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O Ministério do Serviço Penitenciário venezuelano informou nesta segunda-feira a libertação de 116 presos políticos, embora o número reportado até agora pela ONG especializada Foro Penal seja de 40. Isso faz parte de um processo de solturas anunciado na semana passada, após a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, num bombardeio dos EUA, na madrugada de 3 de janeiro. Desde então, o mandatário americano, Donald Trump, afirma que está no comando do país latino. No domingo, o republicano disse estar satisfeito com a sucessora do chavista, a presidente interina Delcy Rodríguez, e indicou que está disposto a se reunir com ela. Em paralelo, o republicano publicou em sua rede social uma imagem alterada de seu perfil no Wikipedia em que aparece como “presidente encarregado da Venezuela”.
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O número de adversários do regime que foram libertados pode subir para 48 se forem incluídos partidos da oposição e outras ONGs. De acordo com o presidente da Foro Penal, Alfredo Romero, ao menos 24 presos políticos foram soltos na manhã desta segunda-feira, dentre eles 9 mulheres e 15 homens, e incluindo o cidadão italiano Alberto Trentini.
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Antes, durante a noite, a mesma organização noticiou 15 solturas, mas os libertados não saíram pela porta principal. Familiares relatam que eles estão sendo levados para a sede do serviço de contrainteligência em Caracas para serem soltos.
Este tem sido um processo lento e angustiante desde o primeiro anúncio na última quinta-feira. As famílias dos presos políticos se aglomeram em frente ao Helicoide, em Caracas, e ao Rodeo I, nos arredores da capital, à espera das libertações.
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— O que outros familiares nos contam é que os levam para um lugar perto de El Rodeo, pedem que tirem o uniforme, dão roupa comum e até colocam perfume neles — disse à AFP Daniela Camacho, cujo marido, José Daniel Mendoza, foi detido há dois anos e meio.
Seu pai, Manuel Mendoza, também estava lá. Ele viaja seis horas do estado de Yaracuy para ver o filho por apenas 20 minutos, uma vez por semana.
— Se eles deram o passo de oferecer a libertação de todos os presos políticos, estamos apenas pedindo que cumpram a palavra que puseram sobre a mesa. Já são quatro dias ao relento, passando por dificuldades — protestou.
No domingo, dia de visita, os familiares mantiveram o protocolo que cumpriram por anos. Levaram produtos de higiene, entraram na prisão encapuzados e depois viram seu familiar preso por meio de um vidro.
— Estou muito feliz e esperançosa — contou Mireya Sierra, cujo marido e filho estão detidos em El Rodeo I há 11 meses por criticar o governo, acrescentando depois da visita que: — [Os detentos] estão muito contentes, mantendo a calma porque já sabem que a qualquer momento todos vão sair.
Ainda nesta segunda-feira, o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, disse que transmitiu para Delcy “a necessidade de continuar libertando presos políticos”, durante um telefonema na semana passada.
Oposição vai ao Papa
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, pediu na segunda-feira ao Papa Leão XIII, durante uma audiência no Vaticano, que “intercedesse” em favor de mais de mil presos políticos em seu país.
Papa Leão XIV durante uma audiência privada com a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz da Venezuela, María Corina Machado, no Vaticano
VATICANO MEDIA / VATICANO MEDIA / AFP
“Pedi a ele que intercedesse por todos os venezuelanos que continuam sequestrados e desaparecidos”, disse Machado após a reunião, que ocorreu pouco mais de uma semana depois da deposição do líder autoritário Nicolás Maduro pelas forças armadas americanas.
“Com o acompanhamento da Igreja e a pressão sem precedentes do Governo dos Estados Unidos, a derrota do mal no país está mais próxima”, acrescentou ela em um comunicado publicado no X por sua equipe. (Com AFP)
A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, em português) divulgou que a tripulação da Crew-11 da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) retorna à Terra na próxima quinta-feira (15), num pouso na água próximo à Califórnia. A agência federal emitiu comunicados na última semana sobre a possibilidade de antecipar essa volta, decisão inédita do órgão. Isso ocorreu devido a um problema de saúde de uma dos astronautas na missão.
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A Crew-11 chegou à estação internacional em 1º de agosto do ano passado a bordo de uma cápsula Crew Dragon da Space X. A previsão era de que a missão continuasse até meados de fevereiro, quando seriam substituídos pela tripulação Crew-12. Essa é a primeira vez, em 25 anos da ISS, que uma equipe retorna mais cedo devido a um problema médico.
Em comunicado divulgado na última sexta-feira (9), a Nasa anunciou que a previsão de chegada da Crew-11 é para a próxima quinta-feira (15). O cronograma de retorno começa um dia antes, na quarta, com uma série de etapas a serem seguidas. A primeira delas é o início da cobertura do fechamento da escotilha, às 15h no horário da Califórnia, no EUA (19h no horário de Brasília).
As etapas seguem com fechamento da escotilha, início da cobertura da operação de desencaixe e desacoplamento, esta às 17h (21h em Brasília). Já na quinta-feira, às 2h15 (6h15 em Brasília) é previsto o início da cobertura de retorno, queima de desorbitação e, por fim, aterrissagem na água, às 3h40 (7h40 em Brasília). Uma conferência é prevista para cerca de duas horas depois.
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A Nasa não deu detalhes sobre a situação médica e nem sobre qual astronauta foi acometido, mas disse que a condição do paciente afetado é estável. Segundo a agência, o retorno antecipado não é uma emergência, mas uma decisão a que se chegou pelo “risco persistente”, disse no comunicado na última quinta-feira (8).
A tripulação Crew-11 da Nasa-SpaceX é composta por quatro astronautas: os americanos Michael Fincke e Zena Cardman, o japonês Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov. Eles normalmente passam períodos de seis a oito meses na estação espacial, onde há acesso a equipamentos médicos básicos e medicamentos para alguns tipos de emergências, destaca a Reuters.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou no domingo o tom contra Cuba ao instar o governo da ilha a “alcançar um acordo antes que seja tarde demais”, sob a ameaça de interromper o fluxo de petróleo e recursos financeiros vindos da Venezuela. A resposta de Havana veio nesta segunda-feira, quando o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que não há negociações políticas em andamento com Washington, mas sim apenas contatos técnicos limitados à área migratória, descartando qualquer diálogo mais amplo com o governo americano. 
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O alerta veio uma semana após forças dos Estados Unidos capturarem o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, aliado histórico do regime cubano. Em mensagem publicada em sua rede Truth Social, o republicano foi direto: “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO PARA CUBA: ZERO! Sugiro enfaticamente que cheguem a um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”. 
O presidente americano não detalhou que tipo de acordo estaria propondo nem quais seriam as consequências concretas de uma recusa por parte de Havana. Ainda assim, indicou no domingo que seu governo estaria em diálogo com Cuba, afirmação prontamente negada por Díaz-Canel. 
“Não há negociações com o governo dos EUA, exceto por contatos técnicos na área de migração”, escreveu o presidente cubano na rede X, ao reforçar que a ilha não está discutindo qualquer entendimento político com Washington. 
E Díaz-Canel ainda reafirmou que Cuba “segue à risca” qualquer negociação com os Estados Unidos. 
“Existem acordos migratórios bilaterais em vigor que Cuba cumpre escrupulosamente. Como demonstra a história, as relações entre EUA e Cuba, para avançarem, devem se basear no direito internacional, e não na hostilidade, na ameaça e na coerção econômica”, acrescentou no X. 
Aliada da Venezuela há décadas e governada por um regime comunista, Cuba tem sido alvo de uma retórica cada vez mais agressiva por parte de Trump desde a queda de Maduro. Pouco antes de enviar sua mensagem a Havana, o presidente dos Estados Unidos fez novamente um comentário que sugeriu que seu secretário de Estado, Marco Rubio, poderia assumir a presidência de Cuba, acrescentando: “Parece bom para mim!”. 
Questionado mais tarde por jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma de suas prioridades é lidar com a situação de cubanos expulsos do país ou que “saíram sob coerção”. Segundo ele, o foco imediato é atender cidadãos americanos ou pessoas que vivem nos Estados Unidos, sem esclarecer de que forma isso estaria ligado a um eventual acordo com Havana. 
A escalada verbal acontece durante a mais grave crise econômica que Cuba enfrentou em trinta anos, caracterizada pela alta da inflação, apagões constantes e falta de alimentos, medicamentos e combustíveis. A partir do início dos anos 2000, a ilha passou a depender significativamente do petróleo venezuelano, disponibilizado por meio de acordos estabelecidos durante o governo de Hugo Chávez. 
“Até a última gota de sangue” 
Um total de 32 cubanos morreram nos ataques militares americanos na Venezuela, assim como dezenas de integrantes das forças de segurança venezuelanas. A ilha tenta há mais de 60 anos combater o estrangulamento de sua economia provocado pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962 e reforçado desde então. 
“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer”, respondeu no X Miguel Díaz-Canel, ao sublinhar que a ilha “está se preparando” e “disposta a defender a Pátria até a última gota de sangue”. 
Nas ruas de Havana, a aposentada Mercedes Simón, de 65 anos, minimizou as ameaças do presidente americano: “Trump não vai tocar em Cuba, não vai tocar (…) Veja que todos os presidentes dizem, dizem, dizem, mas não agem”. 
Para Marcos Sánchez, um trabalhador do setor gastronômico de 21 anos, “seria bom” que entre Cuba e Estados Unidos “pudesse haver algum tipo de relação”. “Deveria haver um acordo e não recorrer à violência nem a nenhum tipo de ação negativa contra o país”, disse à AFP.  
Temendo uma ação militar, Regla González, dona de casa de 54 anos, anunciava que “as bombas não têm nomes e os conflitos, de uma forma ou de outra, afetam todo o mundo”. 
“O princípio do fim” 
Desde 2000, Havana passou a depender cada vez mais do petróleo venezuelano, recebido como parte de um acordo firmado com o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, morto em 2013. 
Na publicação na Truth Social, Trump afirmou que “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO provenientes da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ aos dois últimos ditadores venezuelanos, MAS ISSO ACABOU!”. 
E acrescentou: “A maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos Estados Unidos na semana passada, e a Venezuela já não precisa da proteção dos capangas e extorsionistas que a mantiveram refém por tantos anos”. 
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou no X após o comentário de Trump que “Cuba não recebe nem nunca recebeu compensação monetária ou material pelos serviços de segurança que tenha prestado a qualquer país. Ao contrário dos EUA, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados”. 
Rodríguez ainda disse que seu país “tem o direito absoluto de importar combustível de qualquer mercado disposto a exportá-lo”. As falas vêm depois de Trump utilizar uma linguagem provocadora sobre Cuba após insinuar que outros países também estariam em sua mira depois da captura de Maduro. Recentemente, ameaçou Colômbia, México, Irã e Groenlândia. 
Alguns parlamentares republicanos elogiaram no domingo os comentários agressivos de Trump sobre Cuba, entre eles Mario Díaz-Balart, representante da Flórida de origem cubana. 
“Estamos presenciando o que, estou convencido, será o princípio do fim do regime em Havana. A tirania em Cuba não sobreviverá ao segundo mandato do presidente Trump, e Cuba será finalmente livre após décadas de miséria, tragédia e dor”, escreveu Díaz-Balart em espanhol no X.
A polícia espanhola anunciou, nesta segunda-feira, a apreensão de quase 10 toneladas de cocaína escondidas em uma carga de sal a bordo de um navio cargueiro que navegava pelo Atlântico, vindo do Brasil, e prendeu todos os 13 ocupantes. Esta é “a maior apreensão de cocaína em alto-mar já realizada na história da Polícia Nacional”, declarou a força de segurança espanhola em um comunicado.
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O navio mercante, de bandeira dos Camarões, abordado na semana passada por membros do Grupo Especial de Operações da polícia no Atlântico, ficou sem combustível e precisou ser rebocado até as Ilhas Canárias, na Espanha, informou o comunicado. As autoridades encontraram “9.994 quilos de cocaína distribuídos em 294 fardos, escondidos entre as toneladas de sal que o navio transportava”, explicou a polícia.
A operação para apreender a carga, que a polícia afirma pertencer a uma organização multinacional dedicada à exportação de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa, contou com a colaboração da Polícia Federal brasileira, da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e da Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido (NCA). A polícia não divulgou a nacionalidade dos treze detidos, dos quais foi apreendida uma arma de fogo.
Antes dessa captura, a maior apreensão de cocaína em alto-mar realizada pela polícia espanhola havia ocorrido em 1999, quando 7,5 toneladas foram interceptadas em um navio. A Espanha é considerada um dos principais pontos de entrada de cocaína na Europa, devido aos seus vínculos com a América Latina, onde a droga é produzida, mas também por causa de sua localização geográfica.
Em outubro de 2024, a polícia espanhola apreendeu 13 toneladas de cocaína escondidas entre bananas em um contêiner procedente do Equador, a maior apreensão já realizada pelas autoridades espanholas.
Em audiência privada no Vaticano nesta segunda-feira, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado pediu ao Papa Leão XIV que interceda pela libertação de mais de 1 mil presos políticos e que apoie o avanço urgente da transição para a democracia na Venezuela, informou a própria dirigente em publicação na rede social X. A reunião foi confirmada pela Santa Sé, embora não tenha sido divulgada oficialmente com antecedência.
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Machado, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2025, destacou que transmitiu ao pontífice “a força do povo venezuelano, que se mantém firme e em oração pela liberdade de Venezuela”, e reiterou que pediu ao Papa que interceda por todos os venezuelanos que permanecem detidos ou desaparecidos por motivos políticos.
O encontro ocorre pouco mais de uma semana depois da derrubada, por forças militares dos Estados Unidos, do líder Nicolás Maduro, e após relatos de alguns presos políticos terem sido liberados em um gesto de “boa vontade”.
Além de pedir a libertação dos prisioneiros, Machado solicitou que Leão XIV apoie o processo de transição democrática em curso na Venezuela, sob a liderança interina de Delcy Rodríguez e com presença de autoridades internacionais.
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Após a audiência com o pontífice — realizada em caráter privado na Residência Apostólica Vaticana — a líder opositora também se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e ex-núncio apostólico em Caracas, reforçando a importância de engajamento diplomático da Igreja Católica nas questões humanitárias e políticas venezuelanas.
— Pedi que ele intercedesse por todos os venezuelanos que continuam sequestrados e desaparecidos — afirmou Machado.
Papa Leão XIV com María Corina Machado
Vatican Media/Simone Risoluti/Divulgação
O Vaticano, por sua vez, já havia expressado preocupação com a situação na Venezuela nas últimas semanas, apelando pelo respeito à vontade do povo venezuelano e à proteção dos direitos humanos e civis em meio aos eventos recentes no país.
— Com o acompanhamento da Igreja e a pressão inédita do governo dos Estados Unidos, a derrota do mal no país está mais próxima — acrescentou, em nota publicada na rede social X por sua equipe.
A agenda de Machado no exterior inclui ainda uma visita prevista a Washington para encontros com autoridades dos EUA, reforçando esforços internacionais em prol de apoio ao processo de transição democrática na Venezuela.
O Parlamento Europeu proibiu todos os diplomatas e representantes do Irã de entrarem nas dependências da instituição após a repressão violenta a protestos no país. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela presidente do órgão, Roberta Metsola.
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— Não pode ser como se nada estivesse acontecendo. Enquanto as pessoas corajosas do Irã continuam a lutar por seus direitos e por sua liberdade, hoje tomei a decisão de proibir todo o corpo diplomático e quaisquer outros representantes da República Islâmica do Irã de acessar todas as instalações do Parlamento Europeu — escreveu Metsola na rede social X.
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— Esta Casa não ajudará a legitimar um regime que se sustenta por meio de tortura, repressão e assassinatos — acrescentou.
A proibição valerá para todos os prédios do Parlamento, em Bruxelas e Estrasburgo, onde ocorrem os principais debates, além da secretaria da instituição em Luxemburgo. Na prática, qualquer pessoa portando passaporte iraniano será submetida a verificação na entrada, e aquelas identificadas como ligadas ao regime terão o acesso negado, com efeito imediato.
A decisão ocorre em meio à crescente indignação internacional diante da repressão de Teerã a grandes protestos que se espalharam pelo país nas últimas duas semanas.
Resposta do Irã
O Irã convocou nesta segunda-feira diplomatas que representam França, Alemanha, Itália e Reino Unido em Teerã para protestar contra o que classificou como “apoio desses países aos protestos que abalaram a República Islâmica”, informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.
Segundo a pasta, os diplomatas assistiram a um vídeo com imagens de danos causados por “vândalos” e foram informados de que seus governos deveriam “retirar declarações oficiais de apoio aos manifestantes”. A informação consta de um comunicado citado pela televisão estatal iraniana.
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Em Paris, o Ministério das Relações Exteriores da França confirmou que “embaixadores europeus” foram convocados pelas autoridades iranianas.
A crise
A crise crescente, que começou como um protesto contra problemas econômicos no final do ano passado, representa o que alguns especialistas consideram um dos maiores desafios às autoridades desde a Revolução Islâmica, em 1979, que depôs um monarca pró-EUA. As manifestações rapidamente se transformaram em um movimento de contestação ao regime teocrático que governa o Irã há quase cinco décadas.
As autoridades iranianas afirmam compreender as reivindicações econômicas dos manifestantes, mas criticam os “agitadores”, que, segundo eles, estariam sendo instrumentalizados por potências estrangeiras, lideradas pelos EUA e Israel. Nesta segunda-feira, após inicialmente adotar um tom mais compreensivo frente aos protestos, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, convocou a população a participar de uma “marcha de resistência” em todo o país, para denunciar a violência cometida, segundo ele, por “criminosos terroristas urbanos”.
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A televisão estatal iraniana exibiu imagens de manifestantes aglomerados na Praça Enghelab (Praça da “Revolução Islâmica”), na capital. A emissora classificou a manifestação como um “levante iraniano contra o terrorismo americano-sionista”.
O chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei, reiterou as ameaças de punição “rápida e severa” para os envolvidos nos protestos, alertando os tribunais para que não mostrem clemência com o que ele chama de “manifestantes violentos”. Na última sexta-feira, Mohseni-Ejei afirmou que “todos os manifestantes violentos” poderiam enfrentar pena de morte.
Cânticos em apoio à monarquia
Um dos fatores que contribuíram para a mobilização em massa nos últimos quatro dias foram os apelos às ruas feitos por alguns grupos ativistas e por Reza Pahlavi, filho do xá deposto na revolução de 1979. Vídeos de diversos protestos mostram que cânticos em apoio aos Pahlavi — algo impensável para os movimentos de protesto iranianos da última década — estão se tornando cada vez mais comuns. Pahlavi, que vive exilado, pediu aos manifestantes, em uma declaração em vídeo, que não abandonassem as ruas.
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No domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que bases militares e centros navais dos Estados Unidos seriam considerados “alvos legítimos” caso Washington realize um ataque. A declaração reforçou o risco de escalada em uma região já marcada por tensões elevadas, especialmente após confrontos recentes envolvendo Israel, Síria e grupos armados apoiados por Teerã.
Além da incerteza sobre uma nova guerra no Irã, como a de 12 dias que aconteceu em junho do ano passado, muitos países vizinhos temem que o país, com mais de 90 milhões de habitantes, possa mergulhar em uma guerra civil semelhante à da Síria, com levantes separatistas em províncias povoadas por curdos, balúchis e outras minorias, que se espalhariam para além das fronteiras.
A tentativa da Índia de colocar em órbita um satélite de observação da Terra e outros 15 pequenos dispositivos falhou devido a uma anomalia no foguete que os transportava, informou a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO na sigla em inglês). Em 18 de maio, um lançador do mesmo tipo também não conseguiu colocar em órbita um satélite de observação.
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“A missão PSLV-C62 foi vítima de uma anomalia no fim da ignição de seu terceiro estágio. Uma análise detalhada está em andamento”, anunciou a ISRO na rede social X.
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O foguete PSLV de quatro estágios, em seu voo número 64, decolou às 10h18 locais (1h48 no horário de Brasília) do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota, mas depois enfrentou um problema técnico.
“O veículo se comportou como esperado até o fim da queima do terceiro estágio”, detalhou o chefe da ISRO à televisão nacional. “Ao final desse terceiro estágio, observamos perturbações e o veículo se desviou de sua trajetória de voo”, acrescentou sem dar mais detalhes sobre o destino dos satélites transportados pelo foguete.
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A Índia colocou uma sonda em órbita ao redor de Marte em 2014 e levou um robô à superfície lunar em 2023. Agora, a ISRO pretende enviar um astronauta à órbita terrestre em 2027.
O coproprietário do bar suíço que pegou fogo durante as celebrações de Ano Novo, provocando a morte de 40 pessoas, foi colocado em prisão preventiva por três meses, informou nesta segunda-feira uma fonte próxima ao caso.
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Jacques Moretti foi detido após ele e sua esposa, Jessica, também coproprietária do bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, serem interrogados por promotores do cantão suíço de Valais, no sudoeste do país, na sexta-feira.
Um tribunal cantonal determinou nesta segunda-feira que Moretti permaneça em detenção preventiva por um período de três meses, segundo a fonte ouvida pela Agence France-Presse. O incêndio começou nas primeiras horas do Dia de Ano Novo, quando o bar estava lotado de pessoas que celebravam a virada. A tragédia deixou 40 mortos e 116 feridos, a maioria adolescentes.
O casal Moretti é alvo de uma investigação criminal e pode responder por acusações de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio causado por negligência.
As conclusões iniciais da investigação indicam que o fogo teria sido provocado por bengalas acesas no interior do local, que atingiram a espuma de isolamento acústico instalada no teto do porão do estabelecimento.
As autoridades também investigam possíveis falhas de segurança, incluindo a presença e a acessibilidade de extintores de incêndio, além de questionamentos sobre se as saídas do bar estavam em conformidade com as normas vigentes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que representantes do regime do Irã procuraram autoridades americanas buscando negociar, após as repetidas ameaças feitas pelo republicano sobre intervir militarmente no país, caso Teerã matasse manifestantes em meio a protestos antigoverno que tomaram dimensão nacional. A declaração foi feita por Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, em um momento em que organizações de direitos humanos denunciam que o número de mortos em meio à repressão esta aumentando.
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— Os líderes do Irã ligaram ontem. Uma reunião está sendo marcada… Eles querem negociar — disse Trump, que também fez ameaças a Teerã. — Talvez tenhamos que agir antes da reunião.
A manifestação do presidente americano ocorre após mais de duas semanas de protestos, que foram inicialmente motivados por queixas econômicas, transformando-se em um dos maiores atos públicos de questionamento ao regime teocrático. Em resposta, autoridades do regime impuseram um bloqueio à internet que já dura mais de três dias e meio e que, segundo ativistas, visa mascarar a extensão da repressão violenta.
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Pouco depois do início das manifestações, Trump e seus aliados em Israel — rivais regionais de Teerã — declararam apoio aos manifestantes, chegando a sugerir que agiriam junto a eles em solo, a fim de prestar auxílio. Autoridades do regime denunciaram o caso como uma tentativa de intervenção externa sobre assuntos do país.
Na semana passada, Trump fez uma advertência aos líderes iranianos, afirmando que interviria caso manifestantes fossem mortos. Na entrevista de domingo a bordo do avião presidencial, ele afirmou que planos militares já estariam sobre a mesa.
— Parece que eles estão começando a fazer isso — disse Trump, quando questionado se o Irã havia cruzado sua “linha vermelha” de mortes de manifestantes. — Estamos analisando a situação com muita seriedade. Os militares estão analisando, e estamos considerando algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em uma conferência em Teerã, com embaixadores estrangeiros, que a república islâmica está preparada tanto para a guerra quanto para negociações.
— Também estamos prontos para negociações, mas estas devem ser justas, com igualdade de direitos e baseadas no respeito mútuo — disse o ministro.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, também afirmou que um canal de comunicação está aberto entre Araghchi e o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, apesar da ausência de relações diplomáticas.
— Mensagens são trocadas sempre que necessário — disse ele, observando que, embora os Estados Unidos não tenham presença diplomática no Irã, seus interesses são representados pela embaixada suíça. (Com AFP)
O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (12), a líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, segundo um breve comunicado do Vaticano.
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O Vaticano não forneceu mais detalhes e o nome da líder da oposição venezuelana foi apenas incluído na lista de pessoas recebidas pelo Papa durante a manhã.
Donald Trump afirmou que deve se reunir na próxima semana, em Washington, com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, dias após anunciar a captura de Nicolás Maduro em ação americana no país. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA disse aguardar o encontro, mas reiterou que não apoia uma eventual ascensão de Corina ao poder, alegando que ela não teria respaldo interno suficiente.
Trump também declarou ter cancelado uma segunda etapa de ataques prevista na Venezuela. Antes, ao comentar a operação, o papa Leão XIII, primeiro pontífice americano, pediu que a Venezuela permanecesse um país independente.

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