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Um ex-policial suspeito de planejar um ataque a tiros em Nova Orleans, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, foi preso na noite desta quarta-feira (22) em um hotel na cidade de Destin, na Flórida, segundo a emissora americana CNN. A detenção ocorreu após órgãos de segurança identificarem informações que sugeririam que ele planejava executar o massacre em um festival de Nova Orleans, provavelmente o New Orleans Jazz & Heritage Festival, conhecido como Jazz Fest, que começa nesta quinta (23) e vai até o dia 3 de maio.
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Identificado como Christopher Gillum, ele mora na cidade de Chapel Hill, Carolina do Norte, onde trabalhou como policial entre 2004 e 2019. De acordo com a polícia local, um alerta inicial informou que a família do suspeito indicou que Gillum possuía uma pistola Glock e havia expressado interesse em ferir pessoas negras, de acordo com um agente da lei. Ele foi preso na posse da pistola e 200 cartuchos de munição.
— As autoridades obtiveram informações de que Gillum planejava viajar para um festival em Nova Orleans para realizar um massacre e depois cometer suicídio — informou o chefa da polícia de Okaloosa.
Christopher Gillum foi detido por planejar atentado em Nova Orleans
Reprodução / Instagram / @okaloosasheriff
A operação que levou à captura contou com a atuação coordenada de diferentes agências de segurança dos Estados Unidos e localizou o homem por câmeras de segurança, antes de ele viajar para Nova Orleans. A Polícia Estadual da Louisiana informou ainda que investiga o caso junto com o FBI e afirmou que não compartilhará mais detalhes “para não comprometer a investigação”, mas garantiu que não há ameaças diretas conhecidas a nenhum festival na Louisiana.
Segundo as autoridades, o homem permanece sob custódia e deverá ser transferido para a Louisiana, onde responderá às acusações relacionadas às ameaças classificadas como terroristas. As investigações continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do suposto plano e verificar se há outros envolvidos.
Armamento e munição encontrado com Christopher Gillum
Reprodução / Instagram / @okaloosasheriff
A cidade de Nova Orleans é conhecida mundialmente como o berço do jazz e atrai turistas interessados na cultura local. O gênero hoje difundido internacionalmente teria nascido nas praças locais, onde escravizados e negros em liberdade se reuniam aos domingos e dias livres para dançar e cantar. Atualmente há clubes dedicados ao jazz, como o Preservation Hall e o D.B.A. O Jazz Fest, onde o suspeito teria feito o ataque, atrai cerca de 460 mil pessoal por edição ao longos dos seus dias de evento.
Outro caso de mortes a tiros
Na última semana, outro ataque a tiros chamou a atenção no estado da Louisiana. Um pai de 31 anos matou sete de seus filhos e mais uma criança, com idades entre 1 e 14 anos, e fugiu em um carro. Durante a perseguição, ele também foi morto pela polícia. O caso aconteceu na pacata cidade de Shreveport, no último domingo.

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O Ministério Público do Peru abriu, nesta sexta-feira, uma investigação sobre suposto tráfico de pessoas, após denúncias de uma rede transnacional que recrutava peruanos com falsas ofertas de emprego para enviá-los à frente de batalha russa na Ucrânia, informou o Ministério Público. Ex-militares e policiais foram recrutados nas redes sociais por meio de ofertas de emprego enganosas para trabalhar como agentes de segurança e em outras funções na Rússia.
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De acordo com informações fornecidas à polícia, “as vítimas teriam sido levadas para a Rússia e, uma vez em solo estrangeiro, forçadas a participar de operações de combate no contexto do conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia”, indicou um comunicado.
“Procuradores especializados ordenaram imediatamente a abertura de processo preliminar pelo suposto crime contra a dignidade humana, especificamente tráfico de pessoas e tráfico de pessoas agravado”, afirmou o comunicado.
O advogado das famílias, Percy Salinas, informou ao Canal N que 13 peruanos morreram no conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia. Salinas afirmou que, desde outubro, cerca de 600 peruanos viajaram para a Rússia atraídos por promessas de salários entre US$ 2.000 e US$ 3.000 por mês (de R$ 9,9 mil a R$ 14,9 mil, aproximadamente).
A Embaixada da Rússia no Peru emitiu um comunicado nesta quinta-feira reconhecendo que alguns peruanos assinaram contratos para servir nas Forças Armadas russas, alegando que essas foram decisões voluntárias respeitadas pela lei russa.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Peru informou em comunicado que, na terça-feira, solicitou formalmente informações urgentes ao encarregado de negócios da Embaixada da Rússia em Lima sobre a localização e o estado de saúde dos peruanos que “decidiram servir nas Forças Armadas” daquele país.
Com 27 anos de atuação no Brasil e no exterior, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) foi o escolhido como vencedor do Faz Diferença 2026 na categoria Mundo. A premiação reconhece a trajetória da instituição na promoção do debate sobre temas centrais da agenda internacional e sua contribuição para aproximar o Brasil de discussões globais.
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Fundado por diplomatas e empresários, o Cebri se consolidou como um dos principais think tanks do país, atuando na articulação entre academia, setor produtivo, setor público e sociedade civil. Ao longo de quase três décadas, a instituição tem se dedicado a discutir a inserção do Brasil no mundo, acompanhando transformações geopolíticas e econômicas que redesenham o cenário internacional.
— Esse prêmio é um marco importante para o Cebri. É a consagração da ideia que motivou os fundadores, entre os quais destaco Luiz Felipe Lampreia e Daniel Klabin, há 28 anos, de que havia espaço, ao lado da competência do Itamaraty, para discussão de assuntos de relações internacionais pela sociedade civil — afirma José Pio Borges, presidente do Conselho Curador do Cebri. — Essa necessidade ficou patente quando temas como mudança climática, transição energética, transformação digital e saúde, entre outros, que não se caracterizavam como de política externa stricto sensu, passaram a dominar a agenda de relações internacionais.
Nos últimos anos, o centro de estudos passou por um processo de expansão, buscando ampliar parcerias internacionais na Europa e nas Américas. A inauguração de uma nova sede no Rio de Janeiro, em 2025, marcou essa nova fase. A estrutura conta com auditório com capacidade para 100 pessoas, espaços adaptáveis para reuniões e mesas-redondas e área de trabalho para mais de 50 funcionários. Uma nova ampliação, com conclusão prevista para 2027, pretende criar 20 quartos para acomodar pesquisadores visitantes.
A instituição teve, ainda, participação de destaque em agendas como o G20 e a COP30, e contribuiu para a articulação entre centros de pensamento de diferentes países. Entre os temas prioritários discutidos pelo think tank estão a transição energética, as mudanças climáticas e as relações estratégicas do Brasil com potências como Estados Unidos e China. Ele também promove debates sobre questões sensíveis da política externa e do desenvolvimento nacional, buscando influenciar a formulação de políticas públicas.
— No Cebri, a sociedade civil está representada por sua equipe, conselheiros, fellows, associados e parceiros. A todos eles cabe o mérito dessa premiação — conclui Pio Borges.
O Cebri foi escolhido pelo voto popular e pelos jurados da categoria: Luiz Rivoiro (diretor da sucursal de São Paulo), Leda Balbino (editora de Mundo), Guga Chacra (colunista do GLOBO em Nova York) e irmã Rosita Milesi (vencedora na categoria em 2024).
Jurados desta categoria: Luiz Rivoiro (diretor da sucursal de São Paulo); Leda Balbino (editora de Mundo); Guga Chacra (colunista do GLOBO em Nova York) e Irmã Rosita Milesi (vencedora na categoria em 2024).
O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz passou a limitar a estratégia de guerrilha adotada pelo Irã no conflito, ao reduzir sua capacidade de pressionar o mercado de energia e contornar sanções. Diante das dificuldades, Teerã tenta retomar negociações e enviou uma proposta a Washington por meio de mediadores do Paquistão nos últimos dias, segundo a agência estatal Irna. A iniciativa ocorre em meio ao agravamento da crise provocada pela ofensiva americana contra portos iranianos, adotada semanas após o início da guerra. A medida interrompeu as exportações de petróleo do país e ampliou a pressão sobre a economia, de acordo com o Wall Street Journal. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Pouco antes da meia-noite de 23 de março, um carro vazio foi incendiado no bairro judeu de Antuérpia, na Bélgica, quebrando o silêncio da noite. A polícia prendeu rapidamente dois adolescentes. Horas depois, imagens borradas do incêndio criminoso apareceram on-line, mostrando uma pessoa derramando líquido em um carro e uma segunda pessoa ateando fogo. No vídeo, um grupo até então desconhecido reivindica a autoria do ataque. O grupo, que se autodenomina Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya, também assumiu a responsabilidade por uma série de outros ataques na Europa, incluindo um ocorrido na quarta-feira, no qual duas pessoas foram esfaqueadas em uma área judaica de Londres. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em uma região marcada predominantemente por climas áridos e semiáridos, com alguns dos índices pluviométricos mais baixos do mundo registrados anualmente, os recursos hídricos são uma questão-chave nos territórios palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Dois anos e meio após o início da guerra entre Israel e Hamas, organizações internacionais afirmam que o abastecimento tem sido um dos alvos, com um forte impacto sobre a população civil. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Nenhum “governo estrangeiro” pode intervir no México, afirmou a presidente Claudia Sheinbaum nesta sexta-feira, dois dias depois de os Estados Unidos acusarem um governador e outros nove funcionários do partido governista de terem ligações com o narcotráfico. A Procuradoria-Geral da República de Nova York revelou na quarta-feira que solicitou a prisão e extradição do governador Rubén Rocha Moya, do partido Morena e aliado próximo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.
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Um senador, um prefeito e outros sete funcionários também são acusados ​​de supostos vínculos com o cartel de Sinaloa para distribuir “enormes quantidades de narcóticos nos Estados Unidos”. Sem mencionar explicitamente os Estados Unidos ou a acusação, Sheinbaum afirmou nesta sexta-feira, em um evento público no estado de Chiapas, no sul do país, que seu governo defende o princípio da soberania.
“Nenhum governo estrangeiro pode entrar em nosso território. Porque aqui temos homens e mulheres mexicanos que defendem nossa pátria. É por isso que qualquer governo estrangeiro se chocará com nossos princípios”, enfatizou ela.
A acusação contra Rocha, um senador, um prefeito e outros sete funcionários abalou o partido governista no México, já que é a primeira vez que autoridades de alto escalão são acusadas de envolvimento com o narcotráfico. Na quinta-feira, Sheinbaum rejeitou categoricamente as acusações e pediu aos Estados Unidos que apresentassem provas “irrefutáveis”.
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O Ministério Público dos EUA solicitou que as autoridades mexicanas prendam os dez políticos, uma etapa anterior ao processo de extradição. A Procuradoria-Geral da República do México já havia começado a analisar o caso, mas nesta sexta-feira recusou-se a prosseguir com as prisões por falta de provas.
“Não há referência, razão, fundamento ou prova que nos permita entender por que a prisão preventiva é urgente”, disse Raúl Jiménez, da Divisão de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da República, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
Ele indicou que, por meio do Ministério das Relações Exteriores do México, solicitará aos Estados Unidos “todas as provas, argumentos, relatórios e documentos necessários” referentes ao caso, a fim de avaliar se há provas suficientes contra os políticos citados pela Procuradoria-Geral dos EUA. Caso as autoridades mexicanas encontrem motivos para prender Rocha Moya, um processo legislativo deverá ser concluído para revogar a imunidade parlamentar da qual ele goza como governador.
O caso Rocha Moya surge em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, exige resultados do México no combate ao narcotráfico, e enquanto ambos os países, juntamente com o Canadá, revisam o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (USMCA).
Ataques israelenses no sul do Líbano deixaram pelo menos 13 mortos nesta sexta-feira, informou o Ministério da Saúde do país em um novo balanço. De acordo com um comunicado oficial, oito pessoas, incluindo uma criança e duas mulheres, morreram e 21 ficaram feridas, incluindo duas crianças e uma mulher, em bombardeios na vila de Habbuch, cujos moradores o exército israelense havia ordenado a evacuar, apesar do cessar-fogo.
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A agência de notícias estatal ANI relatou “uma série de ataques intensos” menos de uma hora após o alerta israelense. Em Habbuch, um fotógrafo da AFP viu colunas de fumaça subindo após os bombardeios.
Outro ataque na cidade de Zrariyé, na região de Saida, resultou em quatro mortes, incluindo duas mulheres, e quatro feridos, incluindo uma criança e uma mulher, informou o ministério no final do dia. De acordo com a mesma fonte, uma mulher morreu e sete pessoas ficaram feridas no distrito da cidade costeira de Tiro.
A Agência Nacional de Inteligência (INA) já havia relatado outros ataques e disparos de artilharia contra outras cidades no sul do país, apesar do cessar-fogo entre o movimento pró-iraniano Hezbollah e Israel, em vigor desde 17 de abril.
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Na quinta-feira, 17 pessoas foram mortas em ataques no sul do Líbano. Nessa região, o exército israelense estabeleceu uma zona de 10 km de profundidade a partir da fronteira, fechada à imprensa e ao público, onde realiza demolições.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de 5 mil soldados da Alemanha no próximo ano, informou o Pentágono na sexta-feira. A medida surge após o chanceler alemão Friedrich Merz criticar a forma como o presidente Donald Trump tem lidado com a guerra no Irã. A medida ocorre também após Trump anunciar a possibilidade de reduzir tropas americanas também na Itália e Espanha, intensificando a pressão sobre aliados da Otan.
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“Esta decisão surge após uma análise minuciosa da presença militar do Departamento na Europa”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado. “Prevemos que a retirada seja concluída nos próximos seis a doze meses.”
Segundo o Wall Street Journal, autoridades americanas disseram que a decisão levará à retirada de uma brigada do Exército. A medida também reverte um plano do governo Joe Biden de enviar à Alemanha um batalhão equipado com mísseis convencionais de longo alcance ainda este ano. O envio havia sido anunciado conjuntamente por Estados Unidos e Alemanha durante a cúpula da Otan de 2024, em Washington.
O chanceler Friedrich Merz entrou na mira de Trump após afirmar que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã e criticar a falta de uma estratégia clara para encerrar a guerra.
Trump respondeu diretamente em sua rede social, afirmando que Merz “não sabe do que está falando” e atacando também a situação econômica alemã. O presidente americano já havia feito ameaça semelhante durante seu primeiro mandato, quando Angela Merkel ainda comandava o governo alemão.
A Alemanha concentra a maior presença militar americana na Europa, com 36.436 militares da ativa estacionados permanentemente no país, segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA divulgados em dezembro de 2025.
Atritos com Itália e Espanha
A ofensiva do presidente americano não é inédita. Em março, Trump já havia ameaçado rever a presença militar dos EUA na Europa como forma de pressionar aliados que, segundo ele, não demonstram apoio suficiente à política externa americana.
Na Itália, a relação com a primeira-ministra Giorgia Meloni se deteriorou por causa da resistência de Roma em aderir diretamente ao conflito com o Irã. Antes uma aliada próxima de Trump, Meloni passou a ser alvo de críticas do presidente, que chegou a afirmar que lhe faltava “coragem”. O desgaste aumentou após a recusa italiana em autorizar o uso de uma base aérea na Sicília por aviões militares americanos que transportavam armas para a guerra, além de críticas da premiê a falas de Trump sobre o Papa Leão XIV.
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Já na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um dos líderes europeus mais duros contra a atuação americana no Oriente Médio. Trump já chegou a ameaçar impor sanções comerciais ao país e sugeriu até mesmo a suspensão espanhola da Otan, hipótese considerada inviável dentro das regras da aliança. Atualmente, cerca de 3.200 militares americanos estão estacionados em solo espanhol.
Com agências internacionais.
A ganhadora iraniana do Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, foi transferida da prisão para um hospital após “uma piora catastrófica em sua saúde”, informou sua fundação em um comunicado. Mohammadi recebeu a honraria por “sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e para promover os direitos humanos e a liberdade para todos”. Em fevereiro, um tribunal iraniano condenou a ativista a sete anos e meio de prisão por acusações relacionadas a conspiração e propaganda contra o sistema, mais um episódio em sua longa sequência de detenções.
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A família e os apoiadores de Mohammadi passaram semanas pedindo ao regime iraniano que permitisse que ela recebesse atendimento médico urgente. Até sexta-feira, esses apelos pareciam ter sido ignorados.
A Fundação Narges informou que a ativista foi transferida da prisão de Zanjan para um hospital local na província de Zanjan, no Irã. A fundação havia dito em fevereiro que Mohammadi estava em greve de fome e, no mês seguinte, alertou que ela se encontrava com a saúde extremamente debilitada, havia sofrido um possível ataque cardíaco e teve o atendimento médico especializado negado.
Mohammadi, de 53 anos, foi detida em meados de dezembro durante uma cerimônia fúnebre na cidade de Mashad, junto com outros ativistas, segundo denúncia de familiares citada pelo El País. Ela estava em liberdade condicional desde dezembro de 2024 por motivos médicos.
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No fim de novembro, havia denunciado que as autoridades lhe proibiram de forma “permanente” de deixar o país e que não emitiam passaporte para que pudesse visitar os dois filhos, que não vê há 11 anos.
A ativista já foi presa 13 vezes e condenada em nove ocasiões, tendo sido encarcerada pela última vez em 2021. Mesmo durante períodos de prisão, continuou denunciando violações de direitos humanos no Irã, incluindo a aplicação da pena de morte e a repressão a mulheres que não utilizam o véu islâmico.
Em uma região marcada predominantemente por climas áridos e semiáridos, com alguns dos índices pluviométricos mais baixos do mundo registrados anualmente, os recursos hídricos são uma questão-chave nos territórios palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Dois anos e meio após o início da guerra entre Israel e Hamas, organizações internacionais afirmam que o abastecimento tem sido um dos alvos, com um forte impacto sobre a população civil.
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Um relatório publicado pela Médicos Sem Fronteiras (MSF) na terça-feira acusou Israel de usar a água como arma de guerra, realizando uma “campanha de punição coletiva” contra os palestinos por meio de “privação deliberada de água”, o que classificou como “parte integrante do genocídio perpetrado” pelo governo israelense, alegações rejeitadas por autoridades de Tel Aviv. Já o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) compilou, no fim da semana passada, 60 ataques desde o começo do ano contra instalações de águas e esgotos ligadas ao Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na Cisjordânia por colonos israelenses, que ganharam respaldo em suas pretensões expansionistas com o governo.
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A Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat), unidade do Ministério da Defesa de Israel responsável por implementar políticas civis e coordenar operações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia rejeitou ainda na terça as conclusões do relatório da MSF, classificando as alegações como “infundadas”, acusando a ONG com atuação em cerca de 75 países de “ecoar propaganda do Hamas”. Também argumentou que o fornecimento de água em Gaza “consistentemente excede os limiares humanitários”, apontando que facilitaria a entrada de mais de 70 mil metros cúbicos de água no território diariamente.
“As afirmações de que Israel usa a água como uma ‘arma’ são factualmente incorretas e ignoram uma verdade simples: a única parte que transforma a ajuda humanitária em arma é o Hamas”, disse o órgão em um comunicado compartilhado via redes sociais. “Longe de ‘impedir’ o acesso, Israel facilita e fornece água de suas próprias fontes”.
Fontes de água
O acesso a fontes de água é um gargalo histórico da região e mudou conforme a dinâmica conflituosa das últimas décadas. Israel controla a maior parte dos recursos hídricos na Cisjordânia desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em ambos os territórios palestinos, o abastecimento depende de uma rede de dessalinizadores, poços e uma infraestrutura de distribuição intensamente comprometidas por ações militares, ataques de grupos extremistas e o controle de fronteira, segundo organizações que atuam nas duas regiões.
Dados da ONU, da União Europeia e do Banco Mundial indicam que Israel destruiu ou danificou quase 90% das infraestruturas de água e saneamento em Gaza, incluindo centrais de dessalinização, poços, tubulações e redes de esgoto. A MSF documentou disparos do Exército israelense contra caminhões-pipa “claramente identificados”, segundo o relatório, indicando também que um terço dos pedidos da ONG para transportar unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos para tratamento da água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas “foi rejeitado ou ficou sem resposta”.
Menino segura garrafas plásticas vazias enquanto espera para buscar água potável em Khan Yunis
Bashar Taleb/AFP
— As autoridades israelenses sabem que sem água a vida acaba, mas, mesmo assim, destruíram deliberada e sistematicamente a infraestrutura hídrica em Gaza, ao mesmo tempo em que bloqueiam consistentemente a entrada de suprimentos relacionados ao [abastecimento de] água — afirmou Claire San Filippo, coordenadora de emergência de MSF. — Palestinos têm sido feridos e mortos simplesmente por tentarem ter acesso à água.
As conclusões do relatório da MSF levam em consideração dados da organização e depoimentos que foram coletados por seus funcionários entre 2024 e 2025 no enclave palestino. Alguns depoimentos foram tornados públicos.
— Meu neto estava em Nuseirat, em julho [de 2025]. Ele foi buscar água potável — disse Hanan, uma mulher palestina na Cidade de Gaza ouvida pela ONG. — Ele estava na fila com outras crianças, e eles [as forças israelenses] o mataram. Ele tinha 10 anos… Buscar água não deveria ser perigoso.
Colono israelense armado se reúne com outros em um toboágua na vila de Ras Ein al-Auja, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 9 de abril de 2026
Ilia Yefimovich/AFP
Sob ataque
No caso do território palestino mais ao norte, os ataques ao sistema de água foram descritos por agências de ajuda humanitária e organizações de defesa dos direitos humanos como parte de um processo mais amplo de disputa pelo controle da terra — em um contexto em que pretensões expansionistas ganham respaldo do governo israelense. Os ataques de grupos de colonos às estruturas, alguns deles registrados em vídeo por meios palestinos, comprometeram o abastecimento de ao menos 32 comunidades em 2026.
“Essas condições continuam a prejudicar o acesso dos palestinos às fontes de água, danificar redes e estruturas de armazenamento e limitar a prestação de serviços, aumentando a dependência de intervenções de curto prazo, como o transporte de água por caminhões-pipa”, diz o relatório da OCHA.
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A rede americana CNN conversou com testemunhas de um dos ataques, em fevereiro, na estação de tratamento de Ein Samia, a nordeste de Ramallah. As fontes descreveram como homens mascarados invadiram a área e danificaram as tubulações, essenciais para abastecer cerca de 100 mil pessoas. A Polícia de Israel disse que uma investigação foi aberta e está em andamento. O Exército israelense disse que seus soldados são instruídos a interferir em situações como as descritas.
— Não se trata de que, se os palestinos receberem mais, os colonos receberão menos. Na verdade, a motivação é: ‘queremos expulsar os palestinos, então não queremos que eles tenham o que precisam para sobreviver’ — afirmou Aviv Tatarsky, pesquisador da ONG israelense Ir Amim, em entrevista à CNN. — Os confrontos em torno das fontes de água fazem parte de uma luta maior pelo controle da terra.
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Pragas e doenças
Além do dano direto dos bombardeios e das ações direcionadas à infraestrutura hídrica, a guerra impactou profundamente o acesso à água com o deslocamento forçado de palestinos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou na semana passada que 80% dos cerca de 1,6 mil acampamentos de deslocados pelo conflito registraram infestações de roedores e outras pragas que espalham doenças. A MSF também citou que as condições de vida indignas, em tendas superlotadas e abrigos improvisados, favorece a propagação de doenças, em particular infecções respiratórias, doenças de pele e doenças diarreicas. (Com AFP)
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