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A aprovação, na terça-feira, de um dos mapas congressionais mais agressivamente redesenhados dos Estados Unidos, na Virgínia, marcou o mais recente sinal de que os democratas estão dispostos a abandonar a cautela para tentar retomar o controle do Congresso e bloquear a agenda do presidente Donald Trump.
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A mudança representa uma guinada significativa para um partido que, por anos, denunciou o redesenho partidário de distritos eleitorais. Democratas argumentam, no entanto, que o novo mapa — capaz de transformar até quatro cadeiras atualmente ocupadas por republicanos em assentos democratas — é necessário para contrabalançar iniciativas semelhantes do Partido Republicano no Texas e em outros estados. O novo lema, resumem aliados, é jogar duro.
“Enquanto muitos esperavam que os democratas se rendessem, fizemos o oposto”, disse Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, em comunicado divulgado após a projeção do resultado. “Não recuamos. Reagimos. Quando eles descem o nível, revidamos com força”.
Com o aumento da urgência para recuperar poder em Washington, democratas têm flexibilizado posições antigas. Apesar das reservas quanto ao chamado “dark money” (doações de origem não revelada), hoje dependem mais desse tipo de financiamento do que os republicanos. No Capitólio, adotaram a linha dura nas negociações orçamentárias, chegando a provocar a paralisação parcial do governo ao se recusarem a financiar operações de fiscalização migratória sem novas restrições às táticas de agentes federais.
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O conjunto dessas decisões reflete a nova disposição no partido — estimulada por eleitores irritados que exigem oposição mais firme a Trump — de rever táticas que antes consideravam prejudiciais à governança. Nenhuma mudança, porém, foi tão abrupta quanto a ocorrida na Virgínia, onde uma delegação congressual de 11 membros, antes quase equilibrada, pode se transformar em outra com apenas um assento republicano praticamente garantido.
Defensores da medida afirmam que ela é uma resposta imperfeita, mas necessária, à “guerra” de manipulação distrital iniciada pelos republicanos. O plano prevê que o novo mapa seja temporário, devolvendo o controle do processo a uma comissão independente em 2031.
— Não podemos levar um pedaço de pau para uma luta de facas — disse Kelly Hall, diretora executiva do Fairness Project, grupo que gastou mais de US$ 12 milhões (R$ 59 milhões) apoiando o referendo. — Com os republicanos atacando a integridade da representação no Congresso, precisamos responder com todas as ferramentas disponíveis.
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Até a inclusão da proposta na cédula eleitoral exigiu manobras parlamentares. Sem os dois terços necessários em cada casa legislativa para convocar uma sessão especial no ano passado, democratas aproveitaram uma sessão orçamentária convocada por Glenn Youngkin, então governador republicano, para agendar o referendo.
A estratégia marca uma reversão em relação ao discurso adotado pelos democratas durante a era Trump, quando o partido se apresentava como defensor das instituições democráticas. Em um cenário ideal, dizem, a decisão Citizens United — que, em 2010, removeu limites para gastos políticos independentes por corporações — seria revertida, e haveria proibição nacional do redesenho partidário de distritos.
— Gostaríamos de acabar com isso — afirmou Tim Persico, estrategista democrata veterano. — Mas, enquanto um lado continuar engajado nisso de forma aberta e sem escrúpulos, não podemos nos dar ao luxo de não jogar pelas mesmas regras.
Críticas republicanas
A mudança abriu espaço para ataques dos republicanos, que não tiveram dificuldade em encontrar declarações passadas de democratas contra o redesenho partidário. Durante a campanha na Virgínia, que atraiu mais de US$ 80 milhões (R$ 398 milhões) em gastos, anúncios em vídeo com o ex-presidente democrata Barack Obama ilustraram a evolução do debate: republicanos exibiram declarações antigas do líder democrata contra o redesenho partidário, enquanto democratas destacaram seu apoio atual à medida.
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O resultado apertado — inferior a três pontos percentuais — sugere que a questão dividiu eleitores. No ano passado, a governadora democrata Abigail Spanberger venceu com margem de 15 pontos, e Kamala Harris ganhou a eleição presidencial de 2024 na Virgínia por quase seis pontos.
— Trata-se de garantir igualdade de condições — disse o deputado Eugene Vindman, democrata da Virgínia, acrescentando que Trump não deveria sentir que pode se vingar de estados inclinados aos democratas e esperar que o partido sempre adote a posição moral mais elevada.
A flexibilidade não é exclusividade democrata. Na véspera da votação, Trump disse a um radialista local que “não sabia se você sabe o que é gerrymandering (manipulação deliberada dos limites dos distritos eleitorais para favorecer um partido, grupo ou candidato), mas não é algo bom”. Foi o próprio presidente, porém, quem impulsionou a disputa ao pedir no ano passado que o Texas redesenhasse seus mapas para favorecer republicanos.
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Ainda assim, há divisões internas sobre até onde ir para conter a administração Trump. O debate tem se estendido por assembleias estaduais, primárias federais e reuniões nacionais do partido. Em Maryland, uma tentativa semelhante de modificar uma cadeira republicana por meio de redesenho distrital fracassou neste mês, após o presidente democrata do Senado estadual se recusar a levar a proposta à votação final.
O argumento contrário foi mais tático do que ético. O líder sugeriu que um novo mapa poderia gerar efeito contrário ou enfrentar desafios judiciais, mas também apontou “preocupações pessoais” com os efeitos de longo prazo de um redesenho no meio do ciclo eleitoral. A delegação de Maryland tem oito membros e apenas um republicano. O novo mapa eliminaria qualquer representação republicana, embora cerca de um terço dos eleitores do estado tenha votado em Trump em 2024.
‘Dark Money’
As divergências também aparecem na discussão sobre financiamento. Muitos democratas consideram moralmente condenável o “dark money” e criticam a influência de interesses corporativos, como grupos ligados a criptomoedas e inteligência artificial, além de organizações financiadas por grandes doadores, como o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC).
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O tema foi debatido em reunião do Comitê Nacional Democrata em Nova Orleans. Uma resolução contra o “dark money” avançou, mas teve removidas referências específicas a recursos ligados a inteligência artificial e criptomoedas. Outra, direcionada ao AIPAC, não foi aprovada, refletindo a dificuldade do partido em decidir quão duramente criticar o grupo e se deve desencorajar candidatos a aceitar grandes contribuições.
Melissa Bean, que venceu uma primária em Illinois com apoio de milhões de dólares de um grupo ligado ao AIPAC, afirmou que os democratas não deveriam “amarrar as próprias mãos” recusando doações.
— As apostas são incrivelmente altas, e precisamos garantir que temos recursos para conquistar ao menos um dos poderes — disse Rusty Hicks, presidente do Partido Democrata da Califórnia.
Outros defendem posição mais dura.
— Há tanta indignação pública que temo que, se não rejeitarmos isso, mais pessoas deixarão de participar porque pensarão que todos são iguais — afirmou Francesca Hong, candidata democrata ao governo de Wisconsin.
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Apesar das divergências, democratas continuam recebendo centenas de milhões de dólares de grupos de interesse e doadores ricos cada vez mais opacos.
Um teste importante dessa nova disposição ocorreu na Califórnia, onde o governador Gavin Newsom convenceu eleitores a aprovar a Proposição 50, contornando uma comissão independente e redesenhando o mapa para mudar cinco cadeiras republicanas. Segundo Paul Mitchell, estrategista encarregado do novo mapa, a iniciativa foi apresentada como resposta limitada ao redesenho republicano no Texas e como medida temporária, válida por apenas três ciclos eleitorais.
— Não foi uma adesão total à ideia de que, se eles descem o nível, nós vamos descer ainda mais — disse. — Foi mais: se eles descem, vamos descer por um tempo curto e depois voltar imediatamente a subir.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta hospitalar na tarde desta segunda-feira (4), após realizar uma cirurgia no ombro para tratar uma lesão no manguito rotador direito. 

Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira (1º).

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A operação ocorreu sem intercorrências e o ex-presidente apresentou boa evolução clínica. 

A nota do hospital é assinada por cinco profissionais: o cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolini, o cardiologista Leandro Echenique, o cardiologista Brasil Caiado e o diretor-geral Alisson Borges. 

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A cirurgia em Bolsonaro foi um reparo artroscópico do manguito rotador, para reparar lesões comprovadas por exames e por relatório fisioterápico. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Bolsonaro, que tem 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março, por decisão de Moraes após uma internação por pneumonia bacteriana. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel de liderança na trama golpista.

 

 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo. A previsão é que os dois presidentes se encontrem nesta semana em Washington. 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse ele a jornalistas.

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Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do país. 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, disse ele. 

“A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, ressaltou.

Para Alckmin, a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil será benéfica para ambos os países e deve discutir temas como big techs e terras raras. 

“O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha. Nós temos aqui mais de 3 mil, quase 4 mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. E agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias.

Segundo ele, há espaço para negociação em questões como big techs, terras raras, minerais estratégicos. “Vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center. Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, destacou.

Desenrola

Alckmin também comentou sobre o novo programa Desenrola, que foi anunciado na manhã de hoje pelo presidente Lula. O Desenrola é um programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos. Por meio desse programa será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“O Desenrola é necessário porque vai ajudar as famílias. O desconto pode chegar a 90%. E ele vai garantir juros mais baixos, além de atender também pequenas empresas”, falou o vice-presidente.

Suécia

O vice-presidente esteve hoje na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista. Durante a reunião com empresários, Alckmin falou da importância da assinatura do acordo entre os países do Mercosul com os países que compõem a União Europeia.

“Isso fortalece investimentos recíprocos, a integração produtiva e a complementaridade econômica”, falou o vice-presidente.

Segundo a pesquisa Business Climate Survey 2026, divulgada hoje pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, 63% das empresas suecas com atuação no Brasil esperam aumentar o abastecimento a partir da Europa com base no acordo Mercosul-União Europeia. Além disso, 49% dessas empresas preveem oportunidades de expandir as exportações do Brasil para o continente europeu.

A pesquisa foi realizada entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano com 60 empresas suecas e apontou ainda que 73% delas declararam ter tido lucro no ano de 2025 no país. Para a Câmara, esse resultado é “expressivo, especialmente diante de um cenário de desaceleração econômica e taxas de juros historicamente elevadas”. 

Outro dado revelado pela pesquisa é que 46% das empresas suecas confirmaram ter planos de aumentar seus investimentos no Brasil nos próximos doze meses.

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump combinaram o encontro, previsto para acontecer na quinta-feira em Washington, durante uma ligação telefônica na semana passada. A conversa não foi divulgada nem pelo governo brasileiro nem pelo americano.
Lula e Trump já haviam tratado visita do brasileiro aos Estados Unidos em uma ligação telefônica em janeiro, mas a guerra contra o Irã adiou a viagem. O brasileiro tem criticado a ofensiva americana contra o país do Oriente Médio.
Entre os temas que devem ser discutidos entre os dois presidentes, estão, além da guerra promovida contra o Irã, o tarifaço sobre exportações brasileiras. Em fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço de 50% de Trump que atingia produtos brasileiros. Mas, dias depois da decisão, o presidente dos Estados Unidos fez questão de reafirmar que seu governo segue investigando o Brasil e a China por supostas práticas comerciais desleais.
“Se essas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que medidas corretivas são justificadas, as tarifas são uma das ferramentas que podem ser impostas”, afirmava nota divulgada, na época, pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), agência de representação comercial americana.
Outro assunto que deve ser discutido é a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As autoridades brasileiras temem que a eventual classificação traga riscos à soberania nacional. Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou ao GLOBO que o governo americano considera facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.
Ainda dentro desse tema, Lula também deve discutir com Trump sobre a intenção do Brasil de fortalecer a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros.
Os dois presidentes discutirão ainda a exploração de minerais críticos. Em fevereiro, o governo dos Estados Unidos convidou o Brasil a integrar uma nova coalizão internacional voltada ao fornecimento, à mineração e ao refino de minerais críticos. A proposta apresentada por Washington envolve parcerias para garantir o acesso a insumos como lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras, além da criação de mecanismos de preço mínimo, com o objetivo de oferecer maior previsibilidade ao mercado e reduzir a volatilidade.
A situação política da Venezuela e o seu impacto na América do Sul será outro assunto abordado. Lula é um crítico de primeira hora da intervenção militar americana que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A vice de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina com o apoio dos Estados Unidos.
A Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu temporariamente, nesta segunda-feira, o envio por correio da mifepristona, a pílula utilizada na maioria das interrupções voluntárias de gravidez no país, suspenso na semana passada por um tribunal de apelações ultraconservador. Com sua decisão histórica de junho de 2022, que anulou a garantia federal do direito ao aborto, a Suprema Corte, de maioria conservadora, devolveu aos estados plena liberdade para legislar nessa área. Desde então, cerca de 20 deles proibiram a interrupção voluntária da gravidez, seja por medicamentos ou por via cirúrgica, ou a submeteram a um marco muito restritivo.
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A decisão adotada em 1º de maio pelo Tribunal de Apelações do Quinto Circuito, de tendência ultraconservadora, se aplicava ao conjunto dos Estados Unidos. A decisão restringia ainda mais o acesso ao aborto, já que mais de um quarto das interrupções voluntárias da gravidez são realizadas por telemedicina, segundo estatísticas de organizações especializadas.
O laboratório Danco, fabricante da mifepristona, recorreu com urgência à Suprema Corte, alegando que esta decisão provocava “uma confusão imediata e um transtorno brutal para os fabricantes, distribuidores, provedores, farmácias e pacientes de todo o país”.
A Suprema Corte, em uma breve decisão sem argumentação, acolheu este pedido e suspendeu a decisão do tribunal de apelações pelo menos até 11 de maio, enquanto as partes apresentam seus argumentos legais.
O Tribunal de Apelações do Quinto Circuito interrompeu em 1º de maio o envio por correio de mifepristona no âmbito de uma ação apresentada pelo estado sulista da Louisiana, que tem uma das legislações mais restritivas do país em matéria de aborto.
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Este estado contesta a suspensão decidida em 2023 pela FDA, a agência americana reguladora de medicamentos, da obrigação de que as pacientes obtenham pessoalmente a mifepristona, alegando riscos potenciais que, no entanto, foram descartados pelo consenso científico. A mifepristona conta com a aprovação da FDA desde 2000 e também é usada rotineiramente para manejar abortos espontâneos precoces.
O Paquistão afirmou nesta segunda-feira que ajudou a transferir ao Irã 22 tripulantes do cargueiro MV Touska, apreendido pelos Estados Unidos em abril no Mar Arábico, em uma operação coordenada entre Washington e Teerã descrita como uma medida de “construção de confiança” em meio à escalada de tensões no Golfo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores paquistanês, os tripulantes foram levados de avião ao país no domingo e devem ser entregues às autoridades iranianas ainda hoje.
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O Comando Central dos Estados Unidos confirmou a transferência dos 22 tripulantes e informou que outros seis, de uma nacionalidade não especificada, já haviam sido liberados na semana passada.
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A operação reforça o papel do Paquistão como mediador no conflito, após semanas atuando como canal de comunicação entre autoridades americanas e iranianas. O país também participou de esforços para negociar um cessar-fogo e sediou encontros de alto nível entre representantes dos dois lados. Na semana passada, Islamabad repassou a Washington uma nova proposta iraniana para encerrar o conflito, considerada insuficiente pelo presidente Donald Trump.
O MV Touska, navio de bandeira iraniana sancionado pelos Estados Unidos desde 2020, foi apreendido em 19 de abril. Segundo Washington, a embarcação teria tentado violar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos dias antes. A Marinha americana afirmou ter disparado contra a casa de máquinas do navio após repetidos avisos para que parasse, deixando-o inoperante.
O Irã classificou a apreensão como “pirataria armada” e prometeu retaliar, mas indicou que aguardaria garantias de segurança para a tripulação e seus familiares. O governo paquistanês também afirmou que o navio deve ser levado a águas territoriais do país após reparos, antes de ser devolvido aos seus proprietários.
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A transferência ocorre em um momento de forte instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Nos últimos dias, ataques a embarcações aumentaram a tensão na região e provocaram uma resposta ampliada dos Estados Unidos.
Trump afirmou que os EUA iniciariam nesta segunda-feira uma operação para “orientar” navios retidos no estreito, sem detalhar o alcance da ação. O Comando Central indicou que a medida envolve coordenação de tráfego seguro, com apoio de destróieres, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares.
O presidente disse ainda que a operação se aplicará a países “neutros e inocentes” afetados pelo conflito, e advertiu que qualquer interferência será respondida com força. Autoridades iranianas reagiram com cautela inicial, mas passaram a ameaçar ataques a navios militares americanos e embarcações comerciais que cruzarem o estreito sem autorização de Teerã.
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Antes do anúncio da operação americana, ao menos duas embarcações relataram ataques na região. Um petroleiro foi atingido por projéteis não identificados próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto um cargueiro reportou investida de pequenas embarcações perto do litoral iraniano. Não houve feridos.
Tanto os Estados Unidos quanto o Irã mantêm restrições à navegação no estreito, ponto central das negociações em curso. Apesar das críticas à proposta iraniana mais recente, Trump afirmou que as conversas continuam e podem levar a um desfecho positivo.
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), afirmou nesta segunda-feira que helicópteros militares americanos afundaram seis pequenas embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis no Estreito de Ormuz. Este é o mais recente teste do cessar-fogo entre o Irã e os EUA.
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“É nisso que estamos focados”, disse Cooper. “O que vimos esta manhã foi o Irã iniciando comportamentos agressivos. Nós simplesmente vamos responder a isso”.
Em uma ligação com repórteres, Cooper se recusou a dizer se o cessar-fogo entre o Irã e os EUA havia acabado ou não, mas acusou o Irã de ter iniciado um “comportamento agressivo” no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira. Mais cedo, a Marinha iraniana disparou tiros de advertência contra navios americanos que entraram no Estreito de Ormuz como parte de uma operação para auxiliar o trânsito de embarcações retidas.
O almirante disse que os militares dos EUA estão servindo como uma força defensiva “para dar uma defesa muito clara ao transporte comercial, para permitir que eles saiam do Golfo Pérsico”.
A iniciativa foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo como gesto “humanitário” e de “boa vontade” para escoltar navios de países “que não têm nada a ver com o conflito no Oriente Médio” e que estão presos no Golfo. A ação, que ele denominou “Projeto Liberdade”, tem como objetivo, segundo Trump, auxiliar marinheiros presos na área, que podem estar ficando sem comida e outros suprimentos essenciais.
De acordo com o Centcom, a operação envolveria destróieres equipados com lançadores de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e 15.000 militares. As Forças Armadas dos EUA declararam que seus destróieres de mísseis guiados “estão atualmente operando no Golfo Pérsico após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Liberdade”, contribuindo para “os esforços de restabelecimento do tráfego marítimo comercial”.
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Dois navios mercantes com bandeira dos EUA “atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e continuam sua viagem”, informou o Comando Central americano. No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana negou essa informação, afirmando que “nenhum navio comercial ou petroleiro cruzou o Estreito de Ormuz nas últimas horas”. “As alegações (…) de autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, acrescentaram as autoridades iranianas.
*Em atualização
Nos últimos meses, o governo da Rússia reforçou os protocolos de segurança do presidente Vladimir Putin, em meio a temores sobre tentativa de assassinato e golpe de Estado. O alerta começou após um ataque de drones da Ucrânia, segundo reportagem publicada, nesta segunda-feira, pelo Financial Times (FT). Em junho do ano passado, a Ucrânia realizou seu maior ataque contra bases aéreas dentro da Rússia desde o início da guerra, uma operação coordenada que atingiu pontos de leste a oeste do país, até a Sibéria, e deixou dezenas de aeronaves russas em chamas. Em dezembro, autoridades russas acusaram Kiev de ter tentado atacar uma residência de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo, com 91 drones de longo alcance, destruídos pelas defesas aéreas russas. Na ocasião, dirigentes ucranianos denunciaram o caso como uma acusação “inventada” para dificultar os esforços de paz, narrativa acompanhada por aliados na Europa.
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Segundo o FT e a CNN, que citam fontes próximas ao presidente russo e uma fonte ligada a serviços de inteligência europeus, o Serviço Federal de Proteção da Rússia (FSO), responsável pela segurança das principais autoridades do país, reforçou significativamente a segurança de Putin, que tem passado mais tempo em bunkers subterrâneos e se afastado dos assuntos civis.
Enquanto o líder russo trabalha há várias semanas em um dos bunkers na região de Krasnodar, no sul da o país — numa área costeira que faz fronteira com o Mar Negro e fica a horas de distância de Moscou — a mídia estatal usa imagens pré-gravadas para projetar normalidade.
Funcionários do círculo mais próximo do presidente — incluindo cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas — também foram proibidos de usar transporte público e usar celulares ou dispositivos com acesso à internet perto dele, segundo a inteligência europeia. Além disso, sistemas de vigilância também foram instalados nas casas dos empregados.
O isolamento do presidente russo vem aumentando especialmente desde março, devido ao temor de que um golpe de Estado ou tentativa de assassinato pudesse ocorrer. O relatório mostra ainda que, desde o início de março, o “Kremlin e o próprio Vladimir Putin estão preocupados com possíveis vazamentos de informações confidenciais”. Segundo o documento, Putin é particularmente cauteloso com o uso de drones em uma “possível tentativa de assassinato por membros da elite política russa”.
Um relatório de uma agência de inteligência europeia ao qual a CNN teve acesso revela que Putin não visitou nenhuma instalação militar este ano até agora, apesar das viagens regulares em 2025. Segundo a rede americana, algumas das medidas foram implementadas nos últimos meses após o assassinato de um general de topo em dezembro. O episódio, diz o relatório, provocou uma disputa nas fileiras superiores dos órgãos de segurança do Kremlin.
Uma das razões para a crescente preocupação, segundo fontes ouvidas pelo FT, foi a chamada “Operação Teia de Aranha”, quando drones ucranianos atacaram em junho do ano passado bases aéreas russas além do Círculo Polar Ártico.
À CNN, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que a ameaça e o recente sucesso de ataques ucranianos de maior alcance foram uma motivação.
— Contra o pano de fundo dessa ameaça terrorista, é claro, todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar o perigo — declarou.
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Os temores de segurança também foram ampliados pela captura, em janeiro, do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, segundo outra fonte próxima ao presidente. Em resposta, Putin reduziu suas viagens e endureceu ainda mais os controles de segurança para encontros presenciais, afirmou a fonte próxima à inteligência europeia. Ele e sua família também deixaram de frequentar residências na região de Moscou e em Valdai, no noroeste do país.
Na reportagem publicada pela CNN nesta segunda-feira, há ainda uma especulação sobre o motivo por trás da divulgação de tais informações citadas no relatório da inteligência europeia. A rede americana destaca que “é raro que as agências de inteligência ocidentais vazem relatos detalhados de deliberações confidenciais de atores hostis”, e supõe que o compartilhamento das informações pode refletir uma esperança ocidental na busca por derrotar a Rússia na guerra na Ucrânia: esperar por seu colapso interno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente americano Donald Trump. A reunião, que ocorrerá na Casa Branca, em Washington, está prevista para acontecer na quinta-feira e deve contemplar temas que geraram ruído na relação bilateral. Entre os pontos que devem ser debatidos estão tarifas sobre exportações brasileiras, a guerra travada pelos americanos contra o Irã, a atuação de facções criminosas na América Latina e a exploração de minerais críticos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (4) que o novo Desenrola Brasil pretende ajudar a população a “tirar a corda do pescoço” e recuperar acesso ao crédito.

Ele ponderou, durante a cerimônia de lançamento do programa em Brasília, que dívidas só podem trazer benefícios, quando ocorrem de forma responsável e compatível com a renda de cada pessoa.

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A iniciativa é voltada à população que ganha até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105. Será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“As pessoas não deveriam gastar mais do que podem pagar. Pode ser bom para a pessoa se endividar para comprar uma coisa para casa, ou para trocar de carro; comprar um terno novo ou um brinquedo para o filho. Mas é também importante que as pessoas façam suas dívidas sem perder de vista a sua condição de pagamento.”

Nome limpo na praça

Segundo o presidente, o governo pretende, com as medidas anunciadas, permitir às pessoas “tirar a corda do pescoço” e respirar com mais tranquilidade, ao voltar a ter o nome limpo na praça.

“Não é correto a pessoa estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100 ou R$ 200. Isso não tem lógica. Aí, o mercado transforma esse cidadão em um clandestino, porque ele não pode mais comprar nada a crédito, nem ter conta em banco.”

De acordo com o presidente, esse tipo de restrição acaba excluindo o cidadão do sistema financeiro formal, impedindo o acesso ao crédito e até a serviços bancários.

“Ou seja, ele vira um freguês da bandidagem, da agiotagem, pagando um juro ainda mais escorchante”, acrescentou ao explicar que um fundo garantidor ajudará as pessoas nas negociações das dívidas com instituições financeiras, mas que, para isso ocorrer, a população endividada não poderá fazer apostas online pelo prazo de um ano.

“A pessoa não pode continuar jogando em bets. Estamos proibindo que, durante um ano, as pessoas gastem seus recursos com jogos.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) confirmou que vai apresentar nesta segunda-feira (4) o parecer sobre o Projeto de Lei nº 2.780 /2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A votação do projeto está pautada para esta terça-feira (5).

Relator do projeto na Câmara dos Deputados, o parlamentar assegurou que a proposição leva em conta sugestões apresentadas por entidades, órgãos e especialistas do setor de mineração, da indústria e do Poder Público.

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“O parecer que estou construindo não é um documento isolado. É resultado de escuta, diálogo e responsabilidade com o futuro do Brasil”, assegurou Jardim, nas redes sociais.

Em uma postagem, esta manhã, o deputado antecipou que vai manter a proposta de criação de um comitê ou conselho responsável por definir, por resolução, quais os minerais críticos e estratégicos do país. O grupo será vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

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Além de priorizar projetos empresariais relacionados ao aproveitamento dos minerais críticos nacionais, acelerando licenciamentos, o projeto prevê incentivos fiscais e a concessão de linhas de crédito especiais – incluindo a aplicação do Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) – para fomentar a pesquisa, lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável.

Para Jardim, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos deve garantir que o país aproveite as vastas reservas para desenvolver uma cadeia industrial interna, de produtos com valor agregado.

“Não é apenas sobre extrair recursos. É sobre decidir qual papel o Brasil quer ocupar nessa nova economia: ser fornecedor de matéria-prima ou protagonista na geração de valor, tecnologia e desenvolvimento”, acrescentou o deputado.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. Principalmente porque, conforme destacou Jardim, embora esteja “sentado sobre algumas das maiores reservas estratégicas do planeta”, o Brasil não possui uma política nacional que confira a estes minerais estratégicos a importância que merecem.

“Estamos falando de um setor estratégico, capaz de posicionar o país no centro da nova economia global. E o caminho é claro: agregar valor aqui dentro, gerar empregos qualificados e transformar nossos recursos em desenvolvimento real”, argumentou Jardim, que também relatou a proposta original na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara.

Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara, Jardim foi designado relator do projeto final em setembro de 2025, depois que o plenário aprovou o regime de urgência para análise da proposta original, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG).

Entenda

Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países, importantes por serem imprescindíveis para produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Já os chamados elementos terras raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.

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