O Japão enfrenta uma escalada sem precedentes nos ataques de ursos a humanos, fenômeno que passou a preocupar autoridades locais e o governo nacional diante do avanço dos animais sobre áreas urbanas. O país registrou um número recorde de ocorrências recentes, incluindo mortes, invasões de residências e ataques em trilhas próximas a grandes cidades. O último caso ocorreu na última quarta-feira (20), na província de Iwate, no nordeste do Japão, onde a polícia encontrou o corpo de um homem de 85 anos, que provavelmente foi atacado por um urso.
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— Com o crescimento da população, os ursos estão se aproximando dos humanos. Observamos cada vez mais ursos nascendo e sendo criados perto de cidades e assentamentos. Como resultado, esses ursos jovens não veem as pessoas como uma ameaça, como os ursos de outrora viam. Eles estão crescendo sem esse medo e, consequentemente, são menos cautelosos com os humanos — explicou o professor Sato Yoshikazu, da Universidade Rakuno Gakuen, em entrevista à emissora japonesa NHK, que também afirmou que em março deste ano, por exemplo, o número de avistamentos de ursos dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a publicação da NHK, especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o aumento dos incidentes, entre eles as mudanças climáticas, a escassez de alimentos silvestres, o envelhecimento e esvaziamento das zonas rurais e a expansão urbana sobre áreas antes ocupadas pelos animais.
As autoridades japonesas afirmam que o comportamento dos ursos mudou nos últimos anos. Antes concentrados em regiões montanhosas, os animais passaram a aparecer com frequência em bairros residenciais, áreas agrícolas e até centros urbanos. Em alguns casos, os ataques ocorreram durante o dia.
O Japão sacrificou mais de 14 mil ursos no último ano fiscal, o maior número já registrado no país, segundo a AFP. A medida foi adotada após uma onda de ataques fatais e invasões em diferentes províncias japonesas.
Imagem ilustrativa de urso pardo
Freepik
Ainda de acordo com a NHK, a redução na produção de castanhas e bolotas (alimentos fundamentais para os ursos) tem levado os animais a buscar comida perto de áreas habitadas. Eventos climáticos extremos e ondas de calor são apontados como causas para a redução desses recursos naturais.
Outro fator citado é o envelhecimento da população rural japonesa. Com menos moradores no interior e o abandono de propriedades agrícolas, regiões antes ocupadas por humanos passaram a servir de corredor para a aproximação dos ursos.
Na última semana, autoridades japonesas começaram a investigar a possibilidade de um novo ataque fatal após um corpo ser encontrado em uma trilha próxima a Tóquio.
Dias antes, o Japão confirmou a primeira morte causada por um urso em 2026 , quando já investigava outros dois casos semelhantes. O episódio reforçou a preocupação do governo diante da continuidade dos ataques.
Em 2025, o Japão já havia enfrentado uma onda recorde de ataques de urso no país, registrando 13 mortes, o maior número para um ano.
— Antes de mais nada, as pessoas precisam entender que os ursos fazem parte do ambiente natural do Japão.” Os animais selvagens são fascinantes e um sinal de um ecossistema rico. Mas não são criaturas com as quais se possa fazer amizade simplesmente aproximando-se ou alimentando-as — completa Yoshikazu.
O governo japonês afirma ter lançado um plano com novas medidas de contenção. Estas incluem triplicar o número de funcionários locais para o manejo de ursos, para cerca de 2.500 até 2030.
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— Com o crescimento da população, os ursos estão se aproximando dos humanos. Observamos cada vez mais ursos nascendo e sendo criados perto de cidades e assentamentos. Como resultado, esses ursos jovens não veem as pessoas como uma ameaça, como os ursos de outrora viam. Eles estão crescendo sem esse medo e, consequentemente, são menos cautelosos com os humanos — explicou o professor Sato Yoshikazu, da Universidade Rakuno Gakuen, em entrevista à emissora japonesa NHK, que também afirmou que em março deste ano, por exemplo, o número de avistamentos de ursos dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a publicação da NHK, especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o aumento dos incidentes, entre eles as mudanças climáticas, a escassez de alimentos silvestres, o envelhecimento e esvaziamento das zonas rurais e a expansão urbana sobre áreas antes ocupadas pelos animais.
As autoridades japonesas afirmam que o comportamento dos ursos mudou nos últimos anos. Antes concentrados em regiões montanhosas, os animais passaram a aparecer com frequência em bairros residenciais, áreas agrícolas e até centros urbanos. Em alguns casos, os ataques ocorreram durante o dia.
O Japão sacrificou mais de 14 mil ursos no último ano fiscal, o maior número já registrado no país, segundo a AFP. A medida foi adotada após uma onda de ataques fatais e invasões em diferentes províncias japonesas.
Imagem ilustrativa de urso pardo
Freepik
Ainda de acordo com a NHK, a redução na produção de castanhas e bolotas (alimentos fundamentais para os ursos) tem levado os animais a buscar comida perto de áreas habitadas. Eventos climáticos extremos e ondas de calor são apontados como causas para a redução desses recursos naturais.
Outro fator citado é o envelhecimento da população rural japonesa. Com menos moradores no interior e o abandono de propriedades agrícolas, regiões antes ocupadas por humanos passaram a servir de corredor para a aproximação dos ursos.
Na última semana, autoridades japonesas começaram a investigar a possibilidade de um novo ataque fatal após um corpo ser encontrado em uma trilha próxima a Tóquio.
Dias antes, o Japão confirmou a primeira morte causada por um urso em 2026 , quando já investigava outros dois casos semelhantes. O episódio reforçou a preocupação do governo diante da continuidade dos ataques.
Em 2025, o Japão já havia enfrentado uma onda recorde de ataques de urso no país, registrando 13 mortes, o maior número para um ano.
— Antes de mais nada, as pessoas precisam entender que os ursos fazem parte do ambiente natural do Japão.” Os animais selvagens são fascinantes e um sinal de um ecossistema rico. Mas não são criaturas com as quais se possa fazer amizade simplesmente aproximando-se ou alimentando-as — completa Yoshikazu.
O governo japonês afirma ter lançado um plano com novas medidas de contenção. Estas incluem triplicar o número de funcionários locais para o manejo de ursos, para cerca de 2.500 até 2030.










