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Macron anunciou também que o país irá ampliar seu arsenal nuclear, com aumento do número de ogivas nucleares. De acordo com o presidente, esta é uma iniciativa que visa promover a “proteção da Europa”. O esquema incluirá nações como Países Baixos, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca, que poderão acolher as “forças aéreas estratégicas” francesas. Macron afirmou que a estratégia é “espalhar-se por todo o continente europeu” para assim “complicar os cálculos dos adversários”.
— Devemos reforçar nossa dissuasão nuclear diante das múltiplas ameaças e devemos considerar nossa estratégia de dissuasão em todo o continente europeu, com pleno respeito à nossa soberania — disse Macron.
Hoje, o país liderado por Macron possui o quarto maior arsenal nuclear do planeta, com um total de 290 ogivas nucleares. A base de Ile Longue abriga os quatro submarinos de mísseis balísticos da França – Le Triomphant, Le Temeraire, Le Vigilant e Le Terrible.
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— Uma modernização do nosso arsenal é essencial. Por isso, ordenei um aumento no número de ogivas nucleares em nosso arsenal — afirmou o presidente francês.
Reflexos da guerra na Europa
A expansão das consequências da guerra chegou até mesmo à Europa. Segundo o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, nesta segunda um drone iraniano caiu em uma base que o Reino Unido mantém na ilha do Mediterrâneo.
Em comunicado, França, Reino Unido e Alemanha disseram que podem tomar “medidas defensivas” para proteger seus interesses e os de seus aliados da região. Ainda segundo o comunicado, as medidas seriam suficientes para “destruir a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones”. Na manhã de segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, insistiu que a França está disposta a “participar” do conflito em defesa de seus aliados na região.









