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Em menos de 20 dias, o assassinato de duas pessoas por agentes federais em Minnesota, nos Estados Unidos, inflamaram os protestos na região, acirrando uma guerra de narrativas entre autoridades locais e federais. As famílias das vítimas questionam as versões oficiais das corporações de que oferecessem algum tipo de ameaça, em especial aos agentes.
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O caso mais recente foi o assassinato de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, ao ser baleado por agentes federais americanos no último sábado (24). Imagens gravadas por pessoas que estavam no local contradizem a versão das autoridades de que o rapaz estaria armado, destaca a família, o qual chamou a alegação de “mentiras repugnantes”.
Pretti participava de protestos contra a política migratória do presidente Donald Trump. Cidadão norte-americano, nascido em Illinois, ele era enfermeiro de terapia intensiva em um hospital de veteranos. Antes de se formar no curso, conquistou diploma em biologia, sociedade e meio ambiente pela Universidade de Minnesota, em 2011, que o levou para o campo da pesquisa, segundo a agência de notícias Associated Press.
Ainda na escola, se envolveu em atividades artísticas, como o coral juvenil, e escotismo. No Ensino Médio, jogou futebol americano, beisebol e atletismo, de acordo com a AP.
De acordo com parentes de Pretti, ele era contrário à atuação do serviço de imigração — Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) — devido às ações como as ocorridas em Minneapolis e em outras partes do país. O enfermeiro participava de manifestações, incluindo as realizadas após o homicídio de Renee Good, no último dia 7, durante uma operação do órgão.
“Alex queria fazer a diferença neste mundo. Infelizmente ele não estará conosco para ver seu impacto”, diz trecho da nota divulgada pela família após o assassinato.
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Segundo a família contou à AP, Pretti tinha uma arma e autorização para porte velado em Minnesota, e negou que soubesse que ele andava armado. Ele não tinha ficha criminal. Na versão do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), Pretti foi baleado e morto em meio a uma “operação direcionada” para procurar um imigrante em situação irregular acusado de agressão.
Funcionários do DHS disseram que um homem então se aproximou de agentes da Patrulha de Fronteira com uma pistola semiautomática 9 mm para tentar “massacrá-los”. Os agentes teriam tentado desarmá-lo, mas ele teria resistido “violentamente”, levando a “uma luta armada”. O indivíduo foi declarado morto no local.
Mas vídeos analisados pelo jornal americano The New York Times contradizem os relatos. As gravações mostram o homem segurando um celular, e não uma arma, quando os agentes o forçam ao chão antes de dispararem ao menos dez vezes em cinco segundos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que os investigadores acreditam que ao menos dois agentes dispararam.
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No último dia 7, Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante um protesto contra operações migratórias em Minnesota. Ela participava, junto com com a esposa, na condição de observadoras legais, filmando a abordagem de agentes federais. Testemunhas afirmam que Renee foi atingida três vezes no rosto quando um agente abriu fogo durante a confusão na rua. Já as autoridades federais alegam que a vítima tentou atropelar os policiais com o carro.
Renee era mãe de três filhos e tinha acabado de se mudar para a cidade de Minneapolis, em 2025. Nascida em Colorado Springs, antes de se mudar para Minnesota, morou em Kansas City, Missouri.
Ela foi descrita pela mãe, Donna Ganger, como “amorosa, generosa e afetuosa”, declarou em entrevista ao jornal local Minnesota Star Tribune, à época.
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Renee estudou escrita criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia, onde também se graduou na Faculdade de Artes e Letras, em Inglês. Em 2020, ganhou um prêmio de poesia. Também teve um podcast com o segundo marido, já falecido, no qual era apresentadora, e tocava guitarra de forma amadora.
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Nos últimos anos Renee era principalmente dona de casa, após ter tido trabalhos fora, como assistente odontológica e em uma cooperativa de crédito, segundo a agência AP.
No dia de sua morte, ela atuava na manifestação como observadora legal, em que, de forma voluntária, monitora as forças policiais e de segurança em protestos e operações para, entre outras ações, garantir que os direitos legais sejam respeitados. Logo após sua morte, o governo Trump a chamou de “terrorista doméstica”.
O local do tiroteio onde Renne morreu fica a cerca de 1,5 km de onde George Floyd foi morto em 2020, caso que também gerou uma onda de protestos, que se espalhou pelo país.
Duas testemunhas do assassinato de Alex Pretti afirmaram, em depoimentos sob juramento, que o enfermeiro de 37 anos morto a tiros por funcionários da Patrulha de Fronteira no sábado não estava portando uma arma quando se aproximou de agentes federais em Minneapolis. Os relatos contradizem a alegação de autoridades do governo de Donald Trump de que os disparos contra o homem, que estava deitado no chão, foi um ato de legítima defesa.
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Vídeos compartilhados nas redes sociais que mostram o momento que um homem foi baleado por agentes federais em Minneapolis. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o episódio começou depois que um homem abordou agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo.
No entanto, imagens do local analisadas pelo New York Times mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma enquanto era imobilizado, embora não esteja claro de onde partiu o primeiro disparo. Algumas das gravações circulam nas redes.
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Medo de retaliação
Os relatos das testemunhas constam em declarações sob juramento apresentadas em um tribunal federal de Minnesota no final da noite de sábado, poucas horas após o assassinato de Pretti. Os depoimentos fazem parte de um processo movido por uma organização americana sem fins lucrativos de direitos civis, a ACLU, em nome de manifestantes de Minneapolis contra a secretária do DHS, Kristi Noem, e outros funcionários do Departamento de Segurança Interna que comandam a repressão à imigração na cidade.
Os nomes de ambas as testemunhas foram omitidos nos documentos públicos. Uma delas é uma mulher que filmou o vídeo mais nítido do tiroteio fatal e a outra é profissional médica que mora nas proximidades do local onde Pretti foi morto e disse que inicialmente foram impedidos por agentes federais de prestar socorro à vítima do tiro.
Em seu depoimento, a mulher que filmou os disparos logo atrás de Pretti, vestindo um casaco rosa, identificou-se como “uma animadora infantil especializada em pintura facial”. Ela testemunhou que foi ao local a caminho do trabalho porque tem participado de atividades de observação na comunidade, porque, segundo ela, “é muito importante documentar o que o ICE está fazendo com meus vizinhos”.
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Ela descreveu a cena angustiante de Pretti sendo imobilizado por agentes federais após socorrer outra pessoa que havia sido atingida por spray de pimenta e derrubada pelos agentes. Um agente federal então borrifou um agente químico nos rostos de Pretti e da mulher que ele tentara ajudar. A testemunha relatou não ter visto nenhum sinal de que o enfermeiro estivesse com uma arma em nenhum momento.
Segundo a testemunha, Pretti estava observando e ajudando a direcionar o tráfego ao redor de um comboio de veículos federais antes de ela e a vítima se aproximarem para documentar a atividade de imigração com seus celulares. Quando um agente pediu que eles recuassem, a testemunha contou que eles foram para a calçada, mas Pretti permaneceu na rua filmando. Na sequência, o enfermeiro se aproximou de outros dois observadores na rua enquanto eles eram ameaçados com spray de pimenta e um deles foi empurrado ao chão, disse a testemunha. Um agente então borrifou spray no rosto dos três, e Pretti colocou as mãos acima da cabeça e foi borrifado novamente e empurrado pelo agente, acrescentou.
— Os agentes derrubaram o homem no chão. Eu não o vi tocar em nenhum deles, ele nem estava virado para eles. Não parecia que ele estava resistindo, apenas tentando ajudar a mulher a se levantar. Eu não o vi com uma arma — relatou a mulher em depoimento. — Eles o jogaram no chão. Quatro ou cinco agentes o imobilizaram e começaram a atirar nele. Atiraram tantas vezes… Eu não sei por que atiraram nele. Ele só estava ajudando. Eu estava a um metro e meio dele e eles simplesmente atiraram.
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O relato oficial do DHS foi de que o homem teria confrontado agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA — deslocados para o estado a mando de Trump — armado com uma pistola durante uma operação que tinha por alvo um imigrante acusado de violência. O agente, segundo o departamento, efetuou disparos contra Pretti “ao temer pela própria vida”.
Em uma entrevista coletiva na noite de sábado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que Petti tinha como objetivo matar policiais, repetindo alegações feitas por outros membros do governo. Greg Bovino, um comandante da Patrulha da Fronteira, chamou Pretti de “homem armado” e disse que ele abordou agentes federais “empunhando” uma arma e ameaçou “massacrá-los”.
Em seu relato, a mulher que acompanhou o momento de perto disse que leu a declaração do DHS sobre o incidente e a classificou como “errada”, reiterando que o enfermeiro não estava armado, mas segurando uma câmera. A animadora infantil contou ainda que está com medo de sofrer represálias dos agentes por ter testemunhado a situação e por isso não retornou à sua casa já que, segundo ela, os oficiais estariam a procurando.
— Não sei o que os agentes farão quando me encontrarem. Eu sei que eles não estão dizendo a verdade sobre o que aconteceu.
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Sem prestação de socorro
A segunda testemunha, uma pessoa cujo nome e gênero não foram revelados, disse em seu depoimento que viu o momento dos disparos da janela de seu apartamento, próximo ao local. Antes do tiroteio, a testemunha — um profissional médico de 29 anos — contou que viu Pretti gritando com os oficiais, mas “não o viu atacar os agentes ou sacar qualquer tipo de arma”. Depois dos disparos, a pessoa afirmou que tentou prestar socorro médico, foi inicialmente impedida.
— A princípio, os agentes não me deixaram passar — disse. — Mas nenhum dos que estavam perto da vítima estava realizando RCP (manobras de reanimação cardiopulmonar), e eu percebi que a vítima estava em estado crítico. Insisti para que os agentes do me deixassem avaliá-lo.
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Segundo o relato, quando a testemunha finalmente convenceu os agentes a deixá-la passar, ela disse que ficou confusa sobre o motivo de a vítima estar deitada de lado, mas, em vez de os agentes estarem verificando seu pulso ou realizando RCP, eles “pareciam estar contando seus ferimentos à bala”.
— A vítima tinha pelo menos três ferimentos à bala nas costas — disse a testemunha, além de um na parte superior esquerda do tórax e outro possível ferimento de bala no pescoço. — Verifiquei o pulso, mas não senti nenhum.
A tempestade de inverno Fern está se deslocando por grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana, mantendo quase 140 milhões de pessoas — mais de 40% da população — em alerta, do Novo México à Nova Inglaterra. Com temperaturas extremas, fortes nevascas e acúmulo de gelo, a tempestade já forçou o cancelamento de cerca de 12 mil voos e gerou alertas sobre rotas transformadas em armadilhas de gelo e possíveis cortes de energia que podem durar vários dias.
— O que realmente torna esta tempestade única é que vai ficar extremamente frio imediatamente depois — explicou Allison Santorelli, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia. — A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não vão desaparecer tão cedo, o que vai dificultar muito os esforços de recuperação — acrescentou.
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Contexto: Tempestade Fern pode atingir metade da população dos EUA, com temperaturas de até -46°C
Ao meio-dia de sábado, cerca de 0,6 centímetros de gelo já haviam se acumulado em áreas do sudeste de Oklahoma, leste do Texas e partes da Louisiana. As piores condições são esperadas em partes da Louisiana, Mississippi e Tennessee, onde o gelo pode atingir até 2,5 centímetros de espessura em galhos de árvores, linhas de energia e estradas. Meteorologistas alertaram que os danos, especialmente nas áreas mais atingidas pelo gelo, podem ser comparáveis ​​aos causados ​​por um furacão.
Quedas de energia e frio extremo
Mais de 112 mil interrupções de energia foram relatadas em todo o país na manhã de sábado, incluindo cerca de 55 mil no Texas, 13.700 na Louisiana e quase 11.800 no Novo México, de acordo com o site poweroutage.us.
— Todas as linhas de energia são aéreas, então basta muito pouco para que haja uma queda de energia — disse Chris Plank, morador de Little Rock, Arkansas. A cidade estava coberta de neve na manhã de sábado, o que o deixou incerto se conseguiria fazer seu trajeto de cinco horas até Dallas para trabalhar no domingo. Embora um pouco de neve seja normal, ele só se lembrava de três tempestades de gelo nos últimos 20 anos.
No Texas, a previsão trouxe à tona lembranças da tempestade de gelo de 2021, que deixou quase 40% da rede elétrica do estado sem energia e causou mais de 200 mortes, a maioria devido à exposição ao frio.
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A região centro-norte do país registrou sensação térmica de até -40°C, o que implica risco de congelamento em apenas 10 minutos.
Voos e vida diária paralisados
Ao meio-dia de sábado, mais de 4 mil voos haviam sido cancelados, segundo o site de rastreamento de voos FlightAware. No domingo, esse número havia subido para mais de 8 mil. Entre os aeroportos mais afetados estavam Dallas-Fort Worth, Nashville e Charlotte Douglas.
Missas, carnavais e aulas também foram cancelados. As igrejas passaram a realizar seus cultos de domingo virtualmente, e o Grand Ole Opry de Nashville decidiu realizar seu tradicional programa de rádio de sábado à noite sem público. Na Louisiana, os desfiles de Mardi Gras foram cancelados ou remarcados.
Autoridades da área da educação na Filadélfia e em Houston anunciaram que as escolas permanecerão fechadas na segunda-feira. Diversas universidades no Sul também suspenderam as aulas nesse dia, incluindo a Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e o campus principal da Universidade do Mississippi em Oxf
Recomendações das autoridades
Autoridades estaduais e federais começaram a implementar medidas de emergência com a aproximação da tempestade. O presidente Donald Trump declarou nas redes sociais na sexta-feira que seu governo estava coordenando ações com governos estaduais e locais, enquanto governadores de mais de uma dúzia de estados alertaram sobre a iminência de mau tempo e pediram aos moradores que permanecessem em casa.
Vinte e dois estados declararam estado de emergência para liberar recursos federais, de acordo com um relatório divulgado pela agência no sábado.
Na Virgínia, as autoridades aconselharam os moradores a aproveitarem as últimas horas antes da chegada da tempestade para se abastecerem e evitarem viagens.
— Por favor, usem este tempo para se prepararem, certifiquem-se de que têm cobertores, roupas quentes e comida para enfrentar a tempestade — disse a governadora Abigail Spanberger em uma coletiva de imprensa.
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Autoridades da Geórgia aconselharam os moradores da região norte do estado a deixarem as estradas antes do anoitecer de sábado e a se prepararem para permanecer em casa por pelo menos 48 horas. Will Lanxton, meteorologista-chefe do estado, observou que a Geórgia poderia enfrentar “talvez a maior tempestade de gelo em mais de uma década”.
— O gelo é um desafio completamente diferente da neve. Não dá para controlá-lo. É muito mais provável que derrube linhas de energia e árvores — alertou Lanxton. Como parte dos preparativos, equipes estaduais começaram a tratar as estradas com salmoura após a meia-noite de sábado, com cerca de 1.800 trabalhadores atuando em turnos de 12 horas. — Vamos fazer tudo o que pudermos para evitar que o gelo grude nas estradas. Vai ser um desafio — disse ele.
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Alerta em Nova York
A tempestade também representa o primeiro grande teste para o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que assumiu o cargo no início deste mês. Na sexta-feira, ele disse ao canal de notícias local NY1 que as equipes de limpeza da cidade seriam transformadas na “maior operação de combate à neve do país”, devido à forte nevasca esperada para domingo — entre 20 e 30 centímetros — e com o estado de emergência já declarado no estado.
Neste sábado, Mamdani realizou uma coletiva de imprensa no Depósito de Sal da Spring Street, em Manhattan, onde garantiu ao público que a cidade está preparada para a tempestade.
— Todas as agências estão trabalhando em perfeita coordenação com as outras. Estamos totalmente equipados e prontos para quaisquer condições climáticas de inverno que possam chegar neste domingo — afirmou.
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O prefeito também alertou que “fará mais frio do que qualquer período prolongado de frio que a cidade de Nova York tenha experimentado em cerca de oito anos”.
— Analisamos 311 relatos de tempestades anteriores para identificar onde os serviços da cidade não responderam adequadamente. Agora vamos corrigir essas deficiências antes da tempestade chegar — acrescentou.
A governadora do estado, Kathy Hochul, acionou a Guarda Nacional para auxiliar a cidade no enfrentamento da tempestade, declarando estado de emergência e observando que está coordenando as ações com o prefeito.
O chamado “Código Azul”, o protocolo de emergência para frio extremo, está em vigor desde quinta-feira.
— Equipes de assistência a pessoas em situação de rua estão patrulhando os cinco distritos e encaminhando aqueles que precisam de ajuda para abrigos. Ninguém será recusado — enfatizou Mamdani. Ele também indicou que hospitais, centros de atendimento de urgência e abrigos permanecem abertos e pediu que as pessoas liguem para o 311 para obter assistência.
Com as agências de notícias AP e Reuters
Os pais do enfermeiro Alex Pretti, morto após ser baleado por agentes de imigração americanos, negaram que o filho estivesse com uma arma no momento em que foi atingido, versão divulgada por autoridades federais. Em nota divulgada à imprensa americana, eles classificaram a versão como “mentiras repugnantes”.
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“As mentiras repugnantes contadas sobre o nosso filho pela administração são repreensíveis e repugnantes. Alex claramente não está segurando uma arma quando é atacado pelos assassinos e covardes bandidos do ICE de Trump”, dizem Michael e Susan Pretti.
“Ele está com o telefone na mão direita e a mão esquerda vazia está levantada acima da cabeça enquanto tenta proteger a mulher que o ICE acabou de empurrar enquanto recebia spray de pimenta”, diz ainda nota.
Segundo os pais do enfermeiro, Alex “era uma alma de bom coração que se importava profundamente com sua família e amigos e também com os veteranos americanos de quem cuidou como enfermeiro da UTI no hospital de Minneapolis”.
“Alex queria fazer a diferença neste mundo. Infelizmente ele não estará conosco para ver seu impacto”, continua a nota.
Entenda o caso
A morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti inflamou ainda mais os protestos nas ruas de Minneapolis, onde milhares de manifestantes têm saído às ruas contra a agenda anti-imigração do governo republicano. Em uma entrevista coletiva, o governador de Minnesota, Tim Walz, que concorreu como vice na chapa da democrata Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024, classificou de “repugnante” um vídeo que assistiu do caso.
— Graças a Deus temos o vídeo! — disse, referindo-se à declaração de Gregory Bovino, o responsável pelas operações da Patrulha da Fronteira do presidente Trump, de que Pretti “queria causar o máximo de danos”. — É um absurdo, gente, é um absurdo e são mentiras.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), o incidente aconteceu em meio a uma “operação direcionada” para procurar um imigrante em situação irregular acusado de agressão.
Funcionários do DHS disseram que um homem então se aproximou de agentes da Patrulha de Fronteira com uma pistola semiautomática 9 mm para tentar “massacrá-los”. Os agentes teriam tentado desarmá-lo, mas ele teria resistido “violentamente”, levando a “uma luta armada”. O indivíduo foi declarado morto no local.
Mas vídeos analisados pelo jornal americano The New York Times contradizem os relatos. As gravações mostram o homem segurando um celular, e não uma arma, quando os agentes o forçam ao chão antes de dispararem ao menos dez vezes em cinco segundos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que os investigadores acreditam que ao menos dois agentes dispararam.
Autoridades federais postaram nas redes sociais a foto de uma arma que, dizem, estava com o homem, identificado como Alex Jeffrey Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos. Segundo O’Hara, Pretti não tinha ficha criminal e possuía uma licença de uso de armas — Minnesota permite o porte em locais públicos.
Walz também afirmou que falou com a chefe de Gabinete da Casa Branca, Susan Wiles, para avisar que as autoridades do estado devem liderar a investigação, declarando que “não se pode confiar no governo federal”.
— Não vamos deixar que nos obstruam — afirmou Walz, acusando o governo Trump de “inventar histórias e divulgar imagens”.
Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, declarou que o governo Trump quer aterrorizar a cidade.
— Quantos mais moradores, quantos mais americanos, precisam morrer ou ficar gravemente feridos para que essa operação termine? — indagou, acrescentando que “uma grande cidade americana está sendo invadida pelo próprio governo federal”.
Em um post nas redes sociais, Trump culpou os políticos locais e policiais pelo caso, acusando Walz e Frey de “incitamento à insurreição”. Ele também acusou autoridades do estado de encobrirem uma fraude governamental. No último dia 20, o governador, o prefeito e mais quatro autoridades de Minnesota foram intimados pela Justiça americana em uma investigação sobre uma suposta obstrução da aplicação da lei federal durante os protestos contra a presença de agentes de imigração no estado.
Vários senadores dos Estados Unidos disseram no sábado que votariam contra um projeto de lei orçamentária na próxima semana, após agentes federais terem matado um segundo americano em Minneapolis, no estado de Minnesota, aumentando a probabilidade de uma nova paralisação do governo. O financiamento para o governo federal, incluindo o Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) é subordinado, expira em 31 de janeiro. No fim do ano passado, os EUA viveram o shutdown (paralisação governamental) mais longo de sua história. Durante 43 dias, centenas de milhares de funcionários federais foram colocados em licença não remunerada, com exceção daqueles considerados essenciais, prejudicando o funcionamento de diversos serviços no país.
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A morte de Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos de Minneapolis, ocorre apenas três semanas depois de outra residente de Minnesota, Renee Good, ter sido baleada e morta por um agente federal. Milhares de agentes doICE foram enviados para a cidade, governada por democratas, para intensificar as operações anti-imigração em massa ordenadas pelo governo do presidente Donald Trump.
A Câmara dos Deputados americana, controlada pelos republicanos, aprovou o financiamento do governo até setembro, mas ele ainda precisa da aprovação do Senado, e a situação em Minneapolis alterou drasticamente o cenário político.
O Partido Republicano do presidente Trump controla por uma pequena margem o Senado, composto por 100 membros, mas não possui os votos necessários para aprovar projetos de lei de gastos sem o apoio dos democratas. A legislação precisa de 60 votos para ser avançar no Senado e evitar uma obstrução. A medida inclui US$ 64,4 bilhões (R$ 340,7 bilhões) para o Departamento de Segurança Interna, incluindo US$ 10 bilhões (R$ 52,9 bilhões) para o ICE.
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Conduta ‘inaceitável’, ‘opressiva’ e ‘brutal”
O democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, disse em um comunicado no sábado que o Senado “não dará os votos necessários para avançar com o projeto de lei de dotações orçamentárias se ele incluir o projeto de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS)”, classificando o que está acontecendo em Minnesota como “terrível” e “inaceitável em qualquer cidade americana”.
— Os democratas buscaram reformas sensatas no projeto de lei de gastos do Departamento de Segurança Interna, mas, devido à recusa dos republicanos em se opor ao presidente Trump, o projeto de lei do DHS é lamentavelmente inadequado para conter os abusos do ICE — disse ele.
A senadora democrata Catherine Cortez Masto também retirou seu apoio, afirmando em comunicado que “não apoiará o atual projeto de lei de financiamento do Departamento de Segurança Interna”, e desferiu duras críticas ao governo e à atuação dos agentes federais.
“O governo Trump e Kristi Noem [secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos] estão colocando agentes federais despreparados e combativos nas ruas sem qualquer responsabilização”, destacou em meio ao anúncio de sua oposição. “Eles estão oprimindo americanos e em conflito com as forças policiais locais. Isso claramente não visa manter os americanos seguros. Trata-se de brutalizar cidadãos americanos e imigrantes que respeitam a lei”.
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Mark Warner, um democrata da Virgínia, disse em uma postagem no X, reagindo à morte de Pretti no sábado, que não pode votar a favor do “financiamento do DHS enquanto este governo continuar com essas tomadas de poder federais violentas em nossas cidades”.
Reconhecendo a profundidade da indignação democrata, os senadores republicanos começaram imediatamente a examinar se poderiam separar o financiamento da segurança interna do restante do pacote e preservar a maior parte do que havia sido um acordo bipartidário para financiar uma grande parcela do governo. A medida em análise também financia o Pentágono e o Departamento de Estado, bem como programas de saúde, educação, trabalho e transporte.
— Estou explorando todas as opções — disse a senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente do Comitê de Orçamento, acrescentando que havia entrado em contato com o senador John Thune, republicano da Dakota do Sul e líder da maioria. — Temos outros cinco projetos de lei que são realmente vitais, e estou relativamente confiante de que eles seriam aprovados.
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A senadora Collins, que pediu uma investigação sobre o tiroteio, observou que a medida orçamentária também inclui novas salvaguardas para o ICE, verbas para treinamento em desescalada e maior autoridade para o inspetor-geral da agência investigar relatos contestados sobre as atividades do órgão. Essas disposições seriam perdidas se o Congresso não aprovasse o novo projeto de lei, destacou ela. Mas vários senadores democratas disseram no sábado que essas medidas estavam muito aquém do necessário no momento atual.
— Votarei contra o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) até que mais controles sejam implementados para responsabilizar o ICE — declarou o senador Brian Schatz, do Havaí, membro da Comissão de Orçamento. — Esses repetidos incidentes de violência em todo o país são ilegais, desnecessariamente agravantes e nos tornam a todos menos seguros.
Projeto em disputa
Uma votação planejada para a próxima semana sobre o pacote já prometia representar um dilema angustiante para muitos democratas. Eles estavam ansiosos para evitar outra paralisação do governo, mas ficaram cada vez mais furiosos com as cenas de caos e violência vindas de Minnesota e com a intensa pressão que enfrentam para não financiar o ICE. Alguns já haviam anunciado que não apoiariam o pacote em decorrência disso, mas esperava-se que um bloco substancial engolisse suas reservas e o apoiasse. Mas horas após o assassinato no sábado, uma onda de democratas que antes eram vistos como prováveis ​​apoiadores do acordo declarou que simplesmente não poderiam fazê-lo.
A proposta orçamentária que os senadores devem analisar inclui seis projetos de lei para financiar o governo, negociados entre democratas e republicanos e já aprovados pela Câmara. A Casa considerou a parte referente à segurança interna separadamente, dada a forte oposição democrata, e todos os deputados democratas, com exceção de sete, votaram contra.
A proposta rejeita o pedido de Trump de um aumento de US$ 840 milhões (R$ 4,4 trilhões) no financiamento da agência de imigração, mantendo-o praticamente no mesmo nível do ano anterior, quando a agência operava com recursos provenientes de uma medida emergencial.
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Embora outros departamentos e agências provavelmente fechassem se os senadores democratas obstruíssem o pacote orçamentário, o ICE poderia potencialmente utilizar os US$ 75 bilhões (R$ 396 bilhões) que os republicanos destinaram a ele em seu principal projeto de lei de política interna. Essa legislação continha, em grande parte, cortes de impostos e reduções de gastos para programas como o Medicaid, que fornece seguro de saúde a americanos de baixa renda, e de assistência alimentar, mas também incluía US$ 190 bilhões (R$ 1 trilhão) para o Departamento de Segurança Interna.
Durante as negociações sobre o projeto de lei de segurança interna, os republicanos rejeitaram uma série de propostas dos democratas para restringir o ICE, incluindo a proibição do uso de fundos para deter ou deportar cidadãos americanos. Os democratas conseguiram a inclusão de US$ 20 milhões (R$ 105 milhões) para a compra de câmeras corporais para agentes do ICE.
Além disso, conquistaram a inclusão de uma cláusula para reduzir o financiamento do gabinete da secretária Noem em US$ 29,5 milhões (R$ 156 milhões) e exigir que a chefe da segurança interna pague por qualquer viagem em aeronaves do governo — neste caso, jatos particulares comprados pela Guarda Costeira — com o orçamento de seu próprio gabinete.
(Com AFP e New York Times)
O vice-presidente americano J.D Vance culpou neste domingo a “extrema esquerda” e as autoridades estaduais de Minnesota pelo “caos” no estado. Neste sábado, um homem morreu após ser baleado por agentes de imigração (ICE). A declaração de Vance foi feita pelo X, antigo Twitter.
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“Esse nível de caos orquestrado é exclusivo de Minneapolis. É consequência direta de agitadores de extrema esquerda, em conluio com as autoridades locais”, escreveu o vice-presidente americano.
A morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti inflamou ainda mais os protestos nas ruas de Minneapolis, onde milhares de manifestantes têm saído às ruas contra a agenda anti-imigração do governo republicano. Em uma entrevista coletiva, o governador de Minnesota, Tim Walz, que concorreu como vice na chapa da democrata Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024, classificou de “repugnante” um vídeo que assistiu do caso.
— Graças a Deus temos o vídeo! — disse, referindo-se à declaração de Gregory Bovino, o responsável pelas operações da Patrulha da Fronteira do presidente Trump, de que Pretti “queria causar o máximo de danos”. — É um absurdo, gente, é um absurdo e são mentiras.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), o incidente aconteceu em meio a uma “operação direcionada” para procurar um imigrante em situação irregular acusado de agressão.
Funcionários do DHS disseram que um homem então se aproximou de agentes da Patrulha de Fronteira com uma pistola semiautomática 9 mm para tentar “massacrá-los”. Os agentes teriam tentado desarmá-lo, mas ele teria resistido “violentamente”, levando a “uma luta armada”. O indivíduo foi declarado morto no local.
Mas vídeos analisados pelo jornal americano The New York Times contradizem os relatos. As gravações mostram o homem segurando um celular, e não uma arma, quando os agentes o forçam ao chão antes de dispararem ao menos dez vezes em cinco segundos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que os investigadores acreditam que ao menos dois agentes dispararam.
Autoridades federais postaram nas redes sociais a foto de uma arma que, dizem, estava com o homem, identificado como Alex Jeffrey Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos. Segundo O’Hara, Pretti não tinha ficha criminal e possuía uma licença de uso de armas — Minnesota permite o porte em locais públicos.
Walz também afirmou que falou com a chefe de Gabinete da Casa Branca, Susan Wiles, para avisar que as autoridades do estado devem liderar a investigação, declarando que “não se pode confiar no governo federal”.
— Não vamos deixar que nos obstruam — afirmou Walz, acusando o governo Trump de “inventar histórias e divulgar imagens”.
Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, declarou que o governo Trump quer aterrorizar a cidade.
— Quantos mais moradores, quantos mais americanos, precisam morrer ou ficar gravemente feridos para que essa operação termine? — indagou, acrescentando que “uma grande cidade americana está sendo invadida pelo próprio governo federal”.
Em um post nas redes sociais, Trump culpou os políticos locais e policiais pelo caso, acusando Walz e Frey de “incitamento à insurreição”. Ele também acusou autoridades do estado de encobrirem uma fraude governamental. No último dia 20, o governador, o prefeito e mais quatro autoridades de Minnesota foram intimados pela Justiça americana em uma investigação sobre uma suposta obstrução da aplicação da lei federal durante os protestos contra a presença de agentes de imigração no estado.
Um escalador americano subiu no domingo o edifício mais alto de Taiwan sem cordas nem equipamentos de segurança, um feito que atraiu centenas de espectadores à base da torre e muitos outros por meio de uma transmissão ao vivo da Netflix.
Alex Honnold, de 40 anos, é conhecido por ter vencido algumas das paredes rochosas mais intimidadoras do mundo e alcançou fama internacional em 2017, quando escalou o “El Capitan”, no Parque Nacional de Yosemite, considerado um dos maiores desafios técnicos da escalada em rocha, por se tratar de um gigantesco monólito de granito.
No domingo, Honnold escalou o Taipei 101, edifício de 508 metros de altura, enquanto uma multidão se reunia no entorno e o aplaudia durante toda a subida.
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Ele se tornou a primeira pessoa a escalar o Taipei 101 sem corda, arnês ou rede de segurança, embora não tenha sido o primeiro a enfrentar o prédio. Em 2004, o francês Alain Robert, conhecido como “o Homem-Aranha francês”, realizou a façanha com o auxílio de cordas de segurança e sob chuva.
Entre os espectadores, Richard Bode, de 34 anos, classificou a oportunidade de assistir à escalada como “uma experiência única na vida”. Já Benson, de 24 anos, descreveu o feito como “incrivelmente corajoso”.
O desafio, intitulado “Skyscraper Live” (Rascacielos ao Vivo), deveria ter sido transmitido ao vivo no sábado pela Netflix, mas foi adiado em razão do mau tempo.
“Foi o sonho da minha vida escalar um arranha-céu”, declarou Honnold em um vídeo promocional divulgado na terça-feira na página do Facebook da Netflix.
O escalador levou cerca de uma hora e meia para alcançar o topo do edifício, onde foi visto com os braços erguidos, observando o público abaixo.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste sábado que os motivos apresentados pelos Estados Unidos para anunciar sua retirada da agência são “falsos”.
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Poucas horas após tomar posse, em 20 de janeiro de 2025, o presidente americano Donald Trump assinou um decreto determinando a saída dos Estados Unidos da OMS. Pelas regras da organização, o processo leva um ano para ser concluído.
Tedros lamentou a iniciativa e afirmou que ela torna os Estados Unidos e o mundo “menos seguros”.
Em publicação na rede social X, declarou: “Infelizmente, os motivos citados para a decisão dos Estados Unidos de se retirar da OMS são falsos”.
O dirigente ressaltou ainda que a agência de saúde da ONU “sempre manteve o compromisso com os Estados Unidos e todos os Estados-membros, com pleno respeito à sua soberania”.
Acusações e reação da agência
Na quinta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., anunciaram em comunicado conjunto que Washington havia se retirado formalmente da OMS.
No texto, acusaram a organização de numerosos “fracassos durante a pandemia de covid-19” e de agir “repetidamente contra os interesses dos Estados Unidos”.
A Organização Mundial da Saúde não confirmou que a retirada tenha sido concretizada.
Segundo Rubio e Kennedy Jr., a OMS “desprestigiou e maculou” os Estados Unidos e comprometeu sua independência. “O fato é o contrário”, rebateu a agência em um comunicado.
A OMS mostrou-se muito incomodada com a acusação de Rubio e Kennedy de que, em sua resposta à pandemia, teria “obstruído o intercâmbio oportuno e preciso de informações críticas que poderiam ter salvado vidas de americanos e depois ocultado esses fracassos”.
Kennedy também sugeriu no X que a OMS era responsável “pelos americanos que morreram sozinhos em casas de repouso e pelos pequenos negócios que foram destruídos por ordens imprudentes” de usar máscaras e se vacinar.
Tedros alertou no X que o comunicado “contém informações imprecisas”.
A OMS destaca que, quando Washington se juntou à organização em 1948, reservou-se o direito de se retirar, desde que desse um ano de aviso e tivesse cumprido “com suas obrigações financeiras”.
Mas Washington não pagou suas contribuições de 2024 ou 2025 e deve cerca de 260 milhões de dólares.
O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC), localizado no bairro Sunset Park, no Brooklyn, Nova York, nos Estados Unidos, é uma prisão federal administrada diretamente, reconhecida por seus rigorosos controles de segurança, mas também por seus detentos de alto perfil. Esse é o caso de Nicolás Maduro, sua esposa Cilia Flóres; Sean “Diddy” Combs, Luigi Magnione, entre outras figuras que já pisaram neste lugar, como foi o caso do ex-traficante de drogas colombiano-alemão Carlos Lehder.
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Maduro, capturado nas primeiras horas de 3 de janeiro deste ano, permanece detido naquele centro de detenção pelos crimes de narcoterrorismo, tráfico de drogas e corrupção.
Em uma entrevista recente no podcast ‘Beyond Silence’, Carlos Lehder, que conquistou sua liberdade em 2020, contou como é o MDC e tudo o que é vivido por dentro. Algo que o chefe deposto do regime venezuelano estaria experimentando. Segundo Lehder, esse centro “não é uma prisão comum”, mas um confinamento que ele definiu repetidamente como “o planeta escuro.”
Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn
Reprodução/ United States Department of Justice
Quando questionado sobre as condições da detenção, Lehder foi direto:
— É o planeta escuro. Não há luz, nem sol. Não há conversa ou contato humano, exceto com os guardas que te dão a comida — disse ele.
Ele acrescentou:
— Está designado para a custódia de segurança máxima permitida pelas leis dos Estados Unidos e permanece em confinamento solitário até o dia em que o corpo não resistir mais.
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Sobre a cela onde Nicolás Maduro está detido, ele detalhou:
— Eu não estava na seção onde ele está; essa seção era para terroristas. Eu estava em outra seção também isolada.
O ex-traficante explicou que Nicolás Maduro “está internado em uma cela sem móveis (…) ele está confinado ao mais alto nível permitido de segurança e nenhuma visita é permitida.”
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (C), é escoltado por agentes federais na sede da agência antidrogas dos EUA, em Nova York
Reprodução/Redes Sociais
Lehder, da mesma forma, mencionou o futuro judicial de Maduro e a possibilidade de evitar uma sentença de prisão perpétua em uma prisão de segurança máxima.
— Se eu fosse esse ditador, aceitaria a derrota e me declararia culpado — disse ele.
Portais como a BBC e a CNN apontam que o MDC Brooklyn é construído com paredes de aço reforçado e monitorado permanentemente por câmeras em cada esquina, além de ter guardas armados 24 horas por dia.
Para evitar qualquer tentativa de fuga ou resgate, o perímetro é protegido por barricadas capazes de impedir o impacto de caminhões pesados.
Além disso, a prisão possui um sistema de corredores internos que conectam diretamente aos tribunais federais, permitindo a transferência de detentos sem que eles precisem pisar em vias públicas.
Atualmente, Maduro compartilha esse centro com mais de 1.300 detentos envolvidos em casos de grande repercussão, em um ambiente onde, como descrito pela mídia americana, é praticamente impossível perceber o mundo exterior.
Histórico do presídio
O Centro de Detenção Metropolitano é famoso por diferentes motivos, que vão desde escândalos das condições em que funciona, como por abrigar nomes famosos e de casos de grande repercussão. Um dos mais recentes é o rapper Sean “Diddy” Combs, e outros como o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin — que ficou detido no local entre 2017 e 2020 — e Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, para quem atuou por cerca de 12 anos.
Por nomes de peso, o MDC e suas condições sempre vêm à tona. Em ocasiões anteriores, o The New York Times noticiou que detentos da unidade enfrentam más condições, como infestações de ratos e banheiros com esgoto exposto, e episódios de violência entre os presos, como a morte de dois homens por facadas no último.
O MDC foi inaugurado no início da década de 1990. A penitenciária acumula reclamações há muitos anos. Segundo a Associated Press, uma equipe do Bureau of Prisons trabalha para resolver os problemas da unidade, adicionando funcionários de segurança e médicos e se dispondo a resolver as mais de 700 solicitações de manutenção em atraso.
A unidade é usada principalmente para a detenção de pessoas que aguardam julgamento. Nos últimos anos também foram registrados suicídios entre os presos. Além disso, seis funcionários foram acusados de crimes, como subornos ou contrabando, segundo a AP. Em 2025, o MDC operava com cerca de 55% da sua capacidade total de funcionários.
Neste fim de semana, os Estados Unidos enfrentam tempestades de inverno que podem se tornar históricas. Seus efeitos já são sentidos em quase metade do país: em algumas regiões não será possível chegar ou sair por via aérea, e milhares de voos já foram cancelados. Apenas em Atlanta, as companhias aéreas cancelaram mais de 250 voos de partida neste sábado. Nestes casos, os direitos do passageiro brasileiro passam pela legislação americana.
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Segundo a advogada Isabela Castilho, especialista em direito do passageiro aéreo e relações de consumo, é fundamental que o viajante compreenda quais normas se aplicam a cada situação e como agir para minimizar prejuízos.
— Quando o voo parte dos Estados Unidos ou envolve companhias estrangeiras, o cliente brasileiro precisa entender que nem sempre se aplica integralmente a legislação brasileira. Ainda assim, existem direitos assegurados, especialmente quando há falha na prestação do serviço — explica.
Um voo da Southwest decola do Aeroporto Internacional de Nashville enquanto a neve cai em 24 de janeiro de 2026, em Nashville, Tennessee
BRETT CARLSEN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
A empresa não será penalizada em casos de más condições climáticas, mas, caso não preste os serviços adequadamente ao passageiro, poderá responder pela conduta.
O que fazer se meu voo foi cancelado?
Ao contrário do Brasil, onde a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece regras claras de assistência, nos Estados Unidos as obrigações das companhias aéreas variam conforme a política interna de cada empresa e o motivo do cancelamento. Por isso, é preciso analisar cada caso de acordo com suas particularidades.
Em caso de voos cancelados repentinamente, recomenda-se que o passageiro adote as seguintes orientações:
Solicitar informações formais da companhia aérea, preferencialmente por escrito ou via aplicativo;
Verificar reacomodação em outro voo, inclusive por companhias parceiras;
Confirmar se há assistência material, como alimentação, hospedagem e transporte, conforme o caso;
Guardar comprovantes de gastos e comunicações, que podem ser fundamentais para eventual pedido de reembolso ou indenização;
Avaliar se o voo envolve conexão com o Brasil, o que pode permitir a aplicação de regras mais favoráveis ao consumidor.
Segundo a advogada, quando os voos cancelados são de companhias aéreas americanas que possuem atuação no Brasil como Delta, United e American Airlines, o passageiro pode ajuizar a ação na Justiça brasileira, aplicando-se o Código de Defesa do Consumidor e a resolução nº 400 da Anac.
— Mesmo em situações de mau tempo, cabe indenização quando a companhia falha na assistência, não presta informações claras, impõe reacomodação excessivamente tardia, deixa o passageiro desamparado no aeroporto ou o obriga a arcar com despesas que deveriam ser custeadas pela empresa. Nessas hipóteses, podem ser devidos danos materiais e danos morais — afirma Isabela.

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