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Centenas de aeronaves israelenses bombardearam simultaneamente alvos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira (2), em mais um capítulo da rápida escalada militar no Oriente Médio iniciada no fim de semana. O anúncio foi feito pelo próprio Exército de Israel, que afirmou que a ofensiva ocorre “neste momento” e que o movimento libanês Hezbollah “pagará caro” por ataques realizados durante a madrugada.
Vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
Leia também: Ataques dos EUA e Israel já deixam ao menos 555 mortos no Irã, anuncia entidade humanitária
A porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, disse em entrevista televisionada que a operação envolve uma mobilização aérea em grande escala.
— Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã — afirmou.
Segundo ela, o Hezbollah abriu fogo contra Israel durante a noite e tinha plena consciência das consequências. “Nós avisamos, e eles pagarão caro por isso”, acrescentou.
A nova ofensiva ocorre após dois dias de ataques intensos e retaliações que já provocaram centenas de mortes e danos em diversos países da região.
Escalada desde o fim de semana
No Irã, ao menos 555 pessoas morreram desde o início da ofensiva lançada no sábado por Estados Unidos e Israel, segundo informou nesta segunda-feira o Crescente Vermelho iraniano. De acordo com a entidade, os bombardeios atingiram dezenas de municípios em diferentes partes do país.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, afirmou a organização humanitária em mensagem divulgada no Telegram.
A ofensiva inicial teve como objetivo atingir a cúpula do governo iraniano e pressionar por uma mudança de regime. Desde então, o conflito se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, com mísseis e drones atingindo instalações militares, aeroportos e infraestruturas civis em vários países.
No domingo, ataques e contra-ataques atingiram cidades do norte ao sul do Irã, incluindo áreas próximas às fronteiras com Armênia, Turquia e Paquistão, além da costa do Golfo Pérsico. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária iraniana.
Em comunicado nas redes sociais, o comando afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom declarou ainda que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Também no domingo, um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. De acordo com a Força Aérea israelense, suas aeronaves operavam “livremente” sobre a capital iraniana.
Região em alerta
A resposta iraniana ampliou o alcance do conflito e atingiu países que tentavam se manter fora da disputa. Mísseis foram lançados contra posições associadas aos Estados Unidos no Catar e também contra alvos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã.
O impacto foi imediato no tráfego aéreo internacional. Com o fechamento do espaço aéreo em boa parte do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado, afetando conexões em diversos continentes.
No mar, dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás transportados no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores marítimos relataram alertas atribuídos à Guarda Revolucionária advertindo embarcações a não transitarem pela área. Pelo menos quatro navios foram atingidos.
Empresas de navegação como MSC e Maersk anunciaram a suspensão temporária de operações na região. Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) disseram que pretendem elevar a produção a partir de abril para conter uma possível disparada no preço do barril.
Novos ataques e pressão diplomática
A escalada também provocou reações diplomáticas imediatas. A Arábia Saudita, que foi atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador do Irã para protestar contra os ataques e alertar para riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, o governo anunciou o fechamento de sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador iraniano.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores emiradense classificou os ataques como uma escalada grave e irresponsável, afirmando que a ofensiva atingiu áreas civis, incluindo aeroportos, portos e zonas residenciais.
Mortes em Israel
Em Israel, o domingo também foi marcado por ataques mortais. Na cidade de Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo instalado em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas.
Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém, deixando feridos e aumentando o clima de alerta nacional. A fronteira com o Líbano permanece em vigilância máxima diante da possibilidade de novas ações do Hezbollah, aliado do Irã.
O governo israelense fechou todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion, principal do país. A aeronave utilizada pelo primeiro-ministro foi transferida para Berlim por precaução.
Em pronunciamento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo da campanha militar é atingir “o coração de Teerã” e indicou que os combates devem se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas, que se somarão aos 50 mil militares já mobilizados desde o início da guerra na Faixa de Gaza.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.

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Wes Streeting, que renunciou ao cargo de secretário de saúde do Reino Unido esta semana, anunciou no sábado que disputará eleições para substituir Keir Starmer como líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro, após o partido sofrer resultados desastrosos nas eleições locais.
“Precisamos de uma disputa adequada com os melhores candidatos em campo, e eu serei um dos candidatos”, disse Streeting em um evento de um centro de pesquisa em Londres, dois dias depois de o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, revelar sua candidatura a deputado.
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Se for bem-sucedido, isso permitiria que Burnham concorra à liderança do Partido Trabalhista, uma disputa que agora parece praticamente inevitável, embora ainda não tenha sido formalmente iniciada pelos deputados.
A movimentação política no Reino Unido começou desde que Keir Starmer começou a perder popularidade, pressionado entregar a liderança do governo e do Partido Trabalhista. Cotado entre os favoritos para assumir o posto em caso de uma queda de Starmer, Streeting disse ter “perdido a confiança” na liderança do premier em sua carta de renúncia.
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Ligado a uma ala mais centrista do Partido Trabalhista, Streeting teve uma conversa com o premier no começo da semana, em meio a uma debandada de secretários do governo. A conversa, apontada pela imprensa britânica, durou menos de 20 minutos, sem maiores declarações públicas sobre o conteúdo em seguida. O anúncio da candidatura saiu só dois dias depois.
Streeting falou nesta semana sobre a dura derrota do partido nas eleições regionais da semana passada. No primeiro desafio eleitoral sob a liderança de Starmer, a legenda perdeu cadeiras em uma extensa área do país, vendo em paralelo um avanço da extrema direita britânica, com uma ascensão destacada do Reform UK — um resultado que causou preocupação entre alas progressistas do país.
“Os resultados eleitorais da semana passada foram sem precedentes — tanto pela dimensão da derrota quanto pelas consequências desse fracasso. Pela primeira vez na história do nosso país, nacionalistas estão no poder em todos os cantos do Reino Unido — incluindo um perigoso nacionalismo inglês representado por Nigel Farage e o Reform UK”, escreveu Streeting, definindo o partido extremista como “uma ameaça aos valores e ideais” britânicos e ” uma ameaça existencial à integridade futura do Reino Unido”.
O agora ex-secretário citou também a falta de confiança de setores progressistas nos trabalhistas, relacionando a crise do partido à “impopularidade do governo”, mencionando “erros individuais de política”, como a decisão de Starmer de cortar auxílio para combustível no inverno. Streeting também criticou uma suposta falta de diálogo interno com partidários.
Liderança em crise
A derrota eleitoral do Partido Trabalhista nas eleições regionais do Reino Unido foram apenas o último desdobramento de um governo liderado por um premier cuja aprovação nunca superou a rejeição, de acordo com pesquisas de opinião. Mesmo antes da derrota, Starmer já vinha sofrendo pressões para renunciar, em meio a dificuldades econômicas, falta de avanços em pautas como a imigração ilegal e o caso envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA, em um momento em que os laços dele com o criminoso sexual Jeffrey Epstein já eram conhecidos.
O premier afirmou durante a semana que não renunciaria, apoiando-se no argumento de que havia assumido um compromisso de entregar projetos de governo ao eleitorado. A pressão dos aliados, contudo, foi no sentido de retirá-lo do cargo. Quatro membros do gabinete de Starmer renunciaram na terça-feira e pelo menos 80 deputados de seu partido pediram publicamente que ele renunciasse.
Além de Streeting e Burnham, uma potencial candidata a substituir Starmer é a ex-vice-líder trabalhista Angela Rayner. Angela ainda lida, porém, com uma problema que teve com o fisco, que a derrubou do governo e ainda não foi resolvido. Streeting também tem suas fragilidades: entre elas as conexões que mantinha com Mandelson.
Com AFP
Uma baleia-jubarte que passou por uma operação de resgate na Alemanha há duas semanas, após ter encalhado no local, foi encontrada morta perto de uma ilha dinamarquesa, disseram autoridades no sábado. A baleia, apelidada de “Timmy” pela mídia alemã, foi inicialmente avistada presa em um banco de areia no dia 23 de março. Após várias tentativas fracassadas, ela foi finalmente colocada em uma barcaça e libertada no Mar do Norte, na costa da Dinamarca, em 2 de maio.
— Agora pode-se confirmar que a baleia-jubarte encalhada perto de Anholt é a mesma baleia que havia encalhado anteriormente na Alemanha e foi alvo de tentativas de resgate — disse Jane Hansen, chefe de divisão da Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca, em um comunicado à AFP.
A carcaça da baleia foi avistada pela primeira vez na costa da ilha dinamarquesa de Anholt, no mar de Kattegat, entre a Suécia e a Dinamarca, na quinta-feira, mas inicialmente as autoridades não conseguiram confirmar se era a mesma baleia.
— As condições de hoje tornaram possível que um funcionário local da Agência de Natureza da Dinamarca localizasse e recuperasse um dispositivo de rastreamento acoplado que ainda estava preso às costas da baleia. A posição e a aparência do dispositivo confirmam que se trata da mesma baleia que havia sido observada e manuseada anteriormente em águas alemãs — disse Hansen.
Homens atuam no resgate da baleia Timmy
FRANK MOLTER / AFP
Hansen acrescentou que “neste momento, não há planos concretos para remover a baleia da área ou para realizar uma necropsia, e atualmente não se considera que ela represente um problema na área.”
A Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca disse que, embora compreenda “o considerável interesse do público nesta baleia em particular”, enfatizou que as pessoas devem manter uma distância segura e evitar se aproximar dela.
— Isso porque a baleia pode ser portadora de doenças que também podem ser transmitidas aos humanos, e também pode haver risco de explosão — já que a decomposição cria grandes volumes de gases, afirmou a agência.
Na Alemanha, a baleia foi vista pela primeira vez no banco de areia perto da cidade de Luebeck, na costa do Mar Báltico da Alemanha, antes de se libertar, mas depois acabou ficando presa novamente por diversas vezes.
Várias tentativas de salvá-la falharam, e as autoridades já haviam anunciado que estavam desistindo. Mas então dois empresários ricos, Karin Walter-Mommert e Walter Gunz, intervieram para financiar o resgate, cujo custo foi estimado em 1,5 milhão de euros.
Eles elaboraram o que muitos viram como um plano improvável: atrair a baleia para o porão cheio de água de uma barcaça especial e rebocá-la de volta ao seu habitat natural. Alguns especialistas da época criticaram o plano de resgate financiado por fundos privados, dizendo que ele apenas causaria mais sofrimento ao animal.
Pelo menos oito pessoas morreram e 35 ficaram feridas neste sábado (16) no centro de Bangkok, após a colisão entre um trem de carga e um ônibus, informaram os serviços de emergência tailandeses. O acidente aconteceu durante a tarde em um cruzamento muito movimentado no centro da capital tailandesa.
— Oito pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas. O incêndio já foi apagado e estamos tentando encontrar os cadáveres — disse à AFP o chefe de polícia de Bangkok, Urumporn Koondejsumrit.
Imagens publicadas nas redes sociais mostram o trem se aproximando a uma velocidade moderada de uma passagem de nível, onde sofre a colisão com o ônibus, que pegou fogo. O incêndio foi rapidamente controlado e a área isolada para permitir o trabalho dos socorristas.
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— Eu vi a colisão. As chamas se espalharam em questão de segundos. Eu estava com minha filha e fomos embora imediatamente. Não tive coragem de olhar para trás para ver se havia vítimas — disse uma testemunha ao canal público ThaiPBS.
O primeiro-ministro do país, Anutin Charnvirakul, ordenou uma investigação para determinar as causas do acidente.
Acidentes de transporte são relativamente frequentes na Tailândia. Em janeiro, 32 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na queda de um guindaste sobre um trem de passageiros no nordeste do país.
O governo de Israel anunciou hoje ter matado Ezedin Al Hadad, chefe do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, apresentado como um dos arquitetos dos atentados de 7 de outubro de 2023.
Desde aquele dia, quando combatentes do grupo mataram mais de 1.200 pessoas no território israelense, o Exército e os serviços de inteligência de Israel executam uma campanha contra os líderes políticos e os comandantes militares de alto escalão do grupo em Gaza e em toda a região.
Na sexta-feira, as Forças Armadas israelenses anunciaram um ataque aéreo em Gaza contra o lider do grupo e, neste sábado, confirmaram a morte.
“O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, afirmou um comunicado militar.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram a morte de Al Hadad.
“Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza”, disse um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou a morte.
Um grupo de pessoas retirou ontem o corpo de Al Hadad, apoiado em uma maca e envolto em uma bandeira do Hamas, das ruínas do edifício que teria sido atingido.
O governo israelense apontava o líder do grupo como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” e também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
“Al Hadad comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”, afirmou o comunicado israelense.
O chefe do Estado-Maior do Exército de Isral, tenente-coronel Eyal Zamir, qualificou a morte do líder do braço armado do Hamas de “conquista operacional significativa”.
“Em todas as conversas que tive com os reféns que retornaram, o nome do arqui-terrorista Ezedin Al Hadad (…) surgiu algumas vezes”, afirmou Zamir em nota.
“Hoje conseguimos eliminá-lo. As Forças de Defesa de Israel continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, acrescentou.
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter eliminado vários líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, também considerado um dos mentores do massacre de 7 de outubro. Outro integrante morto foi Mohamed Deif, um comandante do braço armado do Hamas.
Os ataques israelenses também atingiram integrante do Hamas no Líbano, além de comandantes do Hezbollah grupo armado pró-regime do Irã, aliado do grupo, incluindo seu líder Hassan Nasrallah, assassinado em Beirute.
Apesar de um cessar-fogo entre Hamas e Israel ter entrado em vigor em outubro, Gaza continua mergulhada em uma espiral de violência, e ambas as partes trocam acusações sobre violações da trégua.
Pelo menos 856 palestinos morreram desde o início formal do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território. No mesmo período, o Exército israelense registrou a morte de cinco soldados em Gaza.

O uso da inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral deste ano deve ser um ponto de especial atenção do ministro Nunes Marques à frente do Tribunal Superior Eleitoral. 

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o uso da tecnologia poderá transbordar até outubro e agravar a circulação de notícias falsas em contexto de grande polarização política e baixo letramento digital.

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O advogado eleitoral Jonatas Moreth, mestre em Direito Constitucional, avalia que a Justiça Eleitoral atua para coibir desvios já ocorridos em meio à práticas de manipulação que se aperfeiçoam.

“O processo eleitoral e o papel dos tribunais eleitorais se assemelham ao que ocorre no esporte com o doping e o antidoping. O doping sempre está um pouco à frente do antidoping. Ou seja, inventa-se uma droga que não é pega nos exames rotineiros, até que um procedimento consegue captar e passa a ser acrescido nos exames”, explica.

Para o professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, a capacidade da Justiça Eleitoral em agir vai depender da disponibilidade de quadros técnicos qualificados.

“Eu fico com um pouco de dúvida se toda a burocracia que tem será suficiente para dar conta de tudo”, pondera o acadêmico se referindo à possibilidade de aumento e sofisticação do uso da inteligência artificial para manipular a atenção dos eleitores e suas intenções de voto.

“Enfrentar os efeitos nocivos da inteligência artificial nas eleições” é uma das três prioridades que o ministro Nunes Marques terá à frente do TSE, informa a assessoria de imprensa de seu gabinete à Agência Brasil.

Debate e diálogo

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, também quer “privilegiar o debate e o direito de resposta de todos os envolvidos no processo eleitoral” e assegurar “diálogo com os tribunais regionais e as principais demandas do país”.

Para Jonatas Moreth, Nunes Marques objetiva articular toda a Justiça Eleitoral e fazer com que os tribunais regionais e o TSE trabalhem “numa mesma sintonia e de forma uníssona.”

A concordância e a unidade dos tribunais podem ser determinantes na escolha de modelo de atuação: se mais intervencionista e proibitiva, como ocorreu durante a gestão do ministro Alexandre Moraes, de agosto de 2022 a junho de 2024, ou mais liberal, considera Moreth.

“Eu tenho um grau de preocupação, não porque eu não defendo o debate mais livre quando é um debate de ideias, mas quando é uma arena de ofensa e de mentira”, alerta.

Na avaliação do cientista político Marcus Ianoni, o ministro Nunes Marques “tende para ideia mais expandida de liberdade de expressão, em nome do suposto debate”. Mas o TSE poderá impor limites, avalia.

“A liberdade de expressão não pode ser usada para viabilizar qualquer tipo de expressão, como mentiras, calúnia, difamação e injúria. Enfim, tem certos limites previstos na lei”, pondera Ianoni.

Pesquisas

O professor também se preocupa com a divulgação de pesquisas eleitorais. 

“Acho que o TSE tem que estar devidamente capacitado para garantir que as regras das pesquisas sejam respeitadas e para combater eventuais pesquisas, digamos, clandestinas, que possam tentar confundir a cabeça do eleitor”, diz.

Para ele, a legislação pode estar adequada para evitar a veiculação de resultados fraudulentos, porém é preciso fiscalização efetiva. 

“É proibido atravessar o sinal vermelho, mas se não tiver um guarda de trânsito ali ou um radar, a pessoa pode atravessar o sinal vermelho sem nenhuma consequência”, compara.

Fraudes em pesquisas eleitorais costumam ser denunciadas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). A legislação determina a obrigação de registro na Justiça Eleitoral, o nome do estatístico responsável, além de informações sobre a amostra, o questionário e a aplicação. 

“Mas não tem uma auditoria mais precisa, mais cuidadosa quanto à realização das pesquisas”, aponta o advogado Jonatas Moreth. 

“A gente não conseguiu, infelizmente, até o momento, uma fórmula que preserve algum grau de autonomia da empresa e ao mesmo tempo tenha maior garantia de auditoria e de fiscalização”, complementa.

O presidente russo, Vladimir Putin, visitará a China, seu parceiro estratégico, em viagem oficial nos dias 19 e 20 de maio (terça e quarta), poucos dias depois da visita do americano, Donald Trump ao país asiático.
A China considera a Rússia um sócio prioritário na criação de uma nova ordem mundial multipolar pós-ocidental.
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O Kremlin anunciou que, durante a visita Putin discutirá com o líder supremo da China, Xi Jinping, como “fortalecer ainda mais o relacionamento global e a cooperação estratégica” entre os dois países.
Eles discutirão “importantes questões internacionais e regionais” e assinarão uma declaração conjunta, afirmou um comunicado.
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Também está previsto um encontro de Putin com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir cooperação econômica e comercial bilateral.
Guerras, oficialmente, não estão na pauta. Trump, que busca papel de mediador na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, precedeu Putin em sua visita à China.
A viagem do chefe de Estado russo ocorre em um momento no qual os esforços diplomáticos para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia estão paralisados. O avanço lento nas conversas se deve, em particular, ao envolvimento dos EUA na guerra no Oriente Médio.
Uma breve trégua intermediada por Trump interrompeu a campanha de bombardeios intensos longe das linhas de combate na fronteira entre Rússia e Ucrânia, mas os ataques foram retomados assim que o acordo expirou na noite da última segunda-feira.
A China afirma ser favorável a negociações de paz e respeito à integridade territorial de todos os países, mas nunca condenou a Rússia por sua ofensiva militar lançada na Ucrânia em fevereiro de 2022. O governo chinês alega ser uma parte neutra na guerra.
Pequim nega fornecer armas letais a qualquer um dos lados e acusa os países ocidentais de prolongar as hostilidades ao armar a Ucrânia.
Como parceira econômica da Rússia, porém, a China é a maior compradora mundial de combustíveis russos, incluindo derivados de petróleo, que alimentam a máquina de guerra.
Antes da chegada de Trump à China, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy pediu a ele que discutisse com Xi Jinping como encerrar a ofensiva russa.
Trump deixou a China na sexta-feira dizendo que havia alcançado acordos comerciais “fantásticos”, sem fornecer muitos detalhes.
A fabricante de aeronaves Boeing confirmou um “compromisso inicial” pelo qual a China comprará 200 aviões, após o anúncio de Trump.
A China, por sua vez, afirmou concordar com Trump em estabelecer uma “relação construtiva de estabilidade estratégica”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, elogiou a cúpula EUA-China, enfatizando a natureza privilegiada dos laços entre Moscou e Pequim.
“Se os acordos alcançados ou a serem alcançados por Pequim e Washington servirem aos interesses de nossos amigos chineses, só podemos ficar satisfeitos”, declarou ele na sexta-feira em uma coletiva de imprensa em Nova Déli. Mas “estamos ligados à China por relações (…) que são mais profundas e fortes do que as alianças políticas e militares tradicionais. Este é um novo tipo de relacionamento que estabiliza a política global e a economia global mais do que qualquer outro fator”, disse Lavrov.
Uma mulher, estudante da Universidade de Gênova, foi a única sobrevivente do grupo de mergulhadores vítimas de uma tragédia que deixou cinco italianos mortos nas Maldivas. Apesar de estar preparada para se juntar aos colegas pesquisadores no mergulho, na quinta-feira (14), a jovem decidiu permanecer a bordo do iate enquanto o grupo desceu ao fundo do mar no Atol de Vaavu, informou o jornal italiano La Repubblica.
Não ficou claro por que a estudante, que não foi identificada, mudou de ideia e permaneceu no iate, o Duke of York. Segundo o governo italiano, os mergulhadores tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade, perto da ilha de Alimatha. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado das Maldivas.
Ela foi a “única sobrevivente direta daquele dia” e uma “testemunha fundamental para a reconstrução dos momentos finais antes do acidente”, informou o veículo. Embora as autoridades tenham afirmado que havia cerca de 20 pessoas a bordo da embarcação, quando ela saiu em direção a Atol de Vavvu, ela era a única que deveria ter mergulhado.
Apesar do mergulho arriscado, na caverna conhecida por sua forte correnteza, toda a equipe de mergulhadores era formada por pesquisadores, em sua maioria experientes. Monica Montefalcone, professora de biologia marinha na Universidade de Gênova, e sua filha de 20 anos, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; e o cientista marinho Federico Gualtieri, foram as vítimas da excursão. Eles estavam acompanhados de um instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, que também morreu.
Resgate de ‘alto risco’
O porta-voz do governo das Maldivas , Mohamed Hussain Shareef, afirmou que a caverna “é tão profunda que nem mesmo mergulhadores com os melhores equipamentos se aventuram a chegar perto”.
“Haverá uma investigação separada sobre como esses mergulhadores foram além da profundidade permitida, mas nosso foco agora é a busca e o resgate”, disse ele após o incidente.
A guarda costeira e as unidades militares das Maldivas lançaram uma operação de busca e resgate de “alto risco” utilizando mergulhadores especializados , barcos e apoio aéreo, mas as condições climáticas adversas na área, incluindo ventos fortes e um alerta amarelo oficial, tornaram as operações mais difíceis do que o esperado.
Um comunicado da Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF) afirma que “um corpo foi encontrado entre os cinco mergulhadores no Atol de Vaavu”. “O corpo foi encontrado dentro de uma caverna. Acredita-se que os outros quatro mergulhadores também estejam dentro da mesma, que se estende a uma profundidade de cerca de 60 metros”.
Toxicidade do oxigênio
Segundo a mídia local, uma das hipóteses mais aceitas pela guarda costeira e por especialistas é a toxicidade do oxigênio. Esse fenômeno ocorre quando a mistura do cilindro é inadequada, tornando o oxigênio tóxico em certas profundidades.
“A 50 metros de profundidade no mar, existem vários riscos; é uma verdadeira tragédia”, afirma Alfonso Bolognini, presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica. “Podemos formular diversas hipóteses neste momento: uma mistura respiratória inadequada pode criar uma crise hiperóxica quando há um aumento na pressão parcial de oxigênio nos tecidos e no plasma sanguíneo, o que pode causar problemas neurológicos.”
“É provável que algo tenha dado errado com os tanques”, disse o pneumologista Claudio Micheletto ao veículo de comunicação italiano Adnkronos. “A morte por toxicidade do oxigênio, ou hiperóxia, é uma das mortes mais dramáticas que podem ocorrer durante um mergulho — um fim horrível”, acrescentou Micheletto, diretor de pneumologia do Hospital Universitário de Verona.
Um juiz francês vai abrir denúncia contra o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018.
A vítima do crime, um escritor radicado nos EUA que era crítico do regime de Riad, foi assassinado e esquartejado em outubro daquele ano no consulado saudita em Istambul. Seu corpo nunca foi encontrado.
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De acordo com um relatório da CIA divulgado durante a presidência de Joe Biden, bin Salman ordenou o assassinato. O escândalo custou à monarquia petroleira um período de relativo isolamento internacional.
“Um juiz de instrução especializado em crimes contra a humanidade analisará a denúncia apresentada pelas ONGs Trial International e Repórteres Sem Fronteiras”, que alegam tortura e desaparecimentos forçados, informou à AFP autoridades francesas antiterrosimo.
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A denúncia original foi apresentada pela Trial International, que afirma lutar “contra a impunidade por crimes internacionais”, e pela Democracia para o Mundo Árabe Agora (Dawn), organização para a qual Khashoggi trabalhava.
Ambas as organizações recorreram aos tribunais franceses em julho de 2022, aproveitando uma visita de Mohammed bin Salman à França. A Repórteres Sem Fronteiras juntou-se a elas posteriormente.
Os grupos de jornalistas acusam Mohammed bin Salman de cumplicidade em tortura e desaparecimento forçado como parte de um grupo organizado e alegam que ele “ordenou o assassinato por asfixia” do jornalista.
Durante anos, o Ministério Público se opôs à abertura de uma investigação na França, argumentando que a denúncia das organizações não era de competência da justiça francesa.
Finalmente, um tribunal de apelações decidiu que a queixa apresentada pela Trial International e pela RSF poderia ser admitida, em uma decisão emitida em 11 de maio, à qual a AFP teve acesso. A Dawn, porém, organização fundada por Khashoggi meses antes de seu assassinato, não poderá participar como parte civil no caso.
“O crime do qual Jamal Khashoggi foi vítima é um crime abominável, decidido e planejado nos mais altos escalões do Estado saudita, que ordenou a execução de um jornalista que era uma voz dissidente e independente”, disse o advogado da RSF, Emmanuel Daoud.
Bin Salman, que é na prática chefe de Estado na Arábia Saudita, foi recebido em Washington em novembro pelo presidente Donald Trump e, em resposta a uma pergunta da imprensa, disse que o assassinato de Khashoggi foi “um grande erro”.
Um homem de 38 anos morreu na manhã deste sábado (horário local) após ser atacado por um tubarão enquanto praticava pesca submarina na costa da Ilha Rottnest, na Austrália Ocidental. Segundo a ABC News, o incidente ocorreu pouco antes das 10h no recife de Horseshoe, uma área popular entre mergulhadores.
Segundo o sargento da polícia Michael Wear, que classificou o episódio como “terrível”, a vítima estava na superfície da água, a cerca de 20 metros de sua embarcação, quando foi mordida na região inferior das pernas. O homem estava acompanhado por três amigos, moradores dos subúrbios ao norte de Perth, que haviam viajado à ilha para passar o dia.
— Os amigos retiraram a vítima da água, iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) no trajeto de volta e seguiram direto para o píer de Geordie Bay — relatou o sargento Wear à emissora australiana. — Eles testemunharam todo esse evento horrível.
Ao chegarem em terra firme, paramédicos e policiais assumiram os procedimentos de reanimação de emergência diante de populares que se aglomeravam no local. Em nota, a polícia confirmou que “infelizmente, não foi possível reanimar o homem”. Por volta das 11h20, o corpo foi levado a uma ambulância.
Testemunhas que estavam em Geordie Bay descreveram um cenário de desespero. Jarrad Young, que visitava a ilha para um casamento, disse à ABC que notou a chegada de helicópteros e equipes de resgate e relatou que os amigos da vítima estavam visivelmente em estado de choque.
— Todos observavam enquanto faziam a RCP. Foi uma cena muito chocante, acho que todos torciam para que ele ficasse bem, mas no fim a situação não parecia nada boa — lamentou Young. — É um dia triste. Ninguém quer ver isso na ilha, as pessoas vêm para cá apenas para curtir as praias e o mar.
Alerta e investigação
O Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional (DPIRD) informou ter recebido relatos de que o tubarão responsável pelo ataque mediria cerca de quatro metros. O órgão emitiu um alerta pedindo cautela redobrada na região e destacou embarcações de patrulha para monitorar as águas próximas ao recife.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro da Austrália Ocidental, Roger Cook, prestou solidariedade à família e aos amigos da vítima, descrevendo o ataque como “profundamente angustiante”.
— É um momento devastador para todos os envolvidos. Esta é uma tragédia que será sentida por todos nós — declarou Cook. A polícia estadual informou que preparará um relatório para o médico legista.
Localizada na costa de Perth, a Ilha Rottnest é um destino turístico internacionalmente famoso por suas praias de areia branca, águas cristalinas e pela presença dos quokkas, pequenos marsupiais nativos da região. O recife de Horseshoe fica a cerca de um quilômetro da costa e é um ponto muito procurado para pesca e mergulho em naufrágios.
Em um avanço que pode ajudar a compreender melhor por que algumas falhas geológicas provocam menos terremotos destrutivos, pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, identificaram pela primeira vez a presença natural de óxido de grafeno em uma zona sísmica ativa. O estudo, publicado nesta terça-feira (12) na revista Nature Communications, aponta que o material funciona como um “nanolubrificante” capaz de reduzir o atrito entre blocos rochosos e favorecer movimentos lentos e contínuos da crosta terrestre, sem a liberação brusca de energia típica dos grandes terremotos.
A descoberta foi feita no Sistema de Falhas de Atotsugawa, no centro do Japão, uma fratura geológica conhecida por apresentar poucos tremores de grande magnitude, apesar de estar em uma região tectonicamente ativa. Diferentemente de outras falhas, ela exibe um deslizamento gradual, chamado de deslizamento assimísmico, fenômeno que intriga cientistas há anos. Segundo os pesquisadores, o óxido de grafeno encontrado se acumula em fissuras microscópicas e forma lâminas ultrafinas, de apenas 3 a 10 nanômetros, reduzindo significativamente a resistência entre as superfícies rochosas.
Como o material age dentro da falha
Conhecido principalmente pela aplicação na indústria tecnológica, o óxido de grafeno nunca havia sido documentado na natureza com essa estrutura geológica. Sua composição química, rica em grupos hidroxila e com alto grau de oxidação, faz com que ele tenha um coeficiente de atrito extremamente baixo — inferior ao de materiais comuns na crosta terrestre, como argilas e grafite. A interação com a água potencializa ainda mais esse efeito, permitindo que as camadas do material deslizem entre os minerais como uma espécie de lubrificante natural.
— Acreditamos que, quando a falha se move, ela desencadeia reações químicas que geram óxido de grafeno. Em outras palavras, quanto mais a falha se move, mais ela produz seu próprio “nanolubrificante”, o que facilita ainda mais o movimento — explicou o professor Hiroyuki Nagahama, integrante da equipe de pesquisa.
Para confirmar a presença da substância, os cientistas utilizaram técnicas como espectroscopia Raman, espectroscopia de fotoelétrons de raios X e microscopia eletrônica de transmissão. A análise mostrou que o material permanece estável em temperaturas de até 200 °C, comuns entre 7 e 8 quilômetros de profundidade, exatamente onde o deslocamento lento da falha ocorre. Para o pesquisador Tomoya Shimada, o achado abre novas possibilidades para entender tanto a origem dos terremotos quanto a evolução das próprias falhas geológicas ao longo do tempo.

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