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O governo do estado americano do Maine aprovou nesta terça-feira uma moratória para a construção de centros de dados para a inteligência artificial (IA), tornando-o o primeiro estado americano a bloquear esse tipo de infraestrutura. A Câmara dos Representantes e o Senado estaduais aprovaram o projeto de lei, que precisa agora apenas da assinatura da governadora democrata Janet Mill.
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“Este projeto de lei posiciona o Maine para responder de forma deliberada e responsável a um setor em rápida evolução”, destacou a deputada Melanie Sachs, que promoveu o texto. “A população e as comunidades de todo o estado têm pedido à Assembleia Legislativa que tome medidas e pause temporariamente esses projetos, que poderiam ter um impacto significativo sobre os contribuintes, nossa rede elétrica e nosso meio ambiente.”
O desenvolvimento da IA fez disparar a construção de centros de dados, uma expansão que tem um custo, uma vez que essas instalações consomem muita energia.
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A opinião pública se volta contra esse desenvolvimento. Uma pesquisa da Universidade Quinnipiac apontou que 65% dos americanos se opõem à construção de um centro de dados em sua comunidade.
Se promulgado, o projeto de lei do Maine suspenderá a construção de novos centros de dados até novembro de 2027. O texto também prevê a criação de um conselho para avaliar os riscos e benefícios dos centros propostos.
Em meio à crise econômica mais grave já enfrentada por Cuba desde o colapso da União Soviética, agravada pelo bloqueio americano de petróleo à ilha, as gerações mais jovens da família dos revolucionários irmãos Fidel Castro e Raúl Castro, ex-presidente cubano de 94 anos, têm assumido posições de destaque na liderança do país. Segundo fontes do jornal americano Wall Street Journal, o filho de Raúl Castro, Alejandro Castro Espín, e o neto mais velho do ex-mandatário, Raúl Rodríguez Castro, têm participado ativamente das negociações entre Havana e Washington, se reunindo com autoridades americanas para discutir a situação na ilha comunista e uma possível diminuição nas tensões com os Estados Unidos diante das reiteradas ameaçadas feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, desde que retomou o comando da Casa Branca em 2025. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A maioria dos venezuelanos acolhidos no Brasil (70%) pretende continuar no país, enquanto 30% deseja retornar quando houver condições melhores na Venezuela, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur). O levantamento, feito com migrantes da Venezuela na América Latina e Caribe, revelou que, embora sofram desafios regionais de deslocamento, os venezuelanos começaram a considerar a possibilidade de retorno. Segundo a pesquisa, mais de um terço dos venezuelanos que vivem na América Latina e Caribe indica possível intenção de retornar para casa. A principal motivação, segundo os entrevistados, é a reunião familiar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A prolongação da guerra no Oriente Médio impediu centenas de pessoas e, sobretudo, delegações de Israel, de participarem este ano da Marcha dos Vivos na Polônia, um evento que reúne a comunidade judaica global desde 1988 com o objetivo principal de manter viva a memória do Holocausto em dois lugares emblemáticos: Auschwitz e Birkenau, dois dos principais campos de concentração nazistas. Segundo guias que há mais de duas décadas participam da marcha junto a delegações internacionais, este ano o número de participantes não ultrapassou cinco mil pessoas, muito abaixo das 8.500 que estiveram presentes em 2025. Dificuldades logísticas, medo e, também, divisões dentro da comunidade judaica sobre como se posicionar sobre a guerra desencadeada pelo ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro passado, reduziram de forma expressiva a dimensão da marcha este ano.
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Muitos sobreviventes do Holocausto não puderam chegar até a Polônia, confirmou ao GLOBO Irene Shashar, uma das poucas representantes de um grupo que diminui a cada ano que passa. Aos 88 anos e com uma força admirável, Irene subiu ao palco ao lado de dois ex-reféns do grupo terrorista Hamas, a soldado e violinista Agam Berger, libertada em janeiro do ano passado, e Omri Miran, que ficou 738 dias sequestrado na Faixa de Gaza após o ataque de 7 de outubro de 2023.
— Este é um ano especial, diferente. A guerra nos limitou — diz Irene, que conseguiu sair de Israel num voo fretado, durante uma janela de tempo em que foi possível viajar para o exterior, na semana passada.
A guerra no Oriente Médio esteve presente nos discursos e nas conversas informais durante a marcha. Mas não foi o tema dominante. O que mais se ouviu nos últimos dias entre judeus que vieram até a Polônia foi um alerta sobre o aumento do antissemitismo no mundo. Na marcha e em eventos paralelos na cidade de Cracóvia, esse temor foi onipresente.
Um dos que fizeram um alerta contundente foi Yehuda Kaploun, rabino israelense de Chabad-Lubavitch nomeado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como enviado Especial para Monitorar e Combater o Antissemitismo no Departamento de Estado.
— Estamos chegando a níveis só vistos durante o nazismo — declarou Kaploun, amigo de Trump há mais de 20 anos.
Segundo contou a participantes da marcha, o presidente dos EUA o escolheu para o posto por ser um amigo pessoal e um homem de sua confiança.
— Vamos vencer a batalha contra o ódio e o antissemitismo — disse o enviado de Trump aos participantes da marcha, em momentos em que a guerra no Oriente Médio está cercada de incertezas, com tentativas de diálogo que não prosperam.
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Na Polônia, jovens falaram em eventos em Cracóvia sobre como passaram a conviver com o medo após o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, e representantes da diáspora judaica insistiram em discursos sobre o combate “ao mal”.
— Na marcha foram lembrados casos de antissemitismo na Austrália, EUA e Reino Unido. Há um mandato claro das autoridades [da comunidade judaica e de Israel] de não se calar, de não ter medo. Se os céus estivessem abertos, teríamos oito mil pessoas aqui — comenta o empresário argentino Gastón Taratuta, que levou um grupo de cerca de 40 pessoas ao evento.
Para ele, “a presença de representantes das forças policiais de dezenas de países mostrou que o mundo está preocupado com os ataques contra judeus e a Humanidade”.
Depois de ter participado de mais de dez marchas, o historiador Yoel Schvartz ficou impressionado com a redução das delegações este ano.
— Da Argentina, onde vive uma das maiores comunidades judaicas fora de Israel, vieram quatro delegações. Em 2025, foram mais de dez. Houve problemas logísticos, mas também medo e uma divisão no mundo judeu sobre a guerra — explica Schvartz.
Segundo ele, “algumas pessoas não vieram por temor a serem associadas a políticos e a uma guerra que não apoiam”.
— Acho que essa divisão deve ser acentuar nos próximos tempos — completou.
O político que mais divisões gera dentro do mundo judeu dentro e fora de Israel é o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu. Ao ser perguntada sobre o premier israelense, a sobrevivente do Holocausto responde, sem rodeios, que mais da metade de Israel o quer fora do poder.
— Queremos eleições e queremos uma mudança no país — diz Irene Shashar de forma taxativa.
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Com uma vitalidade impactante e uma história de vida comovente, esta mulher que, junto à sua mãe, sobreviveu ao Holocausto fugindo do Gueto de Varsóvia pelo esgoto após encontrar seu pai morto no chão da casa da família, não escondeu sua posição política. Com a mesma força que defende a memória do Holocausto e o fim do antissemitismo no mundo, Irene afirma que mais da metade da população israelense quer uma guinada política no país.
— Eu sou contra Netanyahu e a favor de julgar quem estava no poder quando sofremos o ataque de 7 de outubro de 2023 — conclui ela.
* A repórter viajou a convite do Aleph Group
O Exército dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que matou quatro pessoas que, segundo o Pentágono, seriam supostos narcotraficantes que estavam a bordo de uma embarcação no Pacífico Oriental. Esse foi o quarto ataque nos últimos dias a embarcações que supostamente transportavam drogas naquela região, publicou no X o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom).
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As quatro novas vítimas aumentam para 174 o número de mortos pela Marinha americana desde setembro, segundo um balanço da AFP.
O governo dos Estados Unidos ressalta que está em guerra contra o que chama de “narcoterroristas” que atuam na América Latina, mas não apresentou provas do envolvimento das embarcações alvejadas com o tráfico de drogas.
O combate ao narcotráfico é uma das bandeiras centrais do segundo mandato do presidente americano, Donald Trump, desde que reassimiu o poder da Casa Branca no ano passado.
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Especialistas em direito internacional e grupos de defesa dos direitos humanos apontam que os ataques provavelmente constituíram execuções extrajudiciais, uma vez que aparentemente atingiram civis que não representavam uma ameaça imediata para os Estados Unidos.
O candidato ultraconservador e ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, que disputa uma vaga no segundo turno das eleições presidenciais do Peru, pediu nesta terça-feira às autoridades eleitorais que declarem as eleições “nulas” devido a irregularidades não comprovadas no processo. As eleições de domingo foram marcadas por problemas com a entrega de cédulas, urnas e outros materiais na capital Lima, com atrasos em dezenas de seções eleitorais, o que obrigou as autoridades a estender o período de votação até segunda-feira.
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“A Junta Nacional Eleitoral precisa agir, declarar todo esse processo nulo ou encontrar uma solução”, disse o líder do Renovação Popular, que é admirador do presidente americano, Donald Trump, à imprensa. “O que estou dizendo é algo mais fundamental: é nulidade”, esclareceu à AFP.
Os peruanos aguardavam nesta terça-feira os resultados da caótica eleição presidencial que durou dois dias, com Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori — condenado por violações de direitos humanos — liderando a contagem preliminar e uma disputa incerta pelo segundo lugar no segundo turno, em junho.
Com quase 80% das urnas apuradas, a candidata de direita de 50 anos tem 16,8% dos votos válidos. Em seguida, na acirrada disputa, estão o ultraconservador Rafael López Aliaga, o social-democrata Jorge Nieto e o esquerdista Roberto Sánchez.
O caos em torno da organização destas eleições adiciona mais uma camada à profunda crise política neste país rico em recursos naturais, que já teve oito presidentes em uma década, vários dos quais sofreram impeachment pelo Congresso. A votação de domingo no Peru, onde o voto é obrigatório, foi marcada por atrasos na abertura das seções eleitorais devido a problemas na distribuição de cédulas, urnas e outros materiais.
“Foi um completo fracasso da democracia”, disse à AFP Luis Gómez, um trabalhador autônomo de 60 anos de um bairro ao sul de Lima.
A autoridade eleitoral teve que estender a votação até segunda-feira para mais de 60 mil peruanos que não conseguiram votar em 13 seções eleitorais que não abriram no domingo. O Conselho Nacional de Eleições (ONPE), a mais alta instância judicial eleitoral do Peru, apresentou denúncia na segunda-feira contra o chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Piero Corvetto, e outros três funcionários por crimes contra o direito ao voto. Um deles foi preso. A polícia e o Ministério Público realizaram buscas nas instalações do ONPE no domingo para coletar documentos referentes ao contrato concedido à empresa responsável pela distribuição dos materiais.
“O que aconteceu é muito grave”, disse o cientista político Eduardo Dargent à AFP. “Deu munição, no pior momento possível, a muita gente que, insatisfeita com o resultado, vai gritar ‘fraude’ ou coisa pior”, alertou.
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Descontentamento
“Não há controle sobre nada. Então, não sabemos se os resultados são realmente verdadeiros. Novas eleições deveriam ser realizadas”, disse Yeraldine Garrido, uma recepcionista de 35 anos.
A contagem dos votos avança lentamente, enquanto os eleitores permanecem apreensivos, alguns com suspeitas após toda a turbulência destas eleições, em que um número recorde de 35 candidatos à presidência concorreram. Com o passar das horas, a diferença entre os três candidatos que disputam o segundo lugar diminui. A única candidata que parece ser a favorita para avançar para o segundo turno, em 7 de junho, é Keiko Fujimori.
“Os números estão muito próximos entre cada candidato. O que temos que fazer é esperar com cautela”, disse a líder da Força Popular a repórteres na terça-feira, ao sair de casa. Um dia antes, ela havia comemorado com seus apoiadores uma suposta derrota do “inimigo” de esquerda, uma possibilidade que ainda não foi descartada.
O mais crítico dos candidatos em relação ao processo eleitoral foi López Aliaga, que se autodenomina “Porky”, como o porco do desenho animado.
“Não deixem que roubem nosso futuro. Vamos às ruas”, escreveu ele em letras maiúsculas na terça-feira para seus seguidores no Facebook, convocando um protesto para a tarde.
Durante a votação de domingo, o candidato ultraconservadora já havia descrito os incidentes como parte de uma “fraude eleitoral muito grave”.
“Não encontramos evidências objetivas que sugiram que a narrativa de fraude tenha fundamentos concretos para confirmar” que houve fraude, disse Annalisa Corrado, chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia, a repórteres.
O Peru está vivenciando uma violenta escalada da criminalidade, que é a principal preocupação dos peruanos e dominou a retórica da campanha.
Neste domingo, os peruanos também elegeram membros da Câmara dos Deputados e do Senado pela primeira vez desde 1990, após mais de três décadas de um Congresso unicameral.
A Defesa Civil de Gaza informou nesta terça-feira (14) que uma criança de três anos estava entre as 10 pessoas mortas em ataques israelenses separados na parte norte do território palestino.
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Várias pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital “após um ataque aéreo israelense que teve como alvo um veículo da polícia” na Cidade de Gaza, indicou Mahmoud Basal, porta-voz da organização de primeiros socorros que atua sob a autoridade do Hamas.
Basal identificou a criança de três anos como Yahya al-Mallahi. O hospital confirmou ter recebido os corpos das vítimas.
Consultado pela AFP, o exército israelense declarou que está “verificando” as informações.
Em um comunicado, o Ministério do Interior de Gaza afirmou que aviões de guerra israelenses “atacaram um veículo policial” no centro da cidade, “causando vários mortos e feridos”.
Basal também disse que outra pessoa havia morrido por disparos israelenses na área norte de Beit Lahia mais cedo nesta terça-feira.
Um parente carrega o corpo de Yahya al-Malahi, de três anos, morto em um ataque de Israel a Gaza
Omar Al-Qattaa / AFP
O Exército informou em um comunicado que suas tropas haviam identificado um “terrorista armado” na zona da chamada Linha Amarela — atrás da qual suas forças se retiraram — que se aproximou de sua posição.
O Exército afirmou que ele foi abatido em um ataque, mas não estava claro se se tratava do mesmo incidente em Beit Lahia.
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Imagens da AFP em Gaza mostram palestinos reunidos ao redor do corpo de um homem, antes de transportá-lo em uma maca para seu funeral, em ruas cercadas por escombros, no centro de uma cidade em ruínas.
Na noite desta terça-feira, a Defesa Civil informou outras três mortes em outro ataque perto de um cruzamento do campo de refugiados de Al Shati, na Cidade de Gaza.
Palestinos se reúnem em torno dos destroços de um veículo policial destruído em um ataque de Israel que deixou vários mortos e feridos na Cidade de Gaza, em 14 de abril de 2026
Omar Al-Qattaa / AFP
O hospital Al Shifa confirmou que recebeu cinco corpos provenientes de “um bombardeio de um drone israelense com dois mísseis contra um grupo de civis diante de depósitos de geradores elétricos” em Al Shati.
As forças armadas não ofereceram uma resposta imediata sobre o último ataque.
Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violar a trégua que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, após dois anos da guerra desencadeada por um ataque do movimento palestino em território israelense em 7 de outubro de 2023.
Pelo menos 757 palestinos morreram desde 10 de outubro, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas e cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
O Exército israelense relatou a morte de cinco soldados em suas fileiras desde o início da trégua.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, conquistou maioria parlamentar um ano após chegar ao poder, o que permitirá ao governo acelerar reformas voltadas à reestruturação da economia, em meio a pressões vindas dos Estados Unidos.
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Três eleições parciais foram realizadas na segunda-feira nas províncias de Ontário e Quebec. O Partido Liberal do Canadá, liderado por Carney, venceu nas três circunscrições, incluindo duas em Toronto e uma em Terrebonne, em Quebec.
Mark Carney surpreendeu ao vencer as eleições legislativas no ano passado, mas não havia obtido maioria absoluta no Parlamento.
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“Esta noite, os eleitores depositaram sua confiança no programa do nosso novo governo”, afirmou Carney em um comunicado publicado na manhã de terça-feira (14) na rede social X. “Chegou o momento de nos unirmos para construir um Canadá forte para todos”, acrescentou.
Com as vitórias, o governo Carney fica, a princípio, estável até 2029. O último primeiro-ministro com maioria parlamentar havia sido Justin Trudeau, entre 2015 e 2019.
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A trajetória de Carney como economista, marcada pela atuação em momentos de crise, ajudou a convencer eleitores preocupados com o futuro do país — especialmente diante de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a sugerir transformar o Canadá no 51º estado americano.
Em janeiro deste ano, as tensões entre os dois líderes vieram a público durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, quando Carney afirmou que o Canadá “não existe por causa dos Estados Unidos” e que o país “prospera porque somos canadenses”. O premiê também criticou o que chamou de “colapso” do sistema de governança global liderado por Washington.
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Bloomberg
Trump reagiu às declarações, dizendo que o Canadá “vive graças aos Estados Unidos” e que Carney não havia sido “muito grato”, além de retirar um convite feito ao líder canadense para participar de um Conselho da Paz anunciado pelo americano.
Desde sua eleição, Carney anunciou aumento significativo nos gastos militares, ao avaliar que o Canadá não pode mais depender de Washington para sua segurança. Também intensificou viagens internacionais em busca de novos acordos comerciais na Ásia e na Europa.
O retorno de Donald Trump ao poder impactou a economia canadense, com a imposição de tarifas sobre setores estratégicos, como o aço e a indústria automobilística.
O país evitou entrar em recessão, mas registrou cortes de empregos nos setores mais afetados, além de desaceleração nas contratações. Em março, a taxa de desemprego foi de 6,7%.
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Nas últimas semanas, Mark Carney ampliou sua base de apoio ao conquistar o respaldo de quatro deputados conservadores e de uma parlamentar do Novo Partido Democrático (NDP).
Segundo pesquisa do instituto Nanos Research divulgada neste mês, Carney é o político preferido de 54% dos entrevistados. Seu principal adversário, o conservador Pierre Poilievre, aparece com 23% e acusou de traição os parlamentares que deixaram seu partido, mencionando “acordos secretos”.
Carney ainda enfrenta desafios importantes, especialmente em relação ao poder de compra. Mais de 40% dos canadenses relatam pressão financeira moderada ou alta, impulsionada principalmente pelo custo dos alimentos e pelo nível de endividamento, de acordo com a mesma pesquisa.
O governo da Espanha aprovou nesta terça-feira (14) a regularização extraordinária de “quase meio milhão” de imigrantes sem documentos, anunciou o primeiro-ministro Pedro Sánchez.
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“O Conselho de Ministros aprovará hoje o Real Decreto que dá início ao processo de regularização extraordinária de pessoas em situação irregular no nosso país”, anunciou Sánchez em uma mensagem na rede social X, acompanhada de uma carta aos cidadãos, sobre uma medida que não precisa de aprovação parlamentar.
Na carta, Sánchez justifica a medida afirmando que “é, antes de mais nada, um ato de normalização. De refletir a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte da nossa vida cotidiana”.
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“Que aqueles que já fazem parte da nossa vida cotidiana o fazem em igualdade de condições, contribuindo para a sustentação do nosso país e do nosso modelo de convivência”, acrescenta no texto.
A medida será aprovada no Conselho de Ministros desta terça-feira.
A ministra das Migrações, Elma Saiz, explicou em entrevista à rádio Cadena Ser os prazos do processo de regularização: “Vai começar nesta semana e será concluído em 30 de junho”.
“Amanhã, previsivelmente, será publicado no Diário Oficial do Estado e, a partir do dia 16, começa o trâmite digital. Também será possível agendar atendimento presencial, que será retomado a partir do dia 20”, disse.
Dois dias depois da maratona diplomática entre EUA e Irã, que terminou sem um acordo preliminar no Paquistão, o presidente americano, Donald Trump, disse que uma nova rodada de negociações pode acontecer “nos próximos dois dias” no país asiático, sem dar detalhes. Ao jornal New York Post, ele relatou não ter ficado satisfeito com a discussão sobre uma moratória de 20 anos às atividades nucleares iranianas, relatada por diplomatas que estiveram nas conversas.
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Segundo o Post, em um primeiro telefonema, Trump disse que as discussões entre os dois lados “estão acontecendo”, e que uma nova reunião poderia acontecer em breve, possivelmente na Europa. Em novo telefonema, conta o jornal, o presidente disse que os repórteres deveriam permanecer no Paquistão “porque algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, antes de fazer elogios ao marechal Asif Munir, de quem se aproximou no ano passado.
O Departamento de Estado não se pronunciou, assim como o governo do Irã.
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Na semana passada, a menos de duas horas antes do fim de um prazo dado por Trump para que o Estreito de Ormuz fosse aberto— que contou com ameaças existenciais à civilização iraniana —, o americano anunciou uma trégua de duas semanas e uma reunião bilateral com o Irã, no fim de semana, no Paquistão.
Os dois lados enviaram representantes de alto escalão, como o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher-Ghalibaf, mas havia pouca expectativa de um acordo nesta etapa das conversas. Após 21 horas de reuniões, os americanos deixaram Islamabad sem um acerto, e Trump anunciou que iria impor seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz (já fechado pelos iranianos) e aos portos do Irã.
Nos bastidores, diplomatas dizem que dois pontos travaram as negociações. O primeiro era a demanda iraniana para ter algum tipo de controle sobre Ormuz — um projeto no Parlamento estabelece a cobrança de um pedágio na passagem, por onde trafegavam, antes da guerra, 20% das exportações globais de petróleo e gás, e alguns navios chegaram a pagar US$ 2 milhões de taxa. A ideia esbarra na lei internacional e na pouca disposição dos países para desembolsar a quantia.
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O segundo, e mais importante, era sobre o programa nuclear iraniano. EUA e Israel acusam o país de buscar uma arma atômica, e de acelerar suas atividades de enriquecimento de urânio para obter material suficiente para tal. Teerã nega, e garante que tem apenas objetivos civis e pacíficos. Um dos objetivos anunciados pelos americanos para a guerra era impedir que o Irã obtenha uma bomba.
De acordo com a imprensa americana, citando fontes que acompanharam as conversas, os EUA sugeriram uma pausa de 20 anos no enriquecimento de urânio pelo Irã, além do envio de todo material enriquecido (cerca de 440 kg) para outros países, como a Rússia. A demanda soa grandiosa, mas analistas veem como uma pequena concessão de Washington, que até agora exigia publicamente o fim de todas atividades nucleares. Os iranianos fizeram uma contraproposta: a suspensãio por cinco anos do enriquecimento e a diluição do material enriquecido (sem enviá-lo ao exterior). Washington rejeitou.
Ao Post, Trump disse que “não gosta da ideia [da moratória] de 20 anos”, e que “não quer que eles [o Irã] sintam que saíram vitoriosos”. Contudo, negociadores acreditam que o processo de negociação deve permitir que os dois lados tenham algo para oferecer a seus públicos internos, sem que um dos lados saia como totalmente derrotado.

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