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Em meio a tensões internacionais recentes e a debates entre aliados ocidentais, o rei do Reino Unido deve usar um dos eventos mais tradicionais da monarquia britânica para refletir sobre o cenário global atual. Em um discurso previsto para o Dia da Commonwealth, comemorado anualmente na segunda segunda-feira de março (9 de março), o monarca deve destacar os desafios enfrentados por diferentes países e comunidades em um período marcado por crises e transformações rápidas.
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Segundo informações divulgadas pela Fox News, o Charles III deve mencionar “as crescentes pressões dos conflitos” em várias partes do mundo durante a cerimônia que será realizada na Abadia de Westminster. Em uma prévia do discurso, o rei afirma: “Unimo-nos neste Dia da Commonwealth num momento de grandes desafios e grandes possibilidades”.
No texto preparado para a ocasião, o monarca também destaca que “Em todo o mundo, comunidades e nações enfrentam as crescentes pressões de conflitos, mudanças climáticas e transformações rápidas. No entanto, é frequentemente em momentos de provação como esses que o espírito duradouro da Commonwealth se revela com mais clareza.”
O pronunciamento ocorre pouco mais de uma semana depois de ataques coordenados realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, operação da qual o Reino Unido decidiu não participar. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a decisão foi tomada com base nos interesses nacionais do país.
A postura britânica gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações recentes, o líder americano criticou a falta de apoio do governo britânico à operação militar. “Não estamos lidando com Winston Churchill”, disse Trump ao comentar a posição de Starmer.
O presidente também afirmou não estar satisfeito com a decisão de Londres de bloquear o uso de bases militares britânicas para ataques contra o Irã. “Aliás, eu também não estou satisfeito com o Reino Unido”, declarou.
Posteriormente, o Reino Unido autorizou o uso de bases na região apenas para ações defensivas contra possíveis retaliações iranianas. O governo britânico também mobilizou caças militares e planeja enviar um destróier e possivelmente um porta-aviões para reforçar a presença na área.
Trump também mencionou as Ilhas Chagos, território britânico localizado no Oceano Índico, ao criticar a decisão britânica. Segundo ele, teria sido mais conveniente utilizar as instalações da ilha durante a operação. “Teria sido muito mais conveniente pousar ali do que voar por muitas horas extras, então estamos muito surpresos”, afirmou.
Em outra declaração, o presidente disse que o Reino Unido tem sido “muito, muito pouco cooperativo com aquela ilha estúpida”, acrescentando em seguida: “É uma pena. Aquele país, o Reino Unido, e eu amo aquele país, eu o amo.”
No sábado, Trump voltou a criticar o governo britânico em uma publicação na rede social Truth Social. “O Reino Unido, nosso outrora Grande Aliado, talvez o maior de todos, está finalmente considerando seriamente o envio de dois porta-aviões para o Oriente Médio”, escreveu. Em seguida, afirmou: “Tudo bem, Primeiro-Ministro Starmer, não precisamos mais deles – mas nos lembraremos. Não precisamos de pessoas que se envolvem em guerras depois que já vencemos!”
Starmer defendeu sua posição durante um discurso no Parlamento britânico, reiterando que o país não participou da ofensiva inicial. “Não esteve envolvido nos ataques iniciais contra o Irã e não participará de nenhuma ação ofensiva agora”, disse o primeiro-ministro. Ele acrescentou: “Mas, diante da saraivada de mísseis e drones do Irã, protegeremos nosso povo na região.”
Ainda no pronunciamento, Starmer afirmou que respeita a discordância do presidente americano, mas manteve sua decisão. “O presidente Trump expressou sua discordância com nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional da Grã-Bretanha. Foi o que fiz e mantenho minha decisão.”
O discurso do rei ocorrerá durante a celebração anual do Dia da Commonwealth, que reúne representantes dos 56 países que integram a comunidade, formada em grande parte por antigas colônias do Império Britânico. A cerimônia na Abadia de Westminster também marcará uma das maiores reuniões da família real desde a prisão do Prince Andrew, ocorrida em 19 de fevereiro.
Na conclusão da prévia divulgada, o monarca afirma: “Trabalhando juntos, podemos garantir que a Commonwealth continue sendo uma força para o bem — alicerçada na comunidade, comprometida com o tipo de sustentabilidade restauradora que traz retorno sobre o investimento, enriquecida pela cultura, firme no cuidado com o nosso planeta e unida na amizade e no serviço ao seu povo.”

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A crise alimentar no Sudão corre o risco de se transformar em uma “tragédia ainda mais grave” sem uma rápida intervenção internacional, alertou a ONU nesta sexta-feira. Segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 20 milhões de pessoas — mais de 40% da população — sofrem fome aguda. A guerra no país, que desde abril de 2023 opõe o Exército às paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR), provocou, segundo a organização, a maior crise alimentar do mundo.
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Em um comunicado conjunto, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimaram que cerca de 19,5 milhões de pessoas enfrentam atualmente um nível crítico de fome no país africano.
Estes números procedem do último relatório publicado na quinta-feira pela Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (CIF), organismo da ONU com sede em Roma que avalia a fome e a desnutrição no mundo. Cindy McCain, diretora do PMA, pediu uma ação internacional urgente para “impedir que esta crise se transforme em uma tragédia ainda mais grave” e destacou que “a fome e a desnutrição ameaçam milhões de vidas”.
Quatorze zonas das regiões sudanesas de Darfur do Norte, Darfur do Sul e Cordofão do Sul estão ameaçadas pela fome extrema, enquanto cerca de 135.000 pessoas já sofrem níveis “catastróficos” de fome. Esta avaliação se baseia em “um cenário pessimista, mas plausível”, que contempla uma intensificação dos combates e novas restrições ao acesso humanitário e à circulação de bens e pessoas.
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O número atual de 19,5 milhões de pessoas afetadas pela fome aguda é ligeiramente inferior à estimativa de outubro do ano passado, que superava 21 milhões, quando a fome extrema foi confirmada em El Fasher (oeste) e Kadugli (sul).
A CIF estima que 825.000 crianças menores de cinco anos sofrerão desnutrição aguda severa em 2026, o que representa um aumento de 7% em relação a 2025. As crianças “chegam a centros já exauridas, fracas demais para chorar”, descreveu Catherine Russell, que advertiu que “mais crianças morrerão” se medidas rápidas não forem adotadas.
Agências militares e de inteligência dos Estados Unidos aumentaram, nas últimas semanas, os voos de vigilância ao redor de Cuba, com aeronaves-espiãs e drones, em um momento em que a ilha enfrenta uma crise severa no sistema elétrico. Segundo funcionários americanos, a intensificação da operação de reconhecimento deve ser parte de um reforço militar mais amplo no Caribe nas próximas semanas. Para especialistas, a iniciativa — visível ao público — busca enviar uma mensagem direta às autoridades cubanas: estamos observando vocês.
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De acordo com um funcionário militar americano, os voos de vigilância foram planejados para fornecer aos líderes políticos e militares dos EUA uma compreensão mais ampla da situação em Cuba em um momento considerado crítico.
Há semanas, entusiastas da aviação vêm compartilhando nas redes sociais registros de aeronaves de reconhecimento identificadas em sites públicos de rastreamento enquanto se aproximam de Cuba. Entre elas estão o avião de patrulha marítima P-8, o RC-135 Rivet Joint, usado para interceptação de sinais, e o drone de alta altitude MQ-4, cujos voos aumentaram em frequência desde fevereiro, muitas vezes próximos à costa da ilha.
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A CNN, que revelou o aumento das missões, analisou dados do FlightRadar24 e identificou ao menos 25 voos realizados pela Marinha e pela Força Aérea com aeronaves tripuladas e drones desde o início de fevereiro. A maioria ocorreu nas proximidades das duas maiores cidades do país, Havana, a capital, e Santiago de Cuba, no sudeste.
Dados de rastreamento de voos geralmente não captam drones de agências de espionagem, o que torna desconhecido o número real de missões.
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Especialistas destacam que os EUA historicamente realizam poucos voos de vigilância próximos a Cuba, apesar de décadas de relações tensas entre os dois países, o que torna o aumento recente significativo. Procurados, o Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações militares na região, e o governo cubano não responderam aos pedidos de posicionamento.
O presidente americano, Donald Trump, deixou claro que pretende derrubar o governo cubano, afirmando que fará “o que quiser” em relação ao país. Em discurso recente na Flórida, declarou que os EUA assumiriam o controle “quase imediatamente” e, em outras ocasiões, voltou a alertar que Cuba seria “o próximo” alvo.
Segundo um funcionário militar, ao contrário do que ocorreu antes da operação dos EUA que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os voos atuais não indicam uma ação militar iminente. Para ele, o objetivo é reforçar a pressão política e econômica sobre o governo cubano.
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Em meio ao aumento das tensões, o governo Trump interrompeu o envio de petróleo à ilha, aprofundando a crise energética e econômica. Os dois países mantêm negociações reservadas, mas sem avanços, segundo Havana.
Especialistas afirmam que as missões podem interceptar comunicações do governo cubano e monitorar movimentações militares. O governo de Cuba diz estar preparado para defender sua soberania.
Mas esse tipo de missão costuma ser sigiloso. O uso de aeronaves visíveis ao público indica que Washington busca intimidar autoridades cubanas e sugerir a possibilidade de ação militar, dizem analistas.
— Podemos operar completamente no escuro — diz José Adán Gutiérrez, comandante aposentado da Marinha dos EUA especializado em inteligência. — Quando nos preparamos para operações, não ligamos o radar para anunciar nossa chegada. O fato de esses voos serem deliberadamente públicos indica que há uma mensagem.
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O governo venezuelano denunciou voos de inteligência semelhantes nas semanas que antecederam a entrada de forças militares americanas na capital do país e a captura de seu presidente.
Gutiérrez e outros especialistas afirmam que a mensagem provavelmente não se destina apenas a Cuba, mas também a aliados como Rússia e China. Segundo ele, os voos não significam necessariamente que os EUA estejam se preparando para invadir Cuba, mas indicam que autoridades estão atualizando planos de contingência caso Trump decida agir.
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Renee Novakoff, ex-oficial de inteligência dos EUA, afirma que os voos indicam que autoridades podem estar se preparando para tomar decisões estratégicas.
— Normalmente não fazemos muitas coisas como o que estão fazendo agora — explica Novakoff, que se aposentou há três anos como vice-diretora de inteligência de Defesa e atualmente é pesquisadora na Universidade Internacional da Flórida. — Por esse motivo, isso é algo relevante.
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Chris Simmons, ex-oficial de contrainteligência da Agência de Inteligência de Defesa para Cuba, diz que o governo americano não precisaria ir tão longe para espionar um país com tão poucos recursos navais capazes de resistir a uma incursão. Para ele, isso dá às missões uma aparência de demonstração de força.
— Vejo isso mais como uma demonstração de força do que qualquer outra coisa — afirma Simmons, acrescentando, no entanto, que Trump costuma cumprir suas ameaças.
Nas últimas semanas, autoridades cubanas criticaram o reforço militar dos EUA, classificando-o como parte de uma campanha criminosa contra o país.
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“O esforço visível para normalizar a ameaça de agressão militar dos EUA contra Cuba faz parte de uma estratégia de comunicação friamente calculada”, destacou Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, em publicação na rede X. “Faz parte do crime, e aqueles que participarem dele serão cúmplices de um eventual banho de sangue.”
No início do governo Trump no ano passado, a CIA intensificou voos de drones sobre o México, ajudando a rastrear laboratórios de fentanil e líderes de cartéis. Um drone de vigilância foi usado para localizar Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração.
A CIA também realizou voos sobre a Venezuela e utilizou um drone para realizar um ataque aéreo contra um cais onde drogas estariam sendo carregadas em embarcações.
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Enquanto aviões militares operam em águas internacionais, agências de inteligência não estão sujeitas às mesmas restrições ao coletar informações. Ainda assim, dada a geografia de Cuba, talvez nem fosse necessário sobrevoar diretamente o país.
Brian Latell, ex-analista da CIA especializado em Cuba, diz não se lembrar de um volume tão grande de voos de reconhecimento nem mesmo durante a Guerra Fria. Para ele, o governo dos EUA também pode estar tentando identificar possíveis locais para uma eventual operação de desembarque.
— O principal objetivo é a coleta de inteligência. Mas, provavelmente, também há um elemento de provocação, para mantê-los sob pressão — ressalta Latell.
Um spaniel francês chamado Lazare, apontado como possível “cachorro mais velho do mundo”, morreu aos 30 anos na quinta-feira (14), segundo informou sua tutora, Ophélie Boudol, nesta sexta-feira (15). O caso chamou atenção internacional pela longevidade do animal, que vivia na França e havia recentemente sido inscrito para avaliação do Guinness World Records, segundo veículos internacionais. A expectativa de vida para esta raça é de 15 anos.
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Após o anúncio da morte de Lazare, a AFP entrou em contato com o Guinness World Records para confirmar a candidatura e se o pequeno animal conseguiu o título. Até o momento, a agência de notícias não teve retorno da marca global.
De acordo com Anne-Sophie Moyon, funcionária de um abrigo de cães, Lazare nasceu em 4 de dezembro de 1995 e era um “spaniel toy” francês com orelhas erguidas semelhantes a asas de borboleta. O cachorro viveu a maior parte da vida com a mesma dona, até que ela morreu. Depois disso, foi acolhido no abrigo Annecy Marlioz Spa, nos Alpes Franceses, lembra o The Telegraph.
Foi nesse abrigo que Lazare acabou sendo adotado por Ophélie Boudol, de 29 anos. Inicialmente, ela buscava um animal de estimação para a mãe, mas decidiu integrar o pequeno cão à própria família.
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Mesmo bastante debilitado pela idade, com 30 anos e cinco meses, Lazare ainda demonstrava uma personalidade considerada cativante por sua tutora. Em entrevista à AFP no início desta semana, Ophélie Boudol afirmou que o cachorro mantinha uma presença “encantadoramente vívida”. O pequeno cão usava fraldas, não conseguia ouvir ou enxergar e dormia quase o dia inteiro.
“Era nosso pequeno bebê vovô”, escreveu Boudol em uma publicação de despedida no Instagram. “Você escolheu fazer seu último voo em meus braços na noite de 14 de maio, para se reunir com sua tutora, que te amava tanto”, disse.
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A responsável pelo abrigo afirmou que ela e seus colegas passaram a acreditar que Lazare poderia ser o cachorro mais velho do mundo depois de verificarem sua data de nascimento em dois registros diferentes. A documentação para tentar oficializar o recorde foi enviada ao Guinness World Records pouco antes da morte do animal, embora a organização ainda não tivesse confirmado oficialmente o reconhecimento até esta sexta-feira.
Anne-Sophie Moyon disse que a inscrição para tentar tal reconhecimento começou como uma espécie de brincadeira entre eles. Lazare morava atualmente com Ophélie Boudol em Villy-le-Pelloux, sudoeste da França.
O atual debate sobre longevidade canina ganhou força após o caso de Bobi, um mastim português que havia sido reconhecido pelo Guinness como o cão mais velho da história ao morrer em 2023, supostamente aos 31 anos. Contudo, em 2024, uma revisão concluiu que não existiam provas suficientes para comprovar a idade atribuída ao animal.
Nesta semana, a atenção do mundo estava voltada para a química entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em um encontro de alta tensão na China. Mas, nas redes sociais chinesas, o maior destaque foi um encontro constrangedor entre outros dois homens: Elon Musk e seu rival, o bilionário chinês Lei Jun.
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Uma interação breve e tensa entre Musk, há muito tempo um ídolo da tecnologia na China, e Lei, um dos empresários mais proeminentes do país, viralizou com o público transformando poucos segundos de vídeo em um drama pessoal entre dois rivais dos negócios.
Selfie de Elon Musk com bilionário chinês viraliza nas redes sociais da China
Musk estava em Pequim com a delegação de líderes empresariais que acompanhou Trump no Air Force One. Na quinta-feira, ele se juntou a autoridades americanas chinesas em um banquete no Grande Salão do Povo, onde permaneceu sentado sozinho enquanto uma série de executivos se revezava para tirar fotos em um assento vazio ao seu lado.
Ele já fazia caretas e soltava suspiros visíveis quando Lei, o bilionário fundador da Xiaomi, uma das maiores empresas de eletrônicos da China, se aproximou e fez um gesto pedindo uma selfie. Musk fez algumas expressões faciais, lançou um olhar de indiferença e depois exagerou na pose para a câmera antes de voltar ao celular e fingir estar ocupado.
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O vídeo, de apenas alguns segundos, viralizou quase imediatamente. Musk chegou a republicá-lo no X, a plataforma de mídia social que comprou em 2022 e que é proibida na China, onde o governo controla rigidamente a informação. Alguns usuários criticaram Lei por incomodar Musk, outros disseram que ele havia “passado vergonha” ao parecer bajulador, enquanto outros saíram em sua defesa.
Até a tarde desta sexta-feira, a hashtag #leijunelonmuskselfie acumulava 75 milhões de visualizações no Weibo, uma rede social chinesa.
— É como um macaco subindo numa árvore — escreveu Liujishou, influenciador do Weibo com 13 milhões de seguidores, retratando o pedido de Lei como um ato oportunista.
Selfie de trilhões
Musk é amplamente creditado por impulsionar a concorrência acirrada na indústria chinesa de veículos elétricos. Sua empresa, Tesla, produz metade de seus carros na China, mas os concorrentes locais estão alcançando a companhia rapidamente.
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A Xiaomi é um deles. A empresa de Lei começou vendendo produtos domésticos e smartphones baratos antes de entrar no mercado de veículos elétricos nos últimos anos. Em abril, o modelo SU7 da Xiaomi superou o Model Y da Tesla e se tornou o segundo carro mais vendido da China, segundo a Dcar, plataforma de informações e comércio automotivo.
A internet não perdeu tempo em gerar imagens de inteligência artificial da selfie sob todos os ângulos: uma trocava os rostos dos dois homens, deixando Musk sorrindo e Lei com expressão entediada; outra, fotografada por trás, mostrava os dois olhando para o celular de Lei enquanto ele exibia rankings de vendas de veículos elétricos.
Nem todos consideraram justa a enxurrada de críticas a Lei. Li Ji, outro influenciador conhecido nas redes sociais chinesas, escreveu que Lei não precisava idolatrar ninguém.
— Num banquete de Estado desse nível, ele precisava provar alguma coisa — questionou.
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Selfies com Musk, observou ele, já eram rotina para Lei, que havia posado ao lado do empresário em 2013, durante uma visita a uma fábrica da Tesla nos Estados Unidos. “Elon Musk faz coisas incrivelmente legais”, escreveu Lei após a visita em 2013 e ainda descreveu o empresário como “tão impressionante que quase desafia o senso comum.”
Tirar a foto, acrescentou Li Ji, foi uma jogada inteligente para “pegar carona na fama de um dos maiores influenciadores globais” em um momento em que o mundo inteiro estava assistindo.
Agenda dos Estados Unidos na China
O encontro dos empresários ocorreu durante a visita de Donald Trump à China, em meio a um cenário de instabilidade entre os dois países. Foram dois dias de reuniões com Xi Jinping, em conversas que envolveram temas como negócios em agricultura, aviação e inteligência artificial, além de questões geopolíticas como a guerra no Oriente Médio e Taiwan.
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Autoridades americanas mencionaram acordos comerciais como um compromisso para a compra de 200 aviões da Boeing pela China e a criação de um conselho para supervisionar a redução das tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias. Pelo lado chinês, os comentários foram mais brandos, com Xi fazendo deferências a Trump, chamando a visita de “histórica” e que as partes estabeleceram “uma nova relação bilateral” para uma “relação de estabilidade estratégica construtiva”.
Apesar disso, tópicos centrais ficaram sem uma resposta definitiva. No caminho de volta para os EUA, Trump disse a repórteres a bordo do avião presidencial que tinha “conversado bastante” sobre Taiwan com Xi, mas não se referiu a nenhum acerto entre ambos para o futuro da ilha.
Antes da cúpula, Trump havia dito que discutiria com Xi a venda de armas americanas para Taiwan, declarações que se afastaram da postura histórica de Washington de não consultar Pequim sobre o assunto. Na volta para casa, o presidente disse que tomaria uma decisão “em um período relativamente curto de tempo”.
Em uma entrevista à rede americana NBC na véspera, o secretário de Estado Marco Rubio declarou que “a política dos EUA sobre a questão de Taiwan não mudou”, descrevendo que essa foi a mensagem passada durante os encontros, que não foram interrompidos para aprofundar a questão. Taipé agradeceu a Washington nesta sexta-feira “por expressar repetidamente seu apoio”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira que suas tropas controlam 60% da Faixa de Gaza, o que sugere que avançaram para uma zona do território palestino mais ampla do que previsto no plano de cessar-fogo de outubro. A Faixa de Gaza permanece mergulhada em violência, e os esforços para pôr fim à guerra parecem ter estagnado.
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— Houve quem dissesse: vão embora, vão embora! Não fomos. Hoje controlamos 60%; amanhã veremos — declarou Netanyahu em uma cerimônia por ocasião do Dia de Jerusalém.
Segundo os termos do cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos entre Israel e o grupo palestino Hamas, em vigor desde outubro, as forças israelenses deveriam retirar-se até uma chamada “Linha Amarela” em Gaza, o que deixava sob seu controle mais de 50% do território palestino.
No entanto, vários meios de comunicação noticiaram recentemente o avanço das tropas em direção a uma nova “Linha Laranja”. As declarações de Netanyahu parecem corroborar essa informação.
Em meio às tratativas políticas, fontes palestinas e organizações internacionais denunciam agressões reiteradas ao enclave, enquanto militares israelenses estabelecem novas bases e alteram a realidade no terreno — o que ativistas temem ser o indício de uma ocupação permanente.
Análises divulgadas em janeiro a partir de imagens de satélite apontam violações territoriais, tanto observando a localização dos blocos de concreto posicionados por Israel para servir como uma demarcação física da linha, quanto por meio da análise de zonas destruídas desde o cessar-fogo.
Uma das análises, realizada pela iniciativa BBC Verify, da rede britânica, indica que o Exército israelense posicionou um total de 16 blocos de concreto para demarcar a linha e posteriormente voltaram para alterar as posições em Beit Lahia, Jabalyia e al-Tuffah. A análise ainda aponta que cada bloco foi movido em média 300 metros para o interior da faixa.
Em outra averiguação, feita pelo jornal israelense Haaretz, com base em imagens do PlanetLab, observou-se a destruição de infraestrutura em áreas dentro e fora dos limites da linha amarela. As imagens mostram que tanto em Jabalyia quanto no bairro de Shujaiyeh, na Cidade de Gaza, áreas dentro e fora da área de atuação foram atingidas.
Cessar-fogo não interrompe mudanças no terreno
Arte/O GLOBO
Em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela publicação israelense, as Forças Armadas de Israel (FDI, na sigla em inglês) disseram seguir o formato estabelecido pelo cessar-fogo e que as operações realizadas na Faixa de Gaza desde então respondem a ações de organizações que classificam como terroristas em Gaza, a quem culparam por “violar repetidamente” o acordo. Não houve menção à mudança de posição dos blocos de concreto ou sobre a destruição de construções dentro e fora da linha amarela. À BBC, as FDI rejeitaram as alegações de que estariam alterando a linha e que “atuavam de acordo com as condições no terreno e a avaliação operacional atualizada”.
A primeira fase da trégua permitiu a libertação dos últimos reféns capturados nos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 em solo israelense, que desencadearam a guerra em Gaza, em troca de palestinos detidos por Israel.
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A segunda fase inclui o desarmamento do Hamas e a retirada gradual do Exército israelense da Faixa de Gaza. Segundo a imprensa israelense, se o Hamas se recusar a desarmar-se, os militares podem retomar os combates.
Netanyahu tem insinuado repetidamente que Israel concluirá o trabalho se o movimento islâmico palestino não se desarmar. Mais de 850 palestinos foram mortos desde o início do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. A ONU considera esses números confiáveis. Durante o mesmo período, o Exército israelense relatou a morte de cinco soldados em Gaza.
(Com AFP)
Uma investigação internacional identificou 13 vítimas de ataques realizados pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico oriental, em uma operação que já deixou 194 mortos, segundo informações do jornal britânico Guardian. Até então, apenas três nomes haviam sido revelados — todos após ações judiciais movidas por familiares contra a Casa Branca. O levantamento, conduzido ao longo de cinco meses por um grupo de 20 jornalistas liderados pelo Centro Latino-Americano de Investigação Jornalística (CLIP), aponta que parte dos mortos não apresentava indícios claros de envolvimento com o narcotráfico.
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Segundo o relatório, todas as vítimas identificadas até agora eram oriundas de comunidades extremamente pobres da América Latina e do Caribe, incluindo pessoas que, mesmo quando envolvidas no transporte de drogas, recorriam à atividade como forma de sobrevivência.
Os ataques começaram durante o reforço da presença militar dos EUA na região, no ano passado, em meio à escalada de tensões com a Venezuela. Desde então, o governo do presidente Donald Trump sustenta que as ações têm como alvo “narco-terroristas” responsáveis por levar drogas ao território americano.
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Para María Teresa Ronderos, diretora e cofundadora do CLIP, a realidade encontrada pela investigação é diferente.
— O que estamos vendo são jovens em condições extremamente precárias, fazendo qualquer trabalho possível para sustentar suas famílias, sendo alvos — diz. — Os EUA não estão derrubando nenhum Pablo Escobar ou Joaquín “El Chapo” Guzmán.
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Além de mapear as vítimas, a investigação reforça avaliações já feitas por analistas de segurança: as operações não reduziram o fluxo de drogas para os EUA e, em contrapartida, agravaram a vulnerabilidade de comunidades já afetadas pelo crime organizado e pela ausência do Estado.
Em algumas regiões, o impacto foi imediato. Segundo Ronderos, pescadores chegaram a interromper suas atividades por semanas por medo de novos bombardeios, o que comprometeu a subsistência local.
— Se não pescam, as pessoas passam fome — afirma.
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O trabalho também destacou a dificuldade em obter informações. De acordo com a jornalista, familiares, autoridades locais e até promotores evitam falar por receio de represálias ou de prejudicar relações com os EUA.
Entre os 16 mortos agora identificados — incluindo três já conhecidos anteriormente — há oito venezuelanos, três colombianos, dois equatorianos, dois cidadãos de Trinidad e Tobago e um de Santa Lúcia.
Os venezuelanos são Juan Carlos Fuentes, 43; Luis Ramón Amundarain, 36; Eduard Hidalgo, 46; Dushak Milovcic, 24; e Robert Sánchez, Jesús Carreño, Eduardo Jaime e Luis Alí Martínez, com idades desconhecidas. Também foram identificados os colombianos Alejandro Andrés Carranza Medina, 42, Ronald Arregocés e Adrián Lubo, com idades desconhecidas; os equatorianos Pedro Ramón Holguín Holguín, 40, e Carlos Manuel Rodríguez Solórzano, 34; os trinitários Chad Joseph, 26, e Rishi Samaroo, de idade desconhecida; e o cidadão de Santa Lúcia Ricky Joseph, também de idade desconhecida.
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Dois dos casos detalhados pela investigação são os dos venezuelanos Amundarain e Fuentes. Motoristas da cidade de Güiria, eles viajaram até Trinidad e Tobago após promessa de emprego em um lava-jato. Dias depois, aceitaram trabalhar em uma pequena embarcação. O barco foi atingido por um ataque em 3 de outubro.
Familiares afirmam que eles não tinham envolvimento com o tráfico, embora o relatório indique que há indícios de que poderiam participar de uma operação de transporte de carga ilícita. Ainda assim, o trajeto da embarcação levantou dúvidas, já que rotas do tráfico costumam seguir da América do Sul para o norte — e não o contrário.
Em outros casos, as vítimas eram pescadores sem qualquer ligação aparente com o narcotráfico. Há também ações judiciais em curso contra o governo americano movidas por familiares.
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Mesmo após oito meses de operações, os EUA não apresentaram provas públicas de que os 194 mortos estivessem envolvidos com o transporte de drogas.
Em nota, o Comando Sul dos EUA afirmou que os ataques são “deliberados, legais e precisos”, direcionados a “narco-terroristas e seus facilitadores”, e disse confiar nas informações de inteligência utilizadas nas operações.
Para Ronderos, no entanto, a questão vai além do perfil das vítimas.
— Ainda que todos estivessem transportando drogas, não existe pena de morte para esse crime — ressalta. — Eles foram mortos sem qualquer chance de defesa.
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A avaliação é compartilhada por Brian Finucane, conselheiro do International Crisis Group e ex-advogado do Departamento de Estado dos EUA. Para ele, a operação não configura uma política efetiva de combate às drogas.
— Isso tem, em parte, um caráter de espetáculo militar, para passar a impressão de uma ação dura contra o narcotráfico — diz.
Organizações internacionais e a ONU classificam os ataques como execuções extrajudiciais. Ainda assim, as operações continuam.
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Finucane alerta para o risco de normalização das mortes, que podem passar a ser vistas como “ruído de fundo” diante de outros conflitos envolvendo os EUA, como a guerra em curso com o Irã.
Enquanto isso, segundo Ronderos, o impacto recai diretamente sobre as famílias das vítimas.
— Independentemente do que esses homens faziam, havia crianças que dependiam deles para comer — afirma. — E essas famílias já viviam em condições extremamente precárias.
A polícia da República Tcheca anunciou nesta sexta-feira a recuperação do crânio da santa Zdislava de Lemberk, roubado dias antes de uma basílica no norte do país. Um suspeito foi preso e confessou o crime, segundo as autoridades.
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De acordo com a investigação, o homem retirou na terça-feira o crânio de um relicário de vidro da basílica de São Lourenço e Santa Zdislava, localizada na cidade de Jablonné v Podještědí.
Segundo a polícia, o suspeito pretendia enterrar a relíquia em um rio após cobri-la com concreto.
Zdislava de Lemberk, que viveu entre aproximadamente 1220 e 1252, era uma aristocrata conhecida por obras de caridade e atos de misericórdia. Ela foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 1995.
— A relíquia era objeto de veneração por parte dos peregrinos que iam a Jablonné, onde Zdislava viveu e trabalhou há mais de 750 anos — afirmou o arcebispo de Praga, Stanislav Přibyl.
Suspeito aproveitou momento em que alarme estava desligado
O chefe da polícia local, Petr Rajt, afirmou que o suspeito foi detido na quinta-feira em Mladá Boleslav, na região central da República Tcheca, após uma investigação conduzida pelas autoridades.
Segundo Rajt, o homem discordava da exposição da relíquia em uma capela lateral da basílica e aproveitou um momento em que o sistema de alarme estava desligado para cometer o furto e fugir.
Quando a polícia encontrou o crânio, a peça já havia sido coberta com concreto. De acordo com as autoridades, a relíquia precisará passar por um processo de restauração.
Donald Trump deixou a China nesta sexta depois de uma visita que durou menos de 48 horas e, pelo visto, produziu resultados muito abaixo das expectativas criadas pelo próprio presidente dos Estados Unidos nos meses que a antecederam. No lado positivo, foi mantida a frágil trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, e a viagem parece ter pavimentado o caminho para estabilizar as relações. Se um dos lados pode ser considerado vitorioso é a China, que tinha esses desfechos como metas.
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Sem ter obtido dos chineses grandes acordos comerciais nem compromissos políticos relevantes, a impressão é de que Trump sai de Pequim menor do que chegou. Depois de ter sido obrigado a recuar em sua ofensiva tarifária no ano passado, ao reconhecer que o domínio da produção de minerais críticos permitia a Pequim desferir um contra-ataque letal, Trump viu seu principal instrumento de pressão murchar. Pior, empacado num impasse na guerra com o Irã, fortaleceu ainda mais a posição da China na negociação.
Prevista inicialmente para o mês de abril, a visita foi adiada sob o argumento de Trump de que não poderia viajar à China por causa da guerra. Mas a guerra não acabou, e ele decidiu vir assim mesmo, algo considerado um erro por muitos analistas. Sua ideia, especulou-se, era que a imagem de estadista numa viagem internacional importante lhe renderia pontos políticos, para reverter o descrédito e os índices de desaprovação recorde nos EUA. Acertou quem achou que sua fragilidade prevaleceria.
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Durante a visita, o contraste entre posturas chamou a atenção. Trump cobriu de elogios o presidente chinês, Xi Jinping, chamando-o várias vezes de “grande líder”. Em partes da visita, Trump parecia mais um turista deslumbrado do que o presidente da maior potência do planeta. Embora cordial, Xi foi direto ao ponto, para marcar posição. Endureceu o tom sobre Taiwan. Logo em seu pronunciamento inicial, repetiu uma frase que tem sido constante nos seus discursos, sobre a “transformação” que o mundo não vivia há um século.
É um referência geralmente associada à transição do centro de gravidade político e econômico mundial que estaria ocorrendo, do Ocidente para o Oriente. Diante de Trump, porém, ele adicionou um detalhe que tornou mais significativa e urgente essa visão, ao dizer que a transformação “está se acelerando”. Em seguida, Xi alertou para os riscos de conflito em transições desse tipo ao longo da história, e Trump mordeu a isca. Em vez de negar o suposto declínio americano, preferiu confirmá-la, só para poder culpar o antecessor, Joe Biden.
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“O negócio de Trump são os negócios”, me disse, poucos dias antes da chegada do presidente americano a Pequim, um respeitado analista chinês, sugerindo que o sucesso da visita seria medido em dólares. A julgar pelo que foi anunciado, o balanço foi magro. Na quinta, Trump disse à rede de TV Fox que a China havia se comprometido a comprar 200 aviões da Boeing, mas não houve confirmação do lado chinês.
Sentado ao lado de Xi nesta sexta, no complexo governamental de Zhongnanhai, Trump considerou a visita um sucesso e contou que foram fechados “acordos comerciais fantásticos”. Além do suposto negócio com a Boeing, a imprensa americana citou fontes de Washington para relatar um acordo agrícola que chegaria a US$ 10 bilhões. Mas, de novo, não houve confirmação do lado chinês — que, é preciso dizer, não costuma se pautar pela transparência.
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Como já aconteceu em outros contatos entre os dois presidentes, os relatos oficiais apresentaram diferenças de tom e omissões sintomáticas. Na versão americana, não há menção a Taiwan, o tema mais importante para os chineses. Xi foi duro ao alertar que a questão pode resultar em conflito. Abordado sobre o assunto na quinta, Trump fingiu ignorar a pergunta de um repórter. Já no relato oficial chinês, o Irã não aparece, embora Trump tenha afirmado que os dois países têm visões parecidas sobre o conflito. Os próximos dias talvez revelem se Trump conseguiu convencer Xi a ter um papel mais ativo para pressionar o Irã a não bloquear o Estreito de Ormuz.
Nas entrelinhas, quem acompanha a política chinesa chamou a atenção para o motivo principal pelo qual os chineses consideram histórica essa visita. No comunicado oficial e no pronunciamento de Xi Jinping, o termo usado para resumir a visita tem o timbre típico da diplomacia chinesa: “relação construtiva de estabilidade estratégica entre China e Estados Unidos”. Ou seja, de igual para igual. A fragilidade política de Trump e a urgência em fechar acordos para apresentar resultados criou oportunidades estratégicas para a China, que, ao contrário do presidente americano, não precisa se preocupar com ciclos eleitorais.
Yaqi Li, analista da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam, de Cingapura, resumiu bem a discrepância: “Enquanto Trump buscou fechar negócios, Pequim se preparou para redefinir as relações China-EUA.”
Um jovem de 20 anos morreu após cair do topo de uma torre de telefonia celular de aproximadamente 45 metros de altura, poucas horas antes de completar 21 anos, na Inglaterra. O caso aconteceu na noite de domingo (10), em Black Dyke, na localidade de Newton-In-The-Isle, na Inglaterra, segundo informações publicadas pelo jornal EDP.
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Oskar Bialon estava no local, conhecido como “Torre Newton”, acompanhado de dois amigos, enquanto planejavam como comemorariam seu aniversário no dia seguinte. De acordo com relatos, ele subiu até o topo do mastro, mas acabou escorregando por causa das condições climáticas adversas e caiu de uma altura de cerca de 150 pés, equivalente a aproximadamente 45 metros.
Equipes de emergência, incluindo uma ambulância aérea, foram acionadas por volta das 23h e chegaram rapidamente ao local, mas o jovem, cidadão polonês, foi declarado morto ainda na cena do acidente. A torre é considerada um ponto popular entre jovens da região e já teria sido escalada diversas vezes anteriormente.
Homenagens e campanha para o funeral
Abalados pela perda, familiares e amigos prestaram homenagens nas redes sociais e organizaram uma campanha de arrecadação para custear o funeral e ajudar a família. A companheira de Oskar, Ruby Ashton, descreveu o relacionamento dos dois e lamentou a morte precoce.
— Estávamos namorando há um ano e tínhamos toda a vida pela frente. Tudo o que ele fazia era me fazer rir todos os dias e me fazer sentir que minha vida valia muito a pena ser vivida — disse.
— Ele era mais feliz na companhia de seus amigos e familiares, e será sempre lembrado por nós. Eu te amo Oskar, para sempre em meu coração, jamais esquecido — completou.
Os amigos Leo e Bill também afirmaram que Oskar era um “bom amigo que sempre os fazia sorrir” e destacaram que ele estava sempre presente quando alguém precisava de ajuda. Outro amigo, identificado como JK, afirmou que, durante os anos em que cresceram juntos, Oskar demonstrava “o maior potencial para se tornar alguém grandioso”.
Uma página no GoFundMe foi criada por Lucas Harvey, amigo próximo da vítima, para arrecadar recursos e garantir “a melhor despedida possível”. Segundo o texto da campanha, Oskar não tinha familiares por perto, e a mãe havia se mudado recentemente para a região, com pouco apoio e sem condições financeiras para arcar com os custos.
— Nosso objetivo é cobrir os custos para trazê-lo de volta para sua família, ou organizar tudo aqui, se a mãe dele preferir. Queremos garantir que ele seja homenageado adequadamente — escreveu Lucas.
Até o momento, a campanha havia arrecadado 806 libras, cerca de R$ 6 mil, de uma meta de 3.500 libras. Na mensagem final, amigos resumiram o sentimento de despedida: “Descanse em paz, Oskar — para sempre com 21 anos, para sempre amado, jamais esquecido.”
O governo dos Estados Unidos quer indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, em meio à crescente pressão de Washington sobre o governo comunista da ilha, informou a imprensa americana. O canal CBS News, que citou funcionários do governo americano que acompanham o tema, informou que a possível acusação se concentraria na derrubada, em 1996, de dois aviões civis pilotados por opositores ao regime castrista. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de comentários da AFP.
Uma acusação contra Castro, irmão do falecido líder cubano Fidel Castro, representaria uma guinada inesperada na crise cada vez mais profunda nas relações entre Estados Unidos e Cuba. O país sofre constantes cortes de energia elétrica provocados pelo bloqueio de combustível imposto pelo governo de Donald Trump. O presidente americano afirmou em diversas ocasiões que deseja derrubar o governo comunista em Cuba.
Raúl Castro, que sucedeu ao irmão como presidente, supervisionou a histórica retomada de relações com os Estados Unidos em 2015, durante o governo de Barack Obama, que Trump revogou durante seu primeiro mandato. Em plena crise bilateral, o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou na quinta-feira a Havana para uma reunião excepcional com funcionários de alto escalão do governo cubano, segundo as autoridades da ilha. As autoridades afirmaram que o encontro deve ajudar o diálogo político entre as partes.

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