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Mais de um ano após a morte de Edgar Lungu, ex-presidente da Zâmbia, a família dele venceu um recurso na Justiça e obteve autorização para enterrá-lo na África do Sul, onde ele morreu. A Suprema Corte de Apelação, sediada em Bloemfontein, reverteu nesta terça-feira uma decisão anterior da Alta Corte que permitia ao governo zambiano repatriar os restos mortais para a realização de um funeral de Estado.
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Ainda não está claro se a decisão encerra definitivamente a disputa judicial sobre o destino do corpo de Lungu. A atenção agora se volta para a posição que será adotada pelo governo da Zâmbia, segundo informações da BBC. Os advogados do Estado informaram que aguardam orientações.
Desde a morte do ex-presidente, o governo defendia que ele fosse homenageado com um funeral de Estado e enterrado no cemitério presidencial de Lusaca, onde também estão sepultados outros ex-chefes de Estado. A família, por outro lado, insistia na realização de uma cerimônia privada, após o fracasso das negociações com as autoridades sobre os preparativos do funeral.
A juíza Raylene May Keightley destacou que o conflito transformou o próprio funeral em uma disputa judicial.
— O próprio ritual destinado a proporcionar um encerramento acabou colocando a família e o Estado em lados opostos de uma intensa disputa judicial, longe da terra natal dos envolvidos.
Disputa se arrasta desde o ano passado
Em agosto do ano passado, a Alta Corte da África do Sul, em Pretória, decidiu que o governo da Zâmbia poderia repatriar o corpo de Lungu e realizar um funeral de Estado. A decisão deixou familiares do ex-presidente visivelmente abalados no tribunal.
A família recorreu da sentença. Em abril, o governo zambiano anunciou que os restos mortais haviam sido “formalmente transferidos” ao Estado por determinação da Justiça sul-africana. Poucas horas depois, no entanto, a mesma corte determinou que o corpo fosse devolvido até que o recurso fosse analisado.
Edgar Lungu morreu aos 68 anos, no dia 5 de junho de 2025, em uma clínica de Pretória, na África do Sul, em decorrência de uma doença cuja natureza não foi divulgada.
Rivalidade política marcou disputa pelo funeral
Após a morte do ex-presidente, familiares e apoiadores relataram ter recebido informações contraditórias do governo e da Frente Patriótica (PF), partido de Lungu. A situação resultou em dois períodos distintos de luto e, em determinado momento, até em livros de condolências concorrentes.
Lungu governou a Zâmbia entre 2015 e 2021 e protagonizou uma longa rivalidade política com Hakainde Hichilema, que liderou a oposição por vários anos antes de derrotá-lo nas eleições.
Segundo a família, Lungu não queria que Hichilema comparecesse ao funeral nem chegasse “perto de seu corpo”.
Na decisão desta terça-feira, os juízes da Suprema Corte de Apelação afirmaram que o ex-presidente “via a si próprio como uma persona non grata em seu próprio país” e que “sentia que não receberia uma despedida digna”, em razão da possibilidade de seu sucessor participar da cerimônia.

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Pesquisadores descobriram uma nova espécie de aranha nas florestas tropicais do norte da Austrália que utiliza uma armadilha de seda semelhante a uma catapulta para capturar um único tipo de formiga. O estudo, conduzido por uma equipe da Universidade Macquarie e publicado na revista científica Current Biology, aponta que o mecanismo pode ter evoluído para permitir que o aracnídeo capture presas consideradas perigosas e incomuns para aranhas.
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Ainda sem nome científico oficial, a espécie foi apelidada de “ballista”, em referência à antiga arma usada para lançar pedras durante batalhas. Segundo os pesquisadores, a armadilha possui uma “potência excepcionalmente alta” e, quando acionada, arremessa a formiga para uma teia maior.
— A armadilha lança a formiga com uma aceleração equivalente a 15 vezes as forças G mais extremas experimentadas por pilotos de caça — afirmou Ajay Narendra, principal autor do estudo, à BBC.
Armadilha mira apenas uma espécie de formiga
Os pesquisadores passaram dez noites nas florestas tropicais do norte de Queensland utilizando câmeras de alta velocidade e equipamentos com infravermelho para observar o comportamento da espécie.
Aranha que usa armadilha em forma de catapulta para capturar formigas é descoberta na Austrália
Reprodução/Universidade Macquarie
A aranha vive em árvores ocupadas pela formiga-tecelã-verde (Oecophylla smaragdina). Durante o dia, permanece escondida em teias na face inferior das folhas. Após o anoitecer, desce cerca de 50 centímetros até uma folha, um galho ou o solo da floresta para construir a armadilha.
Primeiro, produz um ponto de ancoragem com um fio de seda. Em seguida, passa horas montando uma estrutura em forma de cone composta por dezenas de fios tensionados, que depois são envolvidos por uma camada mais fina de seda. Ao concluir o trabalho, retorna ao esconderijo.
Os cientistas observaram que as formigas-tecelãs-verdes se aproximavam da estrutura e a mordiam. Esse contato acionava automaticamente o mecanismo, lançando a presa para a teia da aranha.
Nos testes realizados, nenhuma outra espécie de formiga noturna foi capturada, mesmo quando colocada próxima à armadilha. Os pesquisadores suspeitam que a aranha utilize feromônios para atrair especificamente as formigas-tecelãs-verdes.
— Este parece ser o único caso em que a teia de uma aranha é projetada para capturar uma única espécie de presa e em que o mecanismo é acionado pela própria presa, e não pelo predador — disse Narendra.
Estratégia reduz risco para a aranha
Segundo o pesquisador Jonas Wolff, o mecanismo permite que a aranha capture uma presa potencialmente perigosa sem precisar enfrentá-la diretamente.
— O mecanismo da armadilha parece ter evoluído como uma forma altamente especializada de permitir que a aranha capture presas potencialmente perigosas uma de cada vez e as transporte para uma distância segura das trilhas e dos ninhos das formigas.
De acordo com Narendra, as formigas possuem diversos mecanismos de defesa. Além de utilizarem substâncias químicas, algumas espécies conseguem ferroar e recrutam rapidamente grandes grupos para enfrentar possíveis predadores.
A espécie foi observada pela primeira vez por Greg Anderson, pesquisador biomédico, especialista em aranhas e fotógrafo dedicado ao estudo desses animais.
Uma mulher que desapareceu sem deixar pistas após retornar para casa e colocar um filme no videocassete continua sendo alvo de uma investigação quase 40 anos depois nos Estados Unidos. As autoridades do estado de Minnesota anunciaram neste mês uma recompensa de US$ 25 mil (cerca de R$ 130 mil) para quem fornecer informações que ajudem a esclarecer o paradeiro de Carla Beth Anderson, desaparecida desde novembro de 1987.
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Carla tinha 21 anos e morava na cidade de Wadena, em Minnesota. Segundo investigadores, ela passou a noite de 13 de novembro de 1987 com familiares e retornou ao apartamento onde vivia sozinha. Antes de desaparecer, ela teria deixado um filme no videocassete, o que foi entendido como um sinal de que pretendia permanecer em casa naquela noite. No dia seguinte, amigos e parentes não conseguiram mais contato com ela.
De acordo com a polícia, não havia indícios de que Carla estivesse planejando deixar a cidade ou romper contato com a família. Seus pertences continuaram no apartamento, e nenhuma movimentação financeira ou atividade verificável foi registrada após o desaparecimento. Desde então, o caso permanece sem solução.
A mãe de Carla Anderson encontrou a porta fechada, a bolsa dentro do apartamento e um filme na videocasete, sem sinais de roubo no imóvel
Departamento de Detenção Criminal de Minnesota
Isso porque quando Carla desapareceu, os únicos itens que não foram encontrados em sua casa eram as chaves e uma jaqueta da rede Hardee’s que ela havia recebido recentemente por ter sido eleita funcionária do mês. Para a família, o fato reforçou a suspeita de que algo incomum havia acontecido.
A preocupação aumentou quando a jovem não apareceu para trabalhar, algo considerado fora de seu comportamento habitual. Após perceber o desaparecimento, a mãe procurou a polícia, enquanto o irmão viajou até Wadena para ajudar nas buscas e o pai retornou do Alasca para acompanhar as investigações.
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Ao longo das décadas, investigadores analisaram inúmeras pistas e entrevistaram testemunhas, mas nunca encontraram evidências conclusivas sobre o que aconteceu com a jovem. O desaparecimento é considerado um dos casos não resolvidos mais antigos do estado.
Nova recompensa
Uma nova recompensa foi anunciada em junho deste ano pela força-tarefa de casos arquivados do Departamento de Segurança Pública de Minnesota. As autoridades esperam que o avanço das técnicas investigativas e a passagem do tempo levem alguém a revelar informações até então mantidas em segredo.
Segundo a chefe da Polícia, Naomi Plautz, uma das hipóteses é que pessoas que não se sentiam confortáveis em falar no passado estejam agora dispostas a colaborar. A polícia continua recebendo denúncias e afirma que qualquer detalhe, mesmo considerado pequeno, pode ser fundamental para solucionar o mistério, que atravessa quase quatro décadas.
Três ativistas italianos do movimento responsável pelas flotilhas com destino a Gaza, um dos quais com dupla nacionalidade uruguaia, foram libertados após um mês de detenção na Líbia, anunciou o governo italiano nesta quarta-feira.
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“Tenho o prazer de anunciar a libertação de Domenico Centrone e Leonarda Alberizia, os dois ativistas italianos da flotilha, que estiveram detidos durante um mês na Líbia”, publicou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, nas redes sociais.
Ele acrescentou que Matías Álvarez Rodríguez, uruguaio com nacionalidade italiana, também foi entregue ao Consulado Italiano em Benghazi. “Eles finalmente retornarão à Itália amanhã”, comemorou o ministro.
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Os três faziam parte de um grupo de 230 ativistas de todo o mundo que, no caso deles, participaram de uma caravana terrestre para entregar medicamentos, casas móveis e outros suprimentos ao devastado território palestino, segundo o movimento Global Sumud Flotilla. A organização é responsável pelas flotilhas de barcos que tentaram entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, devastada pela guerra de Israel contra o movimento terrorista Hamas.
As forças israelenses interceptaram aproximadamente 430 ativistas da flotilha em águas internacionais em maio. Os italianos e o uruguaio, que viajavam por terra acompanhados por outras 10 pessoas, foram detidos perto de Sirte, no norte da Líbia, segundo a Flotilha Global Sumud.
O grupo alegou que os voluntários foram submetidos a “detenção arbitrária, incomunicabilidade e pressão psicológica constante”. O grupo acrescentou em um comunicado que recebeu a confirmação de que todos seriam libertados “após 30 dias de detenção ilegal na Líbia”. Um quarto ativista, o tunisiano Achraf Khoja, chegou à Tunísia com os italianos, enquanto os outros seis “deveriam ser libertados nas próximas 24 horas”, segundo o movimento.
A candidata de direita Keiko Fujimori está prestes a vencer o segundo turno das eleições presidenciais do Peru nesta quarta-feira, tendo consolidado uma vantagem sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez que não pode mais ser revertida na contagem final.
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Com 99,86% das urnas apuradas, Fujimori obteve 50,118% dos votos, contra 49,882% de Sánchez, de acordo com dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) publicados em seu site.
Fujimori lidera Sánchez por pouco mais de 43 mil votos, com mais de 19 milhões de votos contabilizados. A diferença entre os dois não pode mais ser revertida, pois ainda restam 39.300 votos a serem apurados em 131 seções eleitorais. O segundo turno foi realizado em 7 de junho.
Votos no exterior
Sánchez pediu, nesta segunda-feira, a anulação dos votos computados no exterior no acirrado segundo turno presidencial do Peru — uma medida que poderia afetar cerca de 300 mil votos em um momento em que a contagem oficial mostra uma vantagem estreita para Fujimori.
“Protocolamos um pedido formal de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas nas 119 repartições consulares”, afirmou Sánchez na rede social X. “O processo eleitoral foi seriamente comprometido por modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (o Ministério das Relações Exteriores), especificamente em relação ao segundo turno presidencial”, acrescentou o candidato, sem apresentar provas.
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Sánchez alega irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral em relação aos votos do exterior — cerca de 300 mil e favoreceram amplamente Fujimori. O candidato sustenta que, se os votos computados fora do país forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre sua rival.
O Fuerza Popular, partido de Fujimori, indicou que aguardará a apuração de 100% dos votos antes de declarar vitória. Uma delegação da União Europeia observou que o segundo turno transcorreu de maneira “calma e ordenada”, em meio a uma campanha polarizada.
O segundo turno colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990–2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-líder Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022. Esta é a quarta vez que Fujimori concorre à presidência, enquanto para Sánchez é a primeira tentativa. O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho, assumindo um mandato de cinco anos.
A Coreia do Sul informou ter detido um soldado norte-coreano após ele cruzar a fronteira fortemente fortificada nesta semana, em um caso que se acredita ter sido uma deserção, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, nesta quarta-feira.
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Coreia do Norte: Kim Jong-un afirma estar equipando navios de guerra com armas nucleares
“As Forças Armadas detiveram um soldado norte-coreano na frente central na noite de terça-feira, e as autoridades competentes estão investigando os detalhes”, afirmou o Estado-Maior Conjunto em Seul, em um comunicado citado pela Yonhap.
Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul desde que a península foi dividida pela guerra na década de 1950. A maioria viaja por terra primeiro para a vizinha China, depois entra em um terceiro país, como a Tailândia, antes de chegar ao Sul.
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As deserções através da fronteira terrestre entre as duas Coreias são raras, já que a área é coberta por florestas, repleta de minas terrestres e fortemente vigiada em ambos os lados. Os norte-coreanos geralmente são entregues à agência de inteligência de Seul para avaliação assim que chegam.
Mais de 34 mil cidadãos norte-coreanos fugiram do país isolado e detentor de armas nucleares para a Coreia do Sul, segundo dados do Ministério da Unificação sul-coreano. Em 2024, 236 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, dos quais 88% eram mulheres. Pyongyang usa termos como “escória humana” para descrever seus cidadãos em fuga.
Uma parte considerável dos britânicos ainda se questiona se a decisão de sair da União Europeia (UE), resultado do referendo celebrado há 10 anos, foi correta ou não. Uma pesquisa recente do instituto YouGov mostrou que 56% dos entrevistados afirmam que foi um erro. E 62% consideram um fracasso. Essa mudança de opinião levou alguns comentaristas a imaginar novas expressões inspiradas no termo “Brexit” para descrever o fenômeno oposto, um hipotético retorno do Reino Unido à UE: “Bregret” (arrependimento), “Breturn” (retorno), “Breunion” (reunião)… Além dos jogos de palavras, essa mudança está alimentando intensos debates políticos no país sobre a estratégia a seguir. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Primeiro, a Ucrânia montou um arsenal de milhões de drones que, somado ao aumento da produção russa, transformou uma faixa de cerca de 40 quilômetros ao longo da linha de frente em uma zona de morte. Depois, ampliou seu alcance para o interior da Rússia, atingindo infraestrutura petrolífera e fábricas militares, tornando a guerra de longo alcance uma via de mão dupla. Agora, o país concentra seus esforços em uma área intermediária: as estradas e ferrovias estratégicas que abastecem as tropas russas e transportam equipamentos para o campo de batalha, em alguns casos a mais de 160 quilômetros da linha de frente. Kiev chama a iniciativa de “bloqueio logístico”. Segundo autoridades e analistas, a estratégia vem remodelando sistematicamente o campo de batalha — pelo menos até que as forças russas encontrem uma forma de se adaptar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A evacuação de mais de 11 mil marinheiros retidos no Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio começou nesta terça-feira, mas persistem divergências entre Irã e Estados Unidos, especialmente sobre o programa nuclear iraniano. A Organização Marítima Internacional (OMI), agência especializada da ONU, anunciou um plano de evacuação para os mais de 11 mil marinheiros que seguem bloqueados na região do Estreito de Ormuz. O planejamento se faz necessário uma vez que a Guarda Revolucionária Islâmica teria instalado diversas minas marítimas na travessia para tentar impedir o trânsito de embarcações. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, afirmou que seu país está equipando sua Marinha com armas nucleares durante uma cerimônia de incorporação de um navio de guerra, informou a mídia estatal norte-coreana.
— Ela está se tornando uma força totalmente desenvolvida e equipada com recursos estratégicos, visto que o programa para equipar a marinha com armas nucleares está prosseguindo conforme o planejado, sem desvios — declarou Kim nesta terça-feira durante a cerimônia, segundo a agência de notícias oficial KCNA.
*Em atualização
Autoridades da Bolívia informaram que as rodovias do país foram completamente desobstruídas nesta terça-feira, três dias depois da proclamação do estado de exceção destinado a pôr fim a sete semanas de protestos contra o governo. Com a entrada em vigor da medida, o abastecimento melhorou em cidades como La Paz e a vizinha El Alto, as mais afetadas. No auge da crise, as autoridades chegaram a contabilizar até cem interrupções viárias.
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Contexto: Evo Morales declara suspensão temporária de últimos bloqueios de rodovias na Bolívia
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, de centro-direita, decretou no sábado o estado de exceção para proibir os protestos e ordenou que policiais e militares limpassem as rodovias.
Uma mulher caminha na rodovia enquanto uma retroescavadeira passa por um bloqueio em Mazo Cruz, departamento de La Paz, Bolívia, em 20 de junho de 2026, depois que o presidente boliviano, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência
AIZAR RALDES / AFP
“Nossas estradas foram liberadas”, informou, nesta terça-feira, em sua conta no X, o ministro de Obras Públicas, Mauricio Zamora.
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Desde o início de maio, sindicatos, grupos indígenas e cultivadores de coca multiplicaram as manifestações e os bloqueios viários para exigir a renúncia de Paz, em um contexto de crise econômica, a mais grave em 40 anos.
Em uma declaração emitida nesta terça-feira, os Estados Unidos e outros 15 países do continente americano expressaram sua “profunda preocupação” com o impacto dos bloqueios e afirmaram que as tentativas de “minar e depor” o governo representavam uma “grave ameaça para a ordem constitucional e a estabilidade democrática” da Bolívia.
Bolívia: Veja o que se sabe sobre crise entre governo, indígenas e ‘cocaleiros’ que fez país decretar estado de emergência
“Apoiamos o governo boliviano eleito de acordo com a Constituição e instamos os grupos mobilizados a priorizar o diálogo e a negociação dentro do marco constitucional”, acrescentam no texto.
Vista da rodovia La Paz-Oruro depois que a tropa de choque levantou o bloqueio na estrada em Mazo Cruz, departamento de La Paz, Bolívia, em 20 de junho de 2026, depois que o presidente boliviano, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência
AIZAR RALDES / AFP
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, afirmou, por sua vez, durante a Assembleia Geral da OEA no Panamá que o narcotráfico financia a “esquerda radical” na Bolívia.
— (O crime organizado) busca subverter a ordem constitucional por meios violentos e ilegítimos — declarou.
Entenda: Bloqueios de estradas na Bolívia diminuem após 46 dias de distúrbios, mas escassez persiste
O governo de Paz acusa o ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019) de ter impulsionado os protestos e de tê-los financiado com dinheiro proveniente do narcotráfico, embora não tenha apresentado provas.
Os últimos pontos de bloqueio foram extintos, após Morales declarar sua suspensão temporária na segunda-feira. Todos estavam no departamento de Cochabamba, reduto do líder indígena no centro do país.
No começo de maio, organizações sociais iniciaram uma greve e interrupções viárias para exigir a saída de Paz e protestar contra a venda de gasolina de má qualidade.

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