A inteligência americana apura informações de que a China está se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã, segundo afirmaram à rede CNN três fontes familiarizadas com relatórios recentes da inteligência americana. Pequim nega. As fontes acrescentam que, ainda de acordo com as avaliações, Teerã estaria usando o cessar-fogo para reabastecer alguns sistemas de armas com ajudas de parceiros estrangeiros. A trégua foi instituída como parte das negociações do Irã com os EUA, que têm início neste sábado, no Paquistão.
Expectativas: Entre ameaças e desconfiança, negociações põem à prova compromisso de EUA e Irã com o fim da guerra
Análise: Ação militar no Irã é percebida nos EUA como maior desastre geopolítico do país desde o Vietnã, e não só pela oposição a Trump
Duas fontes também afirmaram à rede CNN de que há indícios de que Pequim também estaria trabalhando para desviar os carregamentos por meio de outros países, com objetivo de mascarar sua origem.
Os sistemas de defesa aérea que supostamente estão sendo avaliados para envio são sistemas de mísseis portáteis de defesa aérea (MANPADS), disparados por indivíduos e capazes de abater aviões e helicópteros, explicaram as fontes. Os americanos afirmam que esses sistemas representam uma ameaça ao transporte aéreo de passageiros, à aviação comercial e às aeronaves militares.
Fontes afirmaram à CNN que Pequim continua vendendo tecnologia de dupla utilização ao Irã, o que permitiria a Teerã continuar construindo armas — o que é alvo de sanções. A transferência direta de armas pelo governo chinês, porém, representaria um novo nível de ajuda e colaboração. As fontes destacam que os chineses podem argumentar que o sistema tem caráter defensivo, não ofensivo.
A China é a maior compradora de petróleo iraniano, embora tenha se antecipado a uma crise como a provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
‘Informação é falsa’
Um porta-voz da Embaixada chinesa em Washington disse à CNN que a informação “é falsa”. “A China nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito. Como uma grande potência responsável, a China cumpre consistentemente suas obrigações internacionais”, explicou, advertindo:
“Instamos os EUA a se absterem de fazer alegações infundadas, estabelecer conexões maliciosas e se envolver em sensacionalismo; esperamos que as partes relevantes façam mais para ajudar a reduzir as tensões.”
Análise publicada recentemente pelo Jornal O GLOBO mostra que especialistas apontam a China como a grande vitoriosa do conflito, independente do desfecho. Eles elencam não apenas a consolidação de sua reputação como potência responsável e estável, mas também a procura por energias renováveis — indústria em que é dominante—, e a necessidade de reconstrução de infraestruturas destruídas na guerra.
O país também teria tido papel crucial para as negociações por um cessar-fogo no conflito: sua intervenção e empurrão teriam sido essenciais para a entrada do Irã nas conversas, o que foi corroborado inclusive pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Na segunda-feira (6), o republicano disse que um caça abatido sobre o Irã foi atingido por um “míssil portátil de ombro, um míssil teleguiado por calor”. O Irã, por sua vez, informou que usou um “novo” sistema de defesa aérea para atingir o caça, mas sem entrar em mais detalhes.
Um resumo preparado em 2023 pela Arms Control Association sobre os MANPADS explica que há três tipos gerais desse sistema, um de linha de visão controlada, os guiados a laser e os com buscadores infravermelhos. Os mais comuns, afirma, são os teleguiados por calor, como são frequentemente chamados os buscadores infravermelho, considerados os mais fáceis de operar. Eles identificam o alvo detectando o calor do motor da aeronave.
Também no início da semana, um porta-voz da Embaixada chinesa disse à rede americana que o país asiático tem “trabalhado para ajudar a alcançar um cessar-fogo e o fim do conflito” entre Israel e EUA contra o Irã.
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Duas fontes também afirmaram à rede CNN de que há indícios de que Pequim também estaria trabalhando para desviar os carregamentos por meio de outros países, com objetivo de mascarar sua origem.
Os sistemas de defesa aérea que supostamente estão sendo avaliados para envio são sistemas de mísseis portáteis de defesa aérea (MANPADS), disparados por indivíduos e capazes de abater aviões e helicópteros, explicaram as fontes. Os americanos afirmam que esses sistemas representam uma ameaça ao transporte aéreo de passageiros, à aviação comercial e às aeronaves militares.
Fontes afirmaram à CNN que Pequim continua vendendo tecnologia de dupla utilização ao Irã, o que permitiria a Teerã continuar construindo armas — o que é alvo de sanções. A transferência direta de armas pelo governo chinês, porém, representaria um novo nível de ajuda e colaboração. As fontes destacam que os chineses podem argumentar que o sistema tem caráter defensivo, não ofensivo.
A China é a maior compradora de petróleo iraniano, embora tenha se antecipado a uma crise como a provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
‘Informação é falsa’
Um porta-voz da Embaixada chinesa em Washington disse à CNN que a informação “é falsa”. “A China nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito. Como uma grande potência responsável, a China cumpre consistentemente suas obrigações internacionais”, explicou, advertindo:
“Instamos os EUA a se absterem de fazer alegações infundadas, estabelecer conexões maliciosas e se envolver em sensacionalismo; esperamos que as partes relevantes façam mais para ajudar a reduzir as tensões.”
Análise publicada recentemente pelo Jornal O GLOBO mostra que especialistas apontam a China como a grande vitoriosa do conflito, independente do desfecho. Eles elencam não apenas a consolidação de sua reputação como potência responsável e estável, mas também a procura por energias renováveis — indústria em que é dominante—, e a necessidade de reconstrução de infraestruturas destruídas na guerra.
O país também teria tido papel crucial para as negociações por um cessar-fogo no conflito: sua intervenção e empurrão teriam sido essenciais para a entrada do Irã nas conversas, o que foi corroborado inclusive pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Na segunda-feira (6), o republicano disse que um caça abatido sobre o Irã foi atingido por um “míssil portátil de ombro, um míssil teleguiado por calor”. O Irã, por sua vez, informou que usou um “novo” sistema de defesa aérea para atingir o caça, mas sem entrar em mais detalhes.
Um resumo preparado em 2023 pela Arms Control Association sobre os MANPADS explica que há três tipos gerais desse sistema, um de linha de visão controlada, os guiados a laser e os com buscadores infravermelhos. Os mais comuns, afirma, são os teleguiados por calor, como são frequentemente chamados os buscadores infravermelho, considerados os mais fáceis de operar. Eles identificam o alvo detectando o calor do motor da aeronave.
Também no início da semana, um porta-voz da Embaixada chinesa disse à rede americana que o país asiático tem “trabalhado para ajudar a alcançar um cessar-fogo e o fim do conflito” entre Israel e EUA contra o Irã.










