A crise alimentar no Sudão corre o risco de se transformar em uma “tragédia ainda mais grave” sem uma rápida intervenção internacional, alertou a ONU nesta sexta-feira. Segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 20 milhões de pessoas — mais de 40% da população — sofrem fome aguda. A guerra no país, que desde abril de 2023 opõe o Exército às paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), provocou, segundo a organização, a maior crise alimentar do mundo.
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Em um comunicado conjunto, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimaram que cerca de 19,5 milhões de pessoas enfrentam atualmente um nível crítico de fome no país africano.
Estes números procedem do último relatório publicado na quinta-feira pela Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (CIF), organismo da ONU com sede em Roma que avalia a fome e a desnutrição no mundo. Cindy McCain, diretora do PMA, pediu uma ação internacional urgente para “impedir que esta crise se transforme em uma tragédia ainda mais grave” e destacou que “a fome e a desnutrição ameaçam milhões de vidas”.
Quatorze zonas das regiões sudanesas de Darfur do Norte, Darfur do Sul e Cordofão do Sul estão ameaçadas pela fome extrema, enquanto cerca de 135.000 pessoas já sofrem níveis “catastróficos” de fome. Esta avaliação se baseia em “um cenário pessimista, mas plausível”, que contempla uma intensificação dos combates e novas restrições ao acesso humanitário e à circulação de bens e pessoas.
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O número atual de 19,5 milhões de pessoas afetadas pela fome aguda é ligeiramente inferior à estimativa de outubro do ano passado, que superava 21 milhões, quando a fome extrema foi confirmada em El Fasher (oeste) e Kadugli (sul).
A CIF estima que 825.000 crianças menores de cinco anos sofrerão desnutrição aguda severa em 2026, o que representa um aumento de 7% em relação a 2025. As crianças “chegam a centros já exauridas, fracas demais para chorar”, descreveu Catherine Russell, que advertiu que “mais crianças morrerão” se medidas rápidas não forem adotadas.
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