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Em 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O Museu e Memorial apontam as redes sociais como “responsáveis” por “facilitar e amplificar” a proliferação dessas imagens enganosas, que corroem “a compreensão objetiva da complexa história de Auschwitz”.
— Criar imagens falsas de Auschwitz e de outros campos de concentração, geradas por IA, é um ato perigoso de distorção — afirma o comunicado do Museu e Memorial. — As plataformas sociais, especialmente o Facebook, são diretamente responsáveis por facilitar e amplificar sua disseminação. Isso é importante porque esse tipo de conteúdo não apenas falsifica a história, como também viola ativamente a memória das vítimas.
Museu de Auschwitz tem quase um milhão de seguidores no Facebook e mais de 1,4 milhão no X
Reprodução | X @AuschwitzMuseum
O Museu de Auschwitz tem quase um milhão de seguidores no Facebook e mais de 1,4 milhão no X.
— A fotografia sempre envolveu um contrato social implícito: quando observamos uma fotografia, confiamos que um fotógrafo esteve em um lugar real, em um momento real, e preservou um fragmento da realidade — diz o texto. — Essa confiança é fundamental para a documentação histórica. As fotografias do campo de concentração de Auschwitz não são ilustrações; são provas.
Segundo as autoridades do museu, as imagens geradas por IA rompem esse contrato.
— Não são fotografias, mas se apresentam com uma linguagem visual que imita a fotografia documental, explorando deliberadamente a confiança adquirida do espectador nas fontes fotográficas — alertam.
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— Hoje, quando usuários buscam por “Auschwitz” no Facebook, um número cada vez maior de resultados consiste em imagens inventadas, geradas por IA, e publicações enganosas, em vez de documentação histórica autêntica — afirmam. — Ao permitir que essas distorções venham à tona, circulem e ganhem visibilidade, o Facebook contribui diretamente para a erosão da compreensão objetiva da complexa história de Auschwitz, que tentamos proteger. Por isso, acreditamos que as plataformas devem assumir sua responsabilidade, moderando ativamente esse conteúdo e identificando claramente as imagens inventadas. A memória e a verdade histórica merecem maior proteção.
As publicações de imagens enganosas sobre os campos de concentração, além de falsearem a realidade, enfraquecem o valor probatório das fotografias verdadeiras, muitas delas feitas pelos próprios perpetradores nazistas.
No complexo de campos de Auschwitz, entre 1940 e 1945 — incluindo o centro de extermínio de Auschwitz-Birkenau —, mais de 1,5 milhão de pessoas foram deportadas, entre elas judeus, prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos e poloneses não judeus. Mais de um milhão de pessoas foram assassinadas. Segundo a Enciclopédia do Holocausto, Auschwitz-Birkenau teve a maior taxa de mortalidade, mas também a maior taxa de sobrevivência entre os centros de extermínio.







