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Diversos países europeus, entre Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, França, Espanha e Alemanha, convocaram representantes do Irã nesta terça-feira, após a violenta repressão aos protestos contra o regime teocrático de Teerã, cujas autoridades ordenaram o corte da internet.
‘Ajuda está a caminho’: Trump encoraja manifestantes no Irã a tomar instituições
Protestos no Irã: Em meio a repressão, apagão de internet ultrapassa 108 horas
“O regime iraniano cortou a internet para poder matar e oprimir em silêncio”, declarou a ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, no X. “Não toleraremos isso”, afirmou, acrescentando que convocaria o embaixador iraniano ainda pela manhã.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca convocou o encarregado de negócios do Irã, já que o embaixador não se encontra no país, “para expressar a condenação do governo ao uso da violência pelo regime iraniano contra os manifestantes”.
Segundo um comunicado do ministério, o país também foi instado a cumprir suas obrigações internacionais, incluindo os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião.
“Isso também se aplica à garantia da liberdade e do acesso irrestrito à internet”, concluiu o documento.
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No Reino Unido, a Secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, também indicou que convocaram o embaixador iraniano “para sublinhar a gravidade deste momento e exigir que o Irã seja responsabilizado pelos relatos horríveis” que o governo britânico recebeu sobre a situação no país.
O governo francês também convocou o embaixador iraniano, anunciou o Ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, para denunciar a “violência estatal que foi indiscriminadamente desencadeada contra manifestantes pacíficos”.
Na Espanha, o Ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o que seria transmitido ao embaixador “é que o direito dos iranianos ao protesto pacífico e à sua liberdade de expressão devem ser respeitados”.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha anunciou a convocação no X. “A brutal repressão do regime iraniano contra sua própria população é chocante”, declarou o ministério.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou publicamente sobre a repressão aos protestos no Irã nesta terça-feira. Trump declarou que iranianos deveriam continuar ocupando as ruas de todo o país e os encorajou a tomar o controle das instituições governamentais e registrar os nomes de todos os “assassinos e abusadores” ligados ao regime, afirmando que “a ajuda está a caminho”.
“Patriotas iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, utilizando a sigla MIGA, em um trocadilho com o MAGA (“Make America Great Again”, ou Faça a América Grande de Novo — trocando América por Irã).
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Milhares de vítimas
A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, afirmou que pelo menos 734 pessoas, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortas pelas forças de segurança iranianas durante os protestos — embora uma autoridade iraniana ouvida em anonimato pela Reuters nesta terça-feira tenha falado em 2 mil mortos. Segundo a organização, milhares de manifestantes ficaram feridos e mais de 10.000 pessoas foram presas. Na segunda-feira, o grupo havia alertado que o número real de mortos pode ultrapassar 6.000.
“Os números que publicamos são baseados em informações recebidas de menos da metade das províncias do país e de menos de 10% dos hospitais iranianos. O número real de mortos provavelmente chega a milhares”, disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG.
(Com AFP)
Autoridades da vida selvagem indiana estavam em busca, nesta terça-feira, de um elefante acusado de matar pelo menos 20 pessoas e ferir outras 15 nas florestas de Jharkhand, anunciaram moradores e autoridades. O elefante, um macho solitário, vem aterrorizando o distrito rural de West Singhbhum desde o início de janeiro.
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— Estamos tentando localizar e resgatar este elefante que matou tantas pessoas — disse à AFP o funcionário florestal do governo, Aditya Narayan, confirmando o número de mortos em 20.
Entre os mortos estão crianças e idosos, além de um tratador de elefantes profissional. Após deixar um rastro de destruição, o animal não foi visto desde sexta-feira, apesar de várias patrulhas na área. As autoridades disseram que equipes de busca, auxiliadas por drones, estão vasculhando áreas florestais densas, incluindo um parque nacional no estado vizinho de Odisha.
O medo levou moradores de mais de 20 aldeias a abandonar suas plantações ou a se abrigarem em suas casas à noite.
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— Uma equipe da polícia, ou um veículo de funcionários da guarda florestal, visita as aldeias à noite para prestar assistência essencial — observou um líder local.
Todos os anos, centenas de milhares de indianos são afetados por elefantes que destroem plantações. Os elefantes asiáticos agora estão restritos a apenas 15% de seu habitat original.
Geralmente animais tímidos, os elefantes estão entrando em contato cada vez mais frequente com humanos devido à rápida expansão dos assentamentos e à invasão das florestas, incluindo atividades de mineração.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton não compareceu nesta terça-feira a uma audiência a portas fechadas no Capitólio, em Washington, convocada pelo Congresso para tratar do caso do financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein. A ausência expõe o democrata, que governou o país entre 1993 e 2001, à possibilidade de responder por desacato.
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Clinton e a esposa, Hillary Clinton, foram chamados pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga as conexões de Epstein com figuras influentes nos Estados Unidos e a forma como informações sobre seus crimes foram tratadas pelas autoridades. O republicano James Comer, presidente do comitê, confirmou a ausência do ex-presidente. “Não se apresentou hoje”, disse à imprensa. “Ninguém acusa Bill Clinton de nada reprovável, apenas temos perguntas”, acrescentou.
O depoimento de Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e candidata derrotada por Donald Trump nas eleições presidenciais de 2016, está previsto para esta quarta-feira, mas sua presença é considerada improvável.
Foto sem data, da coleção pessoal de Jeffrey Epstein, fornecida pelos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara em 12 de dezembro de 2025, mostra o ex-presidente Bill Clinton (C) posando com Epstein (D) e Ghislaine Maxwell (D).
AFP / COMITÊ DE SUPERVISÃO DA CÂMARA DOS DEMOCRATAS / DIVULGAÇÃO
O governo Trump enfrenta pressão crescente após o Departamento de Justiça ter divulgado, em dezembro, apenas uma pequena parte dos arquivos relacionados ao caso Epstein, um mês depois do vencimento do prazo legal para a publicação dos documentos.
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A morte de Epstein, encontrado enforcado em sua cela em Nova York em 2019, antes de ser julgado por crimes sexuais, alimentou inúmeras teorias da conspiração. Segundo essas versões, difundidas por apoiadores de Trump, o financista teria sido assassinado para proteger personalidades de alto escalão.
Figura conhecida da elite social nova-iorquina, Epstein é acusado de ter explorado sexualmente mais de mil jovens, entre elas menores de idade. Durante a campanha eleitoral de 2024, Trump prometeu a seus eleitores revelações contundentes sobre o caso. No entanto, desde que voltou ao poder, o republicano tem se mostrado relutante em divulgar integralmente os documentos, o que vem gerando críticas e um efeito negativo até mesmo entre seus aliados.
A Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a comunidade brasileira no Irã — estimada em 85 pessoas pelo Itamaraty — e acompanha de perto os protestos no país, segundo relatos de interlocutores do governo Lula. Até o momento, não há registro de nacionais atingidos ou afetados pelas manifestações.
Desde o fim de dezembro de 2025, o Irã vive uma das maiores ondas de protestos de sua história recente, impulsionadas pela deterioração da economia, com inflação elevada, desvalorização abrupta da moeda e o aumento do custo de vida. As manifestações rapidamente se espalharam por diversas cidades e províncias, incorporando estudantes e setores mais amplos da sociedade, com reivindicações que vão além da pauta econômica e incluem críticas ao regime político.
A resposta do governo iraniano tem sido marcada por forte repressão, bloqueio generalizado da internet e das comunicações, prisões em massa e uso de força letal pelas forças de segurança, o que dificulta a verificação independente do número real de mortos e detidos. Estimativas mais conservadoras apontam que cerca de 650 pessoas morreram, mas uma autoridade iraniana ouvida em anonimato pela Reuters na terça-feira falou em 2 mil mortos.
O número de brasileiros no Irã equivale a apenas 0,0017% do total de 4,9 milhões de nacionais que residem no exterior. As maiores comunidades estão concentradas nos Estados Unidos, em Portugal, no Paraguai, no Reino Unido e no Japão.
Integrantes do governo brasileiro afirmam que o acompanhamento da situação inclui contato direto e frequente com a comunidade brasileira no Irã. Segundo esses interlocutores, a representação diplomática permanece atenta e não recebeu informações sobre nacionais impactados pelos protestos. Avaliam que episódios dessa natureza exigem monitoramento cuidadoso e posicionamento apenas no momento considerado adequado, à luz da evolução dos acontecimentos.
Em avaliação reservada, funcionários do governo Lula que acompanham o tema afirmam haver grande dificuldade para obter uma dimensão real da repressão no país, em razão da forte censura interna. Nesse contexto, os dados disponíveis tendem a ser filtrados por um ambiente altamente polarizado, no qual organismos internacionais e organizações não governamentais mantêm posição abertamente crítica ao regime, o que contribui para leituras consideradas enviesadas.
Diante desse quadro, a diplomacia brasileira segue adotando uma postura de vigilância discreta, priorizando a segurança dos brasileiros no país, afirmam esses interlocutores, que destacam a necessidade de análise cuidadosa das informações antes de qualquer posicionamento público.
Uma nova onda de ataques aéreos russos à infraestrutura energética da Ucrânia deixou 70% de Kiev e ao menos sete regiões do país sem eletricidade nesta terça-feira, em meio a temperaturas que podem chegar a cerca de –15 °C no inverno europeu. Autoridades ucranianas anunciaram cortes de energia de emergência e esforços intensivos de reparo enquanto moradores enfrentam a falta de aquecimento e serviços básicos.
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Segundo o presidente ucraniano Volodimir Zelensky, a Rússia lançou durante a noite mais de 300 drones de ataque contra a Ucrânia, além de 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro. Ao todo, oito regiões foram atingidas, incluindo a capital.
— A situação na região de Kiev não é fácil — disse Zelensky. — Neste momento, várias centenas de milhares de residências estão sem energia elétrica. Mais uma vez, o principal alvo do ataque foram nossas usinas de geração de energia e subestações.
Segundo o Ministério da Energia da Ucrânia, consumidores na capital e em regiões como Odesa, Kharkiv e Zaporíjia estão sem eletricidade após os ataques russos à rede elétrica. Notou-se também que condições climáticas adversas afetaram o fornecimento em localidades do norte e oeste do país.
Na capital, cerca de 500 a 800 torres residenciais permaneciam sem aquecimento ou energia após as ofensivas, informou a administração municipal de Kiev, liderada por Vitali Klitschko, ressaltando a gravidade da situação e o trabalho contínuo de equipes técnicas em condições difíceis. Ele falou à publicação ‘Kyiv Independent’ que este novo bombardeio atingiu várias subestações elétricas.
— Os russos estão a tentar cortar a ligação de internet da cidade e forçar as pessoas a saírem (de Kiev)” — declarou Zaichenko.
O impacto dos ataques tem sido sentido em serviços essenciais: o transporte elétrico foi temporariamente suspenso em partes de Kiev, e supermercados relatam interrupções devido à falta de energia. Equipes de emergência montaram pontos de aquecimento e assistência para os moradores enquanto os esforços de restauração prosseguem.
Especialistas e autoridades ucranianas alertam que a repetição de ataques ao sistema energético, que já havia sofrido severos danos em meses anteriores, agrava a vulnerabilidade do país no inverno e expõe civis a riscos humanitários crescentes.
A ofensiva ocorre em um momento de intensificação das hostilidades na guerra entre Rússia e Ucrânia, agora no quarto ano, com frequentes ataques a infraestrutura crítica ucraniana que têm deixado milhões de pessoas sem energia ao longo do tempo e complicando a resposta de autoridades locais à crise.
Autoridades afirmam que os trabalhos de restauração continuarão “sempre que a situação de segurança permitir”, e apelam à população para o uso racional de energia nos períodos em que o fornecimento for restabelecido.
Uma mulher argentina que protagonizou uma discussão de trânsito em Punta del Este, no Uruguai, e foi filmada enquanto ameaçava outro motorista com um taco de beisebol em meio a um congestionamento, falou publicamente pela primeira vez sobre o episódio. Identificada apenas como Andrea, ela se defendeu das críticas, justificou sua atitude por se sentir ameaçada e afirmou que a divulgação do vídeo está “estragando” sua imagem.
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Em entrevista exibida na noite de segunda-feira pela emissora argentina Telefe, Andrea — instrumentadora cirúrgica de profissão — relatou que o incidente ocorreu no domingo, por volta das 19h, quando tentava estacionar em uma área movimentada da cidade balneária.
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“Punta del Este está com muita gente; eu estava procurando onde estacionar. Ia por uma rua em que havia carros estacionados dos dois lados. Vi que uma mulher vinha com um cachorro atravessando a rua, entrou no carro, eu liguei o pisca-alerta [ao encontrar uma vaga] e esperei que essa pessoa saísse para eu poder estacionar. Estava com os vidros fechados e, de repente, vi uma pessoa cujo carro tem placa uruguaia e começou a bater no vidro”, afirmou.
Segundo Andrea, ao se sentir ameaçada, decidiu descer do veículo segurando o taco. “Desci com o taco porque estava sozinha e sou mulher. Ele começou a me filmar. Naquele carro iam quatro pessoas; eu tive que me defender de alguma forma”, disse.
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Ela também justificou o fato de carregar o objeto. “Fui sequestrada em 2010 e tenho crises de pânico; moro em Buenos Aires e tenho vidros blindados. Não me sinto segura. Graças a Deus nunca preciso usar, mas algo eu tenho que ter para me defender”, insistiu.
De acordo com seu relato, outras pessoas desceram do carro envolvido na discussão e uma delas chegou a ameaçá-la. Andrea afirmou que o conflito teve início por causa da vaga para estacionar. “Ele me xingava, dizia que, se eu não avançasse, ia quebrar meu carro. Era hora de pico; estamos de férias. Era minha primeira saída porque tinha chegado na sexta-feira. Naquele dia saí para tomar um pouco de ar depois de dois dias de chuva e me deparei com essa pessoa que começou a bater no vidro e a me ameaçar”, relatou.
Em outro trecho da entrevista, Andrea voltou a criticar a repercussão do vídeo nas redes sociais. “Sou mulher e estou sozinha; não sei o que ele foi buscar no carro, se um telefone ou uma arma. Eu não fiz denúncia, não imaginei que iam subir o vídeo, dizem qualquer coisa sobre mim. Tenho quase 60 anos, não incomodo ninguém, venho passar férias, nem vou à praia à tarde. Estão estragando minha imagem; muita gente me conhece aqui; muita gente me ligou de Buenos Aires”, concluiu.
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O episódio ocorreu em uma das vias mais movimentadas de Punta del Este no domingo, 11 de janeiro, segundo confirmou a própria Andrea. Ela dirigia uma SUV Audi cinza, com placa argentina, quando outro motorista gritou após uma manobra. No vídeo que circulou nas redes sociais, o insulto é audível: “Idiota”. Em seguida, a mulher para o carro em meio ao congestionamento, desce com um taco de beisebol na mão e se aproxima do outro veículo, ameaçando quebrá-lo.
Uma voz na gravação comenta a violência da cena, ao que Andrea responde com ironia: “Olha como eu tremo”. Apesar da agressividade, a situação não evoluiu para agressões físicas, e não houve registro de feridos nem de danos aos veículos.
Fontes da Polícia de Maldonado informaram que não foi registrada denúncia formal sobre o caso. Sem queixa por parte do motorista envolvido, não foi aberta investigação, e o episódio foi tratado como uma discussão de trânsito sem intervenção da promotoria.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que os os manifestantes iranianos que protestam contra o regime teocrático de Teerã deveriam continuar ocupando as ruas de todo o país, e os encorajou a tomar o controle das instituições governamentais e registrar os nomes de todos os “assassinos e abusadores” ligados ao regime, afirmando que “a ajuda está a caminho”.
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A manifestação de Trump ocorre um dia após o anúncio de tarifas adicionais de 25% sobre produtos de países que mantenham relações comerciais com o Irã, em meio aos relatos crescentes de uma repressão violenta dentro do país. O republicano havia dito no domingo que discutiria formas de agir na nação persa, após ter ameaçado “disparar” contra o Irã, caso o regime atacasse os manifestantes.
O presidente não especificou qual seria a forma da “ajuda” prometida, em uma mensagem que pareceu apoiar a derrubada do governo da República Islâmica — marcando uma mudança na postura dos EUA em relação ao dia anterior, quando a Casa Branca declarou que Trump não “tem medo” de um ataque militar ao Irã, mas que, por enquanto, está priorizando a diplomacia.
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O governo de Teerã, por sua vez, adotou uma ampla gama de medidas repressivas. O acesso à internet em todo o país foi cortado a mando da liderança política, a fim de dificultar a comunicação entre o que acusam de ser “terroristas” infiltrados contra o governo. Organizações de defesa de direitos humanos afirmam que o movimento impede o acompanhamento do que se passa no terreno em tempo-real — o que compromete uma visão confiável sobre o número de mortos e presos pelo regime. O bloqueio de internet ultrapassou 108 horas de duração nesta terça.
Uma autoridade iraniana, ouvida em anonimato nesta terça-feira pela Reuters, afirmou que ao menos 2 mil pessoas teriam morrido desde o início dos protestos, entre civis e forças de segurança do país. Ele culpou “terroristas” pela letalidade identificada — algo alinhado à narrativa das autoridades iranianas. Em um comunicado, o Gabinete do procurador de Teerã afirmou que um número não especificado de pessoas será acusado de “moharebeh”, ou “guerra contra Deus”, um termo da lei islâmica (sharia) que é considerado crime capital no Irã e amplamente utilizado no passado em casos de pena de morte.
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A repressão aos manifestantes provocou reações de diversos países. Na Europa, França, Reino Unido e Espanha, entre outros, convocaram os embaixadores iranianos para cobrar explicações e exigir que os seus direitos fossem respeitados. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que serão propostas sanções em resposta ao “assustador” número de mortos nos protestos.
O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse estar “horrorizado” com a repressão aos protestos, pedindo o fim da matança de manifestantes e a restauração de todas as linhas de comunicação com os civis.
“O assassinato de manifestantes pacíficos deve parar, e rotular manifestantes como ‘terroristas’ para justificar a violência contra eles é inaceitável”, disse Turk em um comunicado, em que criticou o uso de “força bruta” pelo regime. “Este ciclo de violência horrível não pode continuar. O povo iraniano e suas reivindicações por justiça, igualdade e equidade devem ser ouvidas”. (Com AFP)
Depois de mais de um ano tentando engravidar sem sucesso e uma rodada frustrada de fertilização in vitro (FIV), a ex-patinadora profissional Alex Murphy Klein descobriu que seu corpo reagia ao DNA do marido, numa condição tão rara que foi descrita em entrevistas como uma espécie de “alergia” ao parceiro. A condição impedia a concepção natural e frustrava os esforços do casal.
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Alex, de 36 anos, e o marido, o influenciador Paul Klein, começaram a tentar ter filhos em 2023, após o casamento. Quando um ano se passou sem gravidez, consultaram especialistas e foram inicialmente diagnosticados com infertilidade inexplicada, uma vez que os exames padrão não identificam a causa da dificuldade para engravidar.
Insatisfeita com a falta de respostas claras, Alex buscou exames genéticos adicionais por meio de testes de sangue domiciliares fornecidos por uma empresa especializada em fertilização. O resultado surpreendeu: seu sistema imunológico estava reagindo de forma adversa ao material genético do marido, reconhecendo-o como uma ameaça e barrando o processo que levaria à gestação.
A descoberta, embora desconcertante, ofereceu finalmente uma explicação para anos de ansiedade e tratamentos sem sucesso. Cientes de que repetir a FIV sem entender a causa subjacente seria ineficaz, o casal optou por um tratamento conhecido como “terapia de imunização leucocitária paterna” (LIT), que consiste na administração de amostras processadas do sangue de Paul no organismo de Alex para promover tolerância imunológica, semelhante à imunoterapia usada para alergias comuns.
— É um título de notícia que parece absurdo, mas meu sistema imunológico literalmente colocou os freios e disse “vamos atacar isso” — disse a mulher em entrevista ao programa americano This Morning.
A condição diagnosticada em Alex Klein é extremamente rara e não se configura tecnicamente como alergia no sentido clássico da palavra, mas sim como uma incompatibilidade imunológica entre o organismo de uma pessoa e o material genético do parceiro.
O marido, por sua vez, destacou a importância de abordar abertamente as dificuldades de fertilidade, especialmente para homens, muitas vezes silenciados pela vergonha ou estigma social.
Apesar do caminho desafiador, o casal afirmou que continua esperançoso e dialogando com profissionais de saúde para ajustar o tratamento. A história deles tem sido compartilhada como um incentivo a outros casais que enfrentam infertilidade sem diagnóstico claro, ressaltando a importância de investigar causas atípicas quando os métodos convencionais falham.
— É fundamental enfrentar isso juntos como parceiros — afirmou Paul Klein, refletindo sobre a experiência emocional que acompanha a busca por respostas e soluções.
Um morador do estado do Colorado, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra a American Airlines pedindo uma indenização superior a US$ 50 mil (cerca de R$ 270 mil). Ele alega que o extravio de sua bagagem durante uma viagem internacional levou ao agravamento de seu estado de saúde mental e resultou em uma internação psiquiátrica prolongada na Suíça.
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De acordo com o processo, o passageiro, identificado apenas pelas iniciais KR, afirma que sua saúde mental se deteriorou diretamente após a perda da mala despachada, ocorrida em uma viagem iniciada em 28 de dezembro de 2023. Ele embarcou em Baton Rouge, na Luisiana, com destino final a Zurique, com conexões em Dallas e Fort Worth, no Texas, e Madri. O primeiro trecho foi operado pela American Airlines, enquanto os voos seguintes ficaram a cargo da Iberia, parceira da companhia dos EUA.
A bagagem foi despachada corretamente no aeroporto de origem, mas não chegou ao destino final. Ao desembarcar em Zurique, KR aguardou na esteira sem sucesso e deixou o aeroporto apenas com as roupas do corpo e poucos itens pessoais. Segundo a ação, a falta de acesso a vestuário adequado em meio ao inverno rigoroso suíço teria contribuído para o agravamento de seu quadro psicológico.
Durante sua permanência no país europeu, o passageiro afirma ter sido internado em três hospitais psiquiátricos, somando mais de um mês de internação. Sem seguro de saúde, recebeu posteriormente uma cobrança superior a US$ 50 mil do sistema de saúde suíço. Ele relata ainda dificuldades para comprar roupas suficientes no país devido à valorização do franco suíço frente ao dólar.
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Antes da piora de seu estado de saúde, KR diz ter tentado diversas vezes entrar em contato com a American Airlines para localizar a bagagem. Ele utilizava dispositivos de localização Apple AirTag nas malas e compartilhava as informações de localização com a companhia, mas alega que nenhuma providência foi tomada com base nesses dados. Uma das peças de bagagem só foi localizada e devolvida em abril de 2024, quando foi enviada à Suíça. Cerca de uma semana depois, o passageiro retornou aos Estados Unidos.
Em geral, companhias aéreas orientam passageiros com bagagem extraviada a comprar itens essenciais por conta própria, com possibilidade de reembolso posterior. O procedimento, porém, tem limitações, como a indefinição do que são gastos considerados razoáveis e a necessidade de o cliente dispor de recursos imediatos.
Em voos internacionais, a compensação por bagagem atrasada ou perdida é regulada pela Convenção de Montreal, que estabelece um limite máximo de responsabilidade de 1.519 Direitos Especiais de Saque — o equivalente a cerca de US$ 2.175 (aproximadamente R$ 11 mil) por passageiro.
Apesar disso, KR tenta reivindicar US$ 4.700 (cerca de R$ 25 mil) referentes à bagagem, valor correspondente ao teto previsto para voos domésticos nos Estados Unidos. Como a viagem tinha caráter internacional, mesmo com um trecho interno, prevalece o limite inferior definido pela convenção internacional.
A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu, nesta terça-feira, que seja realizada uma investigação independente depois que um agente de imigração dos Estados Unidos matou a tiros uma mulher na cidade de Minneapolis, na semana passada.
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Renee Good foi morta ao volante de seu veículo por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), durante uma operação anti-imigrantes.
Após sua morte, o presidente americano Donald Trump afirmou que o policial provavelmente agiu em legítima defesa, uma versão contestada pela oposição democrata local, que se apoiou em vídeos do incidente.
— De acordo com a legislação internacional sobre direitos humanos, o uso intencional da força letal só pode ser permitido como último recurso contra um indivíduo que represente uma ameaça iminente à vida — declarou à imprensa em Genebra o porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Jeremy Laurence.
O porta-voz insistiu na “necessidade de uma investigação rápida, independente e transparente sobre a morte” de Renee Good, que tinha 37 anos.
Sua morte desencadeou uma onda de manifestações em todo o país no último fim de semana, em lugares como Minneapolis, Nova York, Los Angeles e Boston.
Foto de Renee Good é colada em poste, no local em que ela foi morta por agente do ICE
David Guttenfelder/The New York Times
Mesmo assim, o governo americano anunciou no domingo o envio de “centenas” de agentes federais a Minneapolis.
— Instamos todas as autoridades a tomar medidas para reduzir as tensões e se abster de qualquer incitação à violência — exigiu Laurence.
A cidade de Minneapolis e o estado de Minnesota anunciaram, na segunda-feira, que processaram o governo de Donald Trump após suas operações contra a migração.
Illinois, outro estado democrata alvo da ofensiva anti-imigração de Trump — sobretudo em Chicago —, iniciou na segunda-feira um procedimento judicial similar.

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