Ao vivo: EUA afundam navio de guerra iraniano com torpedo enquanto Pentágono promete nenhuma trégua ao Irã
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De acordo com a rede BBC, desde o início da ofensiva, o ritmo das operações tem sido intenso. Estimativas do Institute for National Security Studies (INSS), em Tel Aviv, indicam que Estados Unidos e Israel já realizaram mais de 2 mil ataques contra alvos iranianos, muitos deles envolvendo múltiplas munições guiadas. Em resposta, o Irã lançou ao menos 571 mísseis e 1.391 drones contra posições inimigas — parte deles interceptados por sistemas de defesa aérea.
Especialistas afirmam, no entanto, que a quantidade de armas disponível pode se tornar um fator decisivo à medida que o conflito se prolonga. A intensidade atual de ataques faz com que os arsenais estejam sendo consumidos mais rapidamente do que conseguem ser repostos pelas indústrias militares.
Autoridades ocidentais dizem já observar uma redução significativa no volume de ataques iranianos. Segundo o comandante das forças americanas na região, o general Dan Caine, os lançamentos de mísseis balísticos do Irã caíram cerca de 86% em relação ao primeiro dia de confrontos.
Antes da guerra, estimava-se que Teerã possuía mais de 2 mil mísseis balísticos de curto alcance. Ainda assim, os números exatos são mantidos em sigilo por motivos estratégicos.
O mesmo fenômeno ocorre com os drones. O Irã havia produzido em massa milhares de unidades do modelo Shahed, amplamente utilizado também pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. Mesmo assim, segundo os militares americanos, os lançamentos de drones iranianos diminuíram cerca de 73% desde o início do conflito.
Analistas avaliam duas hipóteses: o país pode estar enfrentando dificuldades logísticas para manter o ritmo de ataques ou, estrategicamente, tentando preservar parte de seu arsenal para uma fase mais longa da guerra.
Supremacia aérea dos EUA e de Israel
Outro fator decisivo para a mudança no cenário militar é a supremacia aérea conquistada por Estados Unidos e Israel sobre o território iraniano. Grande parte das defesas aéreas do país foi destruída nas primeiras ondas de ataque, o que abriu espaço para bombardeios mais frequentes e próximos.
Segundo o Comando Central dos EUA, a nova fase da campanha militar busca localizar e destruir lançadores móveis de mísseis, depósitos de armas e fábricas que produzem drones e munições.
Mesmo assim, especialistas alertam que eliminar completamente o arsenal iraniano é improvável. O país possui um território extenso — três vezes maior que a França — o que facilita esconder equipamentos militares e infraestruturas estratégicas.
O peso do poder militar americano
Embora os Estados Unidos possuam o maior poder militar do mundo, seus arsenais também enfrentam limites. Grande parte das operações depende de armas guiadas de precisão, que são caras e produzidas em volumes relativamente baixos.
Relatos indicam que Trump convocou uma reunião com grandes empresas do setor de defesa para pressionar por um aumento na produção de munições.
De acordo com Mark Cancian, ex-coronel da Marinha americana e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), a fase atual da guerra permite o uso de armamentos mais simples e baratos.
— Após os ataques iniciais de longo alcance, os EUA agora podem utilizar bombas e mísseis menos dispendiosos. Isso permite manter as operações por muito mais tempo — afirma.
O principal ponto de pressão sobre os estoques americanos está nos sistemas de defesa aérea. Mísseis interceptores do sistema Patriot, essenciais para neutralizar ataques iranianos, são caros e produzidos em quantidade limitada.
Cada interceptor custa mais de US$ 4 milhões, e estima-se que os Estados Unidos fabriquem cerca de 700 unidades por ano. Cancian calcula que o país possua aproximadamente 1.600 mísseis desse tipo em estoque — número que pode diminuir rapidamente caso os ataques iranianos continuem.









