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Embora o Senado americano tenha aprovado algumas horas antes um projeto orçamentário, a medida ainda depende da avaliação do texto na Câmara dos Representantes, que programou a votação para o início da próxima semana.
O que atrasou o acordo foi a resistência da oposição democrata em aprovar a verba no orçamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), após a morte a tiros de dois manifestantes durante as operações anti-imigração do governo Donald Trump no estado de Minnesota.
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O texto aprovado na sexta-feira no Senado, com 71 votos a favor e 29 contra, é resultado de um acordo entre o presidente e os senadores democratas. A oposição, por sua vez, aceitou aprovar cinco dos seis projetos do texto orçamentário, enquanto a parte correspondente ao DHS será objeto de novas negociações nas próximas duas semanas.
Em nota, o Escritório de Orçamento da Casa Branca pediu aos diferentes departamentos que implementassem o plano para um “shutdown” ao mesmo tempo em que afirmava “ter esperança” de uma paralisação “breve”.
Fim da violência
Na semana passada, o texto parecia seguir para a aprovação antes da data limite de 31 de janeiro, mas os acontecimentos de sábado passado em Minneapolis modificaram o contexto político. A morte de Alex Pretti, bem como a de Renee Good dias antes, por disparos de agentes federais provocou um movimento de indignação no seio da classe política.
Também na sexta-feira, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, enumerou as demandas democratas, afirmando querer “frear o ICE e pôr fim à violência”. Para isso, o legislador exigiu medidas como, por exemplo, proibir o uso de balaclavas pelos agentes.
— Chega de polícia secreta — afirmou.
Devido às normas no Senado, eram necessários 60 votos de 100 para aprovar um projeto orçamentário. Os republicanos têm maioria na Casa, mas precisavam do apoio de vários membros da oposição para aprovar o orçamento.
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Embora o “shutdown” tenha entrado em vigor, é provável que não se repita o que ocorreu no ano passado, quando os Estados Unidos vivenciaram o fechamento governamental mais longo de sua história. Republicanos e democratas batalharam durante 43 dias por disputas sobre os subsídios aos seguros de saúde.
Centenas de milhares de funcionários foram colocados em licença temporária, enquanto outros com funções consideradas essenciais tiveram que seguir trabalhando. Mas todos tiveram que esperar até o fim da paralisação para receber seus salários.





