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Dez organizações da sociedade civil enviaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pedido de vetos integrais a dois projetos de lei, já aprovados pelo Congresso, que criam a licença compensatória para servidores da Câmara dos Deputados e do Senado.

Segundo as associações, a institucionalização desse benefício — o chamado “penduricalho” — levará ao pagamento de valores extra-teto, com elevação de gastos públicos e possível efeito cascata na administração pública.

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O mecanismo da licença indenizatória permite, se implementado, conceder a servidores da Câmara licença de até um dia para cada três trabalhados, limitada a dez dias por mês. No caso do Senado, a proporção varia de um dia a cada dez e um a cada três dias de exercício.

Segundo o projeto aprovado, os dias não usufruídos podem ser pagos em dinheiro e sem a necessidade de incidência de imposto de renda ou contribuição previdenciária.

Nessa quinta-feira (5), o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Flávio Dino publicou decisão que suspende o pagamento de verbas indenizatórias sem previsão expressa em lei. Segundo as entidades, o pedido de veto que fizeram a Lula ganha importância ainda maior a partir do pedido do ministro, uma vez que a sanção desses projetos inviabilizaria o alcance da decisão do membro do STF.

Para as associações civis, a sanção da lei seria um retrocesso e traria de volta práticas já abolidas no passado, como a licença-prêmio por assiduidade, por exemplo.

Ainda segundo as organizações civis, órgãos do Judiciário e do Ministério Público, por meio de resoluções internas, têm esse tipo de benefício. De acordo com levantamento feito pela Transparência Brasil e República.org, o Judiciário pagou, em 2024, R$ 1,2 bilhão com licença-compensatória a 10,7 mil magistrados.

A coalizão de entidades que pediu o veto a Lula é formada pela República.org, Transparência Brasil, Associação Fiquem Sabendo, Centro de Liderança Pública, Livres, Movimento Brasil Competitivo, Movimento Orçamento Bem Gasto, Movimento Pessoas à Frente, Plataforma Justa e Transparência Internacional – Brasil.

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O número de mortos no ataque ucraniano a uma faculdade em Starobelsk, cidade ocupada pela Rússia no leste da Ucrânia, subiu para 10, com 38 feridos e 11 estudantes ainda desaparecidos, informaram neste sábado (23) as autoridades locais apoiadas por Moscou.
“Equipes de resgate trabalharam durante toda a noite removendo os escombros em Starobelsk. Infelizmente, as esperanças não se concretizaram — o número de mortos subiu para 10. O total de vítimas é de 48 pessoas. O paradeiro de 11 estudantes ainda é desconhecido”, disse o governador da região ocupada de Lugansk, Leonid Pasechnik, após o ataque de sexta-feira.
Há 35 anos, em 19 de maio de 1991, o cosmonauta Sergei Krikalev partia rumo à estação espacial Mir para uma missão que entraria para a história da exploração espacial e da geopolítica mundial. Experiente engenheiro de voo, ele embarcou na nave Soyuz TM-12 em meio aos últimos meses da União Soviética, sem imaginar que retornaria a uma Terra completamente diferente da que havia deixado.
Inicialmente, a permanência de Krikalev no espaço seguiria o cronograma habitual das missões soviéticas. No entanto, em julho daquele ano, o cosmonauta aceitou estender sua estadia na estação orbital após mudanças operacionais no programa espacial. Dois voos planejados foram reduzidos a apenas um, o que obrigou o engenheiro a permanecer na Mir até a chegada de uma nova tripulação, prevista apenas para outubro.
Enquanto realizava experimentos científicos e trabalhos de manutenção na estação espacial, a situação política em solo soviético se deteriorava rapidamente. A União Soviética atravessava seu processo de dissolução, acompanhado por uma grave crise econômica e por impasses burocráticos que afetaram diretamente o financiamento e a logística do programa espacial. Com isso, o retorno do cosmonauta foi sucessivamente adiado.
O retorno a um novo mapa político
A missão só terminou em 25 de março de 1992, após 311 dias em órbita. Naquele momento, a União Soviética já havia deixado de existir oficialmente. Krikalev, que partira como cidadão soviético, voltou à Terra representando um país que já não constava mais no mapa político mundial.
Seu retorno foi viabilizado após a Alemanha pagar cerca de US$ 24 milhões à Rússia para enviar o astronauta Klaus-Dietrich Flade à estação Mir. O piloto alemão ocupou a vaga na missão que trouxe Krikalev de volta, episódio que reforçou a imagem do cosmonauta como “o último cidadão soviético”.
Pela atuação durante um dos períodos mais turbulentos da história do programa espacial russo, Krikalev recebeu o título de Herói da Rússia — distinção que se somou à condecoração de Herói da União Soviética, já obtida anteriormente. Ao longo da carreira, acumulou mais de um ano e cinco meses no espaço e participou de missões históricas, como a primeira montagem da Estação Espacial Internacional e o voo inaugural de cooperação espacial entre Estados Unidos e Rússia.
Filas enormes de alpinistas estão se formando na chamada “Zona da Morte” do Monte Everest durante uma temporada recorde de escaladas na montanha mais alta do planeta. Imagens divulgadas nos últimos dias mostram dezenas de pessoas alinhadas nas encostas geladas aguardando espaço para continuar a subida rumo ao cume.
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O congestionamento acontece justamente em uma das áreas mais perigosas do Everest: a faixa acima dos 8 mil metros de altitude, conhecida entre montanhistas como “Zona da Morte”.
O nome não é exagero. Nessa altitude, o nível de oxigênio disponível é insuficiente para o corpo humano funcionar normalmente por períodos prolongados. Mesmo usando cilindros suplementares, os alpinistas enfrentam risco constante de exaustão extrema, hipotermia, edema cerebral, edema pulmonar e morte súbita.
Especialistas explicam que o organismo começa literalmente a entrar em colapso nessa região. O corpo deixa de conseguir se recuperar, as funções cognitivas diminuem e qualquer atraso pode ser fatal.
Ainda assim, centenas de pessoas seguem tentando alcançar o topo do Everest nesta temporada. Apenas na quarta-feira, um recorde foi estabelecido: 274 alpinistas chegaram ao cume pelo lado do Nepal em um único dia, superando a marca anterior de 223 escaladas bem-sucedidas registrada em 2019.
O aumento das filas ocorreu após semanas de atraso causadas por um enorme bloco de gelo de cerca de 30 metros que bloqueou parte da rota tradicional de subida na Cascata de Gelo de Khumbu, um dos trechos mais perigosos da montanha.
Os chamados “médicos da cascata de gelo”, grupo especializado responsável por abrir o caminho na geleira, trabalharam durante semanas até liberar a passagem em 13 de maio. Segundo o Departamento de Turismo do Nepal, quase 500 permissões para escalar o Everest foram emitidas neste ano.
O problema é que a janela climática segura para a subida dura apenas algumas semanas, geralmente entre o fim de abril e o fim de maio. Isso faz com que milhares de pessoas tentem subir praticamente ao mesmo tempo.
Em imagens recentes, os alpinistas aparecem formando filas semelhantes a formigas na neve, muitos deles aguardando por longos períodos justamente dentro da Zona da Morte. E permanecer parado ali é extremamente perigoso.
O reconhecimento diante do espelho reflete uma forma de autoconsciência visual que, durante muito tempo, foi considerada uma característica distintiva da cognição humana, embora também esteja presente em alguns primatas, aves pega-rabuda, elefantes e golfinhos-nariz-de-garrafa. Agora, essa lista pode incluir também as baleias-beluga.
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Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, analisou o comportamento de quatro baleias-beluga em cativeiro. Duas delas, em diferentes níveis, demonstraram sinais de reconhecer a própria imagem no espelho.
Os chamados testes de autorreconhecimento no espelho já forneceram evidências comportamentais de um alto nível de autoconsciência em chimpanzés, bonobos, orangotangos, gorilas, golfinhos-nariz-de-garrafa e elefantes asiáticos, dentre outras espécies.
Como isso foi descoberto?
O estudo, publicado na revista Plos One, submeteu quatro baleias que vivem em grupo social no Aquário de Nova York a uma série de testes: três fêmeas adultas — Kathy, de 33 anos; Marina, de 18; e Natasha, de 21 — além de Maris, filhote de Natasha, de 7 anos.
Os animais foram expostos a um espelho de dupla face e a uma superfície transparente de controle durante sessões iniciais e posteriores, para registrar e analisar suas respostas comportamentais em três condições.
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Os indivíduos que demonstram autorreconhecimento diante do espelho normalmente passam por três etapas comportamentais básicas. A primeira consiste em respostas sociais, exploração e inspeção física do espelho, explica o estudo. A segunda envolve testes de contingência, com movimentos incomuns ou repetitivos que parecem verificar a correspondência entre as próprias ações e o comportamento observado no reflexo. Já a terceira etapa é marcada por comportamento autodirigido, quando o animal reconhece a imagem refletida como sendo ele mesmo e utiliza o espelho como ferramenta de observação.
Duas das quatro baleias — a jovem Maris e sua mãe, Natasha — apresentaram ampla variedade de comportamentos autodirigidos diante do espelho. As duas também passaram por testes de marcação, técnica que consiste em aplicar uma marca visível no corpo do animal, perceptível apenas com a ajuda do espelho, para avaliar se ele utiliza o reflexo para investigá-la.
A fêmea adulta conseguiu passar em um dos três testes de marcação, posicionando deliberadamente uma mancha aplicada em sua pele em direção ao espelho para inspecioná-la.
Não apenas as belugas
Os pesquisadores afirmam que os comportamentos autodirigidos observados nas duas baleias e a reação à marca pela fêmea adulta fornecem evidências da capacidade de autorreconhecimento diante do espelho.
Segundo os autores, essa habilidade “pode estar mais disseminada além da família dos delfinídeos e abranger também os monodontídeos”, grupo ao qual pertencem as belugas. O estudo ressalta, porém, que novas pesquisas com mais indivíduos de diferentes idades e sexos ainda são necessárias para aprofundar a compreensão dessa capacidade na espécie.
O artigo lembra ainda que as belugas demonstram capacidades cognitivas avançadas que envolvem tanto o sistema sensorial visual quanto o auditivo em diferentes contextos, de forma semelhante às habilidades descritas em primatas, golfinhos e elefantes.
Além disso, sua destreza cognitiva fica evidente, entre outras capacidades, pelo uso de ferramentas e pela avaliação da eficácia desses objetos em tarefas específicas.
A Nasa deu um passo crucial em uma missão que, além de suas implicações científicas, começou a gerar alarmes nos mercados financeiros globais. Em 15 de maio, a sonda Psyche executou com sucesso uma manobra de assistência gravitacional perto de Marte, usando a força gravitacional do planeta para ajustar sua trajetória em direção ao asteroide 16 Psique.
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Essa rocha, localizada no cinturão principal entre Marte e Júpiter, contém depósitos de metais cujo valor teórico foi estimado em 10 trilhões de dólares, ou seja, centenas de vezes o tamanho da economia mundial, um cálculo que, se concretizado por meio de eventual exploração, poderia alterar irremediavelmente a estrutura dos preços das commodities na Terra.
Segundo a Nasa, a operação de assistência gravitacional permitiu que a espaçonave ganhasse um impulso adicional de 1.600 quilômetros por hora sem gastar combustível, confirmando que a missão atingirá seu objetivo em agosto de 2029.
— Embora estivéssemos confiantes em nossos cálculos, o monitoramento em tempo real foi emocionante — disse Don Han, chefe de navegação da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL).
Embora a agência espacial enfatize que o valor econômico do asteroide é uma cifra hipotética baseada em estimativas teóricas e não em riqueza imediatamente explorável, a comunidade internacional observa com cautela como a tecnologia espacial está se aproximando da possibilidade de extrair recursos escassos e caros em nosso planeta.
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16 Psique, o asteroide que pode destruir a economia mundial
O asteroide 16 Psique, descoberto em 1852, mede 280 quilômetros em seu ponto mais largo e possui uma densidade incomum. Estudos da Nasa indicam que sua composição é predominantemente metálica, com uma mistura de ferro, níquel e outros elementos preciosos. No entanto, o desenvolvimento da tecnologia de propulsão solar-elétrica, que utiliza motores de efeito Hall, demonstra que a humanidade está aprimorando os meios de interação com corpos celestes de grande escala. A espaçonave, aproximadamente do tamanho de uma caminhonete, já demonstrou a capacidade de realizar comunicações ópticas utilizando lasers, superando em muito os sistemas de rádio tradicionais.
A possibilidade de uma fonte externa de metais preciosos saturar o mercado levanta questões sobre a estabilidade dos preços globais. Se o asteroide se revelar, como suspeitam os cientistas, o núcleo exposto de um planeta antigo, sua abundância de materiais industriais e de alto valor agregado poderia desencadear uma deflação massiva nos preços dos metais terrestres. “Psyche pode revelar como o núcleo da Terra e os núcleos dos outros planetas terrestres se formaram”, destaca a Nasa em sua descrição da missão.
Por sua vez, a pesquisadora principal, Lindy Elkins-Tanton, enfatiza a importância desta jornada para a compreensão da formação planetária, embora as implicações econômicas permaneçam uma questão latente para as futuras gerações de analistas financeiros. À medida que a sonda continua sua jornada, os instrumentos a bordo, incluindo magnetômetros e espectrômetros de raios gama e nêutrons, estão sendo preparados para sua tarefa final: mapear a verdadeira composição deste colosso metálico.
A questão que permanece em aberto é o que acontecerá quando a tecnologia permitir à humanidade não apenas estudar esses objetos, mas também incorporá-los ao sistema econômico global. Por ora, o progresso rumo a 2029 continua sendo um importante marco científico, sob o olhar atento daqueles que calculam as repercussões de um mundo onde o metal não é mais uma mercadoria escassa.
Um ataque de drones ucranianos em um depósito de petróleo no porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, deixou duas pessoas feridas, informou o prefeito da cidade, Andrei Kravchenko, neste sábado (23).
“Detritos provenientes de drones causaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários edifícios técnicos e administrativos foram incendiados”, escreveu o funcionário na plataforma de mensagens Telegram.
Localizado no final de vários oleodutos provenientes de campos petrolíferos no sul da Rússia, o terminal petrolífero de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos do país.
Em resposta à campanha de bombardeios de Moscou, que já dura mais de quatro anos, a Ucrânia ataca regularmente alvos que identifica como instalações militares e energéticas, com o objetivo de reduzir a capacidade da Rússia de financiar o conflito.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, 348 drones ucranianos foram interceptados sobre o país na manhã de sábado, incluindo na região de Moscou.
Os ataques com drones em ambos os lados da frente de batalha intensificaram-se consideravelmente desde o ano passado, e tanto Kiev quanto Moscou são agora capazes de lançar centenas desses dispositivos uma contra a outra todas as noites.
O número de mortos na explosão em uma mina de carvão no norte da China subiu drasticamente de oito para “mais de 80 mortos”, informou a mídia estatal neste sábado.
Um total de 247 trabalhadores estavam no subsolo quando o acidente ocorreu no começo da noite de sexta (22). Na manhã deste sábado (23), 201 mineiros haviam sido resgatados em segurança.
“Repórteres no local da explosão de gás na Mina de Carvão de Liushenyu… apuraram que o acidente causou a morte de mais de 80 pessoas”, disse a emissora estatal CCTV, acrescentando que as operações de resgate ainda estão em andamento.
No auge da Guerra Fria, as Forças Armadas de Cuba mobilizaram milhares de soldados bem treinados. Com apoio da então União Soviética, o país chegou a reunir mais de 200 mil militares e enviou tropas para conflitos que iam de Angola à Síria. Décadas mais tarde e em meio à pressão americana, o Exército cubano é hoje um fantasma do que já foi: segundo levantamento do Wall Street Journal, o contingente da ilha caiu para cerca de 40 a 45 mil militares da ativa, divididos em três partes para defender o leste, oeste e centro do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na semana passada, em meio a ácidos comentários sobre as qualificações acadêmicas de alguns advogados, o presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant, afirmou que “parasitas da sociedade” estavam atacando a Justiça do país, e comparou os jovens desempregados do país a “baratas”. O magistrado disse que a imprensa (também atacada por ele) tirou sua fala de contexto, mas a fala serviu de estopim para um movimento digital, liderado pela Geração Z, e que já tira o sono do governo do premier Narendra Modi: o Partido Popular das Baratas (CJP).
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Segundo seu fundador, Abhijeet Dipke, um estudante de comunicação política estratégica na Universidade de Boston, tudo aconteceu por acaso. Dias depois da fala do juiz, ele perguntou na rede social X o que aconteceria “se todas as baratas se juntassem”. Diante da imensa repercussão digital, e da enxurrada de memes que se seguiu, Dipke resolveu continuar com o que, até aquele momento, era mais uma piada da internet.
—Foram os mais jovens que estavam realmente muito frustrados. Eles não tinham para onde ir. Estavam muito zangados com o governo — afirmou à agência Associated Press (AP), na semana passada.
No site do partido, que não é oficial, há um manifesto centrado em pautas caras à juventude indiana, como a pressão por maiores oportunidades de emprego — o desemprego entre menores de 25 anos está na casa dos dois dígitos — e salários dignos. Dipke acrescentou elementos de combate ao mau uso do dinheiro público, uma herança de seu emprego anterior em uma organização anticorrupção.
— Acredito que o Partido Popular das Baratas começou como uma sátira, mas gosto muito da direção que está tomando — disse Sristhi, uma estudante universitária, à rede CNN. — Os jovens precisam de uma plataforma onde possamos apresentar nossas reivindicações, porque a maioria dos partidos políticos, de alguma forma… ignora as questões que são realmente importantes.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin (E) ao lado do premier da Índia, Narendra Modi, em Nova Délhi
Grigory SYSOYEV / POOL / AFP
No ponto central da iniciativa estão os memes gerados por inteligência artificial das baratas em palanques, vestidas com roupas sociais e diante de multidões entusiasmadas. Até sexta-feira, a conta oficial do partido no Instagram tinha mais de 21 milhões de seguidores, mais do que qualquer outra sigla oficial na Índia.
— A Geração Z desistiu dos partidos políticos tradicionais e quer criar sua própria frente política em uma linguagem que eles entendam — disse Dipke ao serviço da BBC em marati, um dos mais comuns idiomas indianos. — Acho que a CJP é apenas o começo. Os jovens estão fartos do sistema político atual e mais organizações juvenis surgirão.”
O nome, além do inseto, traz uma referência ao partido de Modi, o Partido Popular da Índia (BJP) — em suas versões originais, ambos levam a palavra “Janata”, que em hindi significa “do povo” ou “popular”. Desde a chegada da sigla ao poder, em 2014, seus críticos a acusam de promover uma agenda nacionalista pró-hindu, inflamando divisões religiosas, silenciando críticos e testando o tecido institucional da maior democracia do mundo. O país aparece na posição 157 (de 180) no ranking de liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras, e é classificado como “parcialmente livre” pela organização Freedom House.
— Precisamos entender que, há cinco anos, ninguém estava disposto a se manifestar contra Modi ou o governo. Os tempos estão mudando — afirmou Dipke à AP, se referindo ao premier que comanda a Índia desde 2014. — O governo não está reconhecendo suas preocupações.
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Mas a piada não causou risadas nos altos escalões em Nova Delhi. Na quinta-feira, a conta do CJP na rede social X foi bloqueada para os usuários na Índia, e uma porta-voz do BJP, Shazia Ilmi, afirmou à agência DW “esperar que eles não tenham apenas angústia para expressar, mas algo mais sério”. Ela diz entender que as palavras do juiz da Suprema Corte “ofenderam muita gente”, assim como “o sentimento daqueles que sentem que precisam se expressar”.
Contudo, a representante questionou os laços passados de Dipke com o partido anticorrupção Aam Aadmi, um velho crítico de Modi, sugerindo que não se trata de uma agenda espontânea surgida das demandas dos jovens indianos. No começo da semana, o CJP lançou uma petição exigindo a demissão do ministro da Educação, devido ao cancelamento do exame nacional de médicos após denúncias de vazamento das provas.
— Agora que eles ganharam alguma repercussão, gostaria que o pedido fosse mais abrangente. Algo maior, mais positivo, com ações concretas para garantir que esses vazamentos não aconteçam — declarou Ilmi à DW. — Neste momento, parece ser uma manobra política contra o governo do BJP.
A grande dúvida é se o CJP permanecerá no campo das ideias e do ativismo digital ou se tomará rumos similares aos de outros movimentos recentes no sul da Ásia, liderados pela Geração Z. Em 2024, a chamada Revolução das Monções derrubou a presidente de Bangladesh, Sheikh Hasina, que comandava o país desde 2009, mas não conseguiu ganhos reais nas eleições de fevereiro. No ano passado, o banimento de redes sociais e a ostentação da elite política e econômica serviu de combustível para uma violenta onda de protestos no Nepal, que derrubaram o governo e elegeram seus representantes nas eleições de março. O atual premier, Balen Shah, é um ex-rapper de 36 anos, o mais jovem chefe de governo no mundo. As próximas eleições gerais na Índia acontecerão em 2029.
O Japão enfrenta uma escalada sem precedentes nos ataques de ursos a humanos, fenômeno que passou a preocupar autoridades locais e o governo nacional diante do avanço dos animais sobre áreas urbanas. O país registrou um número recorde de ocorrências recentes, incluindo mortes, invasões de residências e ataques em trilhas próximas a grandes cidades. O último caso ocorreu na última quarta-feira (20), na província de Iwate, no nordeste do Japão, onde a polícia encontrou o corpo de um homem de 85 anos, que provavelmente foi atacado por um urso.
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— Com o crescimento da população, os ursos estão se aproximando dos humanos. Observamos cada vez mais ursos nascendo e sendo criados perto de cidades e assentamentos. Como resultado, esses ursos jovens não veem as pessoas como uma ameaça, como os ursos de outrora viam. Eles estão crescendo sem esse medo e, consequentemente, são menos cautelosos com os humanos — explicou o professor Sato Yoshikazu, da Universidade Rakuno Gakuen, em entrevista à emissora japonesa NHK, que também afirmou que em março deste ano, por exemplo, o número de avistamentos de ursos dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a publicação da NHK, especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o aumento dos incidentes, entre eles as mudanças climáticas, a escassez de alimentos silvestres, o envelhecimento e esvaziamento das zonas rurais e a expansão urbana sobre áreas antes ocupadas pelos animais.
As autoridades japonesas afirmam que o comportamento dos ursos mudou nos últimos anos. Antes concentrados em regiões montanhosas, os animais passaram a aparecer com frequência em bairros residenciais, áreas agrícolas e até centros urbanos. Em alguns casos, os ataques ocorreram durante o dia.
O Japão sacrificou mais de 14 mil ursos no último ano fiscal, o maior número já registrado no país, segundo a AFP. A medida foi adotada após uma onda de ataques fatais e invasões em diferentes províncias japonesas.
Imagem ilustrativa de urso pardo
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Ainda de acordo com a NHK, a redução na produção de castanhas e bolotas (alimentos fundamentais para os ursos) tem levado os animais a buscar comida perto de áreas habitadas. Eventos climáticos extremos e ondas de calor são apontados como causas para a redução desses recursos naturais.
Outro fator citado é o envelhecimento da população rural japonesa. Com menos moradores no interior e o abandono de propriedades agrícolas, regiões antes ocupadas por humanos passaram a servir de corredor para a aproximação dos ursos.
Na última semana, autoridades japonesas começaram a investigar a possibilidade de um novo ataque fatal após um corpo ser encontrado em uma trilha próxima a Tóquio.
Dias antes, o Japão confirmou a primeira morte causada por um urso em 2026 , quando já investigava outros dois casos semelhantes. O episódio reforçou a preocupação do governo diante da continuidade dos ataques.
Em 2025, o Japão já havia enfrentado uma onda recorde de ataques de urso no país, registrando 13 mortes, o maior número para um ano.
— Antes de mais nada, as pessoas precisam entender que os ursos fazem parte do ambiente natural do Japão.” Os animais selvagens são fascinantes e um sinal de um ecossistema rico. Mas não são criaturas com as quais se possa fazer amizade simplesmente aproximando-se ou alimentando-as — completa Yoshikazu.
O governo japonês afirma ter lançado um plano com novas medidas de contenção. Estas incluem triplicar o número de funcionários locais para o manejo de ursos, para cerca de 2.500 até 2030.

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