Drone ‘canivete’: Conheça armamento com lançamento ‘relâmpago’ projetado para exército dos EUA; vídeos
Com 24h de voo e ataque remoto: Como é o drone que os EUA montam em Portugal em meio à tensão com o Irã
De acordo com a empresa Saronic Technologies, o Corsair, drone usado na operação desta terça-feira, tem 7 metros de comprimento, é capaz de levar cerca de meia tonelada de carga, autonomia de 1,8 mil km e velocidade máxima de 64 km/h. Não foram divulgados detalhes sobre como ele foi operado durante o resgate dos aviadores no Golfo, e não se sabe quantos estão em operação.
“O Corsair pode receber uma missão, sozinho ou como parte de um enxame colaborativo, e executá-la com mínima interação humana para deter ou neutralizar ameaças adversárias em um alcance de 1.000 milhas náuticas”, disse a Saronic em um comunicado à imprensa. “Empregando comunicações redundantes e capacidades de percepção passiva, o Corsair pode identificar, rastrear, seguir e interceptar alvos de forma autônoma em ambientes contestados e com comunicação negada.”
Drones de R$ 1 bilhão: O que se sabe sobre as aeronaves desaparecidas em Ormuz?
No final do ano passado, a Marinha anunciou um contrato de US$ 392 milhões para a produção do modelo. Após uma bem-sucedida rodada de financiamento, finalizada em março, a Saronic anunciou que seu valor de mercado chegou a US$ 9,25 bilhões, e que poderia ampliar sua capacidade de produção para milhares de unidades por ano.
Em uma apresentação do Corsair, em 2024, o presidente da Saronic, Tim Mavrookas, disse ao portal Axios que “no fim das contas, a mudança no campo de batalha marítimo depende da escala”, e que “tudo o que fazemos é pensando: ‘Podemos chegar a milhares [de unidades]?'”. Mavrookas é eterano da Marinha e ex-integrante do SEAL Team Six, uma das unidades mais especializadas das Forças Armadas dos EUA. A empresa espera disponibilizar ao menos três novas embarcações não tripuladas — a maior delas, o Marauder, tem 45 metros de comprimento e autonomia de até 10 mil km.
Equipamentos de até US$ 20 mil: Drones baratos do Irã desafiam defesa milionária dos EUA no Oriente Médio
Ao mesmo tempo em que países como Irã, Ucrânia, Rússia e China ostentam sua indústria de drones como orgulho nacional, os EUA — país pioneiro no uso de equipamentos não tripulados em ambientes de guerra — os trata com ares de sigilo.
Uma das iniciativas do Pentágono para tentar diminuir a distância em relação a outros países no campo dos drones foi anunciada em 2021. Baseada no Bahrein, a Força Tarefa 59 recebeu a missão de operar equipamentos existentes, desenhar modelos e formatos de uso na região do Golfo Pérsico e explorar novos conceitos de operações navais e aéreas.
Na ocasião, o hoje chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper, disse à agência Associated Press que os drones navais eram prioridade da Força Tarefa 59. Os equipamentos hoje são usados em missões para encontrar minas navais, vigilância e monitorar potenciais ameaças. Alguns já foram adaptados para funções de combate.
— Queremos instalar mais sistemas no domínio marítimo, acima, na superfície e abaixo do mar — afirmou Cooper. — Queremos mais pessoas observando o que está acontecendo lá fora.
Chatbots vão à guerra: Como IA generativa e drones kamikazes transformaram a guerra no Oriente Médio
A primeira vez que o Pentágono confirmou o emprego de drones navais em um conflito foi em março, através da agência Reuters, durante operações de patrulha. Essa ação, assim como o resgate desta terça-feira, foram coordenados pela Força Tarefa 59.
“As forças americanas continuam a empregar sistemas não tripulados na região do Oriente Médio, incluindo drones de superfície como o GARC. Esta plataforma, em particular, registrou com sucesso mais de 450 horas de operação e mais de 2.200 milhas náuticas durante patrulhas marítimas em apoio à Operação Fúria Épica”, disse Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, em comunicado à Reuters em março.
Citado por Hawkins, o GARC, sigla em inglês para Embarcação de Reconhecimento Autônoma Global, é um drone naval que enfrentou uma série de problemas na fase de testes e operação, e é tratado pelo Pentágono como um equipamento em desenvolvimento.









