A polícia de Queensland, na Austrália, investiga um homem de 27 anos suspeito de cometer uma série de crimes de abuso infantil no ambiente digital. Segundo os investigadores, ele “visava ativamente” crianças por meio de redes sociais e plataformas de jogos online, numa atuação descrita como deliberada para localizar vítimas.
Clima extremo: Tempestade Leonardo perde força após provocar morte e milhares de desalojamentos na Península Ibérica
De informações vazadas a foto de cueca: O que revelam novos arquivos do caso Epstein sobre ex-embaixador britânico nos EUA?
As autoridades afirmam que o suspeito responde por centenas de crimes ligados ao abuso infantil envolvendo 459 vítimas na Austrália e em outros 15 países. Preso desde fevereiro do ano passado, ele teve dispositivos eletrônicos analisados pela polícia, que encontrou mais de 23 mil imagens e vídeos relacionados ao suposto abuso. O material embasou a formalização de 596 acusações criminais.
O conjunto de arquivos tornou o trabalho de identificação das vítimas mais demorado, exigindo “tempo, habilidade e dedicação”, explicou o detetive superintendente interino Denzil Clark à rede BBC. Até o ponto mais recente citado na investigação, 360 vítimas haviam sido identificadas, mais de 200 delas na Austrália. As demais estão sobretudo em países de língua inglesa. A maioria das vítimas é formada por meninos com idades entre 7 e 15 anos.
A polícia mantém cooperação com autoridades estrangeiras para localizar todas as vítimas e “garantir que recebam o apoio adequado”. O detetive Clark também chamou atenção para uma “crescente prevalência de crianças sendo aliciadas, coagidas ou ameaçadas a tirar e enviar imagens sexuais de si mesmas, muitas vezes por meio de aplicativos populares, jogos e redes sociais”.
— O trauma que isso causa a uma criança é significativo — explica.
Plataformas ‘populares’
Ao falar com jornalistas, o agente não divulgou os nomes das plataformas usadas pelo suspeito, afirmando apenas que eram “muito populares”. Segundo ele, todos os crimes ocorreram exclusivamente online, e outras pessoas também são investigadas.
De acordo com a polícia, o homem teria atuado entre 2018 e 2025, criando múltiplos perfis falsos e se passando por homens e mulheres para enganar as vítimas. Ele registrava as interações e recorria a “aliciamento e coerção” para forçar o envio de material sexual explícito, armazenado depois de forma organizada, “meticulosamente”, em “pastas nomeadas”.
Entre as acusações formais estão crimes relacionados ao uso de serviços de telecomunicações, como produção de material de abuso infantil, atração de menores de 16 anos e envolvimento em atividade sexual com criança por meios digitais, somando centenas de ocorrências em cada categoria.
O acusado deveria comparecer ao tribunal na quinta-feira, etapa inicial do processo que vai definir o andamento das acusações.
Clima extremo: Tempestade Leonardo perde força após provocar morte e milhares de desalojamentos na Península Ibérica
De informações vazadas a foto de cueca: O que revelam novos arquivos do caso Epstein sobre ex-embaixador britânico nos EUA?
As autoridades afirmam que o suspeito responde por centenas de crimes ligados ao abuso infantil envolvendo 459 vítimas na Austrália e em outros 15 países. Preso desde fevereiro do ano passado, ele teve dispositivos eletrônicos analisados pela polícia, que encontrou mais de 23 mil imagens e vídeos relacionados ao suposto abuso. O material embasou a formalização de 596 acusações criminais.
O conjunto de arquivos tornou o trabalho de identificação das vítimas mais demorado, exigindo “tempo, habilidade e dedicação”, explicou o detetive superintendente interino Denzil Clark à rede BBC. Até o ponto mais recente citado na investigação, 360 vítimas haviam sido identificadas, mais de 200 delas na Austrália. As demais estão sobretudo em países de língua inglesa. A maioria das vítimas é formada por meninos com idades entre 7 e 15 anos.
A polícia mantém cooperação com autoridades estrangeiras para localizar todas as vítimas e “garantir que recebam o apoio adequado”. O detetive Clark também chamou atenção para uma “crescente prevalência de crianças sendo aliciadas, coagidas ou ameaçadas a tirar e enviar imagens sexuais de si mesmas, muitas vezes por meio de aplicativos populares, jogos e redes sociais”.
— O trauma que isso causa a uma criança é significativo — explica.
Plataformas ‘populares’
Ao falar com jornalistas, o agente não divulgou os nomes das plataformas usadas pelo suspeito, afirmando apenas que eram “muito populares”. Segundo ele, todos os crimes ocorreram exclusivamente online, e outras pessoas também são investigadas.
De acordo com a polícia, o homem teria atuado entre 2018 e 2025, criando múltiplos perfis falsos e se passando por homens e mulheres para enganar as vítimas. Ele registrava as interações e recorria a “aliciamento e coerção” para forçar o envio de material sexual explícito, armazenado depois de forma organizada, “meticulosamente”, em “pastas nomeadas”.
Entre as acusações formais estão crimes relacionados ao uso de serviços de telecomunicações, como produção de material de abuso infantil, atração de menores de 16 anos e envolvimento em atividade sexual com criança por meios digitais, somando centenas de ocorrências em cada categoria.
O acusado deveria comparecer ao tribunal na quinta-feira, etapa inicial do processo que vai definir o andamento das acusações.










