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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse a parlamentares que o presidente americano, Donald Trump, pretende comprar a Groenlândia, e não invadir o território. A declaração foi feita em uma reunião de esclarecimento com integrantes das principais comissões de serviços armados e de política externa da Câmara e do Senado na segunda-feira, segundo relatos de autoridades americanas. No mesmo dia, Trump pediu que seus auxiliares apresentassem uma versão atualizada de um plano para adquirir a ilha.
Entenda: Groenlândia e Dinamarca querem reunião com Rubio após ameaças de Trump
Contexto: Trump estuda ‘várias opções’ para Groenlândia, inclusive a militar, diz Casa Branca
A reunião no Congresso tinha como foco a Venezuela, mas parlamentares demonstraram preocupação com as intenções do líder republicano em relação à Groenlândia, após declarações consideradas agressivas feitas nesta semana pelo presidente e por um assessor de alto escalão, Stephen Miller, disseram duas autoridades. Rubio não entrou em detalhes sobre o que quis dizer com a compra da Groenlândia. Trump passou décadas em Nova York como incorporador imobiliário, e um de seus principais enviados diplomáticos, Steve Witkoff, vem da mesma área.
Trump cobiça a Groenlândia desde o primeiro mandato, também por causa de seu potencial de riqueza em minerais críticos. A ilha é um território autônomo e pouco povoado, sob soberania da Dinamarca, país-membro da Otan, a aliança militar do Ocidente. A Dinamarca estabeleceu controle colonial sobre a região no século XVIII e concedeu autonomia ao território no século XX.
Na terça-feira, líderes de seis países da Otan divulgaram, ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, uma declaração conjunta incomum para rebater as afirmações de Trump de que os Estados Unidos deveriam assumir o controle da Groenlândia. Alinharam-se à Dinamarca Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Polônia — todos aliados próximos de Washington —, afirmando:
“A segurança no Ártico deve ser alcançada de forma coletiva, em conjunto com aliados da Otan, incluindo os EUA, respeitando os princípios da Carta da ONU, entre eles a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Esses são princípios universais, e não deixaremos de defendê-los. A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre questões que digam respeito à Dinamarca e à Groenlândia”.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, por sua vez, afirmou que Trump não descartou uma invasão americana da Groenlândia. Em nota, ela destacou que o republicano “deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos EUA”, sendo “vital para dissuadir” seus adversários na região do Ártico. Para isso, disse, Trump e sua equipe “discutem uma série de opções para perseguir esse importante objetivo de política externa e, claro, o uso das Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição”.
Alguns parlamentares manifestaram preocupação com os planos declarados por Trump. Na noite de terça-feira, a senadora Jeanne Shaheen, democrata de New Hampshire, e o senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, divulgaram uma declaração conjunta afirmando que o governo americano deve respeitar seus aliados. No texto, eles dizem que, quando deixam claro que a Groenlândia não está à venda, “os EUA devem honrar suas obrigações decorrentes de tratados e respeitar a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca”:
“Qualquer sugestão de que nosso país submeteria um aliado da Otan a coerção ou pressão externa mina os próprios princípios de autodeterminação que a aliança existe para defender”, acrescentaram os dois, que lideram o Grupo de Observadores da Otan no Senado.
No domingo, Trump afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One que “a Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por toda parte”, sem apresentar provas. Rússia e China são potências ativas no Círculo Polar Ártico, mas a Groenlândia não está cercada por embarcações desses países. Atualmente, são os EUA que mantêm uma base militar no território. O vice-presidente americano, JD Vance, visitou a base no ano passado, acompanhado da esposa, Usha.
A Estratégia de Segurança Nacional do segundo governo Trump afirma que a dominação do Hemisfério Ocidental é uma prioridade máxima. Isso ficou ainda mais evidente com a campanha de pressão militar de meses conduzida por Trump contra a Venezuela e a captura, no sábado, por tropas americanas, de Nicolás Maduro, líder do país, e de sua esposa, Cilia Flores, durante um ataque letal. Trump também disse no início do ano passado que planejava adquirir o Canadá.
Uma família de Connecticut pede a retirada das caminhonetes Tesla Cybertruck das ruas após a morte de Malachi James, de 14 anos, vítima de um atropelamento com fuga ocorrido no dia de Natal, em Hartford, nos Estados Unidos. O adolescente estava no banco de trás de um carro quando foi atingido por uma Cybertruck que vinha na direção oposta. O motorista abandonou o local a pé e segue foragido, segundo a polícia.
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Malachi foi socorrido, mas morreu no hospital em decorrência de traumatismos graves na cabeça, no pescoço e no corpo. Outros três ocupantes do veículo ficaram seriamente feridos: o pai do jovem, Thomas James, de 50 anos, que deverá passar por cirurgias complexas; a irmã, Christiana, submetida a uma operação na perna com colocação de hastes; e a sobrinha de três anos, Vaniya, que permanece com o corpo imobilizado por gesso.
Projeto do veículo e questionamentos sobre segurança
Familiares afirmam que o porte e o desenho da Cybertruck representam riscos para o tráfego urbano. “Vamos fazer o possível para encontrar maneiras de retirá-los das ruas. Isso é como um tanque”, disse à emissora WTNH a tia do adolescente, Royael Saez. Ela cita restrições enfrentadas pelo modelo na Europa, onde normas de segurança priorizam a proteção de pedestres.
Especialistas apontam que o exoesqueleto de aço inoxidável, com superfícies rígidas e ângulos pronunciados, entra em conflito com regulamentações europeias em vigor há décadas. A Agência de Alfândega do Exército dos EUA na Europa, por exemplo, alertou militares para não importarem o veículo, que não possui homologação da União Europeia e não pode ser registrado no bloco.
Tesla Cybertruck, picape futurística da marca
Bloomberg
Nos Estados Unidos, no entanto, a Tesla Cybertruck recebeu classificação geral de cinco estrelas da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA), segundo informações divulgadas pela própria montadora. Entre os recursos citados estão frenagem automática de emergência, assistentes de faixa, monitoramento de ponto cego e um sistema de câmeras com visão de 360 graus. Os sensores permitem a coleta de dados que podem ser analisados após acidentes, explicou à WTNH Eric Jackson, do Instituto de Transportes de Connecticut.
Apesar disso, Jackson ressalta que o peso do veículo — a partir de 3.011 quilos — pode representar risco elevado para pedestres e carros menores. O Instituto de Seguros para Segurança Rodoviária (IIHS) não concedeu ao modelo o selo Top Safety Pick, citando avaliações insatisfatórias dos faróis e alertas considerados insuficientes para o uso do cinto de segurança.
Veículo também já circula no Brasil
Filipe Ret e sua Tesla Cybertruck, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão
Reprodução
Embora não seja vendido oficialmente no Brasil, a Tesla Cybertruck já circula no país por meio de importações independentes. Estimativas apontam que cerca de 15 unidades estariam em circulação até o fim de 2024, adquiridas principalmente por influenciadores e empresários. O custo pode ultrapassar R$ 1,5 milhão por unidade, a depender da versão, impostos e taxas de importação.
A polícia de Hartford informou ao Daily Mail que ainda investiga quem conduzia a Cybertruck no momento do acidente e não esclareceu os motivos da fuga. Mais detalhes devem ser divulgados conforme o avanço das investigações.
Aluno do primeiro ano do ensino médio na Middletown High School, Malachi havia acabado de celebrar o Natal com a família e foi descrito pelos parentes como “uma luz brilhante por onde passava”. Abalados, eles dizem buscar justiça. “Espero que a pessoa que fez isso não ache que pode fugir e se esconder”, afirmou o tio, Spenser McGhee.
O rapper americano Tekashi 6ix9ine se apresentou nesta semana para cumprir uma pena de três meses de prisão no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova York. A unidade é a mesma onde estão detidos o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
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Aos 29 anos, o artista — cujo nome verdadeiro é Daniel Hernandez — declarou-se culpado no ano passado por violar os termos de sua liberdade condicional ao ser flagrado com cocaína e MDMA (ecstasy). A sentença determinou o início do cumprimento da pena a partir de 6 de janeiro.
Prisão de alta segurança e detentos célebres
Em declarações feitas em frente ao MDC, Hernandez afirmou ter expectativa de encontrar Maduro durante o período de detenção. Em tom de brincadeira, disse ao site TMZ que gostaria até de “dançar” e jogar cartas com o líder venezuelano. Em vídeos publicados nas redes sociais, o rapper também mencionou a presença de outros presos famosos na unidade, como Luigi Mangione, além de citar antigos detentos de alto perfil.
Nos meses que antecederam sua prisão, Maduro ganhou destaque internacional não apenas pela escalada das tensões com Washington, mas também por suas frequentes aparições em que cantava e dançava em eventos públicos, inclusive ao som de versões remixadas de seus próprios slogans e da canção Imagine, de John Lennon — que ele apresentou como um apelo à paz.
Essas exibições foram transmitidas pela televisão estatal venezuelana e, de acordo com reportagens do The New York Times, teriam sido interpretadas por integrantes da administração Trump como uma espécie de provocação ou zombaria frente às advertências dos Estados Unidos, influenciando o clima de decisão que culminou na operação militar que resultou em sua captura.
Na prática, porém, a possibilidade de qualquer contato é considerada remota. Especialistas em sistema prisional apontam que presos de grande notoriedade costumam ser mantidos separados da população carcerária geral. Segundo o consultor em segurança prisional Larry Levine, ouvido pelo Daily Mail, Maduro deve estar em confinamento solitário na chamada Unidade Habitacional Especial, reservada a detentos considerados especialmente perigosos ou sensíveis. As celas individuais, de cerca de 2,4 por 3 metros, têm iluminação permanente, cama de aço e poucos estímulos externos.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram presos durante uma operação militar realizada de madrugada em Caracas. Ambos se declararam inocentes das acusações federais de narcoterrorismo apresentadas pela Justiça americana e permanecerão detidos até a próxima audiência, marcada para março. Se condenados, podem enfrentar penas extremas, incluindo a morte, segundo a legislação dos EUA.
Hernandez, por sua vez, foi descrito pelo juiz do caso como um “desastre total”, mas acabou recebendo uma punição relativamente curta. Além da posse de drogas, ele admitiu em tribunal ter agredido um homem em um shopping após ser chamado de “dedo-duro”. O rapper estava em liberdade condicional desde 2020, quando deixou a prisão após colaborar com as autoridades em um processo contra a gangue Nine Trey Gangsta Bloods, em um caso de extorsão.
A trajetória judicial de Tekashi 6ix9ine inclui ainda acusações graves. Em 2018, ele foi preso por extorsão e crimes relacionados a armas e drogas, o que poderia resultar em uma pena mínima de 47 anos. Também já foi acusado de usar uma gangue violenta como uma espécie de “esquadrão pessoal”. Em 2015, declarou-se culpado por uso de criança em performance sexual e recebeu quatro anos de liberdade condicional.
Apesar das controvérsias, o rapper alcançou sucesso comercial expressivo. Em 2018, teve um hit multiplatina com a música “Fefe”, gravada com Nicki Minaj, que chegou ao terceiro lugar das paradas pop nos Estados Unidos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta quarta-feira Israel de ter intensificado a discriminação e a segregação contra os palestinos na Cisjordânia e pediu ao país que ponha fim ao que descreve como um “sistema de apartheid”.
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Em um novo relatório, o escritório de direitos humanos da ONU estimou que a “discriminação sistemática” contra os palestinos nos territórios ocupados “se deteriorou drasticamente” nos últimos anos.
— Há uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia — afirmou o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Türk, em comunicado.
— Seja para acessar água, ir à escola, buscar atendimento hospitalar, visitar familiares ou amigos, ou colher azeitonas, cada aspecto da vida dos palestinos na Cisjordânia é controlado e restringido por leis, políticas e práticas discriminatórias de Israel — acrescentou.
Segundo Türk, trata-se de “uma forma particularmente grave de discriminação e segregação racial, que se assemelha ao tipo de sistema de apartheid que já vimos antes”. É a primeira vez que um chefe de direitos humanos da ONU emprega o termo “apartheid” nesse contexto.
O relatório afirma que as autoridades israelenses submetem colonos israelenses e palestinos que vivem na Cisjordânia a dois regimes jurídicos e políticas distintos, resultando em tratamento desigual. Os palestinos, diz o texto, continuam sofrendo confiscações massivas de terras, privação de acesso a recursos e processos em tribunais militares que “violam sistematicamente o direito ao devido processo”.
Türk exige que Israel revogue leis, políticas e práticas que perpetuem a discriminação sistêmica baseada em raça, religião ou origem étnica. A ONU aponta ainda que a situação foi agravada pela violência de colonos, muitas vezes “com a aquiescência, o apoio e a participação das forças de segurança israelenses”.
Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado desde 1967. A violência se intensificou após o ataque do movimento islamista palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Desde o início do conflito, mais de mil palestinos morreram na Cisjordânia em ações de tropas israelenses e de colonos, segundo levantamento da AFP com base em dados do Ministério da Saúde palestino. Pelas cifras oficiais israelenses, ao menos 44 israelenses morreram em ataques palestinos ou em operações militares no mesmo período.
O relatório afirma ainda que, desde o começo da guerra em Gaza, as autoridades israelenses ampliaram o uso de força ilegal, detenções arbitrárias e tortura, além de haver expansão dos assentamentos e mortes de palestinos com “quase total impunidade”. O texto diz ter encontrado “motivos razoáveis” para crer que essa segregação e subordinação têm intenção de ser permanentes.
O gerente e coproprietário do bar de esqui Le Constellation, onde 40 pessoas morreram e outras 119 ficaram gravemente queimadas durante uma festa de Ano Novo, já havia sido condenado por agenciamento de prostituição em um caso envolvendo o recrutamento de jovens francesas para uma casa de massagens eróticas em Genebra.
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De acordo com o jornal inglês Daily Mail, Jacques Moretti, de 49 anos, é agora alvo de uma investigação criminal por homicídio culposo, ao lado da esposa, Jessica Moretti, de 40. Ambos podem responder também por lesão corporal grave e incêndio criminoso, após o fogo se espalhar rapidamente pelo teto da casa noturna, atingido por fogos de artifício colocados em garrafas de champanhe.
Segundo a imprensa francesa, Moretti foi condenado em 2008 por um tribunal criminal de Annecy, no sul da França, por incitar a prostituição. O caso envolvia o recrutamento de mulheres na França para trabalharem em uma casa de massagens eróticas em Genebra, conhecida como “Hot Rabbit Rendezvous”, localizada na Rue du Lièvre.
À época, Moretti admitiu ter administrado o estabelecimento por cerca de três meses, mas alegou que o fez em nome de um cafetão suíço — prática que, segundo ele, não configuraria crime na legislação local. No entanto, a Justiça francesa entendeu que houve recrutamento ilegal em território francês, o que resultou em uma condenação a 12 meses de prisão, sendo oito em regime suspenso.
O jornal Le Parisien descreveu Moretti como um “cafetão conhecido”, com histórico criminal que incluiria outros delitos cometidos no sudeste da França. A rádio RTL afirmou, citando fonte judicial, que ele chegou a ser detido em 2005, na região de Savoia, por envolvimento em casos de prostituição, fraude, sequestro e cárcere privado.
A casa de massagens “Hot Rabbit” foi alvo de uma operação policial na Suíça em 2008, após denúncia de autoridades francesas. Moretti estava entre três suspeitos colocados sob vigilância, e escutas telefônicas teriam levado à sua prisão.
No processo mais recente, a tragédia no Le Constellation ocorreu quando velas pirotécnicas acopladas a garrafas de champanhe incendiaram materiais inflamáveis no teto da boate, provocando chamas e inalação de fumaça tóxica em um ambiente lotado. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o momento em que o fogo se alastra pelo teto do estabelecimento.
A defesa de Moretti, representada pela advogada Annick Hingrez, afirmou ao jornal L’Est Républicain que o caso antigo era frágil e sustentou que houve “participação voluntária” das mulheres recrutadas. Até a divulgação do incêndio, segundo ela, acreditava que o cliente ainda vivia em Bonifacio, na Córsega.
Uma influenciadora digital chinesa de 20 anos foi encontrada em grave estado de saúde nas ruas de Sihanoukville, no Camboja, após ter sido vítima de tráfico humano, segundo informações divulgadas pela imprensa estatal da China.
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De acordo com o semanário China Newsweek, a jovem, identificada como Wu Zhenzhen, natural da província chinesa de Fujian, afirmou ter sido atraída para o Camboja por meio de uma falsa promessa de emprego bem remunerado.
Em vez disso, acabou abandonada em Sihanoukville, cidade costeira que tem sido apontada por organizações não governamentais como um dos principais polos de centros de burla online no Sudeste Asiático. Uma fotografia em que Wu aparece sentada na rua, segurando uma radiografia das pernas que aparentava mostrar anomalias, viralizou nas redes sociais chinesas e levou a Embaixada da China no Camboja a confirmar oficialmente o caso.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a embaixada alertou que muitas supostas “ofertas de emprego bem remunerado no estrangeiro” estão ligadas a indústrias ilegais, como esquemas de fraude online, prostituição, jogos de azar e tráfico de drogas.
“Uma vez envolvidas, as pessoas tornam-se altamente vulneráveis à detenção ilegal, abusos violentos e até risco de vida”, afirmou o órgão diplomático.
O consulado chinês em Sihanoukville auxiliou Wu a ser internada em um hospital local no último sábado. Segundo a unidade de saúde, ela foi diagnosticada com infecção pulmonar, pleurisia, derrame pleural, retenção urinária e deficiência severa de albumina. Exames toxicológicos também apontaram resultado positivo para metanfetamina e cetamina, drogas estimulantes de uso ilegal.
Em entrevista ao China Newsweek, Wu foi descrita como estando com a memória confusa e relutante em relatar detalhes do período em que permaneceu no país.
“Ela mencionou ter sido detida por vários dias, mas não conseguiu especificar onde ou por qual motivo. Também disse repetidas vezes que trabalhou como empregada de mesa no Camboja, mas recusou-se a dar mais detalhes”, relatou a publicação.
O caso lança luz novamente sobre uma rede internacional de escravidão moderna que atua no Sudeste Asiático. Milhares de pessoas são traficadas para centros de burla, onde são torturadas e forçadas a aplicar golpes online em vítimas de todo o mundo, movimentando milhões de dólares.
A ONG EOS Collective, especializada na investigação de fraudes digitais, afirma que esses esquemas se transformaram em operações altamente sofisticadas, sustentadas pelo tráfico humano em larga escala. Segundo a cofundadora da entidade, Li Ling, apenas no Camboja existem mais de 250 centros de burla, sendo que o maior deles pode abrigar mais de 15 mil pessoas.
Uma aposta de 27 euros (cerca de R$ 169,56) em uma plataforma de previsões com criptomoedas rendeu 372 mil euros (aproximadamente R$ 2,33 milhões) a um apostador que permanece anônimo, segundo apuração da BBC. O foco era a saída de Nicolás Maduro do poder até o fim de janeiro.
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As apostas foram feitas na Polymarket, plataforma que utiliza blockchain para registrar mercados de previsão. O volume de apostas cresceu de forma significativa nas horas que antecederam o anúncio de Donald Trump de que o presidente venezuelano havia sido capturado.
De acordo com dados da plataforma, uma conta criada no mês passado abriu quatro posições relacionadas exclusivamente à Venezuela e obteve um lucro total de US$ 436 mil (o equivalente a 372 mil euros, ou R$ 2,33 milhões) a partir de um investimento inicial de apenas US$ 32,5 (27,79 euros).
Para Better Markets, o caso levanta suspeitas. O diretor executivo da entidade, Dennis Kelleher, afirmou à CBS que “essa aposta específica apresenta todas as características de uma operação baseada em informação privilegiada”.
A identidade do apostador segue desconhecida. A conta está vinculada apenas a um identificador de blockchain composto por letras e números, sem qualquer dado pessoal associado.
Os números reforçam o caráter atípico da movimentação. Na tarde de sexta-feira, a um dia da intervenção norte-americana, os investidores da Polymarket atribuíam apenas 6,5% de probabilidade à saída de Maduro do poder. Pouco antes da meia-noite, esse índice subiu para 11% e disparou nas primeiras horas do dia em que o líder venezuelano foi detido.
O Papa Leão XIV receberá, na quarta e na quinta-feira, no Vaticano, cardeais de todo o mundo, em resposta a demandas por uma governança mais colegiada da Igreja Católica.
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O encontro dos 245 cardeais será o primeiro consistório desde que Leão foi eleito Pontífice, em maio de 2025, após a morte do Papa Francisco. Fontes do Vaticano indicaram que os cardeais desejam ter maior participação na condução da Igreja em nível mundial.
Durante seus 12 anos de pontificado, Francisco chegou a ser alvo de críticas por um estilo de liderança considerado duro e personalista, que teria marginalizado numerosos cardeais. Diferentemente de seus antecessores, o Papa argentino concentrou decisões em um círculo restrito de cerca de 12 cardeais e realizou apenas um consistório extraordinário ao longo de seu governo.
Não há uma agenda definida para a reunião desta semana. Em comunicado, o Vaticano informou que os cardeais darão “apoio e aconselhamento ao Santo Padre no exercício de sua elevada e grave responsabilidade no governo da Igreja universal”. Segundo a nota, o consistório “será marcado por momentos de comunhão e fraternidade, assim como por momentos dedicados à reflexão, à partilha e à oração”.
A reunião poderá oferecer indícios sobre o estilo de liderança de Leão XIV e sobre seus planos para a Igreja, uma vez que, até agora, sua agenda tem sido dominada por compromissos herdados do pontificado anterior.
Trata-se de um consistório extraordinário, destinado à discussão de temas eclesiais relevantes. Os consistórios ordinários, por sua vez, são tradicionalmente convocados para a nomeação de novos cardeais, o grau mais elevado do clero católico.
O Irã classificou como uma “ameaça” as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a respeito das manifestações na República Islâmica e advertiu que não permitirá que elas fiquem sem resposta. A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo chefe do Exército iraniano.
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“O Irã considera a escalada da retórica inimiga contra a nação iraniana como uma ameaça e não tolerará que continue sem resposta”, declarou o general Amir Hatami, segundo a agência Fars.
Nos últimos dias, Trump ameaçou intervir militarmente no Irã caso o regime reprima de forma violenta manifestantes contrários ao governo. Já Netanyahu manifestou apoio público aos protestos que ocorrem no país.
A República Islâmica do Irã já havia classificado como “linha vermelha” e desestabilização regional uma possível intervenção americana no país após o presidente dos EUA afirmar que sairia “em resgate” dos manifestantes que participam de protestos hostis ao governo, depois que as primeiras mortes foram confirmadas, incluindo de um membro das forças de segurança.
As declarações do presidente republicano provocaram uma reação imediata de dois assessores do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
“Qualquer mão intervencionista que ataque a segurança do Irã sob qualquer pretexto será alvo de uma resposta”, escreveu Ali Shamkhani, conselheiro de Khamenei, em uma publicação no X. “A segurança do Irã é uma linha vermelha.”
Já o também conselheiro Ali Larijani escreveu que “Trump deveria saber que qualquer interferência dos Estados Unidos neste assunto interno seria o equivalente a desestabilizar toda a região e prejudicar os interesses americanos”: “Que tenha cuidado com seus soldados”, acrescentou.
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Os comentários aconteceram após Trump sugerir que estaria disposto a agir na nação persa, caso a repressão do governo a manifestações pelo alto custo de vida que tomaram o país desde o fim de dezembro se tornasse letal. Os protestos começaram com o fechamento de estabelecimentos comerciais em Teerã, a capital, mas se espalharam para outros grupos e regiões do país.
“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, o que é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos com as armas preparadas e carregadas, prontos para agir. Obrigado por sua atenção a esse assunto!”, escreveu Trump na Truth Social.
Nos últimos dias, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou os protestos como “legítimos” e instruiu seus funcionários a atenderem às reivindicações dos manifestantes. Alguns funcionários, no entanto, alertaram que responderiam com firmeza a qualquer instabilidade.
“De uma perspectiva islâmica (…), se não resolvermos o problema da subsistência das pessoas, acabaremos no inferno”, declarou Pezeshkian em um pronunciamento na televisão.
Manifestantes em protesto contra a deterioração das condições econômicas no Irã, em Teerã
FARS NEWS AGENCY / AFP
As autoridades iranianas estão em alerta com a possibilidade de que a inquietação interna — que começou no domingo, motivada pelo aumento do custo de vida no país — sirva de motivação para ações de potências estrangeiras contra o governo. Antes de Trump, a agência de inteligência de Israel, Mossad, publicou uma mensagem aos manifestantes na quarta-feira, sugerindo que os apoiaram “em campo”.
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Nos últimos dias, Trump ameaçou intervir militarmente no Irã caso o regime reprima de forma violenta manifestantes contrários ao governo. Já Netanyahu manifestou apoio público aos protestos que ocorrem no país.
A República Islâmica do Irã já havia classificado como “linha vermelha” e desestabilização regional uma possível intervenção americana no país após o presidente dos EUA afirmar que sairia “em resgate” dos manifestantes que participam de protestos hostis ao governo, após as primeiras mortes terem sido confirmadas, incluindo de um membro das forças de segurança.
As declarações do presidente republicano provocaram uma reação imediata de dois assessores do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
“Qualquer mão intervencionista que ataque a segurança do Irã sob qualquer pretexto será alvo de uma resposta”, escreveu Ali Shamkhani, conselheiro de Khamenei, em uma publicação no X. “A segurança do Irã é uma linha vermelha.”
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“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, o que é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos com as armas preparadas e carregadas, prontos para agir. Obrigado por sua atenção a esse assunto!”, escreveu Trump na Truth Social.
Nos últimos dias, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou os protestos como “legítimos” e instruiu seus funcionários a atenderem às reivindicações dos manifestantes. Alguns funcionários, no entanto, alertaram que responderiam com firmeza a qualquer instabilidade.
“De uma perspectiva islâmica (…), se não resolvermos o problema da subsistência das pessoas, acabaremos no inferno”, declarou Pezeshkian em um pronunciamento na televisão.
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