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O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, deixará o cargo “imediatamente”, anunciou o Pentágono nesta quarta-feira, sem explicar a repentina saída. No início do mês, o Pentágono já havia anunciado a saída do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, indicado ao posto pelo presidente Joe Biden, após um pedido feito pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em meio à guerra contra o Irã, bem como de outros dois oficiais de alta patente.
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Phelan “está deixando o governo, com efeito imediato”, disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado divulgado na internet, acrescentando que ele será substituído interinamente pelo subsecretário Hung Cao.
Assim como no caso de Phelan, a decisão sobre a saída de George não foi justificada por Hegseth, que em pouco mais de um ano no cargo tenta remodelar a imagem das Forças Armadas, eliminando um número considerável de oficiais de alta patente no processo.
À rede CBS News, que revelou a ordem de Hegseth horas antes da confirmação, uma fonte do Departamento de Defesa disse, ao se referir ao general, que “agradecemos o seu serviço, mas era hora de uma mudança na liderança do Exército”. Oficiais das Forças Armadas ainda declararam à CBS que a decisão de afastar o militar está ligada à visão que o governo do presidente Donald Trump quer introduzir nas Forças Armadas.
Em sua função à frente da Marinha, Phelan defendeu a “Frota Dourada”, um grande investimento em novos navios, incluindo um novo encouraçado da classe “Trump”. Mas a liderança do secretário foi marcada por desavenças com altos funcionários do Pentágono, incluindo Hegseth e o secretário adjunto de Defesa Stephen Feinberg, disseram autoridades do Pentágono e do Congresso ao New York Times.
As tensões vinham se acumulando há meses entre o Phelan e seus dois chefes sobre estilo de gestão, questões de pessoal e outros assuntos. Feinberg, em particular, estava cada vez mais insatisfeito com a forma como o Phelan conduzia a grande iniciativa de construção naval da Marinha e vinha lhe retirando a responsabilidade pelo projeto, disse a autoridade do Congresso, que falou sob condição de anonimato.
Phelan, nomeado pela Casa Branca, também tinha uma relação conflituosa com seu vice, o subsecretário Hung Cao, que era mais alinhado com Hegseth, disseram as autoridades. Contatada pelo NYT na noite desta quarta-feira, uma porta-voz de Phelan encaminhou todas as perguntas ao Departamento de Defesa.
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Reforma das forças
Hegseth afirmou repetidamente que Trump escolhe os oficiais que deseja. Os democratas, no entanto, veem isso como uma politização das Forças Armadas, uma instituição geralmente neutra em questões políticas. O chefe do Pentágono ordenou, no ano passado, uma redução de pelo menos 20% no número de generais e almirantes de quatro estrelas em serviço.
Em 2025, Hegseth declarou que os militares americanos precisam desenvolver um “ethos guerreiro”, focado no preparo físico, na mentalidade de combate permanente e na abolição da “cultura woke”. O secretário, um veterano do Iraque famoso por suas opiniões na Fox News, recentemente disse que suas tropas não deveriam respeitar “regras de engajamento estúpidas” ou travar “guerras politicamente corretas”.
Além da doutrina de combate, Hegseth eliminou políticas de diversidade e inclusão, na linha do que defende Trump, e afastou oficiais de alta patente de postos de comando. A lista de cortes foi aberta com a demissão do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Charles Brown Jr., no começo do ano passado, e ampliada com a saída de militares na Marinha, Aeronáutica e Guarda Costeira. No ano passado, o chefe do Comando Sul, Alvin Halsey, deixou o posto menos de um ano depois de assumir, durante os controversos bombardeios contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico.
(Com AFP e New York Times)
Um concerto beneficente foi realizado nesta quarta-feira (22) em homenagem às vítimas do incêndio na véspera de Ano Novo nos Alpes Suíços, que deixou 41 mortos. O concerto reuniu familiares das vítimas e alguns sobreviventes do incêndio que consumiu o bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, nas primeiras horas do dia 1º de janeiro. No episódio, 115 pessoas ficaram feridas.
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Os artistas subiram ao palco com uma canção escrita sobre a tragédia, intitulada “Étoile de nos coeurs” (“Estrela de Nossos Corações”), e se alinharam segurando rosas brancas. O concerto foi realizado no teatro Salle Métropole, em Lausanne, com capacidade para 2 mil pessoas.
Os ingressos custavam a partir de 90 francos suíços (cerca de R$ 573 na cotação atual), e a renda será destinada à Swisshearts, uma associação fundada por pais afetados pela tragédia.
Durante concerto em homenagem às vítimas do incêndio em bar em esqui de luxo na Suíça, artistas e organizadores seguram rosas brancas
Fabrice Coffrini / AFP
O Gabinete Federal Suíço de Proteção Civil informou à AFP nesta quarta-feira que 38 pacientes permaneciam hospitalizados em hospitais e clínicas de reabilitação, 19 deles em países vizinhos.
Um total de 13 pessoas estão sob investigação criminal em conexão com o desastre, incluindo os proprietários do bar e vários funcionários locais, atuais e antigos.
A tragédia durante a festa no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, culminou em 115 feridos. As vítimas fatais do desastre tinham entre 14 e 39 anos, mas a maioria era adolescente. Apenas quatro tinham mais de 24 anos. Entre os mortos encontram-se 23 cidadãos suíços, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade franco-suíça, e 18 estrangeiros.
A tragédia foi causada por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica colocada no teto do porão do estabelecimento, de acordo com as conclusões iniciais da investigação. O casal proprietário do estabelecimento, Jacques e Jessica Moretti, ambos franceses, está sendo investigado e enfrenta acusações de homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo.
A colisão entre dois caças F-15K em 2021 foi provocada por uma tentativa dos pilotos de registrar imagens durante o voo, concluiu uma investigação do Conselho de Auditoria e Inspeção da Coreia do Sul.
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De acordo com o documento, os pilotos tiravam fotos e gravavam vídeos enquanto retornavam de uma missão nas proximidades da cidade de Daegu. A prática, segundo o documento, era comum entre militares, especialmente em voos considerados simbólicos, como despedidas de unidades.
O relatório detalha que o piloto do caça que seguia na traseira usava um celular pessoal para registrar imagens de seu último voo com a unidade quando o piloto na dianteira pediu que um colega a bordo gravasse imagens do caça que vinha atrás.
Na tentativa de melhorar o enquadramento, o piloto que passou a ser filmado realizou uma manobra brusca: voou mais alto e girou a aeronave para aparecer melhor na gravação — manobra que reduziu drasticamente a distância de segurança entre os dois aviões.
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O piloto na dianteira ainda tentou evitar o impacto descendo rapidamente, mas não foi suficiente. Os aviões colidiram no ar, danificando a asa esquerda de um deles e o estabilizador de cauda do outro. Apesar da gravidade da situação, não houve mortes nem feridos.
Prejuízo milionário e punição reduzida
O acidente causou um prejuízo estimado em cerca de 880 milhões de won (aproximadamente R$ 3 milhões na cotação atual). Inicialmente, a Força Aérea tentou responsabilizar integralmente o piloto que realizou a manobra, exigindo o pagamento total pelos danos.
Caças F-15K da 11ª Ala de Caça da Força Aérea da República da Coreia
Força Aérea dos EUA
O militar recorreu da decisão, o que levou à abertura da investigação. No fim, o órgão concluiu que ele tinha responsabilidade direta, mas determinou que pagasse apenas um décimo do prejuízo pelo bom histórico dele como piloto, a ausência de vítimas e, principalmente, a constatação de que a prática de registrar imagens durante voos não era devidamente controlada.
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A investigação apontou que tirar fotos e vídeos durante voos não era um comportamento isolado, mas sim algo tolerado dentro da Força Aérea sul-coreana. Em alguns casos, a atividade era até comunicada previamente em briefings, sem que houvesse intervenção efetiva de superiores.
Para o órgão, essa permissividade contribuiu diretamente para o acidente. A falta de regras claras e fiscalização adequada foi considerada um fator relevante para o desfecho.
A jornalista libanesa Amal Khalil morreu após um ataque israelense contra uma casa em Al-Tiri, no sul do Líbano, informou nesta quarta-feira a Defesa Civil local. Khalil estava no imóvel ao lado da fotojornalista freelancer Zainab Faraj, que ficou ferida e foi resgatada. O bombardeio também deixou outros mortos e feridos, segundo autoridades libanesas.
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De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, equipes do Exército, da Defesa Civil e da Cruz Vermelha atuaram na remoção dos escombros após o ataque. O Ministério da Saúde libanês informou que ao menos duas pessoas morreram e uma ficou ferida na ofensiva contra a cidade.
Zainab Faraj foi retirada do local com ferimentos graves na cabeça, segundo relatos da imprensa local. As operações de resgate, no entanto, teriam sido interrompidas por novos bombardeios e disparos na área, o que dificultou o acesso das equipes humanitárias, informou o The Guardian.
— Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico — publicou no Telegram o jornal em que ela trabalhava, Al-Akhbar.
“Nossa colega Amal Khalil caiu como mártir enquanto cumpria seu dever jornalístico”, publicou o jornal Al-Akhbar no Telegram
Reprodução | X @sahouraxo
O governo libanês acusou Israel de obstruir os trabalhos de socorro e de atacar uma ambulância da Cruz Vermelha durante a evacuação. Em nota, classificou a ação como grave violação do direito internacional e pediu intervenção internacional.
As duas jornalistas cobriam os recentes ataques à região de Bint Jbeil quando foram atingidas. Segundo relatos citados pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), elas se abrigavam no prédio após um veículo civil ser atacado na estrada principal de Al-Tiri. A última comunicação de Khalil ocorreu por volta das 16h10, quando ela telefonou para familiares e para as Forças Armadas libanesas, segundo o CPJ.
A organização afirmou estar indignada com o aparente ataque deliberado contra profissionais de imprensa e alertou que a obstrução continuada às equipes de resgate pode configurar crime de guerra.
— Os ataques repetidos no mesmo local, o direcionamento a uma área onde jornalistas estavam abrigados e a obstrução do acesso médico e humanitário constituem uma grave violação do direito internacional humanitário — disse Sara Qudah, diretora regional do CPJ.
A entidade também afirmou que Amal Khalil teria recebido, em setembro de 2024, uma ameaça de morte atribuída às Forças de Defesa de Israel (IDF), o que, segundo o comitê, amplia as suspeitas de ataque deliberado.
O CPJ cobrou cessar-fogo imediato na área, acesso irrestrito da Cruz Vermelha para operações de resgate e proteção aos jornalistas que atuam no sul do Líbano.
Reportagem em atualização.
A Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, Julia Varvaro, foi afastada de suas funções nesta quarta-feira (22). Ela estaria sendo acusada por um ex-namorado, que afirmou ter gastado cerca de U$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil) com ela em viagens pela América do Norte e Europa, chamando-a de “sugar baby”. O termo é usado para designar pessoas que se relacionam com alguém que banca os seus custos de vida, normalmente luxuosos.
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O caso foi incialmente publicado pelo site britânico Daily Mail, que afirmou que Varvaro classificou o a situação como “besteira” inventada por seu “ex-namorado louco”. Nas redes, ela posa ao lado do presidente Donald Trump, em sua foto principal no perfil do X.
Varvaro tem 29 anos e teria conhecido o homem, identificado apenas como Robert B, em um aplicativo de relacionamento, em dezembro. Por três meses, eles viveram um romance e viajaram por diferentes lugares, como Carolina do Sul, San Diego, Itália e Aruba. Depois do fim do relacionamento, o homem teria dito que se sentiu usado e apresentou uma queixa formal ao Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), que não confirmou nem negou a existência de uma investigação para apurar a conduta da funcionária.
Julia Varvaro foi afastada da função de Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS)
Reprodução/LinkedIn
Julia Varvaro foi uma apoiadora de Donald Trump durante as eleições presidenciais de 2024, vencida pelo republicano, quando ela ainda era professora adjunta da Universidade St. John’s. Em maio do ano passado, ela assumiu o cargo como Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do DHS.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é o órgão federal central na supervisão de políticas de deportação em massa, controle de fronteiras e fiscalização de imigrantes. Frequentemente atua em operações conjuntas com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).
Duas pessoas morreram e mais de 20 precisaram de atendimento médico após um vazamento químico ocorrido na quarta-feira em uma refinaria na Virgínia Ocidental, informaram as autoridades locais.
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Equipes de emergência foram acionadas para a refinaria Catalyst Refiners, em Nitro, por volta das 9h30, após um “vazamento químico”, disseram as autoridades do Condado de Kanawha, em um comunicado.
A Ames Goldsmith Corp., que opera a refinaria, informou que as mortes incluíram dois colegas e que uma terceira pessoa estava sendo tratada em um hospital.
Outros funcionários estavam sendo avaliados em um hospital por precaução, acrescentou a empresa.
A empresa afirmou que as vítimas foram resultado de um incidente industrial que “aparentemente resultou na criação de vapores químicos” na refinaria.
Os vapores ficaram contidos em um prédio, disse a empresa.
A Comissão do Condado de Kanawha informou que pelo menos 21 pessoas foram levadas ao hospital ou buscaram atendimento médico. Em um comunicado separado, a agência afirmou que “acredita-se que tenha ocorrido uma reação química, criando sulfeto de hidrogênio”.
O sulfeto de hidrogênio é um gás inflamável e incolor com cheiro de ovo podre. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA), apenas algumas respirações de ar com altos níveis de sulfeto de hidrogênio podem causar a morte. A exposição prolongada a níveis mais baixos pode causar irritação nos olhos, dor de cabeça e fadiga.
A emergência química levou as autoridades a fecharem estradas e a emitirem uma ordem de confinamento em um raio de 1,6 km ao redor da fábrica. A ordem foi posteriormente suspensa.
Os ministros das Relações Exteriores e de Defesa do Peru renunciaram nesta quarta-feira em meio a discordâncias com o presidente interino, José María Balcázar, sobre a compra, por US$ 3,5 bilhões (pouco mais de R$ 17 bilhões), de caças F-16 dos Estados Unidos. Enquanto ambos os ministros afirmam que o contrato foi assinado, o presidente anunciou na terça-feira que adiou a aquisição para deixar a responsabilidade ao seu sucessor, que será eleito em um segundo turno no início de junho.
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— O senhor Balcázar está colocando nosso país em risco, fazendo-o perder credibilidade e nos transformando em um parceiro em quem não se pode confiar em um processo de negociação — declarou o chanceler Hugo de Zela à rádio RPP, na qual anunciou sua renúncia.
O chefe da diplomacia afirmou que os “contratos foram assinados na segunda-feira” e que um primeiro pagamento deveria ser efetuado nesta quarta-feira. O ministro da Defesa, Carlos Díaz, indicou igualmente que sua renúncia se deve à sua total discordância com a suspensão da compra.
— Isso não responde a uma situação política, mas a uma necessidade estratégica de segurança e defesa da nação — declarou à rádio RPP.
Em outubro de 2024, o Peru anunciou que renovaria, após quase três décadas, sua frota de defesa aérea com a compra de 24 caças de última geração por 3,5 bilhões de dólares (R$ 17,61 bilhões). Entre as propostas recebidas pelo Ministério da Defesa para a operação estavam os modelos Rafale (França), Gripen (Suécia) e F-16 Block 70 (Estados Unidos).
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Em fevereiro passado, um comitê estatal de avaliação optou pela proposta dos F-16, alegando critérios técnicos e geopolíticos. O Peru possui uma frota de 12 aviões Mirage 2000, segundo publicações militares especializadas. A frota aérea de combate do Peru inclui, ainda, aviões russos MiG-29 e bielorrussos Sukhoi-27, adquiridos em 1997. A maioria deles está inoperante ou na reserva.
As renúncias ocorrem enquanto o país se dirige a um segundo turno na eleição presidencial em junho, em meio a uma crônica instabilidade política. O episódio desta quarta-feira ocorre um dia após a renúncia de outra figura importante do país.
O chefe do órgão eleitoral que organizou as recentes eleições gerais no Peru, Piero Corvetto, renunciou ontem, poucas horas antes de comparecer perante o Ministério Público para prestar depoimento sobre falhas no processo. Além da lenta apuração, que já dura mais de uma semana, o pleito de 12 de abril também enfrentou diversos problemas logísticos, o que provocou a desconfiança do eleitorado e reações públicas de candidatos.
Ele descreveu as irregularidades registradas na distribuição de material eleitoral em Lima durante o dia 12 de abril como “problemas técnicos e operacionais” causados por empresa terceirizada que não entregou as cédulas a tempo — mesma justificativa dada pela Junta Nacional Eleitoral (JNE), a mais alta autoridade eleitoral do país.
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Os entraves causaram atrasos na abertura das seções eleitorais na capital peruana e impediram que mais de 50 mil pessoas votassem, forçando uma prorrogação de 24 horas do horário de votação — medida sem precedentes. Além disso, cédulas encontradas em um contêiner de lixo, registros eleitorais contestados e acusações de fraude lançaram uma sombra sobre o dia da eleição, alimentando a desconfiança em instituições já fragilizadas.
A missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) mencionou “sérias deficiências”, mas esclareceu que não encontrou “nenhuma evidência objetiva” de fraude, como alegado pelo candidato ultraconservador Rafael López Aliaga. A JNE estima que os resultados finais não serão conhecidos antes do dia 15 de maio devido aos atrasos na apuração dos votos realizada pelo ONPE.
Ex-jardineiro da residência de Rei Charles III, David Pearce revelou detalhes sobre as preferências alimentares do monarca durante o período em que trabalhou na horta real. Ele atuou por um ano nos jardins de Highgrove House, a residência prvada de campo do rei, e contou sobre gostos bastante específicos do rei, incluindo a proibição de alguns vegetais, em entrevista ao site The Farnham Herald.
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Segundo Pearce, Charles apreciava especialmente espinafre, couve-flor e cenouras usadas em crudités, que precisavam ser cultivadas em tamanho exato, que seria “de um dedo mindinho”. Também estavam entre as preferências do monarca vegetais como cebola, alho-poró e erva-doce de cabeça (ou funcho), além de um canteiro inteiro dedicado a saladas e dois exclusivamente para aspargos.
O ex-jardineiro explicou ainda que o trabalho da equipe era essencialmente atender às demandas diretas do rei, adaptando o cultivo às suas exigências pessoais.
— Passei cerca de um ano cultivando frutas, vegetais e outras coisas maravilhosas que compunham seus jantares e almoços — relatou ao jornal.
Apesar da variedade de alimentos cultivados, havia restrições claras. De acordo com Pearce, abóbora e abobrinha eram terminantemente proibidas na horta.
Durante sua experiência na propriedade, o jardineiro destacou também o perfil ambientalista do monarca, afirmando que suas práticas estavam “à frente do tempo”, na sua avaliação. Segundo ele, o rei priorizava o cultivo de prados de flores silvestres e evitava o uso de produtos químicos, optando por métodos mais sustentáveis no controle de pragas, sem especificar quais seriam elas.
Pearce relatou ainda que os jardineiros tinham contato direto com o agora rei, que ainda não havia assumido o trono naquela ocasião. O funcionário afirma que ele costumava caminhar pelos jardins indicando pessoalmente suas preferências e expectativas. Ele usava ainda uma tesoura de poda e passava um retorno sobre o trabalho da equipe.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenaram nesta quarta-feira a morte de um segundo soldado francês da missão de paz da ONU no sul do Líbano, após um ataque contra uma patrulha atribuído por Paris ao grupo Hezbollah, que nega envolvimento.
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Macron informou que o cabo Anicet Girardin morreu após ser gravemente ferido no ataque ocorrido no sábado contra tropas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Em publicação na rede X, o líder francês afirmou que o militar foi repatriado na véspera e não resistiu aos ferimentos.
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“Morreu pela França. A Nação, que amanhã prestará homenagem ao primeiro-sargento Florian Montorio, mortalmente ferido durante a mesma emboscada, saúda com emoção o cabo Anicet Girardin e seu sacrifício”, acrescentou.
Em nota, Aoun condenou o episódio e reiterou condolências à França e à liderança da missão da ONU. Segundo o gabinete do presidente libanês, ele “renova sua condenação ao incidente” após a morte do segundo integrante francês da força de paz.
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O ataque ocorreu no sábado, quando uma patrulha da Unifil foi alvo de disparos no sul do Líbano. Um primeiro soldado francês morreu no local, e outros dois ficaram feridos. Macron atribuiu a ofensiva ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, que negou “qualquer ligação” com o incidente.
Mais cedo, o presidente francês afirmou apoiar “plenamente” o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel, mas alertou que o acordo pode já estar sendo comprometido pela continuidade das operações militares. Ele também pediu que o grupo libanês renuncie às armas e que Israel respeite a soberania do Líbano.
Escalada continua
Apesar da trégua em vigor, a violência continua no país. Três pessoas morreram nesta quarta-feira em novos ataques israelenses no Líbano, segundo a imprensa estatal.
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Ainda assim, autoridades libanesas afirmaram que pretendem pedir a prorrogação do cessar-fogo por um mês durante novas negociações com Israel, previstas para quinta-feira, em Washington.
Segundo uma fonte oficial, o Líbano solicitará também o respeito integral à trégua e o fim das operações militares israelenses em áreas do país. Aoun declarou que “estão sendo mantidos contatos para prolongar o cessar-fogo”.
As conversas entre os dois países ocorrem sob mediação dos Estados Unidos. Após uma primeira rodada em 16 de abril, que resultou em uma trégua de dez dias, novas reuniões devem ocorrer em nível de embaixadores.
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Israel, por sua vez, afirmou que não há “desacordos graves” com o Líbano, mas voltou a acusar o país de estar sob influência do Hezbollah.
A França integra a missão da ONU no país, que atua há décadas no sul do Líbano, próximo à fronteira com Israel, como força de interposição entre os dois lados. O Hezbollah intensificou ataques contra Israel nos últimos meses em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, apesar da trégua formal em vigor.
(Com AFP)
O anúncio feito pelo presidente Donald Trump de prorrogar indefinidamente o cessar-fogo, quando tinha dito antes que era muito improvável a extensão, mostra claramente como ele está perdido nesse jogo. A ampliação do cessar-fogo não deixou o ambiente menos tenso. O Irã já interceptou dois navios no estreito de Ormuz, a China disse que o Oriente Médio está vivendo uma encruzilhada crítica, Trump afirma que o Irã está colapsando financeiramente. O fato é que, além de em uma guerra ser sempre muito difícil calcular todos os cenários, tudo é muito imprevisível e somado a isso se tem um presidente que trabalha com a imprevisibilidade como parte do negócio, ele governa pelo “gogó”. Então ele vai falando, criando fatos com palavras em sua rede social e o mundo vai sendo governado dessa forma. Todos têm que olhar o que ele diz na rede social, sabendo que não há nenhum compromisso com a narrativa que adotará no dia seguinte. Tudo isso faz com que a única constante no momento seja a instabilidade, tanto na geopolítica quanto na economia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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