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Essa mudança, segundo decreto publicado, passa a valer a partir do meio-dia de sexta-feira (horário local) e se estende até as 7h de sábado. A proibição então volta a valer ao meio-dia e segue até as 7h do domingo. No mesmo período fica vedada a venda para consumo fora do estabelecimento a partir das 18h.
“Essa proibição não se aplica às áreas públicas normalmente ocupadas por restaurantes e bares que possuem as licenças necessárias”, esclareceu a Prefeitura de Polícia.
O álcool, além do efeito diurético, interfere no hormônio antidiurético, aumentando a perda de líquidos e mascarando sinais de fadiga. A desidratação é um dos fatores que podem levar à internação em períodos prolongados de calor excessivo, como o que a Europa enfrenta com este fenômeno. A redução de bebidas alcoólicas pode minimizar os efeitos das altas temperaturas no corpo.
O prefeito da polícia de Paris, Patrice Faure, alertou, nesta quinta-feira (25), que os hospitais da capital francesa estão chegando ao limite de sua capacidade, um motivo de preocupação nos últimos dias.
— Estamos chegando a um ponto de saturação nas instalações hospitalares — declarou Patrice Faure, observando que o número de internações “continua a aumentar”.
No início desta semana, a empresa que administra a Torre Eiffel e o Louvre anunciou que os importantes pontos turísticos passam a fechar mais cedo devido à onda de calor. Esses são dois dos monumentos mais visitados do mundo.
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A Torre Eiffel, que recebe quase 7 milhões de visitantes por ano, dos quais aproximadamente 75% são estrangeiros, antecipou seu horário de fechamento nesta terça-feira para as 16h (11h em Brasília), em vez das 00h45 (19h45 em Brasília) que normalmente fecha durante a alta temporada.
Já o Museu do Louvre fechará suas portas às 16h, em vez das 18h, de quarta a sábado, para lidar com a onda de calor que torna “as condições de visitação e trabalho difíceis”, anunciou a administração na terça-feira (23).
A França enfrenta temperaturas que chegam a 40°C em algumas áreas. Até mesmo o setor de educação foi afetado. Nesta semana, mais de 800 escolas ficaram fechadas e outras 1.800 tiveram horários adaptados no país.
Em Paris, uma diretora descreveu sua escola como uma “panela de pressão” após uma semana de temperaturas elevadas. Dentro do prédio, os termômetros ultrapassaram os 30°C, atividades esportivas foram canceladas e funcionários relataram dores de cabeça. Em uma sala do segundo ano, duas crianças chegaram a adormecer sobre as carteiras durante a tarde.
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Onda de calor mortal
Mais de 100 milhões de pessoas na Europa experimentam, nesta quinta-feira (25), temperaturas acima de 35ºC, em meio a uma onda de calor longa e mortal que, segundo um instituto científico espanhol, causou mais de 200 mortes no país.
A onda de calor bateu recordes de temperaturas em vários países para um mês de junho e provocou as duas noites mais quentes já registradas na França, cuja capital, Paris, abriu os parques durante toda a noite para oferecer um espaço verde aos seus moradores.
“A diferença de temperatura entre a rua e aqui, debaixo das árvores, é alucinante!”, surpreende-se Agathe Chebassier, uma jovem pintora que buscou refúgio na última noite em um parque parisiense.
O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, informou, nesta quinta-feira, um “aumento da mortalidade” na cidade, onde os termômetros superaram, na quarta-feira, os 40ºC pela quarta vez em 150 anos.
O Ministério da Saúde reportou, por sua vez, 25 paradas cardíacas em 24 horas, diante das dez que ocorrem habitualmente.
Além disso, o país lamentou dezenas de mortos por afogamento de pessoas que se refrescavam em zonas não habilitadas para o banho ou sem vigilância, além de três crianças mortas dentro de veículos.









