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O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os EUA comprometeram os esforços diplomáticos para um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio com os ataques lançados na noite de terça contra Teerã, em resposta ao abate de um helicóptero militar americano Apache pelas forças iranianas. A condenação diplomática ocorre em meio a uma campanha de retaliação que os militares da nação persa dizem ter alcançado instalações americanas em Bahrein, Jordânia e Kuwait — enquanto, internamente, autoridades tentam conter os danos provocados pela ofensiva americana.
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— Infelizmente, os EUA estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo — afirmou em vídeo o principal porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baghaei. — Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais no terreno.
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A condenação no campo diplomático ocorre em meio a uma campanha retaliatória que voltou a afetar toda a região do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter “atingido e destruído quatro grandes alvos” na Jordânia, segundo um comunicado transmitido pela na rede estatal IRNA. Um vídeo obtido pela rede americana CNN mostrou o que parece ser uma explosão nos arredores de uma base americana em Manama, capital do Bahrein.
Ao todo, o Corpo da Guarda Revolucionária disse ter lançado 21 ataques contra bases dos EUA na região, além de ter abatido um drone MQ-9 sobre a região iraniana de Jam. Uma fonte americana ouvida pelo New York Times afirmou que o relato iraniano é falso.
O Exército jordaniano informou que derrubou cinco mísseis iranianos, sem relatar vítimas ou danos materiais, enquanto as Forças Armadas do Kuwait afirmaram que suas defesas aéreas repeliram “alvos aéreos hostis”, sem mencionar inicialmente a origem do ataque. Militares do Bahrein afirmaram ter interceptado projéteis iranianos nesta quarta e acusaram Teerã de violar o direito internacional humanitário com os ataques.
A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a “responsabilidade legal e moral” de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios. O regime dos aiatolás já afirmaram que qualquer meio militar americano na região será visto como alvo lícito.
20 mil pessoas sem água
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na terça-feira que os ataques contra o Irã eram uma “resposta proporcional” ao abate de um helicóptero americano no litoral de Omã. O presidente Donald Trump afirmou que os ataques foram “muito fortes”, em meio aos relatos de alvos atingidos em Sirik, Minab e na ilha de Qeshm, segundo fontes iranianas, que confirmaram danos a infraestrutura civil.
Quase 20 mil pessoas ficaram sem acesso a água potável na cidade portuária de Sirik, no sul do Irã, em consequência dos ataques americanos, que atingiram dois reservatórios. Em entrevista à rede de TV estatal do país, o diretor de uma empresa local de abastecimento afirmou que as temperaturas na região “variam entre 45 e 50°C”, e que as condições são “extremamente difíceis”.
— Os recursos de água subterrânea são insuficientes para substituir os reservatórios danificados — afirmou. (Com AFP e NYT)
Uma americana que estava desaparecida desde fevereiro foi encontrada morta no sul do México, e as autoridades investigam o caso como possível feminicídio. Makala Pendley, de 30 anos, foi localizada nesta segunda-feira (8) perto da cidade de Zinacantán, no estado de Chiapas, com ferimentos na cabeça. Segundo o promotor Jorge Luis Llaven Abarca, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico. A identificação foi confirmada pela família na terça-feira, que informou ainda que a vítima estava grávida.
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De acordo com o promotor de Chiapas, Jorge Luis Llaven Abarca, o corpo apresentava ferimentos contundentes na cabeça, e a causa da morte foi determinada como traumatismo cranioencefálico. Em entrevista coletiva transmitida ao vivo, o promotor afirmou que os investigadores acreditam que a vítima já estava morta entre oito e 12 horas antes de ser encontrada. A família informou à emissora FOX59 que Pendley foi localizada nua em uma vala. As autoridades mexicanas buscam um ou mais suspeitos e, segundo Abarca, trabalham sob uma política de “tolerância zero à violência feminicida”.
Os sete filhos de Pendley também foram encontrados no México e estão em segurança. Eles foram colocados sob custódia das autoridades mexicanas. O desaparecimento da mulher havia sido comunicado em fevereiro por uma assistente social do Departamento de Serviços Infantis de Indiana. Posteriormente, a polícia de Indianápolis informou ao jornal Indianapolis Star que Pendley e as crianças haviam sido localizados no México no mês passado, encerrando formalmente o status de desaparecimento.
Disputa pela guarda e investigação
Um familiar afirmou ao Indianapolis Star que Joseph Jude Butler Jr., pai das crianças, foi detido pela polícia mexicana. A irmã da vítima, Maurica Lambert, relatou ao jornal que o casal mantinha um relacionamento “tóxico e intermitente” desde a adolescência. Registros judiciais consultados pelo veículo mostram que os dois estavam envolvidos em disputas relacionadas ao reconhecimento de paternidade e à guarda dos filhos.
O pai dos filhos de Pendley, Joseph Jude Butler Jr., foi detido pela polícia mexicana
Facebook/Maurica Michelle Lambert
Apesar da detenção, Lambert demonstrou surpresa com a informação. À FOX59, ela declarou:
— Pensei que fosse outra pessoa. Ainda acho que é outra pessoa. Jamais me passaria pela cabeça que pudesse ser ele. Nunca tive esse tipo de sensação vinda dele.
A prima da vítima, Jami Dowdy, afirmou à emissora News13 que a família não sabe como Pendley chegou ao México e que vinha procurando por ela havia meses. Já Lambert descreveu a irmã como uma mãe dedicada.
— Como mães, todas nós temos nossos dias ruins, sabe o que quero dizer? E ela era uma boa mãe, no entanto. Ela colocava os filhos acima de tudo.
Abalada, a irmã também comentou a descoberta do corpo:
— É o pior dia da minha vida. Sinto como se uma parte de mim tivesse morrido.
Segundo a família, as crianças deverão retornar em breve a Indianápolis, juntamente com o corpo da mãe. O gabinete do senador americano Todd Young informou ao Indianapolis Star que poderá auxiliar nos procedimentos de repatriação.
Um turista búlgaro de 46 anos ficou gravemente ferido após ser atacado por uma ursa enquanto percorria uma estrada montanhosa na Romênia. O caso ocorreu na rodovia Transfăgărășan, nos Cárpatos Meridionais — também conhecidos como Alpes da Transilvânia —, uma das rotas turísticas mais famosas do país. O momento do ataque foi registrado em vídeo pelo próprio homem.
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Georgi Bizhev, ex-presidente do clube de futebol Lokomotiv Gorna Oryahovitsa, estava dentro de um carro acompanhado por outras pessoas quando se aproximou de uma ursa e seu filhote. Imagens feitas por testemunhas mostram integrantes do grupo rindo e oferecendo comida aos animais à beira da estrada. Pouco depois, o urso avançou contra o veículo.
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Nas imagens gravadas por Bizhev, o animal aparece erguido sobre as patas traseiras e alcança a janela do carro. Enquanto os ocupantes gritam, a ursa tenta agarrar o turista, que estava próximo à abertura do veículo.
Segundo a rádio búlgara BNR News, Bizhev sofreu ferimentos graves no braço esquerdo ao tentar proteger o rosto das mordidas e arranhões. O cinto de segurança impediu que ele fosse puxado para fora do carro durante o ataque. Motoristas que passavam pelo local também teriam buzinado e gritado para distrair o animal.
— Eu vi as orelhas do urso se levantarem e ele pulou em minha direção. Ele tentou me agarrar e me puxar para fora do carro. Entrei no ambiente dele, foi um erro pelo qual paguei — disse Bizhev.
O turista foi levado a um hospital e submetido a uma cirurgia de emergência. De acordo com relatos divulgados pela imprensa local, o período de recuperação deve durar entre três e quatro meses.
Alimentar ursos selvagens é proibido na Romênia. O Ministério do Meio Ambiente do país afirma que a região onde ocorreu o ataque registra frequentemente a presença desses animais nas margens da estrada porque muitos turistas ignoram os alertas e oferecem comida a eles.
A Transfăgărășan, próxima à barragem de Vidraru, é conhecida pela grande concentração de ursos-pardos. Autoridades romenas alertam há anos que a prática de alimentar os animais faz com que eles associem veículos e pessoas à obtenção de alimento, aumentando o risco de ataques.
A Romênia abriga a maior população de ursos-pardos da União Europeia, e episódios envolvendo turistas que tentam fotografar ou alimentar os animais são recorrentes nas áreas montanhosas do país.
Manifestantes antimigração bloquearam ruas e incendiaram edifícios e veículos em Belfast, capital da Irlanda do Norte, na noite desta terça-feira (9), um dia após um ataque a faca atribuído a um refugiado sudanês, cuja prisão foi registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais.
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A gravação, que viralizou na internet, mostra um homem sobre a vítima enquanto a golpeia repetidamente na cabeça e no pescoço. Figuras ligadas à extrema direita afirmaram, sem apresentar provas, que o agressor teria tentado decapitá-la.
Assista:
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O suspeito do ataque foi acusado na terça-feira de tentativa de homicídio, porte de objeto cortante em local público e ameaças de morte. Trata-se de um refugiado sudanês que possui autorização de residência válida até 2028.
Centenas de pessoas, muitas delas encapuzadas, se concentraram em diferentes pontos de Belfast, segundo jornalistas da AFP que estavam no local.
Veículos incendiados e moradores evacuados
Um ônibus e vários carros foram destruídos pelas chamas, enquanto um edifício nos arredores do centro da cidade foi incendiado, levando à evacuação de seus moradores.
Moradores e membros da imprensa observam carros e casas incendiados após manifestações que se tornaram violentas na noite anterior
PAUL FAITH / AFP
“Por volta das 19h30 (18h30 GMT), colocaram fogo em contêineres (…), ouvimos carros da polícia e sirenes”, relatou Eemran, engenheiro de origem indiana que vive em Belfast há pouco mais de um ano.
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“Claro que não estou acostumada com isso”, afirmou. “Entendo a raiva das pessoas, mas também existem formas mais adequadas de discutir essas questões.”
A emissora local Sky Television exibiu imagens de outros edifícios em chamas, enquanto viaturas policiais patrulhavam a cidade e lojas fecharam as portas mais cedo.
Convocações nas redes sociais
Michelle O’Neill, primeira-ministra da Irlanda do Norte, condenou os protestos e pediu calma.
“Grupos de homens mascarados atacando casas de famílias não são nada além de uma covardia repugnante”, escreveu ela na rede social X.
Também foram registradas aglomerações em Antrim, cidade localizada a cerca de 25 quilômetros a oeste de Belfast.
Líderes da extrema direita britânica, entre eles o ativista Tommy Robinson — nome adotado por Stephen Yaxley-Lennon —, convocaram manifestantes por meio das redes sociais.
O bilionário sul-africano Elon Musk, proprietário da plataforma X, também incentivou as manifestações, afirmando que as pessoas deveriam “protestar (…) com força”.
Investigação
O suspeito do ataque, de 30 anos e cujas motivações ainda são desconhecidas, deveria comparecer à Justiça nesta quarta-feira.
Segundo o chefe da polícia da Irlanda do Norte, Jon Boutcher, o homem chegou ao Reino Unido em 2023, após passar por Paris e Dublin.
A vítima, um homem na faixa dos 40 anos, permanece hospitalizada em estado grave, com “lesões significativas nos olhos e graves lacerações nas costas e no rosto”, de acordo com o vice-comissário Ryan Henderson.
Homens armados invadiram um assentamento informal próximo a Joanesburgo e mataram 12 pessoas durante a noite, informou a polícia da África do Sul nesta quarta-feira (10).
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O massacre ocorreu em uma área carente situada perto de uma mina de ouro abandonada e, embora até o momento ninguém tenha sido detido, a polícia suspeita que o ataque esteja relacionado a uma disputa entre grupos envolvidos na mineração ilegal.
Este foi o mais recente tiroteio em massa registrado no país africano, que enfrenta altos índices de criminalidade e contabiliza, em média, mais de 60 homicídios por dia.
Ataque durante a noite
O ataque aconteceu pouco antes da meia-noite de terça-feira, quando mais de dez suspeitos chegaram ao local em um veículo, segundo uma porta-voz da polícia.
“Supostamente, eles entraram no assentamento informal pelas duas entradas e percorreram a área, abrindo fogo contra moradores e membros da comunidade em vários pontos, antes de fugir do local no mesmo veículo”, afirmou a porta-voz.
“As investigações preliminares revelam que 12 pessoas morreram em consequência do ataque. Oito homens adultos e três mulheres adultas foram declarados mortos no local”, disse o coronel Dimakatso Nevhuhulwi. Uma quarta vítima morreu posteriormente no hospital.
Nevhuhulwi afirmou que a motivação do crime ainda não foi determinada e que, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
O ataque ocorreu no assentamento Cleveland, localizado a cerca de seis quilômetros a leste do centro de Joanesburgo, capital econômica da África do Sul.
Suspeita de ligação com mineração ilegal
“Como vocês sabem, o local fica perto da área de mineração ilegal. Temos suspeitas a respeito”, acrescentou o comissário provincial, tenente-general Tommy Mthombeni.
Os garimpeiros clandestinos consolidaram sua presença em assentamentos ao redor de Joanesburgo. Impulsionados pela pobreza e pelo desemprego, os chamados “zama-zamas” — expressão em zulu que significa “os que tentam” — descem aos poços abandonados pelas empresas de mineração em busca de ouro.
A África do Sul possui um grande número de armas de fogo legais e ilegais, e os tiroteios são frequentes, muitas vezes motivados por rivalidades entre gangues e disputas ligadas a atividades econômicas informais.
Em dezembro, em um incidente relacionado à rivalidade entre grupos envolvidos na mineração ilegal, nove pessoas foram mortas a tiros em um bar no bairro de Bekkersdal, localizado a cerca de 40 quilômetros de Joanesburgo.
Um jacaré virou protagonista de uma história inusitada na Louisiana, nos Estados Unidos, após atacar um homem suspeito de dirigir sob efeito de álcool que tentava escapar da polícia atravessando um pântano. Em tom de brincadeira, o Gabinete do Xerife da Paróquia de St. Charles anunciou nesta terça-feira (9), em uma publicação no Facebook, que o réptil recebeu o título simbólico de “delegado do ano”. A corporação chegou a divulgar uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando o animal, apelidado de “Al E. Gator”, vestido com uniforme policial e recebendo uma homenagem do xerife Greg Champagne.
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Segundo comunicado das autoridades, o caso ocorreu neste domingo (7) quando policiais rodoviários da Louisiana receberam denúncias sobre um Toyota sendo conduzido de forma imprudente na Interestadual 10. O veículo teria atingido uma barreira de concreto e sofrido um estouro de pneu. Pouco depois, os agentes localizaram o carro na Interestadual 310 e iniciaram uma abordagem.
De acordo com a polícia, o motorista, identificado como Victor Rivas, de 40 anos, apresentava sinais de embriaguez. Durante a investigação, ele abandonou o local e saltou da parte elevada da rodovia para um pântano próximo. Equipes do gabinete do xerife foram acionadas para auxiliar nas buscas e, em um segundo momento, localizaram o suspeito caminhando nas proximidades. Quando os agentes tentaram prendê-lo, Rivas voltou a fugir para outra área alagada.
Ataque durante a fuga
Foi nesse momento que o jacaré entrou na história. Segundo as autoridades, o animal atacou Rivas e provocou ferimentos nos dois braços. Mesmo machucado, o suspeito continuou fugindo e só foi localizado posteriormente por uma equipe de drones, que orientou os agentes em solo até a captura.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o gabinete do xerife fez referência bem-humorada ao episódio:
“O jacaré tentou convencer Rivas de que se render era a melhor opção, mas ele pensou diferente”.
As autoridades também afirmaram que o animal não sofreu ferimentos.
“O jacaré não ficou ferido e já retornou ao seu patrulhamento normal do pântano”.
Rivas foi levado a um hospital, onde recebeu atendimento para ferimentos sem risco de morte. Após receber alta, foi encaminhado ao Centro Correcional Nelson Coleman, acusado de dirigir sob efeito de álcool ou drogas e de resistir à prisão. Registros do sistema prisional indicam que ele permanece detido sob fiança de US$ 17,5 mil.
A Louisiana abriga uma das maiores populações de jacarés do mundo. Segundo o Departamento de Vida Selvagem e Pesca do estado, mais de três milhões desses animais vivem na região.
Um tribunal da Suécia deverá anunciar nesta quarta-feira a sentença de um homem de 62 anos acusado de obrigar a esposa a manter relações sexuais remuneradas com cerca de 120 homens ao longo de mais de três anos.
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O julgamento ocorreu entre 10 de abril e 26 de maio perante um tribunal de Härnösand, no norte do país, e foi realizado em grande parte a portas fechadas devido à natureza das acusações.
A promotora Ida Annerstedt pediu a condenação do réu a dez anos de prisão. A decisão é esperada para as 11h no horário local (9h GMT).
Segundo a acusação, o homem publicava anúncios na internet, organizava os encontros com clientes e supervisionava a esposa durante os atos sexuais, que incluíam também conteúdos online usados para atrair mais interessados.
Além da acusação de exploração sexual, ele responde por lenocínio qualificado e por oito casos de estupro.
Mulher denunciou o marido após anos de supostos abusos
O acusado foi preso em outubro, depois que a esposa procurou a polícia para relatar os abusos.
De acordo com os promotores, a vítima vivia em uma “situação de vulnerabilidade”, marcada pelo medo e pela dependência em relação ao marido.
A mulher reivindica uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas — o equivalente a cerca de 100 mil euros ou 105 mil dólares.
A promotora descreveu os fatos como uma “exploração impiedosa”.
— Sustento que ele se aproveitou da situação dela quando estava sob efeito de drogas e álcool e sentia um medo profundo dele — afirmou à AFP no início do julgamento.
Segundo a acusação, o homem também é julgado por agressões físicas e ameaças relacionadas ao caso.
Durante as audiências, a promotora afirmou que o réu advertia a esposa para que não o contrariasse, caso contrário “o monstro seria libertado”.
A advogada da denunciante, Silvia Ingolfsdottir, fez uma comparação contundente ao descrever a relação.
— Ele a tratava como um cartão de crédito e a vendia como uma mercadoria — declarou à emissora pública sueca SVT.
Defesa nega todas as acusações
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025.
A legislação sueca proíbe a compra de serviços sexuais, embora não criminalize a venda desses serviços. Também é ilegal facilitar ou lucrar com a prostituição de terceiros.
Desde o início do processo, a defesa sustenta que o acusado é inocente.
Martina Michaelsdotter, advogada do réu, afirmou à AFP que seu cliente nega todas as acusações apresentadas pela Promotoria.
A sentença do caso é aguardada em meio ao forte impacto provocado pelas denúncias, que expuseram detalhes de uma suposta rede de exploração sexual mantida dentro do próprio casamento.
As autoridades de Hong Kong denunciaram nesta quarta-feira sete pessoas e duas empresas em conexão com o incêndio que matou 168 pessoas em um conjunto residencial no ano passado, na maior tragédia do tipo registrada na cidade nas últimas décadas.
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O fogo atingiu, em novembro de 2025, sete das oito torres do complexo Wang Fuk Court, localizado no distrito de Tai Po, no norte da região semiautônoma chinesa.
À época do incêndio, os edifícios passavam por reformas. As estruturas estavam envoltas por andaimes tradicionais de bambu e cobertas por redes plásticas, elementos que podem ter contribuído para a rápida propagação das chamas.
As autoridades “apresentaram hoje acusações contra sete pessoas e duas empresas por 25 crimes, entre eles homicídio culposo, conspiração para fraudar, lavagem de dinheiro, tentativa de obstrução da Justiça e evasão fiscal”, informou o governo de Hong Kong em comunicado.
Incêndio em Hong Kong
AFP
Entre os acusados estão diretores e inspetores de uma empresa de consultoria responsável pela supervisão das obras, além do principal empreiteiro encarregado da reforma do complexo residencial.
Investigação aponta falhas graves nos sistemas de segurança
As audiências públicas conduzidas por uma comissão independente criada para apurar as circunstâncias da tragédia revelaram uma sucessão de falhas nos mecanismos destinados a proteger os moradores em caso de incêndio.
Segundo o advogado Victor Dawes, que atua perante a comissão, praticamente todos os sistemas de segurança projetados para salvar vidas deixaram de funcionar “devido a erros humanos”.
O sistema de alarme contra incêndios de sete dos oito edifícios havia sido desativado durante o período das reformas.
A falha “reduziu consideravelmente o tempo de que os moradores dispunham para evacuar”, afirmou Dawes durante os depoimentos.
As conclusões da comissão reforçaram os questionamentos sobre a condução das obras e sobre o cumprimento das normas de segurança em um dos conjuntos residenciais mais populosos da região.
Cigarro teria provocado o início das chamas
Segundo a equipe responsável pela investigação técnica do incêndio, um cigarro aceso entrou em contato com materiais inflamáveis utilizados nas obras, dando início ao fogo.
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A presença dos andaimes de bambu e das redes plásticas que envolviam as torres é apontada como um dos fatores que favoreceram a rápida disseminação das chamas pelo complexo.
O incêndio deixou milhares de pessoas desabrigadas. Após a destruição dos apartamentos, muitos moradores precisaram ser transferidos para moradias temporárias enquanto aguardam soluções habitacionais definitivas.
O caso provocou forte comoção em Hong Kong e ampliou o debate sobre os padrões de segurança adotados em reformas de edifícios residenciais na cidade, onde o uso de andaimes de bambu ainda é uma prática comum no setor da construção civil.
Em rios e córregos da fronteira entre os Estados Unidos e o México vive um pequeno peixe que há décadas intriga cientistas por desafiar um dos princípios mais consolidados da biologia evolutiva. Conhecida como molinésia-amazona (Poecilia formosa), a espécie é composta exclusivamente por fêmeas e se reproduz sem incorporar qualquer material genético dos machos com os quais acasala.
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A lógica da evolução sugere que organismos que se reproduzem dessa forma deveriam desaparecer com o tempo. Sem a mistura de genes proporcionada pela reprodução sexual, mutações prejudiciais tenderiam a se acumular geração após geração, enquanto a capacidade de adaptação a novos desafios ambientais seria reduzida. Mas a molinésia-amazona parece ter encontrado uma maneira de escapar dessa previsão.
Um estudo publicado na revista “Nature Ecology & Evolution” sequenciou o genoma da espécie e revelou que, ao contrário do esperado, o peixe não apresenta sinais significativos de deterioração genética. Pelo contrário: os pesquisadores encontraram níveis surpreendentes de diversidade genética, especialmente em regiões associadas ao sistema imunológico.
Como funciona a clonagem natural
A espécie utiliza uma estratégia reprodutiva conhecida como ginogênese. Embora produza descendentes geneticamente idênticos a si mesma, a fêmea ainda precisa acasalar com machos de espécies aparentadas para iniciar o desenvolvimento dos ovos. O esperma penetra na célula reprodutiva, mas seu DNA acaba completamente descartado durante o processo.
Na prática, o macho funciona apenas como um gatilho biológico. Nenhum de seus genes é transmitido para a geração seguinte. O resultado é uma população formada inteiramente por clones femininos.
— Segundo as teorias estabelecidas, essa espécie não deveria mais existir. Ela deveria ter sido extinta há muito tempo ao longo da evolução — afirmou o bioquímico Manfred Schartl, da Universidade de Würzburg, na Alemanha, um dos autores da pesquisa.
Os cientistas compararam o genoma da molinésia-amazona com o de duas espécies sexualmente reprodutivas das quais ela descende. A análise mostrou que as diferenças são pequenas e que a espécie mantém mais de 25 mil genes codificadores de proteínas. Entre as descobertas mais curiosas está a presença de genes relacionados à produção de espermatozoides e ao desenvolvimento de machos, mesmo em uma população composta apenas por fêmeas.
O segredo da sobrevivência
As estimativas indicam que a espécie surgiu entre 100 mil e 200 mil anos atrás, quando duas espécies diferentes de molinésias cruzaram e deram origem a um híbrido capaz de se reproduzir por clonagem. Considerando que uma nova geração nasce a cada três ou quatro meses, isso significa que a molinésia-amazona já atravessou cerca de meio milhão de gerações — um número muito superior ao que muitos modelos teóricos consideravam compatível com a sobrevivência de uma linhagem exclusivamente assexuada.
Para os pesquisadores, o segredo pode estar justamente em sua origem híbrida. A combinação inicial dos genomas das espécies ancestrais teria produzido um conjunto genético excepcionalmente robusto, preservando níveis elevados de heterozigose — a presença de versões diferentes de um mesmo gene — e garantindo uma resposta imunológica mais ampla contra vírus, bactérias e outros patógenos.
A descoberta levou os autores a propor uma nova explicação para a raridade de vertebrados que se reproduzem sem sexo. Em vez de considerar essas espécies evolutivamente inferiores, a chamada “hipótese da formação rara” sugere que o verdadeiro obstáculo está na origem. A criação de um híbrido geneticamente compatível, capaz de sobreviver e se reproduzir indefinidamente, seria um evento extremamente incomum.
Hoje, cerca de 50 espécies de vertebrados são conhecidas por utilizar algum tipo de reprodução assexuada, incluindo peixes, anfíbios e répteis. Nenhuma, porém, se tornou um símbolo tão marcante desse desafio às regras tradicionais da evolução quanto a molinésia-amazona.
Quem disse que um cão policial precisa ter porte imponente? No Japão, um pequeno lulu da pomerânia chamado Haku está provando justamente o contrário. Com aparência que lembra mais um animal de companhia do que um farejador de elite, o cachorro de dois anos foi recrutado para auxiliar investigações da polícia na província de Miyazaki, tornando-se o primeiro exemplar da raça a assumir a função na região.
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Em abril, Haku recebeu oficialmente sua nomeação para atuar ao lado de seu treinador, Hikaru Takekoshi, após ser aprovado em um rigoroso exame realizado no fim do ano passado. O teste reuniu 51 cães de diferentes raças, incluindo pastores alemães e golden retrievers, e avaliou habilidades como rastreamento, identificação de odores e buscas em área. Apenas 38 animais foram aprovados. Haku se destacou na categoria de rastreamento, que simula a perseguição de um suspeito em fuga.
Assista:
Pequeno no tamanho, grande no desempenho
A trajetória do cão chama atenção não apenas pelo porte incomum. Nascido em uma loja de animais, Haku foi abandonado pelo antigo tutor e acabou acolhido por um centro de treinamento. Segundo Takekoshi, o potencial do animal ficou evidente durante os primeiros meses de convivência.
— Ele é muito inteligente, cheio de energia e aprende rapidamente. Achei que poderia ser adequado para o trabalho policial — afirmou a treinadora. — Não é comum um cão ser aprovado na primeira tentativa e ainda tão jovem.
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A polícia de Hyuga também defendeu a escolha do pomerânia para a função. Segundo um dos responsáveis pela corporação, o tamanho reduzido pode até representar uma vantagem em determinados cenários.
— Ele passou no teste, então não há motivo para preocupação. Confiamos nele. Em áreas urbanas, cães grandes podem intimidar moradores, enquanto um cão pequeno não causa esse receio — declarou o vice-chefe da delegacia.
Haku ainda aguarda sua primeira missão oficial, mas já está apto a participar de buscas por pessoas desaparecidas, localização de objetos e outras investigações. Para sua treinadora, a história do cão é uma demonstração de que talento e capacidade nem sempre seguem os padrões esperados.
— Não se trata de raça ou tamanho. Cada cão tem características próprias. Haku ainda tem muito potencial para crescer e ganhar experiência em campo — disse Takekoshi.

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