de Ormuz. O Axios noticiou no domingo que a proposta incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e encerraria a guerra, adiando as negociações sobre a questão nuclear para uma etapa futura. A agência de notícias estatal iraniana IRNA mencionou a reportagem do Axios sem negá-la.
(Com AFP)
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