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Duas pessoas morreram e mais de 20 precisaram de atendimento médico após um vazamento químico ocorrido na quarta-feira em uma refinaria na Virgínia Ocidental, informaram as autoridades locais.
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Equipes de emergência foram acionadas para a refinaria Catalyst Refiners, em Nitro, por volta das 9h30, após um “vazamento químico”, disseram as autoridades do Condado de Kanawha, em um comunicado.
A Ames Goldsmith Corp., que opera a refinaria, informou que as mortes incluíram dois colegas e que uma terceira pessoa estava sendo tratada em um hospital.
Outros funcionários estavam sendo avaliados em um hospital por precaução, acrescentou a empresa.
A empresa afirmou que as vítimas foram resultado de um incidente industrial que “aparentemente resultou na criação de vapores químicos” na refinaria.
Os vapores ficaram contidos em um prédio, disse a empresa.
A Comissão do Condado de Kanawha informou que pelo menos 21 pessoas foram levadas ao hospital ou buscaram atendimento médico. Em um comunicado separado, a agência afirmou que “acredita-se que tenha ocorrido uma reação química, criando sulfeto de hidrogênio”.
O sulfeto de hidrogênio é um gás inflamável e incolor com cheiro de ovo podre. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA), apenas algumas respirações de ar com altos níveis de sulfeto de hidrogênio podem causar a morte. A exposição prolongada a níveis mais baixos pode causar irritação nos olhos, dor de cabeça e fadiga.
A emergência química levou as autoridades a fecharem estradas e a emitirem uma ordem de confinamento em um raio de 1,6 km ao redor da fábrica. A ordem foi posteriormente suspensa.
Os ministros das Relações Exteriores e de Defesa do Peru renunciaram nesta quarta-feira em meio a discordâncias com o presidente interino, José María Balcázar, sobre a compra, por US$ 3,5 bilhões (pouco mais de R$ 17 bilhões), de caças F-16 dos Estados Unidos. Enquanto ambos os ministros afirmam que o contrato foi assinado, o presidente anunciou na terça-feira que adiou a aquisição para deixar a responsabilidade ao seu sucessor, que será eleito em um segundo turno no início de junho.
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— O senhor Balcázar está colocando nosso país em risco, fazendo-o perder credibilidade e nos transformando em um parceiro em quem não se pode confiar em um processo de negociação — declarou o chanceler Hugo de Zela à rádio RPP, na qual anunciou sua renúncia.
O chefe da diplomacia afirmou que os “contratos foram assinados na segunda-feira” e que um primeiro pagamento deveria ser efetuado nesta quarta-feira. O ministro da Defesa, Carlos Díaz, indicou igualmente que sua renúncia se deve à sua total discordância com a suspensão da compra.
— Isso não responde a uma situação política, mas a uma necessidade estratégica de segurança e defesa da nação — declarou à rádio RPP.
Em outubro de 2024, o Peru anunciou que renovaria, após quase três décadas, sua frota de defesa aérea com a compra de 24 caças de última geração por 3,5 bilhões de dólares (R$ 17,61 bilhões). Entre as propostas recebidas pelo Ministério da Defesa para a operação estavam os modelos Rafale (França), Gripen (Suécia) e F-16 Block 70 (Estados Unidos).
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Em fevereiro passado, um comitê estatal de avaliação optou pela proposta dos F-16, alegando critérios técnicos e geopolíticos. O Peru possui uma frota de 12 aviões Mirage 2000, segundo publicações militares especializadas. A frota aérea de combate do Peru inclui, ainda, aviões russos MiG-29 e bielorrussos Sukhoi-27, adquiridos em 1997. A maioria deles está inoperante ou na reserva.
As renúncias ocorrem enquanto o país se dirige a um segundo turno na eleição presidencial em junho, em meio a uma crônica instabilidade política. O episódio desta quarta-feira ocorre um dia após a renúncia de outra figura importante do país.
O chefe do órgão eleitoral que organizou as recentes eleições gerais no Peru, Piero Corvetto, renunciou ontem, poucas horas antes de comparecer perante o Ministério Público para prestar depoimento sobre falhas no processo. Além da lenta apuração, que já dura mais de uma semana, o pleito de 12 de abril também enfrentou diversos problemas logísticos, o que provocou a desconfiança do eleitorado e reações públicas de candidatos.
Ele descreveu as irregularidades registradas na distribuição de material eleitoral em Lima durante o dia 12 de abril como “problemas técnicos e operacionais” causados por empresa terceirizada que não entregou as cédulas a tempo — mesma justificativa dada pela Junta Nacional Eleitoral (JNE), a mais alta autoridade eleitoral do país.
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Os entraves causaram atrasos na abertura das seções eleitorais na capital peruana e impediram que mais de 50 mil pessoas votassem, forçando uma prorrogação de 24 horas do horário de votação — medida sem precedentes. Além disso, cédulas encontradas em um contêiner de lixo, registros eleitorais contestados e acusações de fraude lançaram uma sombra sobre o dia da eleição, alimentando a desconfiança em instituições já fragilizadas.
A missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) mencionou “sérias deficiências”, mas esclareceu que não encontrou “nenhuma evidência objetiva” de fraude, como alegado pelo candidato ultraconservador Rafael López Aliaga. A JNE estima que os resultados finais não serão conhecidos antes do dia 15 de maio devido aos atrasos na apuração dos votos realizada pelo ONPE.
Ex-jardineiro da residência de Rei Charles III, David Pearce revelou detalhes sobre as preferências alimentares do monarca durante o período em que trabalhou na horta real. Ele atuou por um ano nos jardins de Highgrove House, a residência prvada de campo do rei, e contou sobre gostos bastante específicos do rei, incluindo a proibição de alguns vegetais, em entrevista ao site The Farnham Herald.
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Segundo Pearce, Charles apreciava especialmente espinafre, couve-flor e cenouras usadas em crudités, que precisavam ser cultivadas em tamanho exato, que seria “de um dedo mindinho”. Também estavam entre as preferências do monarca vegetais como cebola, alho-poró e erva-doce de cabeça (ou funcho), além de um canteiro inteiro dedicado a saladas e dois exclusivamente para aspargos.
O ex-jardineiro explicou ainda que o trabalho da equipe era essencialmente atender às demandas diretas do rei, adaptando o cultivo às suas exigências pessoais.
— Passei cerca de um ano cultivando frutas, vegetais e outras coisas maravilhosas que compunham seus jantares e almoços — relatou ao jornal.
Apesar da variedade de alimentos cultivados, havia restrições claras. De acordo com Pearce, abóbora e abobrinha eram terminantemente proibidas na horta.
Durante sua experiência na propriedade, o jardineiro destacou também o perfil ambientalista do monarca, afirmando que suas práticas estavam “à frente do tempo”, na sua avaliação. Segundo ele, o rei priorizava o cultivo de prados de flores silvestres e evitava o uso de produtos químicos, optando por métodos mais sustentáveis no controle de pragas, sem especificar quais seriam elas.
Pearce relatou ainda que os jardineiros tinham contato direto com o agora rei, que ainda não havia assumido o trono naquela ocasião. O funcionário afirma que ele costumava caminhar pelos jardins indicando pessoalmente suas preferências e expectativas. Ele usava ainda uma tesoura de poda e passava um retorno sobre o trabalho da equipe.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenaram nesta quarta-feira a morte de um segundo soldado francês da missão de paz da ONU no sul do Líbano, após um ataque contra uma patrulha atribuído por Paris ao grupo Hezbollah, que nega envolvimento.
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Macron informou que o cabo Anicet Girardin morreu após ser gravemente ferido no ataque ocorrido no sábado contra tropas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Em publicação na rede X, o líder francês afirmou que o militar foi repatriado na véspera e não resistiu aos ferimentos.
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“Morreu pela França. A Nação, que amanhã prestará homenagem ao primeiro-sargento Florian Montorio, mortalmente ferido durante a mesma emboscada, saúda com emoção o cabo Anicet Girardin e seu sacrifício”, acrescentou.
Em nota, Aoun condenou o episódio e reiterou condolências à França e à liderança da missão da ONU. Segundo o gabinete do presidente libanês, ele “renova sua condenação ao incidente” após a morte do segundo integrante francês da força de paz.
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O ataque ocorreu no sábado, quando uma patrulha da Unifil foi alvo de disparos no sul do Líbano. Um primeiro soldado francês morreu no local, e outros dois ficaram feridos. Macron atribuiu a ofensiva ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, que negou “qualquer ligação” com o incidente.
Mais cedo, o presidente francês afirmou apoiar “plenamente” o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel, mas alertou que o acordo pode já estar sendo comprometido pela continuidade das operações militares. Ele também pediu que o grupo libanês renuncie às armas e que Israel respeite a soberania do Líbano.
Escalada continua
Apesar da trégua em vigor, a violência continua no país. Três pessoas morreram nesta quarta-feira em novos ataques israelenses no Líbano, segundo a imprensa estatal.
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Ainda assim, autoridades libanesas afirmaram que pretendem pedir a prorrogação do cessar-fogo por um mês durante novas negociações com Israel, previstas para quinta-feira, em Washington.
Segundo uma fonte oficial, o Líbano solicitará também o respeito integral à trégua e o fim das operações militares israelenses em áreas do país. Aoun declarou que “estão sendo mantidos contatos para prolongar o cessar-fogo”.
As conversas entre os dois países ocorrem sob mediação dos Estados Unidos. Após uma primeira rodada em 16 de abril, que resultou em uma trégua de dez dias, novas reuniões devem ocorrer em nível de embaixadores.
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Israel, por sua vez, afirmou que não há “desacordos graves” com o Líbano, mas voltou a acusar o país de estar sob influência do Hezbollah.
A França integra a missão da ONU no país, que atua há décadas no sul do Líbano, próximo à fronteira com Israel, como força de interposição entre os dois lados. O Hezbollah intensificou ataques contra Israel nos últimos meses em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, apesar da trégua formal em vigor.
(Com AFP)
O anúncio feito pelo presidente Donald Trump de prorrogar indefinidamente o cessar-fogo, quando tinha dito antes que era muito improvável a extensão, mostra claramente como ele está perdido nesse jogo. A ampliação do cessar-fogo não deixou o ambiente menos tenso. O Irã já interceptou dois navios no estreito de Ormuz, a China disse que o Oriente Médio está vivendo uma encruzilhada crítica, Trump afirma que o Irã está colapsando financeiramente. O fato é que, além de em uma guerra ser sempre muito difícil calcular todos os cenários, tudo é muito imprevisível e somado a isso se tem um presidente que trabalha com a imprevisibilidade como parte do negócio, ele governa pelo “gogó”. Então ele vai falando, criando fatos com palavras em sua rede social e o mundo vai sendo governado dessa forma. Todos têm que olhar o que ele diz na rede social, sabendo que não há nenhum compromisso com a narrativa que adotará no dia seguinte. Tudo isso faz com que a única constante no momento seja a instabilidade, tanto na geopolítica quanto na economia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, rejeitou, nesta quarta-feira (22), novos pedidos no Parlamento para sua demissão por ter nomeado o ex-ministro Peter Mandelson como embaixador em Washington, nos Estados Unidos, apesar de seus vínculos com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
— Nada vai me desviar da minha missão a serviço do nosso país — declarou o líder trabalhista durante a sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro.
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Starmer teve que responder pela segunda vez esta semana no Parlamento sobre este tema, que o deixou em xeque nos últimos meses.
O líder trabalhista destituiu Mandelson em setembro passado, acusando-o de ter “mentido repetidamente” sobre o alcance de seus vínculos com Epstein, morto na prisão em 2019.
O caso voltou a ganhar força na última quinta-feira, quando o jornal The Guardian revelou que o Ministério das Relações Exteriores tinha habilitado Mandelson para este cargo no começo de 2025, apesar de um parecer desfavorável do organismo encarregado de verificar seus antecedentes.
Olly Robbins, ex-funcionário de alto nível do Foreign Office, destituído por Starmer na semana passada após as revelações do The Guardian, denunciou, na terça-feira, perante uma comissão parlamentar, “a pressão constante” por parte de Downing Street pela nomeação de Mandelson.
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O primeiro-ministro “tinha anunciado que Mandelson era seu candidato”, destacou Robbins.
As razões pelas quais um parecer desfavorável foi emitida sobre sua nomeação não foram publicadas.
Veículos de imprensa britânicos mencionaram esta semana que este parecer poderia estar relacionado aos vínculos de Mandelson com a China, através de sua empresa de consultoria.
A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, falou, nesta quarta-feira, dos vínculos entre o ex-embaixador e a Rússia.
Um informe apontou que Peter Mandelson “permaneceu no conselho de administração da empresa de defesa Systema, vinculada ao Kremlin, muito depois da primeira invasão da Ucrânia por Putin, em 2014”, declarou Badenoch.
— Por que o primeiro-ministro quis nomear como embaixador em Washington um homem com vínculos com o Kremlin? — perguntou a líder do Partido Conservador.
A aprovação, na terça-feira, de um dos mapas congressionais mais agressivamente redesenhados dos Estados Unidos, na Virgínia, marcou o mais recente sinal de que os democratas estão dispostos a abandonar a cautela para tentar retomar o controle do Congresso e bloquear a agenda do presidente Donald Trump.
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A mudança representa uma guinada significativa para um partido que, por anos, denunciou o redesenho partidário de distritos eleitorais. Democratas argumentam, no entanto, que o novo mapa — capaz de transformar até quatro cadeiras atualmente ocupadas por republicanos em assentos democratas — é necessário para contrabalançar iniciativas semelhantes do Partido Republicano no Texas e em outros estados. O novo lema, resumem aliados, é jogar duro.
“Enquanto muitos esperavam que os democratas se rendessem, fizemos o oposto”, disse Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, em comunicado divulgado após a projeção do resultado. “Não recuamos. Reagimos. Quando eles descem o nível, revidamos com força”.
Com o aumento da urgência para recuperar poder em Washington, democratas têm flexibilizado posições antigas. Apesar das reservas quanto ao chamado “dark money” (doações de origem não revelada), hoje dependem mais desse tipo de financiamento do que os republicanos. No Capitólio, adotaram a linha dura nas negociações orçamentárias, chegando a provocar a paralisação parcial do governo ao se recusarem a financiar operações de fiscalização migratória sem novas restrições às táticas de agentes federais.
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O conjunto dessas decisões reflete a nova disposição no partido — estimulada por eleitores irritados que exigem oposição mais firme a Trump — de rever táticas que antes consideravam prejudiciais à governança. Nenhuma mudança, porém, foi tão abrupta quanto a ocorrida na Virgínia, onde uma delegação congressual de 11 membros, antes quase equilibrada, pode se transformar em outra com apenas um assento republicano praticamente garantido.
Defensores da medida afirmam que ela é uma resposta imperfeita, mas necessária, à “guerra” de manipulação distrital iniciada pelos republicanos. O plano prevê que o novo mapa seja temporário, devolvendo o controle do processo a uma comissão independente em 2031.
— Não podemos levar um pedaço de pau para uma luta de facas — disse Kelly Hall, diretora executiva do Fairness Project, grupo que gastou mais de US$ 12 milhões (R$ 59 milhões) apoiando o referendo. — Com os republicanos atacando a integridade da representação no Congresso, precisamos responder com todas as ferramentas disponíveis.
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Até a inclusão da proposta na cédula eleitoral exigiu manobras parlamentares. Sem os dois terços necessários em cada casa legislativa para convocar uma sessão especial no ano passado, democratas aproveitaram uma sessão orçamentária convocada por Glenn Youngkin, então governador republicano, para agendar o referendo.
A estratégia marca uma reversão em relação ao discurso adotado pelos democratas durante a era Trump, quando o partido se apresentava como defensor das instituições democráticas. Em um cenário ideal, dizem, a decisão Citizens United — que, em 2010, removeu limites para gastos políticos independentes por corporações — seria revertida, e haveria proibição nacional do redesenho partidário de distritos.
— Gostaríamos de acabar com isso — afirmou Tim Persico, estrategista democrata veterano. — Mas, enquanto um lado continuar engajado nisso de forma aberta e sem escrúpulos, não podemos nos dar ao luxo de não jogar pelas mesmas regras.
Críticas republicanas
A mudança abriu espaço para ataques dos republicanos, que não tiveram dificuldade em encontrar declarações passadas de democratas contra o redesenho partidário. Durante a campanha na Virgínia, que atraiu mais de US$ 80 milhões (R$ 398 milhões) em gastos, anúncios em vídeo com o ex-presidente democrata Barack Obama ilustraram a evolução do debate: republicanos exibiram declarações antigas do líder democrata contra o redesenho partidário, enquanto democratas destacaram seu apoio atual à medida.
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O resultado apertado — inferior a três pontos percentuais — sugere que a questão dividiu eleitores. No ano passado, a governadora democrata Abigail Spanberger venceu com margem de 15 pontos, e Kamala Harris ganhou a eleição presidencial de 2024 na Virgínia por quase seis pontos.
— Trata-se de garantir igualdade de condições — disse o deputado Eugene Vindman, democrata da Virgínia, acrescentando que Trump não deveria sentir que pode se vingar de estados inclinados aos democratas e esperar que o partido sempre adote a posição moral mais elevada.
A flexibilidade não é exclusividade democrata. Na véspera da votação, Trump disse a um radialista local que “não sabia se você sabe o que é gerrymandering (manipulação deliberada dos limites dos distritos eleitorais para favorecer um partido, grupo ou candidato), mas não é algo bom”. Foi o próprio presidente, porém, quem impulsionou a disputa ao pedir no ano passado que o Texas redesenhasse seus mapas para favorecer republicanos.
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Ainda assim, há divisões internas sobre até onde ir para conter a administração Trump. O debate tem se estendido por assembleias estaduais, primárias federais e reuniões nacionais do partido. Em Maryland, uma tentativa semelhante de modificar uma cadeira republicana por meio de redesenho distrital fracassou neste mês, após o presidente democrata do Senado estadual se recusar a levar a proposta à votação final.
O argumento contrário foi mais tático do que ético. O líder sugeriu que um novo mapa poderia gerar efeito contrário ou enfrentar desafios judiciais, mas também apontou “preocupações pessoais” com os efeitos de longo prazo de um redesenho no meio do ciclo eleitoral. A delegação de Maryland tem oito membros e apenas um republicano. O novo mapa eliminaria qualquer representação republicana, embora cerca de um terço dos eleitores do estado tenha votado em Trump em 2024.
‘Dark Money’
As divergências também aparecem na discussão sobre financiamento. Muitos democratas consideram moralmente condenável o “dark money” e criticam a influência de interesses corporativos, como grupos ligados a criptomoedas e inteligência artificial, além de organizações financiadas por grandes doadores, como o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC).
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O tema foi debatido em reunião do Comitê Nacional Democrata em Nova Orleans. Uma resolução contra o “dark money” avançou, mas teve removidas referências específicas a recursos ligados a inteligência artificial e criptomoedas. Outra, direcionada ao AIPAC, não foi aprovada, refletindo a dificuldade do partido em decidir quão duramente criticar o grupo e se deve desencorajar candidatos a aceitar grandes contribuições.
Melissa Bean, que venceu uma primária em Illinois com apoio de milhões de dólares de um grupo ligado ao AIPAC, afirmou que os democratas não deveriam “amarrar as próprias mãos” recusando doações.
— As apostas são incrivelmente altas, e precisamos garantir que temos recursos para conquistar ao menos um dos poderes — disse Rusty Hicks, presidente do Partido Democrata da Califórnia.
Outros defendem posição mais dura.
— Há tanta indignação pública que temo que, se não rejeitarmos isso, mais pessoas deixarão de participar porque pensarão que todos são iguais — afirmou Francesca Hong, candidata democrata ao governo de Wisconsin.
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Apesar das divergências, democratas continuam recebendo centenas de milhões de dólares de grupos de interesse e doadores ricos cada vez mais opacos.
Um teste importante dessa nova disposição ocorreu na Califórnia, onde o governador Gavin Newsom convenceu eleitores a aprovar a Proposição 50, contornando uma comissão independente e redesenhando o mapa para mudar cinco cadeiras republicanas. Segundo Paul Mitchell, estrategista encarregado do novo mapa, a iniciativa foi apresentada como resposta limitada ao redesenho republicano no Texas e como medida temporária, válida por apenas três ciclos eleitorais.
— Não foi uma adesão total à ideia de que, se eles descem o nível, nós vamos descer ainda mais — disse. — Foi mais: se eles descem, vamos descer por um tempo curto e depois voltar imediatamente a subir.
Um avião de pequeno porte caiu no Paraguai transportando cerca de R$ 15 milhões em dinheiro vivo, além de cerca de US$ 5 milhões e notas em guaranis paraguaios. Após a queda, moradores da região correram até o local e recolheram parte das cédulas que ficaram espalhadas com o impacto. O piloto morreu e três pessoas ficaram feridas no acidente.
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A aeronave caiu em uma área rural do país, o assentamento San Isidro, em Minga Guazú, perto de Ciudad del Este, que faz fronteira com o Brasil. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pessoas recolhendo maços de dinheiro no entorno dos destroços do bimotor. O comissário Carlos Duré, à frente da unidade policial responsável pela apuração do episódio, relatou que cerca de US$ 2 milhões foram saqueados.
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Ações criminosas paralelas foram identificadas por policiais na região de fronteira. Segundo as autoridades, grupos estariam usando uniformes falsos para se passar por policiais e promotores, numa tentativa de extorquir moradores e localizar parte do dinheiro desaparecido.
As circunstâncias da queda ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias. Segundo comunicado da Direção Nacional de Aeronáutica Civil do Paraguai, as investigações preliminares apontam que a aeronave sofreu uma falha no motor esquerdo durante o voo. O avião Cessna, modelo 4020B, pertencia à empresa Aerotax e havia sido fretado pela Prosegur para o transporte das cédulas.
Equipes policiais foram deslocadas para o local após o acidente e tentam recuperar os valores saqueados. Também foram iniciadas perícias para esclarecer se houve falha mecânica, erro operacional ou outro fator que tenha provocado a queda.
Quando a Polônia buscava uma base militar dos EUA em 2018, apresentou a ideia como “Fort Trump”. Quando Armênia e Azerbaijão assinaram um compromisso de paz na Casa Branca no ano passado, chamaram a via de transporte criada de “Trump Route for International Peace and Prosperity” (Rota Trump para a Paz e Prosperidade Internacional, em tradução livre). Mas o exemplo mais improvável do nome do presidente americano, Donald Trump, sendo associado a um ponto crítico geopolítico pode ser um que permaneceu fora da vista do público até agora. Nas negociações de paz na Ucrânia nos últimos meses, autoridades ucranianas sugeriram que a parte da região de Donbass, que a Rússia ainda tenta conquistar, poderia se chamar “Donnyland”. O apelido, uma referência a “Donbass” e “Donald”, foi descrito por quatro pessoas familiarizadas com as negociações, que falaram sob condição de anonimato devido ao sigilo em torno delas.
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Quando um negociador ucraniano mencionou o termo pela primeira vez, em parte como brincadeira, foi como parte de uma tentativa de convencer o governo Trump a se posicionar mais contra exigências territoriais da Rússia, segundo três pessoas com conhecimento das conversas. O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu continuar lutando até que suas forças alcancem um limite administrativo importante na borda do Donbass, a região industrial no leste da Ucrânia onde o Kremlin iniciou a guerra em 2014.
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Que um nome evocando a Disneylândia tenha sido associado a uma faixa despovoada e devastada do território ucraniano pode parecer chocante, enquanto os combates mais mortais da Europa desde a Segunda Guerra Mundial continuam. Mas isso também reflete uma realidade global na qual governos apelam à vaidade de Trump para obter o poder americano ao seu lado.
Para a Ucrânia, o esforço ainda não deu resultado. O termo continua a ser usado nas negociações, embora não se saiba que tenha sido incluído em documentos oficiais. Os negociadores também sugeriram a possibilidade do Conselho da Paz de Trump — criado no contexto da negociação na Faixa de Gaza — desempenhar um papel na administração da área, embora nem a Rússia nem a Ucrânia tenham aderido a ele até agora, segundo quatro pessoas familiarizadas com as conversas.
Moscou não concordou com um arranjo aceitável para a Ucrânia até o momento. Isso deixou o destino da área que os ucranianos propuseram chamar de Donnyland — de cerca de 80 km de comprimento por 64 km de largura — como um dos principais impasses nas negociações.
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As conversas sobre a Ucrânia avançaram discretamente nas últimas semanas, mesmo enquanto os principais negociadores dos EUA — Steve Witkoff, amigo próximo de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente — concentravam-se na guerra com o Irã. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse neste mês que esperava a visita de Witkoff e Kushner em breve, enquanto uma pessoa familiarizada com as negociações afirmou que os americanos ainda aguardavam progresso suficiente para justificar a viagem, e que também pretendiam visitar a Rússia novamente.
— A Ucrânia está avançando. Eu gostaria que eles se entendessem — disse Trump a repórteres na semana passada. — Vamos ver o que acontece. Há coisas acontecendo lá.
O republicano prometeu durante sua campanha presidencial que encerraria a guerra na Ucrânia em 24 horas. Ele e seus principais negociadores já passaram mais de um ano tentando fechar um acordo de paz, realizando horas de conversas com Putin e frustrando autoridades ucranianas com a impressão de que estavam agindo como mediadores, em vez de defender a Ucrânia.
Tentativa de aproximação
“Donnyland” foi uma das maneiras pelas quais os ucranianos tentaram fazer Trump se alinhar mais a Kiev. Desde que o presidente se encontrou com Putin no Alasca, em agosto passado, o governo Trump sinalizou que poderia apoiar um acordo de paz no qual a Ucrânia recuasse até a fronteira da região de Donetsk, uma das províncias do Donbass — medida que críticos consideraram uma grande concessão ao Kremlin.
Autoridades ucranianas afirmam que cerca de 190 mil pessoas vivem atualmente nesse território. Outros próximos às negociações dizem que o número real pode ser cerca da metade. A área é tão próxima da linha de frente que a principal rodovia de acesso está coberta por redes para proteção contra drones.
Redes antidrone sobre uma estrada em Izium, na região de Donbass, em 29 de janeiro de 2026
Lynsey Addario/New York Times
Pouco resta da economia local além de uma mina de carvão em funcionamento e negócios que atendem os soldados estacionados na região, incluindo lojas que vendem balões e flores para que soldados comprem para esposas ou namoradas em visita.
A Ucrânia insiste que pode defender essa área e que não a cederá. Mas, em dezembro, Zelensky sinalizou abertura para um compromisso que criaria uma zona desmilitarizada ou uma zona econômica livre, sem controle pleno de nenhum dos lados em guerra.
Os ucranianos consideraram, mas não endossaram, propostas de um administrador neutro ou de um órgão de governo com representantes russos e ucranianos, desde que a Rússia não reivindicasse a área após a guerra. O Kremlin disse que poderia aceitar a formação de uma zona desmilitarizada se policiais russos ou soldados da Guarda Nacional pudessem patrulhá-la — uma medida inaceitável para Kiev.
O presidente americano, Donald Trump, cumprimenta o presidente russo, Vladimir Putin, em Anchorage, no Alasca, em agosto do ano passado
Doug Mills/New York Times
A Ucrânia queria que o governo Trump pressionasse Moscou a suavizar ainda mais sua posição. Os negociadores ucranianos passaram a chamar a zona proposta de Donnyland, uma área que não seria totalmente controlada por nenhum dos lados e que poderia ser apresentada como uma conquista de Trump.
Samuel Charap, pesquisador da RAND Corporation que acompanha de perto as negociações, argumentou que tanto Moscou quanto Kiev demonstraram alguma flexibilidade quanto ao futuro dessa parte do Donbass ainda sob controle ucraniano.
Para a Ucrânia, uma preocupação central é o risco de que ceder esse território, junto às fortificações construídas lá, facilite uma futura retomada da invasão pela Rússia. Charap disse que a Ucrânia parece ver um benefício de segurança em associar o nome de Trump à área.
— Ter um selo de Trump em uma zona econômica livre provavelmente seria visto como algum tipo de dissuasão — afirmou Charap, referindo-se à Ucrânia.
Trump e Zelensky em Mar-a-Lago, em dezembro de 2025
Tierney L. Cross/New York Times
Outra sugestão chamou o arranjo pós-guerra de “modelo Mônaco”, referência ao principado na costa mediterrânea da França — um miniestado semiautônomo que se beneficiaria do status de zona econômica offshore. A expressão “modelo Mônaco” apareceu em rascunhos de tratados, enquanto Donnyland surgiu apenas em discussões, segundo uma pessoa com conhecimento direto das estratégias de negociação da Ucrânia.
Mas as negociações estagnaram no fim de fevereiro na questão territorial, justamente quando a guerra com o Irã desviou a atenção da equipe de negociação dos EUA. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que o país aceitaria apenas o controle legal total do Donbass. E Zelensky minimizou a possibilidade de trocar território por paz, dizendo que isso seria um “grande erro”.
Rússia e Ucrânia não avançaram desde então na questão do controle territorial, embora as negociações continuem em outros pontos, incluindo compromissos dos EUA de garantir a segurança da Ucrânia no pós-guerra, segundo pessoas familiarizadas com as conversas.
Um negociador ucraniano chegou a criar uma bandeira para Donnyland — nas cores verde e dourado — e um hino nacional, usando o ChatGPT, segundo a pessoa com conhecimento das estratégias ucranianas. Não está claro se o lado americano chegou a vê-los.
A recorrência dos episódios de calor extremo está levando a agricultura “ao limite” em todo o mundo e ameaça a saúde e os meios de subsistência de mais de um bilhão de pessoas, alertam nesta quarta-feira a Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO) e a Organização Meteorológica Mundial. O fenômeno, vinculado ao aquecimento climático gerado pelas atividades humanas, provoca a perda de 500 bilhões de horas de trabalho na agricultura a cada ano. Destinado a se intensificar, ameaça a segurança alimentar mundial, destaca o relatório “Calor extremo e agricultura”.
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O calor extremo refere-se a temperaturas “excepcionalmente altas” em comparação com o normal, tanto de dia quanto de noite. Sua intensidade pode dobrar se o mundo atingir +2 °C em relação à era pré-industrial (e quadruplicar a +4 °C), alertam os cientistas. O calor extremo também atua sobre a umidade ou a radiação solar, gerando chuvas torrenciais ou secas “repentinas”.
“É o principal detonador”, explica Kaveh Zahedi, diretor do Escritório de Mudança Climática da FAO à AFP, que citou o Brasil como exemplo:
— O vimos há dois anos no Brasil. Um calor extremo prolongado, combinado com seca, provocou incêndios na Amazônia e o secamento de afluentes do Amazonas, com um impacto imediato em todo o sistema alimentar, incluindo a pesca e a aquicultura. Mais ao sul gerou chuvas anormalmente intensas.
Os casos se acumulam nos Estados Unidos, Rússia, China e todos os setores são afetados. Para o gado, quando o calor extremo não provoca falhas digestivas ou cardiovasculares, reduz a produção de leite e seu conteúdo de proteínas.
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Os peixes podem sofrer falhas cardíacas em águas cujo nível de oxigênio se reduz devido às altas temperaturas. Em 2024, 91% do oceano em nível global experimentou ao menos uma onda de calor, das quais a metade foi considerada “forte”, assinala o relatório.
Para a maioria dos cultivos, os rendimentos começam a diminuir acima dos 30 °C, inclusive antes no caso das batatas ou da cevada. O desaparecimento de polinizadores, as doenças ou a falta de alimento aumentam os riscos, agravados pela uniformidade das variedades.
‘Construir resiliência mas sem substituir uma ação climática decidida’
No Marrocos, seis anos de seca provocados por duas ondas de calor históricas, em 2023 e 2024, reduziram os rendimentos dos cereais em 40% e arruinaram as colheitas de azeitonas e cítricos, recorda Zahedi.
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Isso também ocorre em zonas montanhosas, como na primavera de 2025, quando temperaturas superiores a 30°C (10 °C acima do normal) na cordilheira de Ferganá, no Quirguistão, submeteram frutas e cereais a um choque térmico e a uma invasão de gafanhotos. Resultado: 25% menos colheitas.
Por último, no leste do Mar de Bering, uma onda de calor marinha em 2018–2019 provocou a morte de 90% dos caranguejos-das-neves, o que levou ao fechamento de uma das pescarias “mais rentáveis” do Ártico, assinala o relatório.
Diante dessa situação “vemos exemplos de ações inovadoras”, destaca Zahedi, que menciona a Índia, onde os agricultores testam variedades de arroz mais precoces. Grande desafio para um país que obtém desse cultivo 70% de suas calorias e onde a agricultura sustenta milhões de trabalhadores.
Os picos de calor já afetam mais de um bilhão de pessoas: em primeiro lugar os agricultores e suas famílias (em quesitos como saúde e produtividade) e também enfraquecem uma segurança alimentar já muito incerta (em 2024, 2,3 bilhões de pessoas sofriam algum tipo de insegurança alimentar).
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O relatório aconselha a adotar sementes e raças adaptadas às novas condições e a colocar sistemas de alerta à disposição dos agricultores, já que o calor extremo é um dos fenômenos meteorológicos mais previsíveis.
“Vemos ações, mas são insuficientes”, insiste o responsável da FAO, sublinhando a importância “crítica” dos sistemas de alerta.
Mas, sem uma redução “ambiciosa” dos gases de efeito estufa, “a gravidade dos calores extremos superará cada vez mais a capacidade de adaptação”, assinala o relatório. “Construir resiliência é essencial, mas não pode substituir uma ação climática decidida”, destaca.

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