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Uma explosão atingiu neste sábado (31) um prédio na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã, segundo reportou a mídia local, sem detalhar a causa do incidente. De acordo com a agência IRNA, a investigação sobre o motivo da explosão já está em andamento. “Os feridos estão sendo levados para hospitais pelas equipes de emergência”, disse Mehrdad Hassanzadeh, diretor de gerenciamento de crises da província de Hormozgan.
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A televisão estatal informou que o prédio atingido tinha oito andares, e a explosão destruiu dois deles, além de danificar veículos e lojas no Boulevard Moallem.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) esclareceu, por meio de um comunicado divulgado pela agência Fars, que nenhum edifício pertencente às suas forças navais na província foi alvo do incidente.
O episódio ocorre em um momento sensível nas relações entre Washington e Teerã, após os Estados Unidos enviarem um grupo de porta-aviões à região. Na última quarta-feira, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã, exigindo que o país chegasse a um acordo sobre seu programa nuclear.
Trump pediu uma nova liderança no país e, recentemente, concentrou-se nas ambições nucleares do país, afirmando na semana passada que uma “enorme armada” estava a caminho do Irã e que os Estados Unidos estavam preparados para atacar com “rapidez e violência”.
O Irã prometeu retaliar contra quaisquer ataques americanos e, na sexta-feira, seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que o país não negociará com os Estados Unidos a menos que Trump pare de ameaçá-lo.
Ataques aéreos de Israel deixaram pelo menos 28 mortos e 30 feridos na Faixa de Gaza neste sábado, segundo a Defesa Civil local, controlada pelo Hamas. A ofensiva ocorreu poucas horas após o anúncio da reabertura parcial da passagem fronteiriça de Rafah, neste domingo (1/2), entre o enclave e o Egito. Um dos ataques teve como alvo Al Mawasi, área no sul de Gaza onde dezenas de milhares de deslocados sobrevivem em tendas.
Um militar israelense afirmou à AFP que “vários ataques aéreos foram realizados em resposta às flagrantes violações do acordo de cessar-fogo por parte do Hamas”.
Veja: Forças Armadas de Israel admitem mais de 71 mil mortos em Gaza; autoridade do Hamas nega intenção de desarmar
Único ponto de entrada e saída: Israel anuncia reabertura limitada da passagem de fronteira de Rafah a partir de domingo
“O número de mortos na Faixa de Gaza , em decorrência dos ataques aéreos israelenses, chegou a 22 (neste sábado), a maioria mulheres e crianças”, informou a Defesa Civil, antes de atualizar o balanço para 28. De acordo com o órgão, ainda há pessoas “presas sob os escombros”.
— Prédios residenciais, tendas e uma delegacia de polícia foram atingidos — afirmou o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Basal.
O bombardeio à delegacia ocorreu na Cidade de Gaza e deixou sete mortos, entre agentes e civis, segundo a polícia.
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Desde 10 de outubro vigora um frágil cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos. Em janeiro, o acordo entrou em sua segunda fase, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada das forças israelenses de mais áreas da Faixa de Gaza e o envio de uma força internacional de estabilização. Israel e o Hamas têm se acusado repetidamente de violar a trégua. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 500 pessoas morreram em ataques israelenses desde então.
À espera da reabertura de Rafah
Os ataques ocorreram poucas horas antes da reabertura anunciada para este domingo (1/2) da passagem de Rafah, para permitir um fluxo limitado e controlado de pessoas. Esse posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o mundo exterior que não passa por Israel.
Na sexta-feira, o COGAT — órgão ligado ao Ministério da Defesa de Israel responsável por assuntos civis nos territórios palestinos ocupados — informou que a movimentação de pessoas ocorrerá “em coordenação com o Egito”, mediante autorização de segurança israelense e “sob supervisão” de uma missão da União Europeia.
O anúncio israelense está longe de atender, no entanto, às demandas do Hamas e da ONU. Na última quarta-feira, cerca de 10 países, entre eles França e Reino Unido, instaram Israel a permitir a entrada “sem obstáculos” de ajuda humanitária em Gaza.
Entenda: Como Israel passou a apoiar discretamente milícias palestinas em Gaza para enfraquecer o Hamas
— Israel continua violando gravemente o acordo de cessar-fogo, com restrições a material médico, medicamentos e equipamentos — disse Munir al Barsh, diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza.
A reabertura de Rafah também deve permitir a chegada dos integrantes do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), responsável por gerir o território durante um período de transição, no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra.
Quase toda a população de Gaza foi deslocada várias vezes ao longo dos dois anos de guerra no enclave. Centenas de milhares, de um total de dois milhões de habitantes, vivem em tendas.
A guerra começou com o ataque terrorista do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou 1.221 pessoas, a maioria civis. Desde então, mais de 71 mil palestinos morreram no enclave em decorrência da campanha militar israelense em retaliação, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza — número considerado confiável pela ONU e confirmado pelas Forças Armadas de Israel.
Ataques aéreos de Israel deixaram, pelo menos, 28 mortos e 30 feridos na Faixa de Gaza neste sábado, segundo a Defesa Civil local, controlada pelo Hamas. Ofensiva ocorreu poucas horas depois do anúncio da reabertura parcial da passagem fronteiriça de Rafah, entre o enclave e o Egito. Um dos ataques teve como alvo Al Mawasi, área no sul de Gaza onde dezenas de milhares de deslocados sobrevivem em tendas.
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Único ponto de entrada e saída: Israel anuncia reabertura limitada da passagem de fronteira de Rafah a partir de domingo
“O número de mortos na Faixa de Gaza, em decorrência dos ataques aéreos israelenses, chegou a 22, a maioria mulheres e crianças”, informou a Defesa Civil, antes de atualizar o balanço. De acordo com o órgão, ainda há pessoas “presas sob os escombros”.
— Prédios residenciais, tendas e uma delegacia de polícia foram atingidos, o que levou a este desastre humanitário — afirmou o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Basal.
O bombardeio à delegacia ocorreu na Cidade de Gaza e deixou sete mortos, entre agentes e civis, segundo a direção da polícia. Um militar israelense disse à AFP que “vários ataques aéreos foram realizados durante a noite, em resposta às flagrantes violações do acordo de cessar-fogo por parte do Hamas”.
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Desde 10 de outubro vigora um frágil cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos. Em janeiro, o acordo entrou em sua segunda fase, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada das forças israelenses de mais áreas da Faixa e o envio de uma força internacional de estabilização. Israel e Hamas têm se acusado repetidamente de violar a trégua. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 500 pessoas morreram em ataques israelenses desde então.
À espera da reabertura de Rafah
Tudo isso acontece poucas horas antes da reabertura anunciada para este domingo da passagem de Rafah, para permitir um fluxo limitado e controlado de pessoas. Esse posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o mundo exterior que não passa por Israel.
Na sexta-feira, o COGAT — órgão ligado ao Ministério da Defesa de Israel responsável por assuntos civis nos territórios palestinos ocupados — informou que a movimentação de pessoas ocorrerá “em coordenação com o Egito”, mediante autorização de segurança israelense e “sob supervisão” de uma missão da União Europeia.
O anúncio israelense está longe de atender às demandas do Hamas e da ONU. Na última quarta-feira, cerca de 10 países, entre eles França e Reino Unido, instaram Israel a permitir a entrada “sem obstáculos” de ajuda humanitária em Gaza.
Entenda: Como Israel passou a apoiar discretamente milícias palestinas em Gaza para enfraquecer o Hamas
— Israel continua violando gravemente o acordo de cessar-fogo, com restrições a material médico, medicamentos e equipamentos — disse Munir al Barsh, diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza.
A reabertura de Rafah também deve permitir a chegada dos integrantes do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), responsável por gerir o território durante um período de transição, no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra.
Quase toda a população de Gaza foi deslocada várias vezes ao longo dos dois anos de guerra no enclave. Centenas de milhares, de um total de dois milhões de habitantes, vivem em tendas.
A guerra começou com o ataque terrorista do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou 1.221 pessoas, a maioria civis. Desde então, mais de 71 mil palestinos morreram no enclave em decorrência da campanha militar israelense em retaliação, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza — número considerado confiável pela ONU e confirmado pelas Forças Armadas de Israel.
As vítimas de Jeffrey Epstein afirmam que seus supostos agressores “continuam ocultos e protegidos”, apesar da publicação, nesta sexta-feira (30), de milhões de novas páginas do caso pelo governo dos Estados Unidos. O procurador-geral adjunto, Todd Blanche, afirmou que a Casa Branca não teve nenhum papel no processo de revisão dos milhões de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça, que incluem fotos e vídeos.
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— Não disseram a este departamento como fazer nossa revisão, o que procurar, o que censurar, o que não censurar — disse Blanche em uma coletiva de imprensa.
Epstein, um agressor sexual que por anos foi próximo do presidente americano Donald Trump, morreu na prisão em 2019, quando aguardava o julgamento por acusações de tráfico sexual de menores de idade. Sua morte foi declarada suicídio.
Os mais de três milhões de documentos divulgados na sexta-feira incluem menções a Trump, mas também a Elon Musk, Bill Gates e ao ex-príncipe britânico Andrew, entre outros.
Segundo o Departamento de Justiça, alguns documentos contêm “alegações falsas e sensacionalistas” sobre Trump que foram apresentadas ao FBI antes das eleições presidenciais de 2020.
Blanche, que já foi advogado de Trump, negou qualquer eliminação de material comprometedor sobre o presidente nos arquivos publicados na sexta-feira, que incluem pelo menos 180 mil imagens e 2 mil vídeos.
— Não protegemos o presidente Trump. Não protegemos nem deixamos de proteger ninguém — afirmou.
Também explicou que todas as imagens de meninas e mulheres foram censuradas, com exceção das imagens de Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Epstein, que cumpre pena de 20 anos de prisão por tráfico de menores de idade.
‘Ocultos e protegidos’
As vítimas dos abusos de Epstein denunciaram em uma carta que os arquivos contêm informações que permitem identificá‑las, “enquanto os homens que abusaram de nós permanecem ocultos e protegidos”.
A carta, assinada por 19 pessoas, algumas com pseudônimos ou iniciais, exige “a publicação completa dos arquivos Epstein” e que a procuradora‑geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, preste depoimento sobre o caso no próximo mês no Congresso.
Os documentos divulgados na sexta-feira mostram um rascunho de e‑mail em que Epstein afirma que Bill Gates teve relações extraconjugais, algo que a Fundação Gates negou em um comunicado ao jornal New York Times.
Outro documento mostra uma troca de mensagens entre Elon Musk e Epstein em 2012, na qual o primeiro pergunta: “Em que dia/noite será a festa mais selvagem na sua ilha?”.
Musk afirmou neste sábado, em sua rede social X, ter consciência de que as mensagens podem ser “mal‑interpretadas e usadas por meus detratores para manchar o meu nome”. Ele pediu que a Justiça persiga “aqueles que, ao lado de Epstein, cometeram crimes graves”.
Em outras mensagens, Epstein vincula Steve Tisch, 76 anos, produtor do filme ‘Forrest Gump’ e co-proprietário do time de futebol americano New York Giants, a várias mulheres.
Segundo os documentos, o ex‑príncipe Andrew, que perdeu os seus títulos reais por seus vínculos com Epstein, convidou o executivo em 2010 ao Palácio de Buckingham, depois que o financista propôs apresentá-lo a uma mulher russa.
A ala mais conservadora dos seguidores de Donald Trump acompanha o caso Epstein há anos e afirma que o financista era o líder de uma rede de tráfico sexual para a elite mundial.
Maxwell, ex‑parceira de Epstein, é a única pessoa que também foi acusada por seus crimes. O procurador‑geral adjunto reduziu as expectativas de que os novos documentos levem a novas acusações.
Atraso na publicação
Trump e o ex-presidente Bill Clinton aparecem com frequência nos documentos divulgados até o momento, mas nenhum deles foi acusado de qualquer crime. O presidente republicano, que frequentava os mesmos círculos sociais que Epstein na Flórida e em Nova York, lutou durante meses para impedir a publicação dos documentos. Contudo, o grande descontentamento dentro do próprio Partido Republicano o obrigou a aprovar uma lei que impõe a divulgação de todos os documentos da investigação.
Trump apresentou versões diferentes sobre o que motivou seu afastamento de Epstein. Ele também criticou a divulgação dos arquivos, argumentando que pessoas que “conheceram Epstein inocentemente” ao longo dos anos poderiam ver sua reputação manchada.
O vice-procurador-geral disse que a divulgação de sexta-feira “marca o fim de um processo muito completo de identificação e revisão de documentos” que foram publicados com atraso.
A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein (Epstein Files Transparency Act) estabelecia que todos os documentos do Departamento de Justiça deveriam ser publicados até 19 de dezembro.
O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, convidou o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein ao Palácio de Buckingham, em Londres, logo após o financista ser liberado da prisão domiciliar, segundo os novos documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira. As mais de 3 milhões de páginas, porém, não indicam se o convite, feito em 2010, foi aceito. A divulgação dos arquivos, que incluem 2 mil vídeos e 180 mil imagens, corrobora com uma lei aprovada pelo Congresso em novembro do ano passado.
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Em uma das mensagens, Epstein entrou em contato com Andrew durante uma estadia na capital britânica, em 27 de setembro de 2010, e lhe disse: “Vamos precisar de um tempo a sós”. O então príncipe respondeu: “Poderíamos jantar no Palácio de Buckingham e ter muita privacidade”.
Dois dias depois, Andrew enviou um novo e-mail: “Adoraria que viesse aqui ao Palácio. Traga quem quiser e estarei disponível das 16h às 20h”. No mês anterior, Epstein havia sido libertado da prisão domiciliar, após ser condenado por prostituição de menor.
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No ano passado, Andrew, que sempre defendeu sua inocência, foi destituído de todos os títulos reais e expulso de sua residência oficial em Windsor, devido aos laços com Epstein. A publicação das memórias póstumas de Virginia Giuffre, que acusava o príncipe de tê-la agredido sexualmente em várias ocasiões quando ela era menor de idade, gerou uma onda de indignação no Reino Unido.
No mesmo ano, Epstein procurou Andrew para apresentá-lo a uma jovem russa de 26 anos, ainda de acordo com os novos documentos. Em um e-mail de 12 de agosto de 2010, Epstein diz ao então príncipe, a quem chama de “O Duque”, que tem “uma amiga” com a qual ele “talvez” gostasse de jantar e que estaria em Londres de 20 a 24 de agosto. Em resposta, o príncipe diz que ficaria “encantado em encontrá-la”. Os arquivos não indicam se o encontro aconteceu.
Os novos arquivos, que figuram o maior lote divulgado do caso até o momento, pareciam conter, pelo menos, 4.500 documentos que mencionavam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Um deles era um resumo compilado por agentes do FBI, com base em mais de uma dúzia de denúncias de cidadãos envolvendo Trump e Epstein. O presidente, por sua vez, negou qualquer irregularidade em relação ao financista.
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— Não protegemos o presidente Trump — disse Todd Blanche, o vice-procurador-geral, que anunciou a divulgação dos documentos na sexta-feira. — Não protegemos nem deixamos de proteger ninguém.
Procurada, a Casa Branca remeteu a uma declaração pública do Departamento de Justiça, que afirmava que os documentos “podem incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou apresentados de forma fraudulenta”. A declaração também afirmava que alguns dos documentos continham alegações falsas contra Trump que foram apresentadas ao FBI antes da eleição de 2020.
Horas após a divulgação dos documentos, um grupo de 18 sobreviventes dos abusos de Epstein afirmou, em uma declaração conjunta, que a divulgação não foi suficiente para responsabilizar aqueles que o cúmplices. “Mais uma vez, os nomes e informações pessoais das sobreviventes estão sendo expostos, enquanto os homens que abusaram de nós permanecem escondidos e protegidos”, disseram as vítimas. “Isso não acabou. Não vamos parar até que a verdade seja totalmente revelada e todos os agressores sejam responsabilizados”, acrescentaram.
Leia também: Comissão do Congresso dos EUA analisa acusação de desacato contra os Clinton no caso Epstein
A demanda pela divulgação completa dos documentos atingiu seu ápice no ano passado, depois que o governo Trump insinuou a liberação dos arquivos da investigação e de uma “lista de clientes” relacionados aos abusos sexuais de adolescentes cometidos por Epstein. Quando o Departamento de Justiça recuou em julho do ano passado, declarando que não existia tal lista de clientes e que nenhum documento novo seria divulgado, democratas e outros acusaram o governo de acobertamento. O Congresso, então, acabou aprovando uma lei que exigia a divulgação dos arquivos depois que Trump, sob intensa pressão política, concordou em assiná-la.
Musk e o secretário do governo Trump
Muitos dos e-mails oferecem uma visão das interações amistosas de Epstein com uma ampla gama de figuras influentes muito tempo depois de ele ter sido acusado de crimes sexuais, incluindo Elon Musk e Howard Lutnick, agora secretário de Comércio do governo Trump.
Entre 2012 e 2014, Epstein e Musk trocaram diversas mensagens, comparando suas agendas para encontrar tempo para se reunirem na Flórida ou no Caribe. “Se você tiver um tempinho, venha me visitar na minha ilha, no Caribe”, escreveu Epstein a Musk em 25 de setembro de 2012, incentivando o bilionário a “trazer um ou mais amigos”.
“Parece bom, vou tentar ir”, respondeu Musk. Em uma publicação nas redes sociais em setembro do ano passado, Musk escreveu que Epstein “tentou me convencer a ir para a ilha dele e eu RECUSEI”.
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Em 2012, Lutnick planejou uma viagem à ilha, de acordo com os documentos divulgados na sexta-feira. A visita planejada ocorreu anos depois de Lutnick ter afirmado ter rompido relações com Epstein. Os registros mostram que Lutnick enviou um e-mail a Epstein, dizendo que tinha um grupo de pessoas — incluindo sua esposa, filhos e outra família — que estavam visitando o Caribe. Ele perguntou onde Epstein estava e se poderiam visitá-lo. Eles, então, finalmente combinaram de marcar um almoço.
Os documentos mostram que as vidas de Lutnick e Epstein continuaram a se cruzar nos últimos anos. Em 2017, o financista contribuiu para um jantar beneficente em homenagem a Lutnick. Em 2018, eles trocaram e-mails que pareciam discutir uma possível união de forças para combater os planos de construção da Coleção Frick, um museu localizado em frente às suas casas.
(Com AFP e New York Times)
O sistema de metrô de Kiev foi temporariamente fechado neste sábado (31) devido à falta de energia elétrica, informou a empresa que opera a rede, após os ataques recentes da Rússia contra as instalações energéticas da Ucrânia.
O metrô de Kiev é um meio de transporte vital para a capital e raramente interrompe suas operações, inclusive durante intensos bombardeios russos.
Quase 800 mil passageiros utilizam o sistema diariamente, segundo dados publicados no ano passado, muitos deles para o deslocamento ao trabalho.
Os moradores também utilizam as 52 estações de metrô de Kiev como abrigos durante os ataques russos.
“Devido a um corte de energia procedente de centros externos de abastecimento elétrico, o serviço de trens e o funcionamento das escadas rolantes foram temporariamente suspensos”, afirmou o Metrô de Kiev em uma publicação no Facebook.
O sistema continuará funcionando como abrigo até que o fornecimento de energia seja restabelecido, destacou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, em uma publicação no Telegram.
A Rússia atacou a infraestrutura energética da Ucrânia ao longo de quase quatro anos de invasão, mas Kiev afirma que este inverno (hemisfério norte, verão no Brasil) foi o mais duro até o momento, já que os ataques deixaram milhões de pessoas sem energia elétrica e aquecimento em meio a temperaturas abaixo de zero.
O governo dos Estados Unidos entrou em um novo cenário de paralisação orçamentária, o “shutdown”, até uma votação prevista para a próxima segunda-feira no Congresso. A nova paralisação parcial do governo acontece três meses após o “shutdown” mais longo da História do país, em outubro e novembro do ano passado. As consequências, portanto, devem ser mínimas, já que o bloqueio pode durar apenas um fim de semana, sem que muitos funcionários sejam colocados em licença não remunerada.
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Embora o Senado americano tenha aprovado algumas horas antes um projeto orçamentário, a medida ainda depende da avaliação do texto na Câmara dos Representantes, que programou a votação para o início da próxima semana.
O que atrasou o acordo foi a resistência da oposição democrata em aprovar a verba no orçamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), após a morte a tiros de dois manifestantes durante as operações anti-imigração do governo Donald Trump no estado de Minnesota.
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O texto aprovado na sexta-feira no Senado, com 71 votos a favor e 29 contra, é resultado de um acordo entre o presidente e os senadores democratas. A oposição, por sua vez, aceitou aprovar cinco dos seis projetos do texto orçamentário, enquanto a parte correspondente ao DHS será objeto de novas negociações nas próximas duas semanas.
Em nota, o Escritório de Orçamento da Casa Branca pediu aos diferentes departamentos que implementassem o plano para um “shutdown” ao mesmo tempo em que afirmava “ter esperança” de uma paralisação “breve”.
Fim da violência
Na semana passada, o texto parecia seguir para a aprovação antes da data limite de 31 de janeiro, mas os acontecimentos de sábado passado em Minneapolis modificaram o contexto político. A morte de Alex Pretti, bem como a de Renee Good dias antes, por disparos de agentes federais provocou um movimento de indignação no seio da classe política.
Também na sexta-feira, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, enumerou as demandas democratas, afirmando querer “frear o ICE e pôr fim à violência”. Para isso, o legislador exigiu medidas como, por exemplo, proibir o uso de balaclavas pelos agentes.
— Chega de polícia secreta — afirmou.
Devido às normas no Senado, eram necessários 60 votos de 100 para aprovar um projeto orçamentário. Os republicanos têm maioria na Casa, mas precisavam do apoio de vários membros da oposição para aprovar o orçamento.
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Embora o “shutdown” tenha entrado em vigor, é provável que não se repita o que ocorreu no ano passado, quando os Estados Unidos vivenciaram o fechamento governamental mais longo de sua história. Republicanos e democratas batalharam durante 43 dias por disputas sobre os subsídios aos seguros de saúde.
Centenas de milhares de funcionários foram colocados em licença temporária, enquanto outros com funções consideradas essenciais tiveram que seguir trabalhando. Mas todos tiveram que esperar até o fim da paralisação para receber seus salários.
O governo dos Estados Unidos entrou em uma paralisação parcial neste sábado, enquanto aguarda a Câmara aprovar um acordo de financiamento negociado pelo presidente Donald Trump com os democratas, após uma comoção nacional provocada pela morte de um cidadão americano por agentes da polícia de imigração (ICE), em Minneapolis.
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A interrupção no financiamento tende a ser breve, com a Câmara retornando de um recesso de uma semana na próxima segunda-feira. O presidente republicano apoia integralmente o pacote de gastos.
Muitos americanos talvez nem percebam, já que a maioria dos funcionários federais que trabalham nos fins de semana, como militares e controladores de tráfego aéreo, é considerada essencial e não é dispensada durante um shutdown.
Esta é a segunda vez que o Congresso deixa de financiar o governo desde que Trump voltou ao cargo no ano passado. Uma paralisação de 43 dias entre outubro e dezembro passados foi a mais longa da história, com a suspensão da ajuda alimentar a milhões de famílias, o cancelamento de milhares de voos e servidores federais ficando sem salário por mais de um mês.
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Agora, este shutdown é mais limitado, já que algumas partes do governo já estão totalmente financiadas até 30 de setembro deste ano, data de encerramento do ano fiscal dos EUA.
Entre essas agências está o Departamento de Agricultura, o que significa que não haverá interrupção no programa de cupons de alimentação (food stamps). Parques nacionais, serviços para veteranos e o Departamento de Justiça também já tiveram seu financiamento aprovado para o ano.
Ainda assim, as agências afetadas, que incluem os departamentos do Tesouro, Defesa, Segurança Interna, Transportes, Saúde e Serviços Humanos e Trabalho, passarão pelo processo formal de paralisação, segundo um documento do Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca (OMB, na sigla em inglês).
“É nossa esperança que essa interrupção seja curta”, escreveu o diretor do OMB, Russ Vought, no memorando divulgado na sexta-feira, acrescentando que a administração estará preparada para ordenar a reabertura do governo assim que Trump sancionar a lei de financiamento.
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Se a Câmara aprovar a legislação de financiamento no início da segunda-feira, as operações poderão ser retomadas ainda no mesmo dia, segundo um integrante do governo. Não está claro se o Departamento de Estatísticas do Trabalho, que colhe dados da economia americana, vai adiar a divulgação do relatório mensal de empregos, prevista para sexta-feira.
A disputa em torno do shutdown começou depois que um cidadão americano, Alex Pretti, foi morto em um confronto com agentes da Patrulha de Fronteira em Mineápolis no fim de semana passado. Os democratas se recusaram a renovar o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) sem a imposição de novas restrições à fiscalização da imigração.
Os democratas defendem a exigência de que agentes do DHS usem câmeras corporais e obtenham mandados judiciais. Eles também querem proibir o uso de máscaras pelos agentes e interromper operações amplas de imigração.
Trump e o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, fecharam um acordo na quinta-feira para financiar o DHS por duas semanas, enquanto continuam as negociações sobre essas exigências. O restante do governo seria financiado até 30 de setembro. O Senado aprovou o acordo de financiamento na sexta-feira.
Trump indicou nos últimos dias que pretende fazer mudanças na campanha de deportações de sua administração. A repressão, segundo pesquisas de opinião, vem se tornando cada vez mais impopular entre os eleitores, representando um risco para o Partido Republicano nas próximas eleições de meio de mandato.
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Veja como são as coisas. Há um ano, em um 31 de janeiro, esteve em Caracas Richard Grenell, que foi o enviado especial do presidente americano Donald Trump para visitar… Nicolás Maduro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Irã afirmou pela primeira vez que crianças estavam entre os detidos na repressão aos protestos que ocorreram em todo o país nas últimas semanas. “Um número considerável de estudantes menores de 18 anos foi detido durante os protestos”, afirmou Farshad Ebrahimpour, vice-presidente da Comissão Parlamentar de Educação do Irã, à agência de notícias Iranian Labor News Agency, nesta sexta-feira. Ele não especificou quantos foram detidos, nem por quanto tempo permanecerão sob custódia. Grupos de direitos humanos que monitoram os distúrbios no Irã afirmam que pelo menos 300 crianças, adolescentes e estudantes foram detidos.
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Os protestos, que começaram em dezembro passado devido às dificuldades econômicas e se transformaram em um movimento mais amplo contra o regime, parecem ter sido amplamente reprimidos, inclusive com o uso de força letal. Agora, o governo está concentrando seus esforços na perseguição aos manifestantes, realizando novas prisões e reforçando a presença policial nas escolas.
Tem sido difícil apurar exatamente o que aconteceu durante os protestos, em grande parte porque o governo cortou a internet e restringiu as comunicações. Nos últimos dias, em breves momentos de conexão, alguns detalhes começaram a surgir.
Número de mortos
Na semana passada, o Conselho de Segurança Nacional do país divulgou um número oficial de 3.117 mortos. Esse número é inferior à contagem mais recente da agência de notícias Human Rights Activist News Agency, sediada nos EUA, que até o momento verificou 6.479 mortes — incluindo 118 crianças. O processo de verificação está em andamento e é provável que o número de mortos aumente.
Os estudantes, especialmente nas universidades, têm estado na vanguarda das lutas por mudanças democráticas no Irã, inclusive na revolução que derrubou a monarquia e deu origem à República Islâmica em 1979. Em resposta, o governo iraniano invadiu campi universitários, prendeu estudantes e, por vezes, os proibiu completamente de frequentar o ensino superior.
Um sindicato de professores iranianos, que vem monitorando a situação das crianças afetadas pela repressão do governo, condenou o que descreveu como o “assassinato de estudantes e professores” e a “securitização da educação”. O grupo exigiu a libertação imediata dos detidos.
Segundo o sindicato dos professores, não se tem notícias de algumas crianças desde a prisão. Em dezenas de relatos compartilhados em um canal do Telegram, o sindicato publicou fotos e descrições de crianças que teriam sido presas ou mortas. O New York Times não conseguiu verificar essas informações de forma independente.
Jovens espancados e baleados
Asal, uma jovem de 20 anos que participou dos protestos em Karaj, disse ter presenciado muitos adolescentes, com cerca de 15 e 16 anos, sendo espancados e baleados nas ruas. Ela falou sob condição de anonimato por medo de represálias.
— Estávamos presos em uma rua quando, de repente, uma adolescente, talvez de 17 ou 18 anos, tocou no meu ombro e gritou: ‘Ei, tem um raio laser verde no seu corpo. Eles estão te mirando’ — disse Asal em uma mensagem de voz. — Momentos depois, essa garota foi baleada. Não sei onde ela foi atingida, mas ela caiu no chão, coberta de sangue.
EUA X Irã
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump ameaçou o Irã com ação militar e incitou os manifestantes. Ele pediu uma nova liderança no país e, recentemente, concentrou-se nas ambições nucleares do país, afirmando na semana passada que uma “enorme armada” estava a caminho do Irã e que os Estados Unidos estavam preparados para atacar com “rapidez e violência”.
O Irã prometeu retaliar contra quaisquer ataques americanos e, na sexta-feira, seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que o país não negociará com os Estados Unidos a menos que Trump pare de ameaçá-lo.

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