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A modelo espanhola Cristina Pérez Galcenco, de 21 anos, foi encontrada sem vida nesta terça-feira em sua residência em Caleta de Vélez, na província de Málaga, sul da Espanha. A informação foi confirmada por fontes próximas à família à veículos e agências de notícias do país europeu. A jovem, que faleceu por causas naturais, era filha do ex-jogador Nacho Pérez, que atuou em diversos clubes da primeira divisão espanhola entre 1999 e 2014. Ela começou a desfilar aos 14 anos.
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Nascida em Lanzarote, Cristina mudou-se ainda bebê para Lugones, nas Astúrias, onde viveu com a família. Foi nessa região que iniciou sua trajetória no mundo da moda, tornando-se presença frequente da Pasarela Campoamor, tradicional evento realizado anualmente no Teatro Campoamor, em Oviedo, na mesma região. A administração do desfile publicou uma nota de pesar pela morte da jovem em seu perfil no Instagram.
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Segundo o jornal La Nueva España (LNE), o velório da modelo será realizado a partir das 17h desta sexta-feira, no tanatório Puente Nora, na cidade de Lugones. O funeral está marcado para o sábado, 7 de fevereiro, na igreja paroquial de San Félix de Lugones, na mesma localidade.
Ao longo da carreira, Cristina Pérez Galcenco participou de importantes eventos internacionais. Desfilou na Mercedes-Benz Fashion Week Madrid e integrou semanas de moda em cidades como Paris e Milão. Também trabalhou em campanhas publicitárias para marcas como Stradivarius e apresentou coleções para grifes de renome, entre elas Versace e Louis Vuitton. Chegou a passar alguns meses trabalhando na China e tinha como grande sonho tornar-se “anjo” da Victoria’s Secret.
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A morte precoce da modelo causou comoção no setor da moda. Pelas redes sociais, a organização da Pasarela Campoamor prestou homenagem publicando imagens de Cristina desfilando, acompanhadas apenas pelo símbolo de uma pomba. Profissionais que conviveram com ela destacaram sua postura e personalidade. Uma professora de sua antiga escola a descreveu como alguém “com gesto muito amável” e sempre “muito carinhosa”.
A fotógrafa Xana de Jesús lamentou a perda: “Só posso dizer aos pais e à família que uma estrela brilha eternamente em nossos corações”, disse ao LNE. “Cris, você sempre foi e sempre será uma referência e um exemplo a seguir tanto na sua carreira de modelo quanto como pessoa. Fui afortunada por conhecê-la e trabalhar com você”.
O cabeleireiro Manuel Mon também prestou tributo: “Hoje nos despedimos com enorme tristeza de uma pessoa muito especial para nós. Nos deixou cedo demais uma luz jovem e cheia de sensibilidade que fez parte da nossa história”. Ele acrescentou: “Mais do que seu talento diante das câmeras e nas passarelas, lembraremos de sua doçura, de seu profissionalismo e da forma tão autêntica com que dava vida a cada peça”.
Cristina Pérez Galcenco conciliou os estudos com a prática da ginástica rítmica durante a infância e a adolescência, antes de dedicar-se integralmente à moda. Descrita por amigos e colegas como dedicada e sensível, deixou uma carreira promissora interrompida de forma repentina, gerando grande consternação entre familiares, amigos e profissionais do setor.
Após críticas dos dois principais partidos políticos dos EUA, a Casa Branca removeu um vídeo conspiratório sobre as eleições que mostrava o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos. A publicação, feita na noite de quinta-feira na rede Truth Social, desencadeou uma reação ampla, que incluiu críticas de democratas e também de republicanos. A postagem foi condenada como racista por adversários políticos e levou aliados do presidente a pedir a remoção do conteúdo.
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— Um funcionário da Casa Branca publicou o conteúdo erroneamente. A postagem foi retirada do ar — disse um representante do governo à AFP.
Mais cedo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia minimizado a repercussão negativa e classificado as reações ao vídeo como uma “indignação falsa”. Ela afirmou que o material foi retirado de “um vídeo de meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens de O Rei Leão”.
O vídeo, com cerca de um minuto, promovia teorias da conspiração sobre a eleição presidencial de 2020 e inclui, por aproximadamente um segundo, imagens em que os rostos de Barack e Michelle Obama são sobrepostos a corpos de macacos, ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”. A gravação fazia parte de uma sequência de postagens do presidente que reiteram falsas alegações de que o pleito foi roubado. Até as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, a publicação havia recebido milhares de “curtidas” na rede social do presidente.
Líderes democratas classificaram o conteúdo como racista. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, escreveu no X que Trump é “vil, desequilibrado e maligno” e afirmou: “Todo e qualquer republicano deve denunciar imediatamente a repugnante intolerância” do republicano. Em outra publicação, chamou o presidente de “doente”. As críticas foram ecoadas pelo Gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom — apontado como possível candidato democrata à Presidência em 2028 e um dos críticos mais proeminentes de Trump —, que escreveu:
“Comportamento asqueroso por parte do Presidente. Cada republicano deve denunciá-lo. Agora”, publicou.
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Ben Rhodes, ex-alto assessor de segurança nacional e confidente próximo de Barack Obama, também condenou as imagens. Em publicação no X, ele escreveu: “Que isso assombre Trump e seus seguidores racistas: os americanos do futuro vão abraçar os Obama como figuras queridas, enquanto estudarão Trump como uma mancha em nossa história.”
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As críticas, porém, não se limitaram à oposição. O republicano Tim Scott, da Carolina do Sul, aliado de Trump e único senador negro do partido, condenou a postagem e pediu sua remoção: “Rezo para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca”, escreveu ele nas redes sociais, em manifestação vista como rara dentro do Partido Republicano. Além de senador, Scott preside a Comissão Nacional Republicana Senatorial, responsável por coordenar a estratégia da sigla para manter a maioria no Senado nas eleições de meio de mandato.
O grupo Republicans Against Trump (Republicanos Contra Trump), crítico frequente do presidente nas redes, escreveu: “Não há limite”.
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Segundo a primeira versão da Casa Branca, no entanto, o trecho com os Obama foi retirado de um vídeo mais longo, difundido anteriormente por um criador de memes conservadores. Nele, Trump é retratado como um leão, enquanto líderes democratas aparecem como diferentes animais. O vídeo termina com os personagens se curvando diante do republicano.
Imagens de IA
A representação dos Obama como macacos perpetua um estereótipo racista promovido por traficantes de escravizados e segregacionistas, que usaram essa caracterização para desumanizar pessoas negras e justificar linchamentos e outras atrocidades. Trump tem histórico de fazer comentários depreciativos sobre pessoas de cor, mulheres e imigrantes, e, desde seu retorno à Presidência, o republicano e sua administração têm zombado com frequência ou feito acusações falsas contra Obama.
Obama é o único presidente negro da História dos Estados Unidos e apoiou Kamala Harris, adversária de Trump, nas eleições presidenciais de 2024. Trump lançou sua própria carreira política ao promover a teoria da conspiração racista e falsa conhecida como “birther”, segundo a qual o democrata, que nasceu no Havaí, mentia sobre ter nascido nos EUA. O republicano mantém há muito tempo uma rivalidade com Obama, que foi presidente de 2009 a 2017, demonstrando especial ressentimento pela popularidade do democrata e pelo fato de ele ter recebido o Nobel da Paz.
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Na campanha de 2024, Trump afirmou que imigrantes estavam “envenenando o sangue do nosso país”, linguagem semelhante à usada por Adolf Hitler para desumanizar judeus na Alemanha nazista. Durante seu primeiro mandato na Casa Branca, Trump se referiu a um grupo de países em desenvolvimento, majoritariamente negros, como “países de merda”. Inicialmente, ele negou ter usado o termo, mas admitiu em dezembro de 2025 que o havia dito.
Desde que voltou à Casa Branca, o presidente e seus aliados têm intensificado o uso de memes e vídeos, inclusive produzidos com inteligência artificial, para atacar adversários políticos. As publicações costumam ser defendidas por assessores como conteúdo humorístico, enquanto críticos apontam desinformação e ataques de cunho racial.
No ano passado, divulgou um vídeo produzido com IA que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval e aparecendo atrás das grades com um macacão laranja. Mais tarde no mesmo ano, publicou um clipe criado com IA do líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries — que é negro —, com um bigode falso e um chapéu de charro. Jeffries classificou a imagem como racista.
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Em seu segundo mandato, Trump vem sendo criticado por adversários por liderar uma ofensiva contra programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Uma das primeiras decisões do governo foi encerrar todos os programas federais de DEI, incluindo políticas de diversidade nas Forças Armadas, que o presidente classificou como “woke”. A medida também levou à retirada, das bibliotecas de academias militares, de dezenas de livros que tratam da história da discriminação nos EUA.
Os programas federais de combate à discriminação surgiram a partir da luta pelos direitos civis na década de 1960, liderada principalmente por afro-americanos, em defesa da igualdade e da justiça após séculos de escravidão. A abolição formal, em 1865, foi seguida por outras formas institucionais de racismo. (Com AFP e New York Times)
Equipes de resgate estão em busca de seis mineiros presos em uma mina de carvão ilegal no centro da Colômbia, após uma explosão, embora as autoridades suspeitem que eles possam estar mortos. Os mineiros ficaram presos sob os escombros nesta quinta-feira em Guachetá, uma cidade a cerca de 100 km de Bogotá, onde a mineração é uma importante fonte de renda.
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Os socorristas detectaram altos níveis de gás metano e tiveram que suspender temporariamente as operações até a manhã seguinte.
“Tudo nos leva a crer que eles não estão vivos”, já que os socorristas não conseguiram fornecer oxigênio aos mineiros, disse o governador do departamento de Cundinamarca, Jorge Emilio Rey, à Blu Radio.
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Do lado de fora da mina, em meio a uma densa floresta de pinheiros, parentes dos mineiros aguardavam, sentados no chão e envoltos em ponchos, no frio típico desta região andina, observaram repórteres da AFP.
“Eles trabalharam a noite toda” no resgate, disse Alveiro Aguillón, comandante do corpo de bombeiros local. O governador Rey afirmou que a mina aparentemente “tinha ordens de fechamento” das autoridades reguladoras, mas continuou operando sem as licenças necessárias.
Acidentes em minas na Colômbia são frequentes e muitas vezes fatais, especialmente em minas de carvão e minas ilegais ou artesanais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio público à primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dois dias antes das eleições legislativas antecipadas, marcadas para este domingo. Segundo a BBC, a manifestação, feita em uma publicação na rede Truth Social nesta sexta-feira, rompe a tradição de cautela dos líderes americanos em pleitos estrangeiros e ocorre em um momento de instabilidade diplomática no Leste Asiático.
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Primeira mulher a liderar o governo japonês, a líder ultranacionalista busca consolidar a maioria conservadora, apostando em seu bom desempenho nas pesquisas de opinião para impulsionar os resultados de seu Partido Liberal Democrático (PLD, nacionalista de direita).
A coalizão governista, que detém uma pequena maioria na Câmara baixa e busca ampliar sua base de apoio, deve ultrapassar facilmente as 233 cadeiras na Câmara Baixa segundo as pesquisas. Com seu aliado, o Partido da Inovação, a coalizão poderia ultrapassar 300 das 465 cadeiras, quase dois terços do total.
Na oposição, a Aliança Reformista Centrista, que inclui o Partido Democrático Constitucional (PDC) e o antigo aliado do PLD, o Komeito, pode perder metade de suas 167 cadeiras.
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“Os resultados são muito importantes para o futuro do país. A primeira-ministra Takaichi já provou ser uma líder forte, poderosa e sábia, que realmente ama seu país”, escreveu Trump, afirmando ainda que ela “não decepcionará o povo japonês”. O gesto reforça a aproximação entre os dois governos em um contexto de disputas comerciais, tensões de segurança e deterioração das relações entre Japão e China.
Embora raras, intervenções desse tipo não são inéditas na trajetória política de Trump. Nos últimos meses, ele também manifestou apoio ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.
A aproximação com Washington tem sido uma estratégia central de Takaichi desde que assumiu o cargo, em outubro, após vencer a disputa interna em seu partido e garantir apoio no Parlamento. No mês passado, ela convocou eleições antecipadas visando obter um mandato popular direto.
A relação bilateral ganhou novo impulso após negociações comerciais em julho, quando o Japão concordou em investir US$ 550 bilhões (cerca de R$ 2,86 trilhões) nos Estados Unidos. Em contrapartida, o governo americano reduziu tarifas de importação que inicialmente poderiam chegar a 25% para 15%.
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Poucos dias após assumir o cargo, Takaichi recebeu Trump em Tóquio com honras militares completas, em uma visita marcada por forte simbolismo político. Em um dos momentos mais emblemáticos, a premier apareceu ao lado do presidente americano a bordo do porta-aviões USS George Washington, em imagens amplamente divulgadas internacionalmente.
Além do alinhamento econômico, os dois líderes compartilham posições semelhantes na área de defesa. Trump tem pressionado aliados a ampliar seus gastos militares, posição defendida também por Takaichi, em meio ao debate interno no Japão sobre a necessidade de reforçar a capacidade de autodefesa do país.
Durante a visita, os governos assinaram acordos sobre o fornecimento de terras raras e divulgaram um documento que descreve uma nova “era de ouro” nas relações bilaterais. Takaichi elogiou o papel de Trump na diplomacia internacional, especialmente no Oriente Médio, enquanto o presidente americano afirmou ter ficado “extremamente impressionado” com a primeira-ministra.
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Trump também afirmou estar “ansioso” para receber Takaichi na Casa Branca em 19 de março, sinalizando que sua administração vê a líder japonesa como uma parceira estratégica.
Apelo popular nas redes
Conservadora ferrenha e admiradora de Margaret Thatcher, Takaichi, de 64 anos, é popular especialmente entre os jovens e se tornou um fenômeno nas redes sociais.
Sua retórica incisiva sobre imigração também pode ter diminuído o espaço para o partido populista Sanseito, que defende uma política de “Japão Primeiro”.
— A linguagem que ela usa é fácil de entender — observa Mikitaka Masuyama, do Instituto Nacional de Estudos Políticos.
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O antecessor de Takaichi, Shigeru Ishiba, “refletia muito, mas falava como um acadêmico”, completa.
Nova escalada
A declaração de Trump tem impacto que vai além do eleitorado japonês e é interpretada como um recado direto à China. As relações entre Pequim e Tóquio atravessam um de seus momentos mais delicados em mais de uma década, agravadas por disputas territoriais e pelo tema sensível de Taiwan.
Em novembro, Takaichi irritou o governo chinês ao afirmar que o Japão poderia reagir com suas Forças de Autodefesa caso a China atacasse Taiwan, ilha autogovernada reivindicada por Pequim. A premier se recusou posteriormente a recuar da declaração.
A China respondeu aconselhando seus cidadãos a não viajarem para o Japão, reforçando seus controles comerciais e organizando exercícios aéreos conjuntos com a Rússia ao redor do arquipélago japonês.
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Segundo Yee Kuang Heng, da Universidade de Tóquio, as tensões poderiam diminuir em caso de uma vitória esmagadora, já que “a China reconhece sua força e pode considerar que possui mais resiliência do que o previsto, e que terá de ser levada em consideração”.
O apoio de Trump ocorre um dia após uma conversa telefônica entre o presidente americano e o líder chinês, Xi Jinping. Segundo o presidente americano, ambos reconhecem a importância de manter uma relação estável. Xi, por sua vez, classificou Taiwan como “a questão mais importante” do vínculo bilateral e pediu prudência dos EUA no fornecimento de armas à ilha, segundo a imprensa estatal chinesa.
Pesquisas indicam ampla vantagem de Takaichi na eleição deste domingo. Ainda assim, analistas avaliam que sua liderança será testada na condução da economia japonesa, que enfrenta crescimento lento, e no equilíbrio da relação com Washington, seu principal aliado em segurança, e com Pequim, seu maior parceiro comercial.
Um dos “participantes-chave” por trás do ataque de 11 de setembro de 2012 à missão dos EUA em Benghazi, que deixou quatro americanos mortos, incluindo o embaixador Chris Stevens, foi preso, disseram autoridades nesta sexta-feira. A secretária de Justiça Pam Bondi afirmou que o suspeito foi levado para os Estados Unidos e responderá por homicídio e outros crimes.
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Além de Stevens, também foram mortos o funcionário do Departamento de Estado, Sean Smith, e os soldados da força especial da Marinha, Glen Doherty e Tyrone Woods.
— Hoje, tenho orgulho de anunciar que o FBI prendeu um dos principais participantes do ataque em Benghazi — disse Bondi em uma entrevista coletivana qual também estava presente o diretor do FBI, Kash Patel. — Nunca nos esquecemos desses heróis e nunca deixamos de buscar justiça por esse crime contra nossa nação.
Segundo a rede americana CNN, Zubayar al-Bakoush chegou ao estado da Virgínia na manhã desta sexta-feira e deve responder por acusações de assassinato, terrorismo e incêndio criminoso. Indiciado há 11 anos, ele teve o processo mantido em sigilo até ser preso, afirmou a procuradora federal Jeanine Pirro, cujo gabinete ficará responsável pela acusação.
Ao ser perguntado se houve algum envolvimento estrangeiro na prisão de al-Bakoush, Patel afirmou que a operação foi realizada “em toda a área interinstitucional aqui, e é claro que estamos trabalhando com parceiros no exterior”, sem dar mais detalhes.
A rede americana Fox News transmitiu o que afirmou ser imagens exclusivas da chegada de Bakoush a uma base militar na Virgínia, nos arredores de Washington. Nas imagens, um senhor idoso de cabelos grisalhos tem dificuldade para descer uma escadaria de um avião e é colocado em uma maca, onde permanece tremendo de frio.
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O ataque de 11 de setembro de 2012 ao consulado dos EUA ocorrey na segunda maior cidade da Líbia e foi atribuído a um grupo jihadista ligado à al-Qaeda, o Ansar al-Sharia. Na ocasião, militantes islâmicos armados com armas automáticas e granadas invadiram o complexo americano em um momento em que o país norte-africano rico em petróleo estava mergulhado em uma guerra civil.
Eles incendiaram o prédio, matando Stevens e Smith por inalação de fumaça, e depois atacaram também um anexo da CIA onde Doherty e Woods morreram.
O ataque, o primeiro a vitimar um embaixador americano desde 1979, chocou profundamente os Estados Unidos e causou uma tempestade política para o governo do então presidente Barack Obama.
O Departamento de Estado, então chefiado por Hillary Clinton, foi acusado por seus adversários políticos de erros fatais e negligência em relação ao derramamento de sangue, que ocorreu 11 anos após os ataques de 11 de setembro da al-Qaeda.
Os Estados Unidos já condenaram pelo menos dois líbios por envolvimento no ataque a Benghazi. Ahmed Abu Khatallah foi condenado a 22 anos de prisão em 2018 e Mustafa al-Imam foi condenado a quase 20 anos em 2020. E, em 2015, os EUA mataram Ali Awni al-Harzi, comandante do Estado Islâmico envolvido no atentado.
Com AFP.
A princesa consorte da Noruega, Mette-Marit, afirmou na sexta-feira que “lamenta profundamente” sua amizade com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein e a situação em que colocou a Coroa, em comunicado divulgado pelo palácio real.
Casada com o príncipe herdeiro Haakon desde 2001, Mette-Marit teve seu nome citado em novos documentos sobre Epstein publicados há uma semana pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o que levanta questionamentos sobre a possibilidade de um dia se tornar rainha.
— Lamento profundamente minha amizade com Jeffrey Epstein. É importante para mim pedir desculpas a todos aqueles a quem decepcionei (…) Também lamento a situação em que coloquei a família real, especialmente o rei e a rainha — disse.
O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, havia solicitado explicações sobre o conteúdo dos numerosos e-mails trocados com Epstein, condenado em 2008 e que se suicidou na prisão em 2019.
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Parte das mensagens indica elevado grau de confiança entre ambos. Em 2012, quando Epstein afirmou estar em Paris “procurando esposa”, a princesa respondeu que a capital francesa é “boa para o adultério, mas que as escandinavas (são) melhores esposas”.
O palácio real informou que “a princesa deseja falar sobre o que ocorreu e dar explicações detalhadas”.
“No momento, não está em condições de fazê-lo. A princesa se encontra em uma situação muito difícil”, acrescentou a instituição.
Mette-Marit, de 52 anos, já havia manifestado no domingo pesar por seus contatos com Epstein e por não ter verificado seus antecedentes.
A divulgação dos e-mails ocorre em um período turbulento para a princesa. Seu filho, Marius Borg Høiby, de uma relação anterior ao casamento com Haakon, está sendo julgado desde terça-feira por 38 acusações, entre elas quatro estupros e episódios de violência contra ex-parceiras.
A princesa também sofre de uma forma rara de fibrose pulmonar, doença incurável, e possivelmente terá de se submeter a um transplante.
No mais recente gesto de apoio à Dinamarca e à Groenlândia — mais uma vez alvo de interesse do presidente americano, Donald Trump, desde o início de seu segundo mandato —, Canadá e França anunciaram que abrirão consulados diplomáticos na capital da ilha semiautônoma nesta sexta-feira. A decisão foi tomada em meio a pressões recentes dos Estados Unidos para garantir o controle do território dinamarquês.
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A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, viajou a Nuuk para inaugurar o consulado canadense. Segundo autoridades, a missão também poderá reforçar a cooperação em áreas como a crise climática e os direitos dos inuítes. Anand foi acompanhada pela governadora-geral do Canadá, Mary Simon, que é indígena.
Na véspera, Anand se reuniu na Dinamarca com o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, e publicou nas redes sociais que “como nações árticas, o Canadá e o Reino da Dinamarca estão trabalhando juntos para fortalecer a estabilidade, a segurança e a cooperação em toda a região”. O Canadá havia prometido abrir um consulado na Groenlândia em 2024 — antes das recentes declarações de Trump sobre uma possível tomada do território —, e a inauguração formal foi adiada desde novembro devido ao mau tempo.
Já o Ministério das Relações Exteriores francês informou que Jean-Noël Poirier assumirá o cargo de cônsul-geral, tornando a França o primeiro país membro da União Europeia (UE) a estabelecer um consulado-geral na Groenlândia. Poirier, que já atuou anteriormente como embaixador francês no Vietnã, ficará “encarregado de trabalhar para aprofundar projetos de cooperação já existentes com a Groenlândia nas áreas cultural, científica e econômica, além de fortalecer os laços políticos com as autoridades locais”, afirmou o ministério.
— O primeiro item da agenda será ouvir os groenlandeses, permitir que expliquem detalhadamente sua posição e, de nossa parte, confirmar nosso apoio, tanto quanto eles e o lado dinamarquês desejarem — disse Poirier à AFP antes de partir rumo a Nuuk.
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A França afirma que a decisão de abrir o consulado foi tomada durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia, em junho passado, quando ele expressou a “solidariedade” da Europa com a ilha e criticou as ambições americanas sobre o território. Diante da retórica de Trump sobre o território, Macron já acusou os EUA de tentar subordinar a Europa por meio de uma política de tarifas “inaceitáveis” e disse desejar que um exercício da Otan, a aliança militar do Ocidente, fosse realizado na Groenlândia.
Trump anunciou em janeiro que imporia novas tarifas à Dinamarca e a outros sete países europeus que se opuseram aos seus apelos para que os Estados Unidos assumissem o controle da Groenlândia, mas recuou abruptamente depois de afirmar que havia sido alcançado um “marco” para um acordo sobre o acesso ao território rico em minerais, com a ajuda do secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Poucos detalhes desse acordo vieram a público.
Na semana passada, começaram negociações técnicas entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia para a elaboração de um acordo de segurança para o Ártico. Embora os dois últimos tenham afirmado compartilhar preocupações com a segurança no Ártico, ambos os governos deixaram claro que soberania e integridade territorial são uma “linha vermelha” nas discussões com Washington.
— De certa forma, é uma vitória para os groenlandeses ver dois aliados abrindo representações diplomáticas em Nuuk — afirmou Jeppe Strandsbjerg, cientista político da Universidade da Groenlândia. — Há grande apreço pelo apoio contra o que Trump tem dito.
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Para analistas, a iniciativa tem dimensão política mais ampla. Segundo Ulrik Pram Gad, especialista no Ártico do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais, a abertura dos consulados envia uma mensagem clara aos EUA. Para o especialista, o gesto é “uma forma de dizer a Trump que sua agressividade contra a Groenlândia e a Dinamarca não é uma questão apenas desses dois atores”, envolvendo “também aliados europeus e o Canadá”.
— É um pequeno passo, parte de uma estratégia na qual estamos tornando esse problema europeu. As consequências não são apenas dinamarquesas; são europeias e globais — disse Christine Nissen, analista de segurança e defesa do think tank Europa.
Segundo especialistas, os novos consulados também reforçam o reconhecimento da crescente autonomia da Groenlândia, prevista na Lei de Autogoverno de 2009, e ampliam seus canais diretos de diálogo internacional. Os postos diplomáticos francês e canadense responderão às embaixadas dos dois países em Copenhague.
A Groenlândia mantém relações diplomáticas com a União Europeia desde 1992, com os Estados Unidos desde 2014 e com a Islândia desde 2017. A Islândia abriu um consulado em Nuuk em 2013, enquanto os EUA reabriram sua missão na capital groenlandesa em 2020. A Comissão Europeia inaugurou um escritório no território em 2024.
(Com AFP)
O Irã parece ter consertado diversas instalações de mísseis balísticos danificadas pelos bombardeios americanos e israelenses no ano passado, enquanto realizou apenas reparos limitados em centrais nucleares importantes, sugere uma análise de imagens de satélite realizada pelo New York Times. O ritmo desigual da reconstrução oferece pistas sobre as prioridades militares da nação persa, em meio à escalada de tensões na região com a concentração de forças americanas na região e as ameaças do presidente Donald Trump sobre uma nova ação contra o país. Se os EUA atacassem, o Irã provavelmente retaliaria com mísseis balísticos contra Israel e alvos americanos na região, dizem especialistas.
Em meio a tensões: EUA e Irã participam de negociações indiretas em Omã com acordo nuclear e programa de mísseis em pauta
Regime dos aiatolás: Irã acentua repressão contra apoiadores dos protestos, familiares das vítimas e médicos que auxiliaram feridos
EUA e Irã estão reunidos em Omã nesta sexta-feira, numa tentativa de evitar um novo conflito. O escopo das conversas não está de todo claro, mas os programas nuclear e de mísseis balísticos provavelmente estão entre os principais focos. Especialistas que acompanham o desenvolvimento dos dois programas corroboraram a análise do Times, que examinou imagens de cerca de 20 locais atingidos por Israel ou Washington durante o conflito de 12 dias em junho passado. O Times encontrou obras de construção em mais da metade deles.
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Os especialistas alertaram que a extensão total dos reparos permanece incerta, visto que as imagens de satélite oferecem apenas uma vislumbre aéreo das obras. Apesar disso, elas indicam que alguns foram feitos logo após os ataques a diversas instalações de mísseis, sugerindo que o Irã priorizou a produção dos artefatos bélicos no curto prazo.
“Ameaçar Israel e as bases e aliados dos EUA na região com ataques de mísseis é uma das poucas opções do Irã para dissuadir novos ataques às suas instalações nucleares”, escreveu John P. Caves III, consultor do Centro de Estudos de Armas de Destruição em Massa da Universidade de Defesa Nacional em Washington, em um e-mail.
Em contrapartida, especialistas afirmam que as imagens das principais instalações nucleares danificadas do Irã mostram apenas reparos parciais e esforços de fortificação, que ganharam ritmo apenas nos últimos meses. Autoridades ocidentais e israelenses encontraram poucos indícios de que o Irã tenha feito progressos significativos na reconstrução de suas capacidades de enriquecer combustível nuclear e fabricar uma ogiva nuclear.
Jornais em persa em uma banca de Teerã, em 27 de janeiro: “O Irã está pronto para uma grande resposta”, destaca um deles
Atta Kenare/AFP
‘Resposta esmagadora’: Mesmo enfraquecido, Irã tem capacidade de provocar danos aos EUA e seus aliados
Reabastecendo o arsenal de mísseis
As imagens de satélite mostram que trabalhos de reparo foram realizados nos últimos meses em mais de dez instalações ligadas ao programa de mísseis, incluindo locais de produção. Avaliações de inteligência constataram que o Irã reconstruiu amplamente o programa desde os ataques de junho.
— A ênfase dada à reconstrução do programa de mísseis contrasta com o programa nuclear — disse Sam Lair, pesquisador associado do Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação em Monterey, Califórnia.
Partes de um míssil Sayad 4-B exibidas durante um desfile militar em 2024
Atta Kenare / AFP
Entre bombardeiros, caças, mísseis e drones: Quais armas e alvos os EUA podem considerar em um novo ataque ao Irã
Lair afirmou que a instalação de testes de mísseis de Shahroud parece ter sido reconstruída com particular rapidez e que acredita-se que tenha voltado a operar poucos meses após os ataques. Quando nevou no mês passado, ele observou que as estradas da instalação foram rapidamente limpas e a neve derreteu dos telhados, sugerindo que o local está ativo.
— Shahroud é a maior e mais nova fábrica de produção de mísseis de propelente sólido do Irã — disse o especialista. — Portanto, faz sentido que tenha recebido toda a atenção.
Reconstrução nuclear limitada
A Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca, publicada em novembro, afirma que os ataques “degradaram significativamente o programa nuclear do Irã”. Especialistas dizem que, apesar de alguns trabalhos visíveis, as três principais instalações iranianas — Isfahan, Natanz e Fordo — parecem inoperantes.
Desde dezembro, Teerã ergueu telhados em duas das instalações, o que dificulta determinar se alguma reconstrução está ocorrendo dentro das estruturas. Especialistas dizem que isso pode significar que o país está tentando recuperar capacidades sem ser observado de cima. Grande parte dos outros danos causados ​​em junho permanece visível na superfície.
Imagem de satélite fornecida pela Maxar Technologies mostra danos na instalação de enriquecimento de Fordo, no Irã, após os bombardeios dos EUA, em 22 de junho de 2025
Maxar Technologies via The New York Times
Plano estratégico: Mapa mostra opções de ataque dos EUA ao Irã sem Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos
No complexo nuclear de Natanz, a cerca de 225 quilômetros ao sul de Teerã, considerado o principal centro de enriquecimento de urânio do país, os danos visíveis no início de dezembro foram cobertos por uma estrutura de telhado branca. O prédio danificado foi identificado como a instalação piloto de enriquecimento de combustível pelo Instituto para Ciência e Segurança Internacional, um grupo privado em Washington que monitora a proliferação nuclear.
No complexo nuclear de Isfahan, ataques destruíram vários edifícios acima do solo, incluindo instalações de conversão de urânio. Uma imagem de dezembro mostra edifícios destruídos que parecem ter sido cobertos.
A menos de um quilômetro e meio da instalação acima do solo de Isfahan, novas barreiras foram instaladas em uma das entradas de um complexo de túneis em uma montanha próxima, que alguns especialistas acreditam que possa abrigar uma instalação secreta de enriquecimento. E em um novo local subterrâneo a menos de três quilômetros de Natanz, conhecido como Montanha da Picareta, as entradas dos túneis foram reforçadas nos últimos meses.
Usina de Natanz (acima à esquerda), usina de Fordo (acima à direita), reator de água pesada de Arak (abaixo à esquerda) e usina de conversão de Isfahan (abaixo à esquerda), em imagens antes dos ataques americanos e israelenses de 2025
AFP/Reprodução
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Joseph Rodgers, pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, que monitora o programa nuclear do Irã, disse que, até recentemente, grande parte da atividade observada em torno dos locais nucleares parecia estar voltada principalmente para a avaliação e estabilização de danos, como a remoção de destroços e o preenchimento de crateras.
— Não vimos nenhum esforço intensivo de recuperação para tentar retirar equipamentos dessas instalações — disse ele, acrescentando que uma repressão do governo iraniano contra suspeitos de espionagem após os ataques de junho também interrompeu as atividades do programa nuclear.
O pesquisador alertou, porém, que o Irã ainda possui um estoque de urânio enriquecido — combustível mais próximo de ser transformado em material para bombas. A inteligência americana e israelense sugere que o urânio enriquecido enterrado nos três locais atingidos em junho permanece no local, aparentemente enterrado e intacto.
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O Instituto para Ciência e Segurança Internacional afirmou em um relatório na semana passada que detectou um aumento na atividade no complexo nuclear de Isfahan nos últimos dias, mais recentemente o fechamento das entradas dos túneis com terra fresca.
David Albright, presidente do instituto, disse que o acúmulo de terra provavelmente se deve à “antecipação a um ataque, o que implicaria que há algo valioso ali”, possivelmente urânio enriquecido. Albright disse que não está claro o que o Irã está fazendo.
— Crescem as suspeitas de que eles estejam reconstituindo um programa para poder construir armas nucleares — disse o presidente do instituto. — [Mas] Não acreditamos que seja urgente ou iminente de forma alguma.
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Outro acontecimento significativo é visível no complexo militar de Parchin, a sudeste de Teerã, onde o Irã testou explosivos de alta potência que podem ser usados ​​como detonadores para ogivas nucleares. Imagens dos últimos meses mostram que uma grande câmara cilíndrica com cerca de 45 metros de comprimento parece ter sido construída recentemente na instalação.
O local não foi atacado em junho, mas foi alvo de Israel em 2024. Também foi fortificado com defesas como artilharia antiaérea, de acordo com um relatório recente do Instituto para Ciência e Segurança Internacional.
“Embora o propósito pretendido da nova instalação não possa ser determinado pelas imagens, a nova construção indica sua importância estratégica”, afirmou o relatório sobre a nova câmara.
Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estaods Unidos mostram mais de 20 fotos do corpo de Jeffrey Epstein, financista acusado de tráfico sexual e pedofilia encontrado morto na cela em que cumpria pena, em Nova York, no ano de 2019. Na época, o tribunal considerou a morte um suicídio, mas teorias de conspiração proliferaram.
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Fotografias inéditas que mostram Epstein morto, sem camisa, vestido apenas com calças laranja de presidiário, com a mandíbula amarrada e sinais visíveis de ferimentos no pescoço. As imagens são chocantes e mostram o cadáver em uma maca enquanto outra pessoa usando luvas cirúrgicas pressiona seu peito numa aparente tentativa de reanimá-lo.
Essas imagens estão entre os milhões de documentos divulgados na última sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos EUA, na mais recente liberação dos arquivos de Epstein.
Tentativa de ressuscitar Epstein
Reprodução/BBC
Entre os arquivos está o documento contendo o último testamento do ex-financista, assinado dois dias antes de sua morte. Epstein queria que toda a sua fortuna, aproximadamente US$ 100 milhões, fosse para sua então namorada, Karyna Shuliak, a quem ele também planejava dar um diamante de 33 quilates.
O arquivo, chamado “1953 Trust”, em referência ao seu ano de nascimento, menciona outras 40 pessoas como possíveis beneficiárias de sua fortuna.
O milionário condenado por crimes sexuais foi encontrado morto em sua cela em 10 de agosto de 2019. Ele estava detido no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, acusado de tráfico sexual e conspiração para julgamento.
O relatório recém-divulgado pelo FBI, intitulado “Investigação sobre a Morte de Jeffrey Epstein “, parece ser uma investigação conduzida pelo escritório da agência em Nova York. O relatório de 23 páginas está marcado como “não classificado” em todas as páginas.
Jeffrey Epstein foi condenado por abuso sexual
Divulgação / AFP
Os documentos sem censura, analisados ​​pela BBC Verify, que optou por não exibir as fotos em detalhes, mostram closes do pescoço de Epstein e sinais visíveis de ferimentos. Eles também contêm dados da autópsia e um relatório psicológico sobre sua saúde mental nos dias que antecederam seu suicídio.
Diversas fotos mostram Epstein deitado em uma maca enquanto paramédicos tentam reanimá-lo. Elas são datadas de 10 de agosto de 2019 e correspondem às 6h49 da manhã, horário local, cerca de 16 minutos depois de ele ter sido encontrado inconsciente em sua cela. O local onde as fotos foram tiradas é desconhecido, mas Epstein foi levado a um hospital próximo às 6h39 da manhã, onde foi declarado morto, o que sugere que as fotos foram tiradas lá.
Outras três fotos contêm anotações indicando que foram tiradas em um hospital. Elas mostram um close de seu rosto e uma lesão visível em seu pescoço. O nome de Epstein aparece em todas as fotos, mas seu primeiro nome está grafado incorretamente como “Jeffery” em vez de “Jeffrey” em algumas imagens.
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A BBC Verify realizou buscas reversas de imagens das fotos recentemente divulgadas do corpo de Epstein e não encontrou nenhuma versão anterior publicada online antes de 30 de janeiro. Material adicional corroborando o caso também foi encontrado nos arquivos, incluindo um relatório de autópsia de 89 páginas sobre Epstein, arquivado pelo Departamento de Justiça e pelo Gabinete do Médico Legista Chefe (OCME) em Nova York, e e-mails do escritório do FBI em Nova York contendo as mesmas imagens editadas.
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Partes do relatório da autópsia de Epstein, elaborado pelo OCME (Escritório do Médico Legista Chefe), também constam no relatório, incluindo exames de imagem que mostram duas fraturas na cartilagem tireoide do pescoço de Epstein.
O relatório do FBI inclui um cronograma de seis páginas sobre a detenção de Epstein no Centro Correcional Metropolitano de Nova York, desde sua prisão por acusações federais de tráfico sexual em 6 de julho de 2019 até sua morte.
O documento revela que Epstein foi colocado sob vigilância para prevenção de suicídio após uma tentativa de suicídio em 23 de julho de 2019. Epstein acusou seu companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, um ex-policial acusado de assassinato, de tentar matá-lo naquela ocasião.
Em uma consulta com um psicólogo no dia seguinte, Epstein afirmou que não tinha interesse em cometer suicídio e que seria uma loucura tirar a própria vida, segundo o documento. Em 25 de julho, ele declarou que estava “muito empenhado em lutar pelo meu caso; tenho uma vida e quero vivê-la novamente”, de acordo com o relatório do psicólogo.
Outros documentos divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que o diretor da prisão havia desaconselhado manter Epstein sozinho e enfatizado a necessidade de “verificações a cada 30 minutos” em sua cela e “rondas sem aviso prévio”.
O companheiro de cela de Epstein foi liberto um dia antes de sua morte. Na noite de 9 de agosto, os guardas prisionais também não realizaram as rondas programadas para as 3h e 5h da manhã, de acordo com os registros da prisão, e o sistema de câmeras da unidade também estava fora de serviço. Seu corpo foi descoberto durante uma ronda matinal realizada por funcionários.
Uma segunda versão, editada do mesmo relatório do FBI, com apenas 17 páginas, também foi divulgada como parte dos arquivos de Epstein. Ela não inclui o relatório do psicólogo nem a cronologia da prisão, e as imagens no arquivo foram censuradas. Não está claro por que ambas as versões, editada e não editada, do relatório foram incluídas nos arquivos.
Durante séculos, a arqueologia acadêmica rejeitou a hipótese de uma civilização avançada muito anterior às sociedades conhecidas. Agora, um pesquisador independente afirma ter identificado “evidências revolucionárias” de uma civilização perdida que teria espalhado um código simbólico global — baseado em geometria, iconografia e arquitetura — para preservar conhecimento antes de eventos catastróficos.
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Em entrevista ao Daily Mail, Matthew LaCroix disse que sua investigação foi impulsionada por uma descoberta recente no Egito e conecta símbolos encontrados em diferentes continentes, com datação estimada entre 38 mil e 40 mil anos atrás. Segundo ele, essa civilização acompanhava ciclos cósmicos, antecipava desastres globais e registrava ensinamentos sobre as origens humanas, a estrutura do universo e a existência divina em monumentos e sítios sagrados.
LaCroix afirma ter identificado padrões recorrentes — formas gigantes em T, reentrâncias de três níveis e pirâmides escalonadas — esculpidos em pedras antigas ao redor do mundo. Para ele, a repetição desses motivos em culturas geograficamente distantes indicaria uma origem comum, e não desenvolvimento independente.
— Esses símbolos específicos, construídos em diferentes proporções e encontrados em pedras antigas ao redor do mundo, não deveriam existir; nenhuma cultura deveria ter qualquer tipo de compartilhamento entre plataformas, afirmou.
De acordo com o pesquisador, os símbolos aparecem desde a região do Lago Van, no leste da Turquia, até sítios da América do Sul e do Camboja. Ele aponta a área do Lago Van como a origem do sistema global, em um sítio que chama de Ionis, que teria preservado o “projeto original” posteriormente levado a lugares como Gizé e Tiwanaku.
Um dos artefatos centrais citados por LaCroix é o relevo de Kefkalesi, uma escultura em basalto que, segundo ele, espelharia a mesma iconografia vista no Egito e na América do Sul. Entre os elementos recorrentes estariam as formas em T, a pirâmide escalonada com três “portas” e a figura do leão — interpretado por LaCroix como um símbolo de “guardião” dentro do suposto código.
A hipótese, no entanto, é fortemente contestada por arqueólogos. Especialistas afirmam que os sítios da região do Lago Van são atribuídos ao período urartiano, de poucos milhares de anos atrás, e que não há evidências de uma civilização global anterior à Era do Gelo. Além disso, nenhum estudo revisado por pares sustenta a datação proposta por LaCroix.

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