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Irã lança ataque contra múltiplos alvos na região em 6º dia de guerra; Europa amplia esforços de defesa Forças Armadas do Irã voltam a bombardear múltiplos alvos no Oriente Médio e ampliam zona em conflito com um ataque ao Azerbaijão Mudança de regime: EUA e Israel miram alvos do aparato de repressão interno . Khamenei: Líder supremo planejou espalhar guerra pelo Oriente Médio meses antes de ser morto para forçar um cessar-fogo. Chatbots vão à guerra: como IA generativa e drones kamikazes transformaram a guerra no Oriente Médio

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Cuba conseguiu restabelecer sua rede elétrica nacional nesta sexta-feira, após um apagão massivo que deixou sete das 15 províncias da ilha sem energia no dia anterior, devido a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos. No entanto, cortes de energia programados continuam devido à limitada capacidade de geração de energia do país.
Após ‘linha cruzada’: EUA oferecem US$ 100 milhões em ajuda a Cuba, mas exigem que Igreja Católica seja intermediária
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“O Sistema Nacional de Energia foi restabelecido”, informou a empresa estatal de eletricidade UNE nesta tarde. Entretanto, a central termoelétrica Antonio Guiteras, a cerca de 100 quilômetros da capital e a mais importante da ilha, permanece fora de serviço devido a uma avaria.
Havana acusa os Estados Unidos de serem os responsáveis ​​pela situação “particularmente tensa” em sua rede elétrica, que tem sido assolada por apagões prolongados devido à escassez de combustível. Washington, por sua vez, afirma que a crise atual é resultado de má gestão interna.
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A crise na ilha comunista se agravou após meses de um bloqueio quase total americano ao envio de combustível ao país. Desde o fim de janeiro, apenas um petroleiro russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto foi autorizado a atracar em Cuba, aliviando a crise em abril. O combustível, porém, já se esgotou, fazendo o país conviver com cortes de eletricidade que ultrapassam 19 horas diárias na capital — enquanto em várias províncias os apagões se estendem por dias inteiros.
Outro navio de bandeira russa, o Universal, transportava diesel para a ilha comunista, mas interrompeu sua viagem há mais de três semanas e permanece parado perto das Bermudas, de acordo com dados da Vortexa Ltd.
O desabastecimento provocou protestos pelo país. Na quarta-feira, dezenas de pessoas, em sua maioria mulheres, algumas batendo panelas, protestaram contra os intermináveis apagões em San Miguel del Padrón, um bairro periférico de Havana. Durante a noite, moradores de vários bairros da capital também bateram panelas para expressar o cansaço, segundo depoimentos ouvidos pela AFP. “Acendam as luzes”, gritaram os moradores de Playa, um bairro na zona oeste da capital.
Pessoas cozinham com lenha em meio a crise energética em Havana, em 13 de maio de 2026
Yamil Lage/AFP
Mesmo antes do bloqueio americano aos combustíveis, que agravou a situação, o país comunista já convivia com apagões nos últimos anos. Além de depender de combustível importado — que vinha em grande parte da Venezuela, antes da intervenção americana que derrubou Nicolás Maduro —, o maquinário antigo utilizado pelo sistema cubano frequentemente precisou passar por manutenções longas nos últimos anos, interrompendo o fornecimento de energia. Havana tenta investir em meios renováveis com ajuda da China, incluindo a instalação de painéis solares.
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Ajuda condicionada
O Departamento de Estado dos EUA afirmou na terça-feira que Washington está disposto a oferecer US$ 100 milhões (cerca de R$ 501 milhões do câmbio atual) para ajudar a superar a crise na ilha, condicionando a ajuda à coordenação da distribuição dos recursos pela Igreja Católica. O montante não seria transferido diretamente para os cofres do governo, mas sim na forma de “assistência humanitária direta ao povo cubano”.
“Estamos dispostos a ouvir os detalhes da proposta e como ela seria implementada”, respondeu o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, nesta quinta-feira, nas redes sociais, após inicialmente ter chamado a proposta de “fábula” destinada a “enganar o povo de Cuba e os próprios americanos”.
Em janeiro, Trump assinou um decreto declarando que a ilha, localizada a 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” aos Estados Unidos, e ameaçou retaliar qualquer país que queira fornecer ou vender petróleo para Havana.
As tensões entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, embora os dois países mantenham negociações. Uma reunião diplomática de alto nível foi realizada na capital cubana em 10 de abril.
Com AFP e Bloomberg.
O nascimento de Satrio Wiratama, nome que significa “guerreiro valente e nobre”, foi celebrado com entusiasmo pela equipe do zoológico Taman Safari Indonesia, em 27 de novembro de 2025. Ele é o primeiro panda-gigante nascido na Indonésia. Agora, o simpático filhote se prepara para sua estreia diante do público, prevista para ocorrer até o fim deste mês, segundo a administração do local.
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Ainda desenvolvendo os trejeitos típicos de um panda-gigante, como aprender a escalar, é chamado por seus cuidadores de Rio. Ele é o único panda-gigante nascido em um zoológico fora da China nos últimos três anos, segundo Aswin Sumampau, diretor do Taman Safari Indonesia.
O jovem panda, cuja pelagem ainda tem alguns pelos avermelhados, pesa atualmente mais de 11 kg. Ele é muito ativo e continua sendo amamentado, de acordo com Bongot Huaso Mulia, veterinário que cuida do filhote. No recinto preparado para seus pais, o animal brincava com um urso panda de pelúcia e um anel de dentição de bambu.
Rio é filho de Hu Chun e de um panda macho, Cai Tao, ambos com 15 anos de idade. Os dois chegaram à Indonésia em 2017, quando tinham apenas sete anos. A mudança para o novo país aconteceu no âmbito de uma parceria de conservação de 10 anos com a China. A escolha da nova casa ocorreu para celebrar os 60 anos de relações bilaterais entre os dois países, na chamada “diplomacia do panda” da China.
O trio vive em um espaço construído especialmente para eles no parque na ilha de Java, no centro do arquipélago. Conhecido como Palácio dos Pandas, está situado em uma colina cercada por aproximadamente 5 mil metros quadrados de terra e, entre os atrativos, tem área para dormir, instalações médicas e áreas de recreação internas e externas, destaca a AP.
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A reprodução de pandas, incluindo em ambientes naturais, é um desafio. O próprio Rio nasceu por inseminação artificial. Aswin Sumampau espera que o filhote possa ajudar a fornecer novos dados genéticos sobre pandas-gigantes, auxiliando nas pesquisas realizadas pelos dois países.
Nascido há 170 dias, com sua emblemática pelagem branca e preta, ele goza de excelente saúde.
— Muitos indonésios precisavam viajar até a China apenas para ver filhotes de panda. Agora já não precisam mais — declarou a jornalistas o diretor Aswin Sumampau.
A China envia para todo o planeta animais considerados “tesouros nacionais” no âmbito de sua “diplomacia do panda”, que consiste em fornecer ou emprestar esses animais a outros países como demonstração de amizade.
Mesmo antes de sua apresentação ao público, prevista para o fim deste mês, Rio já conta com inúmeros admiradores ansiosos para conhecê-lo.
“O pequeno panda é meigo, adorável e derrete o coração”, escreveu um admirador nas redes sociais do zoológico.
Com informações da AFP e da AP.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou Taiwan nesta sexta-feira contra qualquer declaração de independência, após o presidente chinês, Xi Jinping, pressioná-lo para impedir que Washington apoiasse a ilha. Trump encerrou sua visita de Estado alegando ter fechado alguns acordos comerciais “fantásticos”, embora não tenha dado muitos detalhes e não tenha parecido ter feito nenhum progresso com a China em relação à guerra com o Irã.
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Trump convidou Xi para visitar Washington em setembro, indicando que ambos os lados provavelmente buscarão estabilizar as relações frequentemente turbulentas entre as duas maiores economias do mundo.
Em uma questão crucial para Xi, Trump deixou claro que se opõe a uma declaração de independência de Taiwan.
— Não quero que alguém declare independência e, sabe, depois tenhamos que viajar 15 mil quilômetros para ir à guerra — disse Trump, segundo um trecho divulgado de uma entrevista à Fox News. — Não queremos que ninguém pense: vamos declarar independência porque os Estados Unidos nos apoiam.
Trump acrescentou que ainda não havia decidido nada em relação a uma possível venda de armas para a ilha, que tem seu principal apoio militar em Washington.
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— Quero que Taiwan baixe a temperatura. Quero que a China baixe a temperatura — declarou ele.
Os Estados Unidos reconhecem apenas a China e não apoiam a independência oficial de Taiwan, mas historicamente não declararam explicitamente se se opõem a ela. Segundo a legislação dos EUA, Washington é obrigado a fornecer armas a Taiwan para sua defesa, mas não está claro se as forças americanas viriam em auxílio da ilha em caso de ataque.
Presidentes dos EUA, Donald Trump (dir.), e da China, Xi Jinping, após visita complexo governamental de Zhongnanhai em Pequim
Evan Vucci/ AFP/ 15-5-2026
Conflito
Na quinta-feira, com firmeza incomum, Xi alertou que “a questão de Taiwan é a mais importante nas relações” entre Washington e Pequim.
— Se bem administradas, as relações entre os dois países podem permanecer globalmente estáveis. Se mal administradas, os dois países entrarão em conflito, ou mesmo em guerra — disse Xi, segundo a mídia estatal.
Pequim reivindica Taiwan, uma ilha com um governo democrático, como parte de seu território desde o fim da Guerra Civil Chinesa em 1949. O governo chinês defende uma solução pacífica, mas reserva-se o direito de usar a força.
Essas conversas sobre Taiwan são talvez o ponto alto da cúpula em Pequim.
— Donald Trump conseguiu as imagens que queria, e os chineses ficaram felizes em fornecê-las a ele. Na minha opinião, tratava-se mais de fortalecer a dinâmica entre os dois países do que de alcançar resultados específicos — disse Jacob Stokes, especialista do Centro para uma Nova Segurança Americana.
A visita anunciada de Xi a Washington representará um novo teste para o frágil status quo entre as duas potências.
Bonnie Glaser, do German Marshall Fund, observou que, até lá, a China “pressionará fortemente” para que Trump se abstenha de tomar qualquer decisão sobre a venda de armas para Taiwan.
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Acordos ‘fantásticos’
Pequim e Washington concordaram em continuar implementando “todos” os seus acordos comerciais existentes e em estabelecer conselhos sobre comércio e investimento, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em um comunicado divulgado na sexta-feira após o encontro entre Trump e Xi.
O presidente dos EUA aludiu a alguns acordos comerciais “fantásticos” e afirmou que a China se comprometeu a comprar “200 grandes” aviões da Boeing, mas que o acordo incluía “uma promessa de 750 aviões, que será de longe a maior encomenda da história, se eles fizerem um bom trabalho com os 200”.
Trump também afirmou que Xi lhe garantiu que a China “não forneceria equipamentos militares” a Teerã, país que praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o trânsito global de hidrocarbonetos.
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— Ele gostaria que o Estreito de Ormuz fosse aberto e disse: “Se eu puder ajudar de alguma forma, ficarei feliz em ajudar” — acrescentou durante uma entrevista à Fox News.
No entanto, nenhuma das declarações oficiais da China mencionou esses elementos.
Por sua vez, Xi disse que foi uma “visita histórica” ​​e que, até hoje, ambos os lados estabeleceram “uma nova relação bilateral, que é uma relação de estabilidade estratégica construtiva”.
Trump minimizou alguns pontos de tensão entre as duas superpotências, como questões de espionagem, propriedade intelectual ou ciberataques atribuídos à China.
A bordo do Air Force One, o republicano disse:
— O que vocês fazem, vocês sabem, nós também fazemos. Nós espionamos vocês loucamente também. Eu disse [a Xi]: “Nós fazemos muitas coisas com vocês que vocês nem imaginam”.

O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.

José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

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Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002. 

Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.

O candidato ultraconservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, pediu a convocação de novas eleições no país em um prazo de 48 horas, após ameaçar não reconhecer os resultados que o excluíram do segundo turno. O ex-prefeito de Lima liderou uma nova passeata de centenas de pessoas para contestar os resultados da caótica votação de 12 de abril. O candidato de esquerda Roberto Sánchez avançou ao segundo turno e enfrentará a candidata de direita Keiko Fujimori, após alcançar uma vantagem irreversível quando a apuração chegou a 99,98% dos votos.
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Sánchez, candidato da coalizão Juntos pelo Peru recebeu 12% dos votos, contra 11,9% de López Aliaga, a quem supera por cerca de 20.000 votos.
Esta imagem aérea mostra apoiadores do candidato presidencial do Peru pelo partido Renovação Popular, Rafael Lopez Aliaga, participando de uma manifestação para protestar contra supostas irregularidades nas recentes eleições em Lima, em 14 de maio de 2026
Connie FRANCE / AFP
— [O Júri Nacional de Eleições] tem prazo de 48 horas para convocar novas eleições até domingo — disse López Aliaga.
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Dentro do prazo, a autoridade eleitoral pretende proclamar oficialmente os resultados do primeiro turno, que foi marcado por falhas logísticas.
— No dia em que declararem a lista fajuta, vamos contestá-la (…) a única maneira de me derrotar foi com trapaças e um governo ilegítimo não deve ser reconhecido — acrescentou.
Contexto: Chefe da autoridade eleitoral do Peru renuncia após irregularidades nas eleições
Keiko Fujimori, do partido Força Popular, lidera os resultados do primeiro turno com 17,1% dos votos.
— Sabem a tremenda fraude que estão cometendo, atas foram perdidas, que processo é esse, fizeram tudo errado — protestou o líder de extrema direita.
O candidato presidencial do Peru pelo partido Renovação Popular, Rafael Lopez Aliaga, faz um discurso durante uma manifestação para protestar contra supostas irregularidades nas recentes eleições em Lima, em 14 de maio de 2026
Connie FRANCE / AFP
O protesto, o quinto liderado por López Aliaga, percorreu várias ruas e terminou diante da sede do Júri Nacional de Eleições, no centro histórico de Lima.
Durante o primeiro turno, os atrasos no envio do material eleitoral impediram que mais de 50.000 eleitores votassem, o que levou as autoridades a prolongar a votação por mais um dia.
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Uma missão de observadores da União Europeia informou que não encontrou elementos que sustentem uma “narrativa de fraude”.
Fujimori e Sánchez disputarão a presidência do Peru em 7 de junho, em um cenário de severa instabilidade política. O país teve oito presidentes desde 2016.
O cessar-fogo entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, que expiraria no próximo domingo, será prorrogado por mais 45 dias, anunciou o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta sexta-feira, no segundo dia de conversas entre Israel e Líbano em Washington. O órgão americano classificou as negociações entre os dois países do Oriente Médio como “altamente produtivas” e afirmou que as partes retomarão as negociações nos dias 2 e 3 de junho. Apesar dos ataques, danos e mortes registrados no país, o Líbano não participa do conflito em curso na região, mas foi incluído no campo de batalha pelo Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã que atua em seu território.
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— Esperamos que essas discussões promovam uma paz duradoura entre os dois países, o pleno reconhecimento da soberania e integridade territorial de cada um e o estabelecimento de segurança genuína ao longo de sua fronteira compartilhada — disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
As conversas desta semana foram o terceiro encontro entre as partes desde que Israel intensificou os ataques aéreos contra o Líbano. A trégua, com duração estabelecida inicialmente de 10 dias, já havia sido prorrogada até o meio de maio.
Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril, que conteve em grande parte as hostilidades no sul do Líbano desde então, as Forças Armadas israelenses continuaram atacando alvos que alegam ser ligados ao Hezbollah no Líbano, causando a morte de pelo menos 400 pessoas, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.
Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques aéreos israelenses mataram 22 pessoas, incluindo oito crianças, no sul do país. Além disso, acusou Israel de atacar civis e paramédicos, o que o Estado judeu nega.
Os militares israelenses afirmam que pretendem criar uma zona de segurança no sul do Líbano para impedir futuros ataques do Hezbollah. Nessas áreas, vilarejos inteiros foram destruídos com táticas semelhantes às empregadas pelas tropas israelenses em Gaza, o que especialistas classificam como “domicídio”, quando regiões civis são atacadas massivamente até que vastas áreas se tornem inabitáveis, impedindo que os deslocados retornassem para casa. Grupos de direitos humanos afirmam que alguns casos podem configurar crimes de guerra, o que Israel nega.
O Hezbollah realizou seus próprios ataques contra tropas israelenses no Líbano e no norte de Israel com foguetes e drones, e Israel respondeu com ataques aéreos generalizados e uma invasão terrestre do sul do Líbano. O conflito começou em 2 de março, dois dias depois de os EUA e Israel lançarem um ataque conjunto contra o Irã.
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A entrada do grupo islâmico no conflito se deu por seu apoio ao regime iraniano, aliado do Hezbollah. Diante da morte do então líder supremo Ali Khamenei, combatentes do grupo lançaram ataques contra Israel em retaliação.
Desde então, pelo menos 2.896 pessoas foram mortas no Líbano desde então, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas. As autoridades israelenses afirmam que 18 soldados e quatro civis foram mortos durante o mesmo período.
O governo do presidente ultradireitista chileno, José Antonio Kast, busca obrigar centros médicos, escolas e outras instituições públicas no Chile a entregarem informações confidenciais sobre imigrantes irregulares, uma proposta que gerou conflito dentro de seu gabinete nesta sexta-feira. Kast está pressionando o Congresso para aprovar um projeto de lei que acelere o processo de deportação de imigrantes sem documentos que vivem no Chile, uma de suas principais promessas de campanha.
‘Redução do gasto público’: Governo Kast anuncia limite de idade para acesso gratuito à universidade no Chile
Promessa de campanha: Kast suspende regularização de 182 mil migrantes e endurece política migratória no Chile
Durante a tramitação do projeto foi introduzido um artigo que exige que instituições públicas, centros de saúde e escolas informem os endereços, números de telefone e endereços de e-mail de imigrantes irregulares que frequentam essas entidades. A medida é vista como uma forma de impedir que essas pessoas acessem benefícios sociais e forçá-los a deixar o país.
A proposta gerou conflito dentro do governo. A ministra da Saúde, May Chomali, expressou sua oposição à ideia nesta sexta-feira.
— Estamos encarando a medida com muita preocupação, já que essa informação está sendo fornecida no contexto da saúde e é protegida pelo Código de Saúde — disse ela à Rádio Teletrece. — Vamos defender isso [a confidencialidade] com toda a certeza… Não podemos ir contra a lei.
O subsecretário do Interior, Máximo Pavez, esclareceu que a medida foi mal interpretada e que a instrução só se aplicaria “quando houver um processo de imigração” em andamento, a fim de facilitar “informações que nos permitam localizar essas pessoas”.
O diretor executivo do Centro de Políticas Migratórias explicou à AFP que “ter crianças fora da escola e uma população sem acesso à saúde seria muito prejudicial”. Segundo ele, “isso não reduziria a população sem documentos, apenas a tornaria mais vulnerável”.
Kast prometeu, durante sua campanha, expulsar os 340 mil migrantes que vivem no Chile sem status legal. No entanto, nesta semana, ele suavizou sua posição. O presidente chamou sua promessa de “metáfora”, uma declaração que gerou fortes críticas e que ele posteriormente corrigiu para “hipérbole”.
Desde que assumiu o cargo, há pouco mais de dois meses, o político de ultradireita tem promovido a construção de barreiras contra a entrada de imigrantes em três regiões do norte do país e deportou 80 pessoas em aviões da Força Aérea.
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No fim de março, pouco mais de duas semanas após sua posse, Kast anunciou a suspensão de um processo de regularização que poderia beneficiar cerca de 182 mil migrantes em situação irregular no país. A medida revertia uma iniciativa preparada pela gestão anterior de Gabriel Boric e integrava um pacote mais amplo de ações voltadas ao endurecimento do controle migratório, incluindo novos projetos de lei e reforço na vigilância de fronteiras.
Em declarações à imprensa na época, o presidente afirmou que o país foi “invadido pela imigração ilegal, pelo narcotráfico e pelo crime organizado” nos últimos anos. Apesar disso, dados indicam que o Chile segue entre os países mais seguros da América Latina, com taxa de 5,4 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, ainda que crimes como sequestros tenham registrado aumento e gangues estrangeiras, como o Tren de Aragua, tenham ampliado sua atuação no território.
Uma perseguição policial em alta velocidade terminou com uma cena digna de cinema no Condado de Kenosha, em Wisconsin, nos Estados Unidos, no último sábado (9). Durante a fuga, um motorista lançou o carro no ar, passando por cima de outra pista, às margens da estrada e chegou a “voar” sobre outro veículo antes de ser finalmente preso pelos policiais.
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O caso aconteceu na cidade Found du Lac e foi registrado pelas câmeras instaladas na viatura que fazia a perseguição, segundo publicou o portal britânico The Sun. As imagens divulgadas pela própria polícia local mostram o momento em que policiais perseguem um carro branco pela rodovia I-41, na altura da Military Road, após o motorista fugir de uma abordagem.
Segundo a Patrulha Rodoviária do Estado de Wisconsin, a perseguição começou depois que um policial rodoviário pediu reforço. Havia um mandado de prisão por crime grave relacionado ao veículo no condado.
Durante a tentativa de escapar, o motorista desviou bruscamente para a direita, cruzando duas faixas da estrada antes de sair da pista. O carro atravessou o gramado entre dois cruzamentos e acelerou em direção a uma pequena vala à beira da via.
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Com a alta velocidade, o veículo decolou e passou por cima de outro carro em um momento considerado impressionante pelos policiais. Após o salto, o carro aterrissou bruscamente do outro lado da estrada. Mesmo depois do impacto, o motorista ainda tentou continuar a fuga.
Em seguida, os policiais se aproximaram rapidamente do suspeito. Depois de abandonar o carro danificado, o homem correu por um campo vazio tentando escapar a pé.
Os agentes seguiram a perseguição com armas de choque em mãos até conseguirem alcançá-lo e efetuar a prisão. De acordo com as autoridades, o homem havia fugido após avistar um agente do xerife do condado de Fond du Lac e outro policial rodoviário durante uma abordagem de rotina. As autoridades policiais não informaram, no entanto, quais crimes estariam relacionados ao veículo.
A crise alimentar no Sudão corre o risco de se transformar em uma “tragédia ainda mais grave” sem uma rápida intervenção internacional, alertou a ONU nesta sexta-feira. Segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 20 milhões de pessoas — mais de 40% da população — sofrem fome aguda. A guerra no país, que desde abril de 2023 opõe o Exército às paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), provocou, segundo a organização, a maior crise alimentar do mundo.
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Em um comunicado conjunto, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimaram que cerca de 19,5 milhões de pessoas enfrentam atualmente um nível crítico de fome no país africano.
Estes números procedem do último relatório publicado na quinta-feira pela Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (CIF), organismo da ONU com sede em Roma que avalia a fome e a desnutrição no mundo. Cindy McCain, diretora do PMA, pediu uma ação internacional urgente para “impedir que esta crise se transforme em uma tragédia ainda mais grave” e destacou que “a fome e a desnutrição ameaçam milhões de vidas”.
Quatorze zonas das regiões sudanesas de Darfur do Norte, Darfur do Sul e Cordofão do Sul estão ameaçadas pela fome extrema, enquanto cerca de 135.000 pessoas já sofrem níveis “catastróficos” de fome. Esta avaliação se baseia em “um cenário pessimista, mas plausível”, que contempla uma intensificação dos combates e novas restrições ao acesso humanitário e à circulação de bens e pessoas.
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O número atual de 19,5 milhões de pessoas afetadas pela fome aguda é ligeiramente inferior à estimativa de outubro do ano passado, que superava 21 milhões, quando a fome extrema foi confirmada em El Fasher (oeste) e Kadugli (sul).
A CIF estima que 825.000 crianças menores de cinco anos sofrerão desnutrição aguda severa em 2026, o que representa um aumento de 7% em relação a 2025. As crianças “chegam a centros já exauridas, fracas demais para chorar”, descreveu Catherine Russell, que advertiu que “mais crianças morrerão” se medidas rápidas não forem adotadas.
Agências militares e de inteligência dos Estados Unidos aumentaram, nas últimas semanas, os voos de vigilância ao redor de Cuba, com aeronaves-espiãs e drones, em um momento em que a ilha enfrenta uma crise severa no sistema elétrico. Segundo funcionários americanos, a intensificação da operação de reconhecimento deve ser parte de um reforço militar mais amplo no Caribe nas próximas semanas. Para especialistas, a iniciativa — visível ao público — busca enviar uma mensagem direta às autoridades cubanas: estamos observando vocês.
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De acordo com um funcionário militar americano, os voos de vigilância foram planejados para fornecer aos líderes políticos e militares dos EUA uma compreensão mais ampla da situação em Cuba em um momento considerado crítico.
Há semanas, entusiastas da aviação vêm compartilhando nas redes sociais registros de aeronaves de reconhecimento identificadas em sites públicos de rastreamento enquanto se aproximam de Cuba. Entre elas estão o avião de patrulha marítima P-8, o RC-135 Rivet Joint, usado para interceptação de sinais, e o drone de alta altitude MQ-4, cujos voos aumentaram em frequência desde fevereiro, muitas vezes próximos à costa da ilha.
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A CNN, que revelou o aumento das missões, analisou dados do FlightRadar24 e identificou ao menos 25 voos realizados pela Marinha e pela Força Aérea com aeronaves tripuladas e drones desde o início de fevereiro. A maioria ocorreu nas proximidades das duas maiores cidades do país, Havana, a capital, e Santiago de Cuba, no sudeste.
Dados de rastreamento de voos geralmente não captam drones de agências de espionagem, o que torna desconhecido o número real de missões.
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Especialistas destacam que os EUA historicamente realizam poucos voos de vigilância próximos a Cuba, apesar de décadas de relações tensas entre os dois países, o que torna o aumento recente significativo. Procurados, o Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações militares na região, e o governo cubano não responderam aos pedidos de posicionamento.
O presidente americano, Donald Trump, deixou claro que pretende derrubar o governo cubano, afirmando que fará “o que quiser” em relação ao país. Em discurso recente na Flórida, declarou que os EUA assumiriam o controle “quase imediatamente” e, em outras ocasiões, voltou a alertar que Cuba seria “o próximo” alvo.
Segundo um funcionário militar, ao contrário do que ocorreu antes da operação dos EUA que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os voos atuais não indicam uma ação militar iminente. Para ele, o objetivo é reforçar a pressão política e econômica sobre o governo cubano.
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Em meio ao aumento das tensões, o governo Trump interrompeu o envio de petróleo à ilha, aprofundando a crise energética e econômica. Os dois países mantêm negociações reservadas, mas sem avanços, segundo Havana.
Especialistas afirmam que as missões podem interceptar comunicações do governo cubano e monitorar movimentações militares. O governo de Cuba diz estar preparado para defender sua soberania.
Mas esse tipo de missão costuma ser sigiloso. O uso de aeronaves visíveis ao público indica que Washington busca intimidar autoridades cubanas e sugerir a possibilidade de ação militar, dizem analistas.
— Podemos operar completamente no escuro — diz José Adán Gutiérrez, comandante aposentado da Marinha dos EUA especializado em inteligência. — Quando nos preparamos para operações, não ligamos o radar para anunciar nossa chegada. O fato de esses voos serem deliberadamente públicos indica que há uma mensagem.
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O governo venezuelano denunciou voos de inteligência semelhantes nas semanas que antecederam a entrada de forças militares americanas na capital do país e a captura de seu presidente.
Gutiérrez e outros especialistas afirmam que a mensagem provavelmente não se destina apenas a Cuba, mas também a aliados como Rússia e China. Segundo ele, os voos não significam necessariamente que os EUA estejam se preparando para invadir Cuba, mas indicam que autoridades estão atualizando planos de contingência caso Trump decida agir.
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Renee Novakoff, ex-oficial de inteligência dos EUA, afirma que os voos indicam que autoridades podem estar se preparando para tomar decisões estratégicas.
— Normalmente não fazemos muitas coisas como o que estão fazendo agora — explica Novakoff, que se aposentou há três anos como vice-diretora de inteligência de Defesa e atualmente é pesquisadora na Universidade Internacional da Flórida. — Por esse motivo, isso é algo relevante.
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Chris Simmons, ex-oficial de contrainteligência da Agência de Inteligência de Defesa para Cuba, diz que o governo americano não precisaria ir tão longe para espionar um país com tão poucos recursos navais capazes de resistir a uma incursão. Para ele, isso dá às missões uma aparência de demonstração de força.
— Vejo isso mais como uma demonstração de força do que qualquer outra coisa — afirma Simmons, acrescentando, no entanto, que Trump costuma cumprir suas ameaças.
Nas últimas semanas, autoridades cubanas criticaram o reforço militar dos EUA, classificando-o como parte de uma campanha criminosa contra o país.
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“O esforço visível para normalizar a ameaça de agressão militar dos EUA contra Cuba faz parte de uma estratégia de comunicação friamente calculada”, destacou Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, em publicação na rede X. “Faz parte do crime, e aqueles que participarem dele serão cúmplices de um eventual banho de sangue.”
No início do governo Trump no ano passado, a CIA intensificou voos de drones sobre o México, ajudando a rastrear laboratórios de fentanil e líderes de cartéis. Um drone de vigilância foi usado para localizar Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração.
A CIA também realizou voos sobre a Venezuela e utilizou um drone para realizar um ataque aéreo contra um cais onde drogas estariam sendo carregadas em embarcações.
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Enquanto aviões militares operam em águas internacionais, agências de inteligência não estão sujeitas às mesmas restrições ao coletar informações. Ainda assim, dada a geografia de Cuba, talvez nem fosse necessário sobrevoar diretamente o país.
Brian Latell, ex-analista da CIA especializado em Cuba, diz não se lembrar de um volume tão grande de voos de reconhecimento nem mesmo durante a Guerra Fria. Para ele, o governo dos EUA também pode estar tentando identificar possíveis locais para uma eventual operação de desembarque.
— O principal objetivo é a coleta de inteligência. Mas, provavelmente, também há um elemento de provocação, para mantê-los sob pressão — ressalta Latell.

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