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Enquanto delegações diplomáticas de Irã e EUA participavam de uma nova rodada de negociações, em Genebra, para discutir termos de um possível acordo nuclear, o regime de Teerã anunciou que partes do Estreito de Ormuz seriam fechadas nesta terça-feira por motivos de “segurança”, em razão dos exercícios militares da Guarda Revolucionária iraniana. As negociações acontecem em meio a um cenário de preparativos militares, após a grande mobilização de navios de combate e porta-aviões de Washington para a região, e de elevadas tensões — com o presidente americano, Donald Trump, afirmando que a nação persa não está preparada para as “consequências” de um não acordo, e o aiatolá Ali Khamenei ameaçando afundar a frota enviada para o Golfo Pérsico.
Prontidão: Guarda Revolucionária do Irã inicia exercícios militares no Estreito de Ormuz às vésperas de negociação com os EUA
Enquanto diplomatas conversam sobre acordo nuclear: Pentágono se prepara para uma possível guerra com o Irã
O anúncio do fechamento parcial do Estreito de Ormuz — principal via de escoamento das produções de petróleo e gás dos países do Golfo Pérsico — foi feito pela televisão estatal iraniana. A justificativa apresentada na rede oficial foi o respeito aos “princípios de segurança e navegação”, uma vez que as forças navais da Guarda Revolucionária iniciaram treinamentos de prontidão na segunda-feira, com o objetivo anunciado de preparar uma resposta rápida em caso de agressões.
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“As principais rotas de trânsito do Estreito de Ormuz estão sob o controle da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, e o Irã não tem linhas vermelhas quando se trata de salvaguardar a segurança nesta região”, informou a TV estatal.
A tensão militar entre os países rivais acontece em meio a um delicado processo diplomático, que ocorre por meio de diálogos indiretos mediados por representantes de Omã. A primeira rodada de negociações aconteceu na capital do país do Oriente Médio, Mascate, e terminou com avaliações positivas das duas partes — embora não tenha dissipado a escalada bélica.
Na noite de segunda-feira, quando a representação iraniana liderada pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já estava em Genebra, Trump voltou a fazer ameaças veladas ao regime — que horas antes havia dito que não se dobraria a ameaças.
— Eles querem chegar a um acordo. Não acho que queiram as consequências de não alcançar um acordo — afirmou o republicano, que em uma declaração recente já havia dito que o tempo para a diplomacia estava se encerrando.
Mapa mostra onde fica localizado o Estreito de Ormuz
Arte O GLOBO
As declarações de Trump foram rebatidas por Teerã. Em um discurso na capital iraniana, o aiatolá Ali Khamenei direcionou comentários ao presidente americano, e afirmou que Washington não destruiria a República Islâmica, apesar da escalada militar.
— Em um de seus discursos recentes, o presidente dos EUA disse que, em 47 anos, os EUA não conseguiram destruir a República Islâmica… Eu lhes digo: vocês também não conseguirão — disse o aiatolá em um discurso, ameaçando ainda afundar a frota americana enviada para a região. — Ouvimos constantemente que eles enviaram um navio de guerra em direção ao Irã. Um navio de guerra é certamente uma arma perigosa, mas ainda mais perigosa é a arma capaz de afundá-lo.
Trump anunciou recentemente o envio do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, para o Golfo Pérsico, reforçando o que foi descrito pelo próprio como uma “Armada” que já contava com um porta-aviões, o USS Abraham Lincoln. Os dois navios contam servem de ponto de partida para alguns dos jatos de caça mais poderosos e versáteis do mundo, como os F-18 e os F-35 — que poderiam ser acionado para bombardeios contra o território iraniano.
Meios militares dos EUA mobilizados no Oriente Médio, para além do porta-aviões USS Gerald R. Ford
Arte/ O GLOBO
Mesa de negociações
Retórica militar à parte, delegações diplomáticas de Irã e EUA participaram de uma negociação indireta em Genebra. A expectativa era de que ao menos o escopo dos termos em discussão fossem definidos, uma vez que Teerã afirmou que apenas o programa nuclear deve ser discutido, enquanto Washington e aliados pretendiam, ao menos inicialmente, impor limitações ao programa de mísseis balísticos iraniano e à rede de milícias e grupos armados conhecido como “Eixo da Resistência”.
Autoridades iranianas apresentaram expectativas distintas ao longo dos últimos dias. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse na segunda-feira que a avaliação de momento era de que a posição dos EUA sobre a questão nuclear iraniana “se tornou mais realista” após a primeira negociação em Mascate. O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, colocou o “levantamento das sanções” como fundamental para um acordo. Khamenei expressou ceticismo.
O enviado especial americano, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, representaram o governo Trump em Genebra. Fontes confirmaram que a conversa foi encerrada, mas sem nenhum anúncio público imediatamente após a conclusão. (Com AFP)
A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou nesta segunda-feira que Casey Wasserman deveria renunciar à presidência do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2028 na cidade, após seu nome surgir recentemente nos chamados arquivos Epstein.
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“Eu não posso demiti-lo”, disse a prefeita à CNN, observando que apenas o conselho diretor da organização sem fins lucrativos responsável pelas Olimpíadas de Los Angeles pode substituí-lo. “Eu tenho uma opinião. Minha opinião é que ele deveria renunciar.”
Bass, do Partido Democrata, é a autoridade eleita de mais alto escalão a pedir publicamente que Wasserman deixe o cargo. Sua declaração contraria a posição dos organizadores dos Jogos, que na semana passada manifestaram apoio ao dirigente e reiteraram confiança em sua permanência na presidência.
As declarações da prefeita ocorreram três dias depois de Wasserman, 51 anos, executivo do setor de entretenimento em Los Angeles e um dos responsáveis pela elaboração da candidatura vencedora da cidade, anunciar que venderia sua empresa porque suas “interações limitadas” há duas décadas com Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein haviam se tornado uma “distração”.
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Em memorando enviado a seus 4 mil funcionários, Wasserman informou que deixaria o controle diário de sua agência de talentos e marketing esportivo, que leva seu nome, para se concentrar em seu papel cívico como chefe dos Jogos de 2028.
Ele já havia pedido desculpas por e-mails que vieram a público na mais recente leva de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na investigação sobre Epstein, financista acusado de crimes sexuais e que mantinha relações com líderes influentes.
As trocas de mensagens de teor sugestivo com Maxwell não indicam conduta ilegal por parte de Wasserman, que tinha 29 anos na época, nem dela. Casado e com filhos pequenos naquele período, o executivo discutiu um possível encontro com Maxwell e escreveu a ela: “Eu penso em você o tempo todo.”
Na semana passada, o comitê executivo das Olimpíadas de Los Angeles divulgou nota em apoio a Wasserman, afirmando que, embora “leve alegações de má conduta a sério”, realizou uma revisão independente de suas interações passadas com Maxwell e Epstein e decidiu mantê-lo na presidência.
Os e-mails são de 2003, vários anos antes de Epstein ser preso pela primeira vez e acusado de má conduta sexual, e quase duas décadas antes de Maxwell ser condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual e outros crimes relacionados à conspiração com Epstein para explorar sexualmente menores de idade.
Ainda assim, críticos avaliam que as mensagens fazem parte de um padrão de comportamento. Elas se somam a uma reportagem de tabloide publicada em 2024 que acusou Wasserman de manter diversos casos extraconjugais, inclusive com funcionárias.
Nas últimas semanas, dezenas de líderes de Los Angeles e clientes da empresa de Wasserman — incluindo artistas e atletas de destaque — condenaram sua associação com Epstein e Maxwell e manifestaram preocupação tanto em serem representados por sua agência quanto em tê-lo como representante da cidade nos Jogos de 2028.
O anúncio de que se afastaria da gestão de sua empresa, feito na noite de sexta-feira, às vésperas de um feriado, foi visto como uma tentativa de conter a indignação pública.
As declarações da prefeita à CNN, porém, indicam que a crise pode não ter chegado ao fim.
“O conselho tomou uma decisão”, disse Bass. “Eu acho que essa decisão foi infeliz. Eu não apoio a decisão. Eu acho que precisamos analisar a liderança. No entanto, meu trabalho como prefeita de Los Angeles é garantir que nossa cidade esteja completamente preparada para realizar as melhores Olimpíadas da história.”
Este artigo foi publicado originalmente pelo The New York Times.
O reverendo Jesse Jackson, liderança da luta pelos direitos civis nos EUA nos anos 1960 e pioneiro do movimento negro na política americana, morreu nesta terça-feira aos 84 anos. Principal líder negro do país após a morte de seu mentor, Martin Luther King, até a eleição de Barack Obama, Jackson estava internado desde novembro para tratamento de uma condição neurodegenerativa rara. A família não informou a causa da morte do ativista de carreira multifacetada, cujas candidaturas à Casa Branca na década de 1980 ajudaram a pavimentar o caminho para a eleição de Obama duas décadas depois.
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Colaborador próximo de Martin Luther King na década de 1960, Jackson marcou época como um orador dinâmico e um mediador de sucesso em disputas internacionais. Ícone da luta por igualdade racial nos EUA, tendo sido um dos afetados diretos pelas políticas de segregação no país, o pastor batista ampliou o espaço para os afro-americanos no cenário nacional por mais de seis décadas.
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“Nosso pai foi um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados ao redor do mundo”, pronunciou-se a família do reverendo em um comunicado, por meio do qual destacou a crença inabalável dele na “justiça, igualdade e amor”. “Compartilhamos seu nome com o mundo e, em troca, o mundo se tornou parte de nossa família ampliada.”
Jackson esteve presente em muitos momentos cruciais da longa luta pela justiça racial nos Estados Unidos. Ele estava com King em Memphis, em 1968, quando o líder dos direitos civis foi assassinado; chorou abertamente na multidão quando Barack Obama comemorou sua eleição presidencial em 2008; e apoiou a família de George Floyd em 2021, após a condenação de um ex-policial pelo assassinato do homem negro desarmado.
— Meu eleitorado é formado pelos desesperados, pelos condenados, pelos deserdados, pelos desrespeitados e pelos desprezados — disse Jackson na Convenção Nacional Democrata de 1984.
Carreira política
Filho de uma mãe adolescente solteira e de um ex-boxeador profissional, Jackson nasceu Jesse Louis Burns em 8 de outubro de 1941, em Greenville, Carolina do Sul. Mais tarde, adotou o sobrenome de seu padrasto, Charles Jackson. Em uma época em que políticas de segregação racial ainda eram regra nos EUA, ele se destacou na escola secundária segregada em que estudou, ganhando uma bolsa para jogar futebol americano na Universidade de Illinois. Ele acabou se transferindo para a Faculdade Agrícola e Técnica da Carolina do Norte, predominantemente negra, onde se formou em sociologia.
— Eu não nasci com berço de ouro. Eu tinha uma pá programada para as minhas mãos— disse ele certa vez.
O reverendo surgiu para o cenário político após ganhar destaque na década de 1960 como líder da Conferência de Liderança Cristã do Sul (SCLC), ligada a Martin Luther King. Em 1960, ele participou de seu primeiro protesto pacífico em Greenville. Depois, juntou-se às marchas pelos direitos civis de Selma a Montgomery em 1965, onde chamou a atenção de Luther King.
Após o falecimento do mentor, ele fundou duas organizações que atuaram na busca por justiça social por meio do ativismo: a Operation PUSH, em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-íris, doze anos depois. Os grupos se fundiram em 1996.
Mas foi na década de 1980 que ele ganhou notoriedade nos EUA. Por duas vezes, Jackson tentou ser presidente pelo Partido Democrata — chamando a a atenção de muitos americanos e garantindo que as questões afro-americanas se tornassem fundamentais para a plataforma do partido. Em 1984, ele terminou as primárias democratas em terceiro lugar, atrás de Walter Mondale e de Gary Hart, tornando-se o candidato presidencial negro mais bem-sucedido até Obama. Mondale foi derrotado por Ronald Reagan na eleição geral daquele ano.
Jesse Jackson, então pré-candidato à Presidência pelo Partido Democrata, parra perto de cartaz com os dizeres “Não a Reagan e à guerra”, em 1985
Marcel Mochet/AFP
Quatro anos depois, Jackson estava de volta ao palco da convenção após ficar em segundo lugar, atrás do candidato Michael Dukakis, instando os americanos a encontrarem um “terreno comum”.
Ele atacou o que chamou de “Robin Hood às avessas” de uma presidência Reagan que concedeu riquezas aos ricos, enquanto deixava os americanos pobres em dificuldades. Embora seu discurso impactante tenha aumentado sua visibilidade, a gradual inclinação do país para a direita o privou de grande influência política nos anos seguintes.
Embora suas realizações tenham sido pioneiras, seu trabalho também foi manchado por controvérsias. Em 1984, ele descreveu Nova York como “Hymietown”, usando um termo pejorativo para judeus. Um dos filhos de Jackson, o ex-congressista americano Jesse Jackson Jr., cumpriu pena de prisão após se declarar culpado, em 2013, de desviar cerca de US$ 750 mil em verbas de campanha para uso pessoal.
Mais tarde, Jackson se tornou um mediador e enviado em diversas frentes internacionais importantes. Como defensor proeminente do fim do apartheid na África do Sul, atuou na década de 1990 como um enviado especial presidencial para a África durante o governo de Bill Clinton. Também integrou missões para libertar prisioneiros americanos da Síria ao Iraque e à Sérvia.
Um dos últimos compromissos públicos da liderança foi o apoio à família de George Floyd em uma coletiva de imprensa, em abril de 2021, quando um júri de Minneapolis condenou o assassino de Floyd, Derek Chauvin.
Jackson foi hospitalizado em novembro para tratamento de uma condição neurodegenerativa rara e particularmente grave, a paralisia supranuclear progressiva (PSP). Em 2017, ele anunciou que tinha a doença de Parkinson, que em seus estágios iniciais pode produzir efeitos semelhantes nos movimentos corporais e na fala. A família anunciou nesta terça-feira que ele “faleceu em paz”. (Com AFP)
De máscaras esculpidas à mão na Alemanha a espíritos mitológicos no País Basco, o carnaval ao redor do mundo mistura fé, folclore e crítica. Na França, foliões desafiam a neve; na Grécia, a festa ocupa as ruas com arte e música. Na Holanda e na República Tcheca, tradições locais mantêm viva a passagem para a Quaresma. Já em Düsseldorf, a sátira política domina: Trump e Putin dividem carro alegórico em uma cena cômica. Veja as celebrações pelo mundo.
País Basco
Mulheres vestidas como Lâmina, uma personagem da mitologia basca, participam do tradicional carnaval de Mundaka, no País Basco
Ander Gillenea / AFP
Alemanha
Foliões usam máscaras de madeira esculpidas à mão seguindo a tradição do folclore local para celebrar o fim do inverno e início da primavera no Carnaval de Maschkera, em Mittenwald, no Sul da Alemanha
Christof Stache / AFP
Colômbia
O Desfile da Tradição faz parte da Grande Parada no domingo de carnaval e é focado nas danças tradicionais e sem o uso de carros alegóricos, em Barranquilha, na Colômbia
Vanexa Romero / AFP
França
Foliões desafiam o frio e a neve em desfile no Carnaval de Dunkirk, no Norte da França
Sameer Ai-Doumy / AFP
Grécia
Folião acende sinalizador no carnaval do bairro de Metaxourgeio que mistura tradições gregas com arte de rua, música e dança.
Aggelos Nakkas / AFP
Holanda
O Grande desfile da cidade de Heerlen, na Holanda, que faz parte das celebrações de carnaval na região de Limburg
Marcel van Hoorn / ANP / AFP
República Tcheca
A tradicional celebração do carnaval da Vila de Roztoky, na República Tcheca, que marca o início da Quaresma.
Michal Cizek / AFP
Alemanha
Carro alegórico, na Segunda-Feira das Rosas, em Düsseldorf, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, caparecem comendo um vaca onde está a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Ina Fassbender / AFP
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton acusou o governo do presidente Donald Trump de promover um “encobrimento” na condução dos arquivos ligados ao financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
Em entrevista à BBC, em Berlim, onde participou do World Forum, Hillary afirmou que a administração republicana estaria retardando a divulgação completa dos documentos.
— Publiquem os arquivos. Eles estão atrasando isso deliberadamente — disse.
A Casa Branca rebateu, afirmando que já fez “mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram” ao liberar milhões de páginas por meio do Department of Justice (DoJ).
No início do mês, o DoJ divulgou cerca de três milhões de páginas relacionadas às investigações sobre Epstein. Parte do material, no entanto, não foi tornada pública por conter prontuários médicos, descrições gráficas de abuso infantil ou informações que poderiam comprometer investigações.
Questionada sobre a possibilidade de Andrew Mountbatten-Windsor depor diante de um comitê do Congresso, Hillary afirmou que “todos que forem convocados devem testemunhar”.
O comitê não tem poder para obrigar Andrew a comparecer, mas aumentou a pressão sobre os próprios Clinton. O ex-presidente Bill Clinton deve depor no dia 27 de fevereiro, enquanto Hillary comparecerá no dia anterior.
Inicialmente, parlamentares republicanos ameaçaram votar uma moção por desacato contra o casal, mas recuaram após o compromisso de depoimento. Será a primeira vez desde 1983 — quando Gerald Ford testemunhou — que um ex-presidente dos EUA comparece a um painel do Congresso.
Hillary reiterou que prefere uma audiência pública, e não uma sessão a portas fechadas:
— Não temos nada a esconder. A luz do sol é o melhor desinfetante.
Uma equipe internacional liderada por pesquisadores da University of Kentucky Martin-Gatton College of Agriculture, Food and Environment constatou que o único inseto nativo da Antártida já está ingerindo microplásticos, apesar de viver em uma das regiões mais isoladas do planeta. Os resultados foram publicados na revista Science of the Total Environment.
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É a primeira pesquisa a investigar como microplásticos afetam um inseto antártico e a confirmar a presença de partículas plásticas no interior de espécimes capturados na natureza. O projeto teve início em 2020, quando Jack Devlin, então doutorando, assistiu a um documentário sobre poluição plástica antes de se mudar para a Escócia para trabalhar como ornitólogo marinho.
“Assistir àquele filme realmente explodiu minha mente”, afirmou Devlin. “Comecei a ler sobre os efeitos do plástico em insetos e pensei: ‘Se o plástico está aparecendo em todos os outros lugares, e quanto a lugares raros como a Antártida?’”
A espécie no centro do estudo é a Belgica antarctica, um mosquito não picador do tamanho aproximado de um grão de arroz. Trata-se do inseto mais ao sul do planeta e o único exclusivamente nativo do continente antártico. Suas larvas vivem em tapetes úmidos de musgos e algas ao longo da Península Antártica, podendo alcançar densidades de quase 40 mil indivíduos por metro quadrado. Ao se alimentarem de matéria vegetal em decomposição, ajudam a reciclar nutrientes e a manter o frágil ecossistema do solo.
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“Eles são o que chamamos de poliextremófilos”, explicou Devlin. “Eles lidam com frio intenso, desidratação, alta salinidade, grandes variações de temperatura e radiação UV. Então, a grande questão era: essa resistência os protege de um novo estressor como os microplásticos ou os torna vulneráveis a algo que nunca encontraram antes?”
Embora a Antártida seja frequentemente vista como um ambiente intocado, pesquisas anteriores já detectaram fragmentos plásticos na neve recente e na água do mar próxima. Ainda que os níveis sejam mais baixos do que na maior parte do mundo, o plástico chega ao continente por correntes oceânicas, transporte pelo vento e atividades humanas associadas a estações de pesquisa e embarcações.
Em laboratório, os pesquisadores conduziram experimentos controlados para avaliar os efeitos da exposição ao plástico. Os resultados iniciais surpreenderam.
“Mesmo nas maiores concentrações de plástico, a sobrevivência não caiu”, disse Devlin. “O metabolismo básico deles também não mudou. À primeira vista, parecia que estavam bem.”
Análises mais detalhadas, porém, revelaram um impacto oculto: larvas expostas a níveis mais altos de microplásticos apresentaram redução nas reservas de gordura, embora os níveis de carboidratos e proteínas tenham permanecido estáveis. A gordura é essencial para o armazenamento de energia, sobretudo no clima rigoroso da Antártida.
Segundo Devlin, a alimentação lenta em condições frias e a complexidade dos solos naturais podem limitar a quantidade de plástico ingerida. Como a pesquisa em campo no continente é desafiadora, o experimento de exposição durou apenas dez dias. Estudos de longo prazo serão necessários para entender os efeitos cumulativos.
Na segunda fase do projeto, a equipe investigou se larvas selvagens de Belgica antarctica já estavam ingerindo microplásticos no ambiente natural. Durante uma expedição em 2023 ao longo da Península Antártica Ocidental, os pesquisadores coletaram larvas em 20 locais distribuídos por 13 ilhas. Os espécimes foram preservados imediatamente para evitar alimentação adicional.
Para detectar partículas no interior dos insetos, Devlin trabalhou com Elisa Bergami, especialista em microplásticos da University of Modena and Reggio Emilia, e com o especialista em imagem Giovanni Birarda, do Elettra Sincrotrone Trieste. As larvas, com cerca de cinco milímetros, foram dissecadas e seus conteúdos intestinais examinados com ferramentas de imagem capazes de identificar “impressões digitais” químicas de partículas de até quatro micrômetros, muito abaixo do que o olho humano consegue enxergar.
Das 40 larvas analisadas, duas apresentaram fragmentos de microplástico. Embora o número pareça pequeno, Devlin considera o achado um sinal de alerta precoce.
“A Antártida ainda tem níveis de plástico muito mais baixos do que a maior parte do planeta, e isso é uma boa notícia”, afirmou. “Nosso estudo sugere que, neste momento, os microplásticos não estão inundando essas comunidades de solo. Mas agora podemos dizer que eles estão entrando no sistema e, em níveis suficientemente altos, começam a alterar o equilíbrio energético do inseto.”
Como o mosquito não possui predadores terrestres conhecidos, é improvável que o plástico ingerido avance significativamente na cadeia alimentar. Ainda assim, os pesquisadores demonstram preocupação com os efeitos da exposição prolongada, sobretudo porque as larvas levam dois anos para se desenvolver e enfrentam pressões adicionais trazidas pelas mudanças climáticas, como condições mais quentes e secas.
Para Devlin, a descoberta evidencia o alcance global da poluição plástica.
“Isso começou porque assisti a um documentário e pensei: ‘Certamente a Antártida é um dos últimos lugares que não está lidando com isso’”, disse. “Então você vai até lá, trabalha com esse inseto incrível que vive onde não há árvores, quase não há plantas, e ainda assim encontra plástico no intestino dele. Isso realmente mostra o quão disseminado é o problema.”
O estudo recebeu apoio da Antarctic Science International Bursary, da U.S. National Science Foundation e do National Institute of Food and Agriculture.
Do chão dos salões de beleza aos canais de Xochimilco: toneladas de cabelo humano são utilizadas para limpar as águas dessa área natural protegida no sul da Cidade do México, um dos maiores atrativos turísticos da megalópole.
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Os habitantes de Xochimilco continuam cultivando flores e hortaliças com técnicas pré-hispânicas nas chinampas, ilhas criadas artificialmente erguidas em um imenso lago que, ao longo do tempo, foi sendo contaminado.
“O cabelo tem uma aderência e essa capacidade de reter certos contaminantes: óleo, gorduras, hidrocarbonetos, coliformes fecais, metais pesados (…) uma infinidade de contaminantes”, diz à AFP Mattia Carenini, diretor da organização ambientalista Matter of Trust.
E é que o crescimento da mancha urbana em Xochimilco e as atividades humanas desencadearam uma crise ambiental que ameaça espécies endêmicas e deixou as águas repletas de produtos químicos e bactérias.
“Se não fosse pela água, seríamos mais produtivos do que nunca”, afirma, por sua vez, Agustín Galicia, um agricultor de 74 anos que cultiva hortaliças há seis décadas em sua chinampa.
Galicia percorre lentamente os canais repletos de cultivos a bordo de sua “trajinera”, uma embarcação simples. Ele mergulha na água um imenso bastão que se enterra no fundo e serve de alavanca para empurrar o barco.
“Esta terra é rentável”, diz entusiasmado, dando as boas-vindas à iniciativa para limpar os canais. Os motores são proibidos por causa da poluição.
Com os cabelos, preenchem redes finas que são submersas na água durante um par de meses para absorver os contaminantes, explica Constanza Soto Candia, gerente de operações da Matter of Trust. Uma vez que cumprem sua primeira função, os cabelos podem ser “utilizados como composto diretamente na terra”, diz Soto Candia.
E é exatamente isso que Carenini faz com enormes mechas que coloca cuidadosamente ao redor de algumas hortaliças.
“Isso permite reduzir a evaporação direta em 71% e diminuir o uso de água para irrigação. Além disso, o cabelo tem nutrientes (…) que vão sendo incorporados ao solo, melhorando o solo nos próximos 10 a 20 anos”, ressalta.
A alguns quilômetros de Xochimilco, no coração da metrópole, Rebecca Serur, de 42 anos e fundadora de uma rede de salões de beleza, reuniu mais de 100 quilos de cabelo em 2025.
“Em vez de sermos alguém que polui, estamos sendo alguém que ajuda o planeta”, afirma a cabeleireira.
Neste inverno, a unidade de Ali lançou um drone interceptador na linha de frente, na Ucrânia, mas o esforço foi em vão. Com temperaturas abaixo de zero, a câmera congelou e os soldados não conseguiram cumprir sua missão: impedir um ataque russo iminente. Ao longo dos 1.200 quilômetros da linha de frente, os termômetros registraram as temperaturas mais baixas dos quatro anos de guerra, dificultando o uso de drones movidos a bateria, que se tornaram peça central das táticas militares de ambos os lados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em sua tentativa de acessar cadastros de eleitores, o governo do presidente americano, Donald Trump— que chegou a processar 25 chefes eleitorais estaduais, em sua maioria democratas — tem enfrentado resistência de autoridades republicanas à entrega de dados confidenciais ao Departamento de Justiça (DOJ). Pelo menos seis escritórios eleitorais republicanos recusaram fornecer informações não públicas, como números de seguro social, carteira de motorista e endereço residencial, segundo entrevistas, reportagens locais e registros obtidos pela rede americana CNN e pelo Brennan Center, think tank de esquerda que pesquisa questões eleitorais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Num galpão cercado de serrarias no sul de Kolkata (antiga Calcutá), o premiado cineasta indiano Koushik Sarkar ensaia atores para um momento dramático de seu próximo filme, em que uma mulher encontra o corpo do filho assassinado. Sob sua orientação, a atriz reage em silêncio, petrificada, o que aumenta o impacto da cena. Só mais tarde, quando conduz uma vaca no campo, repetindo os passos do filho morto, é que ela explode em choro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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