Diversos países europeus, entre Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, França, Espanha e Alemanha, convocaram representantes do Irã nesta terça-feira, após a violenta repressão aos protestos contra o regime teocrático de Teerã, cujas autoridades ordenaram o corte da internet.
‘Ajuda está a caminho’: Trump encoraja manifestantes no Irã a tomar instituições
Protestos no Irã: Em meio a repressão, apagão de internet ultrapassa 108 horas
“O regime iraniano cortou a internet para poder matar e oprimir em silêncio”, declarou a ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, no X. “Não toleraremos isso”, afirmou, acrescentando que convocaria o embaixador iraniano ainda pela manhã.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca convocou o encarregado de negócios do Irã, já que o embaixador não se encontra no país, “para expressar a condenação do governo ao uso da violência pelo regime iraniano contra os manifestantes”.
Segundo um comunicado do ministério, o país também foi instado a cumprir suas obrigações internacionais, incluindo os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião.
“Isso também se aplica à garantia da liberdade e do acesso irrestrito à internet”, concluiu o documento.
Entenda: Trump considera restaurar conexão de internet do Irã por meio de Starlink de Elon Musk
No Reino Unido, a Secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, também indicou que convocaram o embaixador iraniano “para sublinhar a gravidade deste momento e exigir que o Irã seja responsabilizado pelos relatos horríveis” que o governo britânico recebeu sobre a situação no país.
O governo francês também convocou o embaixador iraniano, anunciou o Ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, para denunciar a “violência estatal que foi indiscriminadamente desencadeada contra manifestantes pacíficos”.
Na Espanha, o Ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o que seria transmitido ao embaixador “é que o direito dos iranianos ao protesto pacífico e à sua liberdade de expressão devem ser respeitados”.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha anunciou a convocação no X. “A brutal repressão do regime iraniano contra sua própria população é chocante”, declarou o ministério.
Initial plugin text
e
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou publicamente sobre a repressão aos protestos no Irã nesta terça-feira. Trump declarou que iranianos deveriam continuar ocupando as ruas de todo o país e os encorajou a tomar o controle das instituições governamentais e registrar os nomes de todos os “assassinos e abusadores” ligados ao regime, afirmando que “a ajuda está a caminho”.
“Patriotas iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, utilizando a sigla MIGA, em um trocadilho com o MAGA (“Make America Great Again”, ou Faça a América Grande de Novo — trocando América por Irã).
Ameaça de Trump: Entenda como guerra em Gaza enfraqueceu Irã e por que Venezuela alimenta vulnerabilidade do regime
Milhares de vítimas
A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, afirmou que pelo menos 734 pessoas, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortas pelas forças de segurança iranianas durante os protestos — embora uma autoridade iraniana ouvida em anonimato pela Reuters nesta terça-feira tenha falado em 2 mil mortos. Segundo a organização, milhares de manifestantes ficaram feridos e mais de 10.000 pessoas foram presas. Na segunda-feira, o grupo havia alertado que o número real de mortos pode ultrapassar 6.000.
“Os números que publicamos são baseados em informações recebidas de menos da metade das províncias do país e de menos de 10% dos hospitais iranianos. O número real de mortos provavelmente chega a milhares”, disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG.
(Com AFP)
‘Ajuda está a caminho’: Trump encoraja manifestantes no Irã a tomar instituições
Protestos no Irã: Em meio a repressão, apagão de internet ultrapassa 108 horas
“O regime iraniano cortou a internet para poder matar e oprimir em silêncio”, declarou a ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, no X. “Não toleraremos isso”, afirmou, acrescentando que convocaria o embaixador iraniano ainda pela manhã.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca convocou o encarregado de negócios do Irã, já que o embaixador não se encontra no país, “para expressar a condenação do governo ao uso da violência pelo regime iraniano contra os manifestantes”.
Segundo um comunicado do ministério, o país também foi instado a cumprir suas obrigações internacionais, incluindo os direitos à liberdade de expressão, associação e reunião.
“Isso também se aplica à garantia da liberdade e do acesso irrestrito à internet”, concluiu o documento.
Entenda: Trump considera restaurar conexão de internet do Irã por meio de Starlink de Elon Musk
No Reino Unido, a Secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, também indicou que convocaram o embaixador iraniano “para sublinhar a gravidade deste momento e exigir que o Irã seja responsabilizado pelos relatos horríveis” que o governo britânico recebeu sobre a situação no país.
O governo francês também convocou o embaixador iraniano, anunciou o Ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, para denunciar a “violência estatal que foi indiscriminadamente desencadeada contra manifestantes pacíficos”.
Na Espanha, o Ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o que seria transmitido ao embaixador “é que o direito dos iranianos ao protesto pacífico e à sua liberdade de expressão devem ser respeitados”.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha anunciou a convocação no X. “A brutal repressão do regime iraniano contra sua própria população é chocante”, declarou o ministério.
Initial plugin text
e
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou publicamente sobre a repressão aos protestos no Irã nesta terça-feira. Trump declarou que iranianos deveriam continuar ocupando as ruas de todo o país e os encorajou a tomar o controle das instituições governamentais e registrar os nomes de todos os “assassinos e abusadores” ligados ao regime, afirmando que “a ajuda está a caminho”.
“Patriotas iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, utilizando a sigla MIGA, em um trocadilho com o MAGA (“Make America Great Again”, ou Faça a América Grande de Novo — trocando América por Irã).
Ameaça de Trump: Entenda como guerra em Gaza enfraqueceu Irã e por que Venezuela alimenta vulnerabilidade do regime
Milhares de vítimas
A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, afirmou que pelo menos 734 pessoas, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortas pelas forças de segurança iranianas durante os protestos — embora uma autoridade iraniana ouvida em anonimato pela Reuters nesta terça-feira tenha falado em 2 mil mortos. Segundo a organização, milhares de manifestantes ficaram feridos e mais de 10.000 pessoas foram presas. Na segunda-feira, o grupo havia alertado que o número real de mortos pode ultrapassar 6.000.
“Os números que publicamos são baseados em informações recebidas de menos da metade das províncias do país e de menos de 10% dos hospitais iranianos. O número real de mortos provavelmente chega a milhares”, disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG.
(Com AFP)










