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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta sexta-feira (8) que promulgou a Lei da Dosimetria. A decisão deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

“Nos termos da Constituição Federal, compete ao Presidente do Senado Federal promulgar a lei quando o Presidente da República não o faz no prazo constitucional de 48 horas”, informou, por meio de nota, o senador Alcolumbre.

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A Lei da Dosimetria reduz as penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil no contexto dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com o resultado das eleições de 2022, depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar e a deposição do presidente eleito democraticamente.

O projeto de lei foi vetado na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegou que o texto viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia. Porém, Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula

Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 1,4 mil pessoas por crimes contra a democracia, sendo 431 penas de prisão, 419 penas alternativas e outros 552 acordos de não persecução penal.

De acordo com levantamento do STF, o maior grupo de condenados é formado por 404 réus que receberam penas de um ano de prisão, número equivalente a 28% do total de condenações.

Em seguida, foram registradas 213 condenações a 14 anos de prisão, representando 15,19% do total.

A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, único condenado a 27 anos e três meses de prisão. Para se beneficiar da redução das penas, os condenados devem ingressar com um pedido para recalcular a pena no Supremo.

Clique aqui e leia mais sobre o PL da Dosimetria na Agência Brasil

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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A exploração espacial pode estar prestes a vivenciar uma mudança de paradigma sem precedentes, já que uma equipe de pesquisadores, liderada pelo cosmólogo Marcelo de Oliveira Souza, descobriu uma metodologia que permite o uso de dados orbitais preliminares de asteroides próximos da Terra como modelos geométricos para projetar trajetórias interplanetárias de alta velocidade para Marte. De acordo com o estudo publicado na revista científica Acta Astronautica, essa abordagem técnica permitiria que uma missão de ida e volta ao Planeta Vermelho fosse concluída em apenas 153 dias, um tempo significativamente menor do que os três anos normalmente exigidos pelos perfis de missão convencionais.
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A descoberta não sugere que estamos diante de uma iminente limpeza do horizonte marciano, mas sim altera fundamentalmente a forma como os astrônomos interpretam dados orbitais que antes eram descartados. A origem dessa descoberta está no asteroide 2001 CA21. Ao analisar os cálculos orbitais iniciais desse corpo celeste, De Oliveira Souza, pesquisador da Universidade Estadual do Norte do Rio de Janeiro, detectou que suas trajetórias preliminares traçavam uma espécie de portal secreto que se cruzava com as zonas de influência orbital da Terra e de Marte durante a oposição de outubro de 2020. Embora medições subsequentes tenham refinado a órbita do asteroide, o valor científico do estudo reside em demonstrar que essas trajetórias iniciais, frequentemente consideradas ruído na comunidade astronômica, funcionam como um mapa estrutural para identificar corredores de transferência rápida.
A pesquisa analisou três janelas de oposição marciana: 2027, 2029 e 2031. A partir dessa análise, 2031 emergiu como a oportunidade mais promissora para a realização desse tipo de missão. Nessa configuração geométrica, uma espaçonave poderia partir da Terra em 20 de abril de 2031, chegar a Marte em 23 de maio, permanecer na superfície por 30 dias e iniciar sua viagem de retorno em 20 de setembro. Essa jornada total de 153 dias representa um avanço significativo na astrodinâmica. Há também uma opção considerada energeticamente mais viável, que exigiria um total de 226 dias, com velocidades iniciais de 16,5 km/s.
Para validar essas rotas, os cientistas utilizaram um solucionador de problemas de Lambert, uma ferramenta clássica em mecânica orbital, que restringiu a inclinação da espaçonave ao plano de referência do asteroide. O valor dessa técnica reside em sua capacidade de servir como um filtro de seleção antes da realização de simulações complexas de n-corpos. No entanto, os autores do estudo são cautelosos em relação aos desafios tecnológicos atuais. A rota ultrarrápida, que completaria a jornada em apenas 33 dias, exigiria velocidades de partida de 32,5 km/s e uma velocidade de chegada a Marte de 108.000 km/h. Esses números superam em muito as capacidades dos atuais sistemas de pouso e proteção térmica, colocando essa abordagem em um âmbito puramente teórico que exigiria propulsão nuclear térmica ou elétrica avançada.
A pesquisa de De Oliveira Souza conclui que esse método de ancoragem plana é uma ferramenta metodológica valiosa. A equipe acadêmica enfatizou que essa técnica não altera a trajetória física do asteroide nem seu risco de impacto, mas sim aproveita a geometria existente no sistema solar. Esse atalho sugere que Marte não está tão distante quanto calculávamos anteriormente, mas sim que talvez estivéssemos observando o céu com as ferramentas erradas. A possibilidade de reutilizar informações de corpos menores como uma bússola interplanetária poderia acelerar os planos de exploração a longo prazo, desde que a tecnologia de propulsão consiga atingir os marcos energéticos que essas novas trajetórias exigem para garantir a segurança de uma tripulação humana.
Forças americanas disseram ter disparado contra dois petroleiros de bandeira iraniana e os deixado fora de serviço enquanto estes tentavam violar o bloqueio aos portos do Irã, informou o Exército dos Estados Unidos nesta sexta-feira. O ataque ocorreu após a Marinha do Irã afirmar ter apreendido um petroleiro chinês em uma operação no Mar de Omã. Segundo Teerã, a embarcação teria tentado “interromper as exportações de petróleo e os interesses nacionais” do país. Os incidentes ocorreram após uma troca de ataques durante a noite anterior, que gerou temores de um colapso no cessar-fogo, e em meio à expectativa pela resposta do Irã à proposta de paz dos EUA.
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O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que um caça F/A-18 Super Hornet utilizou munições de precisão contra os dois navios para impedi-los de prosseguir para o Irã, enquanto a mídia iraniana relatava “confrontos esporádicos” com embarcações americanas no Estreito de Ormuz.
Antes dos ataques americanos, a agência de notícias estatal da República Islâmica deu mais detalhes sobre a apreensão do petroleiro chinês. Segundo Teerã, a embarcação transportava petróleo iraniano, mas procurou “explorar as condições regionais”, tendo sido escoltada até a costa sul do Irã, onde foi entregue às autoridades. Segundo a nota, o petroleiro chamado Ocean Koi/Jin Li pertence à empresa Ocean Kudos Shipping, de Xangai, que já havia sido sancionada pelos Estados Unidos em fevereiro por suposto envolvimento no transporte de produtos petrolíferos iranianos.
A mídia estatal divulgou um vídeo que parecia mostrar pelo menos duas pequenas embarcações se aproximando de um navio-tanque na escuridão. O vídeo mostrava homens armados embarcando na embarcação e hasteando a bandeira iraniana.
Em meio à escalada no Estreito de Ormuz, a China alertou nesta sexta-feira sobre o aumento das hostilidades e disse estar preocupada com o número de embarcações e tripulantes retidos na região. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, havia tripulantes chineses a bordo de um outro petroleiro, o JV Innovation, atingido por um drone do Irã na segunda-feira, enquanto aguardava autorização para atravessar o estreito. De acordo com o porta-voz, não houve vítimas no ataque ao navio, de bandeira das Ilhas Marshall.
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Proposta de paz
Os incidentes ocorreram depois que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Washington espera receber a resposta de Teerã à proposta americana de paz ainda nesta sexta-feira. Rubio afirmou que o Irã não deve controlar o Estreito de Ormuz, onde ocorreram os confrontos, mas acrescentou:
— Estamos esperando uma resposta deles hoje em algum momento… Espero que seja uma proposta séria, de verdade.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse nesta sexta-feira que a proposta ainda estava “em análise e, assim que uma decisão final for tomada, certamente será anunciada”, de acordo com a agência de notícias Isna.
Entretanto, duas fontes sauditas disseram à AFP que Teerã se recusou a permitir que os militares dos EUA usassem seu espaço aéreo ou bases para uma operação que visasse abrir passagem para a navegação comercial no estreito estratégico.
Na noite anterior, o Centcom afirmou que o Irã havia lançado mísseis, drones e pequenas embarcações contra três navios de guerra americanos que transitavam pelo Estreito de Ormuz, mas que nenhum foi atingido e que as forças americanas destruíram as ameaças e retaliaram contra bases terrestres no Irã.
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O comando militar central do Irã, Khatam al-Anbiya, rebateu, afirmando que o confronto eclodiu quando embarcações americanas alvejaram um petroleiro iraniano que se dirigia ao estreito, e acusou o inimigo de atingir áreas civis.
Os ataques atingiram Bandar Khamir e Sirik — cidades no lado iraniano do estreito — bem como a ilha de Qeshm, segundo informações, que alegam que o ataque foi realizado com a cooperação de “alguns países da região”.
Baqaei acusou os EUA de uma “violação flagrante do direito internacional e de um descumprimento do cessar-fogo”, mas afirmou que as forças iranianas “desferiram um ‘grande tapa’ no inimigo”.
Questionado em Washington na quinta-feira se o cessar-fogo com o Irã ainda estava em vigor após o confronto, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse:
— Sim, está. Eles brincaram conosco hoje. Nós os derrotamos.
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O Irã não nomeou os aliados regionais dos EUA que acusou de cooperar com os ataques, embora os Emirados Árabes Unidos tenham afirmado que foram forçados a interceptar uma série de drones e mísseis iranianos.
“Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos interceptaram dois mísseis balísticos e três drones lançados do Irã, resultando em três feridos com ferimentos moderados”, publicou o Ministério da Defesa dos Emirados no X.
Após o início da guerra em 28 de fevereiro, o Irã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz, e os EUA posteriormente impuseram seu próprio bloqueio aos portos iranianos. Segundo a Organização Marítima Internacional da ONU, cerca de 1.500 navios e 20 mil tripulantes internacionais estão atualmente presos na região do Golfo devido ao conflito.
No domingo, Trump anunciou o “Projeto Liberdade”, uma operação naval dos EUA destinada a reabrir o estreito à navegação comercial, mas abandonou o projeto na terça-feira em favor do retorno às negociações.
De acordo com o New York Times, a decisão de pausar a iniciativa veio após pressão da Arábia Saudita, que não concordou com o uso de seu território e espaço aéreo durante a operação. O jornal afirma que os sauditas — apesar de suas rusgas com Teerã — temiam uma nova escalada do conflito e o retorno dos ataques contra os países árabes do Golfo Pérsico, que causaram danos no reino.
Com agências internacionais.
O Pentágono divulgou nesta sexta-feira o que chamou de arquivos “novos, nunca vistos antes” sobre óvnis, apresentando a medida como um exemplo do compromisso do departamento — que expulsou repórteres no início deste ano — com a transparência. Foram mais de 160 arquivos publicados até o momento, mas espera-se que outros sejam divulgados gradualmente.
“Esses arquivos, ocultos por trás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas — e é hora de o povo americano vê-los por si mesmo”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um comunicado. “Nenhum outro presidente ou administração na história cumpriu esse nível de transparência sobre U.A.P.s”, disse, referindo-se ao que o Departamento de Defesa agora chama de fenômenos anômalos não identificados, mas que a maioria das pessoas chama de óvnis, ou objetos voadores não identificados.
A coleção está sendo “armazenada”, segundo o comunicado, em war.gov/ufo.
Os arquivos iniciais são imagens estáticas borradas que podem mostrar qualquer coisa. Em uma delas, um conjunto de pontos aparece na tela. Em outra, há alguns objetos de formato estranho.
Em 2017, o New York Times informou que o Pentágono tinha um programa secreto e sigiloso, iniciado em 2007, que investigava episódios relatados por militares que afirmavam ter encontrado o que pareciam ser objetos espaciais. Desde então, parlamentares pressionam o governo para que torne públicos seus trabalhos sobre óvnis.
Em atualização.
Uma enfermeira escolar de 64 anos foi condenada no Reino Unido após esfaquear repetidamente o ex-marido ao descobrir que ele havia sacrificado os dois dachshunds da família sem avisá-la. O caso aconteceu em Norfolk, no leste da Inglaterra, e foi julgado no Tribunal da Coroa de Norwich, nessta semana. Claire Bridger admitiu ter causado lesões corporais graves com intenção, mas foi absolvida da acusação de tentativa de homicídio.
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Segundo o tribunal, Claire e Keith Bridger estiveram juntos por 37 anos e eram casados havia 30, até a separação em abril do ano passado. De acordo com o depoimento da enfermeira, o rompimento ocorreu de forma repentina, durante um café da manhã com as duas filhas do casal. Após a separação, ela passou a se afastar do trabalho, recebeu medicação e ficou hospedada na casa de parentes por algumas semanas, afirmando que estava emocionalmente abalada.
O ataque após a revelação
Claire mantinha forte vínculo com os dois cães resgatados da família, a quem chamava de “minhas meninas”. Antes de viajar para Londres para visitar familiares, ela deixou os animais sob os cuidados de Keith. Segundo seu relato, uma das filhas chegou a avisá-la de que, caso ela não voltasse para casa, os cachorros poderiam ser sacrificados por serem difíceis de controlar, já que eram descritos como barulhentos e agressivos.
No dia 17 de julho do ano passado, ao retornar para buscar seus pertences, Claire foi até a nova casa do ex-marido e o encontrou na entrada da garagem. Em depoimento, afirmou que perguntou diversas vezes onde estavam os cães e, após insistir, ouviu de Keith: “Os cachorros estão mortos. Eu mandei sacrificá-los”. Ela disse ter ficado em choque e afirmou não se lembrar claramente do que aconteceu em seguida.
Keith relatou ao tribunal que a ex-esposa ficou “quase histérica”, gritando repetidamente: “Você matou meus cachorros”. Segundo ele, logo depois foi atacado com uma faca. A vítima sofreu ferimentos graves com risco de morte, incluindo um pulmão perfurado, recebeu transfusão de sangue ainda no atendimento dos paramédicos e teve o tórax selado antes de ser levado ao hospital.
Durante a investigação, quando a polícia chegou ao local, Claire, coberta de sangue, teria dito a um agente: “Eu sou uma mulher má”. Um especialista psiquiátrico ouvido no processo afirmou que uma combinação de consumo de álcool e forte excitação emocional pode ter provocado um episódio de amnésia no momento do ataque. O detetive Cameron Brown declarou que Keith sofreu ferimentos extremamente graves e classificou o episódio como “uma experiência incravelmente traumática”, destacando a força da vítima durante a recuperação.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, assumiu nesta sexta-feira a responsabilidade pelo mal desempenho do Partido Trabalhista britânico nas eleições locais, que registraram crescimento da sigla de extrema direita Reform UK. Os resultados, ainda em fase de apuração, apontam um avanço da legenda liderada pelo ativista anti-imigração Nigel Farage, e recuo dos trabalhistas mesmo em redutos históricos, pouco menos de dois anos após o retorno da centro-esquerda ao poder — em um governo marcado por crises internas. Starmer voltou a afirmar que não vai renunciar após o novo revés.
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— Os resultados são duros, muito duros, e não há como amenizar isso. Perdemos representantes brilhantes do Partido Trabalhista em todo o país, pessoas que dedicaram tanto às suas comunidades, tanto ao nosso partido — disse Starmer em um pronunciamento em Londres. Ele acrescentou pouco depois em uma entrevista à rede britânica SkyNews: — Os eleitores enviaram uma mensagem sobre o ritmo da mudança, sobre como querem que suas vidas melhorem. Fomos eleitos para enfrentar esses desafios. E eu não vou abandonar esses desafios e lançar o país no caos.
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As eleições locais, que colocaram cerca de 16 mil cargos em conselhos municipais e prefeituras em disputa no Reino Unido, eram o primeiro grande desafio eleitoral para Starmer desde julho de 2024, quando liderou seu partido na vitória e encerrou 19 anos de governo do Partido Conservador. Embora grandes cidades como Londres, Liverpool, Manchester e Birmingham não tenham aberto disputa para a prefeitura neste pleito, os resultados apontam um avanço do antissistema Reform UK em vários redutos trabalhistas no norte da Inglaterra e nas Midlands (centro da Inglaterra).
‘Mudança histórica’
Enquanto apenas 40 das 136 autoridades locais inglesas haviam divulgado os resultados, a liderança da sigla anti-imigração e eurocética era clara, com mais de 350 cadeiras garantidas em assembleias locais. Os trabalhistas, em sentido contrário, tinham perdido 245 assentos, segundo uma contagem da BBC.
— Estamos assistindo a uma mudança histórica na política britânica — declarou Farage durante um pronunciamento em Londres. — Somos competitivos em todas as regiões do país. Somos o partido mais nacional, viemos para ficar.
Os resultados parciais das eleições celebradas na quinta-feira incluem apenas a Inglaterra. A apuração dos votos mal começou no País de Gales e na Escócia. As pesquisas já haviam previsto uma derrota dos trabalhistas e um avanço expressivo do Reform UK.
O líder do Reform UK, Nigel Farage, posa com um sorvete em Walton-on-the-Naze, no leste da Inglaterra, após votar nas eleições locais
Chris Radburn/AFP
Liderança sob pressão
O frustrante resultado nas eleições locais pressiona Starmer, cuja popularidade despencou após uma série de crises internas durante seu governo. Um dos casos mais emblemáticos, que levou aliados a pedirem sua renúncia, envolve a nomeação de Peter Mandelson, um trabalhista cujos laços com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein já era conhecido, como embaixador em Washington.
Entre as fileiras trabalhistas, lideranças do partido sugeriram que uma troca no comando poderia criar uma condição mais favorável para a continuidade do governo. Fontes ouvidas por jornais britânicos sugeriram que o secretário de Segurança Energérica Ed Miliband, representante por Doncaster North, poderia substituir Starmer — que rejeitou a alegação e disse ter recebido apoio do aliado.
Na oposição, o encolhimento trabalhista também foi apontado como um clamor por mudança. A líder conservadora Kemi Badenoch afirmou em um discurso em Westminster que o Partido Conservador estava “voltando” — embora a sigla tenha perdido mais de 170 cadeiras em cargos locais, segundo os resultados de momento. O líder dos Liberais Democratas, Ed Davey, afirmou que os resultados mostram que seu partido é o único forte o suficiente para enfrentar o Reform UK.
— Estou muito orgulhoso dos milhares de militantes Liberais Democratas que lutaram arduamente para conter o Reform e manter suas políticas divisivas longe de nossas comunidades. Mostramos que podemos enfrentar Nigel Farage e vencer, assumindo o controle de Portsmouth e Stockport, apesar do Reform ter investido tudo o que tinha nessas eleições — afirmou Davey. — O Partido Trabalhista e os Conservadores estão enfrentando perdas de proporções catastróficas porque as pessoas estão, com razão, fartas da situação deplorável em que se encontram no país. (Com AFP)
Um grande incêndio florestal atinge a zona de exclusão de Chernobyl, no norte da Ucrânia, após a queda de um drone, informaram nesta sexta-feira autoridades locais, que afirmam não ter detectado aumento nos níveis de radioatividade.
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“Um incêndio começou na quinta-feira no território da reserva de Chernobyl após a queda de um drone”, informou a administração da área que circunda, em um raio de 30 quilômetros, a usina nuclear acidentada de mesmo nome.
Segundo a administração da reserva, o fogo segue ativo e já afeta uma área de 1.100 hectares. Rajadas de vento e o terreno de difícil acesso vêm dificultando o trabalho das equipes de combate às chamas.
Imagens divulgadas pela administração da zona de exclusão mostram colunas densas de fumaça subindo sobre a floresta, além da circulação de caminhões de bombeiros e ambulâncias por estradas da região.
As autoridades não informaram se o drone que caiu era russo ou ucraniano. Os dois países trocam ataques com dezenas de drones quase diariamente desde o início da guerra.
“O nível de radiação na área afetada pelo incêndio permanece dentro dos limites normais”, assegurou a administração da reserva.
Os serviços de emergência da Ucrânia também informaram, em mensagem publicada no Telegram, que nenhum aumento da radioatividade foi detectado no país.
Área segue marcada pela pior catástrofe nuclear da história
A zona de exclusão de Chernobyl foi criada após a explosão, em abril de 1986, de um dos reatores da usina — acidente considerado a pior catástrofe nuclear da história.
Centenas de milhares de moradores foram evacuados da região, posteriormente transformada em reserva natural. Décadas depois, grande parte do território segue altamente contaminada.
Chernobyl voltou ao centro das atenções no início da guerra na Ucrânia. As forças russas ocuparam a usina no primeiro dia da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, e permaneceram no local por cerca de um mês, antes de se retirarem após fracassarem na ofensiva para tomar Kiev.
A usina está localizada a cerca de 130 quilômetros da capital ucraniana e a aproximadamente 20 quilômetros da fronteira com Belarus.
Um vídeo que circula nas redes sociais desde o início desta semana mostra o momento em que um homem em um jet ski atinge uma baleia-cinzenta na costa de Vancouver, no Canadá, próximo à formação rochosa de Siwash Rock, no Stanley Park. O acidente aconteceu nesta segunda-feira (4) e mobilizou equipes de emergência e autoridades ambientais, que abriram investigação para apurar o estado do animal e a conduta do piloto.
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As imagens registradas por testemunhas mostram a baleia emergindo à superfície para expelir água segundos antes de ser atingida pela embarcação em alta velocidade. Ao passar sobre o dorso do animal, o jet ski, um modelo Sea-Doo, é lançado para o alto por alguns instantes antes de cair novamente no mar com força, arremessando o condutor para fora. Logo depois, a baleia volta a expelir água a poucos metros do homem, que aparece flutuando na água.
Assista:
O Serviço de Emergência de Saúde da Colúmbia Britânica confirmou que o piloto foi socorrido e levado ao hospital em estado grave, mas estável. Paralelamente, o Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá (DFO, na sigla em inglês) e o Departamento de Polícia de Vancouver identificaram o condutor e iniciaram apuração sobre o caso.
Baleia vinha sendo observada há dias
Segundo Paul Cottrell, coordenador de mamíferos marinhos do DFO, uma equipe de especialistas esteve na região nesta terça-feira para avaliar a baleia, que vinha sendo vista há vários dias se alimentando próxima à costa da Baía Inglesa. De acordo com ele, não foram identificados sinais aparentes de ferimentos.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/Redes Sociais
“Não conseguimos ver nenhum ferimento, e o animal parecia estar se comportando normalmente e se alimentando”, afirmou Cottrell. Na terça-feira, a baleia foi vista seguindo para noroeste, deixando a Baía Inglesa, e, na quarta-feira, já não foi mais localizada. O DFO acredita que ela tenha retomado sua rota migratória em direção ao oeste.
As normas canadenses de proteção a mamíferos marinhos determinam que embarcações mantenham distância mínima de 100 metros de baleias-cinzentas e de 200 metros quando elas estiverem acompanhadas de filhotes. O DFO é responsável por fiscalizar o cumprimento dessas regras. O porta-voz da polícia de Vancouver, agente Darren Wong, afirmou que a corporação trabalha em conjunto com o órgão federal, mas disse que ainda era cedo para confirmar se o condutor ferido poderá responder criminalmente pelo episódio.
Um casal da Califórnia foi multado em US$ 915.135 (cerca de R$ 4,5 milhões) após derrubar ilegalmente 38 árvores em um terreno localizado na encosta de Oakland, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada nesta semana pelo Conselho Municipal da cidade, após anos de disputas administrativas e tentativas frustradas dos proprietários de reverter a penalidade.
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Segundo a imprensa local, Matthew Bernard e Lynn Warner compraram, em 2019, um terreno atrás do tradicional Claremont Hotel and Club, em North Oakland. Segundo o jornal local Oaklandside, em 2021 funcionários da prefeitura identificaram que o casal havia iniciado o corte de árvores sem as licções exigidas pela legislação municipal de proteção arbórea. Mesmo após sucessivos avisos, Bernard teria continuado com a remoção, inclusive de exemplares que, segundo relatos, estavam em propriedades vizinhas.
As autoridades afirmaram ter reunido ampla documentação sobre o caso, incluindo fotografias de pessoas realizando o corte no terreno, além de boletins de ocorrência registrados pela polícia após chamados relacionados ao desmatamento. Posteriormente, quando o casal tentou solicitar, em 2025, autorização para construir uma casa unifamiliar no local, a prefeitura emitiu uma notificação formal informando a violação da lei de preservação de árvores da cidade.
Valor das árvores e disputa no conselho
A equipe técnica da prefeitura calculou individualmente o valor de cada árvore removida. Os custos variaram de US$ 750 por uma pequena ameixeira até US$ 95 mil por um antigo carvalho-vivo, considerado de alto valor ambiental. A soma total resultou na multa de mais de US$ 915 mil, uma das mais expressivas já aplicadas sob essa legislação municipal.
Bernard e Warner solicitaram audiências junto ao Conselho Municipal de Oakland, direito previsto para contestação desse tipo de penalidade. No entanto, as tentativas não avançaram: em dezembro de 2025 e novamente em abril de 2026, o conselho não conseguiu chegar a uma decisão definitiva. Em 14 de abril, uma proposta para aplicar a multa máxima foi rejeitada após três vereadores votarem contra, enquanto a ausência de um membro acabou contabilizada como voto contrário.
Durante a defesa, Bernard afirmou que tentou seguir o processo de licenciamento e contestou o número de árvores removidas. Segundo ele, algumas já estavam doentes ou haviam caído antes da compra do terreno ou durante tempestades. “Discordamos da afirmação de que 38 árvores foram removidas. Algumas árvores caíram antes da nossa compra, outras caíram durante tempestades”, declarou. O casal também pediu que a multa fosse anulada com a promessa de replantar novas árvores após a futura construção da residência.
A decisão final, porém, foi influenciada pela mobilização de defensores ambientais e moradores, que enviaram e-mails aos vereadores e participaram da reunião pública em defesa da punição. Eles argumentaram que a ausência de sanção abriria precedente para novos casos de desmatamento irregular. Embora o vereador Carroll Fife tenha tentado reduzir a multa para US$ 300 mil, alegando necessidade de uma solução mais “equitativa”, prevaleceu o entendimento de que a legislação deveria ser aplicada integralmente. A vereadora Janani Ramachandran afirmou que Oakland precisava ser “cristalina” sobre violações legais: “Para qualquer pessoa que queira entrar em nossa cidade, destruí-la e violar nossas leis, pensando que sairá impune: vocês serão multados”.
Uma menina de cinco anos sobreviveu após permanecer por mais de 24 horas presa em um veículo destruído em um grave acidente no estado do Colorado, nos Estados Unidos, que matou seus pais. O caso aconteceu nas proximidades da rodovia US 160 e mobilizou equipes de resgate e autoridades locais no fim de semana.
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Segundo informações divulgadas pela Patrulha Rodoviária do Colorado e pelo jornal local Durango Herald, o caminhão em que estavam Kayce Griffin, seus pais, Klariza Tarango, de 24 anos, e Devante Griffin, de 25, capotou na manhã de sexta-feira. O veículo, no entanto, não era visível da estrada e só foi localizado no sábado, após um motorista que passava pela região perceber os destroços e acionar a polícia.
As autoridades informaram que o acidente envolveu apenas aquele veículo e acreditam que ele tenha ocorrido por volta das 6h da manhã de sexta-feira. Quando os socorristas chegaram ao local, Klariza e Devante já estavam mortos. A menina foi encontrada com ferimentos leves e levada a um hospital da região. Posteriormente, ela recebeu alta e ficou sob os cuidados do avô.
Tragédia e milagre
Em nota publicada nas redes sociais, o Corpo de Bombeiros de Upper Pine River classificou o episódio como “uma tragédia e um milagre” pela sobrevivência da criança. A corporação afirmou que a perda “pesa não apenas para as equipes de resgate, mas também para a família e para toda a comunidade”, além de manifestar condolências aos parentes das vítimas.
A legista do condado de La Plata, Jann Smith, informou ao Durango Herald que nenhum dos adultos usava cinto de segurança no momento do acidente. A Patrulha Rodoviária do Colorado afirmou ainda que excesso de velocidade e uso de substâncias ilícitas foram descartados como fatores contribuintes e que não há previsão de apresentação de acusações no caso. A causa exata do capotamento, porém, ainda segue sob investigação.
Após a tragédia, familiares criaram páginas no GoFundMe para arrecadar recursos destinados às despesas funerárias e aos custos médicos da criança. Lequette Reed, mãe de Devante, escreveu que a família está “devastada e arrasada” com a perda repentina. Segundo outra campanha de arrecadação, o casal também deixa uma segunda filha, Karenza, de dois anos. Um memorial com uma cruz foi instalado no local do acidente.
As autoridades japonesas confirmaram nesta sexta-feira a primeira morte causada por ataque de urso no país em 2026, enquanto a polícia investiga outros dois casos que também podem ter sido provocados pelos animais.
A vítima confirmada é uma mulher de 55 anos, que morreu em 21 de abril na província de Iwate, no norte do Japão, informou um funcionário do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo a imprensa local, a polícia apura ainda duas outras mortes suspeitas ligadas a ataques de urso, em meio ao aumento da presença desses animais em áreas próximas a centros urbanos.
Na quinta-feira, um corpo foi encontrado em outra área da província de Iwate. Já na terça-feira, outro cadáver foi localizado em uma floresta na província de Yamagata.
A polícia confirmou à AFP a morte de duas pessoas nesses episódios, mas afirmou que as causas ainda não foram oficialmente determinadas.
Escassez de alimento amplia risco
Especialistas apontam que a falta de alimento natural — especialmente bolotas, parte importante da dieta dos ursos — tem levado os animais, nos últimos anos, a avançar para áreas habitadas em busca de comida.
O fenômeno aumentou a preocupação das autoridades japonesas, sobretudo após a escalada de ataques fatais registrada recentemente.
Em 2025, o Japão enfrentou uma onda recorde de ataques de urso, com 13 mortes confirmadas — o maior número já registrado no país.

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