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A tentativa da Índia de colocar em órbita um satélite de observação da Terra e outros 15 pequenos dispositivos falhou devido a uma anomalia no foguete que os transportava, informou a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO na sigla em inglês). Em 18 de maio, um lançador do mesmo tipo também não conseguiu colocar em órbita um satélite de observação.
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“A missão PSLV-C62 foi vítima de uma anomalia no fim da ignição de seu terceiro estágio. Uma análise detalhada está em andamento”, anunciou a ISRO na rede social X.
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O foguete PSLV de quatro estágios, em seu voo número 64, decolou às 10h18 locais (1h48 no horário de Brasília) do Centro Espacial Satish Dhawan, na ilha de Sriharikota, mas depois enfrentou um problema técnico.
“O veículo se comportou como esperado até o fim da queima do terceiro estágio”, detalhou o chefe da ISRO à televisão nacional. “Ao final desse terceiro estágio, observamos perturbações e o veículo se desviou de sua trajetória de voo”, acrescentou sem dar mais detalhes sobre o destino dos satélites transportados pelo foguete.
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A Índia colocou uma sonda em órbita ao redor de Marte em 2014 e levou um robô à superfície lunar em 2023. Agora, a ISRO pretende enviar um astronauta à órbita terrestre em 2027.

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O Irã anunciou na segunda-feira que começará a cobrar taxas de navegação de navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, em meio às negociações em curso com os Estados Unidos para encerrar a Guerra do Golfo.
“Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, durante sua coletiva de imprensa semanal. No entanto, ele assegurou que o Irã “não pretende cobrar pedágio”.
O desabamento de um edifício de nove andares em construção em Angeles, ao norte de Manila, nas Filipinas, deixou quatro mortos e ao menos 17 desaparecidos, informaram autoridades nesta segunda-feira. A estrutura cedeu no domingo, atingiu um hotel próximo e matou um hóspede de origem malaia.
Até 70 pessoas trabalhavam na obra, segundo autoridades locais, embora a maior parte tivesse deixado o local por causa do fim de semana. Entre os desaparecidos estão principalmente operários que dormiam no canteiro quando ocorreu o desastre.
Resgate enfrenta dificuldades entre os escombros
Dois operários que ficaram presos sob os escombros foram encontrados com vida após o colapso, mas morreram apesar dos esforços de resgate.
— O primeiro dos dois foi retirado com vida, mas infelizmente seu corpo não resistiu e ele não sobreviveu. Os médicos não conseguiram reanimá-lo — declarou à AFP a porta-voz regional do corpo de bombeiros, Maria Leah Sajili: — O outro sofreu uma parada cardíaca por volta das 3h da madrugada (19h GMT de domingo). Os médicos não puderam atendê-lo porque ele continuava preso.
As equipes de socorro também localizaram outro corpo entre os escombros nesta segunda-feira. No entanto, ainda não estava claro se o cadáver não identificado pertence a uma das pessoas registradas entre os desaparecidos, segundo balanço atualizado divulgado pelos socorristas.
Diante da incerteza sobre a identidade da vítima, as autoridades mantêm a estimativa de 17 desaparecidos.
Sajili destacou a complexidade da operação de resgate em estruturas colapsadas. Segundo ela, “o resgate em um desabamento de edifício é muito complicado, já que qualquer movimento brusco provocado pelas ações de nossos socorristas pode fazer com que algumas áreas se desloquem e as pessoas que estão embaixo acabem esmagadas”.
Agora, as equipes utilizarão escâneres térmicos “para verificar se há possíveis sinais de vida”, afirmou a porta-voz.
Caso não sejam encontrados mais sobreviventes, as autoridades planejam empregar escavadeiras mecânicas e outras máquinas pesadas para remover os escombros e recuperar os corpos. Não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos.
A causa do desabamento ainda é desconhecida e será investigada pelas autoridades filipinas.
Cerca de 20 pessoas ficaram feridas em um shopping center de luxo no centro de Tóquio depois que um homem borrifou uma substância no interior do estabelecimento, informaram a polícia e os bombeiros nesta segunda-feira. O porta-voz da polícia de Tóquio, Yusuke Koide, disse à AFP que um homem borrifou uma substância em um caixa eletrônico no térreo do prédio, enquanto um oficial do corpo de bombeiros afirmou que “cerca de 20 pessoas ficaram feridas” após receberem uma denúncia de “cheiro” forte na área turística da cidade.
As ruas ao redor do prédio, no distrito comercial de Ginza, onde o shopping está localizado, foram bloqueadas após o incidente, e caminhões de bombeiros formaram uma fila na rua. No entanto, os clientes continuaram entrando e saindo do prédio por entradas laterais.
Um repórter da AFP no local viu duas pessoas em macas sendo colocadas em uma ambulância, enquanto bombeiros e paramédicos com trajes de proteção transferiam pessoas do shopping para caminhões especializados para exame.
A emissora pública NHK informou que os ferimentos pareciam ser leves. Uma mulher de 70 anos que estava no shopping contou à emissora que sua garganta começou a coçar e doer quando se aproximou do caixa eletrônico. “Quando cheguei, a confusão já havia começado e pensei que talvez houvesse um pequeno incêndio ou algo assim. Assim que entrei na área dos caixas eletrônicos, minha garganta ficou áspera, quase dormente.”
A polícia está investigando a causa, disse um oficial do corpo de bombeiros no local.
O exército israelense alertou, nesta segunda-feira, os moradores de 10 vilarejos, a maioria no sul do Líbano, para que evacuem suas casas devido a ataques esperados contra supostos alvos do Hezbollah.
“Em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah, as Forças de Defesa de Israel são obrigadas a operar contra o grupo com o uso da força”, afirmou o porta-voz do exército em árabe, Coronel Avichay Adraee, em uma publicação nas redes sociais, listando os nomes dos vilarejos.
“Para sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e se deslocar para áreas abertas a pelo menos 1 mil metros dessas cidades e vilarejos.”
O dia 25 de maio, Dia Mundial do Futebol, nos lembra de algo que os brasileiros já sabem instintivamente: o futebol é muito mais do que um esporte. É identidade, cultura e conexão. Em 2026, essa linguagem compartilhada estará em plena evidência quando o Canadá, ao lado dos Estados Unidos e do México, sediar a maior Copa do Mundo da FIFA™ da História.
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Esse esforço trinacional sem precedentes demonstra o que é possível quando países trabalham juntos em torno de um objetivo comum. Da coordenação em segurança ao planejamento conjunto, o torneio já está promovendo uma cooperação prática entre fronteiras. Mais do que só sobre esporte, ele oferece um modelo de como abertura, confiança e responsabilidade compartilhada podem gerar resultados em um mundo interconectado.
O Canadá encara a Copa do Mundo da FIFA 2026™ com clareza de propósito. Como um dos poucos países a ter sediado tanto a Copa do Mundo Feminina quanto a Masculina, o país traz experiência e um forte compromisso com uma organização inclusiva e responsável. O torneio será também uma oportunidade de apresentar a diversidade do Canadá e o respeito aos povos indígenas — parceiros essenciais na realização do evento neste território—, garantindo uma experiência segura e acolhedora para todos.
Canadá BC Place, Vancouver.
Divulgação
Para o Brasil, essa conexão é imediata. De Pelé a Marta, o futebol brasileiro ajudou a moldar o futebol mundial. O Canadá também vem registrando um rápido crescimento esportivo — do sucesso olímpico no futebol feminino ao aumento dos investimentos no desenvolvimento de jovens atletas. Essas forças compartilhadas criam oportunidades: avançar a igualdade de gênero no esporte, ampliar o engajamento da juventude e aprofundar os intercâmbios entre nossas comunidades futebolísticas. Sem mencionar a Copa do Mundo Feminina da FIFA™ no Brasil, em 2027, na qual a seleção canadense estará entre as fortes concorrentes.
Os vínculos construídos por meio do esporte entre nossos países refletem uma parceria mais ampla. Canadá e Brasil trabalham juntos para fortalecer o comércio, impulsionar a inovação e promover o crescimento sustentável, ao mesmo tempo em que aprofundam os laços entre suas populações. A diplomacia esportiva acrescenta uma dimensão importante a essa relação: conectando novas gerações, abrindo oportunidades de cooperação e reforçando valores compartilhados e inclusão de maneiras que ressoam muito além dos estádios.
BMO Field, Toronto.
Divulgação
Enquanto o Canadá se prepara para receber o mundo — especialmente em Toronto e Vancouver — o faz em um espírito que os brasileiros reconhecem: celebração, diversidade e profundo respeito pelo poder unificador do futebol. O objetivo não é apenas realizar um torneio bem-sucedido, mas deixar um legado de inclusão, cooperação e respeito mútuo.
A lição de 2026 é simples: quando países constroem confiança, a cooperação se aprofunda — e o sucesso compartilhado se torna possível. Nos vemos em Toronto e Vancouver!
*Embaixador do Canadá no Brasil
No calendário político americano, as eleições de 2028, quando, pela primeira vez em 12 anos, o eleitor não terá a opção de votar em Donald Trump, começam em pouco mais de cinco meses. Não se trata de queimar a largada. É com o mapa do novo Congresso, dos governos e dos legislativos estaduais nas mãos, a partir dos resultados do pleito de meio de mandato, em novembro, que republicanos e democratas iniciam a construção das coalizões com potencial de levá-los à Casa Branca. Para a direita, além do desgaste com um governo extremamente impopular, há dor de cabeça extra este ano com a migração ideológica da barulhenta militância do Faça os Estados Unidos Grandes Novamente (Maga, na sigla em inglês) ainda mais para o extremo. A defesa aberta de pautas antidemocráticas, ente elas o fim do voto das mulheres e a supressão da representação dos negros no Legislativo, embaralha os cenários pós-Trump e oferece oportunidade a uma oposição ainda acéfala, em busca de mensagem unificadora para derrotar o trumpismo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Muito antes de ser compreendido, o fenômeno El Niño já deixava marcas na Humanidade. El Niño é o nome dado a mudanças intensas nos ventos e nas temperaturas das águas do Oceano Pacífico, que podem transformar drasticamente os padrões climáticos globais. Ao longo dos séculos, esses padrões naturais provocaram secas épicas e ondas de calor, além de intensificarem epidemias. Alguns acadêmicos chegaram a apontar marcas do El Niño em crises políticas e econômicas no Egito Antigo ou na queda da civilização Moche, no atual Peru, há mais de mil anos. E, em 1877 e 1878, uma fome agravada pelo fenômeno matou milhões de pessoas em regiões tropicais, acentuando desigualdades. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Centenas de agentes da polícia de choque da Turquia dispararam gás lacrimogêneo e forçaram a entrada, neste domingo, na sede do Partido Republicano do Povo (CHP), principal legenda a fazer oposição ao presidente Recep Tayyip Erdogan. A legenda, alvo de uma repressão coordenada pelo atual mandatário, é alvo de uma disputa interna por sua liderança.
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Membros do partido montaram barricadas para bloquear as entradas do prédio, desafiando a tropa de choque, dando início a um confronto dramático — o episódio mais recente de truculência contra a sigla por autoridades subordinadas ao governo Erdogan. O envio de tropas, porém, não partiu diretamente do presidente turco.
Polícia de choque da Turquia invade sede do principal partido de oposição 
Um tribunal de apelações turco decidiu na quinta-feira pela destituição do líder do partido, Özgür Özel, que venceu eleições internas do partido em 2023. A decisão judicial anulou a votação, estabelecendo como líder interino Kemal Kilicdaroglu, ex-presidente da sigla, atualmente com 77 anos, que perdeu as eleições passadas para Erdogan e não dispõe de popularidade alta entre os eleitores.
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A imprensa turca noticiou que representantes de Kilicdaroglu solicitaram à polícia que realizasse os “procedimentos necessários” para entregar a sede do partido à nova liderança. O governo de Ancara instruiu a polícia a “cumprir a decisão judicial”. Özel, por sua vez, condenou a ação policial e culpou Erdogan por perseguir o partido.
— Eles [policiais] invadiram nossa sede, usaram gás lacrimogêneo, nos espancaram com cassetetes, vandalizaram o prédio do partido e nos expulsaram — disse a liderança de facto da sigla na noite de domingo, acrescentando que Erdogan havia “perdido o juízo” e que o ataque fazia parte de manobras “para vencer as próximas eleições”, previstas para 2028.
A polícia de choque turca bloqueia a marcha de apoiadores do Partido Republicano do Povo (CHP) até a sede do partido em Ancara
Adem Altan/AFP
Özel não é o único líder do CHP a denunciar o presidente e homem forte da Turquia de perseguição. No ano passado, o prefeito de Istambul e principal rival de Erdogan, Ekrem Imamoglu, foi preso sob acusações de corrupção, em denúncias de classificou como politicamente motivadas. Inicialmente, Imamoglu era o nome projetado pelo partido para disputar as eleições em 2028.
— Assim como ele [Erdogan] prendeu o candidato presidencial que poderia derrotá-lo, agora fechou oficialmente o partido político que poderia vencê-lo — disse Özel à AFP.
Özgur Özel, líder do CHP, em cima de caminhão durante marcha até Parlamento da Turquia
Partido Republicano do Povo/AFP
Expulso do prédio do partido, a liderança opositora caminhou vários quilômetros sob chuva em direção ao Parlamento, cercado por apoiadores. Ele declarou que o partido e a militância não ficariam inertes à ofensiva institucional.
— O Partido Republicano do Povo estará de agora em diante nas ruas ou nas praças — afirmou ao ser forçado a deixar o edifício, acrescentando posteriormente à AFP. — A Turquia deixou de ser uma república democrática moderna e se transformou em um regime autoritário.
A ONG internacional Human Rights Watch alertou no sábado que o governo Erdogan estava minando a democracia turca com “táticas abusivas” contra o CHP. A organização classificou a decisão judicial como “o mais recente golpe profundamente prejudicial ao Estado de direito, à democracia e aos direitos humanos” na Turquia. (Com AFP)
Uma praticante de parapente austríaca sobreviveu após ser atingida em pleno voo por um avião pequeno do modelo Cessna 172, que causou danos graves ao equipamento e a obrigou a fazer um pouso de emergência. Imagens do acidente, registrado na região de Pinzgau, na Áustria, viralizaram nas redes sociais.
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A vítima foi identificada como Sabrina, de 44 anos, natural da Alta Áustria. Apesar do impacto, ela conseguiu acionar o paraquedas de emergência e aterrissar sem ferimentos graves. Já o piloto da aeronave, um homem de 28 anos, conseguiu retornar em segurança ao aeroporto de Zell am See.
“O dia em que uma Cessna 172 te tira do céu enquanto você pratica parapente”, escreveu Sabrina em uma publicação no Instagram após o acidente. “Ainda não consigo acreditar que estou aqui escrevendo isso e que, tirando alguns hematomas fortes e contusões, realmente não aconteceu nada comigo”, acrescentou.
Segundo o jornal local Kronen Zeitung, Sabrina havia decolado da montanha Schmittenhöhe em direção à cidade de Piesendorf. O acidente aconteceu por volta das 13h15 (horário da Áustri) próximo ao refúgio Pinzgauer Hütte, quando o parapente colidiu com a aeronave, que fazia um voo panorâmico sobre os Alpes.
Assista ao vídeo abaixo:
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Inicialmente, as autoridades informaram que a esportista realizava uma manobra aérea no momento da colisão. Posteriormente, porém, uma porta-voz da polícia corrigiu a versão e afirmou que Sabrina voava em linha reta quando a aeronave, que se aproximava por trás, atingiu o parapente.
As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a hélice da aeronave rasga parte da vela, causando danos severos ao equipamento. Diante da situação, Sabrina acionou o paraquedas de emergência e conseguiu fazer um pouso em uma estrada florestal.
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De acordo com as equipes de resgate, o acidente terminou sem feridos graves “por uma grande dose de sorte”. Após o pouso, a mulher foi levada de helicóptero pelas forças de segurança até o aeroporto de Zell am See, onde passou por avaliação médica. Os profissionais constataram apenas ferimentos leves, como hematomas.
O piloto do veículo afirmou às autoridades que não conseguiu evitar a colisão. Assim como Sabrina, ele pousou em segurança. As causas do acidente seguem sob investigação.
Nas redes sociais, Sabrina costuma compartilhar registros de suas aventuras em montanhas e voos de parapente, com vídeos de trilhas, escaladas e saltos em grandes altitudes.
Um dia após elevar a expectativa pelo fim da guerra com Irã ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado” com Teerã, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez um breve recuo neste domingo ao apontar que o país não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos específicos americanos sejam atingidos. A declaração do republicano acompanha a linha de autoridades americanas e iranianas, que foram mais cautelosas sobre negociações que continuam em andamento — com gargalos ainda não superados, incluindo o futuro do Estreito de Ormuz e do programa nuclear iraniano.
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“As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e eu informei aos meus representantes que não se precipitarem em um acordo, porque o tempo está a nosso favor”, escreveu Trump em uma publicação em seu perfil na rede social Truth Social. “O bloqueio [americano, a portos iranianos] permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambos os lados devem agir com calma e garantir que tudo esteja correto. Não pode haver erros!”.
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A expectativa em torno da assinatura de um acordo aumentou no sábado, quando Trump descreveu, após uma reunião com líderes de países árabes, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e o Paquistão, que media o diálogo entre Washington e Teerã, que as negociações tinham avançado e que a maior parte de um acordo já tinha sido acertada. O secretário de Estado Marco Rubio e autoridades do Irã, incluindo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, também deram declarações otimistas, com o iraniano chegando a mencionar um memorando de 14 pontos em fase final de preparação.
Embora Trump tenha dito no sábado que as negociações ainda não tinham sido concluídas, uma onda de manifestações irrompeu nos EUA, com republicanos e democratas questionando sobre os termos acordados, em meio a relatos truncados sobre o escopo das negociações. Entre as manifestações em público e de fontes iranianas e americanas em anonimato, relatos divergentes sobre a reabertura total do Estreito de Ormuz, o desbloqueio de bens iranianos no exterior e a inclusão ou não do programa nuclear da nação persa nas negociações repercutiram em Washington.
Os senadores republicanos Ted Cruz e Lindsey Graham, assim como o secretário de Estado de Trump no primeiro mandato, Mike Pompeo, criticaram abertamente os termos debatidos em público, como a suposta liberação de verba ao Irã e o novo prazo de cessar-fogo (mencionado como um período de 30 a 60 dias) para só então discutir o tema nuclear. Em entrevista à Fox News, o senador democrata Chris Van Hollen disse neste domingo ter a “sensação de que este acordo nos levará de volta ao status quo pré-guerra”.
Em outra publicação na Truth Social durante a tarde de domingo, Trump rebateu críticos. O presidente voltou a afirmar que os termos não haviam sido definidos, chamou os opositores de “perdedores” e criticou as negociações durante o governo de Barack Obama — que levaram ao acordo nuclear com o Irã, do qual Trump retirou os EUA em seu primeiro mandato.
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“Se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado, não como aquele feito por Obama, que deu ao Irã enormes quantias de DINHEIRO e um caminho claro e aberto para a obtenção de armas nucleares. Nosso acordo é exatamente o oposto, mas ninguém o viu ou sabe do que se trata. Ele ainda nem foi totalmente negociado. Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente. Ao contrário daqueles que me antecederam e que deveriam ter resolvido este problema há muitos anos, eu não faço maus negócios!”, escreveu.
Em viagem à Índia, Rubio comentou sobre o momento atual das negociações. Ele disse a repórteres que o governo americano estava pronto para abrir “negociações muito sérias” sobre o programa nuclear iraniano caso Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz, sinalizando que o governo estaria disposto a aceitar um acordo provisório. Assim como Trump, o republicano apontou que o acordo não era tão iminente quanto as declarações de sábado fizeram parecer.
— Não se pode resolver algo relacionado a armas nucleares em 72 horas, de improviso — disse Rubio em uma breve entrevista no domingo em Nova Délhi. — O estreito precisa ser reaberto imediatamente, e então iniciaremos, dentro de parâmetros acordados, negociações muito sérias sobre o enriquecimento de urânio, sobre o urânio altamente enriquecido e sobre a promessa do Irã de nunca possuir armas nucleares.
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Líderes iranianos foram mais discretos sobre o andamento das negociações. Um funcionário do governo americano ouvido pelo New York Times afirmou que os EUA acreditam que o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, endossou o esboço geral do plano, mas ainda não há um documento específico para ele assinar. O processo poderia levar dias. Em uma declaração nas redes sociais, Baghaei evocou o passado da nação persa após a declaração inicial de Trump sobre o acordo, fazendo referência a disputas entre a Pérsia e o Império Romano.
“Na mente romana, Roma era o centro indiscutível do mundo. No entanto, os iranianos destruíram essa ilusão; quando Marcus Julius Philippus (Felipe, o Árabe) marchou para o leste contra a Pérsia, a campanha não resultou em vitória romana — terminou em uma paz estabelecida nos termos sassânidas: o imperador teve que chegar a um acordo!”, escreveu Baghaei em uma publicação na rede social X no sábado.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou sua primeira declaração oficial sobre o potencial acordo entre EUA e Irã neste domingo, afirmando que ele e Trump concordaram que qualquer acordo deveria obrigar Teerã a desmantelar suas instalações nucleares e remover o urânio enriquecido do país.
Em uma das mensagens nas redes sociais, Trump descreveu neste domingo que a relação com o Irã tinha se tornado mais “profissional” e “produtivo”. Pouco antes, o presidente havia publicado uma foto gerada por IA de um drone americano atacando uma embarcação iraniana, com a legenda “adios”. (Com NYT e AFP)

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