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A maioria dos venezuelanos acolhidos no Brasil (70%) pretende continuar no país, enquanto 30% deseja retornar quando houver condições melhores na Venezuela, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur). O levantamento, feito com migrantes da Venezuela na América Latina e Caribe, revelou que, embora sofram desafios regionais de deslocamento, os venezuelanos começaram a considerar a possibilidade de retorno. Segundo a pesquisa, mais de um terço dos venezuelanos que vivem na América Latina e Caribe indica possível intenção de retornar para casa. A principal motivação, segundo os entrevistados, é a reunião familiar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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Gauri Devi, uma agricultora indiana, cozinha chapati, um tipo de pão achatado tradicional, em seu fogão a gás alimentado por biogás proveniente de esterco de vaca, animal venerado como a personificação das divindades hindus e símbolo da mãe nutridora. Desde que a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã bloqueou o vital Estreito de Ormuz, por onde passa 60% do gás liquefeito de petróleo (GLP) consumido pela Índia, seus habitantes têm lutado para obter botijões de gás.
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Mas, desde a década de 1980, o gigante asiático tem promovido a produção de biogás em áreas rurais e subsidiado mais de cinco milhões de biodigestores que transformam resíduos agrícolas em gás de cozinha e lodo rico em nitrogênio para fertilizante. No contexto atual, Gauri Devi, de 25 anos, está mais feliz do que nunca por ter um.
“Dá para cozinhar de tudo com ele”, desde chá a legumes, até lentilhas, enfatiza ela em sua cozinha em Nekpur, uma vila em Uttar Pradesh, a cerca de 30 km de Nova Delhi.
A Índia consome mais de 30 milhões de toneladas de GLP anualmente e importa mais da metade. O governo garante que não há escassez, mas, devido a atrasos no fornecimento, compras por pânico e o mercado negro, os moradores às vezes precisam esperar horas para conseguir um botijão.
“Ouro Negro”
Em seu estábulo, Devi mistura baldes de esterco com água e depois despeja a mistura em um tanque subterrâneo do tamanho de um carro, coberto com um balão inflável de armazenamento. Transportado por tubos, o metano permite que ela dispense os botijões de gás, exceto em casos de emergência ou grandes refeições. O sedimento residual é então usado como fertilizante.
“O esterco é excelente, de verdade”, diz Pramod Singh, um agricultor que possui uma unidade de biogás para seis pessoas desde 2025, abastecida diariamente com 30 a 45 quilos de esterco de quatro vacas.
Gauri Devi, uma agricultora indiana, cozinha um pão em seu fogão a gás alimentado por biogás proveniente de esterco de vaca, animal sagrado no país
Arun Sankar/AFP
Este fertilizante caseiro é ainda mais valioso agora que o comércio global desses suplementos foi severamente afetado pela guerra que eclodiu no Oriente Médio em 28 de fevereiro.
“Essa mistura é ouro negro”, afirma Pritam Singh, um líder agrícola.
A agricultura emprega mais de 45% da força de trabalho da Índia, e o país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes, também possui um dos maiores rebanhos bovinos do planeta. O gigante asiático, que também é o terceiro maior poluidor do mundo depois da China e dos Estados Unidos, está promovendo a produção de biogás em larga escala após se comprometer a alcançar a neutralidade de carbono até 2070. Dezenas de enormes usinas de metanização estão sendo construídas em toda a Índia com investimentos de vários milhões de dólares.
“Minifábricas”
Da mesma forma, pequenas unidades continuam a ser construídas em áreas rurais, custando entre 25.000 e 30.000 rúpias (entre R$ 1.300 a R$ 1.550), muitas vezes subsidiadas pelo Estado. Neste país predominantemente hindu, onde esterco e urina de vaca são usados ​​para revestir paredes, como combustível e em rituais, convencer as pessoas a adotarem o biogás foi fácil, observa Pritam Singh.
Indianos cozinham com esterco sagrado de vaca devido à crise no Oriente Médio
Niharika Kulkarni/AFP
Depois de construir sua primeira unidade em 2007, o agricultor ajudou a instalar outras 15 em sua aldeia somente no ano passado, conta ele, observando um interesse ainda maior desde a ofensiva EUA-Israel contra o Irã. Até o momento, o biogás ainda representa apenas uma pequena parcela do combustível para cozinhar, já que o GLP é considerado mais prático.
“As unidades de biogás não são apenas equipamentos; são minifábricas”, explica A.R. Shukla, presidente da Associação Indiana de Biogás. “Elas exigem instalação, operação regular e manutenção”, acrescenta. Mesmo com subsídios, o custo inicial é uma barreira para muitos.
“Trabalhamos o dia todo em terras alheias; não temos terra para isso”, explica Ramesh Kumar Singh, um trabalhador braçal que espera com cerca de cem outras pessoas para conseguir um botijão de gás na aldeia vizinha de Madalpur.
“Estou aqui, no calor sufocante, com fome e sede”, lamenta Mahendri, de 77 anos, que espera desesperadamente há três dias para poder voltar para casa com um desses preciosos botijões.
São iridescentes, de um azul brilhante e com aparência gelatinosa, com tentáculos urticantes que pendem de seus corpos achatados e ovais. Com apenas 7 a 10 centímetros de comprimento, essas criaturas de aparência alienígena usam uma pequena membrana transparente para captar rajadas de vento, impulsionando-as pelo oceano.
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Essa aba, ou vela, é o que lhes rendeu o apelido de “Marinheiros ao Vento”, mas é menos útil quando essas criaturas ficam encalhadas aos milhares nas praias da Califórnia, nos Estados Unidos, como acontece agora.
Nos últimos dias, tanto entusiastas da natureza quanto pessoas comuns que passam pelo local relataram o fenômeno, publicando fotos da invasão nas redes sociais e em sites de observação da biodiversidade.
Esses carnívoros marinhos, cujo nome científico é Velella velella, não são exatamente águas-vivas, mas são parentes próximos. Eles aparecem todas as primaveras e fazem isso há “milhões de anos”, disse Steven Haddock, biólogo marinho do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (Monterey Bay Aquarium Research Institute). Mas a cada poucos anos (incluindo este), quando ventos particularmente fortes sopram na direção certa, milhões deles podem ser levados às praias em grande número, “desde a Baixa Califórnia até o Alasca”, disse ele.
Este ano, foram avistadas ao longo da costa de Washington e Oregon, embora a maioria dos avistamentos até agora tenha ocorrido na Califórnia.
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Apesar dos ferrões da velela, quem se deparar com elas não precisa se preocupar, disse Haddock. É improvável que elas piquem um humano que as pegue pela vela.
— Talvez as pessoas nunca tenham visto tantas coisas gelatinosas sendo trazidas pela correnteza para a praia, mas isso não é motivo para alarme — disse ele.
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Geralmente, vivem perto da superfície do oceano, onde podem se aglomerar aos milhares. Haddock disse que, às vezes, se acumulam de tal forma que, se você estiver em um barco e vir uma colônia, parecerá que você pode sair e caminhar sobre elas.
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Elas servem de presa para animais maiores, como tartarugas marinhas e peixes-lua, disse ele. A velella, cujo nome deriva de uma palavra latina que significa “pequena vela”, geralmente se alimenta de plâncton, usando seus ferrões pendentes para capturá-los.
E para aqueles que possam se sentir compelidos a ajudá-los a retornar ao seu lar no oceano, realmente não faz sentido, disse Haddock. Quando as criaturas chegam às praias, normalmente já estão perto do fim de seu ciclo de vida.
Baldes transbordando de flores enfeitam a barraca de Yuvita Anggi Prinanda em Bali, mas sua fragrância não consegue mascarar o mau cheiro do lixo que se acumula em algumas áreas desta ilha na Indonésia, famosa por sua beleza natural. O maior aterro sanitário de Bali foi declarado zona proibida para resíduos orgânicos no início de abril, como parte do esforço do governo para fazer cumprir uma proibição de longa data sobre lixões a céu aberto. Sem alternativas imediatas, o lixo está se acumulando nas ruas, atraindo ratos ou sendo queimado por moradores frustrados, criando uma fumaça acre que gera preocupações com a saúde.
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“Como dono de um negócio, isso é um verdadeiro incômodo”, disse Yuvita à AFP. O empresário de 34 anos tem usado seus parcos ganhos para pagar uma empresa privada para remover o lixo ao redor de sua barraca. “Alguns clientes, talvez incomodados pelo cheiro, acabaram não comprando nada”, lamentou.
Só o negócio dele gera cerca de quatro grandes sacos pretos cheios de lixo por dia, principalmente folhas e restos de flores, que se somam às cerca de 3.400 toneladas de lixo produzidas diariamente na ilha. Em teoria, a Indonésia proibiu os lixões a céu aberto em 2013, mas só agora está tentando implementar a medida integralmente.
“Muitos ratos aqui”
Na praia de Kuta, um destino turístico popular que é frequentemente inundado por lixo plástico trazido pelas ondas, sacos de lixo se acumulam até a altura da cintura em um estacionamento.
“Há muitos ratos aqui à noite. O cheiro não é nada agradável”, disse o turista australiano Justin Butcher.
Maior aterro sanitário de Bali foi declarado zona proibida para resíduos orgânicos em abril, como parte do esforço do governo para cumprir proibição de lixões a céu aberto
Sonny Tumbelaka/AFP
Cerca de 7 milhões de turistas visitaram esta ilha no ano passado, que tem uma população nativa de 4,4 milhões, e contribuíram para a sua produção de lixo. Pessoas flagradas descartando ou queimando lixo podem pegar até três meses de prisão e pagar uma multa de 50 milhões de rúpias (mais de R$ 14 mil), segundo I Dewa Nyoman Rai Dharmadi, chefe da agência de segurança pública da ilha, embora muitos sintam que não têm outra escolha.
Em 16 de abril, centenas de trabalhadores da limpeza urbana levaram caminhões cheios de lixo até o gabinete do governador em protesto.
“Se não coletarmos o lixo dos nossos clientes, estamos fazendo algo errado; se coletarmos, onde vamos jogá-lo?”, questionou o manifestante I Wayan Tedi Brahmanca.
Em resposta, o governo local anunciou que permitiria o descarte limitado de lixo no aterro sanitário de Suwung como medida temporária até o final de julho. Mas, a partir de agosto, o governo prometeu fechar os lixões a céu aberto em todo o país, embora não esteja claro quais alternativas estarão disponíveis até lá.
Transformando Resíduos em Composto
Nur Azizah, especialista em gestão de resíduos da Universidade Gadjah Mada, na Indonésia, disse à AFP que o aterro sanitário de Suwung recebe cerca de mil toneladas de lixo por dia e opera acima da sua capacidade há anos. Até 70% desse lixo é orgânico, o que “é perigoso porque, com o tempo, gera metano, que pode causar explosões e deslizamentos de terra”.
Cerca de 7 milhões de turistas visitaram Bali em 2025 e contribuíram para a produção de lixo na região
Sonny Tumbelaka/AFP
Isso já aconteceu diversas vezes. Em março, um desabamento no maior aterro sanitário da Indonésia, nos arredores de Jacarta, deixou sete mortos após soterrar caminhões e barracas de comida. Nur afirmou que a única solução a longo prazo é uma campanha educativa em larga escala, focada principalmente na compostagem.
A chefe da agência de meio ambiente e florestas de Denpasar, capital de Bali, Ida Bagus Wirabawa, disse à AFP que o governo vem realizando oficinas de conscientização e distribuindo composteiras desde o ano passado.
Os 284 milhões de habitantes da Indonésia produzem mais de 40 milhões de toneladas de resíduos anualmente, dos quais quase 40% são restos de comida e quase um quinto é plástico, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Apenas cerca de um terço é “gerenciado” — ou seja, reciclado ou processado — de acordo com Nur. O restante acaba na natureza.
“Não gerenciamos os resíduos adequadamente, o que levou a uma situação de emergência em todas as cidades e regiões”, admitiu recentemente o então Ministro do Meio Ambiente, Hanif Faisol Nurofiq, a repórteres. Ele foi posteriormente substituído.
O governo indonésio estabeleceu a meta de iniciar vários projetos de conversão de resíduos em energia em junho, incluindo um em Bali que poderia processar cerca de 1.200 toneladas por dia, mas esses projetos podem levar anos para entrar em operação.
Ruas arrasadas, casas e lojas demolidas, incluindo um café popular. Isso é o que restou da cidade de Bint Jbeil, a poucos quilômetros da fronteira israelense, quase dois meses depois de Israel ter relançado sua ofensiva terrestre no sul do Líbano. A destruição desta cidade, um reduto do Hezbollah, se repete inúmeras vezes no sul do Líbano, uma região exuberante de paisagens onduladas, onde Israel arrasou vilarejos na fronteira como parte de um esforço para preparar o terreno para uma ocupação maior. A abordagem, segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, foi inspirada nas táticas usadas pelos militares em Gaza, onde as forças israelenses reduziram bairros, prédios e ruas inteiras a escombros. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja a Pequim nesta terça-feira para uma rodada de reuniões com autoridades chinesas, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos. A visita ocorre a poucos dias da ida do presidente americano, Donald Trump, à China, onde ele deve se reunir com o líder Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em um desafio sem precedentes, a China intensificou sua disputa com os Estados Unidos sobre o petróleo do Irã ao ordenar que as empresas do país ignorem as sanções americanas, segundo a agência Bloomberg e o Wall Street Journal. A medida eleva a tensão entre as duas maiores economias do mundo e ameaça colocar um vasto setor bancário no meio do fogo cruzado, às vésperas de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, previsto para os dias 14 e 15 de maio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um terço dos americanos afirma já ter rompido relações com amigos ou familiares por razões políticas. É o que indica pesquisa divulgada nesta semana por uma dupla de psicólogos da Universidade da Califórnia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Reunião desta terça-feira do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), após mais de nove horas de reunião, a suspensão dos mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) por 60 dias. Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A decisão final será do Plenário por maioria absoluta (257 deputados).

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE). O texto do relator conclui que os três parlamentares adotaram condutas incompatíveis com o decoro parlamentar durante a ocupação da Mesa Diretora da Casa na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025.

Durante a ocupação, os deputados cobravam a inclusão na pauta do projeto de anistia (PL 216/23) aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), só conseguiu reocupar a cadeira da Presidência no dia 6 de agosto.

Rodrigues recomendou punição severa para sinalizar que a Câmara não tolera esse tipo de comportamento, aumentando para 60 dias de suspensão a pena inicialmente sugerida pela Mesa Diretora, que era de 30 dias.

Pollon respondeu por se sentar na cadeira da Presidência da Câmara, impedindo o retorno do presidente Hugo Motta; Van Hattem por ter ocupado outra cadeira da Mesa; e Zé Trovão por ter usado o corpo para barrar fisicamente o acesso do presidente à Mesa.

As condutas foram objeto das representações 24, 25 e 27, todas de 2025, e votadas separadamente. No caso de Pollon, foram 13 votos pela suspensão e 4 contrários, o mesmo placar de Van Hattem. Zé Trovão teve 15 votos pela suspensão e 4 contrários.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Apreciação de pareceres. Dep. Zé Trovão (PL - SC)
Deputado Zé Trovão

Defesa de Zé Trovão
Em sua defesa, Zé Trovão fez um desabafo emocionado logo no início da reunião, afirmando que a suspensão afeta diretamente seus assessores, “deixando cerca de 20 famílias sem sustento” por dois meses. “O que mais está me doendo hoje é olhar nos olhos dos meus funcionários e não saber o que falar.”

Em sua defesa, citou passagens bíblicas e fatos históricos, e classificou o momento político como de perseguição e inversão de valores. “Se for preciso tomar a Mesa novamente em algum momento da história para defender quem me elegeu, assim o farei”, disse Zé Trovão.

O advogado Eduardo Moura, na defesa técnica, argumentou que vídeos da sessão não revelam irregularidades do deputado e destacou que testemunhas o descreveram como “alguém que tentava impedir conflitos físicos no Plenário”.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Apreciação de pareceres. Dep. Marcel van Hattem (NOVO - RS)
Deputado Marcel van Hattem

Defesa de Marcel van Hattem
Fazendo coro ao colega, Van Hattem chamou o processo de “perseguição política” e comparou sua situação à dos presos pelos atos de 8 de janeiro. O deputado também afirmou que, havendo necessidade, faria novamente. E acrescentou: “se essa injustiça vier, vamos enquadrar e colocar na parede como medalha de honra”.

Pela defesa do deputado, o advogado Jeffrey Chiquini definiu o julgamento como uma “punição política”.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Colecionadores, Atiradores Desportivos e CACs. Dep. Marcos Pollon (PL-MS)
Deputado Marcos Pollon

Defesa de Marcos Pollon
Pollon criticou duramente a recusa da Presidência da Câmara em pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e classificou as prisões como “ilegais” e o cenário jurídico atual do Brasil como um “estado de exceção”. “Não carregaremos a vergonha de termos nos acovardado ou omitido”, disse.

Na defesa técnica, o advogado Mariano lamentou a negativa de ouvir testemunhas sugerias pela defesa e também disse que as questões técnicas foram deixadas de lado em favor de um julgamento político.

Debate
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) lamentou as ofensas dirigidas ao relator e à Mesa Diretora durante o debate no Conselho de Ética e relacionou a ocupação física do Plenário a um processo histórico de golpismo. Para ele, o relatório do conselho separa “os golpistas dos democratas”.

Em defesa dos acusados, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) comparou o processo a uma tentativa de criminalizar a direita por atos que a esquerda já teria praticado no passado. Gonçalves questionou a escolha de apenas três deputados como “bode expiatório” em meio à participação de mais de 100 deputados nos atos de ocupação.

Mais de 20 pessoas morreram nesta terça-feira em bombardeios russos na Ucrânia, cujo presidente, Volodymyr Zelensky, denunciou o “cinismo absoluto” de Moscou ao buscar uma trégua para comemorar, em 9 de maio, a vitória de 1945 sobre a Alemanha nazista. Os ataques, que tiveram como alvo as cidades de Zaporíjia (sul), Kramatorsk (leste), Dnipro (centro) e Nikopol (centro-leste), ocorreram enquanto a Ucrânia anunciava seu próprio cessar-fogo a partir da meia-noite desta terça-feira (18h em Brasília), o qual instou Moscou a respeitar.
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No entanto, pouco antes de sua entrada em vigor, um ataque ucraniano com drones contra a Crimeia ocupada deixou cinco mortos na localidade de Dzhankoi, segundo as autoridades russas. Já na Ucrânia, pelo menos 21 civis morreram em ataques russos em todo o país. Em Zaporíjia, 12 pessoas morreram em uma ação que Zelensky descreveu como “sem qualquer justificativa militar”.
Além disso, cinco civis morreram em Kramatorsk e quatro em Dnipro, segundo o mandatário, e outra morte foi registrada em Nikopol. Com pouco avanço diplomático mais de quatro anos depois do início da invasão, a Rússia anunciou unilateralmente um cessar-fogo para os dias 8 e 9 de maio, a fim de comemorar no sábado, em Moscou, seu desfile do Dia da Vitória. O Exército russo ameaçou lançar “um ataque maciço de mísseis” contra a Ucrânia em caso de violação de sua trégua.
‘Cinismo absoluto’
“É de um cinismo absoluto pedir um cessar-fogo para realizar comemorações propagandísticas, enquanto lançam ataques todos os dias com mísseis e drones”, denunciou Zelensky no Bahrein, onde está de visita. “Precisamos que cessem esses ataques e todos os demais do mesmo tipo todos os dias, e não apenas durante algumas horas em algum lugar, em nome das ‘celebrações'”, acrescentou.
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Zelensky não estabeleceu uma duração ao declarar sua trégua e também advertiu que suas forças responderiam “de maneira recíproca” a qualquer violação. Uma mensagem que Moscou ignorou, pois pouco antes de 01h30 da quarta-feira (horário local, 19h30 de terça-feira em Brasília), alertas aéreos voltaram a soar nas regiões de Kharkiv e Donetsk, no leste da Ucrânia. Até o momento, não há informações de uma resposta ucraniana.
“Apenas algumas horas após a entrada em vigor da proposta de cessar-fogo da Ucrânia, a Rússia não mostra nenhum sinal de preparação para pôr fim às hostilidades. Pelo contrário, Moscou intensifica o terror”, assinalou na terça-feira o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, na rede social X.
Manobra tática
Segundo o analista político ucraniano Volodimir Fessenko, o anúncio de uma trégua por parte de Kiev é uma manobra tática nos âmbitos “informacional e político”.
“Se a Rússia não respeitar o nosso cessar-fogo, temos o direito de não respeitar o seu. Isso anula a iniciativa de Putin”, estima Fessenko, em declarações à AFP. Segundo ele, é “quase certo” que nenhuma suspensão das hostilidades seja plenamente respeitada.
Essas tréguas deveriam acontecer mais de três semanas depois de um cessar-fogo de 32 horas, durante a Páscoa ortodoxa, que foi violado repetidamente, embora tenha sido respeitada uma suspensão dos ataques aéreos de longo alcance.
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Há tempos a Ucrânia pede uma trégua prolongada no front para facilitar as negociações e chegar a um acordo que ponha fim à guerra, desencadeada pela invasão russa em larga escala em fevereiro de 2022, o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Moscou se nega, ao argumentar que uma suspensão mais ampla das hostilidades permitiria a Kiev reforçar suas defesas.
Em resposta à intensificação dos bombardeios russos nas últimas semanas, a Ucrânia vem multiplicando seus ataques com drones. Um desses aparelhos, inclusive, destruiu a fachada de um edifício residencial de luxo no oeste de Moscou. Os anúncios chegam quando os Estados Unidos desviaram sua atenção para a guerra no Oriente Médio, após seus esforços para pôr fim ao conflito na Ucrânia.
Também chegam em um contexto delicado para o Exército russo no front. A zona controlada pelos russos na Ucrânia foi reduzida em cerca de 120 km² em abril, algo que não acontecia desde a contraofensiva ucraniana do verão boreal de 2023, segundo uma análise da AFP dos dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês).
Em paralelo, Zelensky destacou perante as autoridades do Golfo a experiência da Ucrânia contra os drones projetados pelo Irã, que Moscou utiliza em sua ofensiva. O dirigente ucraniano afirmou nesta terça-feira que propôs ao Bahrein um acordo sobre esses drones, após um encontro com o rei Hamad bin Isa al Khalifa.
O presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira a suspensão da operação militar americana de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz, após apenas um dia, numa tentativa de chegar a um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio. O chamado “Projeto Liberdade” de Trump, para ajudar os navios a deixarem o Estreito de Ormuz, a passagem do Golfo que o Irã assumiu o controle em resposta ao ataque dos EUA e de Israel, começou na segunda-feira.
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Mas o líder americano afirmou em sua rede social Truth Social que está suspendendo as negociações após um pedido do mediador Paquistão e de outros países, já que “grandes progressos foram feitos rumo a um acordo completo e definitivo” com Teerã.
“Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade (…) será suspenso por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, disse Trump.
Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos numa tentativa de pressionar o Irã a chegar a um acordo para pôr fim à guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro. As tensões aumentaram após a operação em Ormuz, com os Estados Unidos alegando ter afundado sete embarcações iranianas, enquanto vários navios civis foram atacados, supostamente pelo Irã.
Mais cedo, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que o “Projeto Liberdade” é uma iniciativa temporária e defensiva, separada da Operação Fúria Épica — como foi batizada a ofensiva contra o Irã, em parceria com Israel.
— O Projeto Liberdade tem natureza defensiva, escopo focado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana — afirmou Hegseth. — Forças americanas não vão precisar entrar em águas territoriais iranianas ou no espaço aéreo. Não é necessário. Não estamos buscando briga, mas o Irã também não pode ser autorizado a bloquear países inocentes e seus bens em águas internacionais.
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O início da operação na segunda-feira levou à maior escalada de tensões na região desde o início da trégua entre os dois países. O Irã confirmou ter feito disparos de alerta com mísseis, foguetes e drones contra navios de guerra americanos que desafiaram o bloqueio estabelecido por Ormuz, enquanto os EUA afirmaram ter afundado seis lanchas rápidas iranianas, que supostamente ameaçavam barcos mercantes. Ataques também voltaram a atingir a região, incluindo um porto e um navio dos Emirados Árabes Unidos.
A troca de hostilidades na véspera foi considerada “insuficiente” pelas autoridades americanas para ameaçar o cessar-fogo temporário. Ao lado de Hegseth, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou que desde a entrada em vigor da trégua, Teerã atacou as forças americanas mais de 10 vezes. Classificou, porém, as ações como “abaixo do limiar necessário para o reinício de grandes operações de combate neste momento”.
Hegseth, por sua vez, afirmou que as forças do país permanecem de prontidão, “carregados e com a mira travada”, para responder em caso de ameaça imediata. Ele também desaconselhou a liderança em Teerã a autorizar ataques em resposta à missão.
— Se vocês [Irã] atacarem tropas americanas ou embarcações comerciais inocentes, vocês vão enfrentar o poder de fogo esmagador e devastador americano.
Em entrevista coletiva, horas depois, o secretário de Estado, Marco Rubio, repetiu o discurso de Hegseth, declarando que “esta não é uma operação ofensiva”, mas sim” uma operação defensiva”.
— O que isso significa é muito simples: não haverá disparos a menos que sejamos alvejados primeiro — disse Rubio. — Muitas nações, em privado e algumas publicamente, já pediram aos Estados Unidos que ajudem a libertar seus navios e a restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e nesta artéria crucial do comércio global.
Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, próximo a Bandar Abbas, no sul do Irã
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
Ele confirmou que, ao menos na visão da Casa Branca, a “Operação Furia Épica” chegou ao fim, uma manobra jurídica anunciada na semana passada por Trump antes do fim do prazo legal para que obtivesse o aval do Congresso para seguir com a mobilização militar no Oriente Médio.
— A operação terminou. A “Fúria Épica”, como o presidente notificou ao Congresso, nós concluímos essa etapa. Alcançamos os objetivos dessa operação — disse Rubio. — Agora estamos focados no “Projeto Liberdade”. O que isso pode acarretar no futuro é especulação.
No fim de semana, o presidente rejeitou uma proposta apresentada pelos iranianos, que, segundo detalhes obtidos pela rede al-Jazeera, oferecia o congelamento do programa nuclear por até 15 anos, mas exigia a liberação dos portos iranianos e navios de bandeira do país.
Controle de Ormuz
As lideranças do Pentágono apresentaram o início do Projeto Liberdade como uma prova de que o Irã não detém o controle de Ormuz, conforme alardeado pelas autoridades em Teerã. Duas embarcações mercantes americanas cruzaram a rota navegável na segunda-feira e, segundo Hegseth, centenas já estão à espera para seguir o mesmo caminho.
Em uma disputa de narrativas, autoridades iranianas afirmam que ainda mantêm capacidades e que o bloqueio naval permanece. A TV estatal iraniana afirmou nesta terça-feira que o controle sobre a região se “intensificou”, e que navios aguardavam a autorização das autoridades do país para seguirem pela passagem.
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Especialistas apontam que ainda há um impasse na região. Enquanto a Marinha do Irã foi duramente comprometida, minas navais ainda ameaçam a navegação civil na rota, que também fica ao alcance das capacidades iranianas — incluindo uma série de projéteis, que põem em risco sobretudo ativos civis. Embora os EUA aleguem ter iniciado uma operação de garantia de segurança, a percepção é de que parte dos obstáculos permanece.
— Uma operação naval e aérea realmente sofisticada teria que ser implementada de forma quase constante para fornecer proteção aos navios que transitam pelo estreito — afirmou o diretor de segurança marítima da consultoria Control Risks, Cormac McGarry, a um programa da cadeia britânica BBC, apontando que a circulação confirmada é uma fração mínima do tráfego normal. — A triste realidade para os americanos é que o Estreito de Ormuz é um pesadelo tático para eles.
No período anterior à guerra, cerca de 130 navios faziam a travessia diariamente.
Missão global
A instabilidade em Ormuz desde o início da guerra reacendeu um questionamento global sobre a rota naval e seu status legal. Teerã se apresenta como detentor do estreito, apresentando-o como uma questão de soberania. Nações ao redor do mundo afirmam que o país viola a lei marítima internacional ao bloquear a livre navegação conforme seus interesses.
Em Washington, Hegseth afirmou que embora os EUA estivessem assumindo a dianteira na iniciativa para liberar o tráfego de navios — o que apresentou como um “presente ao mundo”, embora a guerra tenha dado início a disrrupção atual —, outros países deveriam se apresentar para garantir a aplicação da lei internacional.
— Nós estamos estabilizando a situação para que o comércio possa ser retomado, mas nós esperamos que o mundo se apresente — disse o secretário. — No momento apropriado, e logo, nós entregaremos a responsabilidade de volta para vocês. (Com NYT e AFP)

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