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Uma cena de despedida tomou o Zoológico de Ueno, em Tóquio, neste domingo (25). Visitantes se aglomeraram diante do recinto dos pandas gigantes Xiao Xiao e Lei Lei, que deixarão o Japão rumo à China, país que detém a propriedade dos animais. A repatriação ocorre em um momento de escalada das tensões diplomáticas entre os dois países asiáticos.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, os pandas partirão nesta terça-feira (27). Em dezembro, o governo japonês anunciou a antecipação do retorno, inicialmente previsto para fevereiro. Nascidos no zoológico de Ueno em 2021, Xiao Xiao e Lei Lei são filhos de Ri Ri e Shin Shin, que voltaram à China em setembro de 2024. A irmã mais velha do casal, Xiang Xiang, já havia sido enviada de volta em 2023.
Diplomacia dos pandas e contexto político
A devolução encerra um ciclo histórico: será a primeira vez, em mais de meio século, que o Japão ficará sem pandas. Os primeiros exemplares chegaram ao país em 1972, como parte do processo de normalização das relações entre Tóquio e Pequim. Desde então, o envio temporário dos animais integrou a chamada “diplomacia dos pandas”, estratégia adotada pela China para sinalizar boa vontade e estreitar laços com parceiros internacionais.
Não há, até o momento, perspectiva de envio de novos pandas ao Japão. Em declaração recente, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou reconhecer o carinho do público japonês pelos animais. O porta-voz da pasta, Guo Jiakun, disse que Pequim dá boas-vindas aos “amigos japoneses” que queiram visitar os pandas em sua nova casa, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. A mensagem, embora cordial, reforça que a permanência dos pandas no exterior segue condicionada ao ambiente diplomático entre os países.
Há muito se suspeita que Marte possa ter abrigado grandes quantidades de água líquida em sua superfície. De acordo com um artigo publicado pela National Geographic, que cita um artigo da revista NPJ Space Exploration, há 3,5 bilhões de anos, Marte possuía um oceano tão vasto quanto o Ártico, cobrindo mais de 14 milhões de quilômetros quadrados.
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Marte, no entanto, é um planeta consideravelmente menor que a Terra. Seu diâmetro atinge 6.779 quilômetros, em comparação com os 12.742 quilômetros da Terra, o que o torna cerca de 47% menor. Nesse contexto, um oceano de tamanho comparável ao Ártico teria coberto uma porção muito maior da superfície marciana.
O estudo, liderado pelo geólogo Ignatius Argadestya da Universidade de Berna, concentrou-se na região de Valles Marineris. Este gigantesco sistema de cânions, que se estende por mais de 4 mil quilômetros ao longo do equador marciano, contém formações geológicas que servem como um registro natural dos climas passados ​​do planeta e da possível existência de água líquida estável.
O oceano de Marte
Graças às câmeras de alta resolução do instrumento CaSSIS da Agência Espacial Europeia (ESA) e dos instrumentos CTX e HiRISE da NASA, os cientistas identificaram formações conhecidas como depósitos de frente íngreme. O formato dessas estruturas corresponde ao de deltas de rios na Terra, reforçando a ideia de que grandes rios já fluíram em Marte por longos períodos, desaguando em uma massa de água profunda.
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Os pesquisadores observam que essas formações sempre aparecem dentro de uma faixa de altitude muito específica, entre -3.750 e -3.650 metros acima do nível de referência de Marte. O fato de estruturas semelhantes se repetirem na mesma altitude em diferentes regiões do planeta permite aos cientistas traçar uma antiga linha costeira e sugere que a água atingiu um nível comum, dando origem a um sistema hídrico interconectado.
Segundo o cientista Ignatios Argadestya, Marte era um planeta azul, semelhante à Terra, durante o período entre o Hesperiano Superior e o Amazônico Inferior. Naquela época, sua atmosfera permitia a estabilidade da água líquida.
Existiu vida em Marte?
A presença de um oceano desse tamanho levanta a possibilidade de que, em um passado remoto, Marte tenha possuído as condições ambientais necessárias para o surgimento de vida microbiana. Por essa razão, os antigos deltas identificados pelos cientistas estão se tornando alvos importantes para futuras missões de exploração. Essas formações sedimentares podem funcionar como verdadeiras cápsulas do tempo, capazes de preservar vestígios de uma possível biologia marciana.
As versões que circulam nas redes sociais sobre uma suposta vala comum de animais e o alegado consumo de cães por moradores de rua na região da Rua Sexta com a Carrera 30 são infundadas, segundo os primeiros resultados da verificação realizada pelo Instituto Distrital de Proteção e Bem-Estar Animal (IDPYBA) e pela Polícia Metropolitana de Bogotá.
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A informação foi confirmada por Antonio Hernández Llamas, diretor da entidade, que explicou que, após os rumores gerados pelo aparecimento de restos ósseos sob a ponte rodoviária, foi realizada uma perícia técnica na área para apurar o que realmente havia acontecido.
O funcionário afirmou que nenhuma vala comum foi encontrada no local e que os restos mortais descobertos consistiam principalmente de crânios e fragmentos ósseos de animais como porcos, que parecem ser resíduos de frigoríficos localizados na área. De acordo com a investigação, em alguns casos, esses resíduos são entregues ou removidos por moradores de rua e levados para aquele local.
Hernández Llamas também negou enfaticamente que essa população esteja se alimentando de cães. Ele indicou que, pelo contrário, em muitos casos, animais e pessoas em situação de rua formam o que se conhece como “famílias interespecíficas”, laços de cuidado e apoio mútuo entre humanos e animais.
O diretor da IDPYBA pediu às pessoas que não considerassem verdadeiras as versões que circulam sem verificação nas redes sociais e que comparassem as informações com fontes oficiais antes de tirar conclusões sobre situações tão sensíveis como o bem-estar animal e a situação dos sem-teto.
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A primeira reclamação
O caso veio a público após uma operação de recuperação do espaço público realizada sob a ponte da Avenida da Sexta Rua com a Rua 30, na cidade de Puente Aranda, um ponto onde o tráfego intenso e o ruído constante dos veículos dominam o ambiente.
Durante a operação, realizada na terça-feira, 20 de janeiro, funcionários da Prefeitura de Puente Aranda encontraram diversas lonas abandonadas que escondiam restos de animais. A cena gerou alertas institucionais e renovou a atenção para essa área, que há anos é identificada por equipes de resgate como um local crítico devido à presença constante de animais vivendo em condições precárias.
A inspeção foi realizada em conjunto com a Polícia Metropolitana. De acordo com o relatório oficial, não foram encontradas poças de sangue, órgãos ou outros elementos que indicassem sacrifícios de animais no local.
Também não foi possível determinar se os restos mortais estavam relacionados a práticas de sacrifício ou ao consumo por pessoas em situação de rua. “As autoridades competentes continuam realizando as verificações necessárias, no âmbito de suas atribuições, para garantir os serviços sociais à população, o bem-estar e a proteção dos animais, a conservação dos espaços públicos e a tranquilidade da comunidade”, informou a Prefeitura de Puente Aranda.
Por sua vez, o IDPYBA indicou que tem trabalhado permanentemente neste setor e em outras partes da cidade com a Secretaria de Integração Social, no âmbito da estratégia Huellitas de la Calle, e que, neste apoio, não foram encontradas provas de abate de animais para consumo.
A entidade também participa da nova elaboração da Política Pública para Pessoas em Situação de Rua, que busca destacar o vínculo entre essa população e seus animais de companhia, uma realidade reconhecida em Bogotá como famílias interespecíficas.
‘Isso não é novidade’
A versão oficial, no entanto, contrasta fortemente com os relatos de socorristas que trabalham na região há anos. Angie Melissa Rodríguez Fernández, conhecida como Melissa Rodríguez, é uma socorrista independente há mais de duas décadas. Juntamente com o marido, ela cuida de 138 animais, abrigados em seu abrigo em Kennedy, além de canis, lares temporários e clínicas veterinárias.
Segundo o relato dela, eles já resgataram animais abandonados debaixo da ponte e ao longo do canal próximo em diversas ocasiões.
— Muitos moradores de rua têm vários animais consigo — disse ela.
Ela relatou que os cães são frequentemente encontrados em estado crítico: acorrentados, abaixo do peso, desnutridos, sofrendo de sarna e pulgas, e que alguns são usados ​​para reprodução. Ela lembrou que até teve que comprar uma cadela junto com seus filhotes porque não queriam entregá-los a ela.
Na opinião dela, as autoridades já sabem há muito tempo o que está acontecendo ali.
— O Instituto, a Prefeitura e a Polícia sabem que isso acontece naquele lugar e que sempre há vários animais lá — afirmou.
Melissa acredita que a resposta institucional tem sido limitada e que a recente descoberta dos restos mortais não pode ser vista como um incidente isolado. Ela conta que voltou à área esta semana e encontrou animais amarrados, incluindo uma cadela com filhotes sendo alimentados no canal.
Ela também relatou que tentaram conversar com os vizinhos da região, mas geralmente são recebidos com silêncio ou medo. Embora tenha esclarecido que nem todos os moradores de rua maltratam animais e que muitos cuidam deles e os amam, ela insiste que algo diferente está acontecendo naquele caso específico.
Segundo relatos, eles viram repetidamente animais de raça pura amarrados debaixo da ponte, alguns dos quais desaparecem sem deixar rastro.
— Não sei se estão vendendo ou matando os animais. Não sei o que estão fazendo, mas algo estranho está acontecendo ali — disseram.
Após a publicação do primeiro artigo do El Tiempo sobre os restos mortais, foram notadas mudanças na área: os animais já não estavam debaixo da ponte, mas sim mais escondidos no canal.
A socorrista questiona a falta de controles, censos de animais e a presença permanente das autoridades. — Ligamos para a polícia e eles nos ignoram. Pedimos apoio e nada acontece — disse ela.
Investigação em curso
Entretanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou ao El Tiempo que já foi instaurado um processo criminal neste caso, ou seja, o registro formal que inicia um processo penal quando uma autoridade toma conhecimento de um fato que pode constituir crime.
O processo encontra-se na fase de inquérito, uma fase preliminar em que as informações são coletadas e verificadas para determinar se há mérito para prosseguir com uma investigação formal.
Outras fontes consultadas por este jornal concordaram que, até o momento, não há evidências de que os animais tenham sido abatidos no local ou que os restos mortais se destinassem ao consumo humano.
No entanto, para quem viaja pela região há anos, as dúvidas persistem: de onde vieram os crânios, por que estavam escondidos sob lonas e o que acontece com os animais que aparecem e desaparecem em uma das estradas mais movimentadas da zona oeste de Bogotá? Como resume Melissa Rodríguez: “Há algo estranho acontecendo ali”.
O presidente Donald Trump suavizou seu tom, nessa segunda-feira, em relação à tensa situação em Minnesota, afirmando que não quer que pessoas sejam “feridas ou mortas” durante os protestos contra as operações que visam imigrantes supostamente indocumentados, embora tenha pedido o fim da “resistência e do caos”.
Após a morte de dois cidadãos americanos nas ruas de Minneapolis em menos de três semanas, Trump anunciou em sua plataforma Truth Social que havia conversado por telefone com o governador de Minnesota, Tim Walz, e com o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e prometeu diálogo.
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– Foi uma ligação muito positiva e parece que estamos em sintonia – disse ele, referindo-se ao governador.
Trump também anunciou o envio de seu czar da imigração, Tom Homan, ao estado do norte, incumbindo-o de informá-lo pessoalmente sobre a situação.
Homan, um veterano do Departamento de Segurança Interna (DHS), se reunirá com o prefeito de Minneapolis nesta terça-feira, explicou Trump.
– O presidente não quer ver pessoas feridas ou mortas nas ruas da América – declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa.
Ao mesmo tempo, Trump quer o fim da “resistência e do caos” naquela cidade do norte.
Frey anunciou na segunda-feira que “alguns agentes federais” deixarão Minneapolis nesta terça-feira.
– Continuarei pressionando para que os demais envolvidos nesta operação saiam – escreveu ele.
O oficial relatou anteriormente que conversou com Trump e que “o presidente concordou que a situação atual não pode continuar”.
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Stephen Maturen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Brandon Bell/Getty Images/AFP
De acordo com veículos de imprensa dos EUA, o chefe da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, deixará Minneapolis, mas o governo negou essas informações.
Bovino “não foi exonerado de suas funções”, disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), Tricia McLaughlin, à X.
Licença para porte de arma
Ativistas se reuniram novamente nessa segunda-feira nas ruas da cidade, sob temperaturas congelantes, para homenagear Alex Pretti.
Uma fotografia de Alex Pretti, de 37 anos, pode ser vista em um memorial improvisado na área onde ele foi morto a tiros por agentes federais de imigração no início do dia em Minneapolis
ROBERTO SCHMIDT / AFP
Agentes federais atiraram no enfermeiro de 37 anos, que foi acusado de portar uma arma carregada e escondida durante os protestos, com a qual ele supostamente pretendia atacá-los.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), os agentes tentaram desarmá-lo, e ele “resistiu violentamente”.
Mas uma análise de imagens de vídeo feita pela AFP e por veículos de imprensa americanos contradiz a versão oficial, que o retrata como uma ameaça.
– Basta assistir ao vídeo. Qualquer pessoa com olhos pode ver o que aconteceu naquele dia. Esta não é a América que queremos – disse Tricia Dolley, uma enfermeira de 38 anos, à AFP.
O ativista tinha porte de arma, segundo as autoridades locais.
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Em 7 de janeiro, um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) atirou e matou a ativista Renee Good, uma mãe de três filhos de 37 anos, dentro de seu carro.
Audiências Judiciais
Um tribunal federal em Minnesota realizou uma audiência nessa segunda-feira para determinar se a atuação do ICE viola a lei do estado.
Em outra audiência, um juiz analisou um processo que busca obrigar o governo federal a preservar as provas relacionadas ao assassinato de Pretti.
Minneapolis, governada por democratas, é uma cidade-santuário, o que significa que sua polícia não coopera com as autoridades federais de imigração.
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Vários senadores republicanos — do mesmo partido de Trump — pediram uma investigação completa sobre os assassinatos e a cooperação com as autoridades locais.
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Os democratas no Congresso ameaçam bloquear as próximas votações orçamentárias se o envio de agentes do ICE e da patrulha da fronteira para as cidades-santuário não for suspenso.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, explicou que bloquearia qualquer novo financiamento que inclua o Departamento de Segurança Interna (DHS), que ele considera “lamentavelmente inadequado para controlar os abusos do ICE”.
Em ano eleitoral, Trump também mantém a pressão em outra frente política em Minnesota.
“Paralelamente, uma grande investigação continua em andamento sobre a fraude maciça nos serviços sociais, superior a US$ 20 bilhões, que ocorreu em Minnesota”, despistou Trump no Truth Social.
O governo Trump iniciou uma ampla revisão da ajuda recebida principalmente pela comunidade somali neste estado governado por democratas.
A Austrália cancelou o visto de um influenciador israelense que faz campanha contra o Islã, afirmando que não aceitará visitantes que venham promover o ódio no país.
Sammy Yahood, que afirmou nas redes sociais que o Islã é uma “ideologia repugnante”, disse na segunda-feira que seu visto foi cancelado três horas antes de seu voo de Israel decolar. O influencer não perdeu a oportunidade e usou as redes sociais para promover o caso sob o ponto de vista dele.
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Yahood voou para Abu Dhabi, mas foi impedido de embarcar em seu voo de conexão para a Austrália.
“Esta é uma história de tirania, censura e controle”, publicou Yahood no X.
O secretário do Interior, Tony Burke, disse em um comunicado que qualquer pessoa que deseje visitar a Austrália deve solicitar o visto correto e vir pelos motivos certos.
– Espalhar ódio não é um bom motivo para vir – disse ele.
A Austrália endureceu suas leis contra crimes de ódio neste mês, em resposta ao assassinato de 15 pessoas que celebravam o Hanukkah em 14 de dezembro, na praia de Bondi, em Sydney.
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A Associação Judaica Australiana, de orientação conservadora, que convidou o influenciador para falar, afirmou que “condena veementemente” a decisão do governo do primeiro-ministro Anthony Albanese.
A associação também criticou o cancelamento de vistos para outros visitantes judeus, incluindo o político israelense de extrema-direita Simcha Rothman, que foi impedido de entrar no país no ano passado.
As famílias vasculhavam freneticamente pilhas de corpos em um cemitério do Irã, tão amontoados que os vivos precisavam tomar cuidado para não pisar nos mortos. Entre lamentos e xingamentos, procuravam nos sacos mortuários o número atribuído a seus entes queridos para o sepultamento — uma camada surreal de burocracia imposta a um pesadelo caótico. O ponto de ruptura veio quando trabalhadores do cemitério, com aparência exausta, chegaram em caminhões refrigerados e despejaram ainda mais corpos no chão, sem qualquer delicadeza, diante de pessoas que haviam ido enterrar filhos, irmãos, pais e mães. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Ucrânia enfrenta um dos invernos mais duros dos últimos anos em meio à guerra com a Rússia. Com temperaturas de janeiro abaixo de –15 °C, bombardeios russos vêm destruindo a infraestrutura energética do país. Os ataques deixaram cerca de um milhão de pessoas sem aquecimento, energia e água, agravando a crise humanitária em plena onda de frio. Em cidades como Kiev, moradores recorrem a estratégias improvisadas para sobreviver ao inverno em casas geladas, enquanto mísseis e drones continuam a atingir sistemas essenciais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Rafael Ramírez é persona non grata do governo da Venezuela desde dezembro de 2017, quando deixou o cargo de representante do país na ONU por criticar publicamente o presidente Nicolás Maduro. Desde então, vive exilado na Itália. Em entrevista ao GLOBO, o ex-ministro do Petróleo e ex-chanceler da Venezuela defendeu um protagonismo do Brasil na pacificação do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um submersível em forma de cúpula desce lentamente no mar da Indonésia, atingindo profundidades de quase 1.000 metros em busca de novas espécies, micróbios que se alimentam de plástico e compostos que um dia poderão se tornar medicamentos. Este mês, a AFP acompanhou um dos dois submersíveis operados pela OceanX, uma organização sem fins lucrativos apoiada pelo bilionário Ray Dalio e seu filho, que leva cientistas a bordo de seu navio OceanXplorer para estudar o mundo marinho.
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O navio está equipado com laboratórios para sequenciamento genético, um helicóptero para levantamentos aéreos e um veículo operado remotamente (ROV) capaz de descer a 6.000 metros abaixo da superfície. Seus dois submersíveis possuem de tudo, desde braços hidráulicos de coleta e tubos de sucção até câmeras de alta definição, permitindo-lhes descobrir vida em algumas das condições mais extremas do planeta.
A missão mais recente do navio concentra-se em uma cadeia de montes submarinos ao largo da ilha de Sulawesi, na Indonésia, que os cientistas a bordo mapearam no ano passado. Uma nova equipe de cientistas indonésios está agora estudando sua biodiversidade, usando mergulhos submersíveis que colocam os pesquisadores diretamente no ambiente em estudo.
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Quando o submersível desce além dos 200 metros, os últimos vestígios de luz desaparecem e o índigo se transforma em escuridão total. Husna Nugrahapraja, um cientista indonésio na missão, admitiu sentir-se “um pouco nervoso e ansioso” durante sua primeira descida de submersível. A princípio, é um ambiente “muito solitário”, disse o professor associado do Instituto de Tecnologia de Bandung à AFP.
As luzes do navio forneciam a única iluminação, revelando nuvens de “neve marinha” — uma chuva contínua de detritos, incluindo animais em decomposição, que cai nas profundezas, criando a impressão de uma televisão antiga travada em um canal. Assim, a vida marinha que a maioria das pessoas nunca vê torna-se visível, incluindo delicadas águas-vivas-de-pente que exibem minúsculas luzes ao longo de seus corpos. Sifonóforos — criaturas em grande parte translúcidas com formas caprichosas que lembram desenhos infantis — brilhavam enquanto flutuavam.
Show de Luzes
O submersível Neptune da OceanXplorer foi projetado para coleta e observação científica, enquanto sua embarcação Nadir está equipada com câmeras e luzes ideais para conteúdo multimídia de alta qualidade. Isso reflete a crença da OceanX de que imagens impressionantes tornam a pesquisa mais acessível e abrangente. Os submersíveis não descem tão fundo quanto os veículos operados remotamente, mas oferecem uma perspectiva única, explicou Dave Pollock, chefe da equipe de submersíveis da OceanX.
“Cientistas muito céticos vêm a bordo dos submersíveis”, disse ele à AFP, acrescentando que “quase sem exceção, todo cientista cético que embarca muda de ideia”.
Submersível é desenvolvido na Indonésia para exploração do fundo do mar
Os submersíveis também oferecem experiências únicas, como os flashes de luz chamados bioluminescência, que muitos animais das profundezas marinhas produzem para se comunicar, se defender ou atrair parceiros. Os potentes feixes de luz da embarcação podem ser usados ​​para ativar o espetáculo.
Primeiro, todas as luzes são apagadas. Até mesmo o painel de controle interno é coberto, mergulhando os ocupantes da embarcação na escuridão total. Em seguida, o submersível emite flashes de luz várias vezes enquanto os ocupantes fecham os olhos. Quando os abrem, uma paisagem subaquática se desdobra como uma galáxia de estrelas: os flashes azul-esbranquiçados de criaturas que variam de plâncton e águas-vivas a camarões e peixes, reagindo às luzes do submersível.
Pollock, que passou centenas de horas mergulhando em submersíveis, considera alguns dos espetaculares eventos de “rebote de bioluminescência” entre os momentos mais memoráveis ​​de sua carreira. Submersíveis são usados ​​em diversas áreas, mas agora muitos os associam à implosão subaquática do Titan em 2023, que matou cinco pessoas durante uma viagem para explorar os destroços do Titanic.
Pollock enfatizou que, ao contrário do Titan, os veículos OceanXplorer “são projetados para serem seguros” e equipados com sistemas de backup, incluindo uma reserva de quatro dias de suporte de vida de emergência.
“Sabemos tão pouco”
Para explorações mais profundas, os cientistas contam com o VOD (Veículo de Operação Subaquática) do OceanX, operado a partir de uma “sala de controle de missão” com aparência futurista. Uma série de telas exibe o fundo do mar, em grande parte deserto, enquanto um operador usa um joystick para controlar o braço hidráulico do robô a milhares de metros de altura.
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Tudo se assemelha a uma missão espacial, com um “destemido” VOD atravessando um terreno desolado e distante. Mas aqui, há “alienígenas”. Pelo menos, é o que algumas das espécies encontradas parecem para um olhar destreinado. Há uma lagosta branca, recolhida para exame na superfície, e um pepino-do-mar cujos espinhos se desfazem em um emaranhado preto ao chegar ao navio.
Quando o ROV retorna, há uma corrida animada por amostras, incluindo água do mar, sedimentos e um lírio-do-mar do tamanho de um antebraço, coberto por um fluido alaranjado. A especialista em crustáceos Pipit Pitriana, da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação da Indonésia, está fascinada pela lagosta capturada, bem como por algumas cracas do tamanho de pérolas que ela acredita serem novas para a ciência.
Grandes partes do oceano, especialmente o fundo do mar profundo, sequer foram mapeadas, muito menos exploradas. Um novo tratado para proteger as águas internacionais entrou em vigor neste mês, mas o oceano enfrenta ameaças que vão desde a poluição por plástico e o aumento da temperatura até a acidificação.
“Nosso mar é, em sua maior parte, muito profundo […]. Mas sabemos muito pouco sobre a biodiversidade das profundezas marinhas”, disse ela.
Diante de críticas até em seu Partido Republicano, ações judiciais e potenciais efeitos eleitorais nas eleições de meio de mandato em novembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu sinais de que planeja recalibrar o tom da operação migratória em Minnesota, dias depois de um agente federal matar um homem caído no chão durante protesto em Minneapolis — a segunda vítima fatal na cidade em menos de um mês, desatando nova onda de manifestações. Nesta segunda-feira, Trump disse ter tido uma “boa conversa” com o governador, um antigo algoz, enviou seu czar da imigração a Minnesota e vai considerar reduzir o número de forças no estado. A “correção de curso” ocorre enquanto pesquisas mostram uma erosão no apoio às políticas migratórias, mas, ao mesmo tempo, o presidente dá indicações de que vai manter sua ofensiva.
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Em sua rede social, o Truth Social, Trump confirmou que Tom Homan, seu “czar das fronteiras”, comandará as forças federais em Minnesota, e se reportará diretamente a ele. Pouco depois, em entrevista coletiva na Casa Branca, a porta-voz da Presidência, Karoline Leavitt, confirmou o deslocamento, mas não disse se Gregory Bovino, oficial da Patrulha de Fronteira e que hoje lidera a operação, continuará no estado. Segundo a agência Associated Press, citando fontes oficiais, ele deixará Minneapolis já nesta terça-feira, além de alguns agentes federais.
Bovino, envolvido em outras ações contestadas no ano passado, é alvo preferencial de críticas por causa da violência empregada nas ruas, seja em ações para prender imigrantes, seja na repressão a manifestações. Na semana passada, uma criança de 5 anos foi presa, e duas pessoas foram mortas desde o início do mês pela ação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) e da Patrulha de Fronteira: Renee Good e Alex Pretti. Ambos tinham 37 anos, foram baleados em protestos e eram cidadãos dos Estados Unidos.
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Durante a entrevista coletiva, Leavitt disse que Bovino é um “grande profissional”, e que assumirá funções dentro da Patrulha de Fronteira “em âmbito nacional”. Ela tentou colocar panos quentes em relatos divulgados pela imprensa americana sobre um conflito interno entre Homan e a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defensora das táticas linha-dura de Bovino.
— O sr. Homan está fazendo um trabalho excepcional e tem trabalhado com a secretária Noem e o presidente Trump ao longo do último ano — disse Leavitt, reiterando que Noem tem a confiança do presidente.
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Andrew Harnik/Getty Images/AFP
Também nesta segunda-feira, Trump conversou por telefone com o governador de Minnesota, o democrata e algoz político Tim Walz, um diálogo classificado por ele de “muito bom”. Tanto Walz como o prefeito democrata de Minneapolis, Jacob Frey, foram atacados no sábado por Trump, que os acusou de “incitarem a insurreição”. Segundo o presidente, ele e Walz concordaram em trabalhar juntos, e “pareciam estar em sintonia”. Em comunicado, o governador , com frequência atacado pelo republicano, revelou que Trump vai considerar uma redução no número de agentes federais no estado — são cerca de 3 mil — e prometeu conversar com o Departamento de Segurança Interna sobre um inquérito local relacionado à morte de Pretti no sábado. O presidente ainda conversou com Frey, que em comunicado afirmou ter ouvido de Trump que “a situação atual não pode continuar” e que alguns agentes federais deixarão a cidade nesta terça, sem dar detalhes.
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Os disparos fatais contra o manifestante provocaram uma guerra de versões nos últimos dois dias. Bovino e Noem afirmam que Pretti atacou os agentes federais, e citaram que ele estava armado. Contudo, vídeos do incidente contradizem as narrativas do governo, e mostram que a pistola que portava estava guardada na cintura, e que em sua mão havia apenas um telefone celular. Ao contrário de incidentes semelhantes, Trump não defendeu os agentes envolvidos, e disse, em entrevista ao Wall Street Journal, que o caso estava sendo revisado. Até a Associação Nacional do Rifle (NRA), uma das maiores doadoras de campanhas republicanas, repudiou a versão de Bovino e Noem.
“Os representantes públicos responsáveis ​​deveriam aguardar uma investigação completa, em vez de fazer generalizações e demonizar os cidadãos cumpridores da lei”, afirmou a associação na rede social X.
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A imigração foi a grande bandeira, ao lado do combate à inflação, da campanha que levou Trump de volta à Casa Branca em 2024. No cargo, o presidente lançou operações para prender estrangeiros — incluindo alguns em situação regular — acelerou as deportações, apertou a repressão na fronteira e atacou políticas de seus antecessores. Como disse um parlamentar republicano ao portal Politico, se a saúde é um terreno fértil para os discursos democratas, a imigração era campo seguro para os hoje governistas, e poderia impulsionar as chances do partido nas eleições legislativas de novembro.
Mas a ofensiva em Minnesota, com cenas de violência recorrentes nas TVs e smartphones, pode transformar a imigração em um campo minado para o presidente. Uma sondagem da agência Reuters, em parceria com o instituto Ipsos, mostrou nesta segunda-feira que 39% dos americanos aprovam as políticas migratórias trumpistas — há cerca de um ano, a aprovação era de 50%. Outras pesquisas também confirmam a erosão da imagem de Trump entre moderados e representantes de minorias.
Perder o controle da Câmara pode significar mais um processo de impeachment, e ficar em minoria no Senado lhe renderá um final de mandato como “pato manco”, sem poder de fato para aprovar medidas. Daí a pressa de aliados por mudanças.
— Eles, sendo a Casa Branca, precisam recalibrar o que precisa ser feito para garantir que o respeito seja restabelecido — disse o governador do Texas, o republicano Greg Abbott, no podcast Mark Davis Show.
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Joe Rogan, podcaster e apoiador de Trump, chamou os agentes federais de “grupos militarizados perambulando pelas ruas, aparecendo do nada com máscaras e prendendo pessoas”, e fez uma referência nada elogiosa.
— Será que vamos mesmo virar a Gestapo? — questionou Rogan, se referindo à polícia secreta do regime nazista. — “Onde estão seus documentos?” É nisso que nos transformamos?
Conselheiros de Trump afirmaram privadamente ao portal Axios que o presidente não está satisfeito com a violência em Minnesota, algo confirmado pelos anúncios desta segunda-feira.
— Ele quer deportações. Ele quer deportações em massa. O que ele não quer é o que as pessoas estão vendo. Ele não gosta da aparência da situação. Parece ruim, então ele expressou certo desconforto com isso — disse um conselheiro ao Axios. — Existe a maneira correta de fazer isso. E esta não parece ser a maneira correta para muitas pessoas.
Cronologia mostra abordagem de agentes federais que levou à morte de Alex Pretti
A recalibragem não significa que Trump esquecerá sua ofensiva em Minnesota. No domingo, ele defendeu que o Congresso aprove uma lei para acabar com as “cidades santuário”, onde as autoridades locais limitam ou negam qualquer tipo de cooperação em operações migratórias. Na mesma publicação em que elogiou a conversa com Walz, garantiu que continuará com a investigação sobre um suposto desvio bilionário de fundos destinados a assistência social e que lançará um inquérito contra a deputada democrata Ilhan Omar, nascida na Somália, por suspeita de enriquecimento ilícito. Em resposta, Omar disse que Trump “está em pânico”.
Nesta segunda-feira, uma juíza federal de Minnesota que analisa um caso sobre a legalidade da presença das forças federais no estado não emitiu uma decisão imediata — como queriam as autoridades locais —, mas entregou uma série de perguntas ao Departamento de Justiça. Em outra audiência, relacionada à liminar que exige a preservação das provas na investigação sobre a morte de Pretti, o magistrado também não emitiu uma decisão, mas um advogado do governo disse que as autoridades estaduais não têm poderes para lançar um inquérito por conta própria.

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