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Quando a gigante automotiva chinesa BYD anunciou em 2023 que teria uma fábrica no Brasil, um detalhe simbolizou a troca de guarda entre potências econômicas externas na América Latina. Parte da linha de produção ocupa o terreno na Bahia antes usado pela americana Ford, que havia encerrado as atividades no Brasil dois anos antes. Foi só mais um ato do movimento iniciado há duas décadas, em que a presença econômica da China no continente aos poucos se tornou dominante, em meio ao recuo dos Estados Unidos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um dos poucos motores econômicos funcionando em Cuba está falhando, à medida que os Estados Unidos tomam medidas para impedir que combustível e financiamento cheguem à ilha.
O turismo internacional para Cuba caiu para níveis mínimos históricos no ano passado, informou o instituto nacional de estatísticas do país hoje, enquanto os problemas econômicos mais amplos da nação caribenha pesam sobre uma indústria que é uma fonte vital de moeda forte.
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Cerca de 1,8 milhão de viajantes visitaram a ilha em 2025. Esse é o menor número em mais de duas décadas, excluindo os anos da pandemia de 2020-2022, quando o turismo internacional ficou amplamente paralisado.
As chegadas de visitantes caíram 18% em comparação com 2024 e recuaram 62% em relação ao recorde de 4,7 milhões de visitantes que a ilha recebeu em 2018.
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou que não há negociações políticas em andamento com Washington
Adalberto Roque/AFP
— A tempestade perfeita atingiu Cuba — disse Paolo Spadoni, professor de ciências sociais da Universidade Augusta que estuda a ilha e seu setor de turismo.— Ela está sendo atingida por fatores externos e internos que surgiram no pior momento possível.
Situação já era crítica com ajuda de Maduro
Mesmo antes do mais recente ataque dos EUA à sua economia, Cuba estava presa em uma profunda recessão e em uma crise econômica que tem levado a cortes generalizados de energia e escassez de bens básicos. Esperando capturar moeda forte, o governo investiu fortemente em novos hotéis que poucos locais podem pagar e que agora estão em grande parte vazios.
No ano passado, por exemplo, um hotel de luxo de 42 andares e 594 quartos conhecido como Torre K foi inaugurado em Havana, mesmo com a ocupação média dos hotéis ficando pouco acima de 20% em todo o país, segundo estatísticas governamentais.
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A perspectiva econômica de Cuba se tornou ainda mais sombria desde 3 de janeiro, quando forças especiais dos EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e interromperam as exportações decisivas de combustível do país sul-americano para seu aliado em Havana.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também ameaça impor tarifas a outras nações que venham em auxílio energético a Cuba.
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Mesmo os viajantes abrigados em resorts de praia administrados pelo governo — com seus próprios geradores e acesso preferencial a suprimentos — estão sentindo a pressão.
‘De sempre cheio para praticamente vazio’
Krista Craig, 46 anos, canadense de Toronto, tem viajado para Cuba desde 2018 e voltou novamente com o marido em dezembro. O resort que ela frequenta em Cayo Coco, uma faixa de terra na costa norte da ilha, geralmente está cheio com cerca de 350 turistas. Desta vez, havia menos de 100. “Foi de sempre cheio para praticamente vazio”, disse ela.
Cuba é muito dependente do turismo
Daniel Marenco / Agência O Globo
Nesta última visita, ela trouxe 38,5 kg de remédios, alimentos e produtos solicitados pela equipe do hotel. Em particular, ela disse que eles precisavam de pomadas musculares, antibióticos e analgésicos para tratar as doenças transmitidas por mosquitos que estão varrendo Cuba.
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Embora seu resort fosse regularmente fumigado e não tivesse problemas com mosquitos, grande parte da equipe disse que suas famílias estavam sofrendo.
Craig disse que teve dúvidas sobre a viagem, preocupada que grande parte do seu dinheiro acabasse nos cofres do governo autoritário. Mas ela citou as pessoas na ilha como motivo para seu retorno.
— Os trabalhadores do hotel sustentam famílias extensas, e eles são tão gratos pelas pessoas que continuam a viajar para lá — ela disse. — Eles mal conseguem chegar ao fim do mês e definitivamente não conseguiriam se o turismo continuar a cair.
Canadenses são principais visitantes
O Canadá continua sendo a maior fonte de turismo, seguido por cubanos que vivem no exterior e russos, disse o governo.
Cuba culpa a queda do turismo às longas sanções econômicas dos EUA que elevam custos e dificultam a importação de bens.
Em dezembro, o ministro da Economia e Planejamento, Joaquín Alonso, disse aos legisladores que a projeção de receita do turismo era de US$ 917 milhões em 2025, abaixo da meta de US$ 1,2 bilhão. Ainda assim, a indústria é um dos principais pilares do setor de serviços, que representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Países vizinhos florescem
A administração Trump tornou mais difícil para cidadãos dos EUA viajar para a ilha, e políticas de imigração mais rígidas significam que cubanos com green cards hesitam em voltar para visitar, disse Spadoni.
Washington também está punindo estrangeiros. Europeus que viajam para Cuba, por exemplo, estão excluídos do Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem, que lhes dá o direito de entrar nos EUA sem um visto tradicional.
A escassez no turismo torna Cuba uma exceção regional. Lugares como República Dominicana e Porto Rico, assim como destinos de praia nas Grandes Antilhas, relataram recentemente números recordes de turismo. E muitas das ilhas menores em todo o Caribe estão vendo forte demanda.
Forte controle estatal
James Hepple, diretor executivo da Tourism Analytics, que estuda tendências de viagens no Caribe, disse que não é surpresa que Cuba esteja sendo superada pela concorrência:
— Os hotéis deles podem ser fisicamente atraentes e estar em praias lindas, mas o modelo de negócios não funciona.
O exército controla a maior parte da indústria do turismo, mas tem construído hotéis demais e está apertado por falta de dinheiro, o que significa que a manutenção das propriedades e a qualidade dos alimentos estão diminuindo.
— O dinheiro não está entrando, então eles não podem investir, e há essa espiral descendente — disse Hepple.
Talvez mais preocupante, disse o especialista, há sinais de que pequenos crimes estão aumentando em uma ilha há muito renomada pela segurança:
— Eu costumava visitar Cuba e você se sentia muito seguro lá. — Agora isso não é o caso. O crime nas ruas aumentou, e o assédio a turistas aumentou, porque todo mundo precisa de um dólar.
Darren Toderan, 63 anos, de Vancouver, tem viajado para Cuba desde 1993 e fez amigos por toda a ilha. Embora ele fique em um resort na costa sul, ele faz questão de visitar famílias na cidade e levar alimentos, remédios e outros suprimentos.
Ele tem visto como eles passam dias sem eletricidade e sem quase nada. Como Craig, ele sempre viaja com suprimentos extras para doar.
— Quero eu apoiar o regime comunista? Não — disse ele. — Mas sem turistas a população sofre ainda mais.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu nesta segunda-feira (2) a chefe da missão diplomática dos Estados Unidos em Caracas, como parte do processo de retomada das relações bilaterais, informou o ministro da Comunicação venezuelano.
A relação entre Caracas e Washington sofreu uma reviravolta com Delcy, que assumiu o poder após a deposição forçada e subsequente captura de Nicolás Maduro durante invasão militar americana em 3 de janeiro.
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“Este encontro no Palácio de Miraflores foi realizado no âmbito da agenda de trabalho entre a República Bolivariana da Venezuela e os Estados Unidos”, indicou o ministro Miguel Pérez Pirela em sua conta no Telegram.
A embaixadora Laura Dogu chegou no sábado ao país sul-americano para retomar relações rompidas em 2019 por Maduro, que está preso nos Estados Unidos, onde será julgado por acusações de tráfico de drogas, entre outras.
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Dogu lidera a missão americana, embora, em princípio, seu papel será como encarregada de negócios.
“Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar”, escreveu Dogu em espanhol no perfil da embaixada em Caracas na rede social X.
O presidente americano, Donald Trump, diz que conversa frequentemente com Delcy e se refere a ela como uma pessoa “formidável”.
Delcy cedeu aos Estados Unidos o controle sobre o petróleo, uma exigência de Trump, além de promover uma reforma na lei de hidrocarbonetos, que flexibiliza os controles e abre as portas para os investimentos privados.
Também anunciou uma anistia geral e o fechamento da prisão do Helicoide, denunciado como um centro de tortura.
A presidente encarregada também fez trocas de altos comandantes militares e ministros. Entre os destituídos está Alex Saab, um empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro e foi apontado como suposto laranja de Maduro.
Nesta segunda, Delcy nomeou como ministra do Turismo a filha do poderoso ministro do Interior Diosdado Cabello, o rosto da ala mais radical do chavismo.
Socorristas exaltaram os instintos de sobrevivência “sobre-humanos” de um adolescente, depois que ele nadou por quatro horas em águas agitadas na costa da Austrália para buscar ajuda para sua família.
O menino de 13 anos nadou quatro quilômetros até a costa para buscar ajuda depois que sua mãe e dois irmãos menores foram levados pelo mar quando praticavam caiaque e stand up paddle perto da localidade turística de Quindalup, na Austrália Ocidental.
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O socorrista voluntário Paul Bresland disse que o esforço do jovem salvou sua família, que foi encontrada agarrada a uma prancha de stand up paddle em mar aberto.
“Ele acredita que nadou as primeiras duas horas com colete salva-vidas”, declarou Bresland à televisão nacional ABC. “O rapaz corajoso pensou que não conseguiria seguir com o colete, então o removeu e nadou as duas horas seguintes sem ele”, acrescentou, qualificando o esforço do jovem como “sobre-humano”.
O inspetor policial James Bradley considerou que “não há elogios o suficiente” para a atitude do adolescente.
“Sua determinação e coragem salvaram as vidas de sua mãe e irmãos”, declarou o policial à ABC.
O presidente americano Donald Trump garantiu nesta segunda-feira que o México deixará de fornecer petróleo a Cuba, depois de ameaçar com tarifas os países que abastecem a ilha. Cuba enfrenta uma profunda crise energética agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo bruto da Venezuela após a intervenção militar dos EUA e a captura do agora presidente deposto Nicolás Maduro. Segundo o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, Havana e Washington estão em “comunicação” e trocaram “mensagens”, mas “não existe um diálogo” entre os dois países.
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Cuba “é uma nação falida. O México vai deixar de lhes enviar petróleo”, disse Trump durante um encontro com jornalistas no Salão Oval.
A economia cubana sobreviveu durante anos graças ao petróleo barato fornecido pela Venezuela. Mas deixou de recebê-lo após a queda de Maduro, há um mês, em uma operação das forças americanas. O fim do fornecimento de petróleo bruto mexicano para Cuba agravaria significativamente a grave crise econômica da ilha, a pior desde o colapso da União Soviética em 1991.
Na semana passada, Trump aprovou tarifas punitivas contra países que fornecem petróleo a Cuba. Na prática, o decreto obrigou os parceiros de Cuba a escolher entre negociar com a maior economia do mundo ou com uma ilha empobrecida de 11 milhões de habitantes.
O México tem se mostrado relutante em interromper os envios, e a presidente Claudia Sheinbaum alertou para “uma crise humanitária de grande alcance que afetaria diretamente hospitais, suprimentos de alimentos e outros serviços básicos para o povo cubano”.
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Sheinbaum também negou, no domingo, ter conversado com Trump sobre o fornecimento de petróleo para Cuba, depois que o magnata afirmou que lhe pediu para impedir que o México fornecesse hidrocarbonetos ao país caribenho.
— Nunca conversamos com o presidente Trump sobre a questão do petróleo com Cuba — declarou Sheinbaum no estado de Sonora, no norte do país, onde apresentou projetos de infraestrutura.
O México enfrenta as ameaças de tarifas de Trump desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025 e agora terá que lidar com a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (USMCA), do qual faz parte juntamente com o Canadá e os Estados Unidos.
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Trump também disse no domingo que havia iniciado conversas com autoridades de Cuba e que considerava a possibilidade de um acordo, no momento em que Washington pressiona a ilha. Porém, Havana negou que exista qualquer diálogo no momento.
— Acho que estamos bem perto [de um acordo], mas neste momento estamos lidando com os líderes cubanos — disse Trump, sem dar mais detalhes.
No entanto, um alto diplomata cubano afirmou nesta segunda-feira que houve contato entre os dois países, mas nenhuma conversa formal.
— Hoje não podemos falar em ter uma mesa de diálogo com os Estados Unidos, mas é verdade que houve comunicação entre os dois governos — disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, à AFP.
Trump, que já cortou o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba, assinou na quinta-feira um decreto que contempla a imposição de tarifas sobre os países que vendem petróleo bruto para Havana, argumentando que a ilha representa uma “ameaça excepcional”.
O governo cubano acusa Trump de querer “sufocar” sua população, que sofre periodicamente com apagões e escassez de combustível nos postos de gasolina.
Agentes federais de imigração atuando em Minneapolis, no estado americano de Minnesota, em breve receberão câmeras corporais, revelou o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) nesta segunda-feira. O anúncio ocorre enquanto o governo do presidente Donald Trump enfrenta uma forte reação negativa sobre as mortes de dois cidadãos americanos no mês passado — Alex Pretti e Renee Good — após um aumento de oficiais federais de imigração na área de Minneapolis como parte de sua política de repressão à imigração. A medida também consta na lista de exigências feita por legisladores democratas para encerrar paralisação do governo.
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“Com efeito imediato, estamos implantando câmeras corporais para todos os oficiais em campo em Minneapolis”, escreveu a secretária do DHS, Kristi Noem, no X.
Em declaração a jornalistas no Salão Oval, o presidente americano manifestou aprovação ao anúncio de Noem. Trump e membros de seu governo haviam se oposto veementemente aos esforços para conter a repressão do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) e da Patrulha de Fronteira — agências subordinadas ao DHS — em Minnesota, mesmo após agentes federais terem atirado e matado dois manifestantes nas últimas semanas.
O líder republicano afirmou que havia deixado a decisão a cargo da secretária de segurança interna, mas que acreditava que as câmeras corporais “em geral tendem a ser boas para a aplicação da lei, porque as pessoas não podem mentir sobre o que está acontecendo”.
Nas últimas semanas, protestos se espalharam por Minnesota e por outros estados, com marchas, paralisações e atos públicos contra o reforço da fiscalização migratória em cidades como Nova York e Atlanta. Na sexta-feira, uma greve nacional foi organizada sob o lema “sem trabalho, sem escola, sem compras”, resultando no fechamento de estabelecimentos, cancelamento de aulas e manifestações em várias cidades.
Em Minnesota, manifestações tomaram as ruas pelo segundo fim de semana consecutivo. Parte dos manifestantes chegou a se reunir sobre um lago congelado para formar um sinal humano de SOS na sexta-feira. No sábado, uma multidão de manifestantes foi vista marchando pacificamente pelas ruas do centro da cidade, ao lado de ciclistas que participavam de um passeio memorial em homenagem a Alex Pretti, uma das vítimas fatais de ações de agentes federais no Estado neste ano.
Em sua publicação nas redes sociais, Noem disse ainda que “assim que houver verba disponível” o DHS vai distribuir câmeras corporais para agentes em todo o país. A fala da secretária faz referência a um outro lado da disputa sobre a política anti-imigração do governo Trump.
Os EUA enfrentam um novo bloqueio governamental — o segundo em menos de seis meses — desde que vários legisladores democratas se recusaram a manter o financiamento dos serviços de imigração após as mortes de Good e Pretti em Minneapolis. Numa manobra política contra as duas mortes violentas e capitalizando a revolta de eleitores pelo país, senadores democratas adiaram a votação de várias leis orçamentárias na semana passada a fim de pressionar a Casa Branca a recuar em sua estratégia.
Após rodadas intensas de negociação entre Trump e lideranças democratas, o Senado dos EUA acabou aprovando na sexta-feira cinco projetos de finanças públicas que permitiriam manter o funcionamento da maioria do governo até setembro.
No caso do Departamento de Segurança Interna, o projeto de orçamento concede um prazo de duas semanas para a discussão e aprovação de um financiamento a parte, o que obrigaria os democratas e republicanos na Câmara dos Deputados, que têm que dar a aprovação definitiva, a negociar sob pressão.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, quis minimizar a gravidade da situação e assegurou no fim de semana que a votação, prevista para esta terça-feira, seria uma “formalidade”. Mas Johnson conta com a oposição da ala conservadora de seu partido.
Um novo democrata toma posse no Congresso nesta segunda-feira, após uma eleição suplementar no Texas, o que significa que o presidente da Câmara não poderá perder mais do que um voto de seu próprio partido se quiser aprovar o acordo bipartidário. Nesta segunda-feira, Trump instou o Congresso a aprovar a legislação necessária para desbloquear a paralisação orçamentária, que entrou em seu terceiro dia sem um desfecho claro.
“Espero que todos os republicanos e democratas se juntem a mim para apoiar este projeto de lei e o enviem ao meu gabinete sem demora. Neste momento, não pode haver mudanças”, escreveu o republicano Trump em sua rede Truth Social.
O uso de câmeras corporais pelos agentes federais faz parte da lista de reformas exigidas pelos democratas para votar qualquer proposta de orçamento para o DHS. Entre as exigências estão ainda a proibição do uso de balaclavas pelos oficiais e a obrigatoriedade de ordens judiciais para autorizar as detenções realizadas por eles. Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara, afirmou no domingo à ABC News que o governo Trump não podia “se contentar com palavras” e devia aplicar tais medidas imediatamente.
Os republicanos concordam com o uso generalizado das câmeras corporais, já bastante difundido, mas mostram-se muito reticentes em relação às operações com a face descoberta, pois afirmam que os ativistas divulgam constantemente todos os dados pessoais que conseguem obter sobre os agentes. Já os mandados judiciais atualmente são necessários para revistar residências, mas não para deter alguém na rua, medida que tem sido executada ostensivamente durante o segundo mandato de Trump.
Diante das ameaças de alguns legisladores de sua ala, Mike Johnson poderia necessitar de votos da oposição. No domingo, ele afirmou que precisam de “boa-fé de ambos os lados”.
Embora o ‘shutdown’ esteja em seu terceiro dia, os Estados Unidos provavelmente não terão uma repetição do bloqueio de outubro e novembro de 2025, quando republicanos e democratas batalharam durante 43 dias por disputas sobre os subsídios aos seguros de saúde.
Centenas de milhares de funcionários foram então colocados em paralisação técnica, enquanto outros com funções consideradas essenciais tiveram que seguir trabalhando. Mas todos tiveram que esperar até o fim do shutdown (como é chamada a paralisação governo em inglês) para receber seus salários.
A última paralisação terminou quando alguns senadores democratas decidiram votar a favor de um texto orçamentário elaborado pelos republicanos, em troca de promessas de concessões sobre estes subsídios.
(Com AFP e New York Times)
* Em atualização
O príncipe Laurent, da Bélgica, irmão do rei Philippe, disse nesta segunda-feira que se reuniu a sós com Jeffrey Epstein em duas ocasiões, após seu nome aparecer em documentos publicados na última sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o criminoso sexual.
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Laurent, 62, afirmou mais cedo, ainda nesta segunda, que nunca havia se reunido “direta ou indiretamente” com o ex-financista ou seu entorno. Ele corrigiu a informação, alegando que, na veradde, nunca se reuniu com Epstein “em eventos públicos ou coletivos”.
Várias figuras internacionais de alto perfil foram mencionadas no último lote de arquivos sobre Epstein publicados pelo departamento. O príncipe contou à agência de notícias Belga que os encontros, solicitados por Epstein, aconteceram no começo dos anos 1990 e 2000.
Nova leva de documentos
A nova leva de documentos do caso contra o financista Jeffrey Epstein, que morreu antes de ser julgado por acusações de abuso de menores e de comandar uma rede de tráfico humano, expôs, mais uma vez, suas ligações com a elite econômica e política dos EUA, mas também desferiu mais golpe contra suas vítimas: os nomes de dezenas delas não foram omitidos pelo Departamento de Justiça, e imagens mostraram os corpos e os rostos das mulheres, muitas delas menores de idade na época.
De acordo com uma revisão dos mais de 2 milhões de documentos — que incluem desde e-mails até fotos e mensagens de texto — feita pelo Wall Street Journal (WSJ), os nomes de 43 vítimas aparecem. Em um caso, o de uma menor de idade na época dos abusos, há 160 citações, por vezes acompanhadas de outros detalhes que deveriam ser sigilosos, como contas de e-mail e endereços residenciais.
Advogados que representam as vítimas disseram ao jornal que entregaram, no começo de dezembro, uma lista com 350 nomes que não poderiam ser citados publicamente.
— Nós os notificamos do problema dentro de uma hora após a divulgação — afirmou Brad Edwards, um dos advogados das vítimas, ao WSJ. — Foi reconhecido como um erro grave; não há desculpa para não corrigi-lo imediatamente, a menos que tenha sido feito intencionalmente.
Família real norueguesa
Os mesmos documentos divulgados na última sexta-feira (30) revelaram também o envolvimento de membros proeminentes da elite da Noruega, incluindo a princesa herdeira do país. Foram encontrados mais de 100 e-mails amistosos entre Mette-Marit e Epstein após ele ter sido considerado culpado de crimes sexuais contra crianças em 2008.
Pessoas próximas à coroa norueguesa também aparecem nos novos documentos liberados. Entre eles está Thorbjorn Jagland, primeiro-ministro da Noruega nos anos 1990, que mais tarde presidiu o comitê responsável pela concessão do Prêmio Nobel da Paz e ainda atuou como secretário-geral do Conselho da Europa por 10 anos. E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que ele planejou férias em família em uma ilha pertencente a Epstein em 2014.
No último sábado, dia seguinte após a liberação dos documentos, Mette-Marit pediu desculpas por manter contato com Jeffrey Epstein, dizendo que agiu com falta de bom senso. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, concordou com ela.
— Estou usando as próprias palavras dela. Ela diz que demonstrou falta de bom senso. Concordo e acho importante dizer isso quando me pedem minha opinião sobre o assunto — disse Stoere aos repórteres.
O primeiro-ministro acrescentou que Mette-Marit e outros noruegueses proeminentes que foram mencionados nos documentos mais recentes sobre Epstein, incluindo os diplomatas mais importantes do país, deveriam fornecer mais detalhes sobre seu envolvimento com o bilionário.
Outros nomes noruegueses que aparecem na nova leva de documentos liberados. Terje Rod-Larsen e Mona Juul, um casal que talvez seja o mais famoso corpo diplomático do país por ter ajudado a intermediar os Acordos de Oslo entre Israel e Palestina, também tiveram vínculos com Epstein. Seus filhos estavam entre os beneficiários do testamento do bilionário e criminoso, segundo os documentos.
Seguindo os passos de Austrália e França, Portugal propõe proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, segundo um projeto de lei apresentado no Parlamento nesta segunda-feira (2).
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“A maioridade digital para o acesso autônomo às plataformas, serviços, jogos e aplicativos contemplados na presente lei é fixada em 16 anos”, diz o texto, apresentado por deputados do partido governista de direita.
Esta lei também prevê que os adolescentes de 13 a 16 anos só possam acessar as redes sociais com o consentimento de seus pais, e que as plataformas sejam obrigadas a introduzir um sistema de verificação de idade e autorização parental compatível com os softwares usados pela administração portuguesa.
“A literatura especializada e os dados científicos recentes mostraram que o uso precoce destas mídias antes dos 16 anos pode comprometer o desenvolvimento social e cognitivo normal das crianças, tornando-se cada vez mais viciante e prejudicial”, destacam os parlamentares a cargo do projeto de lei.
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O debate em torno do estabelecimento de uma maioridade digital se intensificou na Europa desde que a Austrália se tornou, em dezembro, o primeiro país a proibir as redes sociais para menores de 16 anos.
Na semana passada, o Parlamento francês aprovou uma proposta de lei que proíbe as redes sociais para menores de 15 anos, uma medida para proteger a saúde dos adolescentes que conta com o apoio do governo.
França, Dinamarca, Grécia e Espanha também defendem a implementação de uma proibição em toda a União Europeia.

Depois de oito anos de investigações, o Instituto Nacional de Recursos Biológicos da Coreia do Sul confirmou a existência de dois tipos de serpentes venenosas endêmicas em seu território. Isso significa que há mais répteis exclusivos da península coreana além do famoso lagarto de Jangsu.
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Elefante faz terceira vítima em parque na Tailândia: ‘Provavelmente decidiremos realocá-lo’
As serpentes identificadas pertencem ao gênero Gloydius, grupo de répteis com veneno de alta toxicidade. Trata-se de uma víbora de língua vermelha, encontrada nas ilhas de Baengnyeong e de Jeju, que, segundo o estudo, formam linhagens próprias. As novas espécies foram batizadas de Baengnyeong viper e Jeju viper.
Serpente de Jeju, a outra espécie endêmica da Coreia do Sul
Instituto Nacional de Recursos Biológicos da Coreia do Sul
O site “The Chosun Daily”, que publica em inglês notícias produzidas originalmente pelo “The Chosun Ilbo”, o maior jornal da Coreia, divulgou detalhes da descoberta. Segundo o site, uma análise genética realizada ao longo de oito anos, desde 2018, em 513 espécimes de Gloydius ussuriensis que habitam o continente e as ilhas da Coreia do Sul revelou duas populações na ilha de Baengnyeong e na ilha de Jeju como espécies endêmicas da Coreia do Sul.
Anteriormente, sabia-se que três espécies de Gloydius habitavam o país: Gloydius brevicaudus, Gloydius ussuriensis e Gloydius intermedius. No entanto, com a adição das duas novas espécies identificadas neste estudo, o número total de espécies de Gloydius na Coreia do Sul aumentou para cinco.
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Sobre a importância da descoberta, o site “ECOnoticias” destacou que “com dados genéticos e medições detalhadas, ficou demonstrado que as populações de Baengnyeong e de Jeju seguem sua própria trajetória evolutiva há milhares de anos, separadas das populações do continente — algo que, na biologia, acontece com muito mais frequência do que imaginamos”.
O diretor do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, Yoo Ho, resumiu o achado como “uma prova científica de como ambientes isolados, como ilhas, impulsionam a adaptação e a evolução das espécies” e acrescentou que a genética será uma ferramenta fundamental para conservar a biodiversidade coreana nos próximos anos.
Um elefante matou um turista tailandês nesta segunda-feira no Parque Nacional de Khao Yai, a terceira pessoa morta pelo mesmo animal, anunciaram autoridades do parque. O turista, de 65 anos, da província de Lopburi, caminhava com a mulher quando foi pisoteado até a morte por um elefante chamado Oyewan, disse o chefe do parque, Chaiya Huayhongthong, à AFP.
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Sua mulher conseguiu escapar quando os guardas do parque espantaram o animal, segundo a mesma fonte.
“Esta é a terceira pessoa que Oyewan matou”, afirmou o chefe do parque, explicando que o animal pode ser responsável por outras mortes que permanecem sem explicação. De acordo com Chaiya, as autoridades se reunirão na sexta-feira para decidir o destino do animal. “Provavelmente decidiremos realocá-lo ou modificar seu comportamento”, disse ele, sem dar mais detalhes.
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Em janeiro, um elefante matou uma turista espanhola enquanto ela o banhava em um santuário no sul da Tailândia. Desde 2012, elefantes selvagens causaram a morte de mais de 220 pessoas na Tailândia, incluindo turistas, segundo o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas.
O número de elefantes selvagens na Tailândia aumentou de 334 em 2015 para quase 800 no ano passado, o que levou as autoridades a administrar vacinas anticoncepcionais em fêmeas para controlar o rápido crescimento da população.

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