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Um idoso de 71 anos que confessou falsamente ter assassinado o ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros em setembro em Utah, foi condenado nos Estados Unidos por obstrução da Justiça e por crimes de exploração sexual de menor, segundo autoridades locais. A Justiça estadual fixou penas que podem chegar a 15 anos de prisão para George Zinn, enquanto o verdadeiro suspeito responde por homicídio qualificado.
Em redes sociais e jogos online: Homem é investigado por abuso virtual contra ao menos 459 crianças na Austrália e em outros 15 países
De informações vazadas a foto de cueca: O que revelam novos arquivos do caso Epstein sobre ex-embaixador britânico nos EUA?
Nos momentos frenéticos após o ativista conservador Charlie Kirk ter sido baleado fatalmente em setembro, em Utah, o homem se aproximou de um detetive e começou a gritar, segundo as autoridades: “Fui eu que atirei nele, agora atire em mim”.
Ele foi brevemente detido para interrogatório, mas a polícia posteriormente determinou que ele não havia participado da morte de Kirk. Em vez disso, ele disse às autoridades que havia confessado falsamente para ajudar o verdadeiro assassino a escapar.
Zinn se declarou inocente da acusação de obstrução da Justiça e pode pegar até cinco anos de prisão por essa acusação, um crime de terceiro grau, além de até 15 anos por acusações de exploração sexual de menor que surgiram da investigação sobre sua falsa confissão. As autoridades afirmaram que ele tentou prejudicar a investigação e atrasou a busca pelo verdadeiro assassino de Kirk.
A defesa do acusado não comentou a decisão.
Abuso sexual infantil
Zinn foi preso poucos minutos após o tiroteio e repetidamente disse às autoridades que havia matado Kirk, de acordo com documentos judiciais. Ele não estava com uma arma no momento da prisão e, quando os agentes perguntaram sobre a localização da arma usada no tiroteio, Zinn respondeu: “Não vou dizer onde ela está”.
Depois de ser levado sob custódia, Zinn reclamou de dor no peito e foi encaminhado a um hospital, onde um agente da Universidade Utah Valley, em Orem, o monitorou por várias horas.
Zinn disse ao agente que estava feliz por ter assumido a responsabilidade pelo tiroteio contra Kirk “para que o verdadeiro suspeito pudesse escapar”, segundo documentos judiciais. Ele também afirmou que queria ser um mártir por Kirk.
Durante a investigação, as autoridades perguntaram a Zinn se encontrariam algo ilegal caso revistassem seu celular. Ele respondeu que havia usado o aparelho para visualizar material de abuso sexual infantil.
A polícia obteve um mandado para revistar o dispositivo e descobriu que Zinn havia enviado imagens de abuso sexual infantil. Ele então se declarou culpado de duas acusações de exploração sexual de menor, ambas crimes de segundo grau.
O juiz Thomas Low, do Tribunal do 4º Distrito em Provo, Utah, condenou Zinn na semana passada a até 15 anos de prisão por cada acusação de exploração sexual e a até cinco anos de prisão pela acusação de obstrução. Zinn cumprirá as penas de forma simultânea.
Juízes em Utah sugerem uma faixa de tempo de prisão para os condenados, em vez de uma sentença fixa. O Conselho de Liberdade Condicional de Utah determinará a sentença final de Zinn nas próximas semanas.
Assassinato de Charlie Kirk
Kirk, que liderava o grupo de direita Turning Point USA e era um aliado próximo do presidente Donald Trump, foi baleado fatalmente no pescoço em 10 de setembro, durante um evento de discurso na Universidade Utah Valley.
Charlie Kirk
Reprodução
Vídeos publicados nas redes sociais após o assassinato de Kirk mostraram policiais escoltando Zinn para fora do local enquanto alguns dos 3 mil participantes do evento gritavam contra ele. Várias pessoas na multidão xingaram e fizeram ameaças verbais a Zinn, segundo documentos judiciais.
Zinn, um agitador político, tem um longo histórico criminal em Utah que remonta a três décadas e inclui acusações de contravenção, como conduta desordeira, urinar em público e invasão criminosa em uma instituição de ensino superior.
As autoridades prenderam Tyler Robinson, 22 anos, em 11 de setembro, em conexão com a morte de Kirk, após ele se entregar em um escritório do xerife em St. George, Utah.
Desde então, Robinson foi acusado de sete crimes estaduais, incluindo homicídio qualificado. Promotores disseram que buscarão a pena de morte em seu caso.

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Um tribunal do Paquistão condenou à morte Umar Hayat, de 23 anos, pelo assassinato da influenciadora e estrela do TikTok Sana Yousaf, de 17 anos. O caso provocou indignação em todo o país e provocou discussões sobre violência contra mulheres e ataques direcionados a criadoras de conteúdo nas redes sociais.
Sana Yousaf acumulava mais de um milhão de seguidores no TikTok e cerca de 500 mil no Instagram antes da morte. Segundo a BBC, ela era conhecida por publicar vídeos descontraídos, tendências de moda, dublagens de músicas e registros com amigos.
De acordo com a investigação, Hayat invadiu a casa da adolescente em junho do ano anterior após ter investidas rejeitadas repetidamente pela jovem.
Sana Yousaf foi morta a tiros.
Em julho, Umar Hayat confessou o crime. Segundo a reportagem da BBC, ele afirmou ter desenvolvido uma obsessão unilateral pela influenciadora após algumas interações on-line entre os dois.
O pai da vítima, Syed Yousaf Hassan, afirmou à imprensa local que a condenação representa “uma lição para todos esses criminosos na sociedade”.
Além da pena de morte, o tribunal determinou que Hayat pague 2,5 milhões de rúpias à família da influenciadora como compensação. O valor equivale a cerca de US$ 9 mil.
Investigação analisou imagens de 113 câmeras
Durante as investigações, Hayat afirmou ter viajado para Islamabad dias antes do assassinato com a intenção de desejar feliz aniversário à influenciadora.
Ainda de acordo com a BBC, Sana Yousaf recusou encontrá-lo, mas ele conseguiu chegar até a residência da jovem.
A imprensa paquistanesa informou que os dois discutiram antes do homicídio.
A polícia realizou operações em diferentes pontos da capital Islamabad e também na província de Punjab durante as buscas.
Segundo os investigadores, imagens de 113 câmeras de segurança foram analisadas ao longo da apuração.
A morte da influenciadora gerou forte repercussão nas redes sociais.
Segundo a BBC, muitas pessoas demonstraram indignação com o assassinato, enquanto outras criticaram o trabalho de Sana Yousaf como criadora de conteúdo.
Usama Khilji, diretor do grupo de defesa de direitos digitais Bolo Bhi, afirmou que os ataques partiram de uma parcela minoritária de usuários, majoritariamente homens.
Segundo ele, alguns recorreram a argumentos religiosos.
“Eles perguntam por que ela publicava todo esse conteúdo e chegam até a sugerir que a família remova as contas dela no Instagram e no TikTok porque isso aumentaria seus ‘pecados’”, declarou.
A ativista de direitos humanos Farzana Bari classificou essa reação como “misógina” e “patriarcal”.
Ela afirmou que Sana Yousaf tinha “sua própria voz”.
Farzana Bari acrescentou que o debate nas redes sociais evidencia como essas plataformas se tornaram “um lugar muito ameaçador para criadoras de conteúdo mulheres” no Paquistão.
O Japão começará a vender enguias totalmente criadas em cativeiro em uma iniciativa apresentada como inédita no mundo e vista por pesquisadores como uma tentativa de reduzir a pressão sobre populações selvagens da espécie, ameaçadas de extinção.
O lançamento ocorrerá a partir de 29 de maio em lojas de departamento de Tóquio e em outros pontos de venda, incluindo plataformas on-line.
Segundo autoridades japonesas, cientistas vêm tentando há mais de uma década tornar viável a reprodução do peixe em laboratório, após conseguirem pela primeira vez, em 2010, criar enguias a partir de ovos em ambiente controlado.
O principal desafio era o custo.
— Com inúmeros pequenos avanços tecnológicos, o custo agora é de cerca de 1.800 ienes (11 dólares) por filhote de enguia, abaixo de mais de 1 milhão de ienes nas fases iniciais e de cerca de 40 mil ienes em 2016 — afirmou à AFP Yasutaka Okamoto, responsável pela promoção da aquicultura na agência nacional de pesca do Japão.
Apesar da redução, o valor ainda é de três a quatro vezes superior ao de filhotes capturados na natureza.
— Mas acreditamos que já é hora de testar a reação do mercado — declarou Okamoto.
O projeto reúne pesquisadores do governo japonês, universidades e empresas privadas.
Enguia é símbolo da culinária japonesa
A enguia é consumida em diversos países, mas ocupa um lugar especial na culinária japonesa, onde é conhecida como “unagi”.
Tradicionalmente, o peixe é servido grelhado no estilo “kabayaki”, coberto por um molho espesso e adocicado.
— Se o povo [japonês] não gostasse tanto de enguias, não nos esforçaríamos tanto para pesquisar como cultivá-las — afirmou Okamoto.
A empresa Yamada Suisan, responsável pela comercialização do produto, classificou o lançamento como uma estreia mundial e “um passo muito significativo rumo à futura comercialização de enguias totalmente criadas em cativeiro”.
Segundo a companhia, duas enguias preparadas no estilo kabayaki serão vendidas por cerca de 9 mil ienes, o equivalente a US$ 57.
Pesquisadores alertam que as populações de enguias vêm diminuindo em várias partes do mundo devido a fatores ligados à atividade humana, como poluição dos rios, destruição de áreas úmidas, hidrelétricas e pesca intensiva.
A enguia japonesa e a americana estão classificadas como espécies ameaçadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Já a enguia europeia aparece na categoria de risco crítico de extinção.
A Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico, prometeu nesta quarta-feira estender a guerra “além da região” do Oriente Médio caso os Estados Unidos e Israel ataquem o país novamente.
“Se a agressão contra o Irã se repetir, a prometida guerra regional desta vez se estenderá muito além da região, e nossos golpes devastadores os esmagarão”, afirmou a Guarda em um comunicado publicado em seu site, Sepah News.
Um bebê de cinco meses morreu após ser atacado por um cachorro na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O caso aconteceu na quinta-feira (14), no condado de Anderson, e segue sob investigação das autoridades locais. A vítima foi identificada como Dean Everett Gross.
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Anderson, policiais foram acionados por volta das 13h para atender a uma ocorrência de ataque de cachorro em uma residência. Dean e outro adulto ficaram feridos antes de o animal fugir do local. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a raça do cachorro nem sobre quem seria o proprietário do animal.
De acordo com a emissora local Fox Carolina, o cachorro foi encontrado posteriormente nas proximidades do Lago Cater, capturado e encaminhado ao Anderson County PAWS, órgão responsável pelo controle animal da região. Dean foi socorrido em estado grave e levado de helicóptero para um hospital em Greenville, mas morreu na sexta-feira.
O Gabinete do Médico Legista do Condado de Anderson informou que a criança sofreu múltiplos traumatismos. A morte foi classificada como acidental. Já o adulto ferido teve lesões graves, recebeu atendimento médico e teve alta. A identidade dessa pessoa não foi divulgada.
Família relata comoção após tragédia
Em uma campanha criada no GoFundMe, os pais da criança, Thomas e Natalie Gross, descreveram o filho como um “tesouro” para a família. A publicação afirma que Dean era “muito amado” e que levava alegria às pessoas ao seu redor.
“O espírito alegre e a doce presença de Dean tocavam os corações de sua família e amigos todos os dias”, diz o texto da arrecadação virtual.
A campanha já havia arrecadado mais de US$ 44,8 mil até a tarde de segunda-feira. Em outra mensagem publicada nas redes sociais, Miller Gross, irmão de Thomas, lamentou a morte do sobrinho.
“Meu querido irmãozinho e minha cunhada perderam um verdadeiro anjinho em uma tragédia terrível e inimaginável. Dean era um garotinho doce e feliz”, escreveu ele no Facebook.
Dias antes do ataque, Natalie, que é professora de espanhol, havia celebrado o primeiro Dia das Mães ao lado do filho. Em publicação no Instagram, Thomas homenageou a esposa.
“Feliz Dia das Mães para o amor da minha vida. Sou muito grato por ter mais um motivo para celebrar uma pessoa tão especial e linda. Você é verdadeiramente a mãe mais intuitiva e amorosa de todos os tempos”, escreveu.
As autoridades locais afirmaram que as circunstâncias do ataque continuam sendo apuradas.
A China concordou em trabalhar com os Estados Unidos para reduzir as tarifas que afetam dezenas de bilhões de dólares em mercadorias de ambos os lados, de acordo com um comunicado oficial chinês divulgado na quarta-feira, poucos dias após a visita do presidente Donald Trump a Pequim.
As duas maiores economias do mundo passaram grande parte de 2025 envolvidas em uma guerra comercial cada vez mais intensa, até que os dois líderes chegaram a uma trégua de um ano durante sua reunião na Coreia do Sul, em outubro. Como resultado da cúpula da semana passada, foi estabelecido um conselho comercial, sob cujos auspícios “ambos os lados concordaram em princípio em discutir um acordo-quadro para a redução recíproca de tarifas sobre produtos de escala equivalente”, de acordo com o comunicado distribuído pelo Ministério do Comércio chinês.
Os cortes tarifários planejados afetarão mercadorias avaliadas em “US$ 30.000 ou mais para cada lado”, acrescentou o documento, que foi publicado online e atribuído a um funcionário anônimo. A China espera que “os Estados Unidos honrem os compromissos” assumidos durante a recente rodada de negociações, afirmou o Ministério do Comércio, e pediu a prorrogação dos acordos de trégua comercial firmados no ano passado.
O Ministério do Comércio também anunciou que o gigante asiático irá restabelecer os registros de alguns exportadores de carne bovina dos EUA, que expiraram no ano passado, no auge das tensões com Washington. Confirmando outro resultado da cúpula Xi-Trump, o ministério informou que a China comprará 200 aeronaves da gigante aeroespacial americana Boeing, embora não tenha especificado o modelo.
Veículos de imprensa americanos já haviam noticiado há meses que Pequim estava prestes a fazer um grande pedido à Boeing, que incluiria 500 aeronaves 737 MAX de corredor único e cerca de 100 aeronaves 787 Dreamliner e 777.
Em relação ao fornecimento de elementos de terras raras, um setor crucial dominado pela China e sujeito a severas restrições à exportação implementadas no ano passado, o comunicado não forneceu muitos detalhes. “Ambas as partes trabalharão juntas para estudar e resolver as preocupações legítimas e legais de cada uma”, disse ele.
O Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio encontrou parte de um corpo em uma área montanhosa a oeste da capital japonesa, com pegadas próximas que parecem ser de um animal de grande porte. Um policial de folga o encontrou na última quinta-feira (14), enquanto fazia uma trilha, segundo a emissora japonesa NHK.
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A polícia investiga o caso e trabalha com as hipóteses de ser um ataque de urso ou um acidente na montanha. O corpo estava sob um penhasco a pouco mais de 100 metros de uma trilha de caminhada na região de Nippara, na cidade de Okutama, região metropolitana da capital. A identidade da vítima não foi confirmada e nem sua idade ou gênero.
Esta investigação de ataque de urso se junta a outros dois casos de corpos encontrados só no mês de maio, em meio ao aumento da presença desses animais em áreas próximas a centros urbanos. Outro caso de morte por ataque de urso foi confirmado neste ano, de uma mulher de 55 anos, que morreu em 21 de abril na província de Iwate, no norte do Japão, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
Em 2025, o Japão já havia enfrentado uma onda recorde de ataques de urso no país, registrando 13 mortes, o maior número para um ano.
Segundo especialistas ouvidos pela agência de notícia AFP, a falta de alimento natural, especialmente bolotas (frutos secos produzidos por árvores), parte importante da dieta dos ursos, tem levado os animais, nos últimos anos, a avançarem para áreas urbanas habitadas em busca de comida. Os casos estão preocupando as autoridades japonesas, sobretudo após a escalada de ataques fatais registrada recentemente.
Os 430 membros da flotilha de Gaza interceptados na segunda-feira por forças israelenses na costa do Chipre estão sendo transferidos para Israel, anunciou o Ministério das Relações Exteriores israelense na manhã desta quarta-feira. “Os 430 ativistas foram transferidos para embarcações israelenses e estão a caminho de Israel, onde poderão se encontrar com seus representantes consulares”, disse um porta-voz do ministério.
Na manhã de segunda-feira, a flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 navios, havia anunciado que forças israelenses estavam abordando as embarcações. “A ocupação israelense interceptou mais uma vez, de forma ilegal e violenta, nossa flotilha internacional de navios humanitários e sequestrou nossos voluntários”, denunciou a flotilha posteriormente na plataforma de mídia social X, exigindo “a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio de Gaza”.
“A ocupação israelense interceptou mais uma vez, de forma ilegal e violenta, nossa flotilha internacional de navios humanitários e sequestrou nossos voluntários”, denunciou a flotilha posteriormente na plataforma de mídia social X, exigindo “a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio de Gaza”. Esta é a terceira tentativa em um ano deste grupo de romper o bloqueio israelense imposto a Gaza, um território devastado pela guerra e que enfrenta grave escassez desde o início do conflito, que começou em outubro de 2013 com um ataque sem precedentes do movimento islâmico palestino Hamas contra Israel.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceptação dos navios, denunciando um plano “malicioso”. “Eles estão realizando esta operação com notável sucesso… Continuem até o fim”, disse o primeiro-ministro ao comandante da Marinha israelense responsável pela operação, segundo um comunicado de seu gabinete que divulgou um trecho da conversa.
Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores havia alertado que “não permitiria nenhuma violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza”.
A campanha militar em múltiplas frentes lançada por Israel após o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023, já resultou na ocupação de mais de 1.000 km² na Faixa de Gaza, no Líbano e na Síria, apontou um levantamento cartográfico realizado pelo jornal britânico Financial Times, indicando que a área representa cerca de 5% do território do Estado judeu pelas fronteiras de 1949. A expansão das forças israelenses por territórios vizinhos ocorre em um momento em que o governo emite declarações e toma medidas que respondem, alternadamente, a interesses expansionistas e de segurança de diferentes setores do espectro político. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O governo das Maldivas confirmou nesta segunda-feira a localização dos corpos dos cinco turistas italianos que desapareceram no fim da semana passada durante um mergulho no oceano Índico.
Atol de Vaavu: Corpos de quatro italianos desaparecidos em mergulho são encontrados em caverna nas Maldivas
‘Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões’: Equipe de elite inicia resgate de turistas italianos desaparecidos em caverna nas Maldivas
Embora os corpos tenham sido encontrados, a operação para retirá-los deve durar 48 horas devido à complexidade do resgate. Até o momento, dois dos corpos já foram recuperados em uma operação delicada que durou cerca de duas horas, segundo a BBC.
Tudo aconteceu depois que os visitantes decidiram fazer uma excursão de mergulho. O incidente teria ocorrido no atol de Vaavu, uma das áreas menos povoadas do país e famosa por seus recifes de coral, onde o mergulho é uma das principais atividades.
Segundo os primeiros relatos, publicados pelo jornal digital Edition.mv, os cinco turistas que estavam a bordo do Duke of York, um iate de luxo operado pela empresa Luxury Yacht Maldives, desapareceram durante um mergulho próximo a Alimathaa realizado pela manhã. Acredita-se que eles participavam de uma excursão de turismo científico para explorar a flora e a fauna submarina das cavernas do atol. A tripulação informou o desaparecimento após o grupo não retornar à superfície ao meio-dia.
As principais hipóteses
Embora a causa das mortes ainda seja desconhecida, as hipóteses apontam para um problema na mistura de oxigênio dos cilindros, condições climáticas adversas, correntes térmicas repentinas ou perda de orientação em uma fissura da caverna.
Segundo o jornal El Mundo, a legislação local permite atividades de mergulho em profundidades de até 30 metros. Apesar de não existir uma lei que proíba ultrapassar esse limite, os investigadores avaliam a possibilidade de que tenha ocorrido uma imersão mais profunda.
As principais linhas de investigação indicam que o problema pode estar relacionado ao fato de a expedição incluir a visita a uma caverna submarina — informação que não constava na proposta apresentada às autoridades das Maldivas.
A localização dos corpos
Até então, as autoridades haviam encontrado apenas um dos corpos desaparecidos. Nas últimas horas, porém, a Força de Defesa Nacional das Maldivas confirmou a localização dos quatro corpos restantes.
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Em publicação na rede social X, as autoridades informaram que os corpos foram encontrados “em uma operação conjunta realizada pela Guarda Costeira das Maldivas, pela polícia e por mergulhadores estrangeiros”.
Morte de um dos resgatistas
Um mergulhador integrante da Força de Defesa Nacional das Maldivas morreu no sábado em decorrência de descompressão durante as operações de recuperação dos corpos dos quatro turistas italianos mortos na caverna submarina do atol de Vaavu. O trabalho foi realizado a 50 metros de profundidade, após o acidente ocorrido na quinta-feira.
O porta-voz presidencial das Maldivas, Mohammed Hussain Shareef, informou que a vítima morreu por “descompressão submarina após ser transferida para um hospital na capital”.
— A morte demonstra a dificuldade da missão — afirmou o porta-voz.
A descoberta de um corpo
A polícia abriu uma investigação e, inicialmente, apenas um dos cinco corpos havia sido recuperado em uma caverna situada a 70 metros de profundidade. As autoridades confirmaram que o corpo pertencia a Monica Montefalcone, professora da Universidade de Gênova. O veículo local The Press informou que as buscas continuam, apesar das dificuldades provocadas pelas fortes ondas e pelas condições meteorológicas adversas.
Caverna dos Tubarões nas Maldivas
YouTube/MERGULHADORES DO NEVA
Quem eram os turistas
As vítimas são duas pesquisadoras, uma jovem e dois instrutores de mergulho: Monica Montefalcone, de 51 anos, professora de Ecologia da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal, de 23 anos; a pesquisadora de Turim Muriel Oddenino; e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, de 31 anos.
Mergulhadores desaparecidos nas Maldivas
Reprodução
Montefalcone trabalhava na agência Albatros Top Boat, responsável por excursões científicas no atol e da qual Benedetti era diretor. A professora era reconhecida internacionalmente e liderava campanhas de monitoramento ambiental nas Maldivas. Nos dias anteriores ao acidente, ela participava de programas de pesquisa universitária em Alimathaa.
Gualtieri havia se formado na Universidade de Gênova em março e, em sua tese, agradeceu a Montefalcone por “ter sido sua guia, incentivando-o a seguir seus sonhos e paixões, mesmo quando o caminho era longo e difícil”.
No fim de semana, um drone atingiu o perímetro da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio mas sem indícios de vazamento radioativo. O ataque, creditado a uma milícia iraquiana, foi recebido com condenações e alertas sobre os riscos de uma ação envolvendo uma instalação nuclear, mas está longe de ser um caso isolado no passado recente.
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De acordo com as autoridades emiradenses, o ataque ocorreu no domingo, provocando um incêndio em um gerador de eletricidade dentro do complexo, em operação desde 2021, mas sem afetar o funcionamento de suas unidades. Os níveis de radiação, acrescentam, seguiram dentro do normal, e não houve feridos. O incidente foi classificado de “ato terrorista”e condenado por outros países. Nenhum grupo ou governo assumiu a autoria, mas os Emirados acreditam que o drone veio do Iraque, possivelmente de uma das milícias xiitas apoiadas pelo Irã.
“O ataque terrorista à central nuclear limpa de Barakah, seja ele perpetrado pelo autor principal ou por meio de um de seus agentes, representa uma escalada perigosa e um cenário sombrio que viola todas as leis e normas internacionais, em um desrespeito criminoso pela vida dos civis nos Emirados Árabes Unidos e arredores”, afirmou na rede social X o assessor da Presidência do país, Anwar Gargash, em uma possível referência indireta a Teerã.
Em comunicado na rede social X, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (Iaea), Rafael Grossi, expressou “grave preocupação com o incidente e afirmou que a atividade militar que ameaça a segurança nuclear é inaceitável”. Para ele, os países devem exercer “máxima contenção militar perto de qualquer CN (Central Nuclear) para evitar o perigo de um acidente nuclear”.
Conselho de Segurança das Nações Unidas
Dave Sanders/The New York Times
Nesta terça-feira, em reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da ONU para debater o incidente, Grossi alertou que um impacto direto contra a usina “poderia resultar em uma liberação altíssima de radioatividade para o meio ambiente”
— Um impacto que danificasse as linhas de fornecimento de energia elétrica para a usina poderia aumentar a probabilidade de fusão dos núcleos dos reatores, o que poderia resultar em uma alta liberação de radioatividade. Nos piores casos, ambos os cenários exigiriam medidas de proteção — afirmou. — Ataques a instalações nucleares destinadas a fins pacíficos são inaceitáveis.
Ameaça renovada: Zelensky acusa Rússia de ‘terrorismo nuclear’ no 40º aniversário de Chernobyl
A simples menção a um ataque contra uma usina nuclear evoca alguns dos piores temores da humanidade, mas a frequência com que essas instalações passaram a figurar em listas de alvos militares eleva exponencialmente o risco de um desastre.
Nos anos 1980, a central nuclear de Tuwaitha, no Iraque, foi atacada por Irã e Israel, em um intervalo de alguns meses. Embora ela não estivesse em operação, um de seus reatores, Osirak, foi destruído pelos israelenses depois de ser apontado como elemento-chave para os planos do ditador iraquiano, Saddam Hussein, de obter uma arma nuclear. Pelo lado iraniano, a central de Bushehr, cuja construção começou nos anos 1970, foi bombardeada pelo Iraque ao menos seis vezes entre 1984 e 1987. Os arredores do local, que só entrou em operação em 2012, foram atingidos por projéteis na guerra iniciada em fevereiro por EUA e Israel, sem provocar danos mais graves.
“Um dos problemas mais sérios que o mundo enfrenta nos últimos anos tem sido o das ameaças e ataques militares contra instalações nucleares”, declarou, em fevereiro de 1987, o representante iraniano na Aiea, pouco depois de um novo bombardeio contra Bushehr.
Entrada da central nuclear de Bushehr, no Irã
ATTA KENARE / AFP
Durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, os americanos bombardearam reatores operacionais em Tuwaitha, e o então presidente George H.W. Bush disse que “os ataques de precisão tiraram Saddam do negócio de construção de bombas nucleares por um longo tempo”, retórica similar à do atual morador da Casa Branca, Donald Trump. Na época, especialistas afirmaram que os reatores destruídos eram pequenos, minimizando o risco de vazamento. Mas a questão central ia além.
— É a primeira vez que reatores nucleares em funcionamento foram bombardeados — disse Bennett Ramberg, especialista em energia nuclear da UCLA, em entrevista ao Los Angeles Times, em janeiro de 1991. — Um precedente foi estabelecido.
Soldados iraquianos impedem a entrada de jornalistas no centro de pesquisa nuclear de Tuwaitha
Awad AWAD/AFP PHOTO
O Protocolo Adicional I das Convenções de Genebra estabelece que “obras ou instalações que contenham forças perigosas, nomeadamente barragens, diques e centrais nucleares de produção de energia elétrica, não devem ser alvo de ataques”, se tal ação provocar “a liberação de forças perigosas” danosas aos civis.
Mas o texto destaca que a proteção pode não ser válida se a instalação “fornecer energia elétrica em apoio regular, significativo e direto às operações militares e se tal ataque for a única maneira viável de interromper esse apoio”. De qualquer modo, o protocolo estabelece que “a população civil e os civis individualmente continuarão a ter direito a toda a proteção que lhes é conferida pelo direito internacional”, e que o responsável pelo ataque tome “medidas para evitar a liberação das forças perigosas”, no caso, radiação.
Incêndio florestal na zona de exclusão de Chernobyl, na Ucrânia
Reserva da Biosfera Ecológica e de Radiação de Chernobyl, Ucrânia / AFP
Testada ao limite no final do século passado, a legislação voltou ao centro do debate militar após o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022. Em um dos primeiros movimentos do conflito, a Rússia capturou o complexo nuclear de Chernobyl — cenário do maior acidente da História — e a zona de exclusão ao seu redor, os abandonando semanas depois.
Na ocasião, Mykhailo Podoliak, conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que “é impossível afirmar que a usina nuclear de Chernobyl esteja segura”. No ano passado, um drone danificou o sarcófago que protege o reator 4, que explodiu em 1986, e a Aiea afirmou que a estrutura perdeu as “funções primárias de segurança, incluindo a capacidade de confinamento”.
Central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, mas sob controle russo
Olga MALTSEVA / AFP
Também em 2022, as tropas de Moscou avançaram sobre a maior central nuclear em funcionamento da Europa, em Zaporíjia, e assumiram o controle após violentos combates que comprometeram algumas das estruturas vitais da instalação. Trabalhadores ucranianos na usina dizem ser obrigados a trabalhar, por vezes sob mira de armas, e alegam que o local é usado também para armazenar armamentos e equipamentos militares.
Quatro anos depois, Zaporíjia ainda é cenário de combates — no fim de semana, a Rússia acusou a Aiea de “efetivamente ignorar ataques ucranianos —, e a agência nuclear da ONU relatou atividades militares recentes ao redor de Chernobyl e das três usinas operacionais do país, Khmelnitskyy, Rivne e Sul da Ucrânia.
“Qualquer ação militar nas proximidades de instalações nucleares aumenta significativamente o risco de um acidente nuclear. Apelo mais uma vez a todas as partes para que exerçam a máxima contenção e respeitem integralmente os Sete Pilares Indispensáveis ​​para garantir a segurança nuclear durante o conflito”, disse Grossi na semana passada, se referindo a um protocolo da agência para a proteção de instalações nucleares, lançado em 2022.

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