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Pesquisadores descobriram uma nova espécie de aranha nas florestas tropicais do norte da Austrália que utiliza uma armadilha de seda semelhante a uma catapulta para capturar um único tipo de formiga. O estudo, conduzido por uma equipe da Universidade Macquarie e publicado na revista científica Current Biology, aponta que o mecanismo pode ter evoluído para permitir que o aracnídeo capture presas consideradas perigosas e incomuns para aranhas.
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Ainda sem nome científico oficial, a espécie foi apelidada de “ballista”, em referência à antiga arma usada para lançar pedras durante batalhas. Segundo os pesquisadores, a armadilha possui uma “potência excepcionalmente alta” e, quando acionada, arremessa a formiga para uma teia maior.
— A armadilha lança a formiga com uma aceleração equivalente a 15 vezes as forças G mais extremas experimentadas por pilotos de caça — afirmou Ajay Narendra, principal autor do estudo, à BBC.
Armadilha mira apenas uma espécie de formiga
Os pesquisadores passaram dez noites nas florestas tropicais do norte de Queensland utilizando câmeras de alta velocidade e equipamentos com infravermelho para observar o comportamento da espécie.
Aranha que usa armadilha em forma de catapulta para capturar formigas é descoberta na Austrália
Reprodução/Universidade Macquarie
A aranha vive em árvores ocupadas pela formiga-tecelã-verde (Oecophylla smaragdina). Durante o dia, permanece escondida em teias na face inferior das folhas. Após o anoitecer, desce cerca de 50 centímetros até uma folha, um galho ou o solo da floresta para construir a armadilha.
Primeiro, produz um ponto de ancoragem com um fio de seda. Em seguida, passa horas montando uma estrutura em forma de cone composta por dezenas de fios tensionados, que depois são envolvidos por uma camada mais fina de seda. Ao concluir o trabalho, retorna ao esconderijo.
Os cientistas observaram que as formigas-tecelãs-verdes se aproximavam da estrutura e a mordiam. Esse contato acionava automaticamente o mecanismo, lançando a presa para a teia da aranha.
Nos testes realizados, nenhuma outra espécie de formiga noturna foi capturada, mesmo quando colocada próxima à armadilha. Os pesquisadores suspeitam que a aranha utilize feromônios para atrair especificamente as formigas-tecelãs-verdes.
— Este parece ser o único caso em que a teia de uma aranha é projetada para capturar uma única espécie de presa e em que o mecanismo é acionado pela própria presa, e não pelo predador — disse Narendra.
Estratégia reduz risco para a aranha
Segundo o pesquisador Jonas Wolff, o mecanismo permite que a aranha capture uma presa potencialmente perigosa sem precisar enfrentá-la diretamente.
— O mecanismo da armadilha parece ter evoluído como uma forma altamente especializada de permitir que a aranha capture presas potencialmente perigosas uma de cada vez e as transporte para uma distância segura das trilhas e dos ninhos das formigas.
De acordo com Narendra, as formigas possuem diversos mecanismos de defesa. Além de utilizarem substâncias químicas, algumas espécies conseguem ferroar e recrutam rapidamente grandes grupos para enfrentar possíveis predadores.
A espécie foi observada pela primeira vez por Greg Anderson, pesquisador biomédico, especialista em aranhas e fotógrafo dedicado ao estudo desses animais.

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Um vídeo gravado por um drone registrou o momento em que um tubarão-branco seguiu de perto dois praticantes de stand up paddle na costa de Santa Barbara, na Califórnia, sem que eles percebessem o perigo. As imagens, captadas no último domingo, mostram o animal nadando atrás das pranchas enquanto a dupla permanece concentrada no trajeto.
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O episódio ganhou um tom ainda mais inusitado porque os próprios remadores haviam saído em busca do tubarão após ouvirem relatos de um avistamento na região. Para ajudá-los a localizar o animal, o tio de uma das praticantes levantou um drone e passou a acompanhar a movimentação do mar do alto.
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Durante a travessia, o operador do equipamento identificou o tubarão e orientou os dois a retornarem imediatamente para a praia. Eles, no entanto, acreditaram que haviam passado longe do animal e só descobriram o que realmente aconteceu ao assistir às imagens depois de deixar a água.
— Remamos bem para longe. Ele disse que tinha visto alguma coisa e que precisávamos voltar para a costa imediatamente. Mas eu não vi nada porque estava olhando para a frente e remando. Então não sabia o que ele tinha visto nem o tamanho daquilo. Só fomos direto para a praia. Foi um pouco assustador — contou Kayla Ross.
As gravações revelam que o tubarão não apenas cruzou o caminho dos esportistas, mas os acompanhou por parte do percurso, permanecendo a poucos metros das pranchas. Apesar da proximidade, o animal não tentou atacar nem fez qualquer contato com a dupla.
Mesmo após o susto, Ross afirmou que não pretende abandonar a atividade. Segundo ela, saiu duas vezes ao mar na tentativa de encontrar o tubarão e repetiria a experiência, dizendo que espera ver um exemplar ainda maior em uma próxima oportunidade.
Uma mãe de 26 anos morreu após uma colisão entre jet skis nas águas próximas a Manhattan, em Nova York, na noite de sábado (20). A vítima, identificada como Zielissa Vargas, sofreu ferimentos graves e foi levada a um hospital no Harlem, mas não resistiu, informou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD).
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De acordo com as autoridades, Vargas estava em uma moto aquática acompanhada de um homem de 26 anos quando a embarcação colidiu com outro jet ski ocupado por Yeisson Reyes-Rodriguez, de 27 anos, e uma mulher de 28 anos. Após o acidente, Reyes-Rodriguez foi detido sob suspeita de conduzir a embarcação sob efeito de álcool.
Acusações e investigação
Segundo documentos apresentados pelos promotores, o grupo teria consumido bebidas alcoólicas na Ilha de Randall durante o festival musical Fish Fry antes do acidente. O teste do bafômetro indicou que Reyes-Rodriguez possuía concentração de álcool no sangue de 0,141%, acima do limite legal de 0,08%.
Ainda de acordo com a investigação, o suspeito relatou aos agentes que havia ingerido três drinques e afirmou que não viu o jet ski de Vargas devido à escuridão. Inicialmente acusado por condução sob efeito de álcool, ele passou a responder também por homicídio culposo e homicídio culposo no trânsito no dia seguinte ao acidente.
Reyes-Rodriguez foi encaminhado ao Centro Eric M. Taylor, na Ilha Rikers, e posteriormente liberado mediante pagamento de fiança de US$ 25 mil. Ele se declarou inocente durante a audiência inicial e deverá retornar à Justiça de Nova York nos próximos dias.
Comoção da família
Nascida na República Dominicana, Vargas imigrou para os Estados Unidos ainda jovem. Ela era mãe de uma criança de um ano e trabalhava como auxiliar de ônibus em uma creche infantil.
Em entrevista ao jornal New York Daily News, familiares lamentaram a perda. A mãe da vítima a descreveu como uma pessoa “boa e gentil”. Já o irmão, Uziel Vargas, ressaltou o impacto da morte repentina.
— Ela era uma mulher linda e carismática que iluminava qualquer lugar por onde passava. É muito difícil. Muito difícil — afirmou.
Ele também destacou que a irmã era dedicada à família e aos amigos.
— Ela era uma jovem mãe cheia de vida. Gostava de estar com amigos e familiares. Partiu cedo demais.
A família informou ainda que enfrentou dificuldades para realizar a identificação formal da vítima nos dias seguintes ao acidente.
Um ex-pastor de jovens de Las Vegas foi preso sob acusação de assassinato e fraude de seguro quase duas décadas após a morte da esposa durante uma trilha no Parque Nacional de Zion, no estado de Utah, nos Estados Unidos. David Vander Meer, de 49 anos, foi detido nesta segunda-feira (22) e aguarda audiência judicial marcada para esta quinta-feira.
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A vítima, Bernadette Vander Meer, morreu em 22 de agosto de 2006 após cair de um penhasco na região de Angel’s Landing, um dos pontos mais conhecidos do parque. À época, o caso foi tratado como um acidente. No entanto, autoridades afirmam que a investigação foi limitada e que persistiram dúvidas sobre as circunstâncias da morte, segundo informações divulgadas pela emissora ABC4.
Os pais de Bernadette sempre contestaram a versão apresentada pelo marido. Em entrevista ao Las Vegas Review-Journal, a mãe da vítima, Laura Gudenkauf, afirmou que a filha cogitava encerrar o casamento por causa de uma suposta infidelidade do marido.
— Ela disse a ele que, se não mudasse, pediria o divórcio — declarou.
O pai, Richard Gudenkauf, também afirmou nunca ter acreditado na hipótese de acidente.
— Eu fazia muitas trilhas com ela. Ela era uma cabra montesa. Cair de um penhasco? De jeito nenhum — disse.
Denúncias levaram à reabertura do caso
Segundo documentos judiciais citados pelo Daily Mail, Vander Meer relatou aos investigadores que fotografava a esposa durante o nascer do sol quando ouviu seus gritos e a viu desaparecer do penhasco. A versão, porém, passou a ser questionada após novas denúncias recebidas pelas autoridades em 2022.
Uma ex-integrante do grupo de jovens da igreja, identificada apenas pelas iniciais SH, afirmou ter mantido um relacionamento sexual com Vander Meer entre os 16 e os 20 anos de idade. De acordo com o depoimento, o então pastor teria usado sua posição de liderança para aliciá-la e chegou a afirmar que a única forma de os dois ficarem juntos seria se Bernadette não estivesse mais viva.
A mulher também relatou que encerrou o relacionamento em agosto de 2006, apenas um dia antes da viagem do casal a Utah. Poucos meses após a morte de Bernadette, os dois retomaram o relacionamento e se casaram em 2008.
Os investigadores apontam ainda que o casal havia ampliado recentemente suas apólices de seguro de vida, elevando a cobertura de US$ 150 mil para US$ 600 mil cada. Após a morte da esposa, Vander Meer recebeu aproximadamente US$ 567 mil em indenização, valor que, segundo a acusação, passou a financiar um estilo de vida considerado extravagante.
A retomada das investigações ganhou força em 2025, quando o ex-superior de Vander Meer na igreja, o pastor Barry Diamond, procurou as autoridades para relatar suspeitas sobre a morte de Bernadette e sobre supostos relacionamentos impróprios mantidos pelo ex-pastor com integrantes do grupo de jovens. A partir de novos depoimentos, promotores concluíram que havia elementos suficientes para apresentar as acusações de homicídio e fraude de seguro.
Descrita em seu obituário como uma pessoa dedicada à família, à fé e à música, Bernadette atuava como líder de louvor na igreja frequentada pelo casal. Vinte anos após sua morte, o caso volta ao centro das atenções com a expectativa de que a Justiça esclareça as circunstâncias que cercaram a queda fatal em Zion.
O nepalês Dawa Sherpa, de 57 anos, relatou como sobreviveu sozinho por uma semana nas encostas do Monte Everest, incluindo três dias preso em uma fenda glacial, após desaparecer durante uma descida da montanha mais alta do mundo.
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— Estou muito feliz por ter voltado. Pensei que fosse morrer lá — disse à AFP enquanto se recupera em Katmandu, capital do Nepal.
Dawa Sherpa foi encontrado em 4 de junho perto do acampamento-base do Everest, a 8.849 metros de altitude, após passar uma semana desaparecido. Conhecido pelo apelido de Hillary, em homenagem ao alpinista Edmund Hillary, ele trabalhava como cozinheiro para uma empresa de expedições, mas foi escalado para substituir um guia durante a temporada de ascensões.
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AFP
Segundo o relato, ele alcançou a região conhecida como Balcony, a cerca de 8.400 metros de altitude, em 28 de maio. Durante a descida, começou a ficar sem oxigênio.
— Eu disse para ele continuar, que eu o alcançaria depois. Mas quando meu oxigênio acabou, eu já não conseguia mover nem as mãos nem os pés — relata.
Após ficar pendurado por cerca de 30 minutos em uma corda de segurança, ele conseguiu chegar sozinho a uma barraca abandonada, onde encontrou macarrão instantâneo.
— Comi um pouco e isso me ajudou a recuperar a lucidez.
Dias sozinho na montanha
Depois de passar a noite no Acampamento 3, a cerca de 7.100 metros de altitude, Dawa Sherpa continuou a descida no dia seguinte.
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Prakash Mathema / AFP
Enquanto isso, integrantes da expedição haviam alertado as equipes de resgate sobre seu desaparecimento. No entanto, ele não conseguiu pedir ajuda porque o telefone via satélite não funcionava e as baterias do rádio comunicador estavam descarregadas.
Ao chegar à Cascata de Gelo de Khumbu, um dos trechos mais perigosos da rota, sofreu um novo acidente.
— Escorreguei e caí de uma escada, ficando pendurado ali por muito tempo — conta o nepalês.
Ele carregava uma mochila de 28 quilos com cilindros de oxigênio vazios e sacos de dormir. Exausto, soltou a carga e acabou caindo em uma fenda glacial.
— Bati a cabeça, mas caí sobre uma superfície plana.
Ferido e isolado, sobreviveu com biscoitos, chocolate congelado e café liofilizado que encontrou nos bolsos da jaqueta.
— Não tinha água quente, então quebrei gelo para molhar a boca — diz.
Avalanche ajudou no resgate
Em 3 de junho, um helicóptero sobrevoou a região, mas Dawa Sherpa estava no fundo da fenda e não conseguiu ser visto.
— Eu sabia que havia chegado um helicóptero, ouvia o barulho, mas não conseguia vê-lo.
Sem conseguir escalar as paredes lisas do local, ele passou dois dias preso na fenda.
— Eu me perguntava se iria viver ou morrer, apenas esperando que alguém viesse me resgatar. Mas ninguém veio. Foi uma avalanche que chegou para me salvar.
Segundo o nepalês, a avalanche preencheu parte da fenda com neve, permitindo que ele encontrasse apoio para sair.
— Foi muito difícil; levei pelo menos uma hora, me segurando no gelo e usando os crampons para ganhar apoio — explica.
Depois de alcançar novamente a rota de escalada, encontrou uma corda e conseguiu se arrastar até as proximidades do acampamento-base.
Na manhã de 4 de junho, foi localizado por integrantes do Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), grupo responsável pela manutenção das rotas do Everest.
— Fiquei muito feliz ao vê-los; então pensei que iria sobreviver.
Dawa Sherpa foi levado de helicóptero para Katmandu, onde recebeu tratamento para congelamento, desidratação e uma fratura no fêmur.
Sua sobrevivência gerou comemoração entre montanhistas, mas também críticas de familiares e integrantes da comunidade himalaia à demora para localizá-lo. O governo do Nepal abriu uma investigação sobre o caso.
Questionado sobre a possibilidade de voltar ao Everest, ele foi direto:
— Não voltarei à alta montanha; talvez apenas para fazer algumas trilhas.
Um caminhão que transportava cerca de 24 milhões de abelhas tombou em uma estrada de Mauriceville, no estado do Texas, nos Estados Unidos, e provocou a liberação de enormes enxames, levando autoridades locais a isolar a região e orientar moradores a permanecerem dentro de casa. O acidente ocorreu no domingo, quando o veículo, que levava aproximadamente 406 colmeias destinadas à polinização agrícola, saiu da pista durante uma manobra.
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Segundo o gabinete do xerife do condado de Orange, o motorista perdeu o controle ao tentar fazer uma curva fechada, fazendo com que o semirreboque tombasse em uma vala às margens da estrada. Com o impacto, as caixas que armazenavam as colmeias se romperam e milhões de abelhas escaparam, formando grandes nuvens de insetos ao redor do local do acidente.
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As autoridades bloquearam o acesso à área e recomendaram que moradores evitassem sair de casa, mantendo portas e janelas fechadas até que a situação fosse controlada. Equipes de emergência trabalharam em conjunto com apicultores especializados para conter os enxames e recuperar as colmeias danificadas.
As abelhas eram transportadas para atividades de polinização comercial, prática comum nos Estados Unidos para atender lavouras em diferentes regiões do país. De acordo com os responsáveis pelo resgate, cada colmeia abrigava entre 60 mil e 80 mil insetos, o que elevou a estimativa total para cerca de 24 milhões de abelhas no carregamento.
Vestidos com equipamentos de proteção, apicultores removeram as colmeias ainda preservadas e tentaram reunir os enxames dispersos para transferi-los a outro veículo. Imagens divulgadas pelas equipes envolvidas mostram milhares de abelhas cobrindo partes do caminhão, da vegetação e de estruturas próximas ao local do acidente.
Até o dia seguinte ao tombamento, cerca de 75% das colmeias já haviam sido recuperadas, segundo os responsáveis pela operação. Não houve registro de feridos graves entre moradores ou socorristas, embora algumas pessoas tenham sofrido picadas durante os trabalhos de contenção.
A polícia do Paquistão prendeu um homem acusado de manter a esposa francesa e os cinco filhos em cativeiro dentro de casa e submetê-los a abusos físicos e psicológicos durante mais de uma década. O caso foi descoberto após um dos filhos conseguir deixar a residência sem ser percebido e procurar a polícia para denunciar a situação.
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A mulher, identificada como Sylvie Yasmina, de 54 anos, afirmou às autoridades que ela e os filhos eram agredidos diariamente pelo marido, a quem descreveu como uma pessoa violenta, segundo informações divulgadas pela BBC.
— Fomos privados da liberdade. Meu marido não cuidava de nós da forma como deveria cuidar como marido e pai dos meus filhos. Ele nos agride e impõe pressão sobre nossas vidas diariamente.
A denúncia levou a uma operação policial em Bara, uma área montanhosa da província de Khyber Pakhtunkhwa. No local, os agentes encontraram Yasmina e os cinco filhos vivendo em um único cômodo, descrito pela polícia como apertado e em condições precárias.
Segundo os policiais, a mulher e as crianças apresentavam hematomas pelo corpo. Após o resgate, todos foram encaminhados para um abrigo destinado a mulheres na cidade de Peshawar. De acordo com as autoridades, a família pretende retornar à França.
Confinamento teria começado há mais de dez anos
Segundo Yasmina, o isolamento começou em 2014, quando a família deixou a Austrália e se mudou para o Paquistão. Desde então, ela afirma que o marido passou a controlar completamente sua rotina e a dos filhos.
— Eu sentia que meu futuro já estava arruinado e que o futuro das crianças também seria arruinado — contou.
A francesa relatou que perdeu contato com o mundo exterior após a mudança. Segundo a polícia, ela não tinha autorização para manter contato com outras pessoas.
Os dois filhos mais velhos interromperam os estudos. Já os três mais novos, nascidos no Paquistão, nunca foram matriculados na escola.
— Segundo a mulher, ela não tinha permissão para encontrar ninguém; os dois filhos mais velhos interromperam os estudos, enquanto os três mais novos nasceram no Paquistão e nunca foram matriculados na escola — afirmou um alto oficial da polícia.
Família vivia no Paquistão desde 2014
De acordo com as autoridades, o suspeito é cidadão paquistanês e vivia ilegalmente na Austrália quando conheceu Yasmina. O casal se casou em 2003 e permaneceu no país até 2014, quando se mudou para o Paquistão acompanhado dos dois filhos mais velhos.
A polícia continua investigando as circunstâncias do confinamento e dos abusos denunciados pela vítima. Até o momento, as autoridades não informaram quais acusações formais serão apresentadas contra o suspeito.
Uma mulher que desapareceu sem deixar pistas após retornar para casa e colocar um filme no videocassete continua sendo alvo de uma investigação quase 40 anos depois nos Estados Unidos. As autoridades do estado de Minnesota anunciaram neste mês uma recompensa de US$ 25 mil (cerca de R$ 130 mil) para quem fornecer informações que ajudem a esclarecer o paradeiro de Carla Beth Anderson, desaparecida desde novembro de 1987.
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Carla tinha 21 anos e morava na cidade de Wadena, em Minnesota. Segundo investigadores, ela passou a noite de 13 de novembro de 1987 com familiares e retornou ao apartamento onde vivia sozinha. Antes de desaparecer, ela teria deixado um filme no videocassete, o que foi entendido como um sinal de que pretendia permanecer em casa naquela noite. No dia seguinte, amigos e parentes não conseguiram mais contato com ela.
De acordo com a polícia, não havia indícios de que Carla estivesse planejando deixar a cidade ou romper contato com a família. Seus pertences continuaram no apartamento, e nenhuma movimentação financeira ou atividade verificável foi registrada após o desaparecimento. Desde então, o caso permanece sem solução.
A mãe de Carla Anderson encontrou a porta fechada, a bolsa dentro do apartamento e um filme na videocasete, sem sinais de roubo no imóvel
Departamento de Detenção Criminal de Minnesota
Isso porque quando Carla desapareceu, os únicos itens que não foram encontrados em sua casa eram as chaves e uma jaqueta da rede Hardee’s que ela havia recebido recentemente por ter sido eleita funcionária do mês. Para a família, o fato reforçou a suspeita de que algo incomum havia acontecido.
A preocupação aumentou quando a jovem não apareceu para trabalhar, algo considerado fora de seu comportamento habitual. Após perceber o desaparecimento, a mãe procurou a polícia, enquanto o irmão viajou até Wadena para ajudar nas buscas e o pai retornou do Alasca para acompanhar as investigações.
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Ao longo das décadas, investigadores analisaram inúmeras pistas e entrevistaram testemunhas, mas nunca encontraram evidências conclusivas sobre o que aconteceu com a jovem. O desaparecimento é considerado um dos casos não resolvidos mais antigos do estado.
Nova recompensa
Uma nova recompensa foi anunciada em junho deste ano pela força-tarefa de casos arquivados do Departamento de Segurança Pública de Minnesota. As autoridades esperam que o avanço das técnicas investigativas e a passagem do tempo levem alguém a revelar informações até então mantidas em segredo.
Segundo a chefe da Polícia, Naomi Plautz, uma das hipóteses é que pessoas que não se sentiam confortáveis em falar no passado estejam agora dispostas a colaborar. A polícia continua recebendo denúncias e afirma que qualquer detalhe, mesmo considerado pequeno, pode ser fundamental para solucionar o mistério, que atravessa quase quatro décadas.
Três ativistas italianos do movimento responsável pelas flotilhas com destino a Gaza, um dos quais com dupla nacionalidade uruguaia, foram libertados após um mês de detenção na Líbia, anunciou o governo italiano nesta quarta-feira.
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“Tenho o prazer de anunciar a libertação de Domenico Centrone e Leonarda Alberizia, os dois ativistas italianos da flotilha, que estiveram detidos durante um mês na Líbia”, publicou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, nas redes sociais.
Ele acrescentou que Matías Álvarez Rodríguez, uruguaio com nacionalidade italiana, também foi entregue ao Consulado Italiano em Benghazi. “Eles finalmente retornarão à Itália amanhã”, comemorou o ministro.
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Os três faziam parte de um grupo de 230 ativistas de todo o mundo que, no caso deles, participaram de uma caravana terrestre para entregar medicamentos, casas móveis e outros suprimentos ao devastado território palestino, segundo o movimento Global Sumud Flotilla. A organização é responsável pelas flotilhas de barcos que tentaram entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, devastada pela guerra de Israel contra o movimento terrorista Hamas.
As forças israelenses interceptaram aproximadamente 430 ativistas da flotilha em águas internacionais em maio. Os italianos e o uruguaio, que viajavam por terra acompanhados por outras 10 pessoas, foram detidos perto de Sirte, no norte da Líbia, segundo a Flotilha Global Sumud.
O grupo alegou que os voluntários foram submetidos a “detenção arbitrária, incomunicabilidade e pressão psicológica constante”. O grupo acrescentou em um comunicado que recebeu a confirmação de que todos seriam libertados “após 30 dias de detenção ilegal na Líbia”. Um quarto ativista, o tunisiano Achraf Khoja, chegou à Tunísia com os italianos, enquanto os outros seis “deveriam ser libertados nas próximas 24 horas”, segundo o movimento.
A candidata de direita Keiko Fujimori está prestes a vencer o segundo turno das eleições presidenciais do Peru nesta quarta-feira, tendo consolidado uma vantagem sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez que não pode mais ser revertida na contagem final.
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Com 99,86% das urnas apuradas, Fujimori obteve 50,118% dos votos, contra 49,882% de Sánchez, de acordo com dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) publicados em seu site.
Fujimori lidera Sánchez por pouco mais de 43 mil votos, com mais de 19 milhões de votos contabilizados. A diferença entre os dois não pode mais ser revertida, pois ainda restam 39.300 votos a serem apurados em 131 seções eleitorais. O segundo turno foi realizado em 7 de junho.
Votos no exterior
Sánchez pediu, nesta segunda-feira, a anulação dos votos computados no exterior no acirrado segundo turno presidencial do Peru — uma medida que poderia afetar cerca de 300 mil votos em um momento em que a contagem oficial mostra uma vantagem estreita para Fujimori.
“Protocolamos um pedido formal de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas nas 119 repartições consulares”, afirmou Sánchez na rede social X. “O processo eleitoral foi seriamente comprometido por modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (o Ministério das Relações Exteriores), especificamente em relação ao segundo turno presidencial”, acrescentou o candidato, sem apresentar provas.
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Sánchez alega irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral em relação aos votos do exterior — cerca de 300 mil e favoreceram amplamente Fujimori. O candidato sustenta que, se os votos computados fora do país forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre sua rival.
O Fuerza Popular, partido de Fujimori, indicou que aguardará a apuração de 100% dos votos antes de declarar vitória. Uma delegação da União Europeia observou que o segundo turno transcorreu de maneira “calma e ordenada”, em meio a uma campanha polarizada.
O segundo turno colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990–2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-líder Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022. Esta é a quarta vez que Fujimori concorre à presidência, enquanto para Sánchez é a primeira tentativa. O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho, assumindo um mandato de cinco anos.
A Coreia do Sul informou ter detido um soldado norte-coreano após ele cruzar a fronteira fortemente fortificada nesta semana, em um caso que se acredita ter sido uma deserção, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, nesta quarta-feira.
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“As Forças Armadas detiveram um soldado norte-coreano na frente central na noite de terça-feira, e as autoridades competentes estão investigando os detalhes”, afirmou o Estado-Maior Conjunto em Seul, em um comunicado citado pela Yonhap.
Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul desde que a península foi dividida pela guerra na década de 1950. A maioria viaja por terra primeiro para a vizinha China, depois entra em um terceiro país, como a Tailândia, antes de chegar ao Sul.
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As deserções através da fronteira terrestre entre as duas Coreias são raras, já que a área é coberta por florestas, repleta de minas terrestres e fortemente vigiada em ambos os lados. Os norte-coreanos geralmente são entregues à agência de inteligência de Seul para avaliação assim que chegam.
Mais de 34 mil cidadãos norte-coreanos fugiram do país isolado e detentor de armas nucleares para a Coreia do Sul, segundo dados do Ministério da Unificação sul-coreano. Em 2024, 236 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, dos quais 88% eram mulheres. Pyongyang usa termos como “escória humana” para descrever seus cidadãos em fuga.

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