A Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro no Estreito de Ormuz, afirmou a Casa Branca nesta terça-feira, depois que o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou o contrário e, em seguida, apagou sua publicação. O Irã também refutou a alegação, dizendo que nenhuma embarcação americana “ousou” se aproximar. O preço do petróleo oscilou com as mensagens contraditórias sobre a passagem pelo Estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL).
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— Posso confirmar que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro ou navio até o momento, embora, obviamente, seja uma opção — disse a porta-voz Karoline Leavitt em uma entrevista coletiva.
Antes da declaração de Leavitt, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, classificou a alegação de Wright como “pura mentira”. “Nenhum navio de guerra dos EUA ousou se aproximar do Golfo de Omã, do Golfo Pérsico ou do Estreito de Ormuz durante este conflito”.
O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou os alertas. Alireza Tangsiri afirmou que qualquer navio ligado aos inimigos do Irã não terá permissão para atravessar a estreita passagem. Se alguém tiver dúvidas, “aproxime-se e teste”, escreveu ele no X.
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A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou, durante a noite se segunda-feira, que qualquer país árabe ou europeu que expulsar embaixadores dos EUA ou de Israel de seus territórios terá acesso irrestrito e livre para navegar pela passagem.
Por sua vez, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou mais cedo que as Forças Armadas dos EUA ainda estão explorando uma “gama de opções” para escoltar petroleiros comerciais pelo Estreito de Ormuz, a fim de ajudar a manter o fluxo global de energia.
Os mercados haviam reagiado favoravelmente ao anúncio de uma escolta militar neste importante estreito. Na segunda-feira, os preços dos hidrocarbonetos dispararam antes de se estabilizarem na terça-feira, em meio a temores de que a guerra pudesse desencadear uma crise econômica global.
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Desde 2 de março foi detectada a travessia de mais de 20 navios comerciais pelo estreito, segundo uma análise da AFP baseada em dados da Marine Traffic. Outros atravessaram o Estreito de Ormuz com os transponders desligados para ocultar sua posição e, às vezes, só voltam a aparecer nos sistemas de rastreamento marítimo quando já saíram da região. Dos navios que transmitiram ao menos um sinal enquanto tentavam a travessia, a AFP contabilizou nove petroleiros e dois navios de gás natural liquefeito (GNL).
Antes da guerra, uma média diária de 138 navios transitava pelo Estreito de Ormuz.
Mercado oscilando
Washington tomou medidas para tentar tranquilizar os mercados globais desde o início da guerra, oferecendo resseguro às companhias de navegação e os serviços da Marinha americana para escoltar petroleiros.
Os preços do petróleo registraram fortes oscilações desde o começo da guerra devido às interrupções no fornecimento, com um salto de 30% na segunda-feira, até quase atingir US$ 120 (R$ 619) por barril, antes de recuar.
Os preços continuaram caindo após declarações do presidente americano, Donald Trump, na segunda-feira que insinuavam que a guerra poderia terminar em breve.
A guerra provocou ataques contra depósitos de petróleo no Irã e atentados contra infraestruturas energéticas em países ricos do Golfo, anteriormente considerados refúgios seguros em um turbulento Oriente Médio.
‘Ameaças multidimensionais’
Enquanto isso, a Marinha do Paquistão afirmou na segunda-feira que seus navios de guerra escoltariam as embarcações comerciais do país no Oriente Médio “para garantir o fluxo ininterrupto do fornecimento nacional de energia”. Segundo o comunicado, duas embarcações da companhia de navegação nacional do Paquistão já estavam sob escolta naval, e foram divulgadas imagens nas redes sociais de um navio de guerra navegando ao lado de um petroleiro.
A Marinha paquistanesa não informou qual rota os petroleiros estavam navegando, nem quais países representavam as “ameaças multidimensionais” à navegação.
O Paquistão importa a maior parte do seu gás natural do Catar e petróleo bruto da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Tudo isso é transportado por via marítima, mas as empresas de navegação interromperam o transporte de energia desses países devido a riscos de segurança, especialmente ao longo do Estreito de Ormuz.
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Antes da declaração de Leavitt, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, classificou a alegação de Wright como “pura mentira”. “Nenhum navio de guerra dos EUA ousou se aproximar do Golfo de Omã, do Golfo Pérsico ou do Estreito de Ormuz durante este conflito”.
O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou os alertas. Alireza Tangsiri afirmou que qualquer navio ligado aos inimigos do Irã não terá permissão para atravessar a estreita passagem. Se alguém tiver dúvidas, “aproxime-se e teste”, escreveu ele no X.
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Por sua vez, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou mais cedo que as Forças Armadas dos EUA ainda estão explorando uma “gama de opções” para escoltar petroleiros comerciais pelo Estreito de Ormuz, a fim de ajudar a manter o fluxo global de energia.
Os mercados haviam reagiado favoravelmente ao anúncio de uma escolta militar neste importante estreito. Na segunda-feira, os preços dos hidrocarbonetos dispararam antes de se estabilizarem na terça-feira, em meio a temores de que a guerra pudesse desencadear uma crise econômica global.
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Antes da guerra, uma média diária de 138 navios transitava pelo Estreito de Ormuz.
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Os preços do petróleo registraram fortes oscilações desde o começo da guerra devido às interrupções no fornecimento, com um salto de 30% na segunda-feira, até quase atingir US$ 120 (R$ 619) por barril, antes de recuar.
Os preços continuaram caindo após declarações do presidente americano, Donald Trump, na segunda-feira que insinuavam que a guerra poderia terminar em breve.
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A Marinha paquistanesa não informou qual rota os petroleiros estavam navegando, nem quais países representavam as “ameaças multidimensionais” à navegação.
O Paquistão importa a maior parte do seu gás natural do Catar e petróleo bruto da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Tudo isso é transportado por via marítima, mas as empresas de navegação interromperam o transporte de energia desses países devido a riscos de segurança, especialmente ao longo do Estreito de Ormuz.










