Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um submarino dos EUA afundou uma embarcação militar iraniana no Oceano Índico, em águas internacionais, em um episódio que marca a expansão do conflito iniciado no sábado pelo presidente Donald Trump e pelo premier de Israel, Benjamin Netanyahu, contra o Irã. No quinto dia da guerra, novos ataques atingiram o país, e o secretário de Defesa dos EUA afirmou que “o regime está frito”, prometendo bombardeios mais intensos.
Disparidades: Drones baratos do Irã desafiam defesa milionária dos EUA no Oriente Médio
Surge com favorito para ser novo líder supremo: Irã confirma que filho de Khamenei está vivo; Israel ameaça matar qualquer eleito
Acompanhe cobertura ao vivo: EUA afundam navio de guerra iraniano com torpedo enquanto Pentágono promete nenhuma trégua ao Irã
A fragata Dena 75 foi atingida na madrugada desta quarta-feira (noite de terça-feira no Brasil) em águas internacionais, perto da costa do Sri Lanka. As autoridades locais afirmam ter recebido um chamado de socorro e lançaram uma operação de resgate. A bordo havia 180 tripulantes, e as equipes recuperaram 87 corpos.
Ao amanhecer, os Estados Unidos confirmaram que a embarcação havia sido afundada por um torpedo americano.
— Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que se achava seguro em águas internacionais. Ele foi afundado por um torpedo, uma morte silenciosa, o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial — afirmou o secretário da Guerra, Pete Hegseth, em entrevista coletiva, omitindo que, desde 1945, outros dois navios militares foram afundados por torpedos, em 1971 e 1982. — Eles (regime iraniano) estão fritos, e sabem disso.
Submarino americano afunda navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
O IRIS (sigla usada para navios iranianos) Dena 75 estava em serviço desde 2015, e era equipado com mísseis terra-ar, armas de combate naval, canhões, metralhadoras e lançadores de torpedo. No fim de fevereiro, a embarcação participou de um evento naval organizado pela Índia — os EUA, também convidados, cancelaram a participação na última hora, alegando “demandas emergentes”.
Ataques contra o Irã: Saiba quais comandantes teriam morrido e quais foram os alvos de ação dos EUA e Israel
Dentro da guerra de grande porte lançada no sábado, o componente naval caminha ao lado dos ataques aéreos contra o Irã. Segundo o o chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper, responsável por ações no Oriente Médio, 20 embarcações da Marinha local foram destruídas.
— Em termos simples, estamos focados em atirar em tudo que possa atirar em nós — disse Cooper, em mensagem divulgada pelas redes sociais.
Israel realiza nova série de ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute
Ao atacar um navio de guerra fora do cenário principal de combate, a alguns milhares de quilômetros da costa iraniana, os EUA sinalizam que não estão preocupados com a expansão territorial da guerra. E que o apetite do Pentágono contra um regime que antagoniza desde 1979 não está perto do fim.
— Esta nunca foi a intenção que fosse uma luta justa, e não é uma luta justa. Estamos atacando quando estão vulneráveis, que é exatamente como deve ser — disse Hegseth, adiantando que a próxima fase da guerra será “o controle total dos céus iranianos”, o que deve ocorrer, em seus planos, “dentro de uma semana. — Como disse o presidente Trump, ondas maiores e mais numerosas [de ataque] estão a caminho. Estamos apenas começando. Estamos acelerando, não desacelerando.
‘Está cada vez pior’: Sob bombardeios, iranianos e libaneses relatam medo, exaustão e incerteza sobre o rumo da guerra
Nas últimas horas, os ataques dos EUA se concentraram nas capacidades de lançamento de mísseis e sistemas de defesa aérea ainda em operação. Segundo Hegseth, bombardeiros estratégicos B-1 e B-2 “realizaram ataques cirúrgicos contra muitas instalações de mísseis”, e um bombardeiro B-52, que tem grande capacidade de levar bombas, atacou “postos de comando e controle”.
— [Os ataques] ocorrerão, de maneira progressiva, em lugares mais profundos do território iraniano e criarão uma liberdade adicional de manobra para as forças americanas — disse, ao lado de Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
Veja destruição em Teerã após quatro dias de ataques dos EUA e de Israel
Os israelenses também intensificaram os bombardeios, com seus caças trafegando livremente sobre os céus de Teerã, como alegam os comandantes locais e moradores. Nesta quarta-feira, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter lançado mais de 5 mil explosivos sobre o Irã, contra instalações do governo e sistemas de defesa aérea da capital. Em outra frente, o país ampliou as operações por terra no Líbano, em resposta a ações do Hezbollah, aliado de Teerã — segundo as autoridades libanesas, 72 pessoas morreram desde segunda.
Até o momento, nem EUA nem Israel mencionaram com grande fanfarra ações contra as instalações nucleares iranianas, onde, de acordo com os dois países, o regime busca obter uma bomba atômica. Na terça-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica disse não ter evidências de militarização das atividades nucleares locais.
Mojtaba Khamenei: Quem é o filho cotado para assumir a liderança do Irã após morte de Ali Khamenei?
Mesmo enfraquecido, o Irã mantém sua ampla série de retaliações voltadas aos americanos e israelenses, e também a outros países da região. Centenas de projéteis foram lançados nas últimas horas, intensificando os protestos contra Teerã.
Em telefonema com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o premier do Catar, Mohammad al-Thani, exigiu o fim dos ataques, e disse que eles demonstram “apenas a intenção de ferir seus vizinhos e arrastá-los para uma guerra que não é deles”. O chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que seu país tem um pacto de defesa mútua com a Arábia Saudita — atingida por drones — e que os iranianos “devem ter isso em mente”.
A Turquia convocou o representante do Irã após sistemas de defesa da Otan — aliança militar ocidental liderada pelos EUA e da qual Ancara faz parte — interceptarem um míssil balístico lançado em direção ao seu território. Em comunicado, uma porta-voz da organização disse que “nossa postura de dissuasão e defesa permanece forte em todos os domínios, inclusive no que diz respeito à defesa aérea e antimíssil”.
— Estamos tomando todas as medidas necessárias em estreito contato com nossos aliados da Otan. Para evitar que incidentes semelhantes se repitam, estamos emitindo nossos alertas nos termos mais claros possíveis — disse o líder turco, Recep Tayyip Erdogan, em uma reunião com militares.
Os turcos têm buscado a neutralidade na guerra, vetando o uso de seu espaço aéreo pelos americanos, mas um ataque, mesmo que não intencional, poderia mudar esse cálculo: o pilar da Otan é o pacto de defesa mútua entre seus membros, o Artigo 5º, invocado apenas uma vez, após os ataques de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Mísseis iranianos são interceptados no Catar
Em mensagem na rede social X dirigida aos “líderes de países amigos e vizinhos”, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirma que tentou “evitar a guerra com a ajuda de vocês e por meio da diplomacia, mas o ataque americano-sionista não nos deixou outra escolha a não ser nos defender”.
“Respeitamos a soberania de vocês e continuamos acreditando que a paz regional deve ser garantida pelos países da região”, completou.
No Iraque, bases de grupos curdos foram bombardeadas, e tropas da Guarda Revolucionária deslocadas para a fronteira. Segundo a rede CNN, os EUA planejam armar milícias curdas no país vizinho para fomentar um levante popular contra o regime no Irã.
EUA afirmam ter destruído todos os navios iranianos perto do Estreito de Ormuz
Reprodução / X / @centcom
A resposta iraniana também é voltada ao Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e que está virtualmente fechado pela Guarda Revolucionária. Na terça, Trump disse que poderia usar navios da Marinha para escoltar petroleiros, mas poucos querem se arriscar. Gigantes do setor, como a MSC e a Maersk, suspenderam viagens pela área, e a empresa de inteligência naval Kpler disse que o tráfego na área caiu 90% em relação ao período antes da guerra.
Expansão da guerra: Escalada no Oriente Médio leva Europa a reforçar presença no Estreito de Ormuz
Mas não está claro por quanto tempo o Irã conseguirá suportar os bombardeios e manter os atuais níveis de retaliação. Fontes ouvidas pelo New York Times garantem que o país tem capacidade para atacar “por mais alguns dias”, mas Dan Caine afirmou que os disparos de mísseis “diminuíram 86% em relação ao primeiro dia de combates, com uma redução de 23% apenas nas últimas 24 horas”, e os de drones “diminuíram 73% em relação aos primeiros dias”.
— Nós definimos o tom e o ritmo desta luta — concluiu Hegseth.

Veja outras postagens

O governo de Donald Trump instruiu nesta semana os procuradores federais a utilizarem leis antiterroristas para atingir autoridades mexicanas cúmplices no tráfico de drogas, uma escalada significativa em sua campanha contra o narcotráfico proveniente do México, de acordo com um funcionário americano familiarizado com as declarações. Essa nova diretriz foi anunciada na quarta-feira por Aakash Singh, um procurador-geral adjunto associado, durante uma teleconferência interna com promotores em escritórios regionais, e representa uma nova tática agressiva na estratégia antidrogas do governo, que quase certamente tensionará ainda mais seu relacionamento com o México. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma festa de aniversário em uma boate na cidade de Arkhangelsk, na Rússia, terminou em violência quando homens mascarados invadiram o local e agrediram convidados, em um episódio que ilustra o crescimento de grupos vigilantes nacionalistas no país. A organizadora da comemoração, Katya, que integrava a cena alternativa e LGBTQIAPN+ da cidade, estava prestes a apagar as velas de seu aniversário de 30 anos quando a ação começou. Segundo a BBC, ela afirma que os invasores insultaram os presentes com termos homofóbicos, agiram com violência generalizada e obrigaram sua mãe a se ajoelhar no chão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Comissionado em 1975, o USS Nimitz (CVN-68) é o porta-aviões em operação mais antigo do mundo e se tornou, ao longo das últimas décadas, um dos maiores símbolos da supremacia naval americana. Na última semana, o navio passou pelo Rio de Janeiro durante o que pode ser sua última viagem, embora os sinais indiquem que a aposentadoria do gigante de 333 metros ainda não deve acontecer tão cedo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No momento em que a guerra na Ucrânia entra em seu quinto ano, e as negociações para uma trégua estão mais congeladas do que nunca, alguns sinais começam a ser percebidos nas linhas de frente — onde centenas de milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas — e nas estratégias de guerra pelo ar. De acordo com análises de terreno, os ucranianos conseguiram, pela primeira vez desde 2024, avançar mais do que a Rússia na atual contraofensiva, enquanto Moscou realiza bombardeios mortais em resposta aos danos à sua infraestrutura.
Impactos internos: Sob impacto do envio de detentos para a guerra, população carcerária da Rússia cai 40% desde a invasão da Ucrânia
Torturas, isolamento e desaparecimento: Veja o inferno dos ucranianos nas prisões russas
De acordo com análise do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), as tropas ucranianas recuperaram, em abril, mais território do que os russos conquistaram no mesmo período, uma diferença de 116 km² a favor de Kiev, o que não acontecia desde agosto de 2024, quando a Ucrânia invadiu parte da região de Kursk, dentro da Federação Russa.
Em termos numéricos, parece desprezível — a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, em torno de 115 mil km² — mas o indicador carrega nas entrelinhas pistas de mudanças. Para efeito de comparação, em novembro do ano passado, o “saldo” era favorável aos russos, com 576 km² de diferença. Em março, um mês depois do início da contraofensiva, a vantagem foi reduzida a 23 km².
Mapa da guerra na Ucrânia
Editoria de Arte
Uma estratégia que tem nos drones o seu personagem principal.
Sem armamentos suficientes para conter um dos mais poderosos exércitos do planeta, os ucranianos desenvolveram uma dinâmica indústria de drones de monitoramento, defesa e, especialmente, ataque. Desde aeronaves não tripuladas complexas, com mais de mil quilômetros de autonomia, até equipamentos mais simples e não menos eficazes.
— Precisamos entender que nunca teremos mais pessoal e nunca teremos uma vantagem numérica sobre o inimigo —disse Mykola Zinkevych, comandante de uma unidade de drones no Exército ucraniano, à CNN. — Portanto, precisamos conquistar essa vantagem por meio da tecnologia.
Soldados testam um drone Vampire na região de Donetsk, na Ucrânia, em 5 de maio de 2024
Mauricio Lima / The New York Times
No ano passado, a “Operação Teia de Aranha” surpreendeu o comando russo com seus enxames de drones explodindo aeronaves e equipamentos de milhões de dólares. No mesmo período, os militares ucranianos afirmaram ter assumido o controle de uma posição no terreno e feito prisioneiros de guerra à distância, apenas com robôs. Agora, também são usados para inutilizar armamentos como os canhões de artilharia, pilar das ações da Rússia, e para barrar avanços das tropas invasoras.
— Destruir o poder de fogo inimigo desempenha um papel muito importante em qualquer operação, já que cada arma inimiga que permanecer operacional terá como alvo nossas unidades em todas as etapas da missão — disse Illia, chefe de reconhecimento da 148ª Brigada de Artilharia, em entrevista ao Kyiv Independent, na região de Zaporíjia.
Em abril, o comandante das forças ucranianas, Oleksandr Syrskii, escreveu no Telegram que os drones eram responsáveis por 90% das baixas russas, e que, em março, o número de alvos destruídos por eles aumentou 55% em relação a fevereiro. Nas redes sociais, vídeos de drones se aproximando de soldados antes de serem detonados acumulam alguns milhares de likes, expondo uma vulnerabilidade crucial das tropas a serviço do presidente russo, Vladimir Putin.
— Toda a premissa da tática de negociação de Putin é usar essa guerra cognitiva para convencer o Ocidente de que não há sentido em apoiar a Ucrânia e que eles deveriam simplesmente pressionar a Ucrânia a ceder agora a todas as exigências da Rússia — disse Christina Harward, pesquisadora do ISW, à CNN. — Isso realmente está desmascarando toda essa narrativa.
Voluntários fazem redes para soldados russos em Pskov
Olga MALTSEVA / AFP
Isso não significa que os ucranianos estejam no controle total. Os russos também apostam alto em tecnologia, e as linhas de frente jamais estiveram tão saturadas com drones aéreos e terrestres, atrasando ou inviabilizando movimentações além de alguns metros por dia, o que favorece os ucranianos. Para quebrar o impasse, Moscou apela para uma estratégia conhecida como “mil cortes”, cujo nome é emprestado de um antigo método de execução chinês.
Pela técnica, ao invés de ações com tropas regulares, formadas por centenas de integrantes, grupos pequenos de até 10 pessoas buscam falhas nas linhas defensivas ucranianas para, posteriormente, abrir caminho às unidades de infantaria. Em locais como Pokrovsk e Kupiansk, essas forças chegaram a hastear bandeiras russas e anunciar sua conquista, manobra com um forte componente de propaganda.
Cenário de risco: Com temor de ataque russo, Polônia amplia Forças Armadas e já lidera gastos na Otan
Além da mudança de humores no terreno, um dos maiores sucessos militares ucranianos desde o início da invasão foi levar ao território russo o conflito ordenado por Putin. Os ataques com armas convencionais e, especialmente, drones, causam impactos duros ao complexo militar-industrial e à indústria de energia, crucial para manter os esforços de guerra. Terminais de exportação de petróleo e gás no Mar Negro e Mar Báltico são atingidos com frequência, e como disse recentemente um comentarista local, “não há mais lugar a salvo dos drones ucranianos na Federação Russa”:
Instalações em Perm, a cerca de 1,5 mil km da fronteira entre Rússia e Ucrânia, foram atacadas no começo do mês, suspendendo a produção em um local que, em 2024, processou 250 mil barris de petróleo por dia. Em Astrakhan, no Mar Cáspio, os drones provocaram um grande incêndio em uma unidade de processamento de gás. Outro alvo recorrente é o porto de Ust-Luga, no Mar Báltico, um dos principais terminais de exportação de petróleo e gás.
Nesta sexta-feira, números obtidos pela agência Reuters apontaram que a exportação marítima de petróleo e derivados caiu 9,8% em abril, em relação a março, e 17% em relação a abril do ano passado. Desde janeiro os ataques ucranianos forçaram uma redução de 770 mil barris diários na capacidade de processamento diária do país.
Equipes de resgate trabalham em um prédio residencial parcialmente destruído após ataques de drones e mísseis russos em Kiev
ROMAN PILIPEY/AFP
A resposta russa vem em violentos ataques aéreos. Na madrugada de quinta-feira, misseis e drones atingiram a capital ucraniana, deixando 24 mortos, incluindo três crianças. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao mesmo tempo em que condenou o ataque e prometeu retaliações, acusou os russos de planejarem ações contra escritórios do governo e contra sua residência oficial. Na semana passada, o tradicional desfile do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial, em Moscou, foi reduzido e não incluiu veículos blindados e tanques, decisão creditada a uma suposta ameaça de drones ucranianos (o que não aconteceu). Na ocasião, o comando militar russo prometeu bombardear o centro de Kiev se houvesse algum tipo de interferência.
Mais bunkers, menos discursos em público: Rússia reforça segurança de Putin em meio a temores sobre assassinato e golpe de Estado
Nesta sexta, os dois países trocaram 205 prisioneiros, cada um, como parte de um acordo de cessar-fogo de três dias, firmado no início do mês por intermédio do presidente americano, Donald Trump. A proposta prevê novas trocas — são mil de cada lado —, mas é uma gota no oceano diante da distância de acordo definitivo que encerre os quatro anos de guerra. A Rússia não abre mão de suas demandas territoriais, enquanto a Ucrânia exige o pagamento de reparações e garantias de segurança, dentre outros temas igualmente sem solução. Hoje, não há previsão de novas reuniões entre os dois lados.
Cuba conseguiu restabelecer sua rede elétrica nacional nesta sexta-feira, após um apagão massivo que deixou sete das 15 províncias da ilha sem energia no dia anterior, devido a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos. No entanto, cortes de energia programados continuam devido à limitada capacidade de geração de energia do país.
Após ‘linha cruzada’: EUA oferecem US$ 100 milhões em ajuda a Cuba, mas exigem que Igreja Católica seja intermediária
Antes de viagem à China: Depois de ameaçar tomar Cuba, Trump diz que EUA vão conversar com a ilha
“O Sistema Nacional de Energia foi restabelecido”, informou a empresa estatal de eletricidade UNE nesta tarde. Entretanto, a central termoelétrica Antonio Guiteras, a cerca de 100 quilômetros da capital e a mais importante da ilha, permanece fora de serviço devido a uma avaria.
Havana acusa os Estados Unidos de serem os responsáveis ​​pela situação “particularmente tensa” em sua rede elétrica, que tem sido assolada por apagões prolongados devido à escassez de combustível. Washington, por sua vez, afirma que a crise atual é resultado de má gestão interna.
Initial plugin text
A crise na ilha comunista se agravou após meses de um bloqueio quase total americano ao envio de combustível ao país. Desde o fim de janeiro, apenas um petroleiro russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto foi autorizado a atracar em Cuba, aliviando a crise em abril. O combustível, porém, já se esgotou, fazendo o país conviver com cortes de eletricidade que ultrapassam 19 horas diárias na capital — enquanto em várias províncias os apagões se estendem por dias inteiros.
Outro navio de bandeira russa, o Universal, transportava diesel para a ilha comunista, mas interrompeu sua viagem há mais de três semanas e permanece parado perto das Bermudas, de acordo com dados da Vortexa Ltd.
O desabastecimento provocou protestos pelo país. Na quarta-feira, dezenas de pessoas, em sua maioria mulheres, algumas batendo panelas, protestaram contra os intermináveis apagões em San Miguel del Padrón, um bairro periférico de Havana. Durante a noite, moradores de vários bairros da capital também bateram panelas para expressar o cansaço, segundo depoimentos ouvidos pela AFP. “Acendam as luzes”, gritaram os moradores de Playa, um bairro na zona oeste da capital.
Pessoas cozinham com lenha em meio a crise energética em Havana, em 13 de maio de 2026
Yamil Lage/AFP
Mesmo antes do bloqueio americano aos combustíveis, que agravou a situação, o país comunista já convivia com apagões nos últimos anos. Além de depender de combustível importado — que vinha em grande parte da Venezuela, antes da intervenção americana que derrubou Nicolás Maduro —, o maquinário antigo utilizado pelo sistema cubano frequentemente precisou passar por manutenções longas nos últimos anos, interrompendo o fornecimento de energia. Havana tenta investir em meios renováveis com ajuda da China, incluindo a instalação de painéis solares.
Para entender: Veja como a crise de combustível afeta o turismo, alimenta a inflação e ‘asfixia’ a economia local
Ajuda condicionada
O Departamento de Estado dos EUA afirmou na terça-feira que Washington está disposto a oferecer US$ 100 milhões (cerca de R$ 501 milhões do câmbio atual) para ajudar a superar a crise na ilha, condicionando a ajuda à coordenação da distribuição dos recursos pela Igreja Católica. O montante não seria transferido diretamente para os cofres do governo, mas sim na forma de “assistência humanitária direta ao povo cubano”.
“Estamos dispostos a ouvir os detalhes da proposta e como ela seria implementada”, respondeu o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, nesta quinta-feira, nas redes sociais, após inicialmente ter chamado a proposta de “fábula” destinada a “enganar o povo de Cuba e os próprios americanos”.
Em janeiro, Trump assinou um decreto declarando que a ilha, localizada a 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” aos Estados Unidos, e ameaçou retaliar qualquer país que queira fornecer ou vender petróleo para Havana.
As tensões entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, embora os dois países mantenham negociações. Uma reunião diplomática de alto nível foi realizada na capital cubana em 10 de abril.
Com AFP e Bloomberg.
O nascimento de Satrio Wiratama, nome que significa “guerreiro valente e nobre”, foi celebrado com entusiasmo pela equipe do zoológico Taman Safari Indonesia, em 27 de novembro de 2025. Ele é o primeiro panda-gigante nascido na Indonésia. Agora, o simpático filhote se prepara para sua estreia diante do público, prevista para ocorrer até o fim deste mês, segundo a administração do local.
Aguardando avaliação do Guiness: Cachorro candidato a ‘mais velho do mundo’ morre aos 30 anos na França
Veja imagens: Engenharia chinesa impressiona ao construir viaduto gigante em apenas 24 horas
Ainda desenvolvendo os trejeitos típicos de um panda-gigante, como aprender a escalar, é chamado por seus cuidadores de Rio. Ele é o único panda-gigante nascido em um zoológico fora da China nos últimos três anos, segundo Aswin Sumampau, diretor do Taman Safari Indonesia.
O jovem panda, cuja pelagem ainda tem alguns pelos avermelhados, pesa atualmente mais de 11 kg. Ele é muito ativo e continua sendo amamentado, de acordo com Bongot Huaso Mulia, veterinário que cuida do filhote. No recinto preparado para seus pais, o animal brincava com um urso panda de pelúcia e um anel de dentição de bambu.
Rio é filho de Hu Chun e de um panda macho, Cai Tao, ambos com 15 anos de idade. Os dois chegaram à Indonésia em 2017, quando tinham apenas sete anos. A mudança para o novo país aconteceu no âmbito de uma parceria de conservação de 10 anos com a China. A escolha da nova casa ocorreu para celebrar os 60 anos de relações bilaterais entre os dois países, na chamada “diplomacia do panda” da China.
O trio vive em um espaço construído especialmente para eles no parque na ilha de Java, no centro do arquipélago. Conhecido como Palácio dos Pandas, está situado em uma colina cercada por aproximadamente 5 mil metros quadrados de terra e, entre os atrativos, tem área para dormir, instalações médicas e áreas de recreação internas e externas, destaca a AP.
‘Pode seguir’: China coloca robôs humanoides para controlar trânsito e transforma ruas em cena de ficção científica; veja vídeo
A reprodução de pandas, incluindo em ambientes naturais, é um desafio. O próprio Rio nasceu por inseminação artificial. Aswin Sumampau espera que o filhote possa ajudar a fornecer novos dados genéticos sobre pandas-gigantes, auxiliando nas pesquisas realizadas pelos dois países.
Nascido há 170 dias, com sua emblemática pelagem branca e preta, ele goza de excelente saúde.
— Muitos indonésios precisavam viajar até a China apenas para ver filhotes de panda. Agora já não precisam mais — declarou a jornalistas o diretor Aswin Sumampau.
A China envia para todo o planeta animais considerados “tesouros nacionais” no âmbito de sua “diplomacia do panda”, que consiste em fornecer ou emprestar esses animais a outros países como demonstração de amizade.
Mesmo antes de sua apresentação ao público, prevista para o fim deste mês, Rio já conta com inúmeros admiradores ansiosos para conhecê-lo.
“O pequeno panda é meigo, adorável e derrete o coração”, escreveu um admirador nas redes sociais do zoológico.
Com informações da AFP e da AP.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou Taiwan nesta sexta-feira contra qualquer declaração de independência, após o presidente chinês, Xi Jinping, pressioná-lo para impedir que Washington apoiasse a ilha. Trump encerrou sua visita de Estado alegando ter fechado alguns acordos comerciais “fantásticos”, embora não tenha dado muitos detalhes e não tenha parecido ter feito nenhum progresso com a China em relação à guerra com o Irã.
‘O mundo está numa nova encruzilhada’: Xi alerta Trump para risco de conflito se China e EUA não atuarem juntos
Marcelo Ninio: Sem um grande acordo, Trump sai menor do que entrou na China
Trump convidou Xi para visitar Washington em setembro, indicando que ambos os lados provavelmente buscarão estabilizar as relações frequentemente turbulentas entre as duas maiores economias do mundo.
Em uma questão crucial para Xi, Trump deixou claro que se opõe a uma declaração de independência de Taiwan.
— Não quero que alguém declare independência e, sabe, depois tenhamos que viajar 15 mil quilômetros para ir à guerra — disse Trump, segundo um trecho divulgado de uma entrevista à Fox News. — Não queremos que ninguém pense: vamos declarar independência porque os Estados Unidos nos apoiam.
Trump acrescentou que ainda não havia decidido nada em relação a uma possível venda de armas para a ilha, que tem seu principal apoio militar em Washington.
‘Armadilha de Tucídides’: O que é o termo usado por Xi Jinping ao falar do futuro de EUA e China com Trump?
— Quero que Taiwan baixe a temperatura. Quero que a China baixe a temperatura — declarou ele.
Os Estados Unidos reconhecem apenas a China e não apoiam a independência oficial de Taiwan, mas historicamente não declararam explicitamente se se opõem a ela. Segundo a legislação dos EUA, Washington é obrigado a fornecer armas a Taiwan para sua defesa, mas não está claro se as forças americanas viriam em auxílio da ilha em caso de ataque.
Presidentes dos EUA, Donald Trump (dir.), e da China, Xi Jinping, após visita complexo governamental de Zhongnanhai em Pequim
Evan Vucci/ AFP/ 15-5-2026
Conflito
Na quinta-feira, com firmeza incomum, Xi alertou que “a questão de Taiwan é a mais importante nas relações” entre Washington e Pequim.
— Se bem administradas, as relações entre os dois países podem permanecer globalmente estáveis. Se mal administradas, os dois países entrarão em conflito, ou mesmo em guerra — disse Xi, segundo a mídia estatal.
Pequim reivindica Taiwan, uma ilha com um governo democrático, como parte de seu território desde o fim da Guerra Civil Chinesa em 1949. O governo chinês defende uma solução pacífica, mas reserva-se o direito de usar a força.
Essas conversas sobre Taiwan são talvez o ponto alto da cúpula em Pequim.
— Donald Trump conseguiu as imagens que queria, e os chineses ficaram felizes em fornecê-las a ele. Na minha opinião, tratava-se mais de fortalecer a dinâmica entre os dois países do que de alcançar resultados específicos — disse Jacob Stokes, especialista do Centro para uma Nova Segurança Americana.
A visita anunciada de Xi a Washington representará um novo teste para o frágil status quo entre as duas potências.
Bonnie Glaser, do German Marshall Fund, observou que, até lá, a China “pressionará fortemente” para que Trump se abstenha de tomar qualquer decisão sobre a venda de armas para Taiwan.
Initial plugin text
Acordos ‘fantásticos’
Pequim e Washington concordaram em continuar implementando “todos” os seus acordos comerciais existentes e em estabelecer conselhos sobre comércio e investimento, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em um comunicado divulgado na sexta-feira após o encontro entre Trump e Xi.
O presidente dos EUA aludiu a alguns acordos comerciais “fantásticos” e afirmou que a China se comprometeu a comprar “200 grandes” aviões da Boeing, mas que o acordo incluía “uma promessa de 750 aviões, que será de longe a maior encomenda da história, se eles fizerem um bom trabalho com os 200”.
Trump também afirmou que Xi lhe garantiu que a China “não forneceria equipamentos militares” a Teerã, país que praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o trânsito global de hidrocarbonetos.
Primeiro dia do encontro: Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz ‘deve seguir aberto’, diz Casa Branca enquanto Irã permite passagem de navios chineses
— Ele gostaria que o Estreito de Ormuz fosse aberto e disse: “Se eu puder ajudar de alguma forma, ficarei feliz em ajudar” — acrescentou durante uma entrevista à Fox News.
No entanto, nenhuma das declarações oficiais da China mencionou esses elementos.
Por sua vez, Xi disse que foi uma “visita histórica” ​​e que, até hoje, ambos os lados estabeleceram “uma nova relação bilateral, que é uma relação de estabilidade estratégica construtiva”.
Trump minimizou alguns pontos de tensão entre as duas superpotências, como questões de espionagem, propriedade intelectual ou ciberataques atribuídos à China.
A bordo do Air Force One, o republicano disse:
— O que vocês fazem, vocês sabem, nós também fazemos. Nós espionamos vocês loucamente também. Eu disse [a Xi]: “Nós fazemos muitas coisas com vocês que vocês nem imaginam”.

O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.

José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

Notícias relacionadas:

Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002. 

Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.

O candidato ultraconservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, pediu a convocação de novas eleições no país em um prazo de 48 horas, após ameaçar não reconhecer os resultados que o excluíram do segundo turno. O ex-prefeito de Lima liderou uma nova passeata de centenas de pessoas para contestar os resultados da caótica votação de 12 de abril. O candidato de esquerda Roberto Sánchez avançou ao segundo turno e enfrentará a candidata de direita Keiko Fujimori, após alcançar uma vantagem irreversível quando a apuração chegou a 99,98% dos votos.
Análise: Presença do fujimorismo em órgãos eleitorais e na Justiça põe em xeque segundo turno no Peru
Veja: MP do Peru pede mais de 5 anos de prisão para candidato de esquerda por fraude eleitoral às vésperas do 2° turno
Sánchez, candidato da coalizão Juntos pelo Peru recebeu 12% dos votos, contra 11,9% de López Aliaga, a quem supera por cerca de 20.000 votos.
Esta imagem aérea mostra apoiadores do candidato presidencial do Peru pelo partido Renovação Popular, Rafael Lopez Aliaga, participando de uma manifestação para protestar contra supostas irregularidades nas recentes eleições em Lima, em 14 de maio de 2026
Connie FRANCE / AFP
— [O Júri Nacional de Eleições] tem prazo de 48 horas para convocar novas eleições até domingo — disse López Aliaga.
Initial plugin text
Dentro do prazo, a autoridade eleitoral pretende proclamar oficialmente os resultados do primeiro turno, que foi marcado por falhas logísticas.
— No dia em que declararem a lista fajuta, vamos contestá-la (…) a única maneira de me derrotar foi com trapaças e um governo ilegítimo não deve ser reconhecido — acrescentou.
Contexto: Chefe da autoridade eleitoral do Peru renuncia após irregularidades nas eleições
Keiko Fujimori, do partido Força Popular, lidera os resultados do primeiro turno com 17,1% dos votos.
— Sabem a tremenda fraude que estão cometendo, atas foram perdidas, que processo é esse, fizeram tudo errado — protestou o líder de extrema direita.
O candidato presidencial do Peru pelo partido Renovação Popular, Rafael Lopez Aliaga, faz um discurso durante uma manifestação para protestar contra supostas irregularidades nas recentes eleições em Lima, em 14 de maio de 2026
Connie FRANCE / AFP
O protesto, o quinto liderado por López Aliaga, percorreu várias ruas e terminou diante da sede do Júri Nacional de Eleições, no centro histórico de Lima.
Durante o primeiro turno, os atrasos no envio do material eleitoral impediram que mais de 50.000 eleitores votassem, o que levou as autoridades a prolongar a votação por mais um dia.
Relembre: Candidato ultraconservador pede às autoridades que declarem ‘nulas’ as eleições presidenciais do Peru
Uma missão de observadores da União Europeia informou que não encontrou elementos que sustentem uma “narrativa de fraude”.
Fujimori e Sánchez disputarão a presidência do Peru em 7 de junho, em um cenário de severa instabilidade política. O país teve oito presidentes desde 2016.
O cessar-fogo entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, que expiraria no próximo domingo, será prorrogado por mais 45 dias, anunciou o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta sexta-feira, no segundo dia de conversas entre Israel e Líbano em Washington. O órgão americano classificou as negociações entre os dois países do Oriente Médio como “altamente produtivas” e afirmou que as partes retomarão as negociações nos dias 2 e 3 de junho. Apesar dos ataques, danos e mortes registrados no país, o Líbano não participa do conflito em curso na região, mas foi incluído no campo de batalha pelo Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã que atua em seu território.
Veja: Imagens de drone mostram escala de destruição de ataques de Israel no Sul do Líbano, em mesma estratégia de ‘domicídio’ usada em Gaza
‘Todos se foram’: Libaneses lamentam morte de 8 membros da mesma família, incluindo bebê de 6 meses, em ataque de Israel
— Esperamos que essas discussões promovam uma paz duradoura entre os dois países, o pleno reconhecimento da soberania e integridade territorial de cada um e o estabelecimento de segurança genuína ao longo de sua fronteira compartilhada — disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
As conversas desta semana foram o terceiro encontro entre as partes desde que Israel intensificou os ataques aéreos contra o Líbano. A trégua, com duração estabelecida inicialmente de 10 dias, já havia sido prorrogada até o meio de maio.
Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril, que conteve em grande parte as hostilidades no sul do Líbano desde então, as Forças Armadas israelenses continuaram atacando alvos que alegam ser ligados ao Hezbollah no Líbano, causando a morte de pelo menos 400 pessoas, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.
Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques aéreos israelenses mataram 22 pessoas, incluindo oito crianças, no sul do país. Além disso, acusou Israel de atacar civis e paramédicos, o que o Estado judeu nega.
Os militares israelenses afirmam que pretendem criar uma zona de segurança no sul do Líbano para impedir futuros ataques do Hezbollah. Nessas áreas, vilarejos inteiros foram destruídos com táticas semelhantes às empregadas pelas tropas israelenses em Gaza, o que especialistas classificam como “domicídio”, quando regiões civis são atacadas massivamente até que vastas áreas se tornem inabitáveis, impedindo que os deslocados retornassem para casa. Grupos de direitos humanos afirmam que alguns casos podem configurar crimes de guerra, o que Israel nega.
O Hezbollah realizou seus próprios ataques contra tropas israelenses no Líbano e no norte de Israel com foguetes e drones, e Israel respondeu com ataques aéreos generalizados e uma invasão terrestre do sul do Líbano. O conflito começou em 2 de março, dois dias depois de os EUA e Israel lançarem um ataque conjunto contra o Irã.
Initial plugin text
A entrada do grupo islâmico no conflito se deu por seu apoio ao regime iraniano, aliado do Hezbollah. Diante da morte do então líder supremo Ali Khamenei, combatentes do grupo lançaram ataques contra Israel em retaliação.
Desde então, pelo menos 2.896 pessoas foram mortas no Líbano desde então, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas. As autoridades israelenses afirmam que 18 soldados e quatro civis foram mortos durante o mesmo período.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress