Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, em português) divulgou que a tripulação da Crew-11 da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) retorna à Terra na próxima quinta-feira (15), num pouso na água próximo à Califórnia. A agência federal emitiu comunicados na última semana sobre a possibilidade de antecipar essa volta, decisão inédita do órgão. Isso ocorreu devido a um problema de saúde de uma dos astronautas na missão.
Mais equipamentos: Proliferação de satélites vai comprometer fotos de telescópios espaciais, diz Nasa
Mais de 100 mil volumes: Maior biblioteca da Nasa é fechada em meio a cortes de pessoal e de laboratórios
A Crew-11 chegou à estação internacional em 1º de agosto do ano passado a bordo de uma cápsula Crew Dragon da Space X. A previsão era de que a missão continuasse até meados de fevereiro, quando seriam substituídos pela tripulação Crew-12. Essa é a primeira vez, em 25 anos da ISS, que uma equipe retorna mais cedo devido a um problema médico.
Em comunicado divulgado na última sexta-feira (9), a Nasa anunciou que a previsão de chegada da Crew-11 é para a próxima quinta-feira (15). O cronograma de retorno começa um dia antes, na quarta, com uma série de etapas a serem seguidas. A primeira delas é o início da cobertura do fechamento da escotilha, às 15h no horário da Califórnia, no EUA (19h no horário de Brasília).
As etapas seguem com fechamento da escotilha, início da cobertura da operação de desencaixe e desacoplamento, esta às 17h (21h em Brasília). Já na quinta-feira, às 2h15 (6h15 em Brasília) é previsto o início da cobertura de retorno, queima de desorbitação e, por fim, aterrissagem na água, às 3h40 (7h40 em Brasília). Uma conferência é prevista para cerca de duas horas depois.
Veja imagens: Vídeos contradizem versão do governo Trump sobre caso de mulher morta a tiros por agente do ICE
A Nasa não deu detalhes sobre a situação médica e nem sobre qual astronauta foi acometido, mas disse que a condição do paciente afetado é estável. Segundo a agência, o retorno antecipado não é uma emergência, mas uma decisão a que se chegou pelo “risco persistente”, disse no comunicado na última quinta-feira (8).
A tripulação Crew-11 da Nasa-SpaceX é composta por quatro astronautas: os americanos Michael Fincke e Zena Cardman, o japonês Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov. Eles normalmente passam períodos de seis a oito meses na estação espacial, onde há acesso a equipamentos médicos básicos e medicamentos para alguns tipos de emergências, destaca a Reuters.
Galerias Relacionadas

Veja outras postagens

Cerca de 20 pessoas ficaram feridas em um shopping center de luxo no centro de Tóquio depois que um homem borrifou uma substância no interior do estabelecimento, informaram a polícia e os bombeiros nesta segunda-feira. O porta-voz da polícia de Tóquio, Yusuke Koide, disse à AFP que um homem borrifou uma substância em um caixa eletrônico no térreo do prédio, enquanto um oficial do corpo de bombeiros afirmou que “cerca de 20 pessoas ficaram feridas” após receberem uma denúncia de “cheiro” forte na área turística da cidade.
As ruas ao redor do prédio, no distrito comercial de Ginza, onde o shopping está localizado, foram bloqueadas após o incidente, e caminhões de bombeiros formaram uma fila na rua. No entanto, os clientes continuaram entrando e saindo do prédio por entradas laterais.
Um repórter da AFP no local viu duas pessoas em macas sendo colocadas em uma ambulância, enquanto bombeiros e paramédicos com trajes de proteção transferiam pessoas do shopping para caminhões especializados para exame.
A emissora pública NHK informou que os ferimentos pareciam ser leves. Uma mulher de 70 anos que estava no shopping contou à emissora que sua garganta começou a coçar e doer quando se aproximou do caixa eletrônico. “Quando cheguei, a confusão já havia começado e pensei que talvez houvesse um pequeno incêndio ou algo assim. Assim que entrei na área dos caixas eletrônicos, minha garganta ficou áspera, quase dormente.”
A polícia está investigando a causa, disse um oficial do corpo de bombeiros no local.
O exército israelense alertou, nesta segunda-feira, os moradores de 10 vilarejos, a maioria no sul do Líbano, para que evacuem suas casas devido a ataques esperados contra supostos alvos do Hezbollah.
“Em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah, as Forças de Defesa de Israel são obrigadas a operar contra o grupo com o uso da força”, afirmou o porta-voz do exército em árabe, Coronel Avichay Adraee, em uma publicação nas redes sociais, listando os nomes dos vilarejos.
“Para sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e se deslocar para áreas abertas a pelo menos 1 mil metros dessas cidades e vilarejos.”
O dia 25 de maio, Dia Mundial do Futebol, nos lembra de algo que os brasileiros já sabem instintivamente: o futebol é muito mais do que um esporte. É identidade, cultura e conexão. Em 2026, essa linguagem compartilhada estará em plena evidência quando o Canadá, ao lado dos Estados Unidos e do México, sediar a maior Copa do Mundo da FIFA™ da História.
Entenda: Copa do Mundo de 2030 pode ter 66 seleções em nova expansão estudada pela Fifa
A ‘última dança’ de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar: Copa de 2026 deve marcar despedida da ‘geração de ouro’ do futebol
Esse esforço trinacional sem precedentes demonstra o que é possível quando países trabalham juntos em torno de um objetivo comum. Da coordenação em segurança ao planejamento conjunto, o torneio já está promovendo uma cooperação prática entre fronteiras. Mais do que só sobre esporte, ele oferece um modelo de como abertura, confiança e responsabilidade compartilhada podem gerar resultados em um mundo interconectado.
O Canadá encara a Copa do Mundo da FIFA 2026™ com clareza de propósito. Como um dos poucos países a ter sediado tanto a Copa do Mundo Feminina quanto a Masculina, o país traz experiência e um forte compromisso com uma organização inclusiva e responsável. O torneio será também uma oportunidade de apresentar a diversidade do Canadá e o respeito aos povos indígenas — parceiros essenciais na realização do evento neste território—, garantindo uma experiência segura e acolhedora para todos.
Canadá BC Place, Vancouver.
Divulgação
Para o Brasil, essa conexão é imediata. De Pelé a Marta, o futebol brasileiro ajudou a moldar o futebol mundial. O Canadá também vem registrando um rápido crescimento esportivo — do sucesso olímpico no futebol feminino ao aumento dos investimentos no desenvolvimento de jovens atletas. Essas forças compartilhadas criam oportunidades: avançar a igualdade de gênero no esporte, ampliar o engajamento da juventude e aprofundar os intercâmbios entre nossas comunidades futebolísticas. Sem mencionar a Copa do Mundo Feminina da FIFA™ no Brasil, em 2027, na qual a seleção canadense estará entre as fortes concorrentes.
Os vínculos construídos por meio do esporte entre nossos países refletem uma parceria mais ampla. Canadá e Brasil trabalham juntos para fortalecer o comércio, impulsionar a inovação e promover o crescimento sustentável, ao mesmo tempo em que aprofundam os laços entre suas populações. A diplomacia esportiva acrescenta uma dimensão importante a essa relação: conectando novas gerações, abrindo oportunidades de cooperação e reforçando valores compartilhados e inclusão de maneiras que ressoam muito além dos estádios.
BMO Field, Toronto.
Divulgação
Enquanto o Canadá se prepara para receber o mundo — especialmente em Toronto e Vancouver — o faz em um espírito que os brasileiros reconhecem: celebração, diversidade e profundo respeito pelo poder unificador do futebol. O objetivo não é apenas realizar um torneio bem-sucedido, mas deixar um legado de inclusão, cooperação e respeito mútuo.
A lição de 2026 é simples: quando países constroem confiança, a cooperação se aprofunda — e o sucesso compartilhado se torna possível. Nos vemos em Toronto e Vancouver!
*Embaixador do Canadá no Brasil
No calendário político americano, as eleições de 2028, quando, pela primeira vez em 12 anos, o eleitor não terá a opção de votar em Donald Trump, começam em pouco mais de cinco meses. Não se trata de queimar a largada. É com o mapa do novo Congresso, dos governos e dos legislativos estaduais nas mãos, a partir dos resultados do pleito de meio de mandato, em novembro, que republicanos e democratas iniciam a construção das coalizões com potencial de levá-los à Casa Branca. Para a direita, além do desgaste com um governo extremamente impopular, há dor de cabeça extra este ano com a migração ideológica da barulhenta militância do Faça os Estados Unidos Grandes Novamente (Maga, na sigla em inglês) ainda mais para o extremo. A defesa aberta de pautas antidemocráticas, ente elas o fim do voto das mulheres e a supressão da representação dos negros no Legislativo, embaralha os cenários pós-Trump e oferece oportunidade a uma oposição ainda acéfala, em busca de mensagem unificadora para derrotar o trumpismo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Muito antes de ser compreendido, o fenômeno El Niño já deixava marcas na Humanidade. El Niño é o nome dado a mudanças intensas nos ventos e nas temperaturas das águas do Oceano Pacífico, que podem transformar drasticamente os padrões climáticos globais. Ao longo dos séculos, esses padrões naturais provocaram secas épicas e ondas de calor, além de intensificarem epidemias. Alguns acadêmicos chegaram a apontar marcas do El Niño em crises políticas e econômicas no Egito Antigo ou na queda da civilização Moche, no atual Peru, há mais de mil anos. E, em 1877 e 1878, uma fome agravada pelo fenômeno matou milhões de pessoas em regiões tropicais, acentuando desigualdades. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Centenas de agentes da polícia de choque da Turquia dispararam gás lacrimogêneo e forçaram a entrada, neste domingo, na sede do Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda a fazer oposição ao presidente Recep Tayyip Erdogan. A legenda, alvo de uma repressão coordenada pelo atual mandatário, é alvo de uma disputa interna por sua liderança.
Entenda: Tribunal destitui liderança do principal partido de oposição da Turquia
Oriente Médio: Rússia lança maior ataque contra a Ucrânia desde 2024, com 600 drones e 90 mísseis, incluindo projétil hipersônico
Membros do partido montaram barricadas para bloquear as entradas do prédio, desafiando a tropa de choque, dando início a um confronto dramático — o episódio mais recente de truculência contra a sigla por autoridades subordinadas ao governo Erdogan. O envio de tropas, porém, não partiu diretamente do presidente turco.
Polícia de choque da Turquia invade sede do principal partido de oposição 
Um tribunal de apelações turco decidiu na quinta-feira pela destituição do líder do partido, Özgür Özel, que venceu eleições internas do partido em 2023. A decisão judicial anulou a votação, estabelecendo como líder interino Kemal Kilicdaroglu, ex-presidente da sigla, atualmente com 77 anos, que perdeu as eleições passadas para Erdogan e não dispõe de popularidade alta entre os eleitores.
Initial plugin text
A imprensa turca noticiou que representantes de Kilicdaroglu solicitaram à polícia que realizasse os “procedimentos necessários” para entregar a sede do partido à nova liderança. O governo de Ancara instruiu a polícia a “cumprir a decisão judicial”. Özel, por sua vez, condenou a ação policial e culpou Erdogan por perseguir o partido.
— Eles [policiais] invadiram nossa sede, usaram gás lacrimogêneo, nos espancaram com cassetetes, vandalizaram o prédio do partido e nos expulsaram — disse a liderança de facto da sigla na noite de domingo, acrescentando que Erdogan havia “perdido o juízo” e que o ataque fazia parte de manobras “para vencer as próximas eleições”, previstas para 2028.
A polícia de choque turca bloqueia a marcha de apoiadores do Partido Republicano do Povo (CHP) até a sede do partido em Ancara
Adem Altan/AFP
Özel não é o único líder do CHP a denunciar o presidente e homem forte da Turquia de perseguição. No ano passado, o prefeito de Istambul e principal rival de Erdogan, Ekrem Imamoglu, foi preso sob acusações de corrupção, em denúncias de classificou como politicamente motivadas. Inicialmente, Imamoglu era o nome projetado pelo partido para disputar as eleições em 2028.
— Assim como ele [Erdogan] prendeu o candidato presidencial que poderia derrotá-lo, agora fechou oficialmente o partido político que poderia vencê-lo — disse Özel à AFP.
Özgur Özel, líder do CHP, em cima de caminhão durante marcha até Parlamento da Turquia
Partido Republicano do Povo/AFP
Expulso do prédio do partido, a liderança opositora caminhou vários quilômetros sob chuva em direção ao Parlamento, cercado por apoiadores. Ele declarou que o partido e a militância não ficariam inertes à ofensiva institucional.
— O Partido Republicano do Povo estará de agora em diante nas ruas ou nas praças — afirmou ao ser forçado a deixar o edifício, acrescentando posteriormente à AFP. — A Turquia deixou de ser uma república democrática moderna e se transformou em um regime autoritário.
A ONG internacional Human Rights Watch alertou no sábado que o governo Erdogan estava minando a democracia turca com “táticas abusivas” contra o CHP. A organização classificou a decisão judicial como “o mais recente golpe profundamente prejudicial ao Estado de direito, à democracia e aos direitos humanos” na Turquia. (Com AFP)
Uma praticante de parapente austríaca sobreviveu após ser atingida em pleno voo por um avião pequeno do modelo Cessna 172, que causou danos graves ao equipamento e a obrigou a fazer um pouso de emergência. Imagens do acidente, registrado na região de Pinzgau, na Áustria, viralizaram nas redes sociais.
‘Italianos precisam te tocar’: saiba o que Pelé e Maradona conversavam em jantar no Rio há 31 anos; veja vídeo raro
Tragédia: mulher é morta após ser atacada por dois pit bulls durante passeio com cachorro na Flórida
A vítima foi identificada como Sabrina, de 44 anos, natural da Alta Áustria. Apesar do impacto, ela conseguiu acionar o paraquedas de emergência e aterrissar sem ferimentos graves. Já o piloto da aeronave, um homem de 28 anos, conseguiu retornar em segurança ao aeroporto de Zell am See.
“O dia em que uma Cessna 172 te tira do céu enquanto você pratica parapente”, escreveu Sabrina em uma publicação no Instagram após o acidente. “Ainda não consigo acreditar que estou aqui escrevendo isso e que, tirando alguns hematomas fortes e contusões, realmente não aconteceu nada comigo”, acrescentou.
Segundo o jornal local Kronen Zeitung, Sabrina havia decolado da montanha Schmittenhöhe em direção à cidade de Piesendorf. O acidente aconteceu por volta das 13h15 (horário da Áustri) próximo ao refúgio Pinzgauer Hütte, quando o parapente colidiu com a aeronave, que fazia um voo panorâmico sobre os Alpes.
Assista ao vídeo abaixo:
Parapentista sobrevive após colisão com avião em pleno voo na Áustria
‘Zona da Morte’ do Everest: entenda motivo de filas enormes se formarem durante temporada recorde de escaladas
Inicialmente, as autoridades informaram que a esportista realizava uma manobra aérea no momento da colisão. Posteriormente, porém, uma porta-voz da polícia corrigiu a versão e afirmou que Sabrina voava em linha reta quando a aeronave, que se aproximava por trás, atingiu o parapente.
As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a hélice da aeronave rasga parte da vela, causando danos severos ao equipamento. Diante da situação, Sabrina acionou o paraquedas de emergência e conseguiu fazer um pouso em uma estrada florestal.
Portas fechadas: Vídeo mostra momento em que carregador portátil explode dentro de elevador e mulher fica presa com chamas na Rússia
De acordo com as equipes de resgate, o acidente terminou sem feridos graves “por uma grande dose de sorte”. Após o pouso, a mulher foi levada de helicóptero pelas forças de segurança até o aeroporto de Zell am See, onde passou por avaliação médica. Os profissionais constataram apenas ferimentos leves, como hematomas.
O piloto do veículo afirmou às autoridades que não conseguiu evitar a colisão. Assim como Sabrina, ele pousou em segurança. As causas do acidente seguem sob investigação.
Nas redes sociais, Sabrina costuma compartilhar registros de suas aventuras em montanhas e voos de parapente, com vídeos de trilhas, escaladas e saltos em grandes altitudes.
Um dia após elevar a expectativa pelo fim da guerra com Irã ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado” com Teerã, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez um breve recuo neste domingo ao apontar que o país não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos específicos americanos sejam atingidos. A declaração do republicano acompanha a linha de autoridades americanas e iranianas, que foram mais cautelosas sobre negociações que continuam em andamento — com gargalos ainda não superados, incluindo o futuro do Estreito de Ormuz e do programa nuclear iraniano.
Presidência: Trump personaliza memória oficial dos EUA às vésperas dos 250 anos da independência
Entrevista: ‘Casa Branca tentará interferir na eleição brasileira’, diz escritora Anne Applebaum
“As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e eu informei aos meus representantes que não se precipitarem em um acordo, porque o tempo está a nosso favor”, escreveu Trump em uma publicação em seu perfil na rede social Truth Social. “O bloqueio [americano, a portos iranianos] permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambos os lados devem agir com calma e garantir que tudo esteja correto. Não pode haver erros!”.
Initial plugin text
A expectativa em torno da assinatura de um acordo aumentou no sábado, quando Trump descreveu, após uma reunião com líderes de países árabes, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e o Paquistão, que media o diálogo entre Washington e Teerã, que as negociações tinham avançado e que a maior parte de um acordo já tinha sido acertada. O secretário de Estado Marco Rubio e autoridades do Irã, incluindo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, também deram declarações otimistas, com o iraniano chegando a mencionar um memorando de 14 pontos em fase final de preparação.
Embora Trump tenha dito no sábado que as negociações ainda não tinham sido concluídas, uma onda de manifestações irrompeu nos EUA, com republicanos e democratas questionando sobre os termos acordados, em meio a relatos truncados sobre o escopo das negociações. Entre as manifestações em público e de fontes iranianas e americanas em anonimato, relatos divergentes sobre a reabertura total do Estreito de Ormuz, o desbloqueio de bens iranianos no exterior e a inclusão ou não do programa nuclear da nação persa nas negociações repercutiram em Washington.
Os senadores republicanos Ted Cruz e Lindsey Graham, assim como o secretário de Estado de Trump no primeiro mandato, Mike Pompeo, criticaram abertamente os termos debatidos em público, como a suposta liberação de verba ao Irã e o novo prazo de cessar-fogo (mencionado como um período de 30 a 60 dias) para só então discutir o tema nuclear. Em entrevista à Fox News, o senador democrata Chris Van Hollen disse neste domingo ter a “sensação de que este acordo nos levará de volta ao status quo pré-guerra”.
Em outra publicação na Truth Social durante a tarde de domingo, Trump rebateu críticos. O presidente voltou a afirmar que os termos não haviam sido definidos, chamou os opositores de “perdedores” e criticou as negociações durante o governo de Barack Obama — que levaram ao acordo nuclear com o Irã, do qual Trump retirou os EUA em seu primeiro mandato.
Para Entender: O que se sabe sobre o acordo entre EUA e Irã que Trump diz estar ‘em grande parte negociado’
“Se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado, não como aquele feito por Obama, que deu ao Irã enormes quantias de DINHEIRO e um caminho claro e aberto para a obtenção de armas nucleares. Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu ou sabe do que se trata. Ele ainda nem foi totalmente negociado. Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente. Ao contrário daqueles que me antecederam e que deveriam ter resolvido este problema há muitos anos, eu não faço maus negócios!”, escreveu.
Em viagem à Índia, Rubio comentou sobre o momento atual das negociações. Ele disse a repórteres que o governo americano estava pronto para abrir “negociações muito sérias” sobre o programa nuclear iraniano caso Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz, sinalizando que o governo estaria disposto a aceitar um acordo provisório. Assim como Trump, o republicano apontou que o acordo não era tão iminente quanto as declarações de sábado fizeram parecer.
— Não se pode resolver algo relacionado a armas nucleares em 72 horas, de improviso — disse Rubio em uma breve entrevista no domingo em Nova Délhi. — O estreito precisa ser reaberto imediatamente, e então iniciaremos, dentro de parâmetros acordados, negociações muito sérias sobre o enriquecimento de urânio, sobre o urânio altamente enriquecido e sobre a promessa do Irã de nunca possuir armas nucleares.
‘Imperador teve que chegar a um acordo!’: Porta-voz do Irã evoca história persa após fala de Trump sobre avanço em negociação
Líderes iranianos foram mais discretos sobre o andamento das negociações. Um funcionário do governo americano ouvido pelo New York Times afirmou que os EUA acreditam que o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, endossou o esboço geral do plano, mas ainda não há um documento específico para ele assinar. O processo poderia levar dias. Em uma declaração nas redes sociais, Baghaei evocou o passado da nação persa após a declaração inicial de Trump sobre o acordo, fazendo referência a disputas entre a Pérsia e o Império Romano.
“Na mente romana, Roma era o centro indiscutível do mundo. No entanto, os iranianos destruíram essa ilusão; quando Marcus Julius Philippus (Felipe, o Árabe) marchou para o leste contra a Pérsia, a campanha não resultou em vitória romana — terminou em uma paz estabelecida nos termos sassânidas: o imperador teve que chegar a um acordo!”, escreveu Baghaei em uma publicação na rede social X no sábado.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou sua primeira declaração oficial sobre o potencial acordo entre EUA e Irã neste domingo, afirmando que ele e Trump concordaram que qualquer acordo deveria obrigar Teerã a desmantelar suas instalações nucleares e remover o urânio enriquecido do país.
Em uma das mensagens nas redes sociais, Trump descreveu neste domingo que a relação com o Irã tinha se tornado mais “profissional” e “produtivo”. Pouco antes, o presidente havia publicado uma foto gerada por IA de um drone americano atacando uma embarcação iraniana, com a legenda “adios”. (Com NYT e AFP)
A China lançou neste domingo a missão Shenzhou-23, que levará três astronautas à estação espacial Tiangong e incluirá, pela primeira vez no programa espacial chinês, a permanência de um tripulante por um ano em órbita. A experiência é considerada uma etapa crucial nas ambições de Pequim de enviar humanos à Lua até 2030.
Esquecido: Soviético passou 311 dias no espaço e voltou para um país que já não existia; entenda
Psyche: Nasa pode alterar a economia mundial com pouso em asteroide avaliado em US$ 10 trilhões; entenda
O foguete Longa Marcha 2F decolou do centro de lançamento de Jiuquan, no noroeste da China, levando a tripulação à estação espacial chinesa. A missão também marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong: Lai Ka-ying, de 43 anos, que trabalhou anteriormente na polícia do território.
Os outros integrantes da tripulação são o engenheiro espacial Zhu Yangzhu, de 39 anos, e o ex-piloto da Força Aérea Zhang Zhiyuan, também de 39 anos, que viajará ao espaço pela primeira vez.
A tripulação da missão espacial Shenzhou-23, lançada pela China neste domingo
Reprodução: Xinhua
Durante a missão, os astronautas devem conduzir diversos projetos científicos nas áreas de ciências da vida, ciência dos materiais, física dos fluidos e medicina. O principal experimento será a permanência de um dos tripulantes por um ano em órbita, com o objetivo de estudar os efeitos de longos períodos em microgravidade, parte da preparação da China para futuras missões lunares e, possivelmente, a Marte.
Como teria sido vivenciar o apocalipse do asteroide que dizimou os dinossauros há 66 milhões de anos; veja relato detalhado
A agência espacial chinesa informou que o astronauta escolhido para permanecer um ano em órbita será anunciado posteriormente. Até agora, as tripulações da Tiangong costumavam ficar cerca de seis meses no espaço antes de serem substituídas.
O astrofísico Richard de Grijs, professor da Universidade Macquarie, na Austrália, afirmou que os principais desafios envolvem os efeitos de longo prazo sobre o corpo humano, como perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição à radiação, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica.
Segundo ele, a China vem acumulando experiência operacional para manter a ocupação sustentada da estação Tiangong, e missões de um ano representam um passo importante para futuras ambições lunares e de exploração espacial mais profunda.
— Um ano em órbita leva tanto os equipamentos quanto os seres humanos a um regime operacional diferente em comparação com as missões Shenzhou mais curtas das fases anteriores do programa — disse.
A missão Shenzhou-23 integra o objetivo chinês de pousar astronautas na Lua antes de 2030, em uma corrida com o programa Artemis, da Nasa. Pequim também vem testando os equipamentos necessários para cumprir essa meta. Um voo orbital de teste da espaçonave Mengzhou está previsto para 2026. O veículo deverá substituir a antiga linha Shenzhou e será usado para levar astronautas chineses à Lua.
A China espera concluir, até 2035, a primeira fase de uma base científica tripulada na Lua, conhecida como Estação Internacional de Pesquisa Lunar. O país também planeja receber, até o fim deste ano, seu primeiro astronauta estrangeiro na estação Tiangong, vindo do Paquistão.
Nas últimas três décadas, Pequim ampliou significativamente seu programa espacial, com investimentos bilionários para reduzir a distância em relação aos Estados Unidos, à Rússia e à Europa. Entre os principais marcos, a China pousou a sonda Chang’e-4 no lado oculto da Lua em 2019, feito inédito no mundo, e colocou um rover em Marte em 2021.
A China está formalmente excluída da Estação Espacial Internacional desde 2011, quando os Estados Unidos proibiram a Nasa de colaborar com Pequim. A restrição impulsionou o desenvolvimento de um projeto próprio de estação espacial, que resultou na Tiangong.
Hackers iranianos se passaram por recrutadores de emprego para chegar a engenheiros de software do setor de aviação, como parte de uma operação de espionagem durante a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo uma reportagem da CNN, a operação também mirou empresas americanas de petróleo e gás, organizações israelenses e dos Emirados Árabes Unidos. Toda a operação estaria ligada a Teerã.
Ameaças: Os entraves à negociação de americanos e iranianos
Tulsi Gabbard: Chefe da inteligência dos EUA anuncia renúncia ao cargo em meio a desacordos com Trump sobre guerra com o Irã
O ataque chamou atenção pelo grau de sofisticação. Os hackers usaram anúncios falsos de vagas e softwares de videoconferência infectados com um código malicioso para tentar ganhar acesso às redes das empresas.
Num dos casos, chegaram a se passar por funcionários de uma companhia aérea dos EUA. De acordo com a CNN, tudo parte de uma estratégia de engenharia social usada para se aproximar de profissionais com acesso privilegiado a sistemas de segurança das empresas.
Investigadores da empresa de cibersegurança Palo Alto Networks disseram à CNN que o foco da operação foram engenheiros de software porque eles são considerados especialmente valiosos por terem acesso profundo às redes corporativas.
Estratégia sofisticada
A lógica por trás da operação seria obter inteligência útil para o regime iraniano num momento de vulnerabilidade estratégica, especialmente diante da pressão militar causada pelos ataques aéreos americanos e israelenses.
Chuva de mísseis, controle de novo estreito e fuzis para civis: Saiba como o Irã se prepara para potencial retomada da guerra
Os especialistas disseram à CNN que, com base nos dados disponíveis, não acreditar que os hackers tenham conseguido invadir com sucesso as empresas de aviação, petróleo e gás que foram especificamente miradas nessa campanha. Ainda assim, afirmam que outras organizações no mesmo esforço global de espionagem podem ter sido comprometidas, embora não tenham sido identificadas.
A ofensiva ocorre em um momento de forte preocupação em Washington com possíveis retaliações cibernéticas do Irã. Como o país não dispõe de mísseis e drones capazes de atingir o território americano, autoridades dos EUA vêm acompanhando sinais de intrusão digital contra infraestrutura crítica.
Anistia Internacional: Aumento ‘impactante’ no Irã faz execuções no mundo baterem recorde em 2025
Na semana passada, a CNN informou que hackers iranianos também eram suspeitos de uma série de invasões a sistemas de tanques de postos de gasolina nos Estados Unidos, em episódios que levantaram preocupações de segurança.
Para o Aviation Information Sharing and Analysis Center, entidade global que monitora ameaças cibernéticas no setor aéreo, esse tipo de ação já era esperado como consequência direta da guerra. O presidente do grupo, Jeffrey Troy, afirmou à CNN que a indústria vinha antecipando ataques e que já observava esquemas de falsos profissionais de tecnologia e tentativas de obter credenciais explorando departamentos de suporte de empresas.
Grande ofensiva em curso
Segundo ele, essa é uma das faces mais amplas de uma ofensiva que combina espionagem, engano e infiltração operacional.
A história também se encaixa em um padrão conhecido das equipes de hackers iranianas, que têm histórico de mirar companhias aéreas em outras campanhas, inclusive para rastrear dissidentes no exterior.
Revés nos EUA: Trump sofre rara oposição do Senado
Dessa vez, o ataque parece refletir uma prioridade ainda mais sensível: coletar informações estratégicas em setores capazes de revelar tanto movimentações logísticas quanto vulnerabilidades econômicas e tecnológicas dos adversários.
O conjunto das ações mostra que, mesmo sob bombardeios e pressão militar, grupos cibernéticos ligados ao Irã mantêm alto ritmo de operação. Pesquisadores da Palo Alto disseram que o grupo monitorado por eles “não mostra sinais de desaceleração” e continua a coordenar campanhas globais sustentadas e adaptáveis.
Isso significa que o conflito não paralisou a máquina de espionagem digital iraniana — ao contrário, parece tê-la tornado ainda mais ativa e direcionada.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress