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A invasão da Ucrânia pela Rússia resultou em quase dois milhões de baixas militares — incluindo mortos, feridos e desaparecidos — de ambos os países, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira por uma empresa americana. As forças de Moscou suportam a maior parte das perdas, com até 325 mil mortes entre os 1,2 milhão de baixas em suas fileiras nos quase quatro anos desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
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“Nenhuma grande potência sofreu algo remotamente próximo a esse número de baixas ou mortes em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial”, observou o CSIS. “As forças russas estão avançando notavelmente devagar no campo de batalha”, acrescentou.
A Ucrânia também sofreu perdas significativas: entre 500 mil e 600 mil baixas, das quais entre 100 mil e 140 mil foram mortes, entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2025.
“O número total de baixas russas e ucranianas pode chegar a 1,8 milhão e atingir dois milhões até a primavera de 2026”, afirmou o CSIS.
A guerra também teve um impacto severo sobre os civis. De acordo com observadores da ONU, houve mais mortes de civis na Ucrânia em 2025 do que em qualquer outro ano, exceto 2022. Mais de 2.500 civis foram mortos e cerca de 12 mil ficaram feridos no ano passado, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A ONU verificou quase 15 mil mortes de civis desde 2022, embora o total provavelmente seja “consideravelmente maior”.
Um menino de oito anos foi resgatado por bombeiros do Condado de Fairfax, na Virgínia, após cair em um bueiro escondido pela neve enquanto brincava ao ar livre em meio a temperaturas abaixo de zero. O caso ocorreu na tarde desta segunda-feira (26), pouco antes das 17h, em McLean, pequena comunidade da região metropolitana de Washington.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros do Condado de Fairfax, a criança não percebeu a existência do ralo, encoberto pela neve acumulada, e acabou caindo em uma galeria pluvial — estrutura subterrânea semelhante a um túnel por onde passa a água da chuva. Os pais acionaram o resgate imediatamente ao perceberem que o menino havia ficado preso.
Resgate em condições extremas
Os socorristas chegaram rapidamente ao local e conseguiram retirar a criança da água em menos de dez minutos. Segundo o chefe de batalhão Steven McFarland, em entrevista à afiliada local da CNN, a WUSA, a grade do bueiro estava completamente congelada, o que obrigou a equipe a desenterrar o menino para garantir o resgate. Apesar do frio intenso, o garoto não sofreu ferimentos.
“Quando o garoto saiu do buraco, ele estava sorrindo e rindo”, relatou McFarland. O capitão Mike Eddy afirmou à WUSA que a equipe ficou aliviada com o desfecho. “É uma sensação ótima para todos os envolvidos ver esse garoto ir embora com seus pais, feliz e pronto para brincar na neve novamente”, disse.
Os bombeiros afirmaram que nunca haviam atendido uma ocorrência semelhante envolvendo uma criança presa dessa forma. Nas redes sociais do departamento, moradores da comunidade elogiaram a atuação da equipe. “Super-heróis salvando o dia”, escreveu um usuário. Outros agradeceram a bravura e o trabalho dos socorristas.
O resgate ocorreu em meio a uma forte onda de frio que atingiu a Virgínia e outros 11 estados dos Estados Unidos. A tempestade de inverno Fern avançou do Sul e do Centro-Oeste para a Costa Leste ao longo do fim de semana, trazendo nevascas, gelo e temperaturas extremas. Segundo autoridades locais e a imprensa americana, ao menos 30 pessoas morreram em incidentes associados às condições climáticas severas, incluindo acidentes e casos de hipotermia, especialmente em estados como Nova York e Massachusetts.
Um confronto envolvendo um agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos deixou uma pessoa ferida em estado grave nesta terça-feira, em Arivaca, no sul do Arizona, próximo à fronteira com o México, segundo autoridades locais.
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De acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Pima, o tiroteio ocorreu em uma comunidade situada a cerca de 16 quilômetros da linha fronteiriça e levou à mobilização conjunta de forças federais e estaduais, incluindo o FBI e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês).
Segundo informações divulgadas pela agência Associated Press, as autoridades informaram que o episódio envolveu um agente da Patrulha de Fronteira e um suspeito, cujas circunstâncias continuam sendo apuradas.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o que motivou o confronto.
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O Corpo de Bombeiros de Santa Rita afirmou que equipes de emergência prestaram atendimento no local e que a vítima ferida estava sob custódia. Em razão da gravidade do quadro, a pessoa foi transferida para um helicóptero médico e levada com urgência a um centro de trauma regional.
Procurados, o FBI e a Alfândega e Proteção de Fronteiras não responderam imediatamente aos pedidos de esclarecimento. A AP também tentou contato com os dois hospitais de nível um da cidade de Tucson, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
As Forças Armadas dos EUA anunciaram exercícios de prontidão aérea no Oriente Médio, em meio à escalada das ameaças do presidente Donald Trump ao Irã e ao deslocamento de navios de combate ao Golfo Pérsico. As autoridades iranianas acusam os americanos de promoverem a instabilidade na região, e fizeram um alerta: qualquer país que ajudar em um ataque será tratado como “hostil”.
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Em comunicado, o Comando Central dos EUA — o braço militar dos EUA no Oriente Médio e outras partes da Ásia — disse que “realizará um exercício de prontidão de vários dias para demonstrar a capacidade de desdobrar, dispersar e sustentar poder aéreo de combate”. O texto não detalha se haverá participação de outras nações, mas destaca que as manobras servirão para “fortalecer parcerias regionais e preparar a execução de respostas flexíveis”, e para validar estratégias “de comando e controle integrados e multinacionais sobre uma ampla área de operações”.
“Nossos aviadores estão provando que podem se dispersar, operar e gerar missões de combate em condições exigentes — com segurança, precisão e ao lado de nossos parceiros”, disse Derek France, responsável pelas operações aéreas do Comando Central americano, em declarações fornecidas pelo Pentágono. “Trata-se de manter nosso compromisso de manter aviadores prontos para o combate e a execução disciplinada necessária para manter o poder aéreo disponível quando e onde for necessário.”
As manobras ocorrem em um dos momentos mais delicados na região desde a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, que culminou com inéditos ataques americanos a instalações nucleares do país. Diante da repressão a protestos nas maiores cidades iranianas, que deixaram milhares de mortos, de acordo com relatos não oficiais, Trump sinalizou que poderia “ajudar” os manifestantes, algo lido como uma possível ação militar.
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Segundo fontes diplomáticas, o americano chegou a tomar a decisão de bombardear o Irã, mas foi persuadido a mudar de ideia por três monarquias do Golfo — Catar, Omã e Arábia Saudita —, que citaram os riscos à estabilidade regional. Contudo, os planos jamais saíram da mesa do republicano: na semana passada, após reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump disse que “estava observando o Irã”, e que havia “uma grande força indo na direção” do país. Era uma referência ao grupo de ataque liderado pelo porta-aviões Abraham Lincoln, e que foi deslocado do Mar do Sul da China para o Oriente Médio.
A mobilização e a manobra podem sugerir um ataque em breve, como já preveem representantes de governos árabes e de Israel, mas também servem como elemento de pressão sobre Teerã para que aceitem os termos de Trump e negociem um acordo centrado no programa nuclear. Antes da guerra de 12 dias com Israel, representantes iranianos mantinham um canal direto com Washington.
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Em seu primeiro mandato, Trump rasgou um plano internacional que limitava as atividades de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções, e que foi eficaz enquanto esteve em vigor. Agora, o republicano parece inclinado a exigir a suspensão completa das atividades atômicas — o que o regime se recusa a fazer — e pode fazer exigências sobre o setor de energia, como ocorreu com a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro.
— Eles (Irã) querem fechar um acordo. Eu sei disso. Ligaram em diversas ocasiões. Eles querem conversar — disse em entrevista ao portal Axios, publicada na segunda-feira.
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Além da ameaça de um ataque de grande porte, que poderia eliminar a liderança atual e abrir as portas para uma transição, o líder americano parece apostar nos efeitos das semanas de protestos e repressão. Segundo o jornal New York Times, relatórios internos mostram que as manifestações impactaram o controle do Estado sobre vários setores do país, e a deterioração das condições econômicas serviu como combustível adicional à crise.
Para a inteligência americana, o regime está em seu momento mais frágil desde a revolução de 1979, que derrubou a monarquia de Reza Pahlevi e instituiu a República Islâmica. Caso Trump decida atacar e derrubar o governo, não está claro quem comandaria a nação de mais de 90 milhões de pessoas, tampouco o cenário que herdaria.
“O regime pode cair e uma democracia pró-Ocidente pode emergir, mas um cenário igualmente plausível é o surgimento de um governo ainda mais linha-dura, ainda mais ávido por desenvolver armas nucleares e utilizar seu arsenal de mísseis”, escreveu, em análise no para o centro de estudos Atlantic Council, Nate Swanson, pesquisador da instituição. “Essa preocupação é, em parte, o motivo pelo qual várias nações do Golfo se manifestaram contra um ataque ao Irã.”
Em Teerã, a prioridade é alertar para os efeitos de um eventual ataque, e deixar claro que haverá retaliação. Em declarações à agência Fars, o vice-chefe político da Guarda Revolucionária, Mohammad Akbarzadeh, disse que “países vizinhos que são nossos amigos, mas que permitam que seu solo, céu e águas sejam usados contra o Irã, passarão a ser considerados hostis”. Em junho do ano passado, os iranianos atacaram a base de al-Udeid, usada pelos EUA e localizada no Catar, em resposta ao bombardeio de suas instalações nucleares dias antes.
Em paralelo às ameaças, o presidente Masoud Pezeshkian, em conversa com o príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, disse que “as ameaças e operações psicológicas dos americanos querem perturbar a segurança regional e não terão outro resultado senão a instabilidade para eles”. Pezeshkian confirmou que o ataque de junho passado ocorreu em meio às negociações de um acordo com os americanos, e defendeu a união dos países da região contra ameaças externas.
Bin Salman, que tem uma relação próxima com o presidente americano e que mantém laços estáveis com Teerã após anos de tensão, disse que seu país está disposto a “cooperar com o Irã e outros países para estabelecer a paz e a segurança”, e destacou que não considera aceitável “qualquer agressão, ameaça ou criação de tensão” contra Teerã.
Um cachorro morreu após adolescentes arrombarem a porta da casa de sua tutora, nos Estados Unidos, em um episódio associado a uma “trend” nas redes sociais. O caso ocorreu em dezembro e está sendo reanalisado pelo Gabinete do Xerife do Condado de Volusia, na Flórida, após a repercussão do relato da dona do animal à imprensa local.
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Spookie, um Yorkshire terrier de três anos, fugiu assustado depois que um grupo de adolescentes invadiu a residência de Dissany Cid, de 42 anos. Segundo ela, os jovens teriam participado do chamado “desafio de arrombamento da porta”, prática difundida no TikTok em que adolescentes chutam ou forçam a entrada de casas de desconhecidos e fogem em seguida. O cachorro foi encontrado morto posteriormente, após ser atropelado por um carro. “É devastador. Sinto que falhei com ele”, disse Cid à emissora WESH.
Caso é reavaliado pela polícia
Inicialmente descrito pelas autoridades como uma brincadeira do tipo “toca a campainha e sai correndo”, o episódio voltou a ser analisado nesta semana. De acordo com o gabinete do xerife, a pessoa considerada responsável está sendo processada, embora ainda não tenha sido identificada e não haja definição sobre possíveis acusações. A apuração enfrenta dificuldades porque a câmera da campainha da residência não estava funcionando no momento da invasão.
Cid afirma buscar justiça, mas diz não desejar a prisão do responsável. Ela defende que uma eventual punição inclua serviços comunitários. “Preciso de um desfecho. Isso é algo que não deveria ter acontecido”, afirmou.
O caso se soma a outros episódios semelhantes registrados nos últimos meses. Em novembro, ao menos cinco adolescentes foram presos em Elk Grove, na Califórnia, após arrombarem portas e causarem prejuízos em pelo menos oito ocorrências distintas. Imagens divulgadas pela polícia mostraram jovens mascarados chutando portas com força antes de fugir. Segundo as autoridades locais, os danos ultrapassaram US$ 680, levando a um alerta sobre os riscos de tendências aparentemente inofensivas. Pela legislação da Califórnia, adolescentes podem responder criminalmente quando os prejuízos causados superam US$ 400.
No último sábado, o Museu de Auschwitz — que hoje marca o 81º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio da Alemanha nazista, em 27 de janeiro de 1945, pelas tropas soviéticas — denunciou em suas contas no Facebook e no X a disseminação, em diversas plataformas (especialmente no Facebook), de imagens falsas geradas por ferramentas de inteligência artificial (IA) sobre Auschwitz e outros campos de concentração.
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Em 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O Museu e Memorial apontam as redes sociais como “responsáveis” por “facilitar e amplificar” a proliferação dessas imagens enganosas, que corroem “a compreensão objetiva da complexa história de Auschwitz”.
— Criar imagens falsas de Auschwitz e de outros campos de concentração, geradas por IA, é um ato perigoso de distorção — afirma o comunicado do Museu e Memorial. — As plataformas sociais, especialmente o Facebook, são diretamente responsáveis por facilitar e amplificar sua disseminação. Isso é importante porque esse tipo de conteúdo não apenas falsifica a história, como também viola ativamente a memória das vítimas.
Museu de Auschwitz tem quase um milhão de seguidores no Facebook e mais de 1,4 milhão no X
Reprodução | X @AuschwitzMuseum
O Museu de Auschwitz tem quase um milhão de seguidores no Facebook e mais de 1,4 milhão no X.
— A fotografia sempre envolveu um contrato social implícito: quando observamos uma fotografia, confiamos que um fotógrafo esteve em um lugar real, em um momento real, e preservou um fragmento da realidade — diz o texto. — Essa confiança é fundamental para a documentação histórica. As fotografias do campo de concentração de Auschwitz não são ilustrações; são provas.
Segundo as autoridades do museu, as imagens geradas por IA rompem esse contrato.
— Não são fotografias, mas se apresentam com uma linguagem visual que imita a fotografia documental, explorando deliberadamente a confiança adquirida do espectador nas fontes fotográficas — alertam.
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— Hoje, quando usuários buscam por “Auschwitz” no Facebook, um número cada vez maior de resultados consiste em imagens inventadas, geradas por IA, e publicações enganosas, em vez de documentação histórica autêntica — afirmam. — Ao permitir que essas distorções venham à tona, circulem e ganhem visibilidade, o Facebook contribui diretamente para a erosão da compreensão objetiva da complexa história de Auschwitz, que tentamos proteger. Por isso, acreditamos que as plataformas devem assumir sua responsabilidade, moderando ativamente esse conteúdo e identificando claramente as imagens inventadas. A memória e a verdade histórica merecem maior proteção.
As publicações de imagens enganosas sobre os campos de concentração, além de falsearem a realidade, enfraquecem o valor probatório das fotografias verdadeiras, muitas delas feitas pelos próprios perpetradores nazistas.
No complexo de campos de Auschwitz, entre 1940 e 1945 — incluindo o centro de extermínio de Auschwitz-Birkenau —, mais de 1,5 milhão de pessoas foram deportadas, entre elas judeus, prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos e poloneses não judeus. Mais de um milhão de pessoas foram assassinadas. Segundo a Enciclopédia do Holocausto, Auschwitz-Birkenau teve a maior taxa de mortalidade, mas também a maior taxa de sobrevivência entre os centros de extermínio.
O conservador Nasry Asfura, aliado do presidente americano, Donald Trump, assumiu a Presidência de Honduras, nesta terça-feira, com a promessa de combater “de frente” a insegurança no país mais pobre e violento da América Central. Sua chegada ao poder vira a página de quatro anos do governo de esquerda de Xiomara Castro e garante a Trump mais um aliado na América Latina, após o avanço da direita em Chile, Bolívia, Peru e Argentina.
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— Segurança, lutar contra a insegurança de frente, não tenham dúvida disso — prometeu Asfura, de 67 anos, ao prestar juramento ao cargo em uma cerimônia austera no Congresso.
O presidente recém-empossado planeja reforçar a presença da polícia em áreas conflituosas para obter o controle territorial e aplicar um plano anti-extorsão.
Honduras é assolada pela violência das gangues Mara Salvatrucha e Barrio 18, declaradas organizações terroristas pela administração Trump e também presentes nos Estados Unidos, El Salvador e Guatemala.
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Asfura antecipou que porá fim a um estado de exceção declarado por sua antecessora, similar ao que sustenta a guerra contra as gangues do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, criticado por ONGs de defesa dos direitos humanos.
Com o principal bloco legislativo a seu lado, mas insuficiente para obter maioria, o novo presidente pediu apoio à sua agenda, sem dar detalhes sobre seus projetos.
— Para mim (…) não há diferenças, nem cores políticas, não existem ideologias que vão nos dividir — afirmou Asfura, eleito presidente por uma estreita margem, com o apoio de seu par americano e em meio a denúncias de fraude dos adversários.
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“Novo capítulo” com os EUA
Trump ameaçou cortar a ajuda a Honduras se seu aliado não vencesse. Asfura disse, nesta terça-feira, que precisa “falar sobre vários temas” com seu par americano, ao evitar responder a uma pergunta da imprensa sobre se pedirá ao colega para deter as deportações de imigrantes.
Sua chegada ao poder marca “o início de um novo capítulo” na relação bilateral, assinalou no X a encarregada de negócios da embaixada americana em Tegucigalpa, Colleen Hoey.
Em Honduras, onde a pobreza assola 60% de seus 11 milhões de habitantes, as remessas dos dois milhões de imigrantes residentes nos Estados Unidos, a maioria sem documentos, representam um terço do PIB.
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“Tito” Asfura ou “Papi a la Orden” (Papai, às ordens), como é conhecido popularmente, pretende que os Estados Unidos restituam o status de proteção temporária (TPS), que beneficia cerca de 60 mil hondurenhos no país.
Com origem palestina, o presidente hondurenho já se reuniu em Washington há duas semanas com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e em seguida visitou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Durante o encontro com Rubio, foi discutida uma maior cooperação na área da segurança, uma das obsessões de Trump na América Latina, juntamente com a luta contra a imigração ilegal.
No meio da queda-de-braço EUA-China
Os Estados Unidos são o destino de 60% das exportações de Honduras e, após o encontro com Rubio, foi anunciado que ambos os países planejam negociar um acordo de livre comércio.
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Em meio à queda-de-braço entre Washington e Pequim, Asfura avaliará retomar os vínculos com Taiwan. Honduras estabeleceu relações com a China em 2023, durante o governo anterior da esquerdista Xiomara Castro.
Em várias ocasiões, ele disse a veículos de comunicação que analisaria os compromissos assumidos com a China e que seria preciso redefinir as relações, sem dizer explicitamente se romperá com Pequim.
— Em 2024 (…) o que compramos (da China) está perto dos 3 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 18 bilhões, na cotação da época) — comentou à AFP a economista Liliana Castillo, acrescentando que Honduras não chega a vender-lhes “nem 40 milhões” de dólares (cerca de R$ 247 milhões).
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Nesta terça-feira, o presidente reiterou que busca atrair investimento externo, desenvolver infraestruturas e cortar os gastos neste país, onde a dívida pública representa 45% do PIB, segundo dados oficiais.
— Honduras, não vou falhar contigo. Vamos ficar bem! — exclamou Asfura em declarações à imprensa, ao deixar o Congresso.
Washington tem dito que espera reforçar a cooperação em segurança com Honduras, embora pouco antes das eleições tenha indultado o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, correligionário de Asfura e que cumpria pena de 45 anos de prisão por narcotráfico nos Estados Unidos.
— A nós só nos resta trabalhar porque somos pobres. Ele não vai vir me ajudar com meu negócio, nem me dar dinheiro para a comida. Tomara que não haja bagunça, nem de corrupção, nem de outro tipo — disse à AFP Ana María Oliva, de 19 anos, em sua barraca de frutas na capital.
Mette Frederiksen nunca tolerou valentões. Quando estava no ensino médio, a atual primeira-ministra da Dinamarca enfrentou um grupo de skinheads que zombava de crianças imigrantes. Não terminou bem. Ela levou um soco no rosto.
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Mas, na semana passada, desviou de um golpe — e de um grande. Após a escalada de ameaças do presidente Donald Trump de tomar a Groenlândia, gigantesco território ultramarino da Dinamarca, Trump parece finalmente ter recuado.
Em um discurso para a elite financeira mundial em Davos, na Suíça, Trump afirmou que não usaria força para tomar a Groenlândia. Depois, disse que ele e líderes da Otan haviam acertado “a estrutura de um acordo futuro” que deixaria todos satisfeitos. Ainda é cedo para saber.
É claro que houve outros fatores para a mudança de postura de Trump, incluindo o aumento da oposição no Congresso e a queda dos mercados financeiros, mas não há dúvida de que a defesa cuidadosamente articulada de Frederiksen ajudou a impedir que Trump conseguisse algo que realmente queria.
Durante meses, Frederiksen travou um jogo tenso de diplomacia arriscada com Trump — e, por ora, parece ter vencido.
Enquanto as negociações continuam, Frederiksen segue presa a uma disputa indesejada, tentando calibrar como deixar claro ao imprevisível Trump que a resposta à exigência de que os Estados Unidos tenham a Groenlândia é um não categórico, sem provocá-lo a ameaçar tomá-la novamente. Ela já sinalizou resistência a um dos compromissos que Trump parecia considerar: o estabelecimento de soberania dos EUA sobre bases militares na Groenlândia. Soberania, insiste, continua sendo uma “linha vermelha”.
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O New York Times entrevistou Frederiksen na Groenlândia, e perguntou se ela achava que Trump estava agindo como um valentão.
— Ele consegue falar de forma muito clara — respondeu. — Eu também.
Essa determinação silenciosa, em vez de bajulação, a diferenciou de outros líderes europeus na forma de lidar com Trump. Isso a tornou extremamente popular em casa. Pesquisas de opinião na Dinamarca mostram seu partido em alta. As eleições acontecem ainda este ano, e os levantamentos indicam que ela está bem posicionada para conquistar um terceiro mandato.
O crescimento do apoio reflete o quanto a Groenlândia significa para o país — sem falar no que representa para Trump e para os próprios groenlandeses.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em seu gabinete em Copenhague
Hilary Swift/The New York Times
Para Trump, a ilha simboliza o extremo de suas ambições imperiais: tomar uma imensa extensão territorial de um aliado da Otan, no que seria a maior aquisição territorial da história americana. Para os 57 mil habitantes da Groenlândia, em sua maioria inuítes com laços longos e complexos com a Dinamarca, o futuro está em jogo.
Para Frederiksen, que chegou ao cargo em 2019 como a mais jovem primeira-ministra da história dinamarquesa, a disputa é claramente existencial, ameaçando a própria identidade, composição e posição internacional do país.
Os acontecimentos acelerados da semana passada demonstraram sua habilidade tática. Depois de Trump declarar que, como não ganhou o Prêmio Nobel da Paz, desistiria da paz e avançaria sobre a Groenlândia, ela também arregaçou as mangas.
Trouxe tropas de sua própria “coalizão dos dispostos” — incluindo Reino Unido, Alemanha, França e Islândia — para a Groenlândia. Mobilizou a Europa a se manifestar em defesa da Dinamarca. Resistiu às ameaças de tarifas de Trump.
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Até então, muitos dinamarqueses haviam se resignado à ideia de que havia pouco a fazer caso Trump realmente avançasse sobre a ilha. A estratégia arriscada de Frederiksen de chamar forças militares e de segurança estrangeiras, ainda que um contingente reduzido de poucas dezenas e oficialmente parte de um exercício de treinamento no Ártico, foi um sinal de que qualquer ação militar de Trump “seria muito feia e desagradável”, disse Bent Winther, comentarista político dinamarquês.
— A mensagem era: se você for tomar a Groenlândia à força, terá de algemar oficiais britânicos, franceses e alemães — afirmou Winther. — Acho que isso fazia parte do jogo.
O embate de Frederiksen com Trump passou a definir sua liderança. Começou já nas primeiras semanas de seu mandato, em 2019, quando assumiu aos 41 anos à frente dos sociais-democratas de centro-esquerda. Naquele verão, durante seu primeiro mandato, Trump sugeriu que os Estados Unidos comprassem a Groenlândia, que faz parte da Dinamarca há mais de 300 anos.
Frederiksen classificou a ideia como “absurda”, o que levou Trump a cancelar uma visita a Copenhague e chamar suas declarações de “desagradáveis”. Ela se arrepende?
— É um capítulo encerrado — disse na entrevista.
Mas Trump reabriu esse capítulo em 7 de janeiro de 2025, ainda antes da posse, quando afirmou pela primeira vez que não descartava o uso da força militar para obter a Groenlândia.
No mesmo dia, o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., fez uma visita relâmpago a Nuuk, capital da Groenlândia, no auge do inverno, supostamente a negócios. A aparição atraiu influenciadores pró-Trump vestidos com pesados macacões de neve e bandeiras americanas, que distribuíram notas de US$ 100 — gesto que desagradou muitos groenlandeses.
Na semana seguinte, Frederiksen teve uma ligação telefônica tensa com Trump. Segundo autoridades europeias informadas depois, Trump a repreendeu por 45 minutos. Ela também não quis comentar o episódio.
— Uma ligação entre dois colegas precisa ser uma ligação entre dois colegas — disse.
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A maioria dos analistas políticos dinamarqueses avalia positivamente a forma como ela lidou com a Groenlândia.
— É difícil encontrar grandes erros — disse Ulrik Pram Gad, acadêmico respeitado especializado em Groenlândia.
Segundo Gad, quando Trump começou a se tornar agressivo em relação à ilha, Frederiksen coordenou bem com autoridades groenlandesas e mobilizou capitais europeias, como Londres e Paris, “tentando fazer nossa mensagem sair da boca de outras pessoas”.
O motivo é simples: a Dinamarca precisa da Groenlândia. Com ela, o país é o 12º maior Estado soberano do mundo em área. Participa do Conselho do Ártico, principal fórum internacional sobre o tema, e mantém sua relação especial — ainda que hoje tensa — com os Estados Unidos, que protegem a Groenlândia desde a Segunda Guerra Mundial e mantêm uma base militar no norte da ilha.
— Sem a Groenlândia, eles perderiam 98% de seu território — disse Pele Broberg, líder de um partido político groenlandês crítico da Dinamarca.
— É muito simples — afirmou. — Eles são importantes enquanto nos possuem.
Frederiksen, por sua vez, apoia a autonomia da Groenlândia.
O futuro da Groenlândia pertence ao povo groenlandês — disse. — Hoje são mais dois países trabalhando juntos do que uma antiga colônia, com tudo o que isso implica.
Ela afirmou que um de seus princípios mais importantes é manter forte — ou ao menos intacta — a aliança da Europa com os Estados Unidos. Ainda em 2024, disse que não permitiria que “uma única folha de papel” se colocasse entre os dois lados.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, em seu gabinete em Copenhague
Hilary Swift/The New York Times
Na última semana, reiterou acreditar em uma relação próxima com os EUA, citando “um interesse comum em garantir nossa segurança”. Disse que não era uma daquelas europeias que amavam os Estados Unidos por causa de “Dallas e coisas do tipo”.
— Não sou assim — afirmou. — Acredito de verdade que tudo teria dado errado para a Europa se não fosse pelo Dia D e pelo grande papel dos EUA no fim da Segunda Guerra Mundial.
— Vocês nos salvaram — disse. — E, aliás, fizeram isso de novo e de novo. Portanto, meu ponto de partida é fazer tudo o que puder para nos manter juntos neste mundo e, por isso, não estou começando um conflito. Estou tentando resolver um conflito — concluiu.
Ao anunciarem a atualização do Relógio do Juízo Final, seus responsáveis não mediram palavras sobre os riscos criados e amplificados pela própria humanidade: a 85 segundos da meia-noite, o menor nível já registrado, jamais estivemos tão próximos de uma catástrofe global, e as principais lideranças não parecem tão preocupadas.
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Na reunião em que apresentaram o novo horário, os representantes do Boletim dos Cientistas Atômicos citaram nominalmente Estados Unidos, Rússia e China, os acusando de agir de maneira cada vez mais agressiva e nacionalista, e de lançarem uma nova competição entre potências. Conflitos existentes, como na Ucrânia, estão distantes de uma solução, e novos cenários de combate, como entre Irã e Israel (que tem armas nucleares) e Índia e Paquistão (também donos de arsenais nucleares), mostraram a fragilidade da paz e dos mecanismos para mantê-la.
Neste contexto, a cooperação internacional e o multilateralismo, fundamentais para o estabelecimento do sistema de normas no pós-Segunda Guerra Mundial, passaram a ser vistos como entraves, e não mecanismos de solução de problemas.
— A mensagem do Relógio do Juízo Final não poderia ser mais clara. Os riscos catastróficos estão aumentando, a cooperação está diminuindo e estamos ficando sem tempo — afirmou Alexandra Bell, presidente do Boletim dos Cientistas Atômicos.
Rússia faz testes com mísseis para resposta nuclear ‘maciça’
A guerra e a quebra do sistema multilateral potencializam as ameaças existenciais, e jamais foram tão numerosas. A começar pelos arsenais nucleares. Embora o número de ogivas declaradas siga em níveis similares aos de anos anteriores, os países que fazem parte do “clube atômico” investem cada vez mais na modernização de suas armas e sistemas de lançamento.
No ano passado, os presidentes dos EUA, Donald Trump (citado sete vezes no comunicado do Boletim), e da Rússia, Vladimir Putin, apresentaram novas armas e não descartaram realizar novas detonações — os países têm os maiores arsenais do planeta, e o último acordo bilateral de controle nuclear em vigor, o Novo Start, expira em alguns dias. A China, dona do terceiro maior arsenal, com cerca de 600 ogivas, tem um vigoroso e sigiloso programa de aperfeiçoamento nuclear. E há cada vez mais candidatos a uma vaga no “clube nuclear”.
— Centenas de bilhões estão sendo gastos para modernizar e expandir os arsenais nucleares em todo o mundo, e um número crescente de Estados não nucleares considera se deve adquirir suas próprias armas nucleares ou se deve diversificar seus investimentos nucleares — disse Jon Wolfsthal, diretor de riscos globais da Federação dos Cientistas Americanos. — Em vez de alimentar a competição por armas nucleares, os Estados nucleares estão reduzindo sua própria segurança e colocando todo o planeta em risco.
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Nos primeiros anos após a criação do Relógio do Juízo Final, em meio à Guerra Fria, o grande temor era de uma guerra nuclear entre EUA e União Soviética, que levaria, no pior cenário, a uma aniquilação de escala global — quanto mais perto da meia-noite, mais perto estamos da aniquilação. O risco nuclear ainda existe, mas ele não está sozinho.
— As tendências perigosas em relação aos riscos nucleares, às mudanças climáticas, às tecnologias disruptivas como a IA (inteligência artificial) e à biossegurança são acompanhadas por outro desenvolvimento assustador: a ascensão de autocracias nacionalistas em países ao redor do mundo — afirmou Daniel Holz, professor da Universidade de Chicago e membro do conselho do Boletim dos Cientistas Atômicos.
Sobre o clima, Trump é lembrado pela quebra com a transição rumo a uma economia verde, iniciada por seu antecessor, Joe Biden, e por abandonar compromissos climáticos: como em seu primeiro mandato, ele retirou, mais uma vez, os EUA do Acordo de Paris, e tem privilegiado o uso e a extração de combustíveis fósseis. No comunicado, o Boletim dos Cientistas Atômicos disse que suas políticas climáticas são um dos retrocessos mais “agressivos, abrangentes e consequentes” já vistos.
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O crescente uso da IA, não apenas para montagens infames em redes sociais, é um novo campo minado e talvez um dos mais perigosos. Sua aplicação no campo de batalha, com armas “inteligentes”, levanta debates sobre responsabilidades e respeito às leis da guerra, mas há pouca chance de consenso nos fóruns multilaterais.
O afrouxamento das regras para a tecnologia, aliado ao seu desenvolvimento acelerado, tem, na visão do Boletim, “o potencial de acelerar o caos e a disfunção existentes no ecossistema de informação mundial, potencializando campanhas de desinformação e minando os debates públicos baseados em fatos necessários para lidar com grandes ameaças urgentes, como guerra nuclear, pandemias e mudanças climáticas”.
— A ênfase na competição tecnológica está tornando cada vez mais difícil fomentar a cooperação necessária para identificar e mitigar os riscos, e os ataques contra universidades e os cortes no financiamento federal estão corroendo nossa capacidade de encontrar soluções eficazes — apontou Steve Fetter, professor de Políticas Públicas da Universidade de Maryland.
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Apesar de ser um dos mais duros alertas sobre nossa proximidade de um abismo — ou de nossa própria extinção —, os cientistas apontam alguns caminhos para ao menos reduzir nossa chance de sobrevivência como espécie a longo prazo. A começar pelo fortalecimento do diálogo multilateral e de acordos, como sobre a limitação de arsenais nucleares e o veto a testes.
Novas regras sobre o emprego da IA são urgentes, além de novas ferramentas de enfrentamento de ameaças biológicas, não apenas em pandemias. E em capitais onde o clima é tema proibido — notadamente nos EUA de Donald Trump — os demais poderes, além da sociedade civil, devem agir para garantir o interesse nacional e global, mesmo à revelia do chefe do Executivo de ocasião.
— A mudança é necessária e possível, mas a comunidade global deve exigir uma ação rápida de seus líderes — concluiu Bell.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tornou-se, nesta terça-feira, o mais recente líder mundial a lembrar, em tom de brincadeira, do presidente francês Emmanuel Macron usando óculos escuros em Davos, colocando a peça no rosto durante um evento de comédia.
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“Bonjour [“bom dia”, em francês])”, disse Starmer, sorrindo, enquanto colocava os óculos escuros durante uma entrevista nesta segunda-feira com o comediante Matt Forde para seu podcast, The Political Party.
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Macron ganhou manchetes globais, inspirou memes virais na internet e atraiu algumas críticas presidenciais quando usou óculos escuros estilo aviador para fazer um discurso contundente no Fórum Econômico Mundial na terça-feira passada.
O presidente francês estava tentando esconder um vaso sanguíneo rompido que deixou seu olho avermelhado, de acordo com o médico-chefe do Palácio do Eliseu. Macron usou seu discurso em Davos para criticar as “ameaças inaceitáveis” do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Europa.
Óculos de sol usados por Macron em Davos viralizam e impulsionam vendas de marca de luxo
FABRICE COFFRINI / AFP
Um trecho do discurso em que Macron diz repetidamente “com certeza” enquanto fala sobre a União Europeia também viralizou. Seu homólogo americano estava entre aqueles que reagiram a esse visual inusitado, que foi comparado a personagens de “O Exterminador do Futuro” e “Top Gun”.
“Eu o vi bancando o durão” com aqueles “óculos de sol estilosos”, ironizou Trump, perguntando: “O que diabos aconteceu?”
O primeiro-ministro britânico publicou um vídeo de seu “momento aviador” no TikTok e adicionou um pôster satírico de “Top Gun” nesta terça-feira, mostrando ele e Macron vestidos como pilotos de caça com óculos de aviador. Em poucos minutos, Macron comentou na publicação, escrevendo: “Com certeza”.

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