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Um juiz federal de Manhattan informou que realizará uma audiência nesta quarta-feira para considerar a suspensão do site do Departamento de Justiça dos EUA que hospeda milhões de arquivos do caso de Jeffrey Epstein, empresário e investidor americano que foi acusado de uma série de crimes sexuais e morreu na prisão em 2019, após nomes de vítimas terem sido divulgados indevidamente. A falha em omitir as informações virou a vida de quase 100 sobreviventes “de cabeça para baixo”, argumentaram os advogados de um grupo de vítimas em uma carta no domingo.
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O pedido dos advogados ocorreu após a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, reconhecer em carta ao tribunal, na segunda-feira, que o Departamento trabalhou durante o fim de semana e “removeu vários milhares de documentos e mídias que podem ter incluído, inadvertidamente, informações de identificação de vítimas”. Ela atribuiu o ocorrido a “diversos fatores, incluindo erros técnicos ou humanos”.
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A procuradora-geral, junto com seu vice, Todd Blanche, e Jay Clayton, o procurador dos EUA em Manhattan, escreveram que os documentos em questão passariam por novas edições e seriam republicados prontamente — “idealmente dentro de 24 a 36 horas”.
O embate entre os advogados das vítimas e o departamento segue a liberação, na sexta-feira, de três milhões de documentos, imagens, vídeos e outros registros relacionados a Epstein. A publicação foi ordenada sob uma lei promulgada em novembro, com a condição de que as informações das vítimas fossem editadas (tarjadas). Bondi afirmou em sua carta que o departamento possui equipes de funcionários dedicadas a monitorar solicitações de vítimas e seus advogados para adicionar novas proteções aos materiais postados.
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‘Emergência em curso’
Na carta pedindo que o site do Departamento de Justiça seja retirado do ar temporariamente, até que as edições adequadas sejam feitas, os advogados também solicitaram a nomeação de um monitor independente para supervisionar o processo. Eles descreveram a situação como “uma emergência em curso que exige intervenção judicial imediata”.
“Para as vítimas de Jeffrey Epstein, cada hora importa”, escreveram os advogados Brittany Henderson e Brad Edwards. “O dano é contínuo e irreversível.”
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Departamento de Justiça dos EUA
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A carta foi endereçada aos juízes Richard M. Berman, que supervisionou o caso de Epstein, e Paul A. Engelmayer, que supervisiona o caso de Ghislaine Maxwell, cúmplice do milionário que foi julgada, condenada e cumpre pena de 20 anos de prisão.
O juiz Berman, que ordenou a audiência em um breve despacho na segunda-feira, disse reconhecer a “preocupação e a urgência” do assunto e convidou os advogados a trazerem seus clientes com eles.
“Não tenho certeza do quão útil poderei ser”, acrescentou Berman, dizendo que incentivou os advogados e o procurador Clayton a trabalharem “para resolver as questões pendentes de boa-fé”.
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Pedidos das vítimas
Henderson e Edwards, em sua carta aos juízes, afirmaram que não há “grau concebível de incompetência institucional suficiente para explicar a escala, a consistência e a persistência das falhas ocorridas — particularmente quando a única tarefa era simples: omitir nomes conhecidos de vítimas antes da publicação”.
Eles incluíram comentários de várias clientes do escritório. Uma mulher, identificada apenas como Jane Doe 2, disse que todos os seus e-mails foram postados sem edições e que “vários artigos já foram publicados” sobre ela. Outra mulher, Jane Doe 5, escreveu que está sendo assediada pela mídia e por terceiros. “Por favor, imploro que apaguem meu nome!!!”.
Uma terceira mulher, Jane Doe 8, disse que suas informações bancárias privadas foram tornadas públicas e que ela estava tentando cancelar seus cartões e contas.
A Nasa anunciou, nesta terça-feira (3), que adiou para março o lançamento de sua primeira missão tripulada à Lua em mais de meio século, após detectar um vazamento de combustível durante um teste importante.
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A agência espacial americana realizou nas primeiras horas desta terça uma simulação em “condições reais”. O exercício estava previsto como o último grande ensaio antes do lançamento no dia 8 deste mês, próximo domingo.
“Com a conclusão do teste geral hoje, abrimos mão da janela de fevereiro e miramos março para o lançamento mais cedo possível da Artemis 2”, disse o diretor da Nasa, Jared Isaacman, em um comunicado no X.
Durante o lançamento simulado, “as equipes tiveram que gerenciar um vazamento de hidrogênio líquido em uma interface do estágio central (do foguete) durante o abastecimento dos tanques, o que exigiu interrupções para aquecer o equipamento e ajustar a vazão do propelente”, explicou Isaacman.
Todos os tanques estavam cheios e a contagem regressiva chegou a cerca de cinco minutos antes de o vazamento piorar e as operações serem interrompidas, detalhou.
“Como sempre, a segurança é nossa prioridade absoluta (…) só seguiremos com o lançamento quando considerarmos que estamos prontos para empreender esta missão histórica”, acrescentou.
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Por volta das 16h25 GMT (13h25 em Brasília) de segunda-feira na Flórida, o chefe da missão havia dado sinal verde para iniciar o abastecimento de combustível no enorme foguete SLS na plataforma de lançamento de Cabo Canaveral.
Além de demonstrar a capacidade de carregar mais de 700 mil galões de propelentes criogênicos no foguete de 98 metros de comprimento, as equipes simularam uma contagem regressiva de lançamento e praticaram a retirada segura do propelente.
A missão, que tem previsão de durar cerca de dez dias, não pousará na Lua, mas voará ao redor do satélite terrestre, e terá a participarão de três americanos e um canadense.
Antes deste teste, foram consideradas 14 janelas de lançamento entre 8 de fevereiro e 30 de abril.
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A Ucrânia acusou, nesta terça-feira, a Rússia de ter executado o ataque “mais potente” do ano contra suas já fragilizadas instalações de energia, o que deixou centenas de milhares de pessoas sem aquecimento sob uma onda de frio extremo, na véspera das negociações em busca de uma saída para quase quatro anos de guerra.
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Os ataques foram executados poucas horas antes da chegada à Ucrânia do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
— Ataques russos como os de ontem à noite não demonstram seriedade a respeito da paz — opinou Rutte em um discurso no Parlamento ucraniano.
Segundo a Força Aérea ucraniana, o Exército russo disparou 71 mísseis e 450 drones de ataque. Trinta e oito mísseis e 412 drones foram interceptados.
Zelensky condenou duramente um “ataque deliberado contra a infraestrutura energética, com um número recorde de mísseis balísticos”. Também acusou Moscou de ter aproveitado a pausa para “acumular mísseis” e “esperar os dias mais frios do ano” para atacar.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, o que desencadeou o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com um balanço de dezenas de milhares de mortos nos dois lados, ou até centenas de milhares. Os ataques não dão trégua, mesmo com a previsão de um segundo ciclo de negociações na quarta e quinta-feira em Abu Dhabi para buscar uma saída diplomática, com a mediação dos Estados Unidos.
Explosões foram ouvidas durante toda a noite na capital ucraniana e mais de mil edifícios ficaram sem aquecimento, com temperaturas abaixo de 20 graus negativos. O novo ataque contra o setor energético ucraniano ocorre após alguns dias de calma. O Kremlin anunciou na semana passada que havia aceitado, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interromper os ataques contra Kiev “até 1º de fevereiro”.
— Centenas de milhares de famílias, incluindo crianças, foram deliberadamente privadas de aquecimento — lamentou o ministro da Energia ucraniano, Denis Shmigal.
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O governo ucraniano está convencido de que os ataques pretendem abalar o ânimo da população. Os disparos atingiram oito regiões, incluindo Kiev, Dnipro (centro-leste), Kharkiv (nordeste) e Odessa (sul).
Monumento soviético
Segundo a operadora privada de energia DTEK, foi “o ataque mais potente contra o setor energético desde o começo do ano”. Pelo menos 1.100 prédios estão sem aquecimento nos bairros da zona leste da capital, informou o prefeito, Vitali Klitschko. Especialistas avaliam as possibilidades de reparos nas instalações, acrescentou.
Em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, mais de 100.000 casas foram afetadas.
— Acordei com um clarão e ouvi uma explosão muito forte. Em pânico, eu e meu pai saímos correndo — declarou à AFP Mikita, um estudante.
— Nossas janelas estão quebradas e não temos aquecimento. Não sabemos o que fazer — disse Anastasia Gritsenko.
Segundo a ministra da Cultura, Tetyana Berezhna, um ataque com míssil russo danificou o Salão da Glória do Museu Nacional da História da Ucrânia na Segunda Guerra Mundial, localizado na base do Monumento soviético da “Mãe Pátria”, em Kiev, que celebra a vitória sobre a Alemanha nazista.Aterrorizar a população
Como é habitual, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que visou o “complexo militar-industrial ucraniano e instalações energéticas utilizadas em seu benefício”. Antes da trégua da semana passada, a Rússia já havia atacado centrais elétricas e o setor de gás ucraniano, provocando uma crise energética.
— Aproveitar os dias de inverno mais frios para aterrorizar a população é mais importante para a Rússia do que escolher a diplomacia — denunciou Zelensky.
As negociações diplomáticas são complexas. Segundo Zelensky, o principal ponto de atrito é territorial. Moscou exige que as forças ucranianas abandonem as áreas sob seu controle no Donbass, uma região industrial do leste do país. Kiev não aceita.
A Rússia ocupa atualmente pouco mais de 19% da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.
A reabertura da passagem de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito, começou timidamente na segunda-feira, em um momento em que a cidade do extremo sul do enclave palestino se converte no centro das atenções internacionais sobre a região. Enquanto ao menos oito pessoas cruzaram para o território egípcio, doze palestinos retornaram a Gaza após quase dois anos, em busca de refazer suas vidas em meio ao processo de paz em andamento. Fontes israelenses afirmaram que um programa para a reconstrução de Rafah já foi aprovado em Israel, antes mesmo do desarmamento total do Hamas — ponto que continua a ser apontado como principal barreira para a sequência da implementação das novas fases do acordo assinado em outubro.
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O primeiro dia da reativação da passagem ficou aquém do número estimado de 50 pessoas cruzando a fronteira em cada sentido. O Ministério do Interior de Gaza, citado pelo New York Times, afirmou que apenas oito palestinos, incluindo pessoas necessitando atendimento médico e seus acompanhantes, saíram por Rafah. Uma fonte que trabalha na fronteira informou à agência AFP que 12 pessoas teriam passado em direção ao Egito. Um funcionário do Ministério da Saúde do país africano detalhou que três ambulâncias transportaram pacientes palestinos, e que eles “foram imediatamente examinados para determinar para qual hospital seriam transferidos”.
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Fontes oficiais na fronteira egípcia afirmaram que estão autorizadas a permitir a passagem de 50 pacientes por dia, acompanhados por um máximo de dois acompanhantes cada. Cerca de 20 mil pacientes, incluindo 4,5 mil crianças, têm necessidade urgente de atendimento médico em Gaza, segundo o diretor do Hospital al-Shifa, Mohammed Abu Salmiya, principal unidade de saúde do território palestino.
O palestino Mohammed Mahdi, de 25 anos, acompanhou o pai, Akram Mahdi, de 61 anos, na segunda-feira, demonstrou otimismo. Akram foi ferido em abril de 2024 por estilhaços de um ataque israelense a um campo de refugiados, perdendo a vista do olho direito e ferindo o esquerdo. Os médicos em Gaza pouco puderam fazer além de estabilizá-lo.
— Finalmente podemos receber tratamento avançado no exterior — disse Mohammed, antes de embarcar.
Ambulâncias aguardam em fila no lado egípcio da passagem de fronteira de Rafah com a Faixa de Gaza
AFP
Do lado egípcio da fronteira, 150 hospitais e 300 ambulâncias foram incluídas na operação para receber os palestinos, além de 12 mil médicos e 30 equipes de emergência, segundo informações do AlQahera News, meio de comunicação estatal. Uma das preocupações do Cairo, que recebeu cerca de 80 mil palestinos desde o começo da guerra entre Israel e Hamas, em 2023, seria o de garantir que o fluxo de entradas e saídas fosse similar, disseram fontes ouvidas sob a condição de anonimato. Ao menos no primeiro dia isso se confirmou, com 12 pessoas retornando a Gaza.
O pequeno grupo se reencontrou com suas famílias após quase dois anos do fechamento da fronteira, em uma jornada de volta que também carregou um peso simbólico. Retornar a um território ainda sem sinal de cessar-fogo definitivo, em escombros e que a organizações internacionais afirmam ainda ser uma situação de crise humanitária grave, segundo alguns deles, expõe uma rejeição a qualquer ideia de expulsão permanente do território — algo que foi defendido por radicais em Israel e pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
— Não à expulsão — disse Huda Abu Abed, de 56 anos, que retornou após a conclusão de tratamento médico. — Ninguém quer deixar o próprio país.
Palestinos retornam do Egito e desembarcam em Khan Younis, na Faixa de Gaza
Bashar Taleb/AFP
‘Nova Rafah’
Em meio à retomada da atividade do posto de fronteira, e da pressão de agências da ONU e ONGs com atuação em Gaza para que seja permitida a entrada de carregamentos com ajuda humanitária, novos planos para Rafah parecem estar em curso. Fontes ouvidas pelo jornal israelense Haaretz afirmaram que o governo do Estado judeu concordou com o plano de reconstrução da “Nova Rafah” — área sob controle militar israelense — depois que receber um compromisso para desarmamento do Hamas em 100 dias.
A decisão, segundo as fontes israelenses, foi tomada após um pedido dos EUA para que houvesse uma separação do que seria a “Velha Gaza” — ainda sob controle total do Hamas — e a área que vai ficar sob responsabilidade do comitê de tecnocratas já designado. A reconstrução da “Velha Gaza”, por outro lado, ficaria condicionada à conclusão do desarmamento total do grupo palestino.
Além do compromisso do Hamas com o desarmamento, outros pontos ainda estariam em aberto para o início da reconstrução, incluindo o financiamento por parte de países colaboradores do processo de paz e a formalização da Força Internacional de Estabilização. Apesar disso, o Exército israelense vem atuando como parte dos preparativos para a mudança no terreno, removendo há muito tempo entulhos de construção e munições não-detonadas. (Com AFP e NYT)
As primeiras bombas caíram nas primeiras horas de 3 de janeiro, exatamente um mês atrás. O som das hélices dos helicópteros, o ruído e o clarão das explosões acordaram os venezuelanos, atônitos com o resultado desta incursão dos Estados Unidos: Nicolás Maduro não era mais presidente. Maduro foi capturado juntamente com sua mulher, Cilia Flores, e transferido para Nova York para ser julgado por tráfico de drogas.
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O país passou para as mãos de Delcy Rodríguez, que era vice-presidente e que, sob pressão, está liderando as mudanças exigidas pelo presidente americano Donald Trump, mantendo viva a retórica chavista. Uma reaproximação com Washington, abertura do setor petrolífero, anistia geral: o panorama é diferente na Venezuela sem Maduro.
O que mudou? O que permanece igual?
Trump ordenou o bombardeio que terminou com a captura de Maduro e no qual cem pessoas morreram, incluindo civis e militares. Mas ele evitou uma ruptura completa, como os Estados Unidos haviam feito no Iraque no passado. Delcy mantém o chavismo no poder, embora sob a influência de Washington. É uma “estabilidade controlada por tutela”, avaliou Guillermo Tell Aveledo, professor de Estudos Políticos da Universidade Metropolitana.
Trump chamou Delcy de “formidável” e a convidou para a Casa Branca em uma data ainda a ser definida. “Tudo está indo muito bem com a Venezuela”, disse ele em 14 de janeiro, após a primeira ligação telefônica entre os dois.
Ambos os países também estão progredindo na retomada das relações, que foram rompidas por Maduro em 2019, embora o secretário de Estado Marco Rubio o tenha alertado de que ela poderia sofrer o mesmo destino que Maduro se não se alinhar aos objetivos de Washington. Delcy recebeu na segunda-feira a nova chefe da missão diplomática dos EUA, Laura Dogu, que insistiu que a “transição” faz parte da agenda.
Abertura de óleo
Segundo analistas, a Venezuela aprovou uma reforma em sua lei do petróleo, ditada pelos Estados Unidos. A medida revoga a nacionalização de 1976 e, principalmente, o modelo estatista imposto por Hugo Chávez 30 anos depois. Empresas privadas poderão operar de forma independente, e não como acionistas minoritários em parceria com a estatal PDVSA. O plano de Trump é que empresas petrolíferas americanas, como a Chevron, invistam na Venezuela.
A nova lei também torna as percentagens de royalties mais flexíveis e simplifica o pagamento de impostos. Além disso, elimina a exclusividade da exploração e da exploração primária.
“É a única maneira de conseguir investimentos significativos”, explicou o analista de petróleo Francisco Monaldi, professor nos Estados Unidos.
De acordo com especialistas, a Venezuela precisa de cerca de 150 bilhões de dólares para revitalizar sua indústria, que foi duramente afetada por anos de corrupção e má gestão. Trump assumiu o controle de algumas das vendas de petróleo da Venezuela no mercado, sem os descontos obrigatórios pelo embargo que impôs em 2019. Ele realizou uma venda inicial que gerou US$ 500 milhões para o país.
Governo e propaganda
Delcy está, teoricamente, liderando o governo de Maduro em caráter interino. Mas ela trocou ministros e oficiais de alta patente nas Forças Armadas desde que assumiu o poder, embora Diosdado Cabello e Vladimir Padrino, os influentes ministros do Interior e da Defesa, permaneçam em seus cargos por enquanto.
“Trata-se de uma fase de reajuste de um sistema que preferiu não alterar sua hegemonia”, indicou Aveledo.
Manifestantes exigem a libertação de Maduro em protesto em Caracas
A reaproximação com os Estados Unidos entra em conflito com o discurso histórico “anti-imperialista” do chavismo, que permeou as Forças Armadas. O partido governista organiza marchas quase diariamente para condenar o “sequestro” de Maduro, e a TV estatal transmite uma música cativante exigindo sua libertação.
O rosto dele e o de sua mulher foram exibidos em um show de luzes com drones em Fuerte Tiuna, o principal complexo militar do país, onde eles passavam a noite na manhã de 3 de janeiro, que foi bombardeado durante a incursão dos EUA. Uma formação perfeita de drones também exibiu a transcrição de sua queixa no tribunal de Nova York, onde ele se declarou “prisioneiro de guerra”.
Anistia e medo
Delcy declarou uma anistia geral, que o Parlamento precisa aprovar nesta semana. Seu alcance ainda não está claro.
“Liberdade, liberdade!”, gritaram os familiares dos presos políticos do lado de fora das prisões ao saberem da notícia.
Ela também anunciou o fechamento de El Helicoide, uma prisão denunciada durante anos como um centro de tortura. A anistia visa libertar os presos políticos. Delcy havia anunciado anteriormente um processo de libertação, que, no entanto, estava avançando muito lentamente. Até esta segunda-feira, 687 pessoas permaneciam detidas por motivos políticos, segundo a ONG Foro Penal.
“A anistia, em princípio, implica esquecimento, não perdão”, explicou Alfredo Romero, diretor do Foro Penal, que rejeitará qualquer projeto que sirva de “manto da impunidade”.
O medo que Maduro instilou diminuiu, mas não desapareceu. As pessoas ainda criticam o governo em sussurros.
“Há uma ‘liberalização tática'”, estimou Aveledo. “O sistema está recalibrando os custos da repressão.”
O presidente americano, Donald Trump, defendeu que o Partido Republicano “nacionalize” o processo de votação nos Estados Unidos durante uma entrevista na segunda-feira — uma escalada retórica que deve gerar novas preocupações sobre os esforços do governo para intervir em questões eleitorais antes das cruciais eleições de meio de mandato deste ano.
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— Os republicanos deveriam dizer: “Queremos assumir o controle” — disse Trump em entrevista a um podcast apresentado por Dan Bongino, ex-vice-diretor do FBI, instando autoridades republicanas a “assumirem o controle” dos processos de votação em ao menos 15 estados. — Deveríamos assumir a votação, a votação em pelo menos 15 lugares. Os republicanos deveriam nacionalizar a votação.
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De acordo com a Constituição dos EUA, as eleições americanas são regidas principalmente por leis estaduais, resultando em um processo descentralizado no qual o processo de votação é gerido por autoridades municipais e de condados em milhares de seções eleitorais por todo o país, com o governo federal desempenhando um papel limitado. Trump, no entanto, há muito tempo está fixado em alegações falsas de que as eleições nos EUA estão repletas de fraudes e que os democratas estão perpetrando uma vasta conspiração para fazer com que imigrantes indocumentados votem e aumentem a participação eleitoral do partido.
O apelo de Trump para que um partido político tome os mecanismos de votação segue uma série de medidas de seu governo para tentar exercer mais controle sobre as eleições americanas. Na semana passada, agentes do FBI apreenderam cédulas e outros registros de votação da eleição presidencial de 2020 em um centro eleitoral no condado de Fulton, na Geórgia, onde seus aliados buscam há anos provar alegações falsas de fraude eleitoral. Trump foi derrotado por Joe Biden no estado, e chegou a pressionar o secretário de Estado da Geórgia a “encontrar votos” a seu favor.
Fila de eleitores em Atlanta, na Geórgia, durante votação antecipada nas eleições de 2024
Elijah Nouvelage/AFP
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— Temos estados tão corruptos que estão contando votos. Temos estados que eu ganhei, mas que mostram que eu não ganhei — disse Trump na entrevista de segunda. — Agora vocês verão algo na Geórgia, onde eles conseguiram, com uma ordem judicial, obter as cédulas, e vocês verão algumas coisas interessantes surgirem.
A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, disse que o próprio Trump a instruiu a ir a Atlanta para a controversa busca, e que colocou o presidente em contato telefônico com alguns dos agentes do FBI envolvidos na operação. Segundo o New York Times, o presidente os elogiou e agradeceu pelo trabalho.
Em março, Trump assinou um decreto que tentava fazer mudanças significativas no processo eleitoral, incluindo a exigência de prova documental de cidadania e exigência de que todas as cédulas enviadas por correio fossem recebidas até o fechamento das urnas no dia da eleição. O esforço foi amplamente rejeitado nos tribunais.
Tentativa de controle
Nas redes sociais, Trump pressionou por mudanças ainda mais drásticas. Em agosto, ele escreveu que queria acabar com a votação por correio e, potencialmente, com o uso de urnas eletrônicas. Apesar das promessas, ele não assinou nenhum novo decreto neste sentido.
As alegações do presidente sobre fraude eleitoral foram desmentidas repetidamente, tanto por revisões independentes quanto por autoridades republicanas. Uma revisão da eleição de 2024 realizada pelo próprio governo Trump, iniciada no ano passado, encontrou poucas evidências de fraude eleitoral generalizada por não cidadãos até o mês passado, informou o Times.
Apesar disso, o Departamento de Justiça está exigindo que vários estados, incluindo Minnesota — palco de grandes manifestações contra o presidente e sua política anti-imigração —, entreguem suas listas completas de eleitores, enquanto o governo tenta construir um arquivo nacional de eleitores.
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As declarações de Trump sobre as eleições no país ocorrem em um momento em que os democratas superaram o Partido Republicano em uma série de disputas. Governadores democratas foram eleitos em Nova Jersey e Virgínia, com vitórias esmagadoras em novembro. No sábado, um democrata venceu uma eleição especial para uma vaga no Senado Estadual do Texas por 14 pontos percentuais, em um distrito que Trump venceu por 17 pontos em 2024.
Percebendo que os republicanos estavam vulneráveis à tradicional reação negativa contra o partido no poder nas eleições de meio de mandato (as chamadas midterms), Trump começou o ano passado um esforço extraordinário para alterar os distritos eleitorais e dar vantagem ao seu partido — pratica que é chamada de “Gerrymandering” na ciência política. A iniciativa, que começou no Texas, mas se expandiu para estados controlados tanto por democratas quanto por republicanos, tornou-se parte central da estratégia do presidente para as midterms.
Trump fez pouco segredo de seu interesse em expandir o papel do governo federal na administração das eleições americanas. No mês passado, ele disse ao Times que se arrependia de não ter enviado a Guarda Nacional para apreender máquinas de votação após a eleição de 2020.
Um protesto “Stop the Steal” em frente à Suprema Corte em Washington: Trump pressionou funcionários do Departamento de Justiça a declarar falsamente que a eleição de 2020 foi fraudada
Anna Moneymaker/The New York Times
Durante sua entrevista com Bongino, o presidente vinculou seu desejo de controle partidário dos mecanismos de votação à agenda de seu governo para encontrar e deportar imigrantes indocumentados das cidades americanas.
— Se os republicanos não os tirarem daqui, vocês nunca ganharão outra eleição como republicanos — disse ele, referindo-se aos imigrantes indocumentados. — É loucura como conseguem fazer essas pessoas votarem. Se não os tirarmos, olhem, os republicanos nunca ganharão outra eleição.
Não há evidências de que um número significativo de não-cidadãos tenha votado em qualquer eleição americana. Uma auditoria de 2024 feita pelo secretário de estado da Geórgia descobriu que apenas 20 das 8,2 milhões de pessoas registradas para votar na Geórgia não eram cidadãs, e apenas nove haviam votado em algum momento. (Com NYT)
Um agricultor de 34 anos morreu após ser atingido fatalmente por uma colhedora de couve-flor enquanto tentava ajudar um colega mais jovem no campo, segundo concluiu um inquérito realizado no Reino Unido, nesta semana. O acidente ocorreu em 11 de abril de 2024, em uma plantação localizada em Trispen, nos arredores de Truro, na região da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra.
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A vítima, Aleksej Kleinov, auxiliava uma trabalhadora com menos experiência a engatar uma mini-colheitadeira a um trator quando o braço da máquina se levantou de forma inesperada e o atingiu no pescoço. A investigação, que durou dois dias, concluiu que o agricultor não deveria estar posicionado entre o equipamento e o trator naquele momento.
Investigação e falhas de segurança
De acordo com o relato apresentado ao tribunal, Kleinov conseguiu se desvencilhar das máquinas mesmo após sofrer ferimentos graves no crânio e no pescoço. Ele ainda caminhou alguns metros antes de cair no chão, enquanto colegas acionavam os serviços de emergência. Apesar do atendimento, os socorristas não conseguiram reanimá-lo, e a morte foi declarada no local.
A causa do óbito foi confirmada pela patologista Amanda Jeffery, credenciada pelo Ministério do Interior, que apontou traumatismos cranianos e no pescoço. Exames toxicológicos descartaram a presença de álcool ou drogas no organismo.
O campo pertence à Southern England Farms Ltd (SEF), uma das maiores produtoras de hortaliças da Cornualha. Em depoimento, o gerente da fazenda, Gordon Stokes, afirmou que Kleinov “se colocou em perigo” ao solicitar que os braços da máquina fossem levantados quando o espaço entre os equipamentos estava prestes a se fechar. Segundo ele, o acidente teve “um impacto profundo” sobre toda a equipe, e os procedimentos de segurança e treinamento foram reforçados desde então, com a descontinuação do uso das mini-colheitadeiras.
Alexander Ashen, inspetor da Agência Executiva de Saúde e Segurança (HSE), afirmou no inquérito que práticas habituais acabaram incentivando a negligência das normas. Ele relatou que alguns trabalhadores realizavam o engate das máquinas pelo meio, entre o reboque e o trator, em vez de fazê-lo lateralmente, como recomendado. Para o inspetor, o treinamento oferecido pela SEF deveria ter sido suficiente para evitar o procedimento adotado por Kleinov, classificado como “inerentemente perigoso”.
Ashen informou ainda que entrou em contato com o fabricante do equipamento e com todas as fazendas da Inglaterra que utilizam o mesmo modelo. Segundo ele, todas relataram estar cientes do caso e garantiram que adotam métodos mais seguros, como a montagem lateral ou a instalação permanente da estrutura no início da temporada, para evitar acidentes semelhantes.
Em outubro de 2016, Jeffrey Epstein, o empresário e investidor americano que foi acusado de uma série de crimes sexuais e morreu na prisão em 2019, manifestou interesse em uma possível negociação para comprar uma agência de modelos brasileira, com o objetivo de “ter acesso a garotas”. A informação aparece numa troca de mensagens de Epstein entre os três milhões de novos arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e encontrada pelo GLOBO. Nos e-mails, um associado de Epstein envia ao empresário um relatório sobre três agências brasileiras de modelo, com sugestões e detalhes de como poderia ser feita a transação com cada uma delas. A resposta de Epstein é um pedido para que um acordo de confidencialidade seja assinado com a Ford Models, a fim de dar início à negociação. CEO da Ford Models, Decio Restelli Ribeiro diz que não se recorda da reunião, que a Ford nunca esteve à venda e que não tem nenhuma relação com Jeffrey Epstein.
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A conversa que fala da possibilidade de compra da agência é apenas uma entre Epstein e um homem identificado como Ramsey Elkholy — nome que aparece em centenas das trocas de mensagens com o empresário, enviando fotos ou marcando horários de encontros com mulheres de várias nacionalidades. Num e-mail datado de 2 de outubro de 2016, Elkholy apresenta a Epstein informações sobre possíveis parceiros no Brasil para um concurso de modelos ou para sociedade em uma agência. São citadas as agências de modelos Elite, Ford Models e L’Équipe, três das maiores do mercado. Também é citada a revista Harper’s Bazaar.
A troca e-mails de Epstein sobre agências de modelos brasileiras:
Parte da rroca de e-mails entre Jeffrey Epstein sobre agências de modelo brasileiras
Arte/ Reprodução Departamento de Justiça dos EUA
Em várias partes da mensagem, Elkholy comenta as intenções de Epstein. “Presumo que você está mais interessado no acesso a (ele usa um emoji de uma garota)”, diz, sobre a Ford Models. O associado do empresário também pondera sobre escolher entre as agências Ford e Elite: “(Com a Ford), há muitas oportunidades para conhecer modelos, mas acredito que não o mesmo acesso direto do concurso (da Elite), onde as garotas são majoritariamente caipiras sem experiência”.
Na mesma mensagem, Elkholy explica o que seria o concurso da Elite, uma espécie de peneira para meninas entrarem no mundo da moda. A prática foi bastante comum entre várias agências do mundo entre os anos 1980 e 2000, inclusive com a participação de jovens que se tornariam supermodelos, entre elas Cindy Crawford e Gisele Bündchen.
Elkholy diz por que acha boa para Epstein a ideia de um concurso nos moldes do organizado pela Elite: “Isso implicaria ter acesso a todas as garotas, e você poderia decidir o que fazer com elas. É raro a vencedora desses concursos alcançar o estrelato; geralmente é outra garota que passou despercebida, e é por isso que eu gosto disso — para você, quero dizer. Basicamente, você poderia levar essas garotas para qualquer lugar nos EUA (existe uma agência brasileira que cuida dos vistos americanos), ou para Paris ou para o Caribe.”
Na mensagem, o associado do empresário conta que custaria a Epstein cerca de US$ 250 mil para fazer no Brasil um concurso como o Elite Model Look e que enviou um PDF com mais informações. Diz, também, que encontrou com os dois organizadores principais, “que são olheiros de concursos bem conhecidos no Brasil”, mas não cita nomes.
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Sobre a Ford Models, Elkholy esclarece que a agência é dirigida por “um cara que nunca teve investidores” e que teria dito estar “aberto a receber algum apoio para que pudesse concretizar plenamente os objetivos da agência”. Segundo a mensagem do associado de Epstein, a Ford Models seria “um bom investimento se você quiser expandir uma marca já estabelecida”.
Epstein responde ao e-mail dizendo a Elkholy para assinar o acordo de confidencialidade, obter os números da Ford Models e encontrá-lo numa quarta-feira em Nova York. O associado diz então que a Ford Models está preparando o documento.
Em entrevista por telefone ao GLOBO, o CEO da Ford Models, Decio Restelli Ribeiro, afirma que a agência nunca teve qualquer relação com Jeffrey Epstein.
— Eu posso ter feito uma reunião, como faço muitas. Mas eu lembraria se alguém quisesse comprar a minha empresa. A Ford nunca esteve à venda e não tem nenhuma relação com Jeffrey Epstein. Fico chateado e enojado de ver a marca, que faz 80 anos, citada por quem tem interesses escusos. Eu nunca venderia a Ford.
Elkholy também menciona uma terceira agência, a L’Equipe, que, segundo ele, seria “menor e administrada por apenas uma mulher”. Ele diz que viu os números da empresa e que ela valeria cerca de US$ 1,5 milhão. “Ela não investiu muito em olheiros nos últimos anos, então é aí que vejo o maior potencial de crescimento”, diz a mensagem.
Por fim, Elkholy conta que a revista Harper’s Bazaar o “interessa muito” e que espera os resultados de uma auditoria para saber qual seria um preço justo pela participação no negócio.
O remetente do e-mail a Epstein, Ramsey Elkholy é músico e produtor, um dos fundadores do coletivo Monotronic, já identificado em outros documentos do caso divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA como olheiro e recrutador de modelos para Epstein. Uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal afirmou que os dois foram apresentados por uma namorada do investidor.
Nas novas mensagens divulgadas — um lote de arquivos sobre o caso Jeffrey Epstein com cerca de três milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens —, o nome completo de Ramsey Elkholy aparece 2.267 vezes. Em várias, são citados encontros com mulheres. Em algumas, fotos de modelos de biquíni são enviadas a Epstein.
Há mensagens entre os dois em que mulheres brasileiras são citadas. Em 13 de junho de 2010, por exemplo, o associado enviou seis imagens ao empresário: “Esta é Juliana, uma garota brasileira de 21 anos que eu vou levar para NY amanhã, muito sexy, pele incrível… Você estará na cidade segunda, terça ou quarta?”. Em outra mensagem, esta de 8 de junho de 2014, Elkholy falou a Epstein: “Lesley me escreveu e sugeriu terça, às 18h, e vai tentar trazer uma garota brasileira”. O bilionário teve uma assistente executiva chamada Lesley Groff, mas na troca de e-mails não fica claro quem seria a Lesley mencionada.
Entenda o Caso Epstein
Jeffrey Epstein foi um gestor de fortunas americano que construiu, ao longo de décadas, uma rede de influência entre círculos políticos e figuras de destaque do mundo empresarial, acadêmico e cultural. A partir dos anos 2000, porém, seu nome passou a ser associado a acusações graves de abuso e exploração sexual de menores. Entre 2008 e 2009, Epstein chegou a ficar 13 meses preso, mas firmou um acordo judicial alvo de muitas críticas, que lhe permitiu cumprir pena reduzida e lhe garantiu imunidade a novas acusações federais por anos.
O caso voltou ao centro do debate público em 2019, quando Epstein foi novamente preso, desta vez sob acusações federais de tráfico sexual. Mas não houve tempo para o julgamento. Em 10 de agosto, pouco mais de um mês após ser detido, ele foi encontrado morto na prisão, em circunstâncias oficialmente tratadas como suicídio, mas que até hoje alimentam os mais diversos fóruns de teorias da conspiração.

Na última sexta-feira, 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou público um imenso conjunto de arquivos sobre o caso: são cerca de três milhões de páginas com trocas de e-mails e documentos, além de milhares de vídeos e imagens. A divulgação vem trazendo novos detalhes sobre os vínculos de Epstein com figuras públicas como Donald Trump, Bill Clinton, Bill Gates, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor e Noam Chomsky.
Por sua dimensão e gravidade, o caso tem sido considerado um dos escândalos mais sensíveis da história recente americana.

A Rússia afirmou nesta terça-feira que o mundo está entrando em seu momento “mais perigoso” com o iminente fim do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START, na sigla em inglês), último tratado nuclear vigente a limitar o número de armas estratégicas do país e dos EUA, que expira nesta quinta-feira. Moscou afirmou que não irá fazer recuos em sua proposta já enviada a Washington, e que está “preparada” para a nova realidade de segurança sem o controle de armas nucleares.
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Em uma entrevista coletiva em Moscou, o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o “mundo estará em uma posição mais perigosa do que jamais esteve” com a expiração do tratado assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev. Em viagem a Pequim, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o país está preparado para o fim do limite às armas nucleares.
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— Este é um novo momento, uma nova realidade. Estamos preparados para ela — disse Ryabkov, que é o responsável pelas questões de controle de armas, em declaração registrada pela agência russa Ria Novasti.
A parte russa se ofereceu para estender alguns dos termos do Novo Start, incluindo inspeções para a verificação dos arsenais nucleares, mas o governo americano não avançou com as negociações. Em declarações ao New York Times no mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que deixará o tratado expirar, mas não respondeu formalmente à proposta de Moscou.
Ryabkov afirmou que a Rússia não faria nenhum recuo com a aproximação do tratado, acrescentando que a ausência de uma resposta formal também era um posicionamento.
— No dia e meio restante antes do vencimento formal do Tratado Novo START, não tomaremos nenhuma ação ou apelo oficial aos americanos. Fizemos tudo o que era necessário em tempo hábil, e eles tiveram bastante tempo para refletir sobre o assunto. A falta de resposta também é uma resposta — disse.
Caso não haja um acerto imediato, será a primeira vez em décadas que as duas maiores potências nucleares do mundo ficarão sem qualquer documento limitando o controle de seus arsenais.
Novo Start: O que é?
O Novo Start limita o número de ogivas nucleares, que os EUA e a Rússia podem instalar em mísseis ou armamentos como veículos ou aeronaves, deixando-as prontas para serem usadas. O tratado permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações, além de monitoramento remoto e por satélite.
O tratado foi assinado em substituição ao tratado Start, que vigorou de 1994 a 1999. Ele permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações por meio de visitas presenciais, além de permitir o monitoramento remoto e por satélite. (Com AFP)
Cinco militares da Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) foram condenados à prisão militar após submeterem jovens recrutas a um ritual de iniciação marcado por humilhações, agressões físicas e intimidação psicológica em uma base aérea em Honington, no condado de Suffolk. As informações foram reveladas pelo jornal britânico The Telegraph, que teve acesso aos detalhes apresentados em tribunal militar, nesta segunda-feira (2).
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Uma investigação foi aberta depois que vídeos das chamadas “punições” aplicadas aos novos aviadores passaram a circular, no ano passado, em um grupo de WhatsApp do regimento. As imagens mostraram recrutas sendo arrancados de seus alojamentos durante a noite, arrastados até uma sala escura e submetidos a um encenação descrita no tribunal como um “tribunal de fachada”.
Ritual exposto em vídeos
Segundo o relato apresentado ao Tribunal Militar de Catterick, no norte da Inglaterra, cantos gregorianos e uma chamada islâmica para a oração eram reproduzidos em alto volume enquanto os jovens eram informados de que estavam sendo julgados por um “conselho” formado por cinco aviadores mais antigos. Um dos recrutas implorou para que o ritual fosse interrompido, mas teve as mãos chicoteadas com faixas de borracha de resistência.
Ainda de acordo com o The Telegraph, um dos condenados colocou uma faixa em volta do pescoço de um recruta e o conduziu como um cachorro. As vítimas também foram obrigadas a rastejar pelo chão, ajoelhar-se diante dos superiores e cantar músicas infantis, incluindo “Baby Shark”, acompanhando gestos. Houve ainda relatos de recrutas forçados a se curvar, andar como um macaco e receber golpes com um cinto. Uma das vítimas afirmou que o episódio a deixou “mais reclusa” e a fez questionar sua confiança na RAF e no próprio regimento.
O juiz-advogado-geral adjunto Edward Legard condenou Byron Coy, de 20 anos, Corey Cross, de 19, e Connor McCulloch, de 23, a 18 semanas de prisão por conduta vergonhosa de natureza cruel. Tomos Windridge, de 20, e Alfie Holcombe, de 23, receberam penas de seis semanas por conduta prejudicial à boa ordem e à disciplina militar; Holcombe também foi condenado a duas semanas adicionais por agressão. Apesar das sentenças, os cinco foram informados de que poderão continuar servindo na RAF após o cumprimento das penas.
O caso reacende questionamentos sobre a segurança na base de Honington e ocorre quatro anos depois de outro episódio grave no mesmo local, quando um recruta foi filmado sendo despido e agredido sexualmente com um tubo de morteiro. Após a audiência, o Centre for Military Justice pediu ao Ministério da Defesa britânico a adoção de mecanismos mais rigorosos para erradicar castigos físicos e cerimônias de iniciação. Para Lucy Baston, representante da entidade, a política oficial de “tolerância zero” não tem sido suficiente para impedir novos abusos.
Embora o contexto seja militar, a lógica do episódio lembra práticas de trotes universitários que ainda ocorrem no Brasil, muitas vezes justificadas como “brincadeiras” ou rituais de integração, mas que podem envolver humilhação pública, violência física e danos emocionais.

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