A Coreia do Sul afirmou, neste domingo (15), que “avalia de perto” o pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para que países enviassem navios de guerra ao Estreito de Ormuz a fim de garantir a segurança da rota marítima, vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, na prática hoje sob bloqueio imposto pelo Irã.
Contexto: Trump diz que EUA atacaram ‘todos os alvos militares’ na ilha de Kharg, responsável por 90% da exportação de petróleo bruto do Irã
Após ataques na Ilha de Kharg: Irã ameaça terminais petrolíferos nos Emirados Árabes Unidos
— Seguimos as declarações do presidente Trump nas redes sociais e examinaremos o tema com cuidado, em estreita consulta com os Estados Unidos— disse uma fonte em um alto cargo da presidência sul-coreana à AFP.’
No sábado (14), Trump pediu que China, França, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e “outros países” enviem navios de guerra, “em conjunto com Washington”, para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Em um publicação na sua plataforma, a Truth Social, o presidente americano assegurou que “de um jeito ou de outro, em breve teremos o Estreito de Ormuz aberto, seguro e livre”.
Com os altos preços da gasolina prejudicando sua popularidade em ano eleitoral nos EUA, quando o Congresso está em jogo, o republicano escreveu que Washington pode começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, mesmo com a guerra em curso. Até então, nenhum país havia respondido ao apelo de Trump.
“Muitos países, especialmente aqueles que são afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra, em conjunto com os Estados Unidos, para manter o Estreito aberto e seguro”, escreveu o presidente. “Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, o Reino Unido e outros, que são afetados por essa restrição artificial, enviem navios para a área para que o Estreito de Ormuz não seja mais uma ameaça por parte de uma nação que foi totalmente decapitada”, acrescentou.
Em rede social, Trump faz apelo para que outros países enviem navios de guerra para garantir segurança no Estreito de Ormuz
Reprodução: Truth Social
Os EUA realizaram um dos maiores bombardeios da campanha militar contra o Irã na noite de sexta-feira, quando atingiram, de acordo com o Pentágono, “todos os alvos militares” na Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, responsável por 90% da exportação de petróleo bruto do Irã . Trump afirmou que os ataques “obliteraram completamente todos os alvos militares” na ilha, mas disse ter decidido não destruir a infraestrutura petrolífera, “pelo menos por enquanto”.
“Por razões de decência, optei por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha. Mas, se o Irã interferir na livre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”, escreveu.
Irã reage
Horas depois, ainda no sábado, o Irã rejeitou as ameaças de Trump, afirmando que o Estreito de Ormuz segue sob seu controle total e que “qualquer tentativa de movimentação ou trânsito será alvo de ataques”. A declaração desafiadora surgiu poucas horas depois do ataque da milícia Kata’ib Hezbollah, aliada do Irã, contra a embaixada americana em Bagdá, capital do Iraque.
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Na semana passada, após uma reunião do G7, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que seu país apoia uma coalizão de navios de guerra para garantir a livre passagem pelo ponto crítico de estrangulamento energético, mas ressaltou a necessidade de organização, o que poderia levar várias semanas.
O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, fez coro com a opinião de Macron, observando que as conversas sobre o Estreito estavam em estágios preliminares, ao mesmo tempo que ressaltou a necessidade de uma desescalada prévia nas tesões.
Trump: Irã está ‘totalmente derrotado’ e ‘quer um acordo que eu não aceitaria’
Em comunicado, as Forças Armadas iranianas afirmaram que não permitiriam a passagem de “petroleiros ou navios comerciais” pertencentes a “agressores e seus aliados” pela área, palco de bombardeios contra petroleiros desde o início da guerra. Em sua última atualização, o Gabinete de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que recebeu 20 relatos de incidentes que afetaram embarcações no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã. Dezesseis desses navios foram atacados, segundo o comunicado.
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Na publicação, Trump insistiu no seu discurso sobre a capacidade militar iraniana, afirmando que já destruiu “100%, mas é fácil para eles enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance em algum ponto ao longo desta hidrovia, não importa o quão derrotados estejam”.
Por sua vez, o embaixador do Irã em Genebra, Ali Bahrani, afirmou que as alegações de Trump são “baseadas em mentiras inventadas”.
(Com AFP e New York Times)
Contexto: Trump diz que EUA atacaram ‘todos os alvos militares’ na ilha de Kharg, responsável por 90% da exportação de petróleo bruto do Irã
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— Seguimos as declarações do presidente Trump nas redes sociais e examinaremos o tema com cuidado, em estreita consulta com os Estados Unidos— disse uma fonte em um alto cargo da presidência sul-coreana à AFP.’
No sábado (14), Trump pediu que China, França, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e “outros países” enviem navios de guerra, “em conjunto com Washington”, para garantir a segurança no Estreito de Ormuz. Em um publicação na sua plataforma, a Truth Social, o presidente americano assegurou que “de um jeito ou de outro, em breve teremos o Estreito de Ormuz aberto, seguro e livre”.
Com os altos preços da gasolina prejudicando sua popularidade em ano eleitoral nos EUA, quando o Congresso está em jogo, o republicano escreveu que Washington pode começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, mesmo com a guerra em curso. Até então, nenhum país havia respondido ao apelo de Trump.
“Muitos países, especialmente aqueles que são afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra, em conjunto com os Estados Unidos, para manter o Estreito aberto e seguro”, escreveu o presidente. “Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, o Reino Unido e outros, que são afetados por essa restrição artificial, enviem navios para a área para que o Estreito de Ormuz não seja mais uma ameaça por parte de uma nação que foi totalmente decapitada”, acrescentou.
Em rede social, Trump faz apelo para que outros países enviem navios de guerra para garantir segurança no Estreito de Ormuz
Reprodução: Truth Social
Os EUA realizaram um dos maiores bombardeios da campanha militar contra o Irã na noite de sexta-feira, quando atingiram, de acordo com o Pentágono, “todos os alvos militares” na Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, responsável por 90% da exportação de petróleo bruto do Irã . Trump afirmou que os ataques “obliteraram completamente todos os alvos militares” na ilha, mas disse ter decidido não destruir a infraestrutura petrolífera, “pelo menos por enquanto”.
“Por razões de decência, optei por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha. Mas, se o Irã interferir na livre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”, escreveu.
Irã reage
Horas depois, ainda no sábado, o Irã rejeitou as ameaças de Trump, afirmando que o Estreito de Ormuz segue sob seu controle total e que “qualquer tentativa de movimentação ou trânsito será alvo de ataques”. A declaração desafiadora surgiu poucas horas depois do ataque da milícia Kata’ib Hezbollah, aliada do Irã, contra a embaixada americana em Bagdá, capital do Iraque.
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Na semana passada, após uma reunião do G7, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que seu país apoia uma coalizão de navios de guerra para garantir a livre passagem pelo ponto crítico de estrangulamento energético, mas ressaltou a necessidade de organização, o que poderia levar várias semanas.
O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, fez coro com a opinião de Macron, observando que as conversas sobre o Estreito estavam em estágios preliminares, ao mesmo tempo que ressaltou a necessidade de uma desescalada prévia nas tesões.
Trump: Irã está ‘totalmente derrotado’ e ‘quer um acordo que eu não aceitaria’
Em comunicado, as Forças Armadas iranianas afirmaram que não permitiriam a passagem de “petroleiros ou navios comerciais” pertencentes a “agressores e seus aliados” pela área, palco de bombardeios contra petroleiros desde o início da guerra. Em sua última atualização, o Gabinete de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que recebeu 20 relatos de incidentes que afetaram embarcações no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã. Dezesseis desses navios foram atacados, segundo o comunicado.
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Na publicação, Trump insistiu no seu discurso sobre a capacidade militar iraniana, afirmando que já destruiu “100%, mas é fácil para eles enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance em algum ponto ao longo desta hidrovia, não importa o quão derrotados estejam”.
Por sua vez, o embaixador do Irã em Genebra, Ali Bahrani, afirmou que as alegações de Trump são “baseadas em mentiras inventadas”.
(Com AFP e New York Times)








